Depois do discurso mexicano de ontem (he), vamos falar de coisa séria. Isso é um blog de utilidade pública, tá pensando o quê?
Sendo assim,
Atenção, mulherada:
Gato recebe mais de US$ 720 mil de herança na Inglaterra
"Um gato de rua recebeu uma casa grande no norte de Londres e um fundo de investimentos de 100 mil libras (cerca de US$ 160 mil) de herança de uma idosa.
Estimativas indicam que Tinker - o nome do gato - tem oito anos. Ele se tornou amigo de Margaret Layne, 89 anos, pouco antes de ela morrer no ano passado.
O testamento dela, que acaba de ser divulgado, estabelece que, até a morte, Tinker deve ficar na casa avaliada em 350 mil libras (pouco mais de US$ 560 mil).
Margaret Layne não tinha filhos."
..........................
Êêêêêê, lelê, tirem o olho que ese já é meu. Sabia que o meu príncipe seria um gato e não um sapo, eu sempre soube.
..........................
Informativo # 2, a batalha continua
O improvável aconteceu. Acabaram de poluir a web de vez, ela que já é tão cheia de tranqueira. (Fora eu,) Algum abutre curioso? Tem? Alguém mais a fim de cenas de alto teor censurável pela moral, os bons costumes e noções mínimas de bom senso? Então vá lá. Mas aviso que ainda há tempo: Dhomini no Paparazzo é o fim, a derrota disfarçada de júbilo, a sublimação do Photoshop, enfim, é tudo o que vc não deve ver antes de ir dormir, ou antes do almoço. Ouvi?
E eu que havia prometido pra alguém (quem, mesmo?) que não teceria mais comentários desrespeitosos àquele monstro da popularidade, uma das personalidades mais carismáticas da história da TV brasileira. Assinado, Faustôôôôôô.
..........................
random: Say hello to the angels – Interpol
5.5.03
Um post sobre aquele dia, tantos dias
I’m back, mas não daquela Páscoa que eu quero esquecer. Estou de volta de outro fim de semana que me marcou pra sempre, mesmo que outros do gênero me aconteçam na vida, a médio ou longo prazo.
“A primeira (ou única) festa de formatura a gente não esquece”, viviam me dizendo. E, São Tomé que sou, digo que o veredicto é verdadeiro e dou fé. Aliás, acho que como (quase) tudo na vida que acontece pela primeira vez. Difícil explicar as lembranças daquela noite - poderia redigir uma nota sobre o evento, de duração indeterminada (a fonte não revelou o horário em que deixou a festa), que reuniu pelo menos umas trezentas pessoas naquela noite fria de sábado, dia 3 de maio. Dia 3 de maio de 2003 – que, na somatória esotérica de algum numerólogo, não deve explicar muito concretamente o que possa significar. Abster-me-ei, novamente, de buscar essas respostas.
Dia 3 de maio. O contraste entre o estilo descolado, comportado ou recatadíssimo de cada um emenda o feriado do dia do trabalho (que piada esse dia) e põe na labuta longos vestidos, sAltos, ternos combinantes com camisas, sorrisos escapando entre lágrimas. Quatro anos de convivência, paciência, aprendizado – acho que isso é o que me faz crer, entre raríssimos exemplos na docência, que o curso não foi totalmente em vão. Pra uma profissão que nem precisa mais de diploma, fique frau e tente uma vaga em jornaleco, se escrever é a sua praia.
Tão intensos quanto rápidos. Não sei se pela emoção do momento, ou se pela falta de tempo destes últimos tempos, parece que foi há tão pouco tempo aquela manhã em que chorei com meu avô... o jornal, o único que divulgaria a lista de aprovados, sairia apenas no dia seguinte ao do pico da minha ansiedade, controlada a passos rápidos, mas certeiros, da rodoviária (era só lá que eu acharia o exemplar) à casa do meu véio mais querido. O nome naquela minguada seleção, a palpitação de fazer inveja às mulheres de face escarlate que eu detestara nos livros de Alencar, o choro de felicidade (que, até então, desconhecia o que viria a ser), a continuidade do aguaceiro nos braços da minha mãe, no olhar de breve despedida nos do meu pai, na lembrança da minha avó, que havia torcido tanto por mim, mas que não tivera tempo para o abraço final. A ela essa conquista, acompanhada de uma saudade que, tenho certeza, é incompatível com quaisquer besteiras desse mundo que alegra, mas que, não poucas vezes, também entristece demais.
Os desejos de “boa sorte” e “felicidades” adquirem novos contornos, numa fase igualmente nova. O que você espera daqui pra frente?, perguntavam no video. “Se continuar vivo já tá de bom tamanho”, diria o amigo mais querido desse tempo de UEL. Saudades desde já, Fer. E de mais uma pá de coisa de um campus tão lindamente verde quanto isolador, com seus centros a meia légua de distância uns dos outros. Pequenos vilarejos dentro do mesmo espaço, muitas tribos, jogadas todas na mesma caldeira para serem servidas ao calor infame do restaurante. De onde, no fim, vou sentir mais saudades. Ah, aqueles olhares do RU...
Assim como no curso, a edição não foi minha aliada, no final. Faz parte da produção, faz parte, e, sinceramente, sempre gostei mais da tarefa cara a cara da reportagem.
Antes que comecem a não me entender mais (ainda menos, talvez), fico por aqui, porque ainda não ensinaram a Subjetividade Passo a Passo – fascículo 1. Tem coisas que só o tempo mesmo pra dar jeito, outra lição importante que não termina semana que vem, com a derradeira colação.
.....................................
Dando seqüência à seção Plagie seu Poeta Favorito, iniciada e abruptamente interrompida há muitos posts, para a felicidade desses nobres cadáveres, hoje eu diria que Pessoa é quem melhor sintetiza esse nó estranho que me enche o peito: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. E a minha cresceu tanto, com tanto fermento que fui e foram jogando, que quando olho pra trás, apesar de passageiro, o caminho valeu muito, valeu pra vida inteira.
Tanx
Já fiz isso, em parte, nos comentários do post anterior, mas gostaria de agradecer, de novo, a todos que, de uma forma ou de outra, lêem com um mínimo de satisfação a notícia de que concluí essa etapa da minha vida. Quando comecei esse blog, não tinha idéia de que forma o caldo entornaria, nem se chegaria a entornar. A verdade é que ele foi espaço pra uma série de desabafos, explícitos ou velados, de alguns desses percalços. O feedback foi muito mais que meros shout outs com smiles animados, garanto a vocês. O que falar então do feedback (e, deixando a coisa ainda mais pedante, tb o feedforward, hehe) dos que literalmente pegaram na minha mão, passaram a mão na cabeça ou disseram o que eu não esperava – mas precisava – ouvir? Tudo a vale a pena, minha gente. E, nesse sentido, eu sou uma pessoa realizada.
Cês tão aqui dentro, bando de chineses.
.....................................
Depois de tanto Momentu du Coração (com voz de locutor de pograma Love Songs noturnas de FM, não se esqueça), aviso aos navegantes: começa nesta sexta, dia 9, mais um Festival Internacional de Londrina, o consagradíssimo FILO. Tem início, portanto, a fase do ano mais legal de Londrina, que, por sinal, começa a ver os primeiros gorros de lã saírem às ruas.
Vive les arts!
random: Como nossos pais – Elis
Passe o tempo, passem minhas preferências musicais, venham as rugas ou as aplicações de colágeno, que essa música sempre me trará de volta ao campus da UEL, mais especificamente praquelas bebedeiras de 99.
I’m back, mas não daquela Páscoa que eu quero esquecer. Estou de volta de outro fim de semana que me marcou pra sempre, mesmo que outros do gênero me aconteçam na vida, a médio ou longo prazo.
“A primeira (ou única) festa de formatura a gente não esquece”, viviam me dizendo. E, São Tomé que sou, digo que o veredicto é verdadeiro e dou fé. Aliás, acho que como (quase) tudo na vida que acontece pela primeira vez. Difícil explicar as lembranças daquela noite - poderia redigir uma nota sobre o evento, de duração indeterminada (a fonte não revelou o horário em que deixou a festa), que reuniu pelo menos umas trezentas pessoas naquela noite fria de sábado, dia 3 de maio. Dia 3 de maio de 2003 – que, na somatória esotérica de algum numerólogo, não deve explicar muito concretamente o que possa significar. Abster-me-ei, novamente, de buscar essas respostas.
Dia 3 de maio. O contraste entre o estilo descolado, comportado ou recatadíssimo de cada um emenda o feriado do dia do trabalho (que piada esse dia) e põe na labuta longos vestidos, sAltos, ternos combinantes com camisas, sorrisos escapando entre lágrimas. Quatro anos de convivência, paciência, aprendizado – acho que isso é o que me faz crer, entre raríssimos exemplos na docência, que o curso não foi totalmente em vão. Pra uma profissão que nem precisa mais de diploma, fique frau e tente uma vaga em jornaleco, se escrever é a sua praia.
Tão intensos quanto rápidos. Não sei se pela emoção do momento, ou se pela falta de tempo destes últimos tempos, parece que foi há tão pouco tempo aquela manhã em que chorei com meu avô... o jornal, o único que divulgaria a lista de aprovados, sairia apenas no dia seguinte ao do pico da minha ansiedade, controlada a passos rápidos, mas certeiros, da rodoviária (era só lá que eu acharia o exemplar) à casa do meu véio mais querido. O nome naquela minguada seleção, a palpitação de fazer inveja às mulheres de face escarlate que eu detestara nos livros de Alencar, o choro de felicidade (que, até então, desconhecia o que viria a ser), a continuidade do aguaceiro nos braços da minha mãe, no olhar de breve despedida nos do meu pai, na lembrança da minha avó, que havia torcido tanto por mim, mas que não tivera tempo para o abraço final. A ela essa conquista, acompanhada de uma saudade que, tenho certeza, é incompatível com quaisquer besteiras desse mundo que alegra, mas que, não poucas vezes, também entristece demais.
Os desejos de “boa sorte” e “felicidades” adquirem novos contornos, numa fase igualmente nova. O que você espera daqui pra frente?, perguntavam no video. “Se continuar vivo já tá de bom tamanho”, diria o amigo mais querido desse tempo de UEL. Saudades desde já, Fer. E de mais uma pá de coisa de um campus tão lindamente verde quanto isolador, com seus centros a meia légua de distância uns dos outros. Pequenos vilarejos dentro do mesmo espaço, muitas tribos, jogadas todas na mesma caldeira para serem servidas ao calor infame do restaurante. De onde, no fim, vou sentir mais saudades. Ah, aqueles olhares do RU...
Assim como no curso, a edição não foi minha aliada, no final. Faz parte da produção, faz parte, e, sinceramente, sempre gostei mais da tarefa cara a cara da reportagem.
Antes que comecem a não me entender mais (ainda menos, talvez), fico por aqui, porque ainda não ensinaram a Subjetividade Passo a Passo – fascículo 1. Tem coisas que só o tempo mesmo pra dar jeito, outra lição importante que não termina semana que vem, com a derradeira colação.
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Dando seqüência à seção Plagie seu Poeta Favorito, iniciada e abruptamente interrompida há muitos posts, para a felicidade desses nobres cadáveres, hoje eu diria que Pessoa é quem melhor sintetiza esse nó estranho que me enche o peito: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. E a minha cresceu tanto, com tanto fermento que fui e foram jogando, que quando olho pra trás, apesar de passageiro, o caminho valeu muito, valeu pra vida inteira.
Tanx
Já fiz isso, em parte, nos comentários do post anterior, mas gostaria de agradecer, de novo, a todos que, de uma forma ou de outra, lêem com um mínimo de satisfação a notícia de que concluí essa etapa da minha vida. Quando comecei esse blog, não tinha idéia de que forma o caldo entornaria, nem se chegaria a entornar. A verdade é que ele foi espaço pra uma série de desabafos, explícitos ou velados, de alguns desses percalços. O feedback foi muito mais que meros shout outs com smiles animados, garanto a vocês. O que falar então do feedback (e, deixando a coisa ainda mais pedante, tb o feedforward, hehe) dos que literalmente pegaram na minha mão, passaram a mão na cabeça ou disseram o que eu não esperava – mas precisava – ouvir? Tudo a vale a pena, minha gente. E, nesse sentido, eu sou uma pessoa realizada.
Cês tão aqui dentro, bando de chineses.
.....................................
Depois de tanto Momentu du Coração (com voz de locutor de pograma Love Songs noturnas de FM, não se esqueça), aviso aos navegantes: começa nesta sexta, dia 9, mais um Festival Internacional de Londrina, o consagradíssimo FILO. Tem início, portanto, a fase do ano mais legal de Londrina, que, por sinal, começa a ver os primeiros gorros de lã saírem às ruas.
Vive les arts!
random: Como nossos pais – Elis
Passe o tempo, passem minhas preferências musicais, venham as rugas ou as aplicações de colágeno, que essa música sempre me trará de volta ao campus da UEL, mais especificamente praquelas bebedeiras de 99.
2.5.03
29.4.03
E aí, já comeu hoje?
Diga pra nós, garoto parrudo e sedento por novas manifestações hormonais: já comeu a sua Kim Basinger hoje? Não? Ah, claro, desculpe a intromissão, é que dar conta (sozinho ou com os amigos) da Angelina Jolie (o pacote inclui o beição) não deve ser mesmo dos mais fáceis.
E você, garota esperta, viiiinte anos de praia (acresça, diminua ou, se a psicologia permitir, permaneça nessa faixa; a seu gosto), que vai hoje: o Brad Pitt ou o Tom Cruise?
Antes que pensem que este blog, jogado às traças junto com o pouco de humor branco da autora, está fazendo as vezes de uma casa de tolerância de luxe, com catálogos hiperdetalhados (hiper mesmo) e pratos (sim, podemos pensar que existe um restaurante acoplado) bastante sugestivos, mas não tão cafonas quanto o sushi erótico (vide guerra dominical da TV aberta), eu explico: isso não aconteceu. Aliás, que pena.
................................................
Tudo começou há mais ou menos cinco anos, no município de Marília (interior de SP), num boteco qualquer próximo à universidade onde eu faria um teste de xisinhos e uma redação de tema podre (eu diria putrefato, até: “a globalização e eu”, dá licença); conjunto institucional e traumaticamente conhecido por vestibular; festibular, em uma derivação de tribos mais afoitas.
Bem acompanhada (e, nas circunstâncias aborrecentes, acima de tudo, longe de tudo e todos que representasse família), nos sentamos para escolher o cardápio daquele rápido almoço, haja vista que a universidade, tão pomposa quanto longe, escondia-se no bairro mais popular daquela pacata e moderninha cidade: o Cafundó.
“Pede você, qualquer lanche está de bom tamanho”. “Faço questão”. E, nessa discussãozinha tão tola quanto ingênua (pois não sabíamos a eternidade que levaria pra goroba ser servida), fui eleita a maître de momento tão importante a nossas floras estomacais, que correriam riscos terríveis, dependendo da opção. Questões de ordem (neca de ervilha, pitibiriba de ovo, muito menos), fomos ao menu (leia juntando os lábios, s’il vous plaît). “Você quer comer uma Sheila Carvalho ou uma Camila Pitanga? Me parecem boas escolhas”, falei, coagida pelo esperto engraçadão que teve a idéia su-pim-pa de dar nome aos bois. Digo, aos lanches.
E rapaz tímido, eu aprendi, uma hora acaba se revelando. E se engasgando. Tinha de ser ali, tinha.
................................................
Ontem foi a vez de mais uma daquelas pizzarias de bairro homônimo, mas não em Marília, ter a excelente idéia de dar nome de gente do show bzzz praquelas que, pruma tia minha de Nápoli, um dia se chamaram simplesmente “pizzas”. Passando a vista nem um pouco impressionada com a treta (anunciada como inédita, como se isso interessasse no auge da fome de cão), notei alguns ingredientes que, dispostos miserável ou indecentemente em algumas opções, denunciavam o sarcasmo e preferência absoluta do(s) autor(es) por certos astros e estrelas. Num mundo muderrno como o nosso, entretanto, abster-me-ei de dizer categoricamente que mulheres elegeram os machos, e vice-versa.
Confira abaixo algumas das sugestões:
Richard Gere – mussarela e bacon
Jim Carrey – milho e mussarela
Paul Newman – molho, pepperoni, tomate picado (dã), provolone e mangericão. (sic)
Eu poderia vestir o jaleco do cursinho e dar uma justificativa bastante gramatical pra não dar confiança a estes sujeitos, mas o esquema é muito mais de coerência que de ortografia. Qualé, Paul Newman???? Na primeira opção eu diria que foram até simpáticos demais, mas isso passa pelo crivo pessoal de quem não vê graça naquele sorriso maroto de vovô sedutor. Sorry, girls. Mas daí a colocar meu queijo preferido (sem contar o pepperoni, salve) pro tiozinho não dá. Assim não dá, assim não pode.
Você pensa que acabou? Quê isso!
Julia Roberts – calabresa, presunto, cebola, pimenta e mussarela
Liv Tyler –mussarela, tomate picado (sério?) e molho
Vera Fischer – (preparem-se) ervilha, cebola, ovo e mussarela
Preciso explicar minha aversão às raízes, neste caso? Acho que não.
................................................
Vendo esse tipo de coisa, e a série de perguntas metidas a engraçadinhas que fizeram pro Luís Fernando Veríssimo aqui, ano passado (não fui, mas me contaram), e sábado, no Altas Horas, só posso chegar à conclusão unilateral: babaca é igual em todo lugar, só muda o CEP e a cutícula do pé.
................................................
Formatura sábado. Frio na barriga desde ontem, ao saber do misterioso TJ ao vivo, in loco, ô louco.
Um céu muito doido de vermelho se confunde com o suco de goiaba que eu sugiro pra espantar os males passageiros.
................................................
random: There goes the fear – Doves
(desculpe o plágio, Paula, mas ela está me azucrinando o dia todo)
Diga pra nós, garoto parrudo e sedento por novas manifestações hormonais: já comeu a sua Kim Basinger hoje? Não? Ah, claro, desculpe a intromissão, é que dar conta (sozinho ou com os amigos) da Angelina Jolie (o pacote inclui o beição) não deve ser mesmo dos mais fáceis.
E você, garota esperta, viiiinte anos de praia (acresça, diminua ou, se a psicologia permitir, permaneça nessa faixa; a seu gosto), que vai hoje: o Brad Pitt ou o Tom Cruise?
Antes que pensem que este blog, jogado às traças junto com o pouco de humor branco da autora, está fazendo as vezes de uma casa de tolerância de luxe, com catálogos hiperdetalhados (hiper mesmo) e pratos (sim, podemos pensar que existe um restaurante acoplado) bastante sugestivos, mas não tão cafonas quanto o sushi erótico (vide guerra dominical da TV aberta), eu explico: isso não aconteceu. Aliás, que pena.
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Tudo começou há mais ou menos cinco anos, no município de Marília (interior de SP), num boteco qualquer próximo à universidade onde eu faria um teste de xisinhos e uma redação de tema podre (eu diria putrefato, até: “a globalização e eu”, dá licença); conjunto institucional e traumaticamente conhecido por vestibular; festibular, em uma derivação de tribos mais afoitas.
Bem acompanhada (e, nas circunstâncias aborrecentes, acima de tudo, longe de tudo e todos que representasse família), nos sentamos para escolher o cardápio daquele rápido almoço, haja vista que a universidade, tão pomposa quanto longe, escondia-se no bairro mais popular daquela pacata e moderninha cidade: o Cafundó.
“Pede você, qualquer lanche está de bom tamanho”. “Faço questão”. E, nessa discussãozinha tão tola quanto ingênua (pois não sabíamos a eternidade que levaria pra goroba ser servida), fui eleita a maître de momento tão importante a nossas floras estomacais, que correriam riscos terríveis, dependendo da opção. Questões de ordem (neca de ervilha, pitibiriba de ovo, muito menos), fomos ao menu (leia juntando os lábios, s’il vous plaît). “Você quer comer uma Sheila Carvalho ou uma Camila Pitanga? Me parecem boas escolhas”, falei, coagida pelo esperto engraçadão que teve a idéia su-pim-pa de dar nome aos bois. Digo, aos lanches.
E rapaz tímido, eu aprendi, uma hora acaba se revelando. E se engasgando. Tinha de ser ali, tinha.
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Ontem foi a vez de mais uma daquelas pizzarias de bairro homônimo, mas não em Marília, ter a excelente idéia de dar nome de gente do show bzzz praquelas que, pruma tia minha de Nápoli, um dia se chamaram simplesmente “pizzas”. Passando a vista nem um pouco impressionada com a treta (anunciada como inédita, como se isso interessasse no auge da fome de cão), notei alguns ingredientes que, dispostos miserável ou indecentemente em algumas opções, denunciavam o sarcasmo e preferência absoluta do(s) autor(es) por certos astros e estrelas. Num mundo muderrno como o nosso, entretanto, abster-me-ei de dizer categoricamente que mulheres elegeram os machos, e vice-versa.
Confira abaixo algumas das sugestões:
Richard Gere – mussarela e bacon
Jim Carrey – milho e mussarela
Paul Newman – molho, pepperoni, tomate picado (dã), provolone e mangericão. (sic)
Eu poderia vestir o jaleco do cursinho e dar uma justificativa bastante gramatical pra não dar confiança a estes sujeitos, mas o esquema é muito mais de coerência que de ortografia. Qualé, Paul Newman???? Na primeira opção eu diria que foram até simpáticos demais, mas isso passa pelo crivo pessoal de quem não vê graça naquele sorriso maroto de vovô sedutor. Sorry, girls. Mas daí a colocar meu queijo preferido (sem contar o pepperoni, salve) pro tiozinho não dá. Assim não dá, assim não pode.
Você pensa que acabou? Quê isso!
Julia Roberts – calabresa, presunto, cebola, pimenta e mussarela
Liv Tyler –mussarela, tomate picado (sério?) e molho
Vera Fischer – (preparem-se) ervilha, cebola, ovo e mussarela
Preciso explicar minha aversão às raízes, neste caso? Acho que não.
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Vendo esse tipo de coisa, e a série de perguntas metidas a engraçadinhas que fizeram pro Luís Fernando Veríssimo aqui, ano passado (não fui, mas me contaram), e sábado, no Altas Horas, só posso chegar à conclusão unilateral: babaca é igual em todo lugar, só muda o CEP e a cutícula do pé.
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Formatura sábado. Frio na barriga desde ontem, ao saber do misterioso TJ ao vivo, in loco, ô louco.
