1.12.02

Uát?

hehehe..cada coisa q essas fibras nos reservam...





Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia


Eu não sou pára-raio, São Pedro, cai fora

Tinha umas aulas de pisseudo-psicologia nos dois primeiros anos do curso. De teórica da comunicação, a professora (que, como tal, era uma ótima numeróloga) se arriscava nos campos minados de Freud. Pobres de nós,submetidos àquela sessão abominável de "quem sou eu? O que quero da vida?". Aaahhh.

Com uma coisa, no meio de tanto Pierre Weil, eu tinha de concordar: dias nublados, de certa forma, sugavam a energia das pessoas (atentem para o quão útil a um jornalista é a informação). Sugam sim, pelo menos a minha.

Previsão para Londrina: trovoadas isoladas até quinta-feira, com chuvas ao longo do dia na terça (tô craque em previsão, cuidado). Ou seja: só estou de passagem por aqui. Prometo.

Àqueles que me ajudaram a espantar as nuvens pretas no fim de semana, os sinceros agradecimentos.

A você, em especial. O poder das palavras é miraculoso, mas se pontilhado com uma angustiazinha de saudade vindoura, tanto melhor.

*

S.a.u.d.a.d.e.

[Do lat. solitate, 'soledade', 'solidão', pelo arc. soydade, suydade, poss. com infl. de saúde.]

S. f.
1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia: & &
2. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido.

*

Acho que essa vai ser a tônica do meu 2003. Aliás, deve ser esta a nuvenzona que me deixou estranha esses dias. Não queria reconhecer pra mim mesma, mas, nos momentos mais lúcidos, uma ponta gorda de tristeza me dá um catá, bem no queixo.

Pra ajudar a aliviar o impacto do golpe, sempre há o ser que vem jogar álcool na ferida, sabe como é. Eu quero chá de cidreira, colo e palavras meigas, você me entende? Não parece.

*

Papai do Céu me ajude com os pensamentos positivos no Revéillon, porque eu não vou usar roupa branca de novo.

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Random list: The Get Up Kids - Valentine


29.11.02

Toc toc

Não brinque de esconde-esconde não, viu?

Você pode não ser encontrado e deixar as criancinhas tristes.

Não magoe as criancinhas. Elas gostam de você.






Post populi, post Dei

Não podia esquecer de vocês, amigos sãopaulinos. Nadaram, nadaram, mas o time da praia suja os atolou na areia. So sad.

Meu pai adora peixe. Prepara como ninguém, o que lhe garante pontos em minhas viagens turísticas pra casa. Queria muuuuito rever a família neste fim de semana, bateu uma vontade louca, do nada...hehe

*

Eu sou má. Sem problema. Deixei de acreditar em Cuca, velho do saco na esquina, poltergeist (até nisso), macaco de circo, Ronald McDonald, e em papai Noel. A punição pelo sarro do 'somos bicampões mundiais!' não me deve custar muito, espero.

*

Na leitura de livros (até certo ponto) técnicos, alguma coisa muda a vontade de escrever as bobagens do blog. Deve ser cansaço. Bendita monografia de férias, maldita greve. Maldito governo. Maldita maledicência. Indecente esse costume...tsc, tsc.

*

Todo dia, invariavelmente, não sei por que estúpida razão uma música brega - daquelas de carteirinha - me assola o pensamento. Do nada, como o cheiro de comida que o vizinho impõe, na pior hora; ou como o buzinaço na madrugada (claro, em frente ao seu prédio) daquele insone da fralda suja. Que o Santa lhes traga muito antrax de pelúcia, seus bobos, feios.

Nesta quinta-feira de clima chuvoso, Amado Batista foi meu fiel companheiro pela biblioteca da faculdade. Ontem, enquanto tentava explicar a meus alunos exemplos de coesão textual, Sara Jane me pentelhava a idéia com um “abre a roda morenaaaaaaaaa” intermitente, de fazer inveja ao Juqueri. Exemplo de sistematização, exemplo de incoerência discursiva. A minha, não a dela.


*

A partir da semana que vem, publico aqui o “Bloco de Notas Top of Sour Mind”, com os respectivos apontamentos que mais me ferem a alma, o ouvido, a sola do tênis e, claro, o baço. Na verdade, trata-se mais de um engana trouxa que uma novidade, em si. Tem gente que reclama da falta de figuras, sabe como que é...mim, sistema de blog, você, cara pálida. UGA!

Uma amostra para a “Top of sour mind”- early days 2.2:

- discografia de Amado Batista, Sara Jane, Martinho da Vila, Sidnei Magal, RPM, É o Tchan, New Kids on the Bloch e Roberto Leal (perdão, vô);
- qualquer jingle das lojas de “camisa de viscose adulto: 7,99, no cre-di-fá-cillll”;
- não conseguir dormir antes da uma, mesmo sabendo da manhã punk que se aproxima.

Acho que esse foi um auto-aviso. Se vacilar, negrinho do pastoreio me dá um corretivo.

Random: Renaissance - Bound for infinity




28.11.02

E?

Acontece aqui em Londrina o projeto "A expressão fotográfica e os cegos" - uma forma de estimular essas pessoas a se expressarem artisticamente.Muy interesante.

(inauguramos hoje neste espaço a seção "na falta do que postar, seja útil")

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Novembro jaz daqui poucos dias. Dezembro, férias, descanso, praia, montanha. Acordar tarde. Dormir 'cedo'. Restaurar as energias para o ano que se inicia.(lalá, lalá, lalá)

Acho que meu super catálogo semiótico das férias precisa de um update. Urgente.

*

Queria contar mais lorotas e fazê-lo perder seu precioso tempo aqui, mas a consciência apertou e eu resolvi fazer minha boa ação do Natal. Hou, hou,hou...

"Não confunda teus semelhantes; sê humilde e reconhece tua falta de assunto para com eles", disse o Criador à criatura sem criatividade.


Random: Violent Femmes - "All I want"


27.11.02

Quem quer votar põe o dedo aqui...

heheh, viva a primavera...
Li uma matéria ontem divulgando a pesquisa feita por uma revista de grande penetração entre o público gay. Sem trocadilhos.

Na enquete promovida, os leitores tinham de escolher quem gostariam que possasse nu para a publicação. Em primeiro lugar, o deputado Aécio Neves, seguido por Ciro Gomes.

Até aí, nenhum grave deslocamento de queixo. O primeiro tem uns meros atributos (mentira, pra mim ele tem mesmo é charme de bandido); o segundo, o atributo Patrícia Pilar. Afinal, os assíduos praticantes (digo, leitores) da revista devem ter o desejo (ops, curiosidade) de saber o que, afinal, atraiu a atriz - que não se trata de uma Elke Maravilha caolha e sem dente, vá.

*

(como diria um amigo meu) Com tanto macho dando sopa por aí, como explicar, entre os votos válidos, os que escolheram Enéas, Lula e ACM?

Será que o Padrão Bofe de Beleza anda em queda, ou eu q tenho sido muito exigente nas minhas escolhas? Nãão, não tô com essa bola toda, não. Acho que o Fome Zero do Lulinha Woodstock e a bomba atômica do barbudo é que atiçaram umas fantasias mais descabidas.

*

E ainda me chamam de maliciosa...sou uma beata, isso sim. Em nome de Cristo Rei!

* * *

Hoje estava reparando em nomes de blogs. Alguns me parecem meras criações espontâneas, outros parecem dizer muito da personalidade de quem escreve. Sem supercialidades, e mesmo sem conhecer uns 60% dos blogueiros que leio, falo sério. Em alguns momentos nos revelamos mais pelas palavras escritas, ou pelo simples olhar, que por uma atitude. Impulsivo ou espontâneo demais, muitas vezes o agir pode esconder intenções mais cruas.

Ainda bem que alunos de cursinho não páram muito pra pensar nisso. Seria o caos.

*

Se você notou um pouco q seja no nome deste bloquinho, vai chegar à triste conclusão de que informações minimamente úteis não são seu ponto forte. Você, sedento por conhecimento (se reclamar, lhe mando à biblioteca ou à banca mais próxima, cuidado); mim, pele vermelha. Uga.

Para aliviar a sua barra, e a minha consciência, vai a dica de leitura. Esse material é mensal e um dos raros, hoje em dia, que me fazem acreditar que o jornalismo é muito além do que 'serviço'.

> > Caderno Sinapse

*

Random list: Joan Baez - It ain't me babe


26.11.02

Olha a barra da calça e segue adiante, seu lerdo

Luzes acesas no centro em plena uma da tarde não são um bom sinal. Não são. Chuva de vento (pro seu lado, claro): la même chose.

*

Instinto consumista é um problema. Critico tanto isso que, mais cedo ou mais tarde, o cuspe cai em cheio, no olho. Hoje não escapei.

*

Não diga que saiu de casa levando aquela grana extra “só por precaução”. Seu mentiroso. Você sabe que, nas profundezas da sua alma, reina um tio Patinhas bem mão-aberta.

Cuidado apenas para não se empolgar demais. Na ânsia pela descoberta do novo produto, alguns contratempos podem passar incólumes pelo seu deslumbramento.

Quer ganhar o Stupid November Awards?

É fácil, rápido e não faz sujeira! Compre um CD da Norah Jones, por exemplo, sem notar que ele se resume à caixinha. Não preste atenção no produto interno; brutal, ele pode esconder um maroto CD do Agepê.

Vai por mim. Seja mais cauteloso, não se iluda à primeira vista com a tecnologia – lembre-se de que ela é manipulada por omens, bixo...

*

Sina ou não, nem é a primeira vez que semelhante fato me tira o humor. Por pouco tempo, é verdade. Ano passado (e o pior: o dito era pra uma amiga), Jorge Aragão deu o fora nos Mutantes e os deixou a ver caixinha. E eu, a ver minha cara na quina da mesa, rolando em queda livre.

Acho que vou chamar uma benzedeira. Minha mão "deviditá pessuída", como diria a velha que me chamava de Januína.

*

Numa esquina qualquer: "Have you ever seen the rain", por uma dupla sertaneja.
(Não, não te indico. Tenho leitores, não inimigos. Mas se vc detesta alguém, vai em frente)


25.11.02

I am the walrus

Ia fazer uma ode ao Garfield, numa espécie de conclamo anti-segunda-feira, mas mudei de idéia.

Bem ou mal, a semana começa da mesma forma. Não vai aliviar droga nenhuma eu maldizer esse dia tão propício à bem aventurada cama.

Assim, uma ótima semana pra você. E, o que eu gosto de dizer aos mais chegados: não torça pra não ter obstáculos. Torça pra ter coragem de enfrentá-los, pois são eles que te dignificam, amiguin.
*

Chorei.

*

O melhor remédio é rir. Afinal, cada esquina tem seu louco; olhe com mais atenção e me diga.

O louco da esquina a me chamar a atenção nesta nebulosa manhã (lalá, lalá, lalá) conversava com um passo-preto na gaiola. Na verdade, eles mais travavam uma luta de egos q necessariamente um diálogo.

O pássaro cantava (gritava, na minha leiga opinião), o velho mandava ele calar a "boca".

E eu, vendo aquilo de longe, acabei de crer que meus problemas são muito, mas muito pequenos.


24.11.02

Salve?

Uma tarde de sono inoportuno (malditos 20 minutinhos, batman) merece ser castigada com café. Morpheu e sua gastrite que se danem.

Mas nada mais eficaz pra acordar que ouvir um pífio "humpf, o peixe ganhou, meeeu..." de um são-paulino fanático (o mesmo que alugou a semana inteira com "a vantagem dos dois empates", bóbó, bóbó...).

Ou um resignado "potz, os caras já tão na final, meeeeu..." sobre os 6 a 2 do Curíntia, mano. Uou.

heheh, acordar sobressaltada tem lá suas vantagens. Em cada ovo, uma surpresa diferente!

