It's all right
Dizem que felicidade é bom quando encontrada nas pequenas coisas, verdade? Não vou discordar. Deve ser mesmo ótimo você dever até as calças, ser traído pelo grande amor da sua vida, comer aquela trufa de maracujá bichada e, ainda assim, achar graciosas as garridas pombas que insistem em cruzar o seu caminho munidas de uma poderosa e certeira cloaca. E o melhor: você sorri para elas e agradece o dom da visão para contemplar cenário tão inspirador. Ah, o outono em nossos corações de marmota...
(nota: a seqüência é me-ra-men-te ilustrativa, graças a Deus)
Entretanto, em verdade, em verdade vos digo: isso é bom, mas nada melhor que se sentir feliz por algo que realmente lhe enche os olhos, custa um preço alto (vocês entenderam a conotação); enfim, daquilo que não é um mero detalhe no dia-a-dia sedento por um sorriso, que seja.
Quem acompanha este blog, assídua ou vezenquandamente (ihuu, professor Pasquale, me pega!), sabe do que estou falando. A ausência desses dias foi uma gosma de preguiça embasbacada da qual até agora penso não ter tido a real dimensão. Isso aí. Eu olhava meu filho e não lhe dava o devido valor; talvez por me lembrar das n dificuldades que enfrentei ao longo destes meses, para realizá-lo; talvez por simplesmente achar detalhes demais a serem consertados, suprimidos ou inseridos. Capítulos de dois dias, capítulos de duas semanas, noites de meia hora de sono, despedidas importantes (e a sensação nada inspiradora que fica depois delas), compreensão de uns, incompreensão de outros. Torcida de gente que eu mal conheço, mas que me parece tão próxima...
Resumindo (oh, a Janaina resumindo??), pequenos infantes que não vêem Xuxa, a quarentona, é o seguinte:
* Jornalistas Sob Controle - A Censura à imprensa de Londrina no Governo Militar Pós-64 foi apresentado, aprovadíssimo e tirou das minhas costas a charrete de paralelepípedos que eu sentia estar carregando, em certos momentos. "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena", não? Pois bem, a minha está revigorada e do tamanho dum jogador de basquete (a alma, não o ego, ok?).
* A nível de perspectiva, enquanto futuro, a título de realização profissional, o livro-reportagem recebeu a indicação para ser publicado; isso vai acontecer depois de uma segunda revisão e edição.
Sem demagogia, até porque não uso esse espaço para mentir ou ludibriar quem gasta seu precioso tempo lendo-o (rárárá), a notícia é antes um relato emocionado (vocês não viram nada...) que um álibi para me vangloriar. Foi legal, extremamente foda, e mais foda ainda ouvir os gritos loucos da minha mãe, ao celular, dizendo que "já sabia" da nota e talz. Tá.
* Deliciosamente estranho, tudo isso. E a consciência leve é uma sensação inigualável. Desejo a você essa coisa assim, serelepe. E que seja eterna enquanto dure = )
Uou, que hoje eu tô ótima na seção "Plagie seu poeta predileto", affeee
................................................
As expressões de incerteza de alguns colegas em busca de trampo, ou mesmo eu não poder me afirmar nem estudante, nem jornalista independente (de quem você entender), contudo, me fincam os dois pés ao chão. A tarefa (ou 'selva', dizem uns) começa mesmo agora.
Tudo bem, eu não acredito mesmo mais em coelho da Páscoa, nem em que a galinha bota ovo por debaixo da asa...
Nesse caso, talvez a consciência pese por eu não ter escolhido a carreira política, hehe
*
Nota mental: surpresas agradáveis e um puta companheirismo na apresentação me abriram novamente os olhos.
................................................
random: Here comes the sun — Beatles
24.3.03
23.3.03
Contando até 10, até 100, até formar somatória
Coisas estranhas têm se passado aqui dentro, ante as circunstâncias futuras que avisto próximas. E o pior: não tenho a mínima noção de como lidar com elas sozinha. Isso é um desabafo, eu sei.
.........................................
Apontamentos inúteis sobre um fim de semana vazio
Não, não é mais uma seção autonálise que está começando, meus pequenos. Apenas algumas coisinhas que percebi neste dois dias demuita preguiça, ventinho gelado e TV, que me fez dormir no sabadão. Mais emocionante que isso, só Roberto Carlos cantando "Calhambeque" em versão remix. Axé, meu rei.
Mas vamos ao que (não) interessa:
- já percebeu que os "sete militares norte-americanos e dois britânicos"que morreram em confronto, no Iraque, foram notícia (certeza) até no cafundó brasileiro? E os milhares de civis iraquianos que estão morrendo: estes não têm alma?
Por isso que, apesar de tê-la estudado e criticado um monte, às vezes eu fico meio confusa com essa questão de autocensura. Hipócritas.
- ninguém deu um toque ao Pedro Bial (sim, o jornalista do Big Brother) pra trocar aqueles pijamas que ele tem usado? Coisa mais chinfrin.
(tá bom, to-tal-men-te descartável esse comentário)
- sabes onde fica a maior concentração de poodle branco de uma cidade em plena manhã de domingo? Na feira livre. Testado e confirmado. Dos 8 que eu vi hoje (né brinquedo nãão), o mais estranho, magricelo que daria dó (se não fosse poodle, ou pinsher > eca), levava a dona pra passear. Uma senhora duns 80 anos, vestidão de vó e tênis de neto no pé. Figura.
- (de novo a guerra; sorry, folks) àquelas propagandas anti-guerra, uma dúvida: "lutar pela paz" não é um pouco contraditório? Ahn?
- cada vez mais acho essa cidade uma extensão do Estado de SP. Ontem, os mais de 10 hinos (tranqüilo; daí pra mais) do Corinthians (salve!) que passaram tocando aqui na rua só corroboraram aquilo que todo estudante percebe quando aporta de lá pra cá. So far and so near.
- talvez uma das nuances paranaenses seja a infinidaaaade de nomes que esse povo me dá pra "fruta do conde" que eu conheço em terras paulistas. Dos que eu já vi, só me lembro da "pinha"."É que seca, aí vai pro pinheiro natalino, manja?" Uou. Adorei a explicação deste ser.
Quanta coisa interessante. Se essa maré estranha (que não passe duma TDM fiadamãe) avançar, prometo que desenvolvo cada ponto e parto de vez pro mestrado. Figas aí para o bem da humanidade, portanto. Seus filhos não merecem esse legado.
*
"Saudadezinha cadela, cuida para que não te tornes um fila com traços de pitbull", disse a pequena infante ao poltergeist que lhe ameaçava sob a cama.
..............................................
random: A Sorta Fairytale — Tori Amos
Coisas estranhas têm se passado aqui dentro, ante as circunstâncias futuras que avisto próximas. E o pior: não tenho a mínima noção de como lidar com elas sozinha. Isso é um desabafo, eu sei.
.........................................
Apontamentos inúteis sobre um fim de semana vazio
Não, não é mais uma seção autonálise que está começando, meus pequenos. Apenas algumas coisinhas que percebi neste dois dias demuita preguiça, ventinho gelado e TV, que me fez dormir no sabadão. Mais emocionante que isso, só Roberto Carlos cantando "Calhambeque" em versão remix. Axé, meu rei.
Mas vamos ao que (não) interessa:
- já percebeu que os "sete militares norte-americanos e dois britânicos"que morreram em confronto, no Iraque, foram notícia (certeza) até no cafundó brasileiro? E os milhares de civis iraquianos que estão morrendo: estes não têm alma?
Por isso que, apesar de tê-la estudado e criticado um monte, às vezes eu fico meio confusa com essa questão de autocensura. Hipócritas.
- ninguém deu um toque ao Pedro Bial (sim, o jornalista do Big Brother) pra trocar aqueles pijamas que ele tem usado? Coisa mais chinfrin.
(tá bom, to-tal-men-te descartável esse comentário)
- sabes onde fica a maior concentração de poodle branco de uma cidade em plena manhã de domingo? Na feira livre. Testado e confirmado. Dos 8 que eu vi hoje (né brinquedo nãão), o mais estranho, magricelo que daria dó (se não fosse poodle, ou pinsher > eca), levava a dona pra passear. Uma senhora duns 80 anos, vestidão de vó e tênis de neto no pé. Figura.
- (de novo a guerra; sorry, folks) àquelas propagandas anti-guerra, uma dúvida: "lutar pela paz" não é um pouco contraditório? Ahn?
- cada vez mais acho essa cidade uma extensão do Estado de SP. Ontem, os mais de 10 hinos (tranqüilo; daí pra mais) do Corinthians (salve!) que passaram tocando aqui na rua só corroboraram aquilo que todo estudante percebe quando aporta de lá pra cá. So far and so near.
- talvez uma das nuances paranaenses seja a infinidaaaade de nomes que esse povo me dá pra "fruta do conde" que eu conheço em terras paulistas. Dos que eu já vi, só me lembro da "pinha"."É que seca, aí vai pro pinheiro natalino, manja?" Uou. Adorei a explicação deste ser.
Quanta coisa interessante. Se essa maré estranha (que não passe duma TDM fiadamãe) avançar, prometo que desenvolvo cada ponto e parto de vez pro mestrado. Figas aí para o bem da humanidade, portanto. Seus filhos não merecem esse legado.
*
"Saudadezinha cadela, cuida para que não te tornes um fila com traços de pitbull", disse a pequena infante ao poltergeist que lhe ameaçava sob a cama.
..............................................
random: A Sorta Fairytale — Tori Amos
22.3.03
Se correr o coelho te pega, se ficar, o ovo te come*
* da série Analogias Terríves Para um Sorriso Forçado
Prometi pra mim mesma que, este ano, não gastaria um cent comigo pra comprar ovo de Páscoa. Nai, nai, nai. Me recuso a gastar mais que 10 pilas em alguns mirrados gramas de chocolate.
Tudo bem, tem a surpresa dentro.
Mesmo assim.
Além do que, faz uns dois anos que a substância de cacau e eu não temos vivido mais aquele caso de amor tórrido.
Em compensação, se eu não como mais ovos (verdade, ainda tenho um Nescau bolinha versão 2002 na geladeira), agora os compro. Isso que dá ter aquelas primas mais novas me confundindo com "tia". Tá bem, eu me rendo, fazer o quê... Porque eu entendo vocês, pirralhas fofas! (apesar da mais novinha insistir nas rimas bestas com Ina-alguma-coisa, aff)
Saem os ovos, entram as ex-detestáveis colombas. Ressalva apenas para o fato de hoje haver as abençoadas, fabulosas e tudibom colombas de chocolate. Contraditório, né? Eu sei. Mas antes isso àquele gosto de essência de panetone que eu não suporto.
Gostando ou não das pelotas ocas, a lembrança que eu tenho delas é deveras saudosa. Talvez pela ingenuidade e poucas preocupações daqueles anos, talvez. Na noite de Páscoa, meus pais ajudavam a mim e a meu irmão a fazer os ninhos onde o orelhudo deixaria a preciosa espera da semana santa. Pra dar o toque mor de fantasia à coisa, minha mãe fazia pequenas pegadinhas de farinha, no chão - na minha imaginação de Alice, a fidelidade delas era simplesmente inquestionável.