Um céu muito doido de vermelho se confunde com o suco de goiaba que eu sugiro pra espantar os males passageiros.
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random: There goes the fear – Doves
(desculpe o plágio, Paula, mas ela está me azucrinando o dia todo)
24.4.03
Aí eu olhei pra cima, assobiei e fingi que era de cera
Uma maré de azar passageira tomou conta, ontem, do meu início de tarde. Tudo começou com um troco de cinco real em notas de um, quase rasgadas, entre as quais havia uma que me deu um misto de nojo, desprezo, piedade e frescor n’alma por ser metida o bastante pra não compactuar com esses jerimuns.Tava lá, só não escaneio a dita cuja pra não sujar o blog e o scanner. Apesar de quê, eu nem sei botar figura aqui mesmo.Look:
“Eu amo os Travessos”.
Antes eu queria dizer que a minha pessoa corre seriíssimos (que besteira esse i duplo, né?) riscos de ter a credibilidade (ó, coitada) abalada por negritar tamanha infâmia. Quem der uma passada de olho básica no post vai se prender a ela, un-hun.
No lance seguinte ao do episódio superhipermegasuperdenovo cheio de clímax like dirty on your hands, resolvi cortar o caminho de seeeempre pra arejar os neurônios. Sério, dizem os especialistas que faz bem “inovar” nesses trajetos, pra dar a sensação do nunca d’antes visto ao seu célebro. Nem que seja uma tremenda mentira pregada nele, que, já cansadinho de guerra, nem vai notar.
Pois bem. Ocorre que eu cortei caminho e passei por um cemitério – o mesmo, por sinal, onde consegui a façanha de me perder, um dia, por volta das 7 da noite, graças à idéia genial de ganhar tempo para a aula de espanhol. Ok, ok, calouro é burro, calouro é nada, calouro é saco de...
Ao lado da “morada dos mortos” (as trufas de avelã me deixaram doce que só), um Fiat Uno parado, na sua, não tinha cara de quem me importunaria. Acho que ele adivinhou, pela minha cara de fome, que o almoço daquelas três da tarde jazia em casa, abandonado. Quem não adivinhou foi ele, o pirralho da tarde, delinqüente vespertino, ou, simplesmente, O Trombada. Que deve ter lambido os beiços meliantes ao ver o pequeno Uninho parado, ao sol, clamando por um pouco de sombra. E quem lhe proporcionaria tamanha demonstração de benevolência? Quem? Quem? Oh, quem? Ele, o malandro da tarde ardida (não quero estar viva pra ver a Sabrina falar isso, cabeção – diga com voz estridente), e quando? Naquele momento em que havia a testemunha menos improvável para a ação. E o alarme, alto, apitou. E eu, A Escolhida, ouvi. E recebi um “ssshhiu, tia”(?!) com cara de poucos amigos dirigida por Ele, o Zorro di menor e sem máscara. Impossível esboçar uma reação, já disse que fui assaltada aqui? Sim, na ocasião outro pequeno trombada me levara o par de luvas naquela manhã friiiia de sábado. Ingênua com a raça humana, ainda tentei (verdade!) negociar com o meliante, visto ser aquele o único que cabia em meus dedinhos ralados pelo gelo. E em casa eu tinha tanto par sem usar... vamo lá, é aqui perto, te dou uns três pra você levar! Que nada. Aí, desisti de acreditar nesses espécimes. Tenho até uns calafrios quando vejo os tipinhos à solta.
*
Nem, querido, Janaina está longe da menopausa.
........................................
Desse jeito vão ter que trazer o Garotinho pra domar a malandragi londrinense. Rá rá rááááá.
........................................
Eu pedi um elixir, tia, eu pedi. Você não quis me dar, agora agüenta. Antes que eu cometa um duplo homicídio triplamente qualificado contra a vizinha do tamanco de mogno, melhor escrever bobagem das bobagens que me acontecem. Que réiva, pqp.
........................................
random: Sexx laws – Beck
Uma maré de azar passageira tomou conta, ontem, do meu início de tarde. Tudo começou com um troco de cinco real em notas de um, quase rasgadas, entre as quais havia uma que me deu um misto de nojo, desprezo, piedade e frescor n’alma por ser metida o bastante pra não compactuar com esses jerimuns.Tava lá, só não escaneio a dita cuja pra não sujar o blog e o scanner. Apesar de quê, eu nem sei botar figura aqui mesmo.Look:
“Eu amo os Travessos”.
Antes eu queria dizer que a minha pessoa corre seriíssimos (que besteira esse i duplo, né?) riscos de ter a credibilidade (ó, coitada) abalada por negritar tamanha infâmia. Quem der uma passada de olho básica no post vai se prender a ela, un-hun.
No lance seguinte ao do episódio superhipermegasuperdenovo cheio de clímax like dirty on your hands, resolvi cortar o caminho de seeeempre pra arejar os neurônios. Sério, dizem os especialistas que faz bem “inovar” nesses trajetos, pra dar a sensação do nunca d’antes visto ao seu célebro. Nem que seja uma tremenda mentira pregada nele, que, já cansadinho de guerra, nem vai notar.
Pois bem. Ocorre que eu cortei caminho e passei por um cemitério – o mesmo, por sinal, onde consegui a façanha de me perder, um dia, por volta das 7 da noite, graças à idéia genial de ganhar tempo para a aula de espanhol. Ok, ok, calouro é burro, calouro é nada, calouro é saco de...
Ao lado da “morada dos mortos” (as trufas de avelã me deixaram doce que só), um Fiat Uno parado, na sua, não tinha cara de quem me importunaria. Acho que ele adivinhou, pela minha cara de fome, que o almoço daquelas três da tarde jazia em casa, abandonado. Quem não adivinhou foi ele, o pirralho da tarde, delinqüente vespertino, ou, simplesmente, O Trombada. Que deve ter lambido os beiços meliantes ao ver o pequeno Uninho parado, ao sol, clamando por um pouco de sombra. E quem lhe proporcionaria tamanha demonstração de benevolência? Quem? Quem? Oh, quem? Ele, o malandro da tarde ardida (não quero estar viva pra ver a Sabrina falar isso, cabeção – diga com voz estridente), e quando? Naquele momento em que havia a testemunha menos improvável para a ação. E o alarme, alto, apitou. E eu, A Escolhida, ouvi. E recebi um “ssshhiu, tia”(?!) com cara de poucos amigos dirigida por Ele, o Zorro di menor e sem máscara. Impossível esboçar uma reação, já disse que fui assaltada aqui? Sim, na ocasião outro pequeno trombada me levara o par de luvas naquela manhã friiiia de sábado. Ingênua com a raça humana, ainda tentei (verdade!) negociar com o meliante, visto ser aquele o único que cabia em meus dedinhos ralados pelo gelo. E em casa eu tinha tanto par sem usar... vamo lá, é aqui perto, te dou uns três pra você levar! Que nada. Aí, desisti de acreditar nesses espécimes. Tenho até uns calafrios quando vejo os tipinhos à solta.
*
Nem, querido, Janaina está longe da menopausa.
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Desse jeito vão ter que trazer o Garotinho pra domar a malandragi londrinense. Rá rá rááááá.
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Eu pedi um elixir, tia, eu pedi. Você não quis me dar, agora agüenta. Antes que eu cometa um duplo homicídio triplamente qualificado contra a vizinha do tamanco de mogno, melhor escrever bobagem das bobagens que me acontecem. Que réiva, pqp.
........................................
random: Sexx laws – Beck
23.4.03
Isso é pra você aprender a ser menos impressionável
Desde que cheguei em Londrina que espero pra ver anunciado o show da Adriana Calcanhotto, cantora/compositora que muito aprecio. Esses dias vi a notícia de que domingo ela se apresenta aqui. Pouco divulgado, o evento (bem caro pros padrões londrinenses, por sinal - 50 pila) não passa nem perto da grandiosidade publicitária que houve quando Marisa Monte foi ao Moringão (ginásio local), em março de 2001.
Mas, como Murphy não é apenas mais uma figura mítica do inconsciente coletivo, ao partir para a perguntinha Quando?, do lead, vem na cara, em forma de tapa com luvinhas brancas, a decepção: o show será neste domingo, às 9 da noite!-9 da noite!-9 da noite!, no mesmo instante em que eu estarei esquentando a poltrona desconfortável do busão from Campinas.
NOTA MENTAL: Papai do céu, eu juro que não terei saco (não mesmo, né?) pra duas formaturas na minha vida.
...........................
Como eu costumo dizer àqueles de quem gosto, “nada que é ruim dura para sempre”. Eu sei, eu sei que essa poderia entrar pro ranking das piores na seção Frases de Otimismo, mas insisto mesmo assim. Queria apenas fazer valer a dita cuja pra quem a fala. No caso, moi.
Por isso que, apesar de umas figurinhas ordinárias do lado de cima do continente (ou não: aqui mesmo já temos até crime organizado!), eu admiro as múltiplas habilidades do ser humano. Usando somente 10% de sua capacidade cerebral (ok, isso é relativo), ele é capaz das mais incríveis facetas de felicidade/normalidade mesmo quando, por dentro, está uma completa Tona Galea, disfarçada de Bateu Mouche, mas com aquele cais do Titanic pós-colisão.
Enjoei com essas comparações. Mas eu tenho enjoado de coisa muito mais séria, e isso é o que tem esquentado a moleira em tempos de decepções mil. Pero, "como nada triste dura pra sempre", deixa eu falar de coisas mais otimistas:
Que céu azul *lindo* tem feito esses dias.
...........................
O dia em que você descobrir o elixir que cure as tristezas do coração, traumas de uma cabeça doente e sarcasmos inúteis, por favor, entre em contato pelo nosso SAC.
...........................
random: Cantada – Adriana Calcanhotto
*
Latest news:
Nem se iluda, que a acadimia não vai gostar (mais uma vez) de filme com nêgo feio e pobre. Essas coisas não existem, lembra?
Desde que cheguei em Londrina que espero pra ver anunciado o show da Adriana Calcanhotto, cantora/compositora que muito aprecio. Esses dias vi a notícia de que domingo ela se apresenta aqui. Pouco divulgado, o evento (bem caro pros padrões londrinenses, por sinal - 50 pila) não passa nem perto da grandiosidade publicitária que houve quando Marisa Monte foi ao Moringão (ginásio local), em março de 2001.
Mas, como Murphy não é apenas mais uma figura mítica do inconsciente coletivo, ao partir para a perguntinha Quando?, do lead, vem na cara, em forma de tapa com luvinhas brancas, a decepção: o show será neste domingo, às 9 da noite!-9 da noite!-9 da noite!, no mesmo instante em que eu estarei esquentando a poltrona desconfortável do busão from Campinas.
NOTA MENTAL: Papai do céu, eu juro que não terei saco (não mesmo, né?) pra duas formaturas na minha vida.
...........................
Como eu costumo dizer àqueles de quem gosto, “nada que é ruim dura para sempre”. Eu sei, eu sei que essa poderia entrar pro ranking das piores na seção Frases de Otimismo, mas insisto mesmo assim. Queria apenas fazer valer a dita cuja pra quem a fala. No caso, moi.
Por isso que, apesar de umas figurinhas ordinárias do lado de cima do continente (ou não: aqui mesmo já temos até crime organizado!), eu admiro as múltiplas habilidades do ser humano. Usando somente 10% de sua capacidade cerebral (ok, isso é relativo), ele é capaz das mais incríveis facetas de felicidade/normalidade mesmo quando, por dentro, está uma completa Tona Galea, disfarçada de Bateu Mouche, mas com aquele cais do Titanic pós-colisão.
Enjoei com essas comparações. Mas eu tenho enjoado de coisa muito mais séria, e isso é o que tem esquentado a moleira em tempos de decepções mil. Pero, "como nada triste dura pra sempre", deixa eu falar de coisas mais otimistas:
Que céu azul *lindo* tem feito esses dias.
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O dia em que você descobrir o elixir que cure as tristezas do coração, traumas de uma cabeça doente e sarcasmos inúteis, por favor, entre em contato pelo nosso SAC.
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random: Cantada – Adriana Calcanhotto
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Latest news:
Nem se iluda, que a acadimia não vai gostar (mais uma vez) de filme com nêgo feio e pobre. Essas coisas não existem, lembra?
21.4.03
I'm back
da Páscoa mais triste nos últimos 23 anos. Espero que não tenha sido regra pra todo mundo, de coração.
Parece que quanto mais eu torço pras coisas darem certo, mais elas se tornam impossíveis; mais problemas surgem, menos eu consigo afirmar estar numa boa sem temer pela onda de otimismo que começa a se tornar estranhamente duradoura. Por isso que eu não uso aquela camiseta escrita FÉ nem que me paguem: seria muita cachorrada (e incoerência) comigo mesma.
.
Início (só ele) com chave de ouro, fechamento de feriadão com chave de lata. Com direito a trampo na sexta e hoje, que faz parte. E eu que abandonei a idéia de fazer Medicina (entre outros fatores com hemoglobina) porque queria ter uma vida "normal", mais ou menos como a dos meus pais, guardadas as devidas proporções. Rá, rá, rá.
........................
random: Here it comes – Doves
da Páscoa mais triste nos últimos 23 anos. Espero que não tenha sido regra pra todo mundo, de coração.
Parece que quanto mais eu torço pras coisas darem certo, mais elas se tornam impossíveis; mais problemas surgem, menos eu consigo afirmar estar numa boa sem temer pela onda de otimismo que começa a se tornar estranhamente duradoura. Por isso que eu não uso aquela camiseta escrita FÉ nem que me paguem: seria muita cachorrada (e incoerência) comigo mesma.
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Início (só ele) com chave de ouro, fechamento de feriadão com chave de lata. Com direito a trampo na sexta e hoje, que faz parte. E eu que abandonei a idéia de fazer Medicina (entre outros fatores com hemoglobina) porque queria ter uma vida "normal", mais ou menos como a dos meus pais, guardadas as devidas proporções. Rá, rá, rá.
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random: Here it comes – Doves
18.4.03
A g r a d e c i m e n t o
O busão (q do sobrenome igual, não traz vantagem nenhuma) me espera daqui uma hora. A mala toda por fazer, minha mãe perguntando se estou viva... Pois é, eu me atrasei de novo.
Mas não pra retribuir o desejo e desejar a todos uma ótima Páscoa, seja lá o que a data representar a cada um. Muito chocolate, peace and love, e muita malandragi. Fui!
O busão (q do sobrenome igual, não traz vantagem nenhuma) me espera daqui uma hora. A mala toda por fazer, minha mãe perguntando se estou viva... Pois é, eu me atrasei de novo.
Mas não pra retribuir o desejo e desejar a todos uma ótima Páscoa, seja lá o que a data representar a cada um. Muito chocolate, peace and love, e muita malandragi. Fui!
16.4.03
Como quisiera poder vivir sin vecinos
Meus vizinhos são estranhos. Os do andar de cima andam brincando de testar os nervos de seus semelhantes, mas são muito out pro meu gosto. Ê povo pra gostar dum tamanco, Disus.
Ainda dou uma voadora nesses barulhentos.
.......................................
Seis da manhã. Como de rotina, a pequena Janaina dorme seu sono profundo, permeado por sonhos dos mais estranhos, para não fugir às regras de Morpheu. Aliás, talvez isso explique o fato de ela tomar banho dormindo todos os dias.
Mas são seis da manhã. E essa informação não esta aqui por um acaso do destino. (A menos que estejais voltando da balada,) Que fazeis a essa hora, meus pequenos? Quê? Ahn? Dormis? Alones (sic) de marré deci, ou acompanhados, creio que a disposição nesse horário, ainda mais com o friozinho anunciado (eba), seja mesmo a de se afundar no cobertor e curtir os últimos instantes até que o pirracento do rádio-relógio comece a gritaria, aquele mal-amado.
Eis o meu início de dia. E as ¡seis da madrugada! de hoje seria novamente a merrrma diliça de sono, não fossem eles. Sim, os vizinhos – desta vez, os do andar de baixo (sugestivo, isso).
Um parágrafo de justiça, apenas-e-tão-somente: a culpa não é da vizinha em si, mas do querenzo que ela arrumou. Portanto, culpa de ambos!
“Alegando uma paixão ‘absurda e descabida’ pela estudante Clarisminda Acordante (nome fictício), o jovem Ariovaldo Canastra (idem) deu uma prova inusitada do sentimento, na madrugada desta quarta-feira, no centro de Londrina. Munido de um carro de som, um buquê de rosas vermelhas e uma enorme cara de pau, Canastra fez jus ao sobrenome e cantou a música ‘Carla’, da banda LS Jack, à namorada, que ainda dormia.
Os moradores do edifício, confusos com a barulheira, acabaram acordando e foram a platéia do mini show proporcionado pelo estudante. 'Pensei que fosse mais um dos meus sonhos estranhos, mas agora vejo que é um pesadelo’, afirmou, bastante transtornada, a jornalista Joaninha Gamela.
Terrorismo? – Pouco afeita a essas demonstrações em público (‘exagero de merda’, alfineta), ela promete vingança, mas não especifica que atitude pretende tomar contra aqueles que a fizeram, literalmente, madrugar.
Entretanto, nada de anormal havia acontecido até o fechamento desta reportagem. Nada, além de um forte cheiro de pólvora que vem daquele ponto da região central, avisam os Bombeiros. Nada, além de Canastra chegar à nossa redação reclamando de dores musculares, falta de ar, tosse seca e uma febre que já passa dos 38 graus.”
.......................................
Ai, que tédio. Vamos ver se isso passa vendo uns beijinhos, ahn, inusitados do Rodrigo Santoro em mais uma super-sessão-matinê para desocupados vespertinos e redundantes. O desconto é a qualidade da companhia – brigada, Disus!
.......................................
Você achou o humor negro de mau gosto? Que isso. Eu digo que estou em fase de aprendizado: gosto altamente duvidoso foi o da Folha, que pôs no destaque de hoje cedo a foto de um menininho iraquiano sem os dois braços. Sem curativos também, isso mesmo.
Nessas horas que eu me pergunto o que são
1-) Estômago forte (isso, de fato, eu desconheço)
2-) Ética profissional (apesar de “foca”, tenho uma noção minimamente decente e até careta disso)
.......................................
Até a volta, cumpadis. Que o coelho da Páscoa não os seqüestre antes do domingo, hehe
.......................................
random: Vivir sin aire * – Maná
* coerente ao meu estado emocional e à semana regada a tortilla, chilli hiperfuerte (aaah) y otras cositas más. É, agora Janaina é cozinheira – o bacalhau que me aguarde, aquele durango.
Meus vizinhos são estranhos. Os do andar de cima andam brincando de testar os nervos de seus semelhantes, mas são muito out pro meu gosto. Ê povo pra gostar dum tamanco, Disus.
Ainda dou uma voadora nesses barulhentos.
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Seis da manhã. Como de rotina, a pequena Janaina dorme seu sono profundo, permeado por sonhos dos mais estranhos, para não fugir às regras de Morpheu. Aliás, talvez isso explique o fato de ela tomar banho dormindo todos os dias.
Mas são seis da manhã. E essa informação não esta aqui por um acaso do destino. (A menos que estejais voltando da balada,) Que fazeis a essa hora, meus pequenos? Quê? Ahn? Dormis? Alones (sic) de marré deci, ou acompanhados, creio que a disposição nesse horário, ainda mais com o friozinho anunciado (eba), seja mesmo a de se afundar no cobertor e curtir os últimos instantes até que o pirracento do rádio-relógio comece a gritaria, aquele mal-amado.
Eis o meu início de dia. E as ¡seis da madrugada! de hoje seria novamente a merrrma diliça de sono, não fossem eles. Sim, os vizinhos – desta vez, os do andar de baixo (sugestivo, isso).
Um parágrafo de justiça, apenas-e-tão-somente: a culpa não é da vizinha em si, mas do querenzo que ela arrumou. Portanto, culpa de ambos!
“Alegando uma paixão ‘absurda e descabida’ pela estudante Clarisminda Acordante (nome fictício), o jovem Ariovaldo Canastra (idem) deu uma prova inusitada do sentimento, na madrugada desta quarta-feira, no centro de Londrina. Munido de um carro de som, um buquê de rosas vermelhas e uma enorme cara de pau, Canastra fez jus ao sobrenome e cantou a música ‘Carla’, da banda LS Jack, à namorada, que ainda dormia.
Os moradores do edifício, confusos com a barulheira, acabaram acordando e foram a platéia do mini show proporcionado pelo estudante. 'Pensei que fosse mais um dos meus sonhos estranhos, mas agora vejo que é um pesadelo’, afirmou, bastante transtornada, a jornalista Joaninha Gamela.
Terrorismo? – Pouco afeita a essas demonstrações em público (‘exagero de merda’, alfineta), ela promete vingança, mas não especifica que atitude pretende tomar contra aqueles que a fizeram, literalmente, madrugar.
Entretanto, nada de anormal havia acontecido até o fechamento desta reportagem. Nada, além de um forte cheiro de pólvora que vem daquele ponto da região central, avisam os Bombeiros. Nada, além de Canastra chegar à nossa redação reclamando de dores musculares, falta de ar, tosse seca e uma febre que já passa dos 38 graus.”
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Ai, que tédio. Vamos ver se isso passa vendo uns beijinhos, ahn, inusitados do Rodrigo Santoro em mais uma super-sessão-matinê para desocupados vespertinos e redundantes. O desconto é a qualidade da companhia – brigada, Disus!
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Você achou o humor negro de mau gosto? Que isso. Eu digo que estou em fase de aprendizado: gosto altamente duvidoso foi o da Folha, que pôs no destaque de hoje cedo a foto de um menininho iraquiano sem os dois braços. Sem curativos também, isso mesmo.
Nessas horas que eu me pergunto o que são
1-) Estômago forte (isso, de fato, eu desconheço)
2-) Ética profissional (apesar de “foca”, tenho uma noção minimamente decente e até careta disso)
.......................................
Até a volta, cumpadis. Que o coelho da Páscoa não os seqüestre antes do domingo, hehe
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random: Vivir sin aire * – Maná
* coerente ao meu estado emocional e à semana regada a tortilla, chilli hiperfuerte (aaah) y otras cositas más. É, agora Janaina é cozinheira – o bacalhau que me aguarde, aquele durango.
8.4.03
. 2
Tem coisas que gostaria de escrever aqui, mas não posso.