(e uma bobagem também)


Três razões pra desejar ser Harry Potter:

- o jogo de quadribol
- a capa da invisibilidade
- você burla um monte de regras, mas seu superior vê nisso um sintoma de genialidade, de originalidade

Três razões pra desistir da idéia:

- o fio com cortante e os ladrões de bastão (na rua), bem como a síndica velha onipresente-onisciente (no prédio) inviabilizariam o animado joguinho
- esqueça: mesmo que sua reação seja natural, qdo deixar cair algo, ou se levar um trupicão cinematográfico na rua, todos ao seu redor vão ver e (numa atitude polida, como mandam os costumes interioranos) apontar com o dedo. Fora os risinhos maldosos. Sim, você é bastante visível.
- todos temos um Dumbledore na vida, mas cuidado: eles têm personalidades distintas. Portanto, para saber com quem vc lida (até pra ver se ele é seu fã), tente as seguintes alternativas:

a) falte uma semana ao trabalho, sem dar quaisquer satisfações a Dumble.
b) quando der o ar da sua graça (cuidado, Dumble pode ser irônico se disser isso), conte-lhe como foi deveras agradável sair a semana toda, com companhias assaz simpáticas, e boceje muito. Afinal, são 3 da tarde e, por uma semana, esse foi o horário em q vc despertou!
c) não lhe dê ouvidos. Interprete qualquer conselho como interferência tola, pois vc é original, lembra?

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Por fim, lembre-se de seus primos mais novos. Converse com eles e tente extrair (digo, saber) o horário em que costumam ir pra caminha. Oriente-se nas respostas para formular a sua Movie Schedule: se não quer passar raiva e ter instintos terroristas durante a sessão, é melhor fugir da pirralhada. Criança batendo palma pra personagem ou imitando sons ininteligíveis, definitivamente, é um mau indício pra sua noite.

Por isso que a idéia de liberar thrillers para a faixa dos 7 anos em diante me fascina. Ah, se eu tivesse um cinema... um cineminha só...
("O Iluminado", "Laranja Mecânica" e "Platoon" seriam as estréias da matinê)

*

Random list: Madredeus - Tarde, por favor


22.11.02

MA.TE.O.LO.GI.A

[Do gr. mataiología.]
S. f.
1. Estudo inútil de assuntos superiores ao alcance do entendimento humano.

*

Dicionários podem ser divertidos. Basta você tentar!



Anestesia

Poucas coisas me tiram a vontade de sorrir. Poucas mesmo. Há quem me chame de boba, alegre demais, (se eu estiver de boa) tontona, mas eu não ligo. Rir (dizem, espero q não seja conto do vigário) previne o envelhecimento, além de atrair boas energias das pessoas que nos rodeiam. Também ajuda aquele mal humorado incorrigível a pegar no tranco de vez em quando e soltar uma gargalhada. Bom pra ele.

Me sinto muito bem quando percebo que consigo fazer alguém sorrir.

Me sentiria melhor ainda se conseguisse rir de mim mesma um pouco mais.

Andar de sombrinha sem perceber que a chuva já parou, esperar para atravessar a rua e não se tocar que o semáforo está vermelho há (muito) tempo, vestir jaleco pra dar aula, imaginar a peixera na cinta e pedir aos alunos “alcatra, patinho ou costela?”... Há que se dosar, por outro lado, pra não parecer uma eterna criança. Uma boba, alegre demais, tonta. Excessos, como diria a minha mãe (e a sua também, certeza), são um perigo.

Assim como é um perigo danado você perceber, de repente, que não tem mais muita vontade de fazer as pessoas sorrirem. Que o músculo da face não faz o mínimo esforço para se alongar – e, se é “preciso”, nada menos excitante.

Poodles me tiram o humor. Poodles fazendo cocô na via pública, sob a complacência de suas donas, mais ainda. E mais algumas coisas, estou com preguiça de explicar.

Hmmmmmm... taí. Preguiça. Estou com preguiça de sentir, com preguiça de me preocupar, com preguiça de...

“Como tiveste a coragem de enrolar teus humildes leitores neste tempo, terás uma tarde longa, sonífera e de criatividade ainda mais miserável”, disse O criador à criatura impassível.

“Piedade!”, gritou seu tcc, amuado num canto escuro do quarto.

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Por isso que às vezes eu adoro dormir. Pena que alguns sonhos são muito rápidos, queria que durassem mais, sabe?

*

Random list: Cranberries – Empty

21.11.02

Sem título

Numa época bem remota da minha infância eu acreditava em Papai Noel. Tanto que mantinha aqueles rituais de deixar chinelinho na beira da árvore, junto aos do maninho, pro velho botar os presentes lá. Até medo de ficar acordada depois da meia-noite eu tinha. Ô, dó.

Mais que isso: deixava lanche pra figura.

==Você pode se perguntar, galhofoso: "(Que mané!, etc) Uau, em que mais essa pirralha acreditava?!, yah yah yah" (minha vingança)===

It isn't toy, no!, eu também acreditava na Mamãe Noel. Resultado: com minha destreza ímpar em preparar sucos e afins, meus pais tiham de comer e beber tudinho, na madruga, na surdina, pra não acabar com o sonho de Natal.

Eu acho que 'só' por isso eles já vão pro céu. Têm traumas de Tang laranja e uva até hoje, os pobres.

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Na minha primeira tarde de liberdade condicional (pq tenho meus pupilos), vi uma decoração natalina linda. E olha q nada mais kitsch que aquelas bolotas douradas com vermelhas, com serpentina (?!) em alguns pinheiros da terra de São Nunca (a bem da verdade q, pra esses fabricantes de meia caneca, "tuia" deve ser algum resmungo de criança), papais noéis (suei frio agora) de plástico brasileño...bem, já deu pra imaginar, não subestimo ninguém.

Mas também nada mais estranho q o sentimento q, depois de uma certa idade, eu passei a guardar em relação ao Natal. Apesar de a família toda junta, ela se tornou uma data triste, de uma forma que é simplesmente impossível explicar. Talvez seja a vontade de nunca ter saído da infância, do colo da mãe, das conversas do pai, do leite quente preparado pelos avós, dos conselhos do - e para o - irmão, do quarto sempre arrumado (hehe, república é pho-da), da tola perspectiva de que as responsabilidades estavam muuuito distantes.

Bastante incoerente pra quem sonhou em viver independente. Cócegas. Faz-mas.

Acho tbm q é a época em q fico mais emo-butter (sim, e daí?) aos problemas sociais. À criança pobre (não atendida pelo Rrrrrrrrronaldinho) que anda descalça e sem roupa na rua, à mãe que se desespera pq acabou o feijão, ou pq o papelão do dia não deu pra pagar o leite. Já vi muito disso numas vilas bem pobres, e o contraste é insuportável em tempos de bom velhinho.

Não, eu não acredito em Xuxa. Nosso IDH é mais que merecido, panacas de Brasília.

Enquanto isso, definitivamente, eu não queria estar segurando a outra ponta da corda.

(hmmmm, acabou o estoque de serotonina, isso é um perigo)

Se alguém me provar que estou errada, agradeço.Mas, por favor: seja convincente, pq eu sou dose pra macaco.

*

Random: Pink Floyd - Just ask



20.11.02

Matutino da manhã

Acabou a mamata de acordar tarde.
Que Alá me ajude no trampo matutino,
amém.

No fone: Renaissance - Sounds of the sea


19.11.02

Il pleut, fazê o quê?

Hoje foi aniversário da minha mãe. Queria poder escrever algo decente pra ela, mas meu bom senso foi mais forte e me impediu de assassinar a memória dos poetas. Hmm. Foi em prosa mesmo, e pela primeira vez, desde que saí de casa, me emocionei por não poder lhe dar um abraço.

Gozado que eu e ela vamos cada vez mais velhas, distantes e dependentes uma da outra.

Que bom.

*

Pra não citar mais o assunto família por ora, lembro de um termo q meu vô usa pra "chuva forte, enxurrada, dilúvio": borrasca. Se realmente eu fizer uma especialização em Língua Portuguesa, vou ver se a Gramática Histórica me explica de que ninho de tiranossauro Rex ele tirou o termo.

Pois bem. Seguem aqui dicas pobres, mas limpinhas, de como enfrentar a borrasca antes e depois de sair de casa:

1-) Não confie no sol furtivo da manhã. Depois dos felinos de toda espécie, ele pode ser traidor ao longo do dia e rir na sua cara.

2-) Ao menor sinal de uma nuvenzinha tímida, não se intimide: sombrinha (ou guarda-chuva, se vc não se assumiu ainda) a postos. Detesto com todo o meu coração carregá-la, mas vc é bem mais criativo e pode pensar em locais q não o braço de levá-la. Ex.: cintura, meia, atrás da orelha.

3-) Sua sombrinha não tem o Certificado ISO? Es de buena calidad? Hmm, eu sei, tbm te enganaram. Mas não se desespere, agora que você está finalmente

4-) na borrasca! (em BG: qqr trilha da Família Adams) Converse com ela, fazendo-a abrir a novas idéias: pra que lembrá-la de que é um mero...objeto? Se ainda assim ela embirrar e quiser imitar motocicleta empinada com vento na fuça, seja incisivo. Ameace com o lixo, sem dó. Psicotapa é perigoso: ela pode não se recuperar nem com os médicos q aparecem na rua em dias de chuva (tem um monte lá na calçada da Americanas, viu, pobres de plantão?), ou tentar furar seu olho como vingança.

5-) Evite sapatos de couro, bem como sandálias, chinelinhos ou tênis novos. Mim amigo, mas borrasca não gostar deles.Se vc acordar com aquele ímpeto de usar algo diferente nos pés (menos pantufa, aí é covardia), desconfie e olhe com cara de "te pegueeeei!" praquela nuvenzinha bisbilhoteira. É o sinal de q vc precisava.

6-) Finalmente, se vc chegou ileso até aqui, não ande próximo a meio-fio (quem souber o plural disso ganha trufa Da Irmandade ®). Nem confie na bondade do velho ao volante, lembre-se: ele enxerga mal à noite - pessoas e poças de água. Morram, seus barbeiros de asilo.

Mas co-le-ga, se você não é um assalariado, ou se matou seus pais, ficou com a herança e a polícia jura que foi a empregada, simplesmente mande a chuva à merda e fique em casa vendo filme, comendo porcaria, sedentário até a joanete. Mas feliz, né, seu varizento?

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No fone: Belle&Sebastian - Waiting for the moon to rise


17.11.02

Palmeiras perde e cai para 2ª Divisão

Salvador - O Palmeiras lutou mas não deu. A equipe perdeu para o Vitória por 4 a 3, neste domingo, no Barradão, em Salvador; atingiu apenas 27 pontos no campeonato e acabou rebaixado para a Segunda Divisão, no maior vexame na história de 88 anos do clube. A rodada foi terrível para um segundo paulista. A Portuguesa perdeu por 4 a 2 para o Bahia. O time da Portuguesa permaneceu com 27 pontos e também caiu.(AE)

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(10 segundos de silêncio, por favor)

heheheheh....Realmente, as coisas mais simples podem trazer uma satisfação i-ne-nar-rá-vel. Da Lusa eu prometo jamais tirar sarro, em respeito à família. MAs ao VerdÃO...epa, isso faz rima! Sim!

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"Serás esquecida na mágica noite de Natal se chutares cãezinhos mortos (o pedigree não conta) e te orgulhares disso, minha filha", disse Noel àquela zombadora sem coração.