Pois é, tudo isso passa, menos as velhotas de supermercado. Essas me perseguem há muito, e acho que outras e outras safras mais delas continuarão a fazê-lo. Só esta semana foram duas me interpelando sobre a bacalhoada de casa (que eu nem sei se vou provar!!) e sobre o bacalhau que elas estavam comprando. Bem-feito pra mim, que me aventurei pelo setor de frios quando deveria buscar coisas fora dali. Economize, sua tonta, ou doe pro Fome Zero (aaaaaaatchim).
Isso é para não dormires mais que 18 horas na tua vida, disse O Criador à fariséia vagal.
Não, não ando me automedicando, ou tentando entrar pralgum ranking de sono profundo.
....................................................
E pensar que ainda falta quase um mês pra essa coisa toda. Foda.
E um mês pra um reencontro rápido que precisaria de alguns dias e horas mais. Ibidem.
Enquanto isso, lá fora, o inverno vem me dar os primeiros tapinhas. Porque o desse ano vai ser dose pra leão e macaco louco.
Só espero que, até lá, algo de muito bom me aconteça pra eu dizer que estava enganada. O que, pelo menos, eu esteja aquecida de uma forma que coberta nenhuma dá jeito.
....................................................
random: Help! - Beatles
* da série Analogias Terríves Para um Sorriso Forçado
Prometi pra mim mesma que, este ano, não gastaria um cent comigo pra comprar ovo de Páscoa. Nai, nai, nai. Me recuso a gastar mais que 10 pilas em alguns mirrados gramas de chocolate.
Tudo bem, tem a surpresa dentro.
Mesmo assim.
Além do que, faz uns dois anos que a substância de cacau e eu não temos vivido mais aquele caso de amor tórrido.
Em compensação, se eu não como mais ovos (verdade, ainda tenho um Nescau bolinha versão 2002 na geladeira), agora os compro. Isso que dá ter aquelas primas mais novas me confundindo com "tia". Tá bem, eu me rendo, fazer o quê... Porque eu entendo vocês, pirralhas fofas! (apesar da mais novinha insistir nas rimas bestas com Ina-alguma-coisa, aff)
Saem os ovos, entram as ex-detestáveis colombas. Ressalva apenas para o fato de hoje haver as abençoadas, fabulosas e tudibom colombas de chocolate. Contraditório, né? Eu sei. Mas antes isso àquele gosto de essência de panetone que eu não suporto.
Gostando ou não das pelotas ocas, a lembrança que eu tenho delas é deveras saudosa. Talvez pela ingenuidade e poucas preocupações daqueles anos, talvez. Na noite de Páscoa, meus pais ajudavam a mim e a meu irmão a fazer os ninhos onde o orelhudo deixaria a preciosa espera da semana santa. Pra dar o toque mor de fantasia à coisa, minha mãe fazia pequenas pegadinhas de farinha, no chão - na minha imaginação de Alice, a fidelidade delas era simplesmente inquestionável.
Pois é, tudo isso passa, menos as velhotas de supermercado. Essas me perseguem há muito, e acho que outras e outras safras mais delas continuarão a fazê-lo. Só esta semana foram duas me interpelando sobre a bacalhoada de casa (que eu nem sei se vou provar!!) e sobre o bacalhau que elas estavam comprando. Bem-feito pra mim, que me aventurei pelo setor de frios quando deveria buscar coisas fora dali. Economize, sua tonta, ou doe pro Fome Zero (aaaaaaatchim).
Isso é para não dormires mais que 18 horas na tua vida, disse O Criador à fariséia vagal.
Não, não ando me automedicando, ou tentando entrar pralgum ranking de sono profundo.
....................................................
E pensar que ainda falta quase um mês pra essa coisa toda. Foda.
E um mês pra um reencontro rápido que precisaria de alguns dias e horas mais. Ibidem.
Enquanto isso, lá fora, o inverno vem me dar os primeiros tapinhas. Porque o desse ano vai ser dose pra leão e macaco louco.
Só espero que, até lá, algo de muito bom me aconteça pra eu dizer que estava enganada. O que, pelo menos, eu esteja aquecida de uma forma que coberta nenhuma dá jeito.
....................................................
random: Help! - Beatles
21.3.03
Congratulations
ao Fer e ao Thom pela conquista desta sexta-feira, após quatro (mais uns meses) anos de labuta permeados por greves intermináveis, professores picaretas (e, raríssimos, nem tanto) e mais uma pá de coisa que não daria pra escrever tudo num post só.
E ao Zé, que finisha a parte dele daqui umas horinhas.
............................................
Orgulho de vocês, moçada. Força daqui pra frente e, claro!, muito juízo. Sabem como é essa história de sucesso subir à cabeça, né? hehe
*
ao Fer e ao Thom pela conquista desta sexta-feira, após quatro (mais uns meses) anos de labuta permeados por greves intermináveis, professores picaretas (e, raríssimos, nem tanto) e mais uma pá de coisa que não daria pra escrever tudo num post só.
E ao Zé, que finisha a parte dele daqui umas horinhas.
............................................
Orgulho de vocês, moçada. Força daqui pra frente e, claro!, muito juízo. Sabem como é essa história de sucesso subir à cabeça, né? hehe
*
20.3.03
Pra tirar um pouco a poeira e o lamaçal
Ia falar tanta coisa, mas esse clima de “a guerra está pra começar” apressou minha TDM e encheu o saco que eu não tenho. George Bush, seu filho da puta, idiota, bobo e feio.
Desculpem a tecla suja. Mas, pra minha concepção de liberdade, ele merece. E deixa eu parar por aqui, antes que me confundam com aqueles futuros cientistas sociais mais psicóticos, cumpanhêro.
O pior é o JN dando uma “análise” do caso dizendo que o motivo desta guerra é o blábláblá de terrorismo. Conversa pra americano dormir, faça-me o favor.
....................................
Pois é. Como me disse ontem (ontem?) a Fernanda, “agora a gente volta a viver”. De fato, depois de duas noites inteiras sem dormir e outras tantas de duas, três horas de sono, mais um cartucho inteiro gasto à toa (configure as monografias para A4, sua Anta), faleci ontem por merecidíssimas 15 horas de sono. O corpo e a mente (coitada, virou angu sem caroço) agradeceram muito hoje, apesar das meninas aqui em casa ficarem preocupadas e pensarem em ligar pra minha mãe, a alguns muitos quilômetros daqui. “A gente achou que você tava em coma, de verdade”. Hahaha....preciso me internar vezenquando, mesmo.
* E, Ana: sim, eu tô precisando mesmo dumas férias. O Rio (ê, diliça) que me aguarde, “um dia”.
No meu primeiro dia de liberdade eu resolvi fazer algo que há alguns anos não fazia: peguei matinê no cinema. Pode soar meio tosco, mas pra mim esse era o sonho inicial no pós-tcc. Depois eu retomo as atividades (t)físicas, ainda mais que acabo de descobrir que a academia abrirá aulas de dança, que bom. Tchá tchá tchá, agora a bandeira vem em dose dupla. E segurando um mico lindo nas mãos, hohoho.
...................................
Le Pianiste, by Roman Polanski
Que Palme D’Or em Cannes; que sete indicações ao (palhaço do) Oscar, que nada. Nenhum desses títulos me impressionaria mais que ver ao filme e conferir trilha e fotografia belíssimas. E numa sala com meia dúzia de gatos pingados, coisa boa.
Um apontamento sur le film, apenas-e-tão-somente: eu não tenho MESMO do que reclamar da vida, nem você. Achava que tinha sido uma judia (ou algo do tipo) em outra vida (sai, papo de reencarnação), mas hoje tive certeza que não. Ou seria muito amarga, no mínimo.
E digo que só não fiquei com mais raiva do povo alemão porque sei que Hitler (assim como Bush, mas com bigodinho) era um lunático (sim, ele me contou!), e porque tenho a couple of two double friends alemães, a Charlotte e o Hanz, que contrariam totalmente esse rótulo besta.
O pitoresco ficou por conta da galerinha suuper da hora que eu peguei na saída do cinema. Shopping lotado, média de idade por volta dos 15 anos e algum cheiro de leite no ar. O mais cabicêra (fala sério!) foi ver um casal de paquerinhas se comunicando via celular, separado apenas pela praça de alimentação. É, filha, te cuida com a aposentadoria. Coroca.
...................................
Seboso
Não, não falarei dos hippies que emporcalham a Praça da Bandeira com aquele cheiro de xixi, suor, lágrimas (dos hippie babies) e paz-e-amor no ar. Asco. Nojo e aflição maiores ainda daqueles ossos atravessados na orelha, aff elevado à quinta.
Isso porque eu não ia falar dos tais, né?
O seboso em questão era outro. Entrei pra ver, pela trocentézima nona vez só neste ano, se havia chegado o Ilusões Perdidas, do Balzac. Se você for de Londrina e por um acaaaaso souber de quem esteja vendendo, agradeço a information.
Lá pro final da loja, num setor mais escondido, uma senhora duns 50 e poucos anos (isso porque ela não usa Havon!) lia um exemplar de Sabrina, ao banquinho, que eu vi. No setor de Comunicação/Jornalismo (veja bem o nome, héin), alguns exemplares de O Noviço (pô, ainda se fosse O Foca...) e O Teatro de Nelson Rodrigues me gritavam que algo estava errado. Depois de pegar nas mãos “O espírito sopra onde quer” (?!) e “O conhecimento inútil”, tive medo. Olhei para os lados, cocei a cabeça, rezei um Pai-Nosso e saí de fino. Lugar mais estranho.
...................................
Nada menos que 8 (oito) pessoas me perguntaram as horas hoje. Qualé?
...................................
Chega por hoje. Acho que deu pra espantar o tédio em escrever no blog, passados 2/3 da minhas atribulações de pré-formanda.
...................................
Meus agradecimentos mais sinceros (e, oh, mais formais) aos chineses e chinesas que tiveram saco em visitar esta azulada página mesmo em tempos de secura (a qual, aliás, não foi verificada nos comments, hehe).
Post mortem:
A guerra começou. O palhação texano acaba de dizer que está “levando a liberdade a outras pessoas”. E eu, uma mensagem de carinho a ele e aos 67% dos norte-americanos que o apoiaram:
I wish God damn you all
Expressãozinha que, por sinal, eles se proíbem, por uma questão de hipocrisia (Deus tudo sabe, tudo vê, sabe?). Viva a liberdade de expressão, bando de putos!
...................................
random: Come home — James
Ia falar tanta coisa, mas esse clima de “a guerra está pra começar” apressou minha TDM e encheu o saco que eu não tenho. George Bush, seu filho da puta, idiota, bobo e feio.
Desculpem a tecla suja. Mas, pra minha concepção de liberdade, ele merece. E deixa eu parar por aqui, antes que me confundam com aqueles futuros cientistas sociais mais psicóticos, cumpanhêro.
O pior é o JN dando uma “análise” do caso dizendo que o motivo desta guerra é o blábláblá de terrorismo. Conversa pra americano dormir, faça-me o favor.
....................................
Pois é. Como me disse ontem (ontem?) a Fernanda, “agora a gente volta a viver”. De fato, depois de duas noites inteiras sem dormir e outras tantas de duas, três horas de sono, mais um cartucho inteiro gasto à toa (configure as monografias para A4, sua Anta), faleci ontem por merecidíssimas 15 horas de sono. O corpo e a mente (coitada, virou angu sem caroço) agradeceram muito hoje, apesar das meninas aqui em casa ficarem preocupadas e pensarem em ligar pra minha mãe, a alguns muitos quilômetros daqui. “A gente achou que você tava em coma, de verdade”. Hahaha....preciso me internar vezenquando, mesmo.