*
Das pernas bambas a um imenso desânimo, falta de horizonte, arrefecimento d'alma, sei lá o quê: como eu já disse, oscilações de humor são coisas difíceis com as quais se lidar. Ainda mais quando elas têm um propósito bem alicerçado naquilo que é gelidamente concreto. Ainda mais quando elas antevêem um futuro medíocre, indesejado até debaixo d'água.
Exagero meu, talvez. Anw, já escrevi demais.
Subjetivo? Escrever sobre sentimentos em linguagem jornalística, definitivamente, não dá. E como uma pazona de gente consegue fazer isso (e, melhor, sem falar necessariamente a língua do lead), melhor permanecer na condição de leitora, que tem sido tão útil.
*
random: Everybody hurts - R.E.M.
Tem coisas que gostaria de escrever aqui, mas não posso.
*
Das pernas bambas a um imenso desânimo, falta de horizonte, arrefecimento d'alma, sei lá o quê: como eu já disse, oscilações de humor são coisas difíceis com as quais se lidar. Ainda mais quando elas têm um propósito bem alicerçado naquilo que é gelidamente concreto. Ainda mais quando elas antevêem um futuro medíocre, indesejado até debaixo d'água.
Exagero meu, talvez. Anw, já escrevi demais.
Subjetivo? Escrever sobre sentimentos em linguagem jornalística, definitivamente, não dá. E como uma pazona de gente consegue fazer isso (e, melhor, sem falar necessariamente a língua do lead), melhor permanecer na condição de leitora, que tem sido tão útil.
*
random: Everybody hurts - R.E.M.
7.4.03
Tsc, tsc
Quer espantar um londrinense numa manhã fria de segunda-feira (vá, nem tão fria assim)?
É fácil e rápido. Lance mão do duo bermuda e tênis/blusa de frio e verá o resultado nos olhos das pessoas. Eita povinho mais invocado.
*
Se ao menos eu estivesse com cinto de franjinha, pô.
(aí acho q até me dariam um desconto, isso sim)
Quer espantar um londrinense numa manhã fria de segunda-feira (vá, nem tão fria assim)?
É fácil e rápido. Lance mão do duo bermuda e tênis/blusa de frio e verá o resultado nos olhos das pessoas. Eita povinho mais invocado.
*
Se ao menos eu estivesse com cinto de franjinha, pô.
(aí acho q até me dariam um desconto, isso sim)
6.4.03
Você tem medo de quê?
Hoje tava lá, na enquete de importante saite:
"Do que você tem mais medo atualmente?"
a) Surto de conjutivite (hic!, digo, sic)
b) Balas perdidas no Rio
c) Pneumonia atípica
d) Míssil Tomahawk
Eu optaria pela letra E, "Azar do Rubens Barrichello". Mas lembrei que, a menos que encontre algo no estado de onde saí, continuarei morando em terras paranaenses por mais um tempo; portanto, letra F: "Aedes Aegypt". Daria até uma sub-opção Londrina, já que tá Fodíssima a epidemia por aqui. Melhor não mexer muito nesse vespeiro, senão a mosquitada me descobre no aconchego do lar.
E ontem eu falei com um puta amigão - que me considera filha dele,veja só - e descobri que ele ficou 15 dias de cama por causa da maldita dengue. Duas semanas de alucinações, fraqueza, cama o dia inteiro e líquido. Só líquido. Certeza que seu medo está entre aquelas quatro opções?
..................................................
Que o santo protetor de Rubinho não nos proteja, hehe
Uma semana sem dengue, sem bala perdida e com muita bala Soft sabor caramelo pra todo mundo. E uma bala de pólvora pro Bush, com carinho.
Não, eu não me esqueço dele. Já virou birra.
..................................................
random: Cold, cold night – White Stripes
Hoje tava lá, na enquete de importante saite:
"Do que você tem mais medo atualmente?"
a) Surto de conjutivite (hic!, digo, sic)
b) Balas perdidas no Rio
c) Pneumonia atípica
d) Míssil Tomahawk
Eu optaria pela letra E, "Azar do Rubens Barrichello". Mas lembrei que, a menos que encontre algo no estado de onde saí, continuarei morando em terras paranaenses por mais um tempo; portanto, letra F: "Aedes Aegypt". Daria até uma sub-opção Londrina, já que tá Fodíssima a epidemia por aqui. Melhor não mexer muito nesse vespeiro, senão a mosquitada me descobre no aconchego do lar.
E ontem eu falei com um puta amigão - que me considera filha dele,veja só - e descobri que ele ficou 15 dias de cama por causa da maldita dengue. Duas semanas de alucinações, fraqueza, cama o dia inteiro e líquido. Só líquido. Certeza que seu medo está entre aquelas quatro opções?
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Que o santo protetor de Rubinho não nos proteja, hehe
Uma semana sem dengue, sem bala perdida e com muita bala Soft sabor caramelo pra todo mundo. E uma bala de pólvora pro Bush, com carinho.
Não, eu não me esqueço dele. Já virou birra.
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random: Cold, cold night – White Stripes
5.4.03
Isso porque o meu escorpião nem é amarelo
Procurava hoje um bloco de notas (sem trocadilho!) pra comprar, quando achei uma cardineta com todas as "características do seu signo, para todos os âmbitos da sua vida". Uou, arrepiei só pelo título. Mesmo assim (e como a curiosidade matou nonono, diria o ditado), abri a de escorpião, sem antes deixar de preparar o espírito pras atrocidades que diriam de nossa raça. (snif)
Dentre os muitos adjetivos carinhosos (possessivo, ciumento - e daí? -, rancoroso, etcetcetc, fodafodafoda-se), no setor "carreira", tava lá: os nativos do signo de escorpião vão se dar muito bem (linguagem sutil) como militares (justo eu?), mineiros (só se for pra achar garrafa pet), biólogos (isso pq odeio inseto) ou como jornalistas em jornais subversivos ou de esquerda.
hehe, subversivo ou de esquerda?! Claaro, bem de acordo à realidade de mercado, a-hã.
Apesar de que Chanaina Guevara com boina de hippie no tiene mucha ternura, hermanos.
.............................................
Uma coisa que o livreto não dizia é que escorpiano pode se revelar, do nada, um bicho muito paciente, é. Hoje esperei exatos 20 minutos pro conjunto panqueca/salada "express" que caí na besteira de escolher. Lá pro final do tempo (isso é praxe) comecei a contagem até 100. Acho que a moça do caixa percebeu o dedo na mesa indo e voltando, porque o pedido veio no 56.
Viu só? Escorpião tem suas raízes chinesas mesmo quando o assunto é massa.
É, eu reconheço que essa foi fraca. Culpa do molho branco que me queimou a língua, folks.
.............................................
Quem não gosta de ler aquilo que espera, héin? Sem xurumelas pra cima de mim. Deu uma ponta de satisfação o livrinho falar da combinação escorpião/câncer. Sorte a minha, azar de...ah, deixa eu parar que amanhã é domingo de novo (shit).
.............................................
Na livraria, o mocinho não achou no catálogo nenhum título da Virginia Ulfi.
Quando vi a anotação dele, concordei na hora. Até desisti de dizer o nome do romance em questão. Outro neologismo, na certa.
Isso é pra eu aprender a não me influenciar por filmes. Influência, influenza.
Mas que a Nicole Kidman mereceu o Oscar, mereceu. Carregar aquele nazo né brinquedo não, minha gente!
(NOTA MENTAL: meu lado academia aflorou de novo, desculpem)
.............................................
Sabe o que eu acho bizonho em tempos de Expô (sim, escrevem desse modo, por aqui)? A boiada que a freqüenta, toda uniformizadinha. Só essa noite devo ter visto umas cinco gourias com cinto de franjinha num recinto de poucos metros quadrados.
Eu odeio o cinto de franjinha. E em respeito a esse sentimento maior que a dona, vou ficando por aqui, antes que se cumpra a profecia do maldito livreto.
.............................................
random: Get gone - Fiona Apple
Procurava hoje um bloco de notas (sem trocadilho!) pra comprar, quando achei uma cardineta com todas as "características do seu signo, para todos os âmbitos da sua vida". Uou, arrepiei só pelo título. Mesmo assim (e como a curiosidade matou nonono, diria o ditado), abri a de escorpião, sem antes deixar de preparar o espírito pras atrocidades que diriam de nossa raça. (snif)
Dentre os muitos adjetivos carinhosos (possessivo, ciumento - e daí? -, rancoroso, etcetcetc, fodafodafoda-se), no setor "carreira", tava lá: os nativos do signo de escorpião vão se dar muito bem (linguagem sutil) como militares (justo eu?), mineiros (só se for pra achar garrafa pet), biólogos (isso pq odeio inseto) ou como jornalistas em jornais subversivos ou de esquerda.
hehe, subversivo ou de esquerda?! Claaro, bem de acordo à realidade de mercado, a-hã.
Apesar de que Chanaina Guevara com boina de hippie no tiene mucha ternura, hermanos.
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Uma coisa que o livreto não dizia é que escorpiano pode se revelar, do nada, um bicho muito paciente, é. Hoje esperei exatos 20 minutos pro conjunto panqueca/salada "express" que caí na besteira de escolher. Lá pro final do tempo (isso é praxe) comecei a contagem até 100. Acho que a moça do caixa percebeu o dedo na mesa indo e voltando, porque o pedido veio no 56.
Viu só? Escorpião tem suas raízes chinesas mesmo quando o assunto é massa.
É, eu reconheço que essa foi fraca. Culpa do molho branco que me queimou a língua, folks.
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Quem não gosta de ler aquilo que espera, héin? Sem xurumelas pra cima de mim. Deu uma ponta de satisfação o livrinho falar da combinação escorpião/câncer. Sorte a minha, azar de...ah, deixa eu parar que amanhã é domingo de novo (shit).
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Na livraria, o mocinho não achou no catálogo nenhum título da Virginia Ulfi.
Quando vi a anotação dele, concordei na hora. Até desisti de dizer o nome do romance em questão. Outro neologismo, na certa.
Isso é pra eu aprender a não me influenciar por filmes. Influência, influenza.
Mas que a Nicole Kidman mereceu o Oscar, mereceu. Carregar aquele nazo né brinquedo não, minha gente!
(NOTA MENTAL: meu lado academia aflorou de novo, desculpem)
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Sabe o que eu acho bizonho em tempos de Expô (sim, escrevem desse modo, por aqui)? A boiada que a freqüenta, toda uniformizadinha. Só essa noite devo ter visto umas cinco gourias com cinto de franjinha num recinto de poucos metros quadrados.
Eu odeio o cinto de franjinha. E em respeito a esse sentimento maior que a dona, vou ficando por aqui, antes que se cumpra a profecia do maldito livreto.
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random: Get gone - Fiona Apple
3.4.03
Mais um pouquinho de ginko biloba com camomila ae?
Ah, como eu queria não ser tão ansiosa... O braço (só o esquerdo) e as pernas ficam moles (idem para momentos de tensão), o batimento cardíaco acelera, a adrenalina me faz ter vontade de sair correndo... Coisa estranha, mais ainda quando você se vê confinada a quatro paredes, no quinto andar.
O ruim disso tudo é quando as perspectivas não são contempladas. O que também faz parte. Mas não deveria!
*
Momento felizi do dia (espero que seja Um dos):
Baixei o álbum novo do Radiohead, "Hail To The Thief". Cortesia da Ana, que disponibilizou o link em seu blog. Valeu!
Não tenho tanta capacidade em fazer crítica musical quanto para falar bobagem (ao vivo é pior ainda, he), mas recomendo as faixas Go to sleep e A Wolf at the door. Fofuras.
NOTA MENTAL:
Hoje eu assisto a Chicago nem que chova tamanduá-bandeira no trajeto até o shoppingui.
Ah, como eu queria não ser tão ansiosa... O braço (só o esquerdo) e as pernas ficam moles (idem para momentos de tensão), o batimento cardíaco acelera, a adrenalina me faz ter vontade de sair correndo... Coisa estranha, mais ainda quando você se vê confinada a quatro paredes, no quinto andar.
O ruim disso tudo é quando as perspectivas não são contempladas. O que também faz parte. Mas não deveria!
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Momento felizi do dia (espero que seja Um dos):
Baixei o álbum novo do Radiohead, "Hail To The Thief". Cortesia da Ana, que disponibilizou o link em seu blog. Valeu!
Não tenho tanta capacidade em fazer crítica musical quanto para falar bobagem (ao vivo é pior ainda, he), mas recomendo as faixas Go to sleep e A Wolf at the door. Fofuras.
NOTA MENTAL:
Hoje eu assisto a Chicago nem que chova tamanduá-bandeira no trajeto até o shoppingui.
Curtas
- poucas coisas me irritam tanto quanto vendedoras de lojas tentando me fazer de tonta. Hoje eu queria uma Havaianas, queriam me passar uma Grendha-borrachuda porque "é a mesma coisa". Ah, tá. E eu capino minhoca no asfalto quente, darling.
- outras coisas me dão uma sensação, assim, leve. Como o telefonema de hoje e a contagem regressiva que me tem motivado em cada hora lazarenta de acordar, cedo. Ou como o tiozinho dos pães hoje, na feira da lua. Seria a enésima vez que lhe perguntaria sobre "biscoitos de polvilho, o senhor tem?". Mas ele se adiantou, tirou de um local escondido um saco das deliciosas bolinhas e ainda me mostrou o *único* exemplar de pão de cenoura feito na semana. O primeiro. E que agora é meu (show).
- lá se foram os minutos de esteira, extensora, tríceps, step e mais outros nomes técnicos que não faço questão de guardar. Isso me leva a crer que jamais serei louca de fazer aqueals terríveis aulas de abdominais. Nai nai.
- sim, estou me futilizando. Aprendi a dançar (entre outras) a dança da mãozinha, a da ondinha e outras mais indecentezinhas. Tudo contra as calorias, minha gente - antes que me pensem que eu liberei "geraaal, chutei o pau da barraca e soltei a franga", como diria a filósofa Maria das G. X. Meneghel, isso é exercício aeróbico! (apesar de q em casa, depois, eu ouço uns dois cds pra expurgar qqr axé-resquício-2003).
- cuidado com o coelho da páscoa. Dizem que é ele o transmissor da tal pneumonia estranhíssima. Dessa vez não é culpa do El Niño, ao que parece.
.....................................
random: Esquadros - Adriana Calcanhotto
(aqui estão os meus acordes preferidos)
- poucas coisas me irritam tanto quanto vendedoras de lojas tentando me fazer de tonta. Hoje eu queria uma Havaianas, queriam me passar uma Grendha-borrachuda porque "é a mesma coisa". Ah, tá. E eu capino minhoca no asfalto quente, darling.
- outras coisas me dão uma sensação, assim, leve. Como o telefonema de hoje e a contagem regressiva que me tem motivado em cada hora lazarenta de acordar, cedo. Ou como o tiozinho dos pães hoje, na feira da lua. Seria a enésima vez que lhe perguntaria sobre "biscoitos de polvilho, o senhor tem?". Mas ele se adiantou, tirou de um local escondido um saco das deliciosas bolinhas e ainda me mostrou o *único* exemplar de pão de cenoura feito na semana. O primeiro. E que agora é meu (show).
- lá se foram os minutos de esteira, extensora, tríceps, step e mais outros nomes técnicos que não faço questão de guardar. Isso me leva a crer que jamais serei louca de fazer aqueals terríveis aulas de abdominais. Nai nai.
- sim, estou me futilizando. Aprendi a dançar (entre outras) a dança da mãozinha, a da ondinha e outras mais indecentezinhas. Tudo contra as calorias, minha gente - antes que me pensem que eu liberei "geraaal, chutei o pau da barraca e soltei a franga", como diria a filósofa Maria das G. X. Meneghel, isso é exercício aeróbico! (apesar de q em casa, depois, eu ouço uns dois cds pra expurgar qqr axé-resquício-2003).
- cuidado com o coelho da páscoa. Dizem que é ele o transmissor da tal pneumonia estranhíssima. Dessa vez não é culpa do El Niño, ao que parece.
.....................................
random: Esquadros - Adriana Calcanhotto
(aqui estão os meus acordes preferidos)
1.4.03
Um pouco de sal grosso não deve ser tão salgado assim
Algumas coisas acontecem perto de mim eu acho que de propósito. Só pra vir aquele pensamento nerd de “putz, eu preciso contar isso no blog”. Mesmo que a sua vida, nem a minha, sejam mudadas em nada com a preciosa “informação”.
Fazer o quê? As pessoas precisam de válvulas de escape, sejam elas a porcelana branquinha do vaso, ou o teclado de um computador. Confesso que meu lado altruísta (ouviu, Cristo Reeeei??) diversas vezes me fez optar pelo violão ou por algum CD poupando, assim, meus afáveis leitores de um pouco mais de água na semana. Só não poupei o ouvido das redondezas, aaaaaaah, não. Eu quero livre-arbítrio, tio!
Tudo bem, não tem chovido mesmo.
De qualquer forma, já que eu comecei, uma questã pra lhes tirar o sossego, remover montanhas e lençóis em busca de respostas, enfim, de fazer passarinho imitar hiena: Como você evacua as emoções?
Não, não é um festival inspirado em Jackass, Hermes e Renato, muito menos em Beavis e Butt Head. Que (com exceção dos segundos) não me apetecem nadica, nadica. Apenas uma dúvida idiota de quem tem seu último dia de jornada jornalística full time. Juro que não xingo mais cotações de dólar, poupança, CDBs e afins, pra não pagar os pecados novamente.
Mas eu confesso: gostei.
....................................
Ok, ok, não sou Machada de Assis, não tenho a mente doentia o sificiente pra plantar a perniciosa dúvida de Bentinho (Capitu’s horner) na cabeça de quem quer que seja. Sendo assim,
NADA DE DIGRESSÕES, PÔ!
....................................
Depois de meu lado pouco afeito a diálogo e de traços psicóticos dar o fora (baby I’m a lost cause), eu conto. Eu conto que vi a cadelinha do apartamento da frente (o animal!!) entrar dentro do meu, completamente ignorante e cega pelas emoções, hoje, durante o almoço, tão logo eu lhe elogiei (digo, ao dono) a textura de pêlo tão bem cuidado. Às leitoras, explico que o tal parecia a mais bem-feita chapinha em cabelo desgranhento. Coisa lindíssima aquilo, apesar de estranho. Superficial, assim como Jacko.
Ocorre que o inveterado animal deve estar com graves problemas de personalidade; diria mesmo que auto-estima exacerbadamente na chon. Ouvindo aquilo, correu em minha direção, driblou-me pela esquerda e foi comemorar a façanha no sofá (!) da minha sala, desinfetada dos ácaros na noite de ontem. Feladamãe duma cadela ordinária.
O capítulo bobinho desta tarde acabaria por aqui, sem direito a clímax (vá ver o Expedito com a chata da Sussu Vieira, nesse caso), não fosse a resistência da cachorra em abandonar o meu recinto*. Rosnando até para seu fiel dono, o qual leva para passear todas as manhãs, ela foi facilmente ludibriada por uma porção de granola gentilmente cedida pela Ana. A reação deve ser resultado de tanta notícia de guerra, pobre quadrúpede. Ou é esse clima abestado: no RU da faculdade, as abelhas andavam atacando até alface e batatinha...
* a utilização do vocábulo aqui se justifica pela proximidade da festa de peões, que começa esta semana. Pode ser a maior da América Latina, mais pacífica que o Oriente Médio (que mentira, teve tiroteio ano passado), mas fede estrume (dos animais e da playboyzada) de qualquer jeito. Assim não pode, assim não dá!
N.A. :
Caríssimos,
a referência a Telegrama Humano do post anterior, devido à sua extrema subjetividade, foi um tanto quanto (evite essa expressão e viva mais contentinho) mal interpretada, senão apenas incompreendida. Eu pensei mesmo em algo mais explícito, com pessoas saindo rápida e miraculosamente de um envelope dos correios. Entenderam por que ninguém ganhou brigadeiro?
....................................
Se bem que, se alguém agüentou ler isso tudo, merece a fábrica de chocolates Wonka, não apenas um mísero docinho.
....................................
random: En el muelle de San Blas – Maná
Algumas coisas acontecem perto de mim eu acho que de propósito. Só pra vir aquele pensamento nerd de “putz, eu preciso contar isso no blog”. Mesmo que a sua vida, nem a minha, sejam mudadas em nada com a preciosa “informação”.
Fazer o quê? As pessoas precisam de válvulas de escape, sejam elas a porcelana branquinha do vaso, ou o teclado de um computador. Confesso que meu lado altruísta (ouviu, Cristo Reeeei??) diversas vezes me fez optar pelo violão ou por algum CD poupando, assim, meus afáveis leitores de um pouco mais de água na semana. Só não poupei o ouvido das redondezas, aaaaaaah, não. Eu quero livre-arbítrio, tio!
Tudo bem, não tem chovido mesmo.
De qualquer forma, já que eu comecei, uma questã pra lhes tirar o sossego, remover montanhas e lençóis em busca de respostas, enfim, de fazer passarinho imitar hiena: Como você evacua as emoções?
Não, não é um festival inspirado em Jackass, Hermes e Renato, muito menos em Beavis e Butt Head. Que (com exceção dos segundos) não me apetecem nadica, nadica. Apenas uma dúvida idiota de quem tem seu último dia de jornada jornalística full time. Juro que não xingo mais cotações de dólar, poupança, CDBs e afins, pra não pagar os pecados novamente.
Mas eu confesso: gostei.
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Ok, ok, não sou Machada de Assis, não tenho a mente doentia o sificiente pra plantar a perniciosa dúvida de Bentinho (Capitu’s horner) na cabeça de quem quer que seja. Sendo assim,
NADA DE DIGRESSÕES, PÔ!
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Depois de meu lado pouco afeito a diálogo e de traços psicóticos dar o fora (baby I’m a lost cause), eu conto. Eu conto que vi a cadelinha do apartamento da frente (o animal!!) entrar dentro do meu, completamente ignorante e cega pelas emoções, hoje, durante o almoço, tão logo eu lhe elogiei (digo, ao dono) a textura de pêlo tão bem cuidado. Às leitoras, explico que o tal parecia a mais bem-feita chapinha em cabelo desgranhento. Coisa lindíssima aquilo, apesar de estranho. Superficial, assim como Jacko.
Ocorre que o inveterado animal deve estar com graves problemas de personalidade; diria mesmo que auto-estima exacerbadamente na chon. Ouvindo aquilo, correu em minha direção, driblou-me pela esquerda e foi comemorar a façanha no sofá (!) da minha sala, desinfetada dos ácaros na noite de ontem. Feladamãe duma cadela ordinária.