Sunday Morning

Sunday morning, praise the dawning
It's just a restless feeling by my side
Early dawning, Sunday morning
It's just the wasted years so close behind
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Sunday morning and I'm falling
I've got a feeling I don't want to know
Early dawning, Sunday morning
It's all the streets you crossed, not so long ago
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Sunday morning
Sunday morning
Sunday morning

(Velvet Underground)

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Eu quero ir embora.


Girl, interrupted

Acho que já sei o que pedir ao bom velhinho: um videocassete novo, ou uma assinatura Net, só pra não ter q assistir às versões Marshmelow da TV. Sai, mizifi.

Falar nisso, não recomendo "Garota, interrompida" dublado. As vozes da Winona Rider (Uinona, segundo o off da Globo) e da Angelina Jolie, até agora, não distingui se eram de molequinhos de 12 anos ou de menininhas birrentas (não q uma coisa exclua a outra, vero). Ou de dois sagüis. É, acho q eram dois sagüis treinados pelo Spielberg. Matei!

Gozado q qdo vi esse filme no cinema, bateu um sono... enorme, lá pela metade. Hoje, deu até pra tentar uma análise (não alcóolica!) das personagens. E, de quebra, tirar o encosto preconceituoso q me deixava perplexa pela Angelina ter faturado o Oscar de coadjuvante... uou...

Trilha (essa é mesmo!) : Petula Clark - Downtown


16.11.02

Você é feliz?

Fazia tempo que não assistia a um Globo Repórter. O do Lula eu bem que tentei, mas só faltava o baldinho pra tanto leite que a emissora ordenhava, credo.
Hoje, na falta de opções e de ânimo* pra me mover do sofá, retomei aquilo q já foi um hábito em família (porque nós somos pele-vermelha!).

Era sobre a felicidade. Hmmm, interessante, q roupagem será que deram? É q já fiz (mais um grupo de três meninas da minha sala) um documentário sobre o tema pra rádio, mas não bateu muito com o que tinha idealizado. No fim foi até legal - confesso que fazer pesquisa sonora pra esses trampos temáticos é muito, mas muito divertido. Hoje eu notei isso no da Globo, mas, é claro (até pelo espaço/tecnologia/portanto grana/estrutura utilizados), com uma abrangência bem maior de gêneros musicais. Do rock ao hip hop, do dance ao samba. Curti. Não fosse o fato de escolherem um economista pra falar do que é felicidade na cabeça das pessoas (Eduardo Gianetti, o tal), acharia tudo na medida. Sem radicalizar - mas é q o homem palpitava demais, só faltava vestir uma camiseta de Veja Lima Limão durante as entrevistas ... bem...

Difícil definir felicidade, não? É tão ampla, ao mesmo tempo tão incompleta a noção que temos dela...Tão ligada a valores, crenças, ideologias e o escambau, que, pelo menos eu, seria a inimiga número um da objetividade (ela He-Man, eu Esqueleto) se tentasse explicá-la em poucas palavras. Simples demais, taí a complexidade. Mas o q me chamou a atenção (na verdade, me deu um soquinho no baço) foi o resultado de uma pesquisa, segundo a qual nós nascemos felizes, 'perdemos' o sentimento na idade adulta e o retomamos (eu questiono) na velhice. Ou seja: estou caminhando para o meio da estrada. Animador! (deixa eu pôr Radioheah aqui pra "levantar o astral", "sacudir a poeira", "espantar os maus fluidos", que detesto superstição).

Mas não passo debaixo de escada nem f*.

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"O sarcasmo será aliado para o resto de teus dias e rastejará contigo até a casa da serpente irônica viciada em cafeína", disse Deus a Eva, quando informado de que ela faria jornalismo.

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*o desânimo a que a autora se refere é o do tipo muscular. "Jamais subestime uma aula de alongamento!", ela alerta.

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No fone, quase fora da trilha: Cake - I will survive


Alô?

Se telefonemas de pessoas queridas são importantes, multiplique a necessidade por três se é feriado prolongado e você está sozinho.


14.11.02

Azia

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café ouvindo você suspirar
e dizendo que eu sou o causador da tua insônia

(Jota Quest - Só hoje)

- Tá bem, tá bem, não é a indicação perfeita, a contar pelos chatos-malas da banda -

Mas co-le-gui-nha, cá entre nós: se você é um(a) indefinido(a) sentimental, ou se espera ansiosamente ser correspondido por aquele(a) mala que desconhece a sua existência, de fato. A indicação é bem imperfeita: dizem que pode trazer efeitos colaterais.

Se você já achou sua cara metade, se já tem com quem dividir o mesmo travesseiro sem brigar por isso, se chega em casa e alguém (que não amigos/parentes/vizinhos) lhe espera pra ouvir como foi seu dia...Enfim, aquela criatura única no mundo a quem você chamaria meu buzuzu, tchutchuco, meu neném (atenção: a flexão ÉM aqui se faz obrigatória), bunitinhu, ou ainda o tradicional mô, se você tem tudo isso, meu chapa, vá se foder, estou muito feliz por você.

Bah, acho que esses lanches não me afetam mais só o digestivo.

...................................................................................

Falar em digestão, olha só o que cada louco anda fazendo. Se a moda pega...

No fone: Grateful Dead - Can't come down
(porque nós não amamos Jota Quest)


hehe, cada coisa...
Agora há pouco ouvia o "Cantada", da Adriana Calcanhotto, devidamente sugado da web com um fone de ouvido. Num dos ouvidos, somente - vai q alguém chama? Odeio a síndrome do "vitrooooooooola" - de surda já chega eu beuda. Mas a música tem q ter uma determinada sincronia, né, bambini? Sabe qdo parece q alguém canta junto, mas não exatamente "junto"? Taum, de adiantado já basta o meu vô rezando o Pai Nosso...baum...Chefia duas mesas à eaquerda, CD à mão. Qdo perguntei, era o dito, e falta de sincronia, na verdade, era a mesma música alguns segundos atrasada...U-O-U.

* * *

12.11.02

Morpheu de uma figa

Manhãs passadas em casa, definitivamente, não fazem o meu tipo. A bem da verdade que ainda o desconheço (oh, mundo cruel), mas já deu pra eu perceber que acordar tarde tem lá as suas vantagens... no fim de semana. E só no sábado, pq domingo tem trampo.

Hoje teria sido igual – o rádio desligado umas 12 vezes, o olho inchado, o sentimento “ai, me ferrei de novo”, e outros detalhes igualmente interessantes -, não fosse o fato de eu me lembrar do sonho. Mais que isso: lembrar dos sentimentos que eu tive durante o sonho. Isso é raro de acontecer comigo, mas sempre q vem, parece q algo me deixa estranha depois.

Sonhei com uma amigona minha, daquelas de ser praticamente da família, de se chamar de “minha irmãzinha”, por aí vai. Não nos vemos há um bom tempo; eu vim fazer facul, ela foi trabalhar em uma livraria, na tediosa Ourinhos. Quando a encontrei, procurando por um dicionário de francês, estranhei aquele uniforme, mas a gargalhada era a mesma (não por acaso, éramos as tontas do colégio, mas felizes, talvez sem saber). Ver a infância e a adolescência desembocarem de maneira tão distinta me deu um nó na garganta. “Vou ser uma advogada ferrada, você vai ver!”, ela me dizia. Eu vi. Mas não exatamente uma dotôra.

No sonho, ela vinha me visitar numa Londrina com metrôs. Non sense de cara, mas pouco importa...Agora eu fico sem saber o porquê de estar me sentindo meio saudosa, meio preocupada, meio triste pelo sonho, pelos sentimentos do sonho.Não acredito em recados dados dessa forma inconsciente, mas sei lá, umas coisas do tipo já aconteceram e eu não gostaria de repetir a dose – ainda mais que a dose me deixa apreensiva.

Ish’alla, é melhor fincar os pés logo, antes que o metrô me leve, e com aquele fantasmão dentro: lembra-se de Ghost??!

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No fone: "Sister", Nixons


he

Não sabia que estudar na UEL poderia dar tanto estátus.
hehe

Compro composto...

... Desde que contenha entre os ingredientes uma forte dose de motivação, com uma pitada boa de disposição física e dois dedos de perspectiva futura (foda-se se isso for redundante).
Pegamos em domicílio, sem bicar, louro.
É só dar a mão.

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Por que as madrugadas não podem ser mais simples?
Ahn?




8.11.02

Pequenos prazeres londrinenses

capítulo de hoje: O BOLO


Esqueçam a trufa de maracujá.
(até porque já achei um mala pra me pegar no pé, a respeito dessa, hmm, mania que tenho uma semana em cada mês.)
O pegapacapá, tudibom (sai, Cesa), bicho da goiaba mesmo é um bolo trufado, com chocolate branco e preto, que eu comprei hoje aqui na Pequena Londres. São essas pequenas tentações, junto com alguns momentos memoráveis das estripulias noctívagas (quem vê pensa), que me fazem rever a idéia de deixar esta cidade, um dia.Vai saber o dia de amanhã, né, meu filho?
O último a chegar é mulher do PC Farias, ou amante da Hebe.Mnhammmmm....


7.11.02

Teu bloquinho por uma trufa!

Às vezes penso que uma semana não demora mais que dois dias pra passar.
Aí, quando volto ao boquinho de novo, sem escrever por sete dias, é que vejo que o tempo passa, sim, mas eu não estou percebendo.
Bendita seja a trufa de maracujá, bambinos.
Amém.

31.10.02

Mais um pouquinho. Cem anos não se comemoram em cinco minutos...

M u n d o g r a n d e

Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos ¿ voltarão?

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)

Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
Ó vida futura! Nós te criaremos.

Drummond



M e m ó r i a

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

(Carlos Drummond de Andrade)


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Hoje o poeta faria 100 anos.
Parabéns, Drummond. Esse poema seu transcrito foi o primeiro e único que saberia dizer, de cor, a alguém muito especial.

Lembro-me com perfeição do dia em que o li pela primeira vez, numa aula de interpretação de textos, em meu distante colegial. A idade nem me pesa, mas as sensações dessa época quase que se apagaram frente a tantas novas descobertas por esta terra vermelha.

Quando li Memória, soube que guardaria para sempre as palavras do poeta em um recanto até agora inabitado. Depois li outro, e mais outro, e hoje tento levar a meus alunos aquilo que eu recebi como um presente de minha professora. Não tinha como ler Drummond por obrigação...mas, se tivesse, que prazer em mandar o ócio às favas!

Não sei se são de minha geração aqueles cadernos com perguntas, que passávamos entre os amigos para saber seus gostos pessoais. Lembro sempre de duas delas: a “Deixe uma mensagem para mim!”, porque sempre alguém escorregava na zoação e/ou no sentimentalismo adolescente (lembram-se de “S.A.L.A.D.A.”?!), e a “Qual é o seu ídolo?”. Pra essa última eu nunca tinha uma resposta. Não entendia como amigas minhas escolhiam John Lennon, muitas vezes não sabendo que os Beatles eram astros do rock, ou Jesus Cristo, amaldiçoando as tardes de sábado “perdidas” no cartecismo e, mais tarde, no crisma.

Mantenho minha posição, passados mais de dez anos. Não cultivo a idolatria, tento me manter longe de quem cultiva. Acho que é um passo certeiro para o radicalismo. Mas admiro muito Drummond, com sua simplicidade mineira e suas palavras, de reflexão profunda, numa época em que tantos perdiam as esperanças na humanidade.

Acima de tudo, Drummond era um otimista. Acreditava na raça humana, com todos os seus Hitlers, Stalins e Auwschitz em voga. E, ainda hoje, é capaz de enternecer até mesmo aquele que se diz o menos entendedor de poemas. Drummond nos trouxe a poesia, meus caros, deixemos as classificações formais para os parnasianos de plantão.