* E, Ana: sim, eu tô precisando mesmo dumas férias. O Rio (ê, diliça) que me aguarde, “um dia”.
No meu primeiro dia de liberdade eu resolvi fazer algo que há alguns anos não fazia: peguei matinê no cinema. Pode soar meio tosco, mas pra mim esse era o sonho inicial no pós-tcc. Depois eu retomo as atividades (t)físicas, ainda mais que acabo de descobrir que a academia abrirá aulas de dança, que bom. Tchá tchá tchá, agora a bandeira vem em dose dupla. E segurando um mico lindo nas mãos, hohoho.
...................................
Le Pianiste, by Roman Polanski
Que Palme D’Or em Cannes; que sete indicações ao (palhaço do) Oscar, que nada. Nenhum desses títulos me impressionaria mais que ver ao filme e conferir trilha e fotografia belíssimas. E numa sala com meia dúzia de gatos pingados, coisa boa.
Um apontamento sur le film, apenas-e-tão-somente: eu não tenho MESMO do que reclamar da vida, nem você. Achava que tinha sido uma judia (ou algo do tipo) em outra vida (sai, papo de reencarnação), mas hoje tive certeza que não. Ou seria muito amarga, no mínimo.
E digo que só não fiquei com mais raiva do povo alemão porque sei que Hitler (assim como Bush, mas com bigodinho) era um lunático (sim, ele me contou!), e porque tenho a couple of two double friends alemães, a Charlotte e o Hanz, que contrariam totalmente esse rótulo besta.
O pitoresco ficou por conta da galerinha suuper da hora que eu peguei na saída do cinema. Shopping lotado, média de idade por volta dos 15 anos e algum cheiro de leite no ar. O mais cabicêra (fala sério!) foi ver um casal de paquerinhas se comunicando via celular, separado apenas pela praça de alimentação. É, filha, te cuida com a aposentadoria. Coroca.
...................................
Seboso
Não, não falarei dos hippies que emporcalham a Praça da Bandeira com aquele cheiro de xixi, suor, lágrimas (dos hippie babies) e paz-e-amor no ar. Asco. Nojo e aflição maiores ainda daqueles ossos atravessados na orelha, aff elevado à quinta.
Isso porque eu não ia falar dos tais, né?
O seboso em questão era outro. Entrei pra ver, pela trocentézima nona vez só neste ano, se havia chegado o Ilusões Perdidas, do Balzac. Se você for de Londrina e por um acaaaaso souber de quem esteja vendendo, agradeço a information.
Lá pro final da loja, num setor mais escondido, uma senhora duns 50 e poucos anos (isso porque ela não usa Havon!) lia um exemplar de Sabrina, ao banquinho, que eu vi. No setor de Comunicação/Jornalismo (veja bem o nome, héin), alguns exemplares de O Noviço (pô, ainda se fosse O Foca...) e O Teatro de Nelson Rodrigues me gritavam que algo estava errado. Depois de pegar nas mãos “O espírito sopra onde quer” (?!) e “O conhecimento inútil”, tive medo. Olhei para os lados, cocei a cabeça, rezei um Pai-Nosso e saí de fino. Lugar mais estranho.
...................................
Nada menos que 8 (oito) pessoas me perguntaram as horas hoje. Qualé?
...................................
Chega por hoje. Acho que deu pra espantar o tédio em escrever no blog, passados 2/3 da minhas atribulações de pré-formanda.
...................................
Meus agradecimentos mais sinceros (e, oh, mais formais) aos chineses e chinesas que tiveram saco em visitar esta azulada página mesmo em tempos de secura (a qual, aliás, não foi verificada nos comments, hehe).
Post mortem:
A guerra começou. O palhação texano acaba de dizer que está “levando a liberdade a outras pessoas”. E eu, uma mensagem de carinho a ele e aos 67% dos norte-americanos que o apoiaram:
I wish God damn you all
Expressãozinha que, por sinal, eles se proíbem, por uma questão de hipocrisia (Deus tudo sabe, tudo vê, sabe?). Viva a liberdade de expressão, bando de putos!
...................................
random: Come home — James
17.3.03
Orpheu - Fernando Pessoa
Só quem puder obter a estupidez
Ou a loucura pode ser feliz.
Buscar, querer, amar...tudo isto diz.
Perder, chorar, sofrer, vez após vez.
A estupidez achou sempre o que quis
Do círculo banal de sua avidez;
Nunca aos loucos o engano se desfez
Com quem um falso mundo seu condiz”.
..............................
Apenas mais algumas horinhas, Jesus.Valei-me.
Só quem puder obter a estupidez
Ou a loucura pode ser feliz.
Buscar, querer, amar...tudo isto diz.
Perder, chorar, sofrer, vez após vez.
A estupidez achou sempre o que quis
Do círculo banal de sua avidez;
Nunca aos loucos o engano se desfez
Com quem um falso mundo seu condiz”.
..............................
Apenas mais algumas horinhas, Jesus.Valei-me.
10.3.03
Afeganistão entra na era da Internet
Fonte: Terra Informática
O Afeganistão entrou oficialmente hoje na era da Internet com a inauguração de dois sites com o domínio .af, informou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Trata-se de uma "ruptura com o passado" do Afeganistão, afirmou o PNUD, lembrando que no regime Talibã o acesso à internet era proibido com tanto rigor que quem mandasse um e-mail ou acessasse um site podia ser "condenado à execução".
.................................
Depois dessa eu pensei até em ir embora almoçar.
Engraçado esse domínio meio abaianado, mais c'est pas mal.
Fonte: Terra Informática
O Afeganistão entrou oficialmente hoje na era da Internet com a inauguração de dois sites com o domínio .af, informou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Trata-se de uma "ruptura com o passado" do Afeganistão, afirmou o PNUD, lembrando que no regime Talibã o acesso à internet era proibido com tanto rigor que quem mandasse um e-mail ou acessasse um site podia ser "condenado à execução".
.................................
Depois dessa eu pensei até em ir embora almoçar.
Engraçado esse domínio meio abaianado, mais c'est pas mal.
Certas coisas só não são perfeitas porque
1- Não vêm em dose dupla;
2-Não vão mudar em nada o fato de vc ter de acordar cedo pra trabalhar.
Lerêê..........
1- Não vêm em dose dupla;
2-Não vão mudar em nada o fato de vc ter de acordar cedo pra trabalhar.
Lerêê..........
9.3.03
Cada um faz do seu blog o que bem entender, mas confesso que transcrição de e-mail não faz meu tipo. Coisa mais sem criatividade...
* But *, como para toda regra tem uma exceção, segue este q recebi ontem. Pelo jeito essa égua tem futuro, meus filhos...
.....................................
"VESTIBULAR UNICAMP 2.046 - PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA
1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:
"O JUMENTO E O CAVALINHO
ELES NUNCA ANDÃO SÓ
QUANDO SAI PRA PASSEAR LEVAM A ÉGUA POCOTÓ"
(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)
a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica a cerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.
b) Ao idealizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor o "jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.
c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.
d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoismo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário. Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra."
* But *, como para toda regra tem uma exceção, segue este q recebi ontem. Pelo jeito essa égua tem futuro, meus filhos...
.....................................
"VESTIBULAR UNICAMP 2.046 - PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA
1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:
"O JUMENTO E O CAVALINHO
ELES NUNCA ANDÃO SÓ
QUANDO SAI PRA PASSEAR LEVAM A ÉGUA POCOTÓ"
(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)
a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica a cerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.
b) Ao idealizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor o "jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.
c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.
d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoismo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário. Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra."
Só enquanto registro, a título de recordação, a nível de memória...
...pra mim. Que, velha (se o Blogspot não der pau antes), vou ler e dar risada das partes envolvidas. He, família de loucos...
Hoje (aliás, neste momento) fez uma semana que minha mãe, a mulher do meu pai, minha mãe, surpreendeu-me (oh, que estranho) com uma visitinha, assim, do nada. Louca* que só, deu "só uma adiantadinha na viagem", que seria no dia seguinte, durante o dia, e pegou a estrada noite alta, já. Ela e maninho, um homem lindo, 12 quilos mais magro (babem: em apenas UM mês) e, digamos, mais fortinho tbm. Milagres da musculação; mérito total da força de vontade dele. Show. "Pra sua formatura, Ina". Ah, vá ser fofo assim lá em casa. (snif)
Do carro da mami, suprimentos que, com toda a certeza, alimentariam umas quatro repúblicas aqui do prédio. Acho q o costumeiro sono (ou inadequação do momento, em linguagem científica) na voz, qdo me liga, deve estar sendo confundido com fome. Já expliquei, mas não adianta: a magreza é de raiva.
* uma mulher já passados os 40 se achar "gorda" com 55 quilos é mesmo um indício forte de loucura, nem vem.
Amo você, loucona.
...........................
Adiós, muchachos, hasta la mala vista. Putanos.
Eu quero ver o Dômine no Paparazzo, será que a Globo deixa?
...........................
* sigh *
O primeiro encontro de sábado via telefone. E um aperto danado aqui, mas com a certeza de que saudade é mesmo um sentimento revelador.
...........................
random: Come away with me - Norah Jones
(eu quero um carango igual ao desse clipe, eu quero.)
...pra mim. Que, velha (se o Blogspot não der pau antes), vou ler e dar risada das partes envolvidas. He, família de loucos...
Hoje (aliás, neste momento) fez uma semana que minha mãe, a mulher do meu pai, minha mãe, surpreendeu-me (oh, que estranho) com uma visitinha, assim, do nada. Louca* que só, deu "só uma adiantadinha na viagem", que seria no dia seguinte, durante o dia, e pegou a estrada noite alta, já. Ela e maninho, um homem lindo, 12 quilos mais magro (babem: em apenas UM mês) e, digamos, mais fortinho tbm. Milagres da musculação; mérito total da força de vontade dele. Show. "Pra sua formatura, Ina". Ah, vá ser fofo assim lá em casa. (snif)
Do carro da mami, suprimentos que, com toda a certeza, alimentariam umas quatro repúblicas aqui do prédio. Acho q o costumeiro sono (ou inadequação do momento, em linguagem científica) na voz, qdo me liga, deve estar sendo confundido com fome. Já expliquei, mas não adianta: a magreza é de raiva.
* uma mulher já passados os 40 se achar "gorda" com 55 quilos é mesmo um indício forte de loucura, nem vem.
Amo você, loucona.
...........................
Adiós, muchachos, hasta la mala vista. Putanos.
Eu quero ver o Dômine no Paparazzo, será que a Globo deixa?
...........................
* sigh *
O primeiro encontro de sábado via telefone. E um aperto danado aqui, mas com a certeza de que saudade é mesmo um sentimento revelador.
...........................
random: Come away with me - Norah Jones
(eu quero um carango igual ao desse clipe, eu quero.)