O capítulo bobinho desta tarde acabaria por aqui, sem direito a clímax (vá ver o Expedito com a chata da Sussu Vieira, nesse caso), não fosse a resistência da cachorra em abandonar o meu recinto*. Rosnando até para seu fiel dono, o qual leva para passear todas as manhãs, ela foi facilmente ludibriada por uma porção de granola gentilmente cedida pela Ana. A reação deve ser resultado de tanta notícia de guerra, pobre quadrúpede. Ou é esse clima abestado: no RU da faculdade, as abelhas andavam atacando até alface e batatinha...
* a utilização do vocábulo aqui se justifica pela proximidade da festa de peões, que começa esta semana. Pode ser a maior da América Latina, mais pacífica que o Oriente Médio (que mentira, teve tiroteio ano passado), mas fede estrume (dos animais e da playboyzada) de qualquer jeito. Assim não pode, assim não dá!
N.A. :
Caríssimos,
a referência a Telegrama Humano do post anterior, devido à sua extrema subjetividade, foi um tanto quanto (evite essa expressão e viva mais contentinho) mal interpretada, senão apenas incompreendida. Eu pensei mesmo em algo mais explícito, com pessoas saindo rápida e miraculosamente de um envelope dos correios. Entenderam por que ninguém ganhou brigadeiro?
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Se bem que, se alguém agüentou ler isso tudo, merece a fábrica de chocolates Wonka, não apenas um mísero docinho.
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random: En el muelle de San Blas – Maná
30.3.03
Sea change
Dia lindo, lá fora. Como têm sido os dias, pra mim, há pouco menos de uma semana.
O céu de um azul incrível; os livros que queria ler, mas não tinha tempo, na cabeceira; as músicas que guardei para "ouvir outra hora", e agora me soam lindas, em ambiente de relativa calma; os telefonemas e cartas que prometi a tanta gente especial, e que (espero) vão consumir boa parte da minha solitária tarde de domingo.
Sim, está tudo quieto. No voices, TV desligada em protesto a essa programação podre do fim de semana (não que seja lá muuito diferente nos dias "úteis"), meu instinto culinário volta a dar aquele tapinha de 'vamos lá?' na costas. Um bom brigadeiro com avelãs pra começar.
Eita vidinha sem graça, não?
..........................
Se for, foda-se. Como a mami me diria, "nós envelhecemos na cabeça, mais que no corpo"; talvez seja novamente os sintomas de senilidade me assolando a alma. Mas ainda não cheguei no estágio de alugar Mazzaroppi e congêneres pra ter um pouco mais de diversão. Nem tanto.
O que me dá umas ruguinhas de preocupação (além das outras que já despontam; não sou cega) são as constantes e poderosas oscilações de humor das quais sou invariavelmente acometida. Por isso que procuro fazer o mais prazeroso quando a tormenta ainda não chegou e passarinhos tilitam a minha mente. Lalá, lalá, lalá. É melhor compartilhar esse tipo de sentimento, sabe?
Mas eu não posso bancar a ignorante comigo. Hoje é, sim, domingo. E está faltando um monte de coisa aqui pro meu dia ficar realmente lindo, pô.
E essas baixas só via teléfono.Caramba.
Alguém podia ter a brilhante idéia de inventar telegramas humanos. É.
Um brigadeiro pela iniciativa, ok?
..........................
random: Lost cause ― Beck
Dia lindo, lá fora. Como têm sido os dias, pra mim, há pouco menos de uma semana.
O céu de um azul incrível; os livros que queria ler, mas não tinha tempo, na cabeceira; as músicas que guardei para "ouvir outra hora", e agora me soam lindas, em ambiente de relativa calma; os telefonemas e cartas que prometi a tanta gente especial, e que (espero) vão consumir boa parte da minha solitária tarde de domingo.
Sim, está tudo quieto. No voices, TV desligada em protesto a essa programação podre do fim de semana (não que seja lá muuito diferente nos dias "úteis"), meu instinto culinário volta a dar aquele tapinha de 'vamos lá?' na costas. Um bom brigadeiro com avelãs pra começar.
Eita vidinha sem graça, não?
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Se for, foda-se. Como a mami me diria, "nós envelhecemos na cabeça, mais que no corpo"; talvez seja novamente os sintomas de senilidade me assolando a alma. Mas ainda não cheguei no estágio de alugar Mazzaroppi e congêneres pra ter um pouco mais de diversão. Nem tanto.
O que me dá umas ruguinhas de preocupação (além das outras que já despontam; não sou cega) são as constantes e poderosas oscilações de humor das quais sou invariavelmente acometida. Por isso que procuro fazer o mais prazeroso quando a tormenta ainda não chegou e passarinhos tilitam a minha mente. Lalá, lalá, lalá. É melhor compartilhar esse tipo de sentimento, sabe?
Mas eu não posso bancar a ignorante comigo. Hoje é, sim, domingo. E está faltando um monte de coisa aqui pro meu dia ficar realmente lindo, pô.
E essas baixas só via teléfono.Caramba.
Alguém podia ter a brilhante idéia de inventar telegramas humanos. É.
Um brigadeiro pela iniciativa, ok?
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random: Lost cause ― Beck
29.3.03
E a vida continua.
Reabastecida, claro
Hoje foi dia de carnificina - na churrasqueira, não nas mãos daquele médico psicopata-e-açougueiro. Te pegueei! (clique aqui para rir)
Agora só falta provar a beca, usá-la (com aquela faixa vermelho-sangue horrêvel) e resgatar o canudo de mãos administrativas.
..............
Meu fígado, enfim, dá mostras de que tem se tornado um menino obediente. Isso aí, mamãe gostou de ver!
(a bem da verdade que as resistências me causam um certo calafrio...)
..............
Parabéns à titi "oito anos mais velha" (cansei de ouvir a ladainha), jeito de irmã primogênita. Ainda bem que ela não lê as baboseiras que eu escrevo aqui (espero que odeie Google e afins, tbm), ou invocaria ainda de ser minha ombudsman. Iooou
Parabéns 2 ao Gui, este ser estranho, insistente do caramba e gente finíssima, com toda essa "estranheza". he.
..............
random: Egüinha Pocotó, Dança da Mãozinha, Ragatanga
e mais uma série de pérolas que a memória fez o misericordioso favor de esquecer.
Mala-gradecida!
Reabastecida, claro
Hoje foi dia de carnificina - na churrasqueira, não nas mãos daquele médico psicopata-e-açougueiro. Te pegueei! (clique aqui para rir)
Agora só falta provar a beca, usá-la (com aquela faixa vermelho-sangue horrêvel) e resgatar o canudo de mãos administrativas.
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Meu fígado, enfim, dá mostras de que tem se tornado um menino obediente. Isso aí, mamãe gostou de ver!
(a bem da verdade que as resistências me causam um certo calafrio...)
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Parabéns à titi "oito anos mais velha" (cansei de ouvir a ladainha), jeito de irmã primogênita. Ainda bem que ela não lê as baboseiras que eu escrevo aqui (espero que odeie Google e afins, tbm), ou invocaria ainda de ser minha ombudsman. Iooou
Parabéns 2 ao Gui, este ser estranho, insistente do caramba e gente finíssima, com toda essa "estranheza". he.
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random: Egüinha Pocotó, Dança da Mãozinha, Ragatanga
e mais uma série de pérolas que a memória fez o misericordioso favor de esquecer.
Mala-gradecida!
28.3.03
It's all right
Dizem que felicidade é bom quando encontrada nas pequenas coisas, verdade? Não vou discordar. Deve ser mesmo ótimo você dever até as calças, ser traído pelo grande amor da sua vida, comer aquela trufa de maracujá bichada e, ainda assim, achar graciosas as garridas pombas que insistem em cruzar o seu caminho munidas de uma poderosa e certeira cloaca. E o melhor: você sorri para elas e agradece o dom da visão para contemplar cenário tão inspirador. Ah, o outono em nossos corações de marmota...
(nota: a seqüência é me-ra-men-te ilustrativa, graças a Deus)
Entretanto, em verdade, em verdade vos digo: isso é bom, mas nada melhor que se sentir feliz por algo que realmente lhe enche os olhos, custa um preço alto (vocês entenderam a conotação); enfim, daquilo que não é um mero detalhe no dia-a-dia sedento por um sorriso, que seja.
Quem acompanha este blog, assídua ou vezenquandamente (ihuu, professor Pasquale, me pega!), sabe do que estou falando. A ausência desses dias foi uma gosma de preguiça embasbacada da qual até agora penso não ter tido a real dimensão. Isso aí. Eu olhava meu filho e não lhe dava o devido valor; talvez por me lembrar das n dificuldades que enfrentei ao longo destes meses, para realizá-lo; talvez por simplesmente achar detalhes demais a serem consertados, suprimidos ou inseridos. Capítulos de dois dias, capítulos de duas semanas, noites de meia hora de sono, despedidas importantes (e a sensação nada inspiradora que fica depois delas), compreensão de uns, incompreensão de outros. Torcida de gente que eu mal conheço, mas que me parece tão próxima...
Resumindo (oh, a Janaina resumindo??), pequenos infantes que não vêem Xuxa, a quarentona, é o seguinte:
* Jornalistas Sob Controle - A Censura à imprensa de Londrina no Governo Militar Pós-64 foi apresentado, aprovadíssimo e tirou das minhas costas a charrete de paralelepípedos que eu sentia estar carregando, em certos momentos. "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena", não? Pois bem, a minha está revigorada e do tamanho dum jogador de basquete (a alma, não o ego, ok?).
* A nível de perspectiva, enquanto futuro, a título de realização profissional, o livro-reportagem recebeu a indicação para ser publicado; isso vai acontecer depois de uma segunda revisão e edição.
Sem demagogia, até porque não uso esse espaço para mentir ou ludibriar quem gasta seu precioso tempo lendo-o (rárárá), a notícia é antes um relato emocionado (vocês não viram nada...) que um álibi para me vangloriar. Foi legal, extremamente foda, e mais foda ainda ouvir os gritos loucos da minha mãe, ao celular, dizendo que "já sabia" da nota e talz. Tá.
* Deliciosamente estranho, tudo isso. E a consciência leve é uma sensação inigualável. Desejo a você essa coisa assim, serelepe. E que seja eterna enquanto dure = )
Uou, que hoje eu tô ótima na seção "Plagie seu poeta predileto", affeee
................................................
As expressões de incerteza de alguns colegas em busca de trampo, ou mesmo eu não poder me afirmar nem estudante, nem jornalista independente (de quem você entender), contudo, me fincam os dois pés ao chão. A tarefa (ou 'selva', dizem uns) começa mesmo agora.
Tudo bem, eu não acredito mesmo mais em coelho da Páscoa, nem em que a galinha bota ovo por debaixo da asa...
Nesse caso, talvez a consciência pese por eu não ter escolhido a carreira política, hehe
*
Nota mental: surpresas agradáveis e um puta companheirismo na apresentação me abriram novamente os olhos.
................................................
random: Here comes the sun — Beatles
Dizem que felicidade é bom quando encontrada nas pequenas coisas, verdade? Não vou discordar. Deve ser mesmo ótimo você dever até as calças, ser traído pelo grande amor da sua vida, comer aquela trufa de maracujá bichada e, ainda assim, achar graciosas as garridas pombas que insistem em cruzar o seu caminho munidas de uma poderosa e certeira cloaca. E o melhor: você sorri para elas e agradece o dom da visão para contemplar cenário tão inspirador. Ah, o outono em nossos corações de marmota...
(nota: a seqüência é me-ra-men-te ilustrativa, graças a Deus)
Entretanto, em verdade, em verdade vos digo: isso é bom, mas nada melhor que se sentir feliz por algo que realmente lhe enche os olhos, custa um preço alto (vocês entenderam a conotação); enfim, daquilo que não é um mero detalhe no dia-a-dia sedento por um sorriso, que seja.
Quem acompanha este blog, assídua ou vezenquandamente (ihuu, professor Pasquale, me pega!), sabe do que estou falando. A ausência desses dias foi uma gosma de preguiça embasbacada da qual até agora penso não ter tido a real dimensão. Isso aí. Eu olhava meu filho e não lhe dava o devido valor; talvez por me lembrar das n dificuldades que enfrentei ao longo destes meses, para realizá-lo; talvez por simplesmente achar detalhes demais a serem consertados, suprimidos ou inseridos. Capítulos de dois dias, capítulos de duas semanas, noites de meia hora de sono, despedidas importantes (e a sensação nada inspiradora que fica depois delas), compreensão de uns, incompreensão de outros. Torcida de gente que eu mal conheço, mas que me parece tão próxima...
Resumindo (oh, a Janaina resumindo??), pequenos infantes que não vêem Xuxa, a quarentona, é o seguinte:
* Jornalistas Sob Controle - A Censura à imprensa de Londrina no Governo Militar Pós-64 foi apresentado, aprovadíssimo e tirou das minhas costas a charrete de paralelepípedos que eu sentia estar carregando, em certos momentos. "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena", não? Pois bem, a minha está revigorada e do tamanho dum jogador de basquete (a alma, não o ego, ok?).
* A nível de perspectiva, enquanto futuro, a título de realização profissional, o livro-reportagem recebeu a indicação para ser publicado; isso vai acontecer depois de uma segunda revisão e edição.
Sem demagogia, até porque não uso esse espaço para mentir ou ludibriar quem gasta seu precioso tempo lendo-o (rárárá), a notícia é antes um relato emocionado (vocês não viram nada...) que um álibi para me vangloriar. Foi legal, extremamente foda, e mais foda ainda ouvir os gritos loucos da minha mãe, ao celular, dizendo que "já sabia" da nota e talz. Tá.
* Deliciosamente estranho, tudo isso. E a consciência leve é uma sensação inigualável. Desejo a você essa coisa assim, serelepe. E que seja eterna enquanto dure = )
Uou, que hoje eu tô ótima na seção "Plagie seu poeta predileto", affeee
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As expressões de incerteza de alguns colegas em busca de trampo, ou mesmo eu não poder me afirmar nem estudante, nem jornalista independente (de quem você entender), contudo, me fincam os dois pés ao chão. A tarefa (ou 'selva', dizem uns) começa mesmo agora.
Tudo bem, eu não acredito mesmo mais em coelho da Páscoa, nem em que a galinha bota ovo por debaixo da asa...
Nesse caso, talvez a consciência pese por eu não ter escolhido a carreira política, hehe
*
Nota mental: surpresas agradáveis e um puta companheirismo na apresentação me abriram novamente os olhos.
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random: Here comes the sun — Beatles
24.3.03
23.3.03
Contando até 10, até 100, até formar somatória
Coisas estranhas têm se passado aqui dentro, ante as circunstâncias futuras que avisto próximas. E o pior: não tenho a mínima noção de como lidar com elas sozinha. Isso é um desabafo, eu sei.
.........................................
Apontamentos inúteis sobre um fim de semana vazio
Não, não é mais uma seção autonálise que está começando, meus pequenos. Apenas algumas coisinhas que percebi neste dois dias demuita preguiça, ventinho gelado e TV, que me fez dormir no sabadão. Mais emocionante que isso, só Roberto Carlos cantando "Calhambeque" em versão remix. Axé, meu rei.
Mas vamos ao que (não) interessa:
- já percebeu que os "sete militares norte-americanos e dois britânicos"que morreram em confronto, no Iraque, foram notícia (certeza) até no cafundó brasileiro? E os milhares de civis iraquianos que estão morrendo: estes não têm alma?
Por isso que, apesar de tê-la estudado e criticado um monte, às vezes eu fico meio confusa com essa questão de autocensura. Hipócritas.
- ninguém deu um toque ao Pedro Bial (sim, o jornalista do Big Brother) pra trocar aqueles pijamas que ele tem usado? Coisa mais chinfrin.
(tá bom, to-tal-men-te descartável esse comentário)
- sabes onde fica a maior concentração de poodle branco de uma cidade em plena manhã de domingo? Na feira livre. Testado e confirmado. Dos 8 que eu vi hoje (né brinquedo nãão), o mais estranho, magricelo que daria dó (se não fosse poodle, ou pinsher > eca), levava a dona pra passear. Uma senhora duns 80 anos, vestidão de vó e tênis de neto no pé. Figura.
- (de novo a guerra; sorry, folks) àquelas propagandas anti-guerra, uma dúvida: "lutar pela paz" não é um pouco contraditório? Ahn?
- cada vez mais acho essa cidade uma extensão do Estado de SP. Ontem, os mais de 10 hinos (tranqüilo; daí pra mais) do Corinthians (salve!) que passaram tocando aqui na rua só corroboraram aquilo que todo estudante percebe quando aporta de lá pra cá. So far and so near.
- talvez uma das nuances paranaenses seja a infinidaaaade de nomes que esse povo me dá pra "fruta do conde" que eu conheço em terras paulistas. Dos que eu já vi, só me lembro da "pinha"."É que seca, aí vai pro pinheiro natalino, manja?" Uou. Adorei a explicação deste ser.
Quanta coisa interessante. Se essa maré estranha (que não passe duma TDM fiadamãe) avançar, prometo que desenvolvo cada ponto e parto de vez pro mestrado. Figas aí para o bem da humanidade, portanto. Seus filhos não merecem esse legado.
*
"Saudadezinha cadela, cuida para que não te tornes um fila com traços de pitbull", disse a pequena infante ao poltergeist que lhe ameaçava sob a cama.
..............................................
random: A Sorta Fairytale — Tori Amos
Coisas estranhas têm se passado aqui dentro, ante as circunstâncias futuras que avisto próximas. E o pior: não tenho a mínima noção de como lidar com elas sozinha. Isso é um desabafo, eu sei.
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Apontamentos inúteis sobre um fim de semana vazio
Não, não é mais uma seção autonálise que está começando, meus pequenos. Apenas algumas coisinhas que percebi neste dois dias demuita preguiça, ventinho gelado e TV, que me fez dormir no sabadão. Mais emocionante que isso, só Roberto Carlos cantando "Calhambeque" em versão remix. Axé, meu rei.
Mas vamos ao que (não) interessa:
- já percebeu que os "sete militares norte-americanos e dois britânicos"que morreram em confronto, no Iraque, foram notícia (certeza) até no cafundó brasileiro? E os milhares de civis iraquianos que estão morrendo: estes não têm alma?
Por isso que, apesar de tê-la estudado e criticado um monte, às vezes eu fico meio confusa com essa questão de autocensura. Hipócritas.
- ninguém deu um toque ao Pedro Bial (sim, o jornalista do Big Brother) pra trocar aqueles pijamas que ele tem usado? Coisa mais chinfrin.
(tá bom, to-tal-men-te descartável esse comentário)
- sabes onde fica a maior concentração de poodle branco de uma cidade em plena manhã de domingo? Na feira livre. Testado e confirmado. Dos 8 que eu vi hoje (né brinquedo nãão), o mais estranho, magricelo que daria dó (se não fosse poodle, ou pinsher > eca), levava a dona pra passear. Uma senhora duns 80 anos, vestidão de vó e tênis de neto no pé. Figura.
- (de novo a guerra; sorry, folks) àquelas propagandas anti-guerra, uma dúvida: "lutar pela paz" não é um pouco contraditório? Ahn?
- cada vez mais acho essa cidade uma extensão do Estado de SP. Ontem, os mais de 10 hinos (tranqüilo; daí pra mais) do Corinthians (salve!) que passaram tocando aqui na rua só corroboraram aquilo que todo estudante percebe quando aporta de lá pra cá. So far and so near.
- talvez uma das nuances paranaenses seja a infinidaaaade de nomes que esse povo me dá pra "fruta do conde" que eu conheço em terras paulistas. Dos que eu já vi, só me lembro da "pinha"."É que seca, aí vai pro pinheiro natalino, manja?" Uou. Adorei a explicação deste ser.
Quanta coisa interessante. Se essa maré estranha (que não passe duma TDM fiadamãe) avançar, prometo que desenvolvo cada ponto e parto de vez pro mestrado. Figas aí para o bem da humanidade, portanto. Seus filhos não merecem esse legado.
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"Saudadezinha cadela, cuida para que não te tornes um fila com traços de pitbull", disse a pequena infante ao poltergeist que lhe ameaçava sob a cama.
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random: A Sorta Fairytale — Tori Amos
22.3.03
Se correr o coelho te pega, se ficar, o ovo te come*
* da série Analogias Terríves Para um Sorriso Forçado
Prometi pra mim mesma que, este ano, não gastaria um cent comigo pra comprar ovo de Páscoa. Nai, nai, nai. Me recuso a gastar mais que 10 pilas em alguns mirrados gramas de chocolate.
Tudo bem, tem a surpresa dentro.
Mesmo assim.
Além do que, faz uns dois anos que a substância de cacau e eu não temos vivido mais aquele caso de amor tórrido.
Em compensação, se eu não como mais ovos (verdade, ainda tenho um Nescau bolinha versão 2002 na geladeira), agora os compro. Isso que dá ter aquelas primas mais novas me confundindo com "tia". Tá bem, eu me rendo, fazer o quê... Porque eu entendo vocês, pirralhas fofas! (apesar da mais novinha insistir nas rimas bestas com Ina-alguma-coisa, aff)
Saem os ovos, entram as ex-detestáveis colombas. Ressalva apenas para o fato de hoje haver as abençoadas, fabulosas e tudibom colombas de chocolate. Contraditório, né? Eu sei. Mas antes isso àquele gosto de essência de panetone que eu não suporto.
Gostando ou não das pelotas ocas, a lembrança que eu tenho delas é deveras saudosa. Talvez pela ingenuidade e poucas preocupações daqueles anos, talvez. Na noite de Páscoa, meus pais ajudavam a mim e a meu irmão a fazer os ninhos onde o orelhudo deixaria a preciosa espera da semana santa. Pra dar o toque mor de fantasia à coisa, minha mãe fazia pequenas pegadinhas de farinha, no chão - na minha imaginação de Alice, a fidelidade delas era simplesmente inquestionável.
Pois é, tudo isso passa, menos as velhotas de supermercado. Essas me perseguem há muito, e acho que outras e outras safras mais delas continuarão a fazê-lo. Só esta semana foram duas me interpelando sobre a bacalhoada de casa (que eu nem sei se vou provar!!) e sobre o bacalhau que elas estavam comprando. Bem-feito pra mim, que me aventurei pelo setor de frios quando deveria buscar coisas fora dali. Economize, sua tonta, ou doe pro Fome Zero (aaaaaaatchim).
Isso é para não dormires mais que 18 horas na tua vida, disse O Criador à fariséia vagal.
Não, não ando me automedicando, ou tentando entrar pralgum ranking de sono profundo.