Obrigada, Drummond. Nunca troquei uma palavra falada com você, mas ouvi muitas, e que fizeram pequenas-grandes transformações em um espírito pouco animado com a raça em que você tanto confiava. Uma pedra já saiu, poeta, os pedregulhos e a areia, contudo, são tarefa pra vida inteira.


28.10.02

Café!

Que preguiça...: @
Sabe aqueles dias em que as únicas forças que movem o ser humano são as usadas pra subir o lençol na cama ou apertar o controle remoto?

Jesusmariajosé, acho que os problemas de veia se acirram. Alguém tem ginka biloba?

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Essas eleições não vão mesmo se apagar da minha memória tão cedo. Não só pela onda de sentimentos contraditórios que eu tive depois do resultado (num momento mais coffee eu escrevo sobre), mas pelos malditos 2,7 pontos percentuais mais longos da minha vida.

De verdade, nunca vi uma apuração empacar tanto por uma percentagem tão chinfrin...Quatro da manhã, já mais no mundo de Netuno que neste, não agüentei e dei o sagrado Alt F4 no que ainda restava aberto. Consciência pesada (tinha que dar os últimos resultados), mas os olhos pesavam mais ainda. Looser.

Hoje no almoço (depois do “bom dia” via telefone pra tia q respondeu “boa tarde” => uia, mau sinal), vejo o noticiário com a repórter dizendo: “Até agora, 99.98% das urnas foram apuradas(...)”.

*Suspiro*



27.10.02

Alô, alô, TRE!

Odeio sair de casa com blusa de frio, aquela blusa tosca por baixo e, de repente, o clima esquenta. Senso de homeotermia zero.

Abomino sentir fome e (como Murphy existe), do nada, subir aquele cheiro de bife espatifando seu nariz. Você pode até achar o prato meio carne-de-vaca, mas, pasme: nos momentos de terror, ele parecerá o prato mais suculento da sua emocionante vida.

Filadaputice mesmo é ouvir numa rádio pé vermeio: "Uma ouvinte nos pergunta se anular o voto no segundo turno e no primeiro traz algum problema com a Justiça Eleitoral. Não, mas o recomendável (?!) é não votar nem em branco, nem nulo. Aliás, nós recomendamos isso: não é o procedimento mais correto" (ponto final)

*

Não é o povo que é desmemoriado. É a imprensa suja que se encarrega da 'limpeza' em suas cabecinhas vulneráveis . Odeio vocês, imprensa suja. Mais que os santinhos que i(m)nundam nossas calçadas.
NE: aff......

*

Por isso que eu quero um chalé na praia, água de coco e aqueles livros que eu não ouso terminar de ler há um bom tempo.


Ó supremos senhores Cayô, leitores deste pequeno bloco:

* Por motivo de força maior, a título de incompreensão ou ingnorância enquanto ser humano (a minha pessoa humana, diga-se de passagem), este ser suprimiu os antigos comments. Não, não havia pornografia neles ou seus congêneres de bobagem. Este é um blog cristão (...).
Sem nada esclarecer, porquanto, agradecemos (mais uma vez) a ajuda de inestimável valia do bloco amigo Misto Quente, por seus préstimos em recuperar ferramenta do tão sagrado feedback. Amém.



Bom dinha

O que fazer num domingo de manhã, sol e uma leve ressaca?
Trabalhar, oras. "O trabalho dignifica o homem", bem dizia o filósofo anonymus.
Se bem que não seria má essa idéia aqui, não...
Vamos lá.


26.10.02

Sábados à tarde podem ser tão - ou mais - deprimentes que os domingos sem família.
Conselho deste Bloquinho: Deus ajuda quem cedo madruga. Assim seja.

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Será o início do movimento bloguístico-migratório?

Acabo de descobrir que, pelo Blogger.com.br, dá para inserir figuras sem muita complicação na cabeça de quem (em definitivo) não manja patavina de HTML. Será o fim do bloquinho.blogspot???

Sem mais por esta tarde que promete (faxina), nossos mais sinceros desejos de uma estupenda festa da democracia amanhã.

J a n a b o c a d e u r n a

92 >> Castro Alves>> ::CONFIRMA ::
99 >> Machado de Assis >> ::CONFIRMA ::

Mas atenção: caso você não ouça um pequeno trecho de Il Guarani, antes de digitar a tecla verde, dê backspace e repita o processo. Algo deve ter dado errado.Não se esqueça de que você tem todo o tempo do mundo para votar, vá relaxado. Chupe uma bala. Tente apenas não se lembrar muito das qualidades de seus candidatos.




25.10.02

guerapãã....

Queria escrever algo sobre o debate dos candidatos ao governo paranaense, realizado nesta quinta-feira, na Rede Paranaense. Percebi que o texto (despretensioso, queria uma simples crônica) estava muito pronto na minha cabeça. Só faltou o lead, argh.

Só fico impressionada de assistir a algo tão infantil pra circunstância tão séria. Mesmo. Debates podem ser cômicos, ainda mais se os participantes, volta e meia, recorrem à retórica sentimentalóide na gana de obter a simpatia das marionetes. Ops, dos eleitores indecisos. Tá.

*

Tenho uma professora que, em meia dúzia de opiniões, tinha algumas que se salvavam. Uma delas: “Quando vocês perceberem que o texto vem muito pronto para ser escrito, desconfiem”. Valeu, teacher, poupou-me horas a menos na net e sagradas horinhas de sono. Melhor que isso, só ouvir Catedral (“tuuuudo de ruim”; homenagem às aluninhas do Cesa) no rádio pra desanimar de vez e fazer um convite indecente pra cama. Bem-feito, mané.


23.10.02

I w i l l s u r v i v e - pelo menos até o fim de semana

Como venta em Londrina.
Tardes quentes e abafadas, a sensação de frescor do banho gelado dura pouco - o tempo de os cabelos secarem.
(nessas horas eu tento conversar com a rinite mimada e ludibriá-la para que tenhamos um circulador, massss....)
Anoiteceu, meu quarto fica impossível (portas batendo, papéis voando, etc). Quem mandou morar em andar alto? Bah

*

Guardo uma relação meio estranha com sonhos, é verdade. Afinal, que esperar de alguém que sonha com a vaca transposta (sério, isso foi qdo aprendi matrizes, em matemática), ou com gorilas que, pra dormir, precisam receber um cigarro no nariz? Enfim, tem mais uma lista, mas o q resta de bom senso me impede de citar...

Domingo foi diferente. Eu sonhava com a padaria próxima à casa do meu vô e via o pudim que a mami comprava aos domingos. Nisso, me lembro de ter pensado em chamar a família, pra um almoço: eu levaria aquela sobremesa. Engraçado é q eu precisava muito falar com meu vovis.
** Toca o telefone **
(Era ele, precisando falar algo comigo, sem saber exatamente o quê. Uou.)

*

Agora tive outro sonho. Acordada mesmo, lembrei de uma época que, com todas as dificuldades, era tão mais doce que essa...Finzinho de infância, início e meio de adolescência (fim não, pq os hormônios já estavam infernais), aquela mesma turma no colégio deeeeesde o (pré-histórico) jardim. Era legal, sabíamos o aniversário de todos, todos os anos...aja ovo com café, festinhas na sala de aula, puxões de orelha pra contar cada ano ganho...ui. He.

Segunda foi aniversário de uma amigona minha; acho que a primeira da seleta lista que, por um descuido ou mera ingenuidade, qualifiquei de "melhor". Depois de um casamento feito pra sair da casa dos pais, hoje ela é divorciada, com uma filhinha linda, a Sara. Outra vida, outra pessoa. A Cody das artes infanto-juvenis (hehe) ficou guardada em algum lugar; talvez só eu saiba onde está a chave. Nas lembranças, suponho.

Amanhã, quinta, serão outros aniversários, de outros amigos. Amigos desde 1984, 85. Uma cara, pra quem já está terminando facul... Um deles, o baixinho da turma, faz o curso que mais repudiava: Direito. Outra, casou e também já é mãe. Fiquei assustada ao ouvir a notícia hoje... Os que não tiveram a chance de estudar fora se tornaram vendedores, professores, na mesma e pequena e monótona cidade. Será que a vida deles ou a minha que está "normal" demais?

*

Ouvi Pretenders e 4 non blondes. Pra ajudar. Humpf, um pouco de masoquismo pra saudade pode ser bom. Ajuda a remexer esse baú todo bagunçado que, às vezes, é a memória da gente...melhor se não fede a naftalina, claro.

*

Como venta em Londrina... Mas agora estou agasalhada, que bom.



22.10.02

Pobrema de veia

A propósito, caríssimos, eu quero participar do preenchimento dos 17% finais e, de preferência, sem dor no pescoço. Achava que era falta de sono, tals, mas descobri, em meu segundo dia de férias, que ela me adora. Este bloquinho é probi de recursos HTML (mais pela dona q pelo Blogger, diga-se de passagem), mas é humilde em aceitar sugestions. Any one?


C'est n'est pas fantastique?

Humanos já tomam conta de 83% do planeta Terra

Bem dizia o Chico Buarque, numa frase dele q eu gosto muito: “As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo de que as coisas não mudem”.

Só espero que, se essa onda de invasão humana realmente achar divertido continuar se alastrando, ainda sobrem uns percentuaizinhos pra eu poder ver meus netos, sobrinhos, uma cabeleira branca, quem sabe....(se não inventarem a evolução do Grecin 2000 Para Mulher, claro)


19.10.02

Uau, estou batendo meu recorde de desatualização: posts semanais. Será que no fim do meu tcc eles já se tornaram mensais?
Aff, que blog gagá.
F é r i a s, f i n a l m e n t e

Cansaço. Lesêra, de novo. Sono incorruptível. Não, não são sintomas delas, ainda não, mas da viagem a Sampa. O paraíso perdido dos caipiras que ainda se encantam com os prédios velhos, os prédios históricos e os super prédios, símbolos da urbanização capitalista.

*

Amo São Paulo. Só sinto por não entender as causas racionais desse sentimento, tão forte, que me bate quando penso nessa cidade ou quando passo pelas ruas caoticamente movimentadas dela.
Realmente, ser humano é ser incompreensível.

12.10.02

A f f

Por essa nem eu esperava.
Quatorze horas de sono. Novo recorde da Janaina.
E olha q a balada acabou cedo... No alcohol, puta olho inchado, puta dor de cabeça.
Por essa eu não esperava.

*

Feliz dia das crianças. Que todos rasguem o papel bonito do embrulho e chorem pelo desperdício.

*

O pior de se acordar (de)tarde num fim de semana não é aquela sensação odiosa de que metade do dia se foi e vc ficou naquela podrera o resto do tempo.

Chato meeemu é ligar a TV nessas horas, pra tentar entrar em contato com o mundo (oh, oh, oh, que ingênua) e ver a Xuxa derrota tentando se promover às custas de crianças com câncer. Wal. Isso fede.

Por isso quer eu vou entrar na Ordem das Irmãs Adoradoras da Santa Trufa de Maracujá. Quero que esses famosos falsos se explodam.

A propósito, eu também gostava do Xou da Xuxa. Mas cresci e fui picada pelo mosquito do simancol, a tempo.

10.10.02

Foca em chamas

Murphy não é um mero personagem do imaginário coletivo.
Não é.

*

Depois de percorrer longuíssimas quadras sob este calor cachorro, com sede, uma fila de banco me espera. Ruim? Sim,mas lembre-se Dele: há como piorar. Lembre-se da noite insone sob a leitura torridamente chata, do seu organismo, que já criou resistência feroz ao café forte, e da noite em claro que (novamente sem emoções) vem pela frente.

-Mas tia, ainda há como ficar mais feio?

-Sim, meu pequeno. No caminho para tomar o suco de acerola redentor, você se lembra que aquela conta, aquela mesmo, que dá desconto de 15 pilas SE PAGA ATÉ O DIA 10, vence hoje. E só pode ser debitada onde? Onde? Siiiiiiimmmmmm!!!!!!!!! NO BANCO!