8.3.03
It's very nice pra xuxu
Mundinho pequeno, sô! Numa daquelas reportagens de sábado que o Jornal Hoje exibe, sobre ritmos musicais, enfoque para o trance. Tut, tut, tut, tu tu tut...affe. Não é pra idosos, como diria o Rain Man, "definitivameeeente". Um dos entrevistados era justo o amigo mais caseiro-não-me-importune-com-festança-please do meu primo, em Sorocaba. Ou Soroca, cidade fofa. Vontade de voltar pra Soroca. E o Tiba, o sujeito, com o pé na lama, um bando de meninas em volta dançando e o cenário, deveras sugestivo (a paisagem de fundo era linda), mostrava por baixo o horário em que uma rave tava terminando. solzão na cara da moçada, ueeee
Zuzu zen (diria Montez), não fosse um clubber cabeludo (?!), numa daquelas frases de efeito que repórter adora pra encerrar matéria (blergh), dizer algo como "O trance é o woodstock moderno, uhuuuu!". Que Hendrix, Janis, Morrison, Dylan, Baez mais uma pá de gente que transpira música não te ouça, seu besta.
*
Afinal, quem se importa?
*
Acabei de ouvir que um dos (inúúmeros) cinemas daqui está com 50% de desconto (off pra você, Aldo Rebelo) nos ingressos de hoje pra mulherada. Queria ver a cara deles com uma caçarola de bibas exigindo a meia-entrada. Rá rá rá. Igualdade de direitos o caralh*, bando de papudos.
*
Momento felizi dum sábado ultragigamegaemocionante: a versão atualizada de "Retrato de um playboy", do Gabriel o Pensador. Não gosto de rap, estou comendo cotonete pro Eminem e uma bigorna quente pros Racionais. Mas pelo carioca eu tenho uma, hmm, simpatia. Depois da musiquinha porreta de hoje, um gesto de desagravo de minha parte, oras.
*
" Porque hoje é sábadu"
Sábadu, sábadu, sábadu, sabadabadu... hehe
Se fodeu, Dhomini. Hoje vc chora de verdade, porco esotérico.
E aquela japa que se cuide.
Porque assim disse o profeta Hizahíahs (após consultar 'aquela' numeróloga): "Podes preparar-te que, no dia de tua saída, todas as manifestações de mandinga serão revertidas para a pessoa dos assessores parlamentares acima dos 75 quilos"
Quero ver você engolir a pérola que deu pros outros, garanhão.
Mundinho pequeno, sô! Numa daquelas reportagens de sábado que o Jornal Hoje exibe, sobre ritmos musicais, enfoque para o trance. Tut, tut, tut, tu tu tut...affe. Não é pra idosos, como diria o Rain Man, "definitivameeeente". Um dos entrevistados era justo o amigo mais caseiro-não-me-importune-com-festança-please do meu primo, em Sorocaba. Ou Soroca, cidade fofa. Vontade de voltar pra Soroca. E o Tiba, o sujeito, com o pé na lama, um bando de meninas em volta dançando e o cenário, deveras sugestivo (a paisagem de fundo era linda), mostrava por baixo o horário em que uma rave tava terminando. solzão na cara da moçada, ueeee
Zuzu zen (diria Montez), não fosse um clubber cabeludo (?!), numa daquelas frases de efeito que repórter adora pra encerrar matéria (blergh), dizer algo como "O trance é o woodstock moderno, uhuuuu!". Que Hendrix, Janis, Morrison, Dylan, Baez mais uma pá de gente que transpira música não te ouça, seu besta.
*
Afinal, quem se importa?
*
Acabei de ouvir que um dos (inúúmeros) cinemas daqui está com 50% de desconto (off pra você, Aldo Rebelo) nos ingressos de hoje pra mulherada. Queria ver a cara deles com uma caçarola de bibas exigindo a meia-entrada. Rá rá rá. Igualdade de direitos o caralh*, bando de papudos.
*
Momento felizi dum sábado ultragigamegaemocionante: a versão atualizada de "Retrato de um playboy", do Gabriel o Pensador. Não gosto de rap, estou comendo cotonete pro Eminem e uma bigorna quente pros Racionais. Mas pelo carioca eu tenho uma, hmm, simpatia. Depois da musiquinha porreta de hoje, um gesto de desagravo de minha parte, oras.
*
" Porque hoje é sábadu"
Sábadu, sábadu, sábadu, sabadabadu... hehe
Se fodeu, Dhomini. Hoje vc chora de verdade, porco esotérico.
E aquela japa que se cuide.
Porque assim disse o profeta Hizahíahs (após consultar 'aquela' numeróloga): "Podes preparar-te que, no dia de tua saída, todas as manifestações de mandinga serão revertidas para a pessoa dos assessores parlamentares acima dos 75 quilos"
Quero ver você engolir a pérola que deu pros outros, garanhão.
Everyone thought it was a shame
Uau, mulherada, hoje é o nosso dia! Parabéns a todas, e ao meu amigo fofis, Marcelo, que estranhamente se gaba de soprar vel(h)inhas nesta sacrodata.
Sei não, hehe
*
Professor universitário é foda. Orientadores, então, podem se tornar seres foda-exponenciais. Nem acabei meu filho ainda (despachadas hj 70 pagininhas, já tirei uma das patas que pesava sobre meu ombro, credo) e ouço uma proposta de "vamos fazer o projeto de uma revista"? Pergunta na hora errada e com intenções claramente escravocrata-intimidatórias me deixam com uma pulga gorda atrás da orelha. Alguém tem racumim, detefon ou congêneres sobrando?
O detalhe foi ouvir as fofocas do porteiro sobre a distinta senhora. Minhas jabuticabas quase saltaram pra fora quando soube de tudo aquilo, tsc, tsc. Vem cá: tão me achando com cara de quê pra tanta intimidade, hã? Povo mais tonto.
*
Queria sugerir às otoridades deste país, companheiras, que o dia 8 de março fosse comemorado mais decentemente. A começar pela institucionalização de um feriado imune a plantões de quaisquer espécies, por favor. Além da distribuição de um cartão do Fome Zero pra cada uma.
Sim, vocês entenderam.
*
Acabo o post e vejo esse toque de recolher. It isn't toy, no!
*
random: Ursinho Pimpão - A Turma do Balão Mágico
(para crianças insones)
Uau, mulherada, hoje é o nosso dia! Parabéns a todas, e ao meu amigo fofis, Marcelo, que estranhamente se gaba de soprar vel(h)inhas nesta sacrodata.
Sei não, hehe
*
Professor universitário é foda. Orientadores, então, podem se tornar seres foda-exponenciais. Nem acabei meu filho ainda (despachadas hj 70 pagininhas, já tirei uma das patas que pesava sobre meu ombro, credo) e ouço uma proposta de "vamos fazer o projeto de uma revista"? Pergunta na hora errada e com intenções claramente escravocrata-intimidatórias me deixam com uma pulga gorda atrás da orelha. Alguém tem racumim, detefon ou congêneres sobrando?
O detalhe foi ouvir as fofocas do porteiro sobre a distinta senhora. Minhas jabuticabas quase saltaram pra fora quando soube de tudo aquilo, tsc, tsc. Vem cá: tão me achando com cara de quê pra tanta intimidade, hã? Povo mais tonto.
*
Queria sugerir às otoridades deste país, companheiras, que o dia 8 de março fosse comemorado mais decentemente. A começar pela institucionalização de um feriado imune a plantões de quaisquer espécies, por favor. Além da distribuição de um cartão do Fome Zero pra cada uma.
Sim, vocês entenderam.
*
Acabo o post e vejo esse toque de recolher. It isn't toy, no!
*
random: Ursinho Pimpão - A Turma do Balão Mágico
(para crianças insones)
7.3.03
Porque relógio é coisa de nerd
Excesso de horas dormidas é uma coisa chata. Como ando meio esquisita ultimamente, tô louca pra executar umas chatices. A falta das tais 8 horas (as quais até hoje, qdo dá uma brecha e eu viro turista em casa, meu pai faz questão de me lembrar) de fato é uma merda. Definitivamente, eu fui feita pra dormir, dormir muito. Não aqueles 30 minutos lazarentos desta noite. O fim de semana, como eu sempre digo, promete.
E pra este que tá chegando, acho que ficar sozinha em casa, ilhada, vai ser uma bênção. O mp3 da Isaura tá na espera; não posso desapontá-lo.
E eu acabo de descobrir que dois puta filmes estréiam bem hoje. Só uma interjeição mesmo pra definir o acaso: humpf *.
* Homenagem a um blog supimpa e bacaninha que não mereceria estar desativado.
...................................
Upload no dicionário, Janaina, já.
...................................
random: All across the sands – Stone Roses
(ok, preferia não ouvir isso sozinha.)
Excesso de horas dormidas é uma coisa chata. Como ando meio esquisita ultimamente, tô louca pra executar umas chatices. A falta das tais 8 horas (as quais até hoje, qdo dá uma brecha e eu viro turista em casa, meu pai faz questão de me lembrar) de fato é uma merda. Definitivamente, eu fui feita pra dormir, dormir muito. Não aqueles 30 minutos lazarentos desta noite. O fim de semana, como eu sempre digo, promete.
E pra este que tá chegando, acho que ficar sozinha em casa, ilhada, vai ser uma bênção. O mp3 da Isaura tá na espera; não posso desapontá-lo.
E eu acabo de descobrir que dois puta filmes estréiam bem hoje. Só uma interjeição mesmo pra definir o acaso: humpf *.
* Homenagem a um blog supimpa e bacaninha que não mereceria estar desativado.
...................................
Upload no dicionário, Janaina, já.
...................................
random: All across the sands – Stone Roses
(ok, preferia não ouvir isso sozinha.)
6.3.03
Deixe a luz apagada, por uns minutinhos
Hoje eu queria qualquer coisa, menos a sensação que ficou depois daquela despedida. Tiraria sarro do meu pé enfaixado, mas lembrei a trabalheira que ele deu pra mami, pra mim (não tiro mais sarro da Shirlêi, a coxa da novela), e o quanto esse bestinha ainda teima em doer. Não, deixo meu pé em paz. Por enquanto – mas ele que trate de cicatrizar logo.
Agora eu queria ouvir aquela música que ouvimos aqui, quietos, nos ombros um do outro. Mas eitcha musiquinha triste; eu não posso sair de casa, quanto menos beber, então é melhor esquecê-la por uns dias. Só que não tem jeito; essas coisas da vida “botam a gente comovido como o diabo”, e, tá bom, eu sou meio masoquista mesmo. Quer curtir uma fossa? Me liga, o que tá esperando?! Ou escreve pro meu e-mail, respondo por laudas. Aliás, antes de jornalismo psicologia era uma intenção. Sorte sua.
Espero que o violão não saiba que o retorno é demorado; se ele desafina, coitado, vai ficar cantando que nem o Xororó mesmo, porque eu não me arrisco. Você sabe que não. O dia em que ele cansar de ‘Por enquanto’ (por que ralhos eu insisto nessa bendita, oh céus??), pode ser que não saiba mais nenhuma. Ô, dó.
O cinema, bem, este não sei se poderá esperar. Sabe como são aqueles papos pseudo-jornalísticos, né? Tenho que estar por dentro, meu. Atualizada, essas coisas. Da globalização, entende? Outros sábados virão, outros atrasos também, não pense que eu vou mudar tanto, até lá. Já basta o cabelo, que tão cedo não vai ter aquele look-repórter-da-Globo que você tanto me alugou uns dois anos atrás. Ainda lembra?
Restaram as fotos e a lembrança das palavras mais meigas que alguém me disse e, sei, que ninguém mais as dirá. Que o aperto seja passageiro, os dias também. Tantas lendas cercam esses tipos de relacionamentos de quilometragem definida que eu já me enchi de todas elas. Conforme o combinado.