....................................................
E pensar que ainda falta quase um mês pra essa coisa toda. Foda.
E um mês pra um reencontro rápido que precisaria de alguns dias e horas mais. Ibidem.
Enquanto isso, lá fora, o inverno vem me dar os primeiros tapinhas. Porque o desse ano vai ser dose pra leão e macaco louco.
Só espero que, até lá, algo de muito bom me aconteça pra eu dizer que estava enganada. O que, pelo menos, eu esteja aquecida de uma forma que coberta nenhuma dá jeito.
....................................................
random: Help! - Beatles
* da série Analogias Terríves Para um Sorriso Forçado
Prometi pra mim mesma que, este ano, não gastaria um cent comigo pra comprar ovo de Páscoa. Nai, nai, nai. Me recuso a gastar mais que 10 pilas em alguns mirrados gramas de chocolate.
Tudo bem, tem a surpresa dentro.
Mesmo assim.
Além do que, faz uns dois anos que a substância de cacau e eu não temos vivido mais aquele caso de amor tórrido.
Em compensação, se eu não como mais ovos (verdade, ainda tenho um Nescau bolinha versão 2002 na geladeira), agora os compro. Isso que dá ter aquelas primas mais novas me confundindo com "tia". Tá bem, eu me rendo, fazer o quê... Porque eu entendo vocês, pirralhas fofas! (apesar da mais novinha insistir nas rimas bestas com Ina-alguma-coisa, aff)
Saem os ovos, entram as ex-detestáveis colombas. Ressalva apenas para o fato de hoje haver as abençoadas, fabulosas e tudibom colombas de chocolate. Contraditório, né? Eu sei. Mas antes isso àquele gosto de essência de panetone que eu não suporto.
Gostando ou não das pelotas ocas, a lembrança que eu tenho delas é deveras saudosa. Talvez pela ingenuidade e poucas preocupações daqueles anos, talvez. Na noite de Páscoa, meus pais ajudavam a mim e a meu irmão a fazer os ninhos onde o orelhudo deixaria a preciosa espera da semana santa. Pra dar o toque mor de fantasia à coisa, minha mãe fazia pequenas pegadinhas de farinha, no chão - na minha imaginação de Alice, a fidelidade delas era simplesmente inquestionável.
Pois é, tudo isso passa, menos as velhotas de supermercado. Essas me perseguem há muito, e acho que outras e outras safras mais delas continuarão a fazê-lo. Só esta semana foram duas me interpelando sobre a bacalhoada de casa (que eu nem sei se vou provar!!) e sobre o bacalhau que elas estavam comprando. Bem-feito pra mim, que me aventurei pelo setor de frios quando deveria buscar coisas fora dali. Economize, sua tonta, ou doe pro Fome Zero (aaaaaaatchim).
Isso é para não dormires mais que 18 horas na tua vida, disse O Criador à fariséia vagal.
Não, não ando me automedicando, ou tentando entrar pralgum ranking de sono profundo.
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E pensar que ainda falta quase um mês pra essa coisa toda. Foda.
E um mês pra um reencontro rápido que precisaria de alguns dias e horas mais. Ibidem.
Enquanto isso, lá fora, o inverno vem me dar os primeiros tapinhas. Porque o desse ano vai ser dose pra leão e macaco louco.
Só espero que, até lá, algo de muito bom me aconteça pra eu dizer que estava enganada. O que, pelo menos, eu esteja aquecida de uma forma que coberta nenhuma dá jeito.
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random: Help! - Beatles
21.3.03
Congratulations
ao Fer e ao Thom pela conquista desta sexta-feira, após quatro (mais uns meses) anos de labuta permeados por greves intermináveis, professores picaretas (e, raríssimos, nem tanto) e mais uma pá de coisa que não daria pra escrever tudo num post só.
E ao Zé, que finisha a parte dele daqui umas horinhas.
............................................
Orgulho de vocês, moçada. Força daqui pra frente e, claro!, muito juízo. Sabem como é essa história de sucesso subir à cabeça, né? hehe
*
ao Fer e ao Thom pela conquista desta sexta-feira, após quatro (mais uns meses) anos de labuta permeados por greves intermináveis, professores picaretas (e, raríssimos, nem tanto) e mais uma pá de coisa que não daria pra escrever tudo num post só.
E ao Zé, que finisha a parte dele daqui umas horinhas.
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Orgulho de vocês, moçada. Força daqui pra frente e, claro!, muito juízo. Sabem como é essa história de sucesso subir à cabeça, né? hehe
*
20.3.03
Pra tirar um pouco a poeira e o lamaçal
Ia falar tanta coisa, mas esse clima de “a guerra está pra começar” apressou minha TDM e encheu o saco que eu não tenho. George Bush, seu filho da puta, idiota, bobo e feio.
Desculpem a tecla suja. Mas, pra minha concepção de liberdade, ele merece. E deixa eu parar por aqui, antes que me confundam com aqueles futuros cientistas sociais mais psicóticos, cumpanhêro.
O pior é o JN dando uma “análise” do caso dizendo que o motivo desta guerra é o blábláblá de terrorismo. Conversa pra americano dormir, faça-me o favor.
....................................
Pois é. Como me disse ontem (ontem?) a Fernanda, “agora a gente volta a viver”. De fato, depois de duas noites inteiras sem dormir e outras tantas de duas, três horas de sono, mais um cartucho inteiro gasto à toa (configure as monografias para A4, sua Anta), faleci ontem por merecidíssimas 15 horas de sono. O corpo e a mente (coitada, virou angu sem caroço) agradeceram muito hoje, apesar das meninas aqui em casa ficarem preocupadas e pensarem em ligar pra minha mãe, a alguns muitos quilômetros daqui. “A gente achou que você tava em coma, de verdade”. Hahaha....preciso me internar vezenquando, mesmo.
* E, Ana: sim, eu tô precisando mesmo dumas férias. O Rio (ê, diliça) que me aguarde, “um dia”.
No meu primeiro dia de liberdade eu resolvi fazer algo que há alguns anos não fazia: peguei matinê no cinema. Pode soar meio tosco, mas pra mim esse era o sonho inicial no pós-tcc. Depois eu retomo as atividades (t)físicas, ainda mais que acabo de descobrir que a academia abrirá aulas de dança, que bom. Tchá tchá tchá, agora a bandeira vem em dose dupla. E segurando um mico lindo nas mãos, hohoho.
...................................
Le Pianiste, by Roman Polanski
Que Palme D’Or em Cannes; que sete indicações ao (palhaço do) Oscar, que nada. Nenhum desses títulos me impressionaria mais que ver ao filme e conferir trilha e fotografia belíssimas. E numa sala com meia dúzia de gatos pingados, coisa boa.
Um apontamento sur le film, apenas-e-tão-somente: eu não tenho MESMO do que reclamar da vida, nem você. Achava que tinha sido uma judia (ou algo do tipo) em outra vida (sai, papo de reencarnação), mas hoje tive certeza que não. Ou seria muito amarga, no mínimo.
E digo que só não fiquei com mais raiva do povo alemão porque sei que Hitler (assim como Bush, mas com bigodinho) era um lunático (sim, ele me contou!), e porque tenho a couple of two double friends alemães, a Charlotte e o Hanz, que contrariam totalmente esse rótulo besta.
O pitoresco ficou por conta da galerinha suuper da hora que eu peguei na saída do cinema. Shopping lotado, média de idade por volta dos 15 anos e algum cheiro de leite no ar. O mais cabicêra (fala sério!) foi ver um casal de paquerinhas se comunicando via celular, separado apenas pela praça de alimentação. É, filha, te cuida com a aposentadoria. Coroca.
...................................
Seboso
Não, não falarei dos hippies que emporcalham a Praça da Bandeira com aquele cheiro de xixi, suor, lágrimas (dos hippie babies) e paz-e-amor no ar. Asco. Nojo e aflição maiores ainda daqueles ossos atravessados na orelha, aff elevado à quinta.
Isso porque eu não ia falar dos tais, né?
O seboso em questão era outro. Entrei pra ver, pela trocentézima nona vez só neste ano, se havia chegado o Ilusões Perdidas, do Balzac. Se você for de Londrina e por um acaaaaso souber de quem esteja vendendo, agradeço a information.
Lá pro final da loja, num setor mais escondido, uma senhora duns 50 e poucos anos (isso porque ela não usa Havon!) lia um exemplar de Sabrina, ao banquinho, que eu vi. No setor de Comunicação/Jornalismo (veja bem o nome, héin), alguns exemplares de O Noviço (pô, ainda se fosse O Foca...) e O Teatro de Nelson Rodrigues me gritavam que algo estava errado. Depois de pegar nas mãos “O espírito sopra onde quer” (?!) e “O conhecimento inútil”, tive medo. Olhei para os lados, cocei a cabeça, rezei um Pai-Nosso e saí de fino. Lugar mais estranho.
...................................
Nada menos que 8 (oito) pessoas me perguntaram as horas hoje. Qualé?
...................................
Chega por hoje. Acho que deu pra espantar o tédio em escrever no blog, passados 2/3 da minhas atribulações de pré-formanda.
...................................
Meus agradecimentos mais sinceros (e, oh, mais formais) aos chineses e chinesas que tiveram saco em visitar esta azulada página mesmo em tempos de secura (a qual, aliás, não foi verificada nos comments, hehe).
Post mortem:
A guerra começou. O palhação texano acaba de dizer que está “levando a liberdade a outras pessoas”. E eu, uma mensagem de carinho a ele e aos 67% dos norte-americanos que o apoiaram:
I wish God damn you all
Expressãozinha que, por sinal, eles se proíbem, por uma questão de hipocrisia (Deus tudo sabe, tudo vê, sabe?). Viva a liberdade de expressão, bando de putos!
...................................
random: Come home — James
Ia falar tanta coisa, mas esse clima de “a guerra está pra começar” apressou minha TDM e encheu o saco que eu não tenho. George Bush, seu filho da puta, idiota, bobo e feio.
Desculpem a tecla suja. Mas, pra minha concepção de liberdade, ele merece. E deixa eu parar por aqui, antes que me confundam com aqueles futuros cientistas sociais mais psicóticos, cumpanhêro.
O pior é o JN dando uma “análise” do caso dizendo que o motivo desta guerra é o blábláblá de terrorismo. Conversa pra americano dormir, faça-me o favor.
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Pois é. Como me disse ontem (ontem?) a Fernanda, “agora a gente volta a viver”. De fato, depois de duas noites inteiras sem dormir e outras tantas de duas, três horas de sono, mais um cartucho inteiro gasto à toa (configure as monografias para A4, sua Anta), faleci ontem por merecidíssimas 15 horas de sono. O corpo e a mente (coitada, virou angu sem caroço) agradeceram muito hoje, apesar das meninas aqui em casa ficarem preocupadas e pensarem em ligar pra minha mãe, a alguns muitos quilômetros daqui. “A gente achou que você tava em coma, de verdade”. Hahaha....preciso me internar vezenquando, mesmo.
* E, Ana: sim, eu tô precisando mesmo dumas férias. O Rio (ê, diliça) que me aguarde, “um dia”.
No meu primeiro dia de liberdade eu resolvi fazer algo que há alguns anos não fazia: peguei matinê no cinema. Pode soar meio tosco, mas pra mim esse era o sonho inicial no pós-tcc. Depois eu retomo as atividades (t)físicas, ainda mais que acabo de descobrir que a academia abrirá aulas de dança, que bom. Tchá tchá tchá, agora a bandeira vem em dose dupla. E segurando um mico lindo nas mãos, hohoho.
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Le Pianiste, by Roman Polanski
Que Palme D’Or em Cannes; que sete indicações ao (palhaço do) Oscar, que nada. Nenhum desses títulos me impressionaria mais que ver ao filme e conferir trilha e fotografia belíssimas. E numa sala com meia dúzia de gatos pingados, coisa boa.
Um apontamento sur le film, apenas-e-tão-somente: eu não tenho MESMO do que reclamar da vida, nem você. Achava que tinha sido uma judia (ou algo do tipo) em outra vida (sai, papo de reencarnação), mas hoje tive certeza que não. Ou seria muito amarga, no mínimo.
E digo que só não fiquei com mais raiva do povo alemão porque sei que Hitler (assim como Bush, mas com bigodinho) era um lunático (sim, ele me contou!), e porque tenho a couple of two double friends alemães, a Charlotte e o Hanz, que contrariam totalmente esse rótulo besta.
O pitoresco ficou por conta da galerinha suuper da hora que eu peguei na saída do cinema. Shopping lotado, média de idade por volta dos 15 anos e algum cheiro de leite no ar. O mais cabicêra (fala sério!) foi ver um casal de paquerinhas se comunicando via celular, separado apenas pela praça de alimentação. É, filha, te cuida com a aposentadoria. Coroca.
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Seboso
Não, não falarei dos hippies que emporcalham a Praça da Bandeira com aquele cheiro de xixi, suor, lágrimas (dos hippie babies) e paz-e-amor no ar. Asco. Nojo e aflição maiores ainda daqueles ossos atravessados na orelha, aff elevado à quinta.
Isso porque eu não ia falar dos tais, né?
O seboso em questão era outro. Entrei pra ver, pela trocentézima nona vez só neste ano, se havia chegado o Ilusões Perdidas, do Balzac. Se você for de Londrina e por um acaaaaso souber de quem esteja vendendo, agradeço a information.
Lá pro final da loja, num setor mais escondido, uma senhora duns 50 e poucos anos (isso porque ela não usa Havon!) lia um exemplar de Sabrina, ao banquinho, que eu vi. No setor de Comunicação/Jornalismo (veja bem o nome, héin), alguns exemplares de O Noviço (pô, ainda se fosse O Foca...) e O Teatro de Nelson Rodrigues me gritavam que algo estava errado. Depois de pegar nas mãos “O espírito sopra onde quer” (?!) e “O conhecimento inútil”, tive medo. Olhei para os lados, cocei a cabeça, rezei um Pai-Nosso e saí de fino. Lugar mais estranho.
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Nada menos que 8 (oito) pessoas me perguntaram as horas hoje. Qualé?
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Chega por hoje. Acho que deu pra espantar o tédio em escrever no blog, passados 2/3 da minhas atribulações de pré-formanda.
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Meus agradecimentos mais sinceros (e, oh, mais formais) aos chineses e chinesas que tiveram saco em visitar esta azulada página mesmo em tempos de secura (a qual, aliás, não foi verificada nos comments, hehe).
Post mortem:
A guerra começou. O palhação texano acaba de dizer que está “levando a liberdade a outras pessoas”. E eu, uma mensagem de carinho a ele e aos 67% dos norte-americanos que o apoiaram:
I wish God damn you all
Expressãozinha que, por sinal, eles se proíbem, por uma questão de hipocrisia (Deus tudo sabe, tudo vê, sabe?). Viva a liberdade de expressão, bando de putos!
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random: Come home — James
17.3.03
Orpheu - Fernando Pessoa
Só quem puder obter a estupidez
Ou a loucura pode ser feliz.
Buscar, querer, amar...tudo isto diz.
Perder, chorar, sofrer, vez após vez.
A estupidez achou sempre o que quis
Do círculo banal de sua avidez;
Nunca aos loucos o engano se desfez
Com quem um falso mundo seu condiz”.
..............................
Apenas mais algumas horinhas, Jesus.Valei-me.
Só quem puder obter a estupidez
Ou a loucura pode ser feliz.
Buscar, querer, amar...tudo isto diz.
Perder, chorar, sofrer, vez após vez.
A estupidez achou sempre o que quis
Do círculo banal de sua avidez;
Nunca aos loucos o engano se desfez
Com quem um falso mundo seu condiz”.
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Apenas mais algumas horinhas, Jesus.Valei-me.
10.3.03
Afeganistão entra na era da Internet
Fonte: Terra Informática
O Afeganistão entrou oficialmente hoje na era da Internet com a inauguração de dois sites com o domínio .af, informou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Trata-se de uma "ruptura com o passado" do Afeganistão, afirmou o PNUD, lembrando que no regime Talibã o acesso à internet era proibido com tanto rigor que quem mandasse um e-mail ou acessasse um site podia ser "condenado à execução".
.................................
Depois dessa eu pensei até em ir embora almoçar.
Engraçado esse domínio meio abaianado, mais c'est pas mal.
Fonte: Terra Informática
O Afeganistão entrou oficialmente hoje na era da Internet com a inauguração de dois sites com o domínio .af, informou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Trata-se de uma "ruptura com o passado" do Afeganistão, afirmou o PNUD, lembrando que no regime Talibã o acesso à internet era proibido com tanto rigor que quem mandasse um e-mail ou acessasse um site podia ser "condenado à execução".
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Depois dessa eu pensei até em ir embora almoçar.
Engraçado esse domínio meio abaianado, mais c'est pas mal.
Certas coisas só não são perfeitas porque
1- Não vêm em dose dupla;
2-Não vão mudar em nada o fato de vc ter de acordar cedo pra trabalhar.
Lerêê..........
1- Não vêm em dose dupla;
2-Não vão mudar em nada o fato de vc ter de acordar cedo pra trabalhar.
Lerêê..........
9.3.03
Cada um faz do seu blog o que bem entender, mas confesso que transcrição de e-mail não faz meu tipo. Coisa mais sem criatividade...
* But *, como para toda regra tem uma exceção, segue este q recebi ontem. Pelo jeito essa égua tem futuro, meus filhos...
.....................................
"VESTIBULAR UNICAMP 2.046 - PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA
1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:
"O JUMENTO E O CAVALINHO
ELES NUNCA ANDÃO SÓ
QUANDO SAI PRA PASSEAR LEVAM A ÉGUA POCOTÓ"
(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)
a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica a cerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.
b) Ao idealizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor o "jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.
c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.
d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoismo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário. Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra."
* But *, como para toda regra tem uma exceção, segue este q recebi ontem. Pelo jeito essa égua tem futuro, meus filhos...
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"VESTIBULAR UNICAMP 2.046 - PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA
1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:
"O JUMENTO E O CAVALINHO
ELES NUNCA ANDÃO SÓ
QUANDO SAI PRA PASSEAR LEVAM A ÉGUA POCOTÓ"
(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)
a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica a cerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.
b) Ao idealizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor o "jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.
c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.
d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoismo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário. Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra."
Só enquanto registro, a título de recordação, a nível de memória...
...pra mim. Que, velha (se o Blogspot não der pau antes), vou ler e dar risada das partes envolvidas. He, família de loucos...
Hoje (aliás, neste momento) fez uma semana que minha mãe, a mulher do meu pai, minha mãe, surpreendeu-me (oh, que estranho) com uma visitinha, assim, do nada. Louca* que só, deu "só uma adiantadinha na viagem", que seria no dia seguinte, durante o dia, e pegou a estrada noite alta, já. Ela e maninho, um homem lindo, 12 quilos mais magro (babem: em apenas UM mês) e, digamos, mais fortinho tbm. Milagres da musculação; mérito total da força de vontade dele. Show. "Pra sua formatura, Ina". Ah, vá ser fofo assim lá em casa. (snif)
Do carro da mami, suprimentos que, com toda a certeza, alimentariam umas quatro repúblicas aqui do prédio. Acho q o costumeiro sono (ou inadequação do momento, em linguagem científica) na voz, qdo me liga, deve estar sendo confundido com fome. Já expliquei, mas não adianta: a magreza é de raiva.
* uma mulher já passados os 40 se achar "gorda" com 55 quilos é mesmo um indício forte de loucura, nem vem.
Amo você, loucona.
...........................
Adiós, muchachos, hasta la mala vista. Putanos.
Eu quero ver o Dômine no Paparazzo, será que a Globo deixa?
...........................
* sigh *
O primeiro encontro de sábado via telefone. E um aperto danado aqui, mas com a certeza de que saudade é mesmo um sentimento revelador.
...........................
random: Come away with me - Norah Jones
(eu quero um carango igual ao desse clipe, eu quero.)
...pra mim. Que, velha (se o Blogspot não der pau antes), vou ler e dar risada das partes envolvidas. He, família de loucos...
Hoje (aliás, neste momento) fez uma semana que minha mãe, a mulher do meu pai, minha mãe, surpreendeu-me (oh, que estranho) com uma visitinha, assim, do nada. Louca* que só, deu "só uma adiantadinha na viagem", que seria no dia seguinte, durante o dia, e pegou a estrada noite alta, já. Ela e maninho, um homem lindo, 12 quilos mais magro (babem: em apenas UM mês) e, digamos, mais fortinho tbm. Milagres da musculação; mérito total da força de vontade dele. Show. "Pra sua formatura, Ina". Ah, vá ser fofo assim lá em casa. (snif)
Do carro da mami, suprimentos que, com toda a certeza, alimentariam umas quatro repúblicas aqui do prédio. Acho q o costumeiro sono (ou inadequação do momento, em linguagem científica) na voz, qdo me liga, deve estar sendo confundido com fome. Já expliquei, mas não adianta: a magreza é de raiva.
* uma mulher já passados os 40 se achar "gorda" com 55 quilos é mesmo um indício forte de loucura, nem vem.
Amo você, loucona.
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Adiós, muchachos, hasta la mala vista. Putanos.
Eu quero ver o Dômine no Paparazzo, será que a Globo deixa?
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* sigh *
O primeiro encontro de sábado via telefone. E um aperto danado aqui, mas com a certeza de que saudade é mesmo um sentimento revelador.
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random: Come away with me - Norah Jones
(eu quero um carango igual ao desse clipe, eu quero.)
8.3.03
It's very nice pra xuxu
Mundinho pequeno, sô! Numa daquelas reportagens de sábado que o Jornal Hoje exibe, sobre ritmos musicais, enfoque para o trance. Tut, tut, tut, tu tu tut...affe. Não é pra idosos, como diria o Rain Man, "definitivameeeente". Um dos entrevistados era justo o amigo mais caseiro-não-me-importune-com-festança-please do meu primo, em Sorocaba. Ou Soroca, cidade fofa. Vontade de voltar pra Soroca. E o Tiba, o sujeito, com o pé na lama, um bando de meninas em volta dançando e o cenário, deveras sugestivo (a paisagem de fundo era linda), mostrava por baixo o horário em que uma rave tava terminando. solzão na cara da moçada, ueeee
Zuzu zen (diria Montez), não fosse um clubber cabeludo (?!), numa daquelas frases de efeito que repórter adora pra encerrar matéria (blergh), dizer algo como "O trance é o woodstock moderno, uhuuuu!". Que Hendrix, Janis, Morrison, Dylan, Baez mais uma pá de gente que transpira música não te ouça, seu besta.