*

- Gora cabô, né, tia? Tá tudo f* mesmo, seu dia tá aquela m*, tá tudo em paz!
- Oh, seres insensatos...Quanta ingenuidade adentra vossos corações, que prófugos que sois, oh oh oh...

A fila do banco vai até que rápida, mas TEM que parar num momento, né? Preciso dizer em quem isso acontece? Creio que não.
Uma escapadela rápida com o olhar busca a TV ali no alto. “Pelo menos ajuda a descontrair”, pensa nossa humilde (e candidamente estúpida) andarilha.

“Boa tarde. A TV Senado apresenta agora a entrevista com o ministro............”

*

Devo ter jogado suco de acerola quente e azedo na cruz, na última encarnação.


8.10.02

Ah, e pra não dizer q sou malagradecida, ficaqui o agradeCimento pela visita de um amigo que passou bem rapiDINHO. Brigada, moss.

Vamu chupá gelo?

Começo a pensar que o famoso (e mal educado, bambino) “Vá pro inferno”, aliás, não é tão grotesco assim.

Ainda mais se você morar em Londrina, em épocas REALMENTE quentes, ou fazer pequenas paradas no forno (digo, casa) dos pais.

.
Eu vou derreter.
(alguém tem um sorvete de longa duração aí?)

30.9.02

Diálogos no coletivo – II

Segunda-feira, rádio AM nos tímpanos desprotegidos, de gremlin pra gremlin:

- Sabe o que minha mãe falô?
- Ahn?
- Que dessa vez, ou o Lula ganha a eleição, ou Deus não é brasileiro.

*

God, could you help us please?

*

A semana promete. Eleições, final de semestre na facul, tcc por definir, divulgação (aff x 2) e mais uma série de coisas que, não fosse o cansaço danado que bate, me tirariam o sono.

Pior que isso, só professoUra dando piti porque a escolha do seu candidato não é a mesma que a dela. É, esse povo anda usando mal o termo cidadania, tsc, tsc... Achava que isso passasse pela experiência individual das pessoas, gostos diferentes, tals, mas chego cada vez + à la bellísima conclusión: o jornalista é o primeiro a tolher a liberdade de expressão. Até que me provem o contrário, sou pessimista quanto aos coleguinhas, sim...



28.9.02

God save the queen

Sabadão atípico. No lugar do display mostrando aquelas preciosas 13h20, 6h45 e muito barulho na cabeça. Quem não tem cão, caça com gato. Seria uma boa aplicar o ditado na escolha do local de trabalho, mas lembrei que o meu felino só mia pelo dial-up. Vamos caçar com ADSL mesmo, a longas quadras daqui, que a presa vem mais rápido.

*

Alguém aí já foi atacado por hackers? Ainda não? Pois bem, não tenha a curiosidade. Hackers fedem - e podem literalmente fazer do seu trabalho uma m*, se o tempo de as notícias irem ao ar for muito rigoroso.

Nota aos hackers, com apreço:

Eu odeio vocês. Morram todos no titânio do inferno e, quando estiverem agonizando, esperem por mim para refrescar-lhes o estômago com um delicioso chili.

*

Que meda.

*

Vivo reclamando dos finais de semana – a bem da verdade que, se eu não fico dando sopa em casa, À NOITE, eles são realmente muito divertidos. Valeu aos envolvidos, eu amo vocês, creatures ;-)

Este nem dá pra reclamar muito, nem ixésti, como diria a dona Páscoa (que me chamava de Januína, pobrezinha). Amanhã vai ser diversão pura: Janaina com seus hiper (trofiados) braços vai enfrentar a senhora AG, desdenhosa e uma mala, quando quer. Isso quando dona AG não invoca e resolve querer pesar demais, até minhas varetas pedirem arrego. Aff...

Dona AG, a câmera velha (mas a mais meia boca que a AfortunadUEL nos concede), será minha acompanhante no domingo de sol radiante que se aproxima. Lá, lá, lá. (suspiro)

Não é um reality show (ainda bem), mas vamos acompanhar, eu e o pessoal da minha sala, uma família toda, o dia TODO, para ver a forma como cada um se relaciona com o dinheiro (acho q é isso). Btw, o que o dinheiro representa pra você?

*

Hora de estudar – não dá pra adiar muito, né?

25.9.02

Hoje, antes do almoço:

"Curso Pré Vestibular Caminho Suave" (fiz questão de esquecer o nome do tal, sorry)

MATEMÁTICA, QUÍMICA, FÍSICA,
HISTÓRIA E PORTUGÊS.


>>no caminho (longo) até ao restaurante, li nada menas que sete cartases desses.
Paga a conta (heheh, ainda ganhei cupom pra concorrer a viagem a Porto Seguro! => sozinha.), o caixa ainda dá uma risadinha e faz a propaganda de um "cursinho novo, bastante respeitável pelo pouco tempo de Londrina, blábláblaaah)" de um "povo muito trabalhador que tá vindo pra cá".

E ele me aponta o oitavo cartaz do dia. A risadinha é recíproca, a pedido da Janaina diabinho que sopra no meu ouvido umas maldades.

Não, nada de arder no mármore infernal - não até o próximo fim de semana.

Aos bloquetes com carinho

batatinha, quando nasce, espalha a rama pelo chão
comentário, quando some, deixa o post acabadão


[clap]

.

[Obrigada]

*

Tudo isso pra dizer que os comments (ou shout outs, com seus smiles obscenos), depois de calarem a boca a tarde toda, estão de volta.


24.9.02

Depois o José Simão diz que o Brasil é o país da piada pronta, e a gente pensa que isso é coisa de Portugal...
Ainda tocada pelo pólen sortido desta primavera londrinense (bzzzzz), vinha eu pelo calçadão desta cidade fofolete quando, de repente, olho uma grande (sem exagero) cabeça de rato.

Um cabeção. De brinquedo - adornando um corpo (não menos volumoso) de um cabo eleitoral, em cuja camisa se lia o nome do candidato. Além de criativos, divertidos (assistam ao horário eleitoral, meuzamigos e minhazamigas) e na luta, de peito aberto, sem medo de enfrentar os poderosos, descobri que eles dariam ótimos professores de Semiótica...

23.9.02

Seu.voto.por.um.pastel

Nunca fui muito com a cara dos políticos – tudo bem, há as pouquissississimas exceções, mas no fundo sempre os vi como a uma espécie de psicólogo:falam, falam, dizem mais um pouquinho, mas no fundo estão de olho no relógio. Ou na urna, bambino mio.

Talvez daí venha a minha simpatia pelo Enéas: o cara tá pouco se lixando se vai ou não agradar ou não, assusta criancinha, faz aquela cara e dá uns berros loucos e boa. E, se abusar, ainda tira caca do nazo.Terminado o horário eleitoral (não esqueçamos, claaaaro, do clássico em BG, básico), arruma a barbinha e volta à insignificância de cidadão comum, até que lhe apontem uma câmera novamente.

Mas, nessas eleições, acho que me solidarizei com as figurinhas. De verdade, tio. Aprendi a ressaltar as qualidades destes que, um dia, serão nossos “representantes lá fora”, a “nossa voz que vai ter vez”. Tá. An-han.

Político, se alguém ainda não percebeu, pode ser um ser deveras criativo! Muito mesmo. Aliar o mau gosto à cafonice, com uma dose generosa de rimas ruins e muita, mas muita falta de ritmo, não é tarefa pra qualquer um. Aja neurônio! (e, pra nós, estômago...)
Quem não troca o seu voto pela criatividade humana?

*****

Hoje mesmo, vindo toda serelepe e fugaz ao trampo, mal tenho tempo de avistar as primeiras cores da primavera londrinense quando, páááá!, escuto um carro de som (novidade!, diria-me o leitor incauto) de um candidato a alguma coisa (não ouso escrever o nome da figura, ele pode me prender no calabouço ou proibir-me de citar-lhe enquanto pessoa humana) que *pasmem* uniu uma música da Ivete Sangalo com a voz da Xuxa. Tudo pró-si, crarrrr....

*****

Viram? No fundo, eles só querem levar um pouco de diversão a esse povo sofrido....a esse povo lutador....E eles lutam. Lutam de peito aberto, sem medo de enfrentar os poderosos. Mas você tem que apertar o "Confirma", senão eles choram.

*

(zzz) x 32

*

Oui, mon ami, palhaçada pouca é bobagem. Por isso que eu quero Dona Jura presidenta do Brasil!

22.9.02

eu.quero.suco, tio.

Olhei a sacada enquanto almoçava e vi aquela menina caindo; ainda deu tempo de me dar um tchau.
Pela expressão nos olhos, não distingui se parecia louca ou feliz demais. Achei engraçado. Deixei o macarrão de lado - ele não esfriaria tão rápido - e mirei lá embaixo.
Ao me avistar com a latinha de guaraná nas mãos, só fez um gesto de 'chega aqui' e apontou a garganta, provavelmente seca. Dizem que cair de grandes alturas dá uma sede...deve ser isso. Dei uns três goles, pra não passar pela mesma saia justa, e pulei.

*

Na volta, caminho difícil. O elevador quebrado e as escadas soterradas de spaghetti impediam a passagem. Só via a síndica, toda louca, correndo com o saiote à mostra e a dentadura cai-não-cai de tanto berrar. "Só pulando!" Olhei pro alto. "Hmmmm....". Não. Não seria fácil dar o pulo inverso, nem que eu tivesse o poderoso suco de frutas Gummy comigo. Fechei os olhos e esperei mais um pouco: o despertador já resolveria o problema do meu prédio todo...

******

Sonhos sempre me perturbaram muito. Mais no sentido de me deixarem curiosa que assustada, a bem da verdade... Esta semana eu percorria que nem uma desvairada as ruas de uma Vila Casoni irreal (não sei o porquê de ser este, o bairro), perseguida por uma polícia ainda mais estranha: eu não a via, mas sabia, horrorizada, que estava em minha cola. Acordei cansada (literalmente suei a camisa) e com uma sensação idiota: o sonho me fez ter momentos de Mirandinha. Um atacante mala, com cara de tonto, que o Corinthians(infelizmente) teve. Que corria, corria, corria que nem o vento, diria outro mala da Globo. No fim, não sabia do que estava correndo - chegava até antes que a bola. Dá pra levar a sério???!

******

Pode ser só uma fuga do sistema, disse-me a sábia intérprete de sonhos Thaís. Ou é o prenúncio desta semana: seminários para apresentar (aaaargh) e muita, muita coisa pra ler...

******

Um suco de frutas Gummy dose dupla e sem gelo, por favor.


20.9.02

C'est.fini.

Fim de semana de novo.
Fim de semana com (muita) chuva.
Fim de semana com gripe. Muita.Dor de garganta: bastante. De cabeça: quer um pouco?
Fim de semana em casa. Domingo todo de trampo (valha-me).
É o fim, definitivamente...aff

*

Às melhores sugestões de como aplacar sintomas indesejáveis, uma caixa de lenços Soft e uma coxinha de frango com massa de mandioca. Este Bloco é pobre, mas limpinho.

19.9.02

Autre fois

Conheço quem se anime com pouca coisa. Quem não se anima jamais. Quem se anima ATÉ demais.
Queria me animar o mínimo que fosse, mas que o sentimento fosse constante. Se gostar de viver assim o tempo todo for um defeito (também conheço quem pense assim), que se dane: viver longe dos extremos nunca condisse muito comigo.

*

Talvez por isso eu não me satisfaça sempre com as coisas mais simples. Sentir que o extremo de um sentimento ficou no passado pode ser uma lástima pra quem gosta de ter sempre o coração palpitante a cada olhar, a cada lembrança.