*
(Uma parte de mim deixou Londrina hoje)
*
Nem precisava escrever tudo isso. Lembre daquele dia, Teresa Salgueiro nos embalando. Como agora.
*
Haja o que houver - Madredeus
Haja o que houver eu estou aqui
Haja o que houver espero por ti
Volta do vento oh meu amor
Volta depressa, por favor.
Há quanto tempo já esqueci
Por que fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei
Quem és pra mim
Haja o que houver
Espero por ti
Hoje eu queria qualquer coisa, menos a sensação que ficou depois daquela despedida. Tiraria sarro do meu pé enfaixado, mas lembrei a trabalheira que ele deu pra mami, pra mim (não tiro mais sarro da Shirlêi, a coxa da novela), e o quanto esse bestinha ainda teima em doer. Não, deixo meu pé em paz. Por enquanto – mas ele que trate de cicatrizar logo.
Agora eu queria ouvir aquela música que ouvimos aqui, quietos, nos ombros um do outro. Mas eitcha musiquinha triste; eu não posso sair de casa, quanto menos beber, então é melhor esquecê-la por uns dias. Só que não tem jeito; essas coisas da vida “botam a gente comovido como o diabo”, e, tá bom, eu sou meio masoquista mesmo. Quer curtir uma fossa? Me liga, o que tá esperando?! Ou escreve pro meu e-mail, respondo por laudas. Aliás, antes de jornalismo psicologia era uma intenção. Sorte sua.
Espero que o violão não saiba que o retorno é demorado; se ele desafina, coitado, vai ficar cantando que nem o Xororó mesmo, porque eu não me arrisco. Você sabe que não. O dia em que ele cansar de ‘Por enquanto’ (por que ralhos eu insisto nessa bendita, oh céus??), pode ser que não saiba mais nenhuma. Ô, dó.
O cinema, bem, este não sei se poderá esperar. Sabe como são aqueles papos pseudo-jornalísticos, né? Tenho que estar por dentro, meu. Atualizada, essas coisas. Da globalização, entende? Outros sábados virão, outros atrasos também, não pense que eu vou mudar tanto, até lá. Já basta o cabelo, que tão cedo não vai ter aquele look-repórter-da-Globo que você tanto me alugou uns dois anos atrás. Ainda lembra?
Restaram as fotos e a lembrança das palavras mais meigas que alguém me disse e, sei, que ninguém mais as dirá. Que o aperto seja passageiro, os dias também. Tantas lendas cercam esses tipos de relacionamentos de quilometragem definida que eu já me enchi de todas elas. Conforme o combinado.
*
(Uma parte de mim deixou Londrina hoje)
*
Nem precisava escrever tudo isso. Lembre daquele dia, Teresa Salgueiro nos embalando. Como agora.
*
Haja o que houver - Madredeus
Haja o que houver eu estou aqui
Haja o que houver espero por ti
Volta do vento oh meu amor
Volta depressa, por favor.
Há quanto tempo já esqueci
Por que fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei
Quem és pra mim
Haja o que houver
Espero por ti
3.3.03
Folga de carnaval
Rárárá. Enganei o bobo.
*
Hehe. Discrição é tu-do, como diria o sábio Anonymus Apocalypticus.
A expressão de susto do porteiro do prédio onde trabalho, hoje (segunda-feira de carnival, babe), foi engraçada. Aquele "bom dia" forçado, com um puta ponto de interrogação no meio da testa. Show a discrição.
*
Acabei de ler, por um baita acaso, o blog duma curitibana que, aluna nova de dereito, comentava sobre a "nova galera" que passaria a fazer parte de sua vida, talz. Abstenho-me de entrar em detalhes, porque me satisfaço com a minha estupidez.
Só uma coisa me chamou a atenção: lá pro fim do post, falando de um dos "futuros coleguinhas", o comentário sobre a cidade do dito foi deveras acolhedor: "um loucão que tava com uma camisa do Metallica e gostava das música boa! (sic) a gente falou até sobre coturnos rs.... ele é de Apucarana, credu ! imagina... se Londrina é um shitz, Apucarana então...."
Por isso que cada vez mais eu compreendo Saddam, Osama e seus guris. Tudo bem, onde eu li o lixo aí de cima também havia muita sabedoria. "estou tão emocionada !!! por tudo... tudo mesmo... vou aprender cada coisa... vou conhecer tanta gente !!!! taaaanta !!! mal posso esperar !! só ontem vi oito propagandas de festas..." Realmente, merda com z no final.
Convertei-vos, irmãos, e não vos estresseis com as bobagens alheias. Ou sereis condenados por toda a eternidade à contemplação de mais uma emocionante série de
Frases de otimismo
"O homem comum é exigente com os outros; o homem superior é exigente consigo mesmo" (Marco Aurélio)
"Sê sábio se queres comtemplar os sabiás de tua existência" (do módulo Diversão com Anagramas, by Anônima)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete" (Aristóteles)
"Não te enganes com a falsa prepotência; reconhece o valor em teus amigos. Afinal, jornalistas são sábios" (módulo Probleminha de Lógica, by Anônima)
*
Mais uma semana de contagens regressivas. Três, ao todo, que contabilizam duas despedidas e um deadline cachorro de mau. Que o elixir da sagrada vigilância me mantenha sempre alerta, eis que vou precisar, e moito.
*
No one ever said it would be so hard...
random: The Scientist - Coldplay
Rárárá. Enganei o bobo.
*
Hehe. Discrição é tu-do, como diria o sábio Anonymus Apocalypticus.
A expressão de susto do porteiro do prédio onde trabalho, hoje (segunda-feira de carnival, babe), foi engraçada. Aquele "bom dia" forçado, com um puta ponto de interrogação no meio da testa. Show a discrição.
*
Acabei de ler, por um baita acaso, o blog duma curitibana que, aluna nova de dereito, comentava sobre a "nova galera" que passaria a fazer parte de sua vida, talz. Abstenho-me de entrar em detalhes, porque me satisfaço com a minha estupidez.
Só uma coisa me chamou a atenção: lá pro fim do post, falando de um dos "futuros coleguinhas", o comentário sobre a cidade do dito foi deveras acolhedor: "um loucão que tava com uma camisa do Metallica e gostava das música boa! (sic) a gente falou até sobre coturnos rs.... ele é de Apucarana, credu ! imagina... se Londrina é um shitz, Apucarana então...."
Por isso que cada vez mais eu compreendo Saddam, Osama e seus guris. Tudo bem, onde eu li o lixo aí de cima também havia muita sabedoria. "estou tão emocionada !!! por tudo... tudo mesmo... vou aprender cada coisa... vou conhecer tanta gente !!!! taaaanta !!! mal posso esperar !! só ontem vi oito propagandas de festas..." Realmente, merda com z no final.
Convertei-vos, irmãos, e não vos estresseis com as bobagens alheias. Ou sereis condenados por toda a eternidade à contemplação de mais uma emocionante série de
Frases de otimismo
"O homem comum é exigente com os outros; o homem superior é exigente consigo mesmo" (Marco Aurélio)
"Sê sábio se queres comtemplar os sabiás de tua existência" (do módulo Diversão com Anagramas, by Anônima)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete" (Aristóteles)
"Não te enganes com a falsa prepotência; reconhece o valor em teus amigos. Afinal, jornalistas são sábios" (módulo Probleminha de Lógica, by Anônima)
*
Mais uma semana de contagens regressivas. Três, ao todo, que contabilizam duas despedidas e um deadline cachorro de mau. Que o elixir da sagrada vigilância me mantenha sempre alerta, eis que vou precisar, e moito.
*
No one ever said it would be so hard...
random: The Scientist - Coldplay
1.3.03
Num queria mesmo
Anote aí:
02 - 07 - 27 - 32 - 35 - 50
Estas são as dezenas que não foram sorteadas hoje pela Mega-Sena. Nenhuma, por sinal.
Pelo jeito, Sao Longuinho anda literalmente duro nas negociações. Me paga, santinho.
*
Isso é pra você aprender a segurar o microfone direito, pasquim.
Anote aí:
02 - 07 - 27 - 32 - 35 - 50
Estas são as dezenas que não foram sorteadas hoje pela Mega-Sena. Nenhuma, por sinal.
Pelo jeito, Sao Longuinho anda literalmente duro nas negociações. Me paga, santinho.
*
Isso é pra você aprender a segurar o microfone direito, pasquim.
Uma sopa quente e um cachecol de lã
Desculpem a maleducação, mas que calor mais lazarento, putaquepariu. Aquele vapor levantando da calçada às duas da tarde é a resposta perfeita pra quem um dia quiser saber como é o inferno. Desgrama.
Tuba e Coxa no VGD; expectativa de estádio novamente lotado; máxima de 37 graus na moleira. Depois duvidam que londrinense é meio lelé.
*
E a minha sinuca de bico entra na reta final. Uma semaninha e o hino da escrava Isaura vai encher esse prédio; mp3 a postos. Enquanto isso, suco de acerola fresquinha (valeu, fofo) e sorvete de limão pra esperar o inverno. Que será rigoroso, espero.
*
O título do post é a segunda visão do inferno: presenteie aquele seu desafeto com as sugestões e viva mais feliz! Se quiser, a guarnização pode ser um single do Roberto Carlos cantando Eguinha Pocotó em todas aquelas versões que circulam na web, em ritmo de MPB. Uhu, mano.
random: Heartache - The Metters
Desculpem a maleducação, mas que calor mais lazarento, putaquepariu. Aquele vapor levantando da calçada às duas da tarde é a resposta perfeita pra quem um dia quiser saber como é o inferno. Desgrama.
Tuba e Coxa no VGD; expectativa de estádio novamente lotado; máxima de 37 graus na moleira. Depois duvidam que londrinense é meio lelé.
*
E a minha sinuca de bico entra na reta final. Uma semaninha e o hino da escrava Isaura vai encher esse prédio; mp3 a postos. Enquanto isso, suco de acerola fresquinha (valeu, fofo) e sorvete de limão pra esperar o inverno. Que será rigoroso, espero.
*
O título do post é a segunda visão do inferno: presenteie aquele seu desafeto com as sugestões e viva mais feliz! Se quiser, a guarnização pode ser um single do Roberto Carlos cantando Eguinha Pocotó em todas aquelas versões que circulam na web, em ritmo de MPB. Uhu, mano.
random: Heartache - The Metters
27.2.03
Pausa da leitura
Começo de feriadão é tudo a mesma coisa. Não tem o que pôr nem tirar. A cidade vai ficando com cara de muchocho, a universidade começa a competir com aquelas paisagens do Saara (sob os 36 graus de hoje, então, perfect), os que ainda trabalham na quinta e na sexta sustentam aquele ar de “tá por pouco, véio”.
Pra contemplar a falta de emoção, uma loja de informática daqui do centro resolver inovar e atrair a desanimada clientela. “Super promoção de canetas, aproveite”. Uou.