*
Afinal, quem se importa?
*
Acabei de ouvir que um dos (inúúmeros) cinemas daqui está com 50% de desconto (off pra você, Aldo Rebelo) nos ingressos de hoje pra mulherada. Queria ver a cara deles com uma caçarola de bibas exigindo a meia-entrada. Rá rá rá. Igualdade de direitos o caralh*, bando de papudos.
*
Momento felizi dum sábado ultragigamegaemocionante: a versão atualizada de "Retrato de um playboy", do Gabriel o Pensador. Não gosto de rap, estou comendo cotonete pro Eminem e uma bigorna quente pros Racionais. Mas pelo carioca eu tenho uma, hmm, simpatia. Depois da musiquinha porreta de hoje, um gesto de desagravo de minha parte, oras.
*
" Porque hoje é sábadu"
Sábadu, sábadu, sábadu, sabadabadu... hehe
Se fodeu, Dhomini. Hoje vc chora de verdade, porco esotérico.
E aquela japa que se cuide.
Porque assim disse o profeta Hizahíahs (após consultar 'aquela' numeróloga): "Podes preparar-te que, no dia de tua saída, todas as manifestações de mandinga serão revertidas para a pessoa dos assessores parlamentares acima dos 75 quilos"
Quero ver você engolir a pérola que deu pros outros, garanhão.
Mundinho pequeno, sô! Numa daquelas reportagens de sábado que o Jornal Hoje exibe, sobre ritmos musicais, enfoque para o trance. Tut, tut, tut, tu tu tut...affe. Não é pra idosos, como diria o Rain Man, "definitivameeeente". Um dos entrevistados era justo o amigo mais caseiro-não-me-importune-com-festança-please do meu primo, em Sorocaba. Ou Soroca, cidade fofa. Vontade de voltar pra Soroca. E o Tiba, o sujeito, com o pé na lama, um bando de meninas em volta dançando e o cenário, deveras sugestivo (a paisagem de fundo era linda), mostrava por baixo o horário em que uma rave tava terminando. solzão na cara da moçada, ueeee
Zuzu zen (diria Montez), não fosse um clubber cabeludo (?!), numa daquelas frases de efeito que repórter adora pra encerrar matéria (blergh), dizer algo como "O trance é o woodstock moderno, uhuuuu!". Que Hendrix, Janis, Morrison, Dylan, Baez mais uma pá de gente que transpira música não te ouça, seu besta.
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Afinal, quem se importa?
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Acabei de ouvir que um dos (inúúmeros) cinemas daqui está com 50% de desconto (off pra você, Aldo Rebelo) nos ingressos de hoje pra mulherada. Queria ver a cara deles com uma caçarola de bibas exigindo a meia-entrada. Rá rá rá. Igualdade de direitos o caralh*, bando de papudos.
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Momento felizi dum sábado ultragigamegaemocionante: a versão atualizada de "Retrato de um playboy", do Gabriel o Pensador. Não gosto de rap, estou comendo cotonete pro Eminem e uma bigorna quente pros Racionais. Mas pelo carioca eu tenho uma, hmm, simpatia. Depois da musiquinha porreta de hoje, um gesto de desagravo de minha parte, oras.
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" Porque hoje é sábadu"
Sábadu, sábadu, sábadu, sabadabadu... hehe
Se fodeu, Dhomini. Hoje vc chora de verdade, porco esotérico.
E aquela japa que se cuide.
Porque assim disse o profeta Hizahíahs (após consultar 'aquela' numeróloga): "Podes preparar-te que, no dia de tua saída, todas as manifestações de mandinga serão revertidas para a pessoa dos assessores parlamentares acima dos 75 quilos"
Quero ver você engolir a pérola que deu pros outros, garanhão.
Everyone thought it was a shame
Uau, mulherada, hoje é o nosso dia! Parabéns a todas, e ao meu amigo fofis, Marcelo, que estranhamente se gaba de soprar vel(h)inhas nesta sacrodata.
Sei não, hehe
*
Professor universitário é foda. Orientadores, então, podem se tornar seres foda-exponenciais. Nem acabei meu filho ainda (despachadas hj 70 pagininhas, já tirei uma das patas que pesava sobre meu ombro, credo) e ouço uma proposta de "vamos fazer o projeto de uma revista"? Pergunta na hora errada e com intenções claramente escravocrata-intimidatórias me deixam com uma pulga gorda atrás da orelha. Alguém tem racumim, detefon ou congêneres sobrando?
O detalhe foi ouvir as fofocas do porteiro sobre a distinta senhora. Minhas jabuticabas quase saltaram pra fora quando soube de tudo aquilo, tsc, tsc. Vem cá: tão me achando com cara de quê pra tanta intimidade, hã? Povo mais tonto.
*
Queria sugerir às otoridades deste país, companheiras, que o dia 8 de março fosse comemorado mais decentemente. A começar pela institucionalização de um feriado imune a plantões de quaisquer espécies, por favor. Além da distribuição de um cartão do Fome Zero pra cada uma.
Sim, vocês entenderam.
*
Acabo o post e vejo esse toque de recolher. It isn't toy, no!
*
random: Ursinho Pimpão - A Turma do Balão Mágico
(para crianças insones)
Uau, mulherada, hoje é o nosso dia! Parabéns a todas, e ao meu amigo fofis, Marcelo, que estranhamente se gaba de soprar vel(h)inhas nesta sacrodata.
Sei não, hehe
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Professor universitário é foda. Orientadores, então, podem se tornar seres foda-exponenciais. Nem acabei meu filho ainda (despachadas hj 70 pagininhas, já tirei uma das patas que pesava sobre meu ombro, credo) e ouço uma proposta de "vamos fazer o projeto de uma revista"? Pergunta na hora errada e com intenções claramente escravocrata-intimidatórias me deixam com uma pulga gorda atrás da orelha. Alguém tem racumim, detefon ou congêneres sobrando?
O detalhe foi ouvir as fofocas do porteiro sobre a distinta senhora. Minhas jabuticabas quase saltaram pra fora quando soube de tudo aquilo, tsc, tsc. Vem cá: tão me achando com cara de quê pra tanta intimidade, hã? Povo mais tonto.
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Queria sugerir às otoridades deste país, companheiras, que o dia 8 de março fosse comemorado mais decentemente. A começar pela institucionalização de um feriado imune a plantões de quaisquer espécies, por favor. Além da distribuição de um cartão do Fome Zero pra cada uma.
Sim, vocês entenderam.
*
Acabo o post e vejo esse toque de recolher. It isn't toy, no!
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random: Ursinho Pimpão - A Turma do Balão Mágico
(para crianças insones)
7.3.03
Porque relógio é coisa de nerd
Excesso de horas dormidas é uma coisa chata. Como ando meio esquisita ultimamente, tô louca pra executar umas chatices. A falta das tais 8 horas (as quais até hoje, qdo dá uma brecha e eu viro turista em casa, meu pai faz questão de me lembrar) de fato é uma merda. Definitivamente, eu fui feita pra dormir, dormir muito. Não aqueles 30 minutos lazarentos desta noite. O fim de semana, como eu sempre digo, promete.
E pra este que tá chegando, acho que ficar sozinha em casa, ilhada, vai ser uma bênção. O mp3 da Isaura tá na espera; não posso desapontá-lo.
E eu acabo de descobrir que dois puta filmes estréiam bem hoje. Só uma interjeição mesmo pra definir o acaso: humpf *.
* Homenagem a um blog supimpa e bacaninha que não mereceria estar desativado.
...................................
Upload no dicionário, Janaina, já.
...................................
random: All across the sands – Stone Roses
(ok, preferia não ouvir isso sozinha.)
Excesso de horas dormidas é uma coisa chata. Como ando meio esquisita ultimamente, tô louca pra executar umas chatices. A falta das tais 8 horas (as quais até hoje, qdo dá uma brecha e eu viro turista em casa, meu pai faz questão de me lembrar) de fato é uma merda. Definitivamente, eu fui feita pra dormir, dormir muito. Não aqueles 30 minutos lazarentos desta noite. O fim de semana, como eu sempre digo, promete.
E pra este que tá chegando, acho que ficar sozinha em casa, ilhada, vai ser uma bênção. O mp3 da Isaura tá na espera; não posso desapontá-lo.
E eu acabo de descobrir que dois puta filmes estréiam bem hoje. Só uma interjeição mesmo pra definir o acaso: humpf *.
* Homenagem a um blog supimpa e bacaninha que não mereceria estar desativado.
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Upload no dicionário, Janaina, já.
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random: All across the sands – Stone Roses
(ok, preferia não ouvir isso sozinha.)
6.3.03
Deixe a luz apagada, por uns minutinhos
Hoje eu queria qualquer coisa, menos a sensação que ficou depois daquela despedida. Tiraria sarro do meu pé enfaixado, mas lembrei a trabalheira que ele deu pra mami, pra mim (não tiro mais sarro da Shirlêi, a coxa da novela), e o quanto esse bestinha ainda teima em doer. Não, deixo meu pé em paz. Por enquanto – mas ele que trate de cicatrizar logo.
Agora eu queria ouvir aquela música que ouvimos aqui, quietos, nos ombros um do outro. Mas eitcha musiquinha triste; eu não posso sair de casa, quanto menos beber, então é melhor esquecê-la por uns dias. Só que não tem jeito; essas coisas da vida “botam a gente comovido como o diabo”, e, tá bom, eu sou meio masoquista mesmo. Quer curtir uma fossa? Me liga, o que tá esperando?! Ou escreve pro meu e-mail, respondo por laudas. Aliás, antes de jornalismo psicologia era uma intenção. Sorte sua.
Espero que o violão não saiba que o retorno é demorado; se ele desafina, coitado, vai ficar cantando que nem o Xororó mesmo, porque eu não me arrisco. Você sabe que não. O dia em que ele cansar de ‘Por enquanto’ (por que ralhos eu insisto nessa bendita, oh céus??), pode ser que não saiba mais nenhuma. Ô, dó.
O cinema, bem, este não sei se poderá esperar. Sabe como são aqueles papos pseudo-jornalísticos, né? Tenho que estar por dentro, meu. Atualizada, essas coisas. Da globalização, entende? Outros sábados virão, outros atrasos também, não pense que eu vou mudar tanto, até lá. Já basta o cabelo, que tão cedo não vai ter aquele look-repórter-da-Globo que você tanto me alugou uns dois anos atrás. Ainda lembra?
Restaram as fotos e a lembrança das palavras mais meigas que alguém me disse e, sei, que ninguém mais as dirá. Que o aperto seja passageiro, os dias também. Tantas lendas cercam esses tipos de relacionamentos de quilometragem definida que eu já me enchi de todas elas. Conforme o combinado.
*
(Uma parte de mim deixou Londrina hoje)
*
Nem precisava escrever tudo isso. Lembre daquele dia, Teresa Salgueiro nos embalando. Como agora.
*
Haja o que houver - Madredeus
Haja o que houver eu estou aqui
Haja o que houver espero por ti
Volta do vento oh meu amor
Volta depressa, por favor.
Há quanto tempo já esqueci
Por que fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei
Quem és pra mim
Haja o que houver
Espero por ti
Hoje eu queria qualquer coisa, menos a sensação que ficou depois daquela despedida. Tiraria sarro do meu pé enfaixado, mas lembrei a trabalheira que ele deu pra mami, pra mim (não tiro mais sarro da Shirlêi, a coxa da novela), e o quanto esse bestinha ainda teima em doer. Não, deixo meu pé em paz. Por enquanto – mas ele que trate de cicatrizar logo.
Agora eu queria ouvir aquela música que ouvimos aqui, quietos, nos ombros um do outro. Mas eitcha musiquinha triste; eu não posso sair de casa, quanto menos beber, então é melhor esquecê-la por uns dias. Só que não tem jeito; essas coisas da vida “botam a gente comovido como o diabo”, e, tá bom, eu sou meio masoquista mesmo. Quer curtir uma fossa? Me liga, o que tá esperando?! Ou escreve pro meu e-mail, respondo por laudas. Aliás, antes de jornalismo psicologia era uma intenção. Sorte sua.
Espero que o violão não saiba que o retorno é demorado; se ele desafina, coitado, vai ficar cantando que nem o Xororó mesmo, porque eu não me arrisco. Você sabe que não. O dia em que ele cansar de ‘Por enquanto’ (por que ralhos eu insisto nessa bendita, oh céus??), pode ser que não saiba mais nenhuma. Ô, dó.
O cinema, bem, este não sei se poderá esperar. Sabe como são aqueles papos pseudo-jornalísticos, né? Tenho que estar por dentro, meu. Atualizada, essas coisas. Da globalização, entende? Outros sábados virão, outros atrasos também, não pense que eu vou mudar tanto, até lá. Já basta o cabelo, que tão cedo não vai ter aquele look-repórter-da-Globo que você tanto me alugou uns dois anos atrás. Ainda lembra?
Restaram as fotos e a lembrança das palavras mais meigas que alguém me disse e, sei, que ninguém mais as dirá. Que o aperto seja passageiro, os dias também. Tantas lendas cercam esses tipos de relacionamentos de quilometragem definida que eu já me enchi de todas elas. Conforme o combinado.
*
(Uma parte de mim deixou Londrina hoje)
*
Nem precisava escrever tudo isso. Lembre daquele dia, Teresa Salgueiro nos embalando. Como agora.
*
Haja o que houver - Madredeus
Haja o que houver eu estou aqui
Haja o que houver espero por ti
Volta do vento oh meu amor
Volta depressa, por favor.
Há quanto tempo já esqueci
Por que fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei
Quem és pra mim
Haja o que houver
Espero por ti
3.3.03
Folga de carnaval
Rárárá. Enganei o bobo.
*
Hehe. Discrição é tu-do, como diria o sábio Anonymus Apocalypticus.
A expressão de susto do porteiro do prédio onde trabalho, hoje (segunda-feira de carnival, babe), foi engraçada. Aquele "bom dia" forçado, com um puta ponto de interrogação no meio da testa. Show a discrição.
*
Acabei de ler, por um baita acaso, o blog duma curitibana que, aluna nova de dereito, comentava sobre a "nova galera" que passaria a fazer parte de sua vida, talz. Abstenho-me de entrar em detalhes, porque me satisfaço com a minha estupidez.
Só uma coisa me chamou a atenção: lá pro fim do post, falando de um dos "futuros coleguinhas", o comentário sobre a cidade do dito foi deveras acolhedor: "um loucão que tava com uma camisa do Metallica e gostava das música boa! (sic) a gente falou até sobre coturnos rs.... ele é de Apucarana, credu ! imagina... se Londrina é um shitz, Apucarana então...."
Por isso que cada vez mais eu compreendo Saddam, Osama e seus guris. Tudo bem, onde eu li o lixo aí de cima também havia muita sabedoria. "estou tão emocionada !!! por tudo... tudo mesmo... vou aprender cada coisa... vou conhecer tanta gente !!!! taaaanta !!! mal posso esperar !! só ontem vi oito propagandas de festas..." Realmente, merda com z no final.
Convertei-vos, irmãos, e não vos estresseis com as bobagens alheias. Ou sereis condenados por toda a eternidade à contemplação de mais uma emocionante série de
Frases de otimismo
"O homem comum é exigente com os outros; o homem superior é exigente consigo mesmo" (Marco Aurélio)
"Sê sábio se queres comtemplar os sabiás de tua existência" (do módulo Diversão com Anagramas, by Anônima)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete" (Aristóteles)
"Não te enganes com a falsa prepotência; reconhece o valor em teus amigos. Afinal, jornalistas são sábios" (módulo Probleminha de Lógica, by Anônima)
*
Mais uma semana de contagens regressivas. Três, ao todo, que contabilizam duas despedidas e um deadline cachorro de mau. Que o elixir da sagrada vigilância me mantenha sempre alerta, eis que vou precisar, e moito.
*
No one ever said it would be so hard...
random: The Scientist - Coldplay
Rárárá. Enganei o bobo.
*
Hehe. Discrição é tu-do, como diria o sábio Anonymus Apocalypticus.
A expressão de susto do porteiro do prédio onde trabalho, hoje (segunda-feira de carnival, babe), foi engraçada. Aquele "bom dia" forçado, com um puta ponto de interrogação no meio da testa. Show a discrição.
*
Acabei de ler, por um baita acaso, o blog duma curitibana que, aluna nova de dereito, comentava sobre a "nova galera" que passaria a fazer parte de sua vida, talz. Abstenho-me de entrar em detalhes, porque me satisfaço com a minha estupidez.
Só uma coisa me chamou a atenção: lá pro fim do post, falando de um dos "futuros coleguinhas", o comentário sobre a cidade do dito foi deveras acolhedor: "um loucão que tava com uma camisa do Metallica e gostava das música boa! (sic) a gente falou até sobre coturnos rs.... ele é de Apucarana, credu ! imagina... se Londrina é um shitz, Apucarana então...."
Por isso que cada vez mais eu compreendo Saddam, Osama e seus guris. Tudo bem, onde eu li o lixo aí de cima também havia muita sabedoria. "estou tão emocionada !!! por tudo... tudo mesmo... vou aprender cada coisa... vou conhecer tanta gente !!!! taaaanta !!! mal posso esperar !! só ontem vi oito propagandas de festas..." Realmente, merda com z no final.
Convertei-vos, irmãos, e não vos estresseis com as bobagens alheias. Ou sereis condenados por toda a eternidade à contemplação de mais uma emocionante série de
Frases de otimismo
"O homem comum é exigente com os outros; o homem superior é exigente consigo mesmo" (Marco Aurélio)
"Sê sábio se queres comtemplar os sabiás de tua existência" (do módulo Diversão com Anagramas, by Anônima)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete" (Aristóteles)
"Não te enganes com a falsa prepotência; reconhece o valor em teus amigos. Afinal, jornalistas são sábios" (módulo Probleminha de Lógica, by Anônima)
*
Mais uma semana de contagens regressivas. Três, ao todo, que contabilizam duas despedidas e um deadline cachorro de mau. Que o elixir da sagrada vigilância me mantenha sempre alerta, eis que vou precisar, e moito.
*
No one ever said it would be so hard...
random: The Scientist - Coldplay
1.3.03
Num queria mesmo
Anote aí:
02 - 07 - 27 - 32 - 35 - 50
Estas são as dezenas que não foram sorteadas hoje pela Mega-Sena. Nenhuma, por sinal.
Pelo jeito, Sao Longuinho anda literalmente duro nas negociações. Me paga, santinho.
*
Isso é pra você aprender a segurar o microfone direito, pasquim.
Anote aí:
02 - 07 - 27 - 32 - 35 - 50
Estas são as dezenas que não foram sorteadas hoje pela Mega-Sena. Nenhuma, por sinal.
Pelo jeito, Sao Longuinho anda literalmente duro nas negociações. Me paga, santinho.
*
Isso é pra você aprender a segurar o microfone direito, pasquim.
Uma sopa quente e um cachecol de lã
Desculpem a maleducação, mas que calor mais lazarento, putaquepariu. Aquele vapor levantando da calçada às duas da tarde é a resposta perfeita pra quem um dia quiser saber como é o inferno. Desgrama.
Tuba e Coxa no VGD; expectativa de estádio novamente lotado; máxima de 37 graus na moleira. Depois duvidam que londrinense é meio lelé.
*
E a minha sinuca de bico entra na reta final. Uma semaninha e o hino da escrava Isaura vai encher esse prédio; mp3 a postos. Enquanto isso, suco de acerola fresquinha (valeu, fofo) e sorvete de limão pra esperar o inverno. Que será rigoroso, espero.
*
O título do post é a segunda visão do inferno: presenteie aquele seu desafeto com as sugestões e viva mais feliz! Se quiser, a guarnização pode ser um single do Roberto Carlos cantando Eguinha Pocotó em todas aquelas versões que circulam na web, em ritmo de MPB. Uhu, mano.
random: Heartache - The Metters
Desculpem a maleducação, mas que calor mais lazarento, putaquepariu. Aquele vapor levantando da calçada às duas da tarde é a resposta perfeita pra quem um dia quiser saber como é o inferno. Desgrama.
Tuba e Coxa no VGD; expectativa de estádio novamente lotado; máxima de 37 graus na moleira. Depois duvidam que londrinense é meio lelé.
*
E a minha sinuca de bico entra na reta final. Uma semaninha e o hino da escrava Isaura vai encher esse prédio; mp3 a postos. Enquanto isso, suco de acerola fresquinha (valeu, fofo) e sorvete de limão pra esperar o inverno. Que será rigoroso, espero.
*
O título do post é a segunda visão do inferno: presenteie aquele seu desafeto com as sugestões e viva mais feliz! Se quiser, a guarnização pode ser um single do Roberto Carlos cantando Eguinha Pocotó em todas aquelas versões que circulam na web, em ritmo de MPB. Uhu, mano.
random: Heartache - The Metters
27.2.03
Pausa da leitura
Começo de feriadão é tudo a mesma coisa. Não tem o que pôr nem tirar. A cidade vai ficando com cara de muchocho, a universidade começa a competir com aquelas paisagens do Saara (sob os 36 graus de hoje, então, perfect), os que ainda trabalham na quinta e na sexta sustentam aquele ar de “tá por pouco, véio”.
Pra contemplar a falta de emoção, uma loja de informática daqui do centro resolver inovar e atrair a desanimada clientela. “Super promoção de canetas, aproveite”. Uou.
*
Cada um tem suas manias, não me venha querer bancar o diferentão. Umas mais, outras menos estranhas. Numa parte da minha aborrecência, não sei por que bugalhos levava a mão à cabeça sempre que tomava água. Contando os goles – os quais não poderiam jamais terminar num número par. Cresci (na estatura) e passei a observar as combinações das placas de carros. Especialmente as letras. Houve vezes em que achava mesmo que determinadas placas estavam predestinadas – a CKZ da vizinha solteirona e marrenta, ou a delicada KCT dum Chevectra rosa-choque terrível que teimava em obstruir a garagem do meu avô. Em dezembro passado, depois da balada de sábado/domingo, um carro à nossa frente (placa AMO) mostraria mais que dois pombinhos ao volante: era um dá-ou-desce legítimo, com o despudorado casal conferindo a eficiência do silicone, em pleno semáforo. Realmente, love dos quentes.
Hoje eu invoco menos com as placas, mas confesso que nomes de estabelecimentos comerciais também constituem atrativo a essa mente mais à toa na vida. Dois me são particularmente carinhosos, devido à carga simbólica que carregam. O primeiro, numa cidadela aqui perto, tinha uma única porta (pela qual duas pessoas não passam, é verdade) e um letreiro cachorro de mal pintado. “Butiqui Fiki Xiki”, assim, personalizado com a letra da Rainha.