*

If equal affection cannot be, let the more loving one be me.
Já me fez muito bem acreditar nisso. Pretérito perfeito. Saudade.

****

Fixão, la première

Olhava as gravuras na parede manchada, mas não entendia bem o porque daquela rachadura lhe sorrir o tempo todo. Mirou um pouco mais confiante e percebeu a fresta. Latente, talvez o álcool tivesse pintado tudo de cor longínqua, já não sabia mais.
Aproximou-se e sentiu uma brisa vindo até seu rosto. Suave...parecia até aquela que sentia na janela do carro, nos sítio do avô, quando passava pelos eucaliptos. Saudade da infância, abrutalhada que foi pela vida adulta. Não perdeu mais tempo: deu a primeira cutucada (sempre lhe disseram curiosa, mas ignorava o escárnio do elogio), jaz uma parte da obra.
Viu a fresta de luz que aparecia pelo vão formado; aos poucos enxergou uma cratera no local. De fome certamente não morreria – dava uma ótima marreteira, a bichinha...
O pequeno foco de claridade lhe feriu os olhos, sensíveis demais àquilo que é tão explícito. Fechou-os lentamente, e, num flash, veio na memória a canção portuguesa que ouvia com a mãe.
Sentiu uma mão em seu ombro: a figura, com a face desfocada (que vinho ruim!), a levou para o meio da multidão. De lá, ouvia as palavras desconexas que lhe falavam, com olhares ansiosos e estupefatos. Parou um instante, sentou-se no chão e sentiu que os vitrais a seu lado mudavam de cor aquele facho. Compreendeu.
Seu encontro não era ali. Não daquele lado. Voltou à parede, colocou a mão esquerda na rachadura e se foi. Construir um pretérito mais a seu modo, e no tempo que quisesse: sem ansiolíticos lhe pressionando, mas com a canção lhe dando colo.

18.9.02

Sapiens?

Noções de civilidade:algum cético? Algum? Algum?

*

Finais de jornada podem ser estressantes.
Os meus, tirando os dias de enxaqueca absurda, são motivadores - meu relógio é mais eficiente depois das 4 da tarde, ainda descubro o porquê...
Mas tem umas notícias que, não sei...Nem p* da vida, nem desacreditada: simplesmente me deixam triste.

17.9.02

Balinha de cafeína, por favor

Não sei o que se passa, mas, estes dias, os começos de tarde parecem movidos a feijoada (=lesêra=sonêra). Das quatro em diante, se esqueço daquela olhada básica no arquiinimigo relógio, simplesmente me perco.

***

Acho que estou ficando velha, meu filho...(tapinha nas costas)

12.9.02

Pontualidade britânica, segundo uma atrasada nata


Hoje eu tinha uma entrevista na UEL. Pretérito imperfeito, perfeito no resultado: o entrevistado sumiu.

*

Era coisa simples, mas limpinha: conversar com um chefe de colegiado para pegar informações sobre o curso em questão. Para o jornal do cursinho. Cursinho para alunos carentes (ha.ha.). Carentes e cheios de dúvidas borbulhando sobre que carreira seguir – aí a finalidade da coluna.

Não preciso dizer que seria uma atitude no mínimo sensata a creature ceder a esse apelo do saber, preciso??

*

Mas o pior – e disso eu estou certa, infelizmente – foi a explicação da secretária do centro.
- Por favor, onde eu encontro o professor Cretáceo? Faz uns dias que eu tento falar com ele, marquei agora há pouco, mas não há viv’alma (houhou) na sala dele! À tarde ele vem?
- Ah, o Cretáceo não tem horário muito definido, não... Difícil dizer, viu?

E eu que dizia à minha mãe que não queria seguir a docência...Indecente a minha decisão, indecente.
Em outra vida, além de me esforçar pra gostar de leite de soja e de fígado de boi, prometo fazer o ensino médio até o magistério.

10.9.02

Diálogos no coletivo – cap. I

Depois de outra rodada de bandejão, os amigos conversam, ainda embriagados pelo suco de gosto indefinido.Chacoalha pra cá, pra lá, o coletivo parece chacoalhar também os usuários do distinto – e confortável – coletivo.

- Puta, meu, que droga... Fui puta mal na prova de teoria geral... Quero fechar com média acima de nove, se pá te consigo, mas tá trash, meu...
- Ih, nem me fala dessa prova, que eu lembro da mina veia que faz a disciplina em DP coa gente...Puta mina mala, tá ligadu? Dá licença...
- Chata memu. Mas ou, e o lance na pensão?
- Ah, cara, já viu...cada um precisa ter seu quarto, e pá... Nem curto esses lances... Mas pelo gasto te compensa.
- Quanto cê tá gastando?
- Ah, uns 750. Quando eu falei isso pra galera da sala, meu!, a galera pirou!
- Por que? Acharam caro???????
- Nããão, meu, muito barato.
- Ah, só. Eu gasto uns R$700.
- Só, meu? Como??
- Cara, o segredo é não sair! Na boa, economizo paca* por isso. Conheço neguin que, a cada saída, gasta até uns 15 paus!
- É, meu, eu também tento economizar... (muda o tom)
- Meu, vai em frente! Eu só como no RU de vez em quando, o lance é cozinhar em casa... e olha que até em comida eu economizo. (a ouvinte engasga)
- Sóóó...
- Esse lance de viver fora de casa é muito complicado, ta ligadu? Tem que sanar as despesas desde cedo, cara, senão a gente afunda!

*

Passado o não-impacto pela frivolidade da conversa, quase pedi duzentinho prus manu. Afinal, SÓ isso não faz mal, ta ligaaaaaduu???


9.9.02

Né brinquedo nããããão!


Fim de semana de molho por mais uma semana, segunda-feira que chga para reinar sonolenta em nossos corações... aaahhh!!! É o inverno, crianças, é o inverno incitando versos incólumes e músculos doloridos nos homens de boa vontade.
Amém.

*

Sexta-feira tive esta (entre tantas outras) sensação, hoje ela me visitou novamente. Naquele dia, uma tempestade açoitou a Pequena Londres, a ponto de (não estou louca! Não estou!) minha mão ficar elétrica por pelo menos meia hora. (...) Antes de eu me ver no mundo como concorrente de peso (-pena) da Copel, no entanto, o vendaval e a chuva forte me impediram de acompanhar o fim de “Medéia”, tragédia grega em cartaz, aqui, num...circo. (acho que não preciso dizer por que corri)

Hoje, na saída para o almoço, alguns relâmpagos me fizeram acordar da fatídica noite mal dormida. Uns passos adiante e vejo um raio (longe, porque nós somos mamíferos) cair (sou leiga, senhores, não ouso dizer q o raio vem de baixo sem deter a explicação convincente pra isso). Medo. Terror. Procuro uma árvore pra fugir dela, corro em pequenos mas apressados passos. Alguns pingos na moleira são o prelúdio de nova onda de ataques terroristas de chuva gelada.

MORAL: às vezes penso nos zilhões de frutos que a inteligência humana é e foi capaz de criar. A mesma inteligência, porém, que se vê ameaçada frente àquilo que não é capaz de domar; sequer – muitas vezes – capaz de entender.


Que Alá nos proteja.

6.9.02

Não sei se me empolgo ou me deprimo com a chegada de mais um fim de semana.
Começo de noite na sexta: cachorro.
Sábado de manhã: gato.
Domingo de manhã: tuiuiu

*

Q enxaqueca não acaba com o humor de uma pessoa? Eu quero colo. Colo de mãe, abraço de irmão, conversa de vô. Cheiro de casa. Aqui eu não tenho nada disso - não, o telefone não substitui nada disso, só ameniza o impacto do tombo quando me dou conta da realidade.
Mercado daqui a pouco. Apesar de sair mais pobre dele, a cada visita (não, não consigo comprar só aquela alface de R$ 0,98...) percebo que estou num caminho sem volta. Só não sei se vou enxergar as placas de sinalização por muito tempo...

Ingratidão, esta pantera...

Sô ingrata naum sinhô. Aqui na Pequena Londres de tantos sonhos impossíveis tenho muitos oásis pra me refrescar. Poucas mas verdadeiras amizades (coleguismo não conta). Risos sem compromisso, conselho, ombro pras piores - e melhores - horas. Não há como esquecer isso, é o colírio na tempestade de areia.

*

A melancolia do Tom Yorke cantando "no surprises" me afeta. Melhor vazar enqto há tempo.

4.9.02

Aviso às moscas, pterodáctilos, ácidos desoxirribonucléicos e, ah, claro!, eventuais leitores deste blog:

A má eleitora informa que, a partir de amanhã, o fruto de seu ócio (not creative, pra não sujar o livro do Domenico di Masi) estará disponível para espiadelas descomprissadas e perspicazes nesta URL:
http://blogdenotas.blogspot.com

Gradicida pela atenção, e não se esqueçam: esta é A oportunidade de verificarem suas atitudes, seus anseios, enfim, o que querem da vida. "Será que estou preparado(a) pra adentrar tamanha sabedoria? Qual será meu compromisso daqui pra adiante? Eu posso? Eu quero? Eu sou especial?"
Sigam o manual "Questionador Onipresente, Soluções Insalubres" que, tenho certeza, vocês acharão um prumo pra vida.
Assinado
x Dr. Lair Ribeiro


A N U L A . C O N F I R M A

E eu ainda recebo críticas pela minha opção de voto...

*

04/09 14:54

Vereador faz xixi em garrafa e pode ser cassado

A Câmara de Vereadores de Rolândia vai analisar nesta quinta-feira um caso insólito. O vereador Paulo Augusto Farina (PDT), 21 anos, pode ter o mandato cassado porque usou telefone celular do gabinete (que divide com outros dois colegas) durante 62 minutos ininterruptos supostamente para conversar com a namorada e ainda fez xixi em uma garrafa naquele local. Farina teria admitido o erro, prontificou-se a reembolsar a Câmara pelo uso do celular, mas o ato de urinar em uma garrafa no gabinete para alguns vereadores foi quebra de decoro parlamentar.
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Fonte: Agência Londrix
Acabo de chegar à conclusão de que TV é algo realmente triste.
Triste para o telespectador, triste para o profissional.
Repórter que fui em matéria sobre turismo gastronômico numa das avenidas daqui de Londrina, pude constatar novamente aquilo que pode ser um tiro no pé.
[Imagem não é nada]

3.9.02

>>NOTA DE AGRADECIMENTO

Eu, Bloco de Notas, blog de propriedade de minha autora, venho, por este post, registrar meus sinceros agradecimentos ao amigo Fernando Misto Quente Fadini pela inestimável consultoria na implantação destes comentários.

*

Liberdade!
[ou seria o contrário????]

= )

Aos velhos e aos novos leitores (hou.hou.), novas boas-vindas ao mundo da comunicação social (etc) intermediada por pequenas caixinhas fofolets cheeeeeeias de conteúdo amigo (pronto, cabô a asneira).
Sólo una recomendación, chico: “Sê complacente com o próximo”.
Amém
LIÇÃO.DE.CASA

É o que eu deveria ter feito ontem, mas o relógio e o frio me impediram. É pedir demais que qqr criatura nesta esfera sub-lunar, à 1h20 da Era de Aquário e sob a regência de algum planeta, mantenha-se acordada debaixo das cobertas decupando fitas sobre temas deveras abstrato.

El contenido: astrológico.
Satisfación: garantida (mas com uma fraca dose de ceticismo).

*

A idéia de que maçãs mantêm o sujeito acordado, pelo menos no meu caso, foi pelo ralo. As semetinhas na minha cama, hoje cedo, exalam a sinceridade deste post.

*

[ssssshhhhttttááááá] Minha editora espera meu texto. E eu espero não confundir as bolas; digo, os planetas, astros e afins.