*
Cada um tem suas manias, não me venha querer bancar o diferentão. Umas mais, outras menos estranhas. Numa parte da minha aborrecência, não sei por que bugalhos levava a mão à cabeça sempre que tomava água. Contando os goles – os quais não poderiam jamais terminar num número par. Cresci (na estatura) e passei a observar as combinações das placas de carros. Especialmente as letras. Houve vezes em que achava mesmo que determinadas placas estavam predestinadas – a CKZ da vizinha solteirona e marrenta, ou a delicada KCT dum Chevectra rosa-choque terrível que teimava em obstruir a garagem do meu avô. Em dezembro passado, depois da balada de sábado/domingo, um carro à nossa frente (placa AMO) mostraria mais que dois pombinhos ao volante: era um dá-ou-desce legítimo, com o despudorado casal conferindo a eficiência do silicone, em pleno semáforo. Realmente, love dos quentes.
Hoje eu invoco menos com as placas, mas confesso que nomes de estabelecimentos comerciais também constituem atrativo a essa mente mais à toa na vida. Dois me são particularmente carinhosos, devido à carga simbólica que carregam. O primeiro, numa cidadela aqui perto, tinha uma única porta (pela qual duas pessoas não passam, é verdade) e um letreiro cachorro de mal pintado. “Butiqui Fiki Xiki”, assim, personalizado com a letra da Rainha.
O outro, da capitar aqui do Estado, pouco ostentava do ar pseudo-europeu das demais construções e paisagens. Botecão com aqueles mesmos velhos na porta olhando a ‘outra’ paisagem. O nome, bizuco: “Espetinhos Miau-Miau”. Cuidado com as brincadeiras; não engane seus amigos. Se você quer o legítimo espeto do bichano, já sabe aonde ir.
*
E dando prosseguimento à campanha por um carnaval sadio, vamos a
Mais frases de otimismo:
"O homem não morre quando deixa de viver, mas, sim, quando deixa de amar" (Mário Quintana)
“Não faz da bitoca de hoje selinho tolo e sem sentido; podes carecer de cola, amanhã” (anônima)
Arrepiei.
*
random: Just - Radiohead
Começo de feriadão é tudo a mesma coisa. Não tem o que pôr nem tirar. A cidade vai ficando com cara de muchocho, a universidade começa a competir com aquelas paisagens do Saara (sob os 36 graus de hoje, então, perfect), os que ainda trabalham na quinta e na sexta sustentam aquele ar de “tá por pouco, véio”.
Pra contemplar a falta de emoção, uma loja de informática daqui do centro resolver inovar e atrair a desanimada clientela. “Super promoção de canetas, aproveite”. Uou.
*
Cada um tem suas manias, não me venha querer bancar o diferentão. Umas mais, outras menos estranhas. Numa parte da minha aborrecência, não sei por que bugalhos levava a mão à cabeça sempre que tomava água. Contando os goles – os quais não poderiam jamais terminar num número par. Cresci (na estatura) e passei a observar as combinações das placas de carros. Especialmente as letras. Houve vezes em que achava mesmo que determinadas placas estavam predestinadas – a CKZ da vizinha solteirona e marrenta, ou a delicada KCT dum Chevectra rosa-choque terrível que teimava em obstruir a garagem do meu avô. Em dezembro passado, depois da balada de sábado/domingo, um carro à nossa frente (placa AMO) mostraria mais que dois pombinhos ao volante: era um dá-ou-desce legítimo, com o despudorado casal conferindo a eficiência do silicone, em pleno semáforo. Realmente, love dos quentes.
Hoje eu invoco menos com as placas, mas confesso que nomes de estabelecimentos comerciais também constituem atrativo a essa mente mais à toa na vida. Dois me são particularmente carinhosos, devido à carga simbólica que carregam. O primeiro, numa cidadela aqui perto, tinha uma única porta (pela qual duas pessoas não passam, é verdade) e um letreiro cachorro de mal pintado. “Butiqui Fiki Xiki”, assim, personalizado com a letra da Rainha.
O outro, da capitar aqui do Estado, pouco ostentava do ar pseudo-europeu das demais construções e paisagens. Botecão com aqueles mesmos velhos na porta olhando a ‘outra’ paisagem. O nome, bizuco: “Espetinhos Miau-Miau”. Cuidado com as brincadeiras; não engane seus amigos. Se você quer o legítimo espeto do bichano, já sabe aonde ir.
*
E dando prosseguimento à campanha por um carnaval sadio, vamos a
Mais frases de otimismo:
"O homem não morre quando deixa de viver, mas, sim, quando deixa de amar" (Mário Quintana)
“Não faz da bitoca de hoje selinho tolo e sem sentido; podes carecer de cola, amanhã” (anônima)
Arrepiei.
*
random: Just - Radiohead
26.2.03
eu não agüento, eu não agüento
Londrinense é mesmo um bicho estranho, carácole. Daria pra elevar à potência dois, pelo menos, o número de desdenhosos do pobre LEC, vulgo Tubarão, Tuba para os íntimos, quando está em questão ir ou não ao VGD assistir às peladas do time.
hehe, judiei.
Hoje, só porque foi contra o Atlético um mixo empate em 0 a 0, os torcedores mais fervorosos saem à Higienópolis e – claro – passam aqui em frente com um buzinaço de largar qualquer idoso louco. Tudo bem, a equipe foi pras semifinais, mas vá ser hipócrita assim lá no inferno.
Btw, dado o calor insuportável que nos fede a alma por aqui, nada mais coerente. O que salva é o céu estrelado, agora, e incrivelmente azul no dia seguinte. Beautiful.
Londrinense é mesmo um bicho estranho, carácole. Daria pra elevar à potência dois, pelo menos, o número de desdenhosos do pobre LEC, vulgo Tubarão, Tuba para os íntimos, quando está em questão ir ou não ao VGD assistir às peladas do time.
hehe, judiei.
Hoje, só porque foi contra o Atlético um mixo empate em 0 a 0, os torcedores mais fervorosos saem à Higienópolis e – claro – passam aqui em frente com um buzinaço de largar qualquer idoso louco. Tudo bem, a equipe foi pras semifinais, mas vá ser hipócrita assim lá no inferno.
Btw, dado o calor insuportável que nos fede a alma por aqui, nada mais coerente. O que salva é o céu estrelado, agora, e incrivelmente azul no dia seguinte. Beautiful.
Um pouco de Pó Royal nessa gente
Pra não ficar sem sentido o post aí de baixo, não, isso aqui ainda não virou terra de ninguém, apesar de estarmos quase em Carnaval. Viva o meu nome – pode não ser o mais lindo do mundo, mas ainda o prefiro àquele hífen sem vergonha denunciando o pau no template.
Ajuda, paciência e sabedoria em HTML infinitas do Fer, esse menino fofo. Valeu, cumpadi, o spaghetti está na agenda. Deixe acabar essa loucura de tcc, e verás o poder do molho ao sugo, hehe
Citei o Carnaval e lembrei do telefonema de há pouco, do namorado (esposo, ela prefere) da Ana. No final, o “bom carnaval pra vocês!” desencadeou a pergunta incrédula do outro lado da linha: “mas você vai passar aí?” (prolongue o “i”, por favor)
Pois é. Fim de semana de altas emoções e pouca folia – mami parece que sentiu os dois meses em que a forasteira não lhe mostra os dentes e decidiu trazer o colo até Maomé, que bom; por outro lado, este fim de semana também é o último de uma fase importante em *nossas* vidas, para o início de outra. Chorona que sou, vou tentar (assim como quase tudo que faço) adiar esse tipo de sentimento pra última hora. Além de não os querer vermelhos demais, como de costume nessas ocasiões, tampouco pretendo ver meus olhos cercados por aquelas ruguinhas penetras. Falemos daquilo que é alegre, ora pois.
*
Sessão frases de otimismo-II
"O prazer dos grandes homens consiste em fazer outros felizes" (Pascal)
“Quando o anãozinho for rude com você, ofereça-lhe pó Royal e Neston” (anônima)
*
random: Black – Pearl Jam
Pra não ficar sem sentido o post aí de baixo, não, isso aqui ainda não virou terra de ninguém, apesar de estarmos quase em Carnaval. Viva o meu nome – pode não ser o mais lindo do mundo, mas ainda o prefiro àquele hífen sem vergonha denunciando o pau no template.
Ajuda, paciência e sabedoria em HTML infinitas do Fer, esse menino fofo. Valeu, cumpadi, o spaghetti está na agenda. Deixe acabar essa loucura de tcc, e verás o poder do molho ao sugo, hehe
Citei o Carnaval e lembrei do telefonema de há pouco, do namorado (esposo, ela prefere) da Ana. No final, o “bom carnaval pra vocês!” desencadeou a pergunta incrédula do outro lado da linha: “mas você vai passar aí?” (prolongue o “i”, por favor)
Pois é. Fim de semana de altas emoções e pouca folia – mami parece que sentiu os dois meses em que a forasteira não lhe mostra os dentes e decidiu trazer o colo até Maomé, que bom; por outro lado, este fim de semana também é o último de uma fase importante em *nossas* vidas, para o início de outra. Chorona que sou, vou tentar (assim como quase tudo que faço) adiar esse tipo de sentimento pra última hora. Além de não os querer vermelhos demais, como de costume nessas ocasiões, tampouco pretendo ver meus olhos cercados por aquelas ruguinhas penetras. Falemos daquilo que é alegre, ora pois.
*
Sessão frases de otimismo-II
"O prazer dos grandes homens consiste em fazer outros felizes" (Pascal)
“Quando o anãozinho for rude com você, ofereça-lhe pó Royal e Neston” (anônima)
*
random: Black – Pearl Jam
24.2.03
Tietagem sim, e daí?
Certas notícias me entristecem (não linko, não hoje); outras, me dão um prazer enorme publicá-las. Viva a boa música, minha gente!
*
Falar em música de qualidade, hoje foi a vez do meu chefe conhecer Beth Gibbons (que NÃÃO é MTV, como ele pensava, hehe) e Rustin Man. Adquirir um ano a menos de vida, nesse caso, tem lá suas vantagens, sem falsa modéstia. Meu mucho obrigada às companheiras de labuta, as quais, com muita confiança (creio) na escolha desta que vos toma o tempo, me facultaram tarefa mais fofa na tarde de domingo.
Só espero que o contemplado não se decepcione. Figas aí, vai.
*
Mas o que eu gosto, mesmo, nessas datas, são das mensagens escritas. Por isso que meus fundos de gaveta são cheios de cartões e outros bilhetinhos que, na velhice, quero olhar um a um e tentar entender como eu cheguei até lá.
Uou, isso é otimismo pur dimaaaaaais pra uma noite insone. Cuidado no café, crianças, as colherinhas não são de sopa.
*
como não podia deixar de ser,
recommended: Shoot the Moon (alive version) - Norah Jones
Ps.: ei, Cris, combinemos o empréstimo, no pobrem.
Certas notícias me entristecem (não linko, não hoje); outras, me dão um prazer enorme publicá-las. Viva a boa música, minha gente!
*
Falar em música de qualidade, hoje foi a vez do meu chefe conhecer Beth Gibbons (que NÃÃO é MTV, como ele pensava, hehe) e Rustin Man. Adquirir um ano a menos de vida, nesse caso, tem lá suas vantagens, sem falsa modéstia. Meu mucho obrigada às companheiras de labuta, as quais, com muita confiança (creio) na escolha desta que vos toma o tempo, me facultaram tarefa mais fofa na tarde de domingo.
Só espero que o contemplado não se decepcione. Figas aí, vai.
*
Mas o que eu gosto, mesmo, nessas datas, são das mensagens escritas. Por isso que meus fundos de gaveta são cheios de cartões e outros bilhetinhos que, na velhice, quero olhar um a um e tentar entender como eu cheguei até lá.