O outro, da capitar aqui do Estado, pouco ostentava do ar pseudo-europeu das demais construções e paisagens. Botecão com aqueles mesmos velhos na porta olhando a ‘outra’ paisagem. O nome, bizuco: “Espetinhos Miau-Miau”. Cuidado com as brincadeiras; não engane seus amigos. Se você quer o legítimo espeto do bichano, já sabe aonde ir.
*
E dando prosseguimento à campanha por um carnaval sadio, vamos a
Mais frases de otimismo:
"O homem não morre quando deixa de viver, mas, sim, quando deixa de amar" (Mário Quintana)
“Não faz da bitoca de hoje selinho tolo e sem sentido; podes carecer de cola, amanhã” (anônima)
Arrepiei.
*
random: Just - Radiohead
Começo de feriadão é tudo a mesma coisa. Não tem o que pôr nem tirar. A cidade vai ficando com cara de muchocho, a universidade começa a competir com aquelas paisagens do Saara (sob os 36 graus de hoje, então, perfect), os que ainda trabalham na quinta e na sexta sustentam aquele ar de “tá por pouco, véio”.
Pra contemplar a falta de emoção, uma loja de informática daqui do centro resolver inovar e atrair a desanimada clientela. “Super promoção de canetas, aproveite”. Uou.
*
Cada um tem suas manias, não me venha querer bancar o diferentão. Umas mais, outras menos estranhas. Numa parte da minha aborrecência, não sei por que bugalhos levava a mão à cabeça sempre que tomava água. Contando os goles – os quais não poderiam jamais terminar num número par. Cresci (na estatura) e passei a observar as combinações das placas de carros. Especialmente as letras. Houve vezes em que achava mesmo que determinadas placas estavam predestinadas – a CKZ da vizinha solteirona e marrenta, ou a delicada KCT dum Chevectra rosa-choque terrível que teimava em obstruir a garagem do meu avô. Em dezembro passado, depois da balada de sábado/domingo, um carro à nossa frente (placa AMO) mostraria mais que dois pombinhos ao volante: era um dá-ou-desce legítimo, com o despudorado casal conferindo a eficiência do silicone, em pleno semáforo. Realmente, love dos quentes.
Hoje eu invoco menos com as placas, mas confesso que nomes de estabelecimentos comerciais também constituem atrativo a essa mente mais à toa na vida. Dois me são particularmente carinhosos, devido à carga simbólica que carregam. O primeiro, numa cidadela aqui perto, tinha uma única porta (pela qual duas pessoas não passam, é verdade) e um letreiro cachorro de mal pintado. “Butiqui Fiki Xiki”, assim, personalizado com a letra da Rainha.
O outro, da capitar aqui do Estado, pouco ostentava do ar pseudo-europeu das demais construções e paisagens. Botecão com aqueles mesmos velhos na porta olhando a ‘outra’ paisagem. O nome, bizuco: “Espetinhos Miau-Miau”. Cuidado com as brincadeiras; não engane seus amigos. Se você quer o legítimo espeto do bichano, já sabe aonde ir.
*
E dando prosseguimento à campanha por um carnaval sadio, vamos a
Mais frases de otimismo:
"O homem não morre quando deixa de viver, mas, sim, quando deixa de amar" (Mário Quintana)
“Não faz da bitoca de hoje selinho tolo e sem sentido; podes carecer de cola, amanhã” (anônima)
Arrepiei.
*
random: Just - Radiohead
26.2.03
eu não agüento, eu não agüento
Londrinense é mesmo um bicho estranho, carácole. Daria pra elevar à potência dois, pelo menos, o número de desdenhosos do pobre LEC, vulgo Tubarão, Tuba para os íntimos, quando está em questão ir ou não ao VGD assistir às peladas do time.
hehe, judiei.
Hoje, só porque foi contra o Atlético um mixo empate em 0 a 0, os torcedores mais fervorosos saem à Higienópolis e – claro – passam aqui em frente com um buzinaço de largar qualquer idoso louco. Tudo bem, a equipe foi pras semifinais, mas vá ser hipócrita assim lá no inferno.
Btw, dado o calor insuportável que nos fede a alma por aqui, nada mais coerente. O que salva é o céu estrelado, agora, e incrivelmente azul no dia seguinte. Beautiful.
Londrinense é mesmo um bicho estranho, carácole. Daria pra elevar à potência dois, pelo menos, o número de desdenhosos do pobre LEC, vulgo Tubarão, Tuba para os íntimos, quando está em questão ir ou não ao VGD assistir às peladas do time.
hehe, judiei.
Hoje, só porque foi contra o Atlético um mixo empate em 0 a 0, os torcedores mais fervorosos saem à Higienópolis e – claro – passam aqui em frente com um buzinaço de largar qualquer idoso louco. Tudo bem, a equipe foi pras semifinais, mas vá ser hipócrita assim lá no inferno.
Btw, dado o calor insuportável que nos fede a alma por aqui, nada mais coerente. O que salva é o céu estrelado, agora, e incrivelmente azul no dia seguinte. Beautiful.
Um pouco de Pó Royal nessa gente
Pra não ficar sem sentido o post aí de baixo, não, isso aqui ainda não virou terra de ninguém, apesar de estarmos quase em Carnaval. Viva o meu nome – pode não ser o mais lindo do mundo, mas ainda o prefiro àquele hífen sem vergonha denunciando o pau no template.
Ajuda, paciência e sabedoria em HTML infinitas do Fer, esse menino fofo. Valeu, cumpadi, o spaghetti está na agenda. Deixe acabar essa loucura de tcc, e verás o poder do molho ao sugo, hehe
Citei o Carnaval e lembrei do telefonema de há pouco, do namorado (esposo, ela prefere) da Ana. No final, o “bom carnaval pra vocês!” desencadeou a pergunta incrédula do outro lado da linha: “mas você vai passar aí?” (prolongue o “i”, por favor)
Pois é. Fim de semana de altas emoções e pouca folia – mami parece que sentiu os dois meses em que a forasteira não lhe mostra os dentes e decidiu trazer o colo até Maomé, que bom; por outro lado, este fim de semana também é o último de uma fase importante em *nossas* vidas, para o início de outra. Chorona que sou, vou tentar (assim como quase tudo que faço) adiar esse tipo de sentimento pra última hora. Além de não os querer vermelhos demais, como de costume nessas ocasiões, tampouco pretendo ver meus olhos cercados por aquelas ruguinhas penetras. Falemos daquilo que é alegre, ora pois.
*
Sessão frases de otimismo-II
"O prazer dos grandes homens consiste em fazer outros felizes" (Pascal)
“Quando o anãozinho for rude com você, ofereça-lhe pó Royal e Neston” (anônima)
*
random: Black – Pearl Jam
Pra não ficar sem sentido o post aí de baixo, não, isso aqui ainda não virou terra de ninguém, apesar de estarmos quase em Carnaval. Viva o meu nome – pode não ser o mais lindo do mundo, mas ainda o prefiro àquele hífen sem vergonha denunciando o pau no template.
Ajuda, paciência e sabedoria em HTML infinitas do Fer, esse menino fofo. Valeu, cumpadi, o spaghetti está na agenda. Deixe acabar essa loucura de tcc, e verás o poder do molho ao sugo, hehe
Citei o Carnaval e lembrei do telefonema de há pouco, do namorado (esposo, ela prefere) da Ana. No final, o “bom carnaval pra vocês!” desencadeou a pergunta incrédula do outro lado da linha: “mas você vai passar aí?” (prolongue o “i”, por favor)
Pois é. Fim de semana de altas emoções e pouca folia – mami parece que sentiu os dois meses em que a forasteira não lhe mostra os dentes e decidiu trazer o colo até Maomé, que bom; por outro lado, este fim de semana também é o último de uma fase importante em *nossas* vidas, para o início de outra. Chorona que sou, vou tentar (assim como quase tudo que faço) adiar esse tipo de sentimento pra última hora. Além de não os querer vermelhos demais, como de costume nessas ocasiões, tampouco pretendo ver meus olhos cercados por aquelas ruguinhas penetras. Falemos daquilo que é alegre, ora pois.
*
Sessão frases de otimismo-II
"O prazer dos grandes homens consiste em fazer outros felizes" (Pascal)
“Quando o anãozinho for rude com você, ofereça-lhe pó Royal e Neston” (anônima)
*
random: Black – Pearl Jam
24.2.03
Tietagem sim, e daí?
Certas notícias me entristecem (não linko, não hoje); outras, me dão um prazer enorme publicá-las. Viva a boa música, minha gente!
*
Falar em música de qualidade, hoje foi a vez do meu chefe conhecer Beth Gibbons (que NÃÃO é MTV, como ele pensava, hehe) e Rustin Man. Adquirir um ano a menos de vida, nesse caso, tem lá suas vantagens, sem falsa modéstia. Meu mucho obrigada às companheiras de labuta, as quais, com muita confiança (creio) na escolha desta que vos toma o tempo, me facultaram tarefa mais fofa na tarde de domingo.
Só espero que o contemplado não se decepcione. Figas aí, vai.
*
Mas o que eu gosto, mesmo, nessas datas, são das mensagens escritas. Por isso que meus fundos de gaveta são cheios de cartões e outros bilhetinhos que, na velhice, quero olhar um a um e tentar entender como eu cheguei até lá.
Uou, isso é otimismo pur dimaaaaaais pra uma noite insone. Cuidado no café, crianças, as colherinhas não são de sopa.
*
como não podia deixar de ser,
recommended: Shoot the Moon (alive version) - Norah Jones
Ps.: ei, Cris, combinemos o empréstimo, no pobrem.
Certas notícias me entristecem (não linko, não hoje); outras, me dão um prazer enorme publicá-las. Viva a boa música, minha gente!
*
Falar em música de qualidade, hoje foi a vez do meu chefe conhecer Beth Gibbons (que NÃÃO é MTV, como ele pensava, hehe) e Rustin Man. Adquirir um ano a menos de vida, nesse caso, tem lá suas vantagens, sem falsa modéstia. Meu mucho obrigada às companheiras de labuta, as quais, com muita confiança (creio) na escolha desta que vos toma o tempo, me facultaram tarefa mais fofa na tarde de domingo.
Só espero que o contemplado não se decepcione. Figas aí, vai.
*
Mas o que eu gosto, mesmo, nessas datas, são das mensagens escritas. Por isso que meus fundos de gaveta são cheios de cartões e outros bilhetinhos que, na velhice, quero olhar um a um e tentar entender como eu cheguei até lá.
Uou, isso é otimismo pur dimaaaaaais pra uma noite insone. Cuidado no café, crianças, as colherinhas não são de sopa.
*
como não podia deixar de ser,
recommended: Shoot the Moon (alive version) - Norah Jones
Ps.: ei, Cris, combinemos o empréstimo, no pobrem.
22.2.03
RELAXE, TOME ESSA XÍCARA DE CAFÉ, EU SIRVO
Hmm. Nunca fui lá aquelas coisas em matemática - ainda mais que uma superjapamacha nos mandava à lousa pra desenhar aquelas horríveis hipérboles, parábolas, enfim, fazer aquels tracinhos que eu tanto odiava. Sim, de coração.
A dois dias do vestibular (trauma), acordei tentando matar o pernilongo da Fuvest. Estranho? Nem tanto, considerando-se que eu havia sonhado com uma vaca... transposta. Isso aí, também acho estranho. Nunca esqueço a cara do meu pai, me vendo no quarto, em pé, dormindo, tentanto pegar o maldito hexápode cantador.
Por tabela, detestava Física. Não aquela ligada ao cotidiano, a maçã caindo devido à gravidade (verdade que testávamos isso com alguns malas, sob o pretexto, c-l-a-r-o, de praticar a teoria); mas a física das fórmulas odiosas, do professor em abstinência alcoólica (a mão dele tremia, ele ficava bravo, nós ríamos, maus, e quem ficava mau, nas provas, era ELE), que volta e meia separava meu grupo de conversas aleatórias em pequenas distâncias de seis fileiras, cada membro. Não guardo rancores, mas não gostaria de passar por ele num dia chuvoso, de carro, se ele estiver a pé. Ó, que descuido!
A física nem me faz tanta falta assim; não uso óculos, portanto neca de saudade das aulas de Ótica; nem dou sopa com a maçã na mão. Se cair fica amassadinha, escolho outra. Problemas de velocidade média e máxima também eu não teria, deixo o comando do volante ao motorista. Do busão, calaro.
Por outro lado, a matemática nunca me foi tão necessária. Nas contas mensais (more com alguém de Adm - e que goste de calculadora científica - e mande esse detalhe pro saco), na minha vida de dona de casa mercadeira, nos cachorros juros do banco (graças a Deus soltei eles há tempos), na rotina de pré-formanda. Quanta malice junta, God.
Façamos as contas: cada página de word tem, em média, 3 mil caracteres. Portanto, o mínimo de 150 mil seria obtido em simplíssimas 30 páginas escritas. Hm.
Contando que eu tenho complicadíssimos sete dias pra dar conta de 130 mil caracteres (e mais umas noites de sono), são quase 20 mil/dia, ou módicas sete páginas.
Pronto. Minha capacidade vem até aqui; o bastante, já, pra eu pensar em chás de capim cidreira e sessões de choro e olheiras profundas. Quero minha mãe, Jaime!
Até porque, isso aqui já tá parecendo conversa de Galvão Boeno, mala honorário de Londrina. Nharg.
E, no momento, os cuidados maiores serão dedicados à minha garganta manhosa. Salvem as farmácias, essas parasitas.
..................................................................
random: Under pressure - Queen
Hmm. Nunca fui lá aquelas coisas em matemática - ainda mais que uma superjapamacha nos mandava à lousa pra desenhar aquelas horríveis hipérboles, parábolas, enfim, fazer aquels tracinhos que eu tanto odiava. Sim, de coração.
A dois dias do vestibular (trauma), acordei tentando matar o pernilongo da Fuvest. Estranho? Nem tanto, considerando-se que eu havia sonhado com uma vaca... transposta. Isso aí, também acho estranho. Nunca esqueço a cara do meu pai, me vendo no quarto, em pé, dormindo, tentanto pegar o maldito hexápode cantador.
Por tabela, detestava Física. Não aquela ligada ao cotidiano, a maçã caindo devido à gravidade (verdade que testávamos isso com alguns malas, sob o pretexto, c-l-a-r-o, de praticar a teoria); mas a física das fórmulas odiosas, do professor em abstinência alcoólica (a mão dele tremia, ele ficava bravo, nós ríamos, maus, e quem ficava mau, nas provas, era ELE), que volta e meia separava meu grupo de conversas aleatórias em pequenas distâncias de seis fileiras, cada membro. Não guardo rancores, mas não gostaria de passar por ele num dia chuvoso, de carro, se ele estiver a pé. Ó, que descuido!
A física nem me faz tanta falta assim; não uso óculos, portanto neca de saudade das aulas de Ótica; nem dou sopa com a maçã na mão. Se cair fica amassadinha, escolho outra. Problemas de velocidade média e máxima também eu não teria, deixo o comando do volante ao motorista. Do busão, calaro.
Por outro lado, a matemática nunca me foi tão necessária. Nas contas mensais (more com alguém de Adm - e que goste de calculadora científica - e mande esse detalhe pro saco), na minha vida de dona de casa mercadeira, nos cachorros juros do banco (graças a Deus soltei eles há tempos), na rotina de pré-formanda. Quanta malice junta, God.
Façamos as contas: cada página de word tem, em média, 3 mil caracteres. Portanto, o mínimo de 150 mil seria obtido em simplíssimas 30 páginas escritas. Hm.
Contando que eu tenho complicadíssimos sete dias pra dar conta de 130 mil caracteres (e mais umas noites de sono), são quase 20 mil/dia, ou módicas sete páginas.
Pronto. Minha capacidade vem até aqui; o bastante, já, pra eu pensar em chás de capim cidreira e sessões de choro e olheiras profundas. Quero minha mãe, Jaime!
Até porque, isso aqui já tá parecendo conversa de Galvão Boeno, mala honorário de Londrina. Nharg.
E, no momento, os cuidados maiores serão dedicados à minha garganta manhosa. Salvem as farmácias, essas parasitas.
..................................................................
random: Under pressure - Queen
21.2.03
DOE SAL PARA O BEM DO BRASIL
Os vírus têm me perseguido. Digital e biologicamente. Ainda penso qual é o pior, mas pensar deixa a cabeça mais pesada ainda.
Nesse caso, vou dançar um axé e já volto.
*
Por isso que eu assisto ao BBB, aquela droga.
*
Estou literalmente nocauteada, no bico, baqueada, na chon - só faltam aquelas pazinhas de lixo pra juntarem o que restou. Que merd*. Só porque hoje é sexta, e amanhã tem coisas chatas pra se fazer. Vá, num queria mesmo...
*
Tem dias em que o que eu queria mesmo, de coração pra coração, era poder mandar todos tirarem minhocas do asfalto quente. Lasqueira.
*
Tá bem, nem todos.
*
# 5 - Sand River
Os vírus têm me perseguido. Digital e biologicamente. Ainda penso qual é o pior, mas pensar deixa a cabeça mais pesada ainda.
Nesse caso, vou dançar um axé e já volto.
*
Por isso que eu assisto ao BBB, aquela droga.
*
Estou literalmente nocauteada, no bico, baqueada, na chon - só faltam aquelas pazinhas de lixo pra juntarem o que restou. Que merd*. Só porque hoje é sexta, e amanhã tem coisas chatas pra se fazer. Vá, num queria mesmo...
*
Tem dias em que o que eu queria mesmo, de coração pra coração, era poder mandar todos tirarem minhocas do asfalto quente. Lasqueira.
*
Tá bem, nem todos.
*
# 5 - Sand River
19.2.03
Cuidado com a escada e o gato preto
Já disse uma vez que precisava de uma benzedeira. Acho que não só amadureci a idéia (apesar de não levá-las às vias de fato, por não conhecer nenhuma), como serei, a partir de amanhã, adepta fiel dos banhos de sal grosso. Descarrega, meu nego.
Censura na certa se falo isso às pessoas erradas.
*
Há uma semana, um tiroteio em pleno calçadão da pacata (hahaha) Londrina quase me deixa naquela posição de alerta do Pluto.
Hoje, uma briga justo dentro do meu mercado preferido - em todo$ o$ sentidos. Dois pequenos biplex com maleiro acoplado se pegando (esqueçam a conotação erótica) e soltando umas frases – na verdade, grunhidos – que deixariam aquele louquinho de Bicho de Sete Cabeças com inveja.
Quando saí, sob o olhar de “desculpa pelo incidente, moça” do Heleno, o caixa, o circo começava a jogar as primeiras gotas de gasolina na fogueira de São João.
Que saudade de festa junina.
*
Ia filosofar um pouco mais sobre os assuntos aleatórios deste cotidiano super emocionante, mas só de lembrar o resultado daquela votação de ontem fico com raiva.
Não sabia que tinha tanto ódio no coração, nem tanta palavra feia no repertório. Dhomini lazarento. Idem para a emissora, manipuladora imunda.
*
Não, essas palavras aqui são doces, até.
*
random: Dead Leaves and the Dirty Ground - White Stripes
Já disse uma vez que precisava de uma benzedeira. Acho que não só amadureci a idéia (apesar de não levá-las às vias de fato, por não conhecer nenhuma), como serei, a partir de amanhã, adepta fiel dos banhos de sal grosso. Descarrega, meu nego.
Censura na certa se falo isso às pessoas erradas.
*
Há uma semana, um tiroteio em pleno calçadão da pacata (hahaha) Londrina quase me deixa naquela posição de alerta do Pluto.
Hoje, uma briga justo dentro do meu mercado preferido - em todo$ o$ sentidos. Dois pequenos biplex com maleiro acoplado se pegando (esqueçam a conotação erótica) e soltando umas frases – na verdade, grunhidos – que deixariam aquele louquinho de Bicho de Sete Cabeças com inveja.
Quando saí, sob o olhar de “desculpa pelo incidente, moça” do Heleno, o caixa, o circo começava a jogar as primeiras gotas de gasolina na fogueira de São João.
Que saudade de festa junina.
*
Ia filosofar um pouco mais sobre os assuntos aleatórios deste cotidiano super emocionante, mas só de lembrar o resultado daquela votação de ontem fico com raiva.
Não sabia que tinha tanto ódio no coração, nem tanta palavra feia no repertório. Dhomini lazarento. Idem para a emissora, manipuladora imunda.
*
Não, essas palavras aqui são doces, até.
*
random: Dead Leaves and the Dirty Ground - White Stripes
17.2.03
If you are feeling sinister
Todo dia eu tenho que mandar pro serviço de celular, via wap e sms, umas tais “frases de otimismo”. Hohoho, quanta ironia, disus.
*
Como eu não sou egoísta (só não se meta com o meu Talento de avelã), decidi compartilhá-las com meus tchutchucos leitores – eu sei que, no fundo, SE O SERVIÇO FOSSE DE GRAÇA, vocês gostariam de receber as pérolas, não tentem me ludibriar.
Escolhidas a dedo, ei-las:
"Um homem não é mais que outro, apenas um faz mais do que o outro" - Miguel de Cervantes (assim dizia Adam Smith)
"O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las" – Francis Bacon (alguém sabe falsificar – digo, criar – cópias perfeitas de bilhetes premiados?)
"É fácil livrar-se das responsabilidades. Difícil é escapar das conseqüências por se ter livrado delas" Graciliano Ramos (oi Janaina, tudo bem?)
*
Tão otimistas que me dão até sono. A partir desta semana, utilizo este espaço para publicar as que eu adoraria enviar, se também não fosse capitalista e precisasse de emprego. Salve o pay day, hermanos, salve.
*
Se bem que, ultimamente, o dia 10 de março tem me deixado bem mais afoita que os começos de mês. A libertação dos escravos (part one) NÃO é em maio, seus tolinhos, garanto a vocês.
E haja fígado depois disso tudo. “Ritos de passagem são necessários a qualquer civilização”, diria-me a numherhológah que, nas horas vagas, se arriscava pelas teorias da Comunicação. Olha que estrago. Mas não é que a moçoila me convenceu?
*
random: Bacamarte – Depois do fim
Todo dia eu tenho que mandar pro serviço de celular, via wap e sms, umas tais “frases de otimismo”. Hohoho, quanta ironia, disus.