2.9.02

LONDRINA, 12 GRAUS.

Gosto de frio. Muito mesmo. O calor me deixa indisposta - o desodorante vence mais rapidamente (não me venham os pudorentos dizer q é mentira!), duas quadras parecem duas (mil) léguas, o restaurante da facul parece o próprio inferno e, bem: não é muito aconselhável ônibus lotado com temperaturas acima dos 25 graus. Verdade!

*

Gosto de frio. Muito mesmo. M A S por que será que os dedinhos (e o nariz) petrificados de gelo insistem em me contradizer? Ahn?? Londrina (aliás, todo o Paraná) teve esta noite a madrugada mais fria do inverno.

“Bobagem”, pode me dizer aquele leitor chato-contestador, “quase nem teve frio este ano!”. Okzi, mas o rosto ardendo hoje (ui.ui.ui.) não me deixa esquecer o vento tomado ontem, quando de uma gravação pra TV. Cena dramática. Parecia mais um clímax de novela mexicana que uma passagem de repórter pra matéria jornalística. Murphy attacks again: claro, havia sim aqueles manés q gritavam de seus carros “Oi mããe!”, “Filma eu!”, e outras sandices. I love you too.

*

Murphy attacks forever and gives you "Hello!": drama mesmo é vc perceber uma dor sutil no estômago (ou estrômbido, como diz o sábio filósofo Juqueri das Candonga) e ter de acompanhar o pizzaiolo fazer AQUELA pizza para apenas captar umas imagens. Se jornalista representa o quarto poder (dizem q agora é o(s) quinto(s), foi ultrapassado pelo Ministério Público, hauhauhauhauh), faz uso da força mágica se fizer “parte do sistema” (uau, pupilos de Ciências Sociais gritam neste momento). Estudante=camelo; pensa, mas ACHA que existe. Até a realidade tentar lhe provar o contrário : P

*

Pagamento chegando. Meu curso está quase no fim. [meu tcc, intacto]
Alguém ainda acredita que os símbolos da velhice são apenas as rugas e o embranquecimento da moleira, é??????

29.8.02

bloco.de.notas.cidadão

Potz, que cabeça a minha!
Fiquei tão empolgada, emocionada ou sabe lá o que com aquela deliciosa canção, que esqueci de dar a indicação dos dois pintassilgos que a entoavam, com certa insistência, na paradisíaca Paiquerê FM:

Chitãozinho & Xororó

Eles são muito bons, eles são tuuuuuudo de bom. Acho mesmo que eles são tão, mas tão bons, que este orifício terrestre latino-americano em que vivem é muito chinfrin...eles não merecem esse fardo, né, moçada?
Portanto, eu sugiro que, quem se dispuser, envie sugestões aos artistas. "Brasil é fulêra, gentiiii! Vão pro extrangêro!"
So easy, so shit

Poucas coisas na vida me satisfazem tanto quanto perceber a coerência nas atitudes de uma pessoa. É claro que nem sempre isso é possível (pois acredito viver num mundo facilmente corruptível), mas tento fazer da máxima algo efetivo na minha vida.

Costumo dizer que, se o sujeito prestasse atenção à letra de uma música –e, principalmente, à da música que ELE canta –, daria uma inestimável contribuição à sua auto-coerência. Ou não, dependendo do gosto...

Hoje, grazadeus, eu percebi que estou no caminho. Busão (de novo, ele) lotado, cheiro de suor e cachorro molhado (não é européia, mas Londrina se torna uma manteigona, qdo chove...), e o atentado à cidadania estourando tímpanos mais sensíveis:

“Vem ni mim que eu to facin, facin...
Enjeitá muié é coisa que eu num faço (...)”


*

O pior é vc perceber o sujeito ao lado chacoalhando a cabeça ritmadamente, aceitando a escória sonora, ou a senhora atrás dele batendo os pezinhos alienadamente felizes.

*

[Preciso dizer mais?]

28.8.02

"Oh, abre alas..."

Que marasmo, que nada. O almoço hoje foi uma diversão só!

[queria ser mais otimista, ver mais o senso de coletividade em algumas ações humanas, mas...o que uma câmera da Globo não faz, já repararam??]

Resposta, tia: "CORROMPE ATÉ HIPPIE!"

27.8.02

Sabe que, às vezes, acho nada.má a idéia de este blog não ter a ferramenta Comments? Vai que, por ventura, acaso, talvez, quem sabe, do destino, se surgir uma possibilidade, um leitor (ou dois, pra levantar minha auto-estima, hohoho.), lê estas cousas?

A atualização, como bem se vê, não é um ponto lá muito forte... O fim de semana também não me permitiu, é verdade. Quem sabe amanhã. É, o registro pode esperar. Inversão de papéis, fragilidade humana e a grandeza de um sentimento gerando frutos: esses foram top of (my) mind nestes dois dias e meio que passei na pacata e triste Ourinhos.

É, não posso reclamar dos problemas que a agitação da minha vida em Londrina me traz. Tenho preocupações bem maiores, e mais nobres, fora daqui (nada contra os londrinenses, craru!) As quais, por sinal, me dão forças e me fazem ver pedras enooormes como pedregulhos bobos que atrapalham, mas não impedem a travessia.

22.8.02

Mal chega, já tá de saída...pior que isso, só busão UEL/Centro, às 12h30. Com sol: muito. E pessoas com o braço aberto do seu lado...: P

*

Depois desse post eu lembrei de um momento muito pitoresco no meu dia sem quaisquer emoções (até agora), quando eu esperava o dito veículo para me trazer até o longínquo centro. Sabem que o campus da UEL é uma fofura? Sim, é bem cuidadinho, uma lindeza.

Ocorre que há uns pequenos problemitchas que os olhos desatentos de um deslumbrado simplesmente deixam passar. Por exemplo: a falta de papel higiênico nos sanitários da fofucha, bizuzuca e tchutchulinha universidade. Pensando na seqüência de piores momentos awards uel, pus-me a fazer, juntamente com mi amigo, a seqüência de Piores Momentos Awards UEL segundo as leis do finado Murphy. Imaginem:

- tudo começa com uma fome descabida. É grande? Não, querido, mas eu aceito seu prato, licença?
- Filas. Vc logo pensa nelas bem grandes, correto? Esqueça. Elas são beeeeeeeeem grandes, enormes, você até vê meio desfocado o último ser da fila.
- Senhas. Você acha que isso organiza o caos, não? Pois bem, isso o caracteriza. Ainda mais quando vc constata que faltam somente 853 neguinhos à sua frente para devorar a comida das tias.
- Ah, agora, a catraca eletrônica! Que bom, mããe!!! Vou comer felizi e contenti!! Nããão, bobaum, o funcionário ainda vai te tratar mal e pedir pra vc não trocar de fila, caralh*! (não vamos reproduzir a expressão por uma questão de puritanismo. Deus pune boca suja, shhiiiu!)
- A comida. Ah, a comida. Vc a acha deliciosa com os olhos e pensa: “Guep!Guep!Guep!Hozi ta baaaaummm....”, e lambe o canto superior esquerdo da boca. Tsc, tsc. Não cante vitória fácil assim! Lembre-se: por trás de um pernil assado, há a farofa xexelenta com sobas da semana toda, do mês todo. E, se quiser piorar, é só pensar nos cãezinhos que, DE REPENTE, sumiram... q será q foi feito com eles?: /
- Resposta certa!
- O suco: um capítulo à parte, mas nem vale a pena.
- O busão. Um livro à parte.
(pausa na conversa, zoom na expressão de dúvida voraz de um dos interlocutores: “Hmmmm...não há como piorar mais, né??”)

*

Oh, criaturas ingênuas deste mundo obtuso!, reflete com seus botões o senil Mr. Murphy. Pra tudo na vida dá-se um jeito, não sabiam ainda???
Olho em frente ao ponto de ônibus. Uma pequena rotatória, várias flores, um encanto. Nisso, uma estátua suspensa a adorna. De costas para mim, parece dizer: “Sim, tuuuudo nessa vida pode piorar...”
A estátua está nua. Adivinhem para onde aponta o Sul?

21.8.02

Quem se habilita?
Alguém tem passagens de ida?

Sabe que não foram poucas as vezes em q ouvi a frase “Não se preocupa com isso, não vale a pena (...)”, na minha vida?

Pois bem, hoje, depois de muito tempo após a última tentativa (q nem me lembro quando foi), acho q consegui fazer isso.

Trabalhar com gente autoritária, arrogante e mentirosa é phoda no sentido mais fodido da palavra. Eu que o diga. O pior é qdo esse tipo de pessoa tenta cercear suas palavras, impor as dela e de leve, no fim, te coloca uma opção: ou 8, ou 80. “Posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-la”, lembram-se das aulas de História? (deve ser Estória, pra uns babacas) Pois bem, eu me lembro. E tenho tentado fazer a máxima valer, já que, hoje em dia, acredito que ouvir uma pessoa seja a melhor forma de ela lhe compreender. O duro são as exceções.

*

Um dia eu conto isso. Quero aprender a não me chatear mais com pessoas mesquinhas, já sou meio veterana em lidar com o adverso. Só espero não me preocupar demais. Não vale a pena. Não vale.
No ouvido, pra quem quiser a sugestão:Don´t leave the light on, baby => Belle and Sebastian
(realmente, não há como ficar triste por muito tempo qdo se tem na música uma nova perspectiva pro cotidiano...)

20.8.02

Não escreveria nenhuma palavra hoje neste blog. Não mesmo. Atualizá-lo, ao que parece, tem sido um de meus defeitos...: /
Os textos de ontem sobre usuários de drogas, kits com seringas q eles recebem, aqui em Londrina, e como essa política (não despropositamente chamada de "Redução de Danos") tem sido implantada foram a tarefa da tarde. Por sinal, da tarde inteira. Teve até cena de repórter perdida na rua, olhando quase em desespero pro relógio, achando o caminho da roça, chegando pontualíssima ao encontro da fonte, e...nada de fonte. Efeito cascata, ou dominó, já ouviram falar? Pois é, serve também pras entrevistas marcadas.
O engraçado nisso (lembrem-se: rir é o melhor remédio, para não xingar.) foi ver a dita cuja (uhuu, desenterrei esse termo varonil) pedir:
- Cencinha, que eu vou anotar umas coisinhas na agenda e já falo com você, MEU BEM.
Nota da repórti: começou mal a frase (me fez pensar: "opa, q q o maridão vai comer hoje??"); terminou pior ainda (asco total aos BENS)
Câmera no rosto da repórti. Desespero sutil, quase nem ela percebe. Mas o relógio lhe dá uma gargalhada, arguto que só, e lhe lembra da entrevista dali a dez módicos minutinhos, só do OUTRO lado da cidade. Take it easy and breath deeply, mam.

*

Três horas depois, sem contar a saga “A incrível garupa do mototáxi”, com os capítulos “Ruas de Londrina: cada buraco com seu asfalto”(1) e “Oração: a cura de todos os males”(2), o fim e o começo.
Non non, nada de Rauuuul, só foi a impressão, mesmo. Conversar com alguém soropositivo há quase 20 anos, ex-dependente químico (“mas até hoje eu curto quando vou tirar sangue”) e determinadíssimo a viver (qdo os outros “chapas do pico tão tudo morto, já”), caríssimos, faz qualquer um pensar um mínimo que seja na própria vida.
Sem falso moralismo, auto-ajuda ou o escambal: aquilo me deu um tapa na cara.
Acho que todos deveriam receber uns bofetões desses, vezenquando. Faz bem, juro.