Uou, isso é otimismo pur dimaaaaaais pra uma noite insone. Cuidado no café, crianças, as colherinhas não são de sopa.
*
como não podia deixar de ser,
recommended: Shoot the Moon (alive version) - Norah Jones
Ps.: ei, Cris, combinemos o empréstimo, no pobrem.
22.2.03
RELAXE, TOME ESSA XÍCARA DE CAFÉ, EU SIRVO
Hmm. Nunca fui lá aquelas coisas em matemática - ainda mais que uma superjapamacha nos mandava à lousa pra desenhar aquelas horríveis hipérboles, parábolas, enfim, fazer aquels tracinhos que eu tanto odiava. Sim, de coração.
A dois dias do vestibular (trauma), acordei tentando matar o pernilongo da Fuvest. Estranho? Nem tanto, considerando-se que eu havia sonhado com uma vaca... transposta. Isso aí, também acho estranho. Nunca esqueço a cara do meu pai, me vendo no quarto, em pé, dormindo, tentanto pegar o maldito hexápode cantador.
Por tabela, detestava Física. Não aquela ligada ao cotidiano, a maçã caindo devido à gravidade (verdade que testávamos isso com alguns malas, sob o pretexto, c-l-a-r-o, de praticar a teoria); mas a física das fórmulas odiosas, do professor em abstinência alcoólica (a mão dele tremia, ele ficava bravo, nós ríamos, maus, e quem ficava mau, nas provas, era ELE), que volta e meia separava meu grupo de conversas aleatórias em pequenas distâncias de seis fileiras, cada membro. Não guardo rancores, mas não gostaria de passar por ele num dia chuvoso, de carro, se ele estiver a pé. Ó, que descuido!
A física nem me faz tanta falta assim; não uso óculos, portanto neca de saudade das aulas de Ótica; nem dou sopa com a maçã na mão. Se cair fica amassadinha, escolho outra. Problemas de velocidade média e máxima também eu não teria, deixo o comando do volante ao motorista. Do busão, calaro.
Por outro lado, a matemática nunca me foi tão necessária. Nas contas mensais (more com alguém de Adm - e que goste de calculadora científica - e mande esse detalhe pro saco), na minha vida de dona de casa mercadeira, nos cachorros juros do banco (graças a Deus soltei eles há tempos), na rotina de pré-formanda. Quanta malice junta, God.
Façamos as contas: cada página de word tem, em média, 3 mil caracteres. Portanto, o mínimo de 150 mil seria obtido em simplíssimas 30 páginas escritas. Hm.
Contando que eu tenho complicadíssimos sete dias pra dar conta de 130 mil caracteres (e mais umas noites de sono), são quase 20 mil/dia, ou módicas sete páginas.
Pronto. Minha capacidade vem até aqui; o bastante, já, pra eu pensar em chás de capim cidreira e sessões de choro e olheiras profundas. Quero minha mãe, Jaime!
Até porque, isso aqui já tá parecendo conversa de Galvão Boeno, mala honorário de Londrina. Nharg.
E, no momento, os cuidados maiores serão dedicados à minha garganta manhosa. Salvem as farmácias, essas parasitas.
..................................................................
random: Under pressure - Queen
Hmm. Nunca fui lá aquelas coisas em matemática - ainda mais que uma superjapamacha nos mandava à lousa pra desenhar aquelas horríveis hipérboles, parábolas, enfim, fazer aquels tracinhos que eu tanto odiava. Sim, de coração.
A dois dias do vestibular (trauma), acordei tentando matar o pernilongo da Fuvest. Estranho? Nem tanto, considerando-se que eu havia sonhado com uma vaca... transposta. Isso aí, também acho estranho. Nunca esqueço a cara do meu pai, me vendo no quarto, em pé, dormindo, tentanto pegar o maldito hexápode cantador.
Por tabela, detestava Física. Não aquela ligada ao cotidiano, a maçã caindo devido à gravidade (verdade que testávamos isso com alguns malas, sob o pretexto, c-l-a-r-o, de praticar a teoria); mas a física das fórmulas odiosas, do professor em abstinência alcoólica (a mão dele tremia, ele ficava bravo, nós ríamos, maus, e quem ficava mau, nas provas, era ELE), que volta e meia separava meu grupo de conversas aleatórias em pequenas distâncias de seis fileiras, cada membro. Não guardo rancores, mas não gostaria de passar por ele num dia chuvoso, de carro, se ele estiver a pé. Ó, que descuido!
A física nem me faz tanta falta assim; não uso óculos, portanto neca de saudade das aulas de Ótica; nem dou sopa com a maçã na mão. Se cair fica amassadinha, escolho outra. Problemas de velocidade média e máxima também eu não teria, deixo o comando do volante ao motorista. Do busão, calaro.
Por outro lado, a matemática nunca me foi tão necessária. Nas contas mensais (more com alguém de Adm - e que goste de calculadora científica - e mande esse detalhe pro saco), na minha vida de dona de casa mercadeira, nos cachorros juros do banco (graças a Deus soltei eles há tempos), na rotina de pré-formanda. Quanta malice junta, God.
Façamos as contas: cada página de word tem, em média, 3 mil caracteres. Portanto, o mínimo de 150 mil seria obtido em simplíssimas 30 páginas escritas. Hm.
Contando que eu tenho complicadíssimos sete dias pra dar conta de 130 mil caracteres (e mais umas noites de sono), são quase 20 mil/dia, ou módicas sete páginas.
Pronto. Minha capacidade vem até aqui; o bastante, já, pra eu pensar em chás de capim cidreira e sessões de choro e olheiras profundas. Quero minha mãe, Jaime!
Até porque, isso aqui já tá parecendo conversa de Galvão Boeno, mala honorário de Londrina. Nharg.
E, no momento, os cuidados maiores serão dedicados à minha garganta manhosa. Salvem as farmácias, essas parasitas.
..................................................................
random: Under pressure - Queen
21.2.03
DOE SAL PARA O BEM DO BRASIL
Os vírus têm me perseguido. Digital e biologicamente. Ainda penso qual é o pior, mas pensar deixa a cabeça mais pesada ainda.
Nesse caso, vou dançar um axé e já volto.
*
Por isso que eu assisto ao BBB, aquela droga.
*
Estou literalmente nocauteada, no bico, baqueada, na chon - só faltam aquelas pazinhas de lixo pra juntarem o que restou. Que merd*. Só porque hoje é sexta, e amanhã tem coisas chatas pra se fazer. Vá, num queria mesmo...
*
Tem dias em que o que eu queria mesmo, de coração pra coração, era poder mandar todos tirarem minhocas do asfalto quente. Lasqueira.
*
Tá bem, nem todos.
*
# 5 - Sand River
Os vírus têm me perseguido. Digital e biologicamente. Ainda penso qual é o pior, mas pensar deixa a cabeça mais pesada ainda.
Nesse caso, vou dançar um axé e já volto.
*
Por isso que eu assisto ao BBB, aquela droga.
*
Estou literalmente nocauteada, no bico, baqueada, na chon - só faltam aquelas pazinhas de lixo pra juntarem o que restou. Que merd*. Só porque hoje é sexta, e amanhã tem coisas chatas pra se fazer. Vá, num queria mesmo...
*
Tem dias em que o que eu queria mesmo, de coração pra coração, era poder mandar todos tirarem minhocas do asfalto quente. Lasqueira.
*
Tá bem, nem todos.
*
# 5 - Sand River
19.2.03
Cuidado com a escada e o gato preto
Já disse uma vez que precisava de uma benzedeira. Acho que não só amadureci a idéia (apesar de não levá-las às vias de fato, por não conhecer nenhuma), como serei, a partir de amanhã, adepta fiel dos banhos de sal grosso. Descarrega, meu nego.
Censura na certa se falo isso às pessoas erradas.
*
Há uma semana, um tiroteio em pleno calçadão da pacata (hahaha) Londrina quase me deixa naquela posição de alerta do Pluto.
Hoje, uma briga justo dentro do meu mercado preferido - em todo$ o$ sentidos. Dois pequenos biplex com maleiro acoplado se pegando (esqueçam a conotação erótica) e soltando umas frases – na verdade, grunhidos – que deixariam aquele louquinho de Bicho de Sete Cabeças com inveja.
Quando saí, sob o olhar de “desculpa pelo incidente, moça” do Heleno, o caixa, o circo começava a jogar as primeiras gotas de gasolina na fogueira de São João.
Que saudade de festa junina.
*
Ia filosofar um pouco mais sobre os assuntos aleatórios deste cotidiano super emocionante, mas só de lembrar o resultado daquela votação de ontem fico com raiva.
Não sabia que tinha tanto ódio no coração, nem tanta palavra feia no repertório. Dhomini lazarento. Idem para a emissora, manipuladora imunda.
*
Não, essas palavras aqui são doces, até.
*
random: Dead Leaves and the Dirty Ground - White Stripes
Já disse uma vez que precisava de uma benzedeira. Acho que não só amadureci a idéia (apesar de não levá-las às vias de fato, por não conhecer nenhuma), como serei, a partir de amanhã, adepta fiel dos banhos de sal grosso. Descarrega, meu nego.
Censura na certa se falo isso às pessoas erradas.
*
Há uma semana, um tiroteio em pleno calçadão da pacata (hahaha) Londrina quase me deixa naquela posição de alerta do Pluto.
Hoje, uma briga justo dentro do meu mercado preferido - em todo$ o$ sentidos. Dois pequenos biplex com maleiro acoplado se pegando (esqueçam a conotação erótica) e soltando umas frases – na verdade, grunhidos – que deixariam aquele louquinho de Bicho de Sete Cabeças com inveja.
Quando saí, sob o olhar de “desculpa pelo incidente, moça” do Heleno, o caixa, o circo começava a jogar as primeiras gotas de gasolina na fogueira de São João.
Que saudade de festa junina.
*
Ia filosofar um pouco mais sobre os assuntos aleatórios deste cotidiano super emocionante, mas só de lembrar o resultado daquela votação de ontem fico com raiva.
Não sabia que tinha tanto ódio no coração, nem tanta palavra feia no repertório. Dhomini lazarento. Idem para a emissora, manipuladora imunda.
*
Não, essas palavras aqui são doces, até.
*
random: Dead Leaves and the Dirty Ground - White Stripes
17.2.03
If you are feeling sinister
Todo dia eu tenho que mandar pro serviço de celular, via wap e sms, umas tais “frases de otimismo”. Hohoho, quanta ironia, disus.
*
Como eu não sou egoísta (só não se meta com o meu Talento de avelã), decidi compartilhá-las com meus tchutchucos leitores – eu sei que, no fundo, SE O SERVIÇO FOSSE DE GRAÇA, vocês gostariam de receber as pérolas, não tentem me ludibriar.
Escolhidas a dedo, ei-las:
"Um homem não é mais que outro, apenas um faz mais do que o outro" - Miguel de Cervantes (assim dizia Adam Smith)
"O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las" – Francis Bacon (alguém sabe falsificar – digo, criar – cópias perfeitas de bilhetes premiados?)
"É fácil livrar-se das responsabilidades. Difícil é escapar das conseqüências por se ter livrado delas" Graciliano Ramos (oi Janaina, tudo bem?)