*
Como eu não sou egoísta (só não se meta com o meu Talento de avelã), decidi compartilhá-las com meus tchutchucos leitores – eu sei que, no fundo, SE O SERVIÇO FOSSE DE GRAÇA, vocês gostariam de receber as pérolas, não tentem me ludibriar.
Escolhidas a dedo, ei-las:
"Um homem não é mais que outro, apenas um faz mais do que o outro" - Miguel de Cervantes (assim dizia Adam Smith)
"O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las" – Francis Bacon (alguém sabe falsificar – digo, criar – cópias perfeitas de bilhetes premiados?)
"É fácil livrar-se das responsabilidades. Difícil é escapar das conseqüências por se ter livrado delas" Graciliano Ramos (oi Janaina, tudo bem?)
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Tão otimistas que me dão até sono. A partir desta semana, utilizo este espaço para publicar as que eu adoraria enviar, se também não fosse capitalista e precisasse de emprego. Salve o pay day, hermanos, salve.
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Se bem que, ultimamente, o dia 10 de março tem me deixado bem mais afoita que os começos de mês. A libertação dos escravos (part one) NÃO é em maio, seus tolinhos, garanto a vocês.
E haja fígado depois disso tudo. “Ritos de passagem são necessários a qualquer civilização”, diria-me a numherhológah que, nas horas vagas, se arriscava pelas teorias da Comunicação. Olha que estrago. Mas não é que a moçoila me convenceu?
*
random: Bacamarte – Depois do fim
12.2.03
da seção Coisas que Revoltam
Corte americana abre caminho para execução de doente mental
da BBC, em Nova York
Uma corte federal de apelações dos Estados Unidos decidiu que um condenado com problemas mentais deve ser forçado a receber medicação para que fique são e possa ser executado.
*
E ainda me chamam de pessimista quando digo que o homem, por natureza, é um ser mau. Aliás, eu não, muito filósofo já disse isso.
Depois o idiota diz que a tal "corrente do mal" está no Oriente. Sei.
lado positivo da decisão Suprema: o primeiro condenado com esse tipo de distúrbio está na ponta da língua. Deixa eu falar, tia, deixa!
*
O sonho pelo jornalismo descompromissado não pode morrer, meus filhos. Ainda farei miséria na internet, deixa estar. Não aqui, sure.
*
E eu me procupando com isso. PutaqueOpariu.
Corte americana abre caminho para execução de doente mental
da BBC, em Nova York
Uma corte federal de apelações dos Estados Unidos decidiu que um condenado com problemas mentais deve ser forçado a receber medicação para que fique são e possa ser executado.
*
E ainda me chamam de pessimista quando digo que o homem, por natureza, é um ser mau. Aliás, eu não, muito filósofo já disse isso.
Depois o idiota diz que a tal "corrente do mal" está no Oriente. Sei.
lado positivo da decisão Suprema: o primeiro condenado com esse tipo de distúrbio está na ponta da língua. Deixa eu falar, tia, deixa!
*
O sonho pelo jornalismo descompromissado não pode morrer, meus filhos. Ainda farei miséria na internet, deixa estar. Não aqui, sure.
*
E eu me procupando com isso. PutaqueOpariu.
Ugh!
Coisinha mais bunitinha*.
Seria, se eu tivesse um estômago menos acovardado. S-e-r-i-a.
*
gentileza by Sra. Kato, contumaz companheira de Agência Londrix, perspicaz observadora das fraquezas e gasturas alheias. He.
Coisinha mais bunitinha*.
Seria, se eu tivesse um estômago menos acovardado. S-e-r-i-a.
*
gentileza by Sra. Kato, contumaz companheira de Agência Londrix, perspicaz observadora das fraquezas e gasturas alheias. He.
Tiroteio em banco deixa 5 feridos e alguns vidros lascados
Sabe aquelas declarações do tipo: “Eu nunca passei por nada igual!”; “Achei que fosse morrer!”; “Eu acho que nasci de novo”; etc, bem pega-jornalista-trouxa? Pois então, bambinos. Quem me conhece (ou pensa que) sabe que o brega moment não se instaurou por completo na minha vida. Bastam as meias vermelhas que mami detesta de coração, ainda mais se combinadas com aquela camisetinha laranjada-oh-que-sol báásica. Uee.
Soltar tamanhas injustiças mesmo com a nossa já lascada, fodida e mal paga linguagem coloquial (mas deliciosa, quando se trata de xingar até a última geração o Dhomini, que réiva) seria contribuir com assassinos como Márcia Goldsmitch, Adriane Galisteu, Carla Peres e outras istudiosas de plantão, eu sei. Mas hoje eu digo: que cagaço. Apenas, então, somente, isso: que cagaço, meu Deus.
Também nunca fui muito afoita com a expressão “testemunha ocular”, talvez pela minha aflição com olhos e derivados, vai saber. Confesso, porém, que senti-me como tal, numa situação deveras tensa e emocionante, apesar do cagaço envolvido. Pela primeira vez em três dias, na história do jornalismo londrinense, a repórter dá seu breve relato daquilo que, por meros 10 minutos, seria apenas mais uma matéria a cobrir, não fosse o acaso. Veja o relato:
(tradução by National Geographic – com aquela locutora de sempre dublando)
(ah, claro: a entrevista será transmitida em cadeia nacional, no horário nobre. Negociamos com o SBT a veiculação no programa desse horário)
*
(Clima tenso. A entrevistada, entre um riso nervoso e outro, movimentos catatônicos com a sobrancelha esquerda e a mão direita, olha pra trás e se abaixa)
“Eu tinha fome, sabe?, muita fome. Era duas da tarde, e, por Deus!, eu ainda não tinha comido nada. Resolvi conferir se minha encomenda havia chegado, então entrei naquela loja. Puxa, eu nunca imaginei aquilo em toda a minha vida! Por Deus, cara! Descendo da escada rolante, uma muvuca subia correndo pelo outro lado, gritando palavras desconexas. Aí eu desci, mas, por Deus!, que cena! Pessoas abaixadas, outras corriam, uma loucura. Foi a maior confusão que eu já vi na minha vida, de verdade. Uma moça, solidária com a minha cara de pateta, gritou um “ei você, se agacha!”. Passiva como carneirinho de presépio biodegradável, o que eu podia fazer? Abaixei, e, sabe aqueles soldadinhos à la Spielberg? Eu era uma, escondida sob a caixa, meu escudo fiel, até a primeira bala atravessá-la, claro”.
Bala? Como assim?
É, sabe bala de calibre 32, 22, 38? Eu não consegui distinguir pelo som, sabe, foi o barulho mais horrível que ouvi na minha vida, por Deus! E um cheiro terrível de pólvora, caaara, que cheiro ruim! Assim que vi se tratar de um tiroteio, puxa, eu, eu... eu achei que ia morrer e comecei a rezar. Eu sou jovem, gosto de estudar, lavar e passar roupa, limpo a orelha todos os dias, seria uma injustiça eu morrer ali, com uma bala sequer identificada.
Você viu o delinqüente?
Hahahaha, você deve estar louco! Eu só pensava na minha vida, aqueles minutos foram os mais longos, não deu tempo de ver o bandido, só a minha vida, desde a infância. Além dos comentários sobre a mãe dele (Bíti, se não me engano, era o nome dela), só ouvi que estava forrando a agência do Banco do Brasil ao lado de balas; caaara...
E como você se sente agora?
Puxa, é o maior alívio que eu já senti na vida, eu consegui escapar! Eu consegui, e tudo porque uso tênis da...
Alguma mensagem a quem está nos assistindo?
Olha, lutem pelos seus sonhos hoje, porque amanhã pode ser tarde. Eu acho que nasci de novo, e isso não foi por acaso. Eu precisava estar aqui, por Deus, que precisava!
(descem os créditos, com aquelas trilhas make me cry em BG, maestro)
. . . . . .
It’s all true. Menos o sensacionalismo, este que me acalenta na noite longa.
Repassado em tempo real, aliás, pelo celular que (milagrosamente) não acabou a bateria em mais um momento de grande emoção.
*
Acho que preciso dum café, pra relaxar. Licença.
*
random: Ten minutes – Get Up Kids
Sabe aquelas declarações do tipo: “Eu nunca passei por nada igual!”; “Achei que fosse morrer!”; “Eu acho que nasci de novo”; etc, bem pega-jornalista-trouxa? Pois então, bambinos. Quem me conhece (ou pensa que) sabe que o brega moment não se instaurou por completo na minha vida. Bastam as meias vermelhas que mami detesta de coração, ainda mais se combinadas com aquela camisetinha laranjada-oh-que-sol báásica. Uee.
Soltar tamanhas injustiças mesmo com a nossa já lascada, fodida e mal paga linguagem coloquial (mas deliciosa, quando se trata de xingar até a última geração o Dhomini, que réiva) seria contribuir com assassinos como Márcia Goldsmitch, Adriane Galisteu, Carla Peres e outras istudiosas de plantão, eu sei. Mas hoje eu digo: que cagaço. Apenas, então, somente, isso: que cagaço, meu Deus.
Também nunca fui muito afoita com a expressão “testemunha ocular”, talvez pela minha aflição com olhos e derivados, vai saber. Confesso, porém, que senti-me como tal, numa situação deveras tensa e emocionante, apesar do cagaço envolvido. Pela primeira vez em três dias, na história do jornalismo londrinense, a repórter dá seu breve relato daquilo que, por meros 10 minutos, seria apenas mais uma matéria a cobrir, não fosse o acaso. Veja o relato:
(tradução by National Geographic – com aquela locutora de sempre dublando)
(ah, claro: a entrevista será transmitida em cadeia nacional, no horário nobre. Negociamos com o SBT a veiculação no programa desse horário)
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(Clima tenso. A entrevistada, entre um riso nervoso e outro, movimentos catatônicos com a sobrancelha esquerda e a mão direita, olha pra trás e se abaixa)
“Eu tinha fome, sabe?, muita fome. Era duas da tarde, e, por Deus!, eu ainda não tinha comido nada. Resolvi conferir se minha encomenda havia chegado, então entrei naquela loja. Puxa, eu nunca imaginei aquilo em toda a minha vida! Por Deus, cara! Descendo da escada rolante, uma muvuca subia correndo pelo outro lado, gritando palavras desconexas. Aí eu desci, mas, por Deus!, que cena! Pessoas abaixadas, outras corriam, uma loucura. Foi a maior confusão que eu já vi na minha vida, de verdade. Uma moça, solidária com a minha cara de pateta, gritou um “ei você, se agacha!”. Passiva como carneirinho de presépio biodegradável, o que eu podia fazer? Abaixei, e, sabe aqueles soldadinhos à la Spielberg? Eu era uma, escondida sob a caixa, meu escudo fiel, até a primeira bala atravessá-la, claro”.
Bala? Como assim?
É, sabe bala de calibre 32, 22, 38? Eu não consegui distinguir pelo som, sabe, foi o barulho mais horrível que ouvi na minha vida, por Deus! E um cheiro terrível de pólvora, caaara, que cheiro ruim! Assim que vi se tratar de um tiroteio, puxa, eu, eu... eu achei que ia morrer e comecei a rezar. Eu sou jovem, gosto de estudar, lavar e passar roupa, limpo a orelha todos os dias, seria uma injustiça eu morrer ali, com uma bala sequer identificada.
Você viu o delinqüente?
Hahahaha, você deve estar louco! Eu só pensava na minha vida, aqueles minutos foram os mais longos, não deu tempo de ver o bandido, só a minha vida, desde a infância. Além dos comentários sobre a mãe dele (Bíti, se não me engano, era o nome dela), só ouvi que estava forrando a agência do Banco do Brasil ao lado de balas; caaara...
E como você se sente agora?
Puxa, é o maior alívio que eu já senti na vida, eu consegui escapar! Eu consegui, e tudo porque uso tênis da...
Alguma mensagem a quem está nos assistindo?
Olha, lutem pelos seus sonhos hoje, porque amanhã pode ser tarde. Eu acho que nasci de novo, e isso não foi por acaso. Eu precisava estar aqui, por Deus, que precisava!
(descem os créditos, com aquelas trilhas make me cry em BG, maestro)
. . . . . .
It’s all true. Menos o sensacionalismo, este que me acalenta na noite longa.
Repassado em tempo real, aliás, pelo celular que (milagrosamente) não acabou a bateria em mais um momento de grande emoção.
*
Acho que preciso dum café, pra relaxar. Licença.
*
random: Ten minutes – Get Up Kids
9.2.03
Pro dia nascer feliz
Fazendo coro ao amigo querido Fadini, deixo aqui minha irrestrita solidariedade pelo sentimento de senilidade que acomete o mesmo.
Hoje foi a minha vez. E tudo começou com um “tia, dá licença?”. Cacilda Becker!
Não sei qual a representação que cada um faz das feiras livres no seu mundinho simbólico. Pra mim, elas sempre remeteram ao sábado de manhã, em companhia de meus avós ou dos pais; as frutas fresquinhas, verduras idem, carrinho cheio. E, claro, o pastel consagrador, porque eu tinha o meu preço.
Não que hoje esses antros de leguminosas e suas colegas tenham deixado de lado a frescura, imagine. Só não estava acostumada a visitar o espaço sozinha, num domingo de manhã, tendo de escolher quais frutas ou verduras iriam pro saco, literalmente. A tarefa, de uma certa maneira, sempre foi conferida às minhas duas mentoras alimentícias e espirituais; daí todo o meu estranhamento.
Concentrada na difícil arte de contar um cacho de bananas, o japa da banca me lasca um “vamo levá, minha senhora?”. Olhei ao redor; só havia eu naquele ângulo. Iiiááá, pensei. Mais umas bancas de caminhada, entre um poddle besta e outro, com suas "mamães" (putz...), confesso que senti enjôo das vozes infantilizadas lançadas a crianças de sina perversa. “Ô meu amô, qué uvinha? Vamo fazê uma comida bem totosa com essa couvinha?”. Ah, que nojo.
Talvez eu tenha perdido a paciência com essas pequenas demonstrações de afeto. Ou não, talvez eu esteja mesmo me tornando uma velha rabugenta sem saco até pra fazer feira. O tempo dirá, meus irmãos...
*
SMS consagrador: horário de verão termina no dia 16 de fevereiro. Salvem as madrugadas que, a partir desta semana, até as primeiras de março, quero executar meu plano de trocar os dias pelas noites. Labuta, nêgo, pero sin perder la ternura jamás.
*
random: Tempo perdido - Legião
- véia, mas apropriada.
Fazendo coro ao amigo querido Fadini, deixo aqui minha irrestrita solidariedade pelo sentimento de senilidade que acomete o mesmo.
Hoje foi a minha vez. E tudo começou com um “tia, dá licença?”. Cacilda Becker!
Não sei qual a representação que cada um faz das feiras livres no seu mundinho simbólico. Pra mim, elas sempre remeteram ao sábado de manhã, em companhia de meus avós ou dos pais; as frutas fresquinhas, verduras idem, carrinho cheio. E, claro, o pastel consagrador, porque eu tinha o meu preço.
Não que hoje esses antros de leguminosas e suas colegas tenham deixado de lado a frescura, imagine. Só não estava acostumada a visitar o espaço sozinha, num domingo de manhã, tendo de escolher quais frutas ou verduras iriam pro saco, literalmente. A tarefa, de uma certa maneira, sempre foi conferida às minhas duas mentoras alimentícias e espirituais; daí todo o meu estranhamento.
Concentrada na difícil arte de contar um cacho de bananas, o japa da banca me lasca um “vamo levá, minha senhora?”. Olhei ao redor; só havia eu naquele ângulo. Iiiááá, pensei. Mais umas bancas de caminhada, entre um poddle besta e outro, com suas "mamães" (putz...), confesso que senti enjôo das vozes infantilizadas lançadas a crianças de sina perversa. “Ô meu amô, qué uvinha? Vamo fazê uma comida bem totosa com essa couvinha?”. Ah, que nojo.
Talvez eu tenha perdido a paciência com essas pequenas demonstrações de afeto. Ou não, talvez eu esteja mesmo me tornando uma velha rabugenta sem saco até pra fazer feira. O tempo dirá, meus irmãos...
*
SMS consagrador: horário de verão termina no dia 16 de fevereiro. Salvem as madrugadas que, a partir desta semana, até as primeiras de março, quero executar meu plano de trocar os dias pelas noites. Labuta, nêgo, pero sin perder la ternura jamás.
*
random: Tempo perdido - Legião
- véia, mas apropriada.
6.2.03
Jogue a moedinha e faça seu pedido, por tempo limitado
Hoje eu queria não me preocupar com coisas tolas. Queria ser três, queria mais cinco horas de sono, queria que arrumassem minha cama e me fizessem dormir. E não só aos sábados.
Queria abraçar minha mãe, me despedir de meu irmão, me aconselhar com meu avô, com a sabedoria e o carinho dele. Queria olhar a minha rotina esvaindo um bocado das forças e agradecer por ainda ter uma, já que “a vida é tão difícil”.
Queria ouvir uma música que não me trouxesse recordações de um tempo que, sabemos, não voltará. “Recordar é viver”; não queria que fosse sempre assim.
Agora eu queria a cabeça livre de obrigações. Queria poder jogar conversa fora até tarde, sem remorsos, queria ver aquele show que esperava há tanto no Valentino. Quantas homenagens a Elis eu perdi, só este ano... O domingo é dos Beatles; o meu, do bendito computador.
Eu não queria que existissem aquelas bolinhas de fisioterapia, nem que existissem as dores para serem aplacadas com elas. Meus dedos dóem como nunca, e ainda é tão cedo...
Não queria que a faxineira achasse “um luxo” poder comer ovo frito todo dia – o corpo humano precisa de proteína animal, cara que só. Também não queria ver catadores de papel empurrando seus carrinhos com o peito, debaixo de chuva. Isso é pior que a dor nos dedos e na munheca, minha anunciada LER, prazer.
Queria ver mais as palavras de gente querida, queria ter tempo e motivação para responder às cartas queridas. Uou, amo vocês, paulistinhas dumafiga.
Enquanto os meus desejos não se realizam, eu tento viver à espera de que o amanhã chegue logo. “É preciso viver o presente”, eu sei. Lair Ribeiro, Paulo Coelho, Roberto Shiniashik e seus comparsas também sabem, você me diria. Mas um sentimento quase perene de cansaço me quer logo os dias de março, de abril, e eu o respeito.
*
Se Deus ajudar (porque, nisso, os homens de pouco me adiantariam, tamanha inglória da tarefa), termino hoje de fazer a coisa mais boçal, nojenta, cretina e besta * que poderia alguém ter inventado, depois do trabalho na segunda-feira de manhã.
*Besta
(de carga)
1. Animal empregado no transporte de fardos ou de outras cargas
. . . . . .
Jamais sentirei saudades de decupagens novamente, jamais!
(meus entrevistados que me perdoem, gentes fina!)
*
random: Killing me softly – The Fugees
Hoje eu queria não me preocupar com coisas tolas. Queria ser três, queria mais cinco horas de sono, queria que arrumassem minha cama e me fizessem dormir. E não só aos sábados.
Queria abraçar minha mãe, me despedir de meu irmão, me aconselhar com meu avô, com a sabedoria e o carinho dele. Queria olhar a minha rotina esvaindo um bocado das forças e agradecer por ainda ter uma, já que “a vida é tão difícil”.
Queria ouvir uma música que não me trouxesse recordações de um tempo que, sabemos, não voltará. “Recordar é viver”; não queria que fosse sempre assim.
Agora eu queria a cabeça livre de obrigações. Queria poder jogar conversa fora até tarde, sem remorsos, queria ver aquele show que esperava há tanto no Valentino. Quantas homenagens a Elis eu perdi, só este ano... O domingo é dos Beatles; o meu, do bendito computador.
Eu não queria que existissem aquelas bolinhas de fisioterapia, nem que existissem as dores para serem aplacadas com elas. Meus dedos dóem como nunca, e ainda é tão cedo...
Não queria que a faxineira achasse “um luxo” poder comer ovo frito todo dia – o corpo humano precisa de proteína animal, cara que só. Também não queria ver catadores de papel empurrando seus carrinhos com o peito, debaixo de chuva. Isso é pior que a dor nos dedos e na munheca, minha anunciada LER, prazer.
Queria ver mais as palavras de gente querida, queria ter tempo e motivação para responder às cartas queridas. Uou, amo vocês, paulistinhas dumafiga.
Enquanto os meus desejos não se realizam, eu tento viver à espera de que o amanhã chegue logo. “É preciso viver o presente”, eu sei. Lair Ribeiro, Paulo Coelho, Roberto Shiniashik e seus comparsas também sabem, você me diria. Mas um sentimento quase perene de cansaço me quer logo os dias de março, de abril, e eu o respeito.
*
Se Deus ajudar (porque, nisso, os homens de pouco me adiantariam, tamanha inglória da tarefa), termino hoje de fazer a coisa mais boçal, nojenta, cretina e besta * que poderia alguém ter inventado, depois do trabalho na segunda-feira de manhã.
*Besta
(de carga)
1. Animal empregado no transporte de fardos ou de outras cargas
. . . . . .
Jamais sentirei saudades de decupagens novamente, jamais!
(meus entrevistados que me perdoem, gentes fina!)
*
random: Killing me softly – The Fugees
Da série
Coisas que irritam, mas não causam gastrite
- reuniões agendadas a muito custo, e
- ausência (de uma das partes) a reuniões agendadas a muito custo. O famoso bolo.
- falha de comunicação nos departamentos de Comunicação. O fim está próximo, meus filhos...
*
E eu que preciso do Energético Sete Ervas? Uma ova.
*
Continuando a fabulosa jornada de "Ei, não olhe apenas o umbigo!" deste Bloco, felicitações ao nobre colega Rodrigo Grota, cineasta e escritor em potencial agraciado pela Lei de Incentivo à Cultura. You did it!
*
random: Blister in the sun - Jane's Addiction
Coisas que irritam, mas não causam gastrite
- reuniões agendadas a muito custo, e
- ausência (de uma das partes) a reuniões agendadas a muito custo. O famoso bolo.
- falha de comunicação nos departamentos de Comunicação. O fim está próximo, meus filhos...
*
E eu que preciso do Energético Sete Ervas? Uma ova.
*
Continuando a fabulosa jornada de "Ei, não olhe apenas o umbigo!" deste Bloco, felicitações ao nobre colega Rodrigo Grota, cineasta e escritor em potencial agraciado pela Lei de Incentivo à Cultura. You did it!
*
random: Blister in the sun - Jane's Addiction
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