18.8.02

Domingo, de novo.
Já falei o que pensava desse dia - mais, o que pensava desse dia EM LONDRINA.
Xenofobismo à parte, malagradecimento de outro, nada contra a pequena Londres. Nada mesmo. Hoje descobri que o q tem me afligido não é o "ficar nesta cidade, neste dia", mas o sentir a vida passar, sem se fazer aquilo de q realmente tem vontade de fazer. Tipo...

...jogar pro alto responsabilidades cretinas e, se ligarem, mandar um abraço, um beijo e um brigadeiro, de brinde;
...dormir, se tiver vontade, o dia todo;
...ver podreira na TV, pra esculhambar, ou mesmo a pretexto de dormir, o dia todo;
...comer morango em tijelinha sem pensar no que fazer pro almoço;
...sair com uma mochila nas costas, grana só pra passagem de ida e fazer uma visitinha inesperada pra família. Acho que estou precisando.

*

Entrar na vida adulta, com todos os seus compromissos e dead lines, tem lá suas vantagens, isso eu posso dizer. Mas que as adaptações não são nada fáceis, ah...
Um dia eu me acostumo (e é desse dia que eu mais tenho medo).

15.8.02

Não gosto dos picos de humor. Eles me enchem o saco.
Esses dias estava no auge da euforia, sem motivo algum. Nenhunzinho, mesmo. Tanto q meus alunos até me perguntaram qual a cor do passarinho q eu tinha visto (sem malícia, eles são zentifina) : P Sabia q aquela saga do humor perdido não duraria mais 12 horas...
*
Não acredito muito em TPM, não no meu caso. Os únicos contratempos q tenho nessa reafirmação da feminilidade (hehe, tucanei "período mesntrual") são as terríveis cólicas, ludibriadas com o conjunto "chá quente/coberta por 30 min", e a maldita enxaqueca, velha conhecida (amiga, jamás) minha desde os 8 aninhos.
Pelo menos, meu mau humor é interno, juro. Fico chata comigo, me contra-argumentando em tudo q penso, ou q acabo de dizer, e nem tenho muito saco pra ouvir. Reconheço. Mas não deixo de dar atenção às pessoas, mesmo assim (nem q isso vá contra minha vontade).
Na verdade, nem sei por que escrevi isso. Não precisava, simplesmente. Mesmo assim, se precisar ou não, o problema é meu, todo meu, Amém. E salve Cristo Rei!, como diriam umas testemunhas de Jeová que, na longínqua Ourinhos, vinham me apurrinhar com seu papo escroto ("os católicos? Não, querida, eles não lêem a Bíblia...Porque, veja em João, capítulo 3 versículo 28, ele diz que...." uaaaaaah), em pleno....tcharããã!!!, ...sábado de manhã! : @
Pois bem, senhores. Podem ver que mal humor, mais q fase, pode ser acumulativo, também.
(não sei pq, mas tenho a leve impressão de q, num post bastante vindouro, eu serei um tanto contraditória...)

13.8.02

Às vezes tento entender pq muitas pessoas (não vamos generalizar....)têm, bem lá no fundo, uma certa tendência sadomasoquista. Comigo não é diferente, a ponto de ouvir (e ficar curiosa, se não me contam) piadinhas infames envolvendo sangue, cortes e seus congêneres (e olha q eu me pélo qdo escuto isso); a ponto de me importar com quem eu simplesmente eu não deveria, não devo, nunca deveria tê-lo feito, um dia. Essas coisas me chateiam....EU me chateio = /
A conformidade, que eu sempre enxerguei nas pessoas como um defeito, hoje eu encaro como uma qualidade - não das melhores, a bem da verdade, mas, se maquiada com tons de "paciência, tolerância com as mazelas do mundo, blábláblá", pode ser um incrível paliativo pra uma série de doenças muitas vezes imperceptíveis aos olhos. Perceptíveis aos meus, que buscam nos olhos alheios a verdade quase sempre nefasta do ser humano.
*
Dois Lorax e Danette gelado, por favor.
"'Fechamento de jornal 2 - O amanhã nunca morre"
Saibam q este filme é muuuuuuito divertido...hehehe

12.8.02

Uma quadra, sobe mais uma (q vale por duas, em Little Golds), desce três. Pra chegar na esquina e verificar: droga de cheques, ficaram na gaveta....aff ~:
Mais 10 quadras arriba, sol de 26 graus na moleira.Duas à esquerda, mais cinco andares pra alegria geral da minha conta bancária (té paress), 95 minutos de pura empolgação diante dos fatos q agitaram o país nesta manhã. Pit stop no trampo, meia hora de camelagem em fila de banco. Saldo do passeio: 80 pilas a menos no extrato. Pobre saldo, pobrin, probi.
Bem vindos ao dia 10 do mês.
Domingo Dia dos Pais.
Conceito relativo, esse... Mas a data existe. Meus dois pais também.
Eu trabalho. Durmo, sem ânimo pra fazer o almoço - bastam alguns morangos e tudo volta à normalidade.

* * *
Domingos em Londrina me deprimem. Gosto do ar provinciano da cidade, apesar de preferir o caos sedutor de São Paulo.Mas o universo simbólico desse dia, pra mim, nada a ver com as obrigações quase sempre urgentes dos chamados (!) dias úteis.
Desde sempre foi assim. Se tinha alguma prova na segunda, o ficar fechada no quarto, lendo, qdo o dia azul se gastava lá fora -sim, pq os dias mais lindos eram tbm os mais atribulados - detonavam o ânimo.
Hoje a situação é diferente, eu começo a ver o que me espera da chamada "vida adulta". Não era o que eu queria, pois certos valores são muito difíceis de se romper.
Agora jaz: estamos em plena segunda-feira e, pra dar um chega.pra.lá na normalidade, no classes during the morning. Melhor que isso, só dois Lorax e Sprite gelada pra acompanhar.
Feliz Dia dos Pais (dispense sempre o telefone nessa data, se for possível).

8.8.02

Engraçado observar o fechamento de um jornal...mais ainda qdo vc participa desse fechamento.
Ante a euforia de bolsa de valores (tudo bem, não há aqueles gritos e gesticulações, mas pedidos inflamadospor fotos, chamadas, etc..), até um descontrol pode passar batido, de tantas q são as atribulações. Meu profi deu provas disso, hoje, cantando e rindo e fazendo pequenas criancices enqto escrevíamos o bendito editorial ("ben", não sou louca de maldizê-lo porque ainda não acabamos!). Mais abalado que nós, ou somente rindo de ver aqueles olhos todos esbugalhados loucos por uma fotozinha cortada e encaixada no diagrama? Vai saber. O dia em q eu for professora, vou notar minhas reações pra compreender melhor certas neuras alheias.
O mais interessante de se trabalhar com jornalismo, pelo menos no q eu percebo, é o qto as pessoas (nossos receptores, pobrezinhos) são ignorantes (no bom sentido) qto ao processo de criação daquilo que, invariavelmente, terá alguns destinos facilmente traçados. Publico aqui 4 deles, assim q a tecnologia permitir a este Bloco, vcs podem sugerir outras finalidades:

1-)Papel de embrulho em açougue
» tudo bem, com as alvíssimas sacolinhas de plástico disponíveis do mercado, só aqueles estabelecimentos bem fulêras pra adotar ainda método deveras arcaico...

2-)material para reciclagem
» opção assaz politicamente correta; use agora a sua imaginação para a criação dos artefatos ;-)

3-)Recortes para professores de redação (ou qqr outra disciplina. DE HUMANAS!, até q me provem o contrário) sedentos por complementar a aula dos aluninhos sedentos de conteúdo.
» a bem da verdade, os mesmos aluninhos parecem, às vezes, querer recortes de Cars, Amiga, Pop TV, Minha Novela and so on...

4-)Material de embevecimento de alguns futuros focas
» não que todos tenham as mesmas intenções, mas q tem os felizardos pra isso, ah, tem.

E vc, o q costuma fazer com seus jornais? Entre em contato!
»»janainagarcia@hotmail.com

Ah, perceberam q não estamos em balanço indeterminado, hein? Espertinhos....
Odeio pagemaker.

7.8.02

Siguíntsi: se o prêmio da Megasena desta noite (concurso 385, R$25 mijones de reales) vir para as boas e sagradas mãos da caneta deste bloco de notas, decretado balanço por tempo indeterminado.
De tudo, E U J U R O!!!
(essa é minha promessa pra Saint Petit Longo)
Aff, q fila até pra ganhar dinheiro é phoda...
Não sei se são as filas intermináveis do restaurante da UEL (eu não aconselho vc a comer lá, caso esteja com pressa), o suco (tbm não aconselho. Dizem q tem estufalase, a perigosa enzima dos trabalhadores vespertinos) ou a correria estressante (sim, estou, quero mais horas no meu dia, já falei.).
A verdade é que em momentos assim q eu me lembro de um poeminha bastante significativo, do Paulo Leminski.

"Vazio agudo
ando meio
cheio de tudo"

Não que o Leminski seja um pessimista, pelo contrário. Tbm não sou especialista em coisa alguma pra afirmar q ele seria.
Eu prefiro o Drummond - mas no momento certo, em outro ponto da curva do saco cheio.I promise that I'll try.

6.8.02

testando novo template
Hoje ainda não sou formada, quase (conceito relativo esse, hein?).
Mas já sinto medo do que me espera, por não conseguir arrumar meia hora do meu dia pra faze uma caminhada ou, simplesmente, corrigir umas redações que me esperam há semanas com a caneta vermelha (impiedosa, ¡pero sin perder la ternura jamás!) tagarela que só.
Escolhi mal, me ferrei?, poderia pensar. Poderia. Se estivesse beudassa, pois amo a profissão, com todas as mazelas e barbaridades q possa ter. Mas é nobre, eu - ainda - acredito. Só queria ver um mínimo de luz, no fim do canudinho, me dizendo: “vai, camelinha, mas volta antes que fique tarde”. Eu volto.
Sabe que, qdo eu ainda nutria o sonho (alheio, absãrrrd) de ser uma importante dotôra de véinhos (sim, queria ser geriatra ou, também, endocrinologista.), algumas pequenas razões foram se tornando verdadeiros monstros do Lago Ness para me fazer mudar de idéia. Visse?
Primeiro, inicialmente, a priori e outras frescurits (q os adevogados devem a-do-rar, hehehe), tenho uma certa aversão a sangue. Sujeitos alheios ao que se passa cá dentro deu podem pensar q eu seja a “mor fresca” sobre isso, mas phodam-se. Tenho aflição (ou “gastura”, como horrivelmente falam aqui no Paraná) de simplesmente imaginar uma pele levemente arranhada; imagine ver correr uma fileirazinha q seja de líquido vermelho e quente (não vale o dos vampiros). Enfim, esse foi um motivo.
O segundo, e não menos importante: vida de médico, se vc já tem algum na família, ou se ao menos teve um dia a curiosidade de assistir àquele “Plantão Médico” (tá, tá, tá, eu sei q a arte nem sempre imita a vida, mas tenta), não é exatamente o modelo de fruição almejado por quem deseja um tempo só pra si. Ou para os próximos.
Solução: escolhi ser jornalista.
(e eu ainda vejo graça em piada de turco...)

1.8.02

"Faça para os outros aquilo que gostaria que lhe fizessem".

Ps.: Mesmo que vc tenha tomado muito café.
Já é de tarde.
Nem sinto minha cabeça - ela está em Orion, coitada... cansou de ver o dia amanhecer cheio de fumaça branca e "objetividade aparente e agenda setting e espiral do silêncio" pela frente. Boa. Isso é o melhor: o silêncio.
Q fazer qdo café, água gelada na cara e demais (pseudo) artifícios se auto-inibem na caridosa tarefa de manter o sujeito acordado??
E essa chuva com neblina lá fora????
Iaaaaaaaaaaaaaahh.... pq a Lei de Murphy não dá um tempo em noites pré-seminário? Ãn? Ãn?