*
Tão otimistas que me dão até sono. A partir desta semana, utilizo este espaço para publicar as que eu adoraria enviar, se também não fosse capitalista e precisasse de emprego. Salve o pay day, hermanos, salve.
*
Se bem que, ultimamente, o dia 10 de março tem me deixado bem mais afoita que os começos de mês. A libertação dos escravos (part one) NÃO é em maio, seus tolinhos, garanto a vocês.
E haja fígado depois disso tudo. “Ritos de passagem são necessários a qualquer civilização”, diria-me a numherhológah que, nas horas vagas, se arriscava pelas teorias da Comunicação. Olha que estrago. Mas não é que a moçoila me convenceu?
*
random: Bacamarte – Depois do fim
Todo dia eu tenho que mandar pro serviço de celular, via wap e sms, umas tais “frases de otimismo”. Hohoho, quanta ironia, disus.
*
Como eu não sou egoísta (só não se meta com o meu Talento de avelã), decidi compartilhá-las com meus tchutchucos leitores – eu sei que, no fundo, SE O SERVIÇO FOSSE DE GRAÇA, vocês gostariam de receber as pérolas, não tentem me ludibriar.
Escolhidas a dedo, ei-las:
"Um homem não é mais que outro, apenas um faz mais do que o outro" - Miguel de Cervantes (assim dizia Adam Smith)
"O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las" – Francis Bacon (alguém sabe falsificar – digo, criar – cópias perfeitas de bilhetes premiados?)
"É fácil livrar-se das responsabilidades. Difícil é escapar das conseqüências por se ter livrado delas" Graciliano Ramos (oi Janaina, tudo bem?)
*
Tão otimistas que me dão até sono. A partir desta semana, utilizo este espaço para publicar as que eu adoraria enviar, se também não fosse capitalista e precisasse de emprego. Salve o pay day, hermanos, salve.
*
Se bem que, ultimamente, o dia 10 de março tem me deixado bem mais afoita que os começos de mês. A libertação dos escravos (part one) NÃO é em maio, seus tolinhos, garanto a vocês.
E haja fígado depois disso tudo. “Ritos de passagem são necessários a qualquer civilização”, diria-me a numherhológah que, nas horas vagas, se arriscava pelas teorias da Comunicação. Olha que estrago. Mas não é que a moçoila me convenceu?
*
random: Bacamarte – Depois do fim
12.2.03
da seção Coisas que Revoltam
Corte americana abre caminho para execução de doente mental
da BBC, em Nova York
Uma corte federal de apelações dos Estados Unidos decidiu que um condenado com problemas mentais deve ser forçado a receber medicação para que fique são e possa ser executado.
*
E ainda me chamam de pessimista quando digo que o homem, por natureza, é um ser mau. Aliás, eu não, muito filósofo já disse isso.
Depois o idiota diz que a tal "corrente do mal" está no Oriente. Sei.
lado positivo da decisão Suprema: o primeiro condenado com esse tipo de distúrbio está na ponta da língua. Deixa eu falar, tia, deixa!
*
O sonho pelo jornalismo descompromissado não pode morrer, meus filhos. Ainda farei miséria na internet, deixa estar. Não aqui, sure.
*
E eu me procupando com isso. PutaqueOpariu.
Corte americana abre caminho para execução de doente mental
da BBC, em Nova York
Uma corte federal de apelações dos Estados Unidos decidiu que um condenado com problemas mentais deve ser forçado a receber medicação para que fique são e possa ser executado.
*
E ainda me chamam de pessimista quando digo que o homem, por natureza, é um ser mau. Aliás, eu não, muito filósofo já disse isso.
Depois o idiota diz que a tal "corrente do mal" está no Oriente. Sei.
lado positivo da decisão Suprema: o primeiro condenado com esse tipo de distúrbio está na ponta da língua. Deixa eu falar, tia, deixa!
*
O sonho pelo jornalismo descompromissado não pode morrer, meus filhos. Ainda farei miséria na internet, deixa estar. Não aqui, sure.
*
E eu me procupando com isso. PutaqueOpariu.
Ugh!
Coisinha mais bunitinha*.
Seria, se eu tivesse um estômago menos acovardado. S-e-r-i-a.
*
gentileza by Sra. Kato, contumaz companheira de Agência Londrix, perspicaz observadora das fraquezas e gasturas alheias. He.
Coisinha mais bunitinha*.
Seria, se eu tivesse um estômago menos acovardado. S-e-r-i-a.
*
gentileza by Sra. Kato, contumaz companheira de Agência Londrix, perspicaz observadora das fraquezas e gasturas alheias. He.
Tiroteio em banco deixa 5 feridos e alguns vidros lascados
Sabe aquelas declarações do tipo: “Eu nunca passei por nada igual!”; “Achei que fosse morrer!”; “Eu acho que nasci de novo”; etc, bem pega-jornalista-trouxa? Pois então, bambinos. Quem me conhece (ou pensa que) sabe que o brega moment não se instaurou por completo na minha vida. Bastam as meias vermelhas que mami detesta de coração, ainda mais se combinadas com aquela camisetinha laranjada-oh-que-sol báásica. Uee.
Soltar tamanhas injustiças mesmo com a nossa já lascada, fodida e mal paga linguagem coloquial (mas deliciosa, quando se trata de xingar até a última geração o Dhomini, que réiva) seria contribuir com assassinos como Márcia Goldsmitch, Adriane Galisteu, Carla Peres e outras istudiosas de plantão, eu sei. Mas hoje eu digo: que cagaço. Apenas, então, somente, isso: que cagaço, meu Deus.
Também nunca fui muito afoita com a expressão “testemunha ocular”, talvez pela minha aflição com olhos e derivados, vai saber. Confesso, porém, que senti-me como tal, numa situação deveras tensa e emocionante, apesar do cagaço envolvido. Pela primeira vez em três dias, na história do jornalismo londrinense, a repórter dá seu breve relato daquilo que, por meros 10 minutos, seria apenas mais uma matéria a cobrir, não fosse o acaso. Veja o relato:
(tradução by National Geographic – com aquela locutora de sempre dublando)
(ah, claro: a entrevista será transmitida em cadeia nacional, no horário nobre. Negociamos com o SBT a veiculação no programa desse horário)
*
(Clima tenso. A entrevistada, entre um riso nervoso e outro, movimentos catatônicos com a sobrancelha esquerda e a mão direita, olha pra trás e se abaixa)
“Eu tinha fome, sabe?, muita fome. Era duas da tarde, e, por Deus!, eu ainda não tinha comido nada. Resolvi conferir se minha encomenda havia chegado, então entrei naquela loja. Puxa, eu nunca imaginei aquilo em toda a minha vida! Por Deus, cara! Descendo da escada rolante, uma muvuca subia correndo pelo outro lado, gritando palavras desconexas. Aí eu desci, mas, por Deus!, que cena! Pessoas abaixadas, outras corriam, uma loucura. Foi a maior confusão que eu já vi na minha vida, de verdade. Uma moça, solidária com a minha cara de pateta, gritou um “ei você, se agacha!”. Passiva como carneirinho de presépio biodegradável, o que eu podia fazer? Abaixei, e, sabe aqueles soldadinhos à la Spielberg? Eu era uma, escondida sob a caixa, meu escudo fiel, até a primeira bala atravessá-la, claro”.
Bala? Como assim?
É, sabe bala de calibre 32, 22, 38? Eu não consegui distinguir pelo som, sabe, foi o barulho mais horrível que ouvi na minha vida, por Deus! E um cheiro terrível de pólvora, caaara, que cheiro ruim! Assim que vi se tratar de um tiroteio, puxa, eu, eu... eu achei que ia morrer e comecei a rezar. Eu sou jovem, gosto de estudar, lavar e passar roupa, limpo a orelha todos os dias, seria uma injustiça eu morrer ali, com uma bala sequer identificada.
Você viu o delinqüente?
Hahahaha, você deve estar louco! Eu só pensava na minha vida, aqueles minutos foram os mais longos, não deu tempo de ver o bandido, só a minha vida, desde a infância. Além dos comentários sobre a mãe dele (Bíti, se não me engano, era o nome dela), só ouvi que estava forrando a agência do Banco do Brasil ao lado de balas; caaara...
E como você se sente agora?
Puxa, é o maior alívio que eu já senti na vida, eu consegui escapar! Eu consegui, e tudo porque uso tênis da...
Alguma mensagem a quem está nos assistindo?
Olha, lutem pelos seus sonhos hoje, porque amanhã pode ser tarde. Eu acho que nasci de novo, e isso não foi por acaso. Eu precisava estar aqui, por Deus, que precisava!
(descem os créditos, com aquelas trilhas make me cry em BG, maestro)
. . . . . .
It’s all true. Menos o sensacionalismo, este que me acalenta na noite longa.
Repassado em tempo real, aliás, pelo celular que (milagrosamente) não acabou a bateria em mais um momento de grande emoção.
*
Acho que preciso dum café, pra relaxar. Licença.
*
random: Ten minutes – Get Up Kids
Sabe aquelas declarações do tipo: “Eu nunca passei por nada igual!”; “Achei que fosse morrer!”; “Eu acho que nasci de novo”; etc, bem pega-jornalista-trouxa? Pois então, bambinos. Quem me conhece (ou pensa que) sabe que o brega moment não se instaurou por completo na minha vida. Bastam as meias vermelhas que mami detesta de coração, ainda mais se combinadas com aquela camisetinha laranjada-oh-que-sol báásica. Uee.
Soltar tamanhas injustiças mesmo com a nossa já lascada, fodida e mal paga linguagem coloquial (mas deliciosa, quando se trata de xingar até a última geração o Dhomini, que réiva) seria contribuir com assassinos como Márcia Goldsmitch, Adriane Galisteu, Carla Peres e outras istudiosas de plantão, eu sei. Mas hoje eu digo: que cagaço. Apenas, então, somente, isso: que cagaço, meu Deus.
Também nunca fui muito afoita com a expressão “testemunha ocular”, talvez pela minha aflição com olhos e derivados, vai saber. Confesso, porém, que senti-me como tal, numa situação deveras tensa e emocionante, apesar do cagaço envolvido. Pela primeira vez em três dias, na história do jornalismo londrinense, a repórter dá seu breve relato daquilo que, por meros 10 minutos, seria apenas mais uma matéria a cobrir, não fosse o acaso. Veja o relato:
(tradução by National Geographic – com aquela locutora de sempre dublando)
(ah, claro: a entrevista será transmitida em cadeia nacional, no horário nobre. Negociamos com o SBT a veiculação no programa desse horário)
*
(Clima tenso. A entrevistada, entre um riso nervoso e outro, movimentos catatônicos com a sobrancelha esquerda e a mão direita, olha pra trás e se abaixa)
“Eu tinha fome, sabe?, muita fome. Era duas da tarde, e, por Deus!, eu ainda não tinha comido nada. Resolvi conferir se minha encomenda havia chegado, então entrei naquela loja. Puxa, eu nunca imaginei aquilo em toda a minha vida! Por Deus, cara! Descendo da escada rolante, uma muvuca subia correndo pelo outro lado, gritando palavras desconexas. Aí eu desci, mas, por Deus!, que cena! Pessoas abaixadas, outras corriam, uma loucura. Foi a maior confusão que eu já vi na minha vida, de verdade. Uma moça, solidária com a minha cara de pateta, gritou um “ei você, se agacha!”. Passiva como carneirinho de presépio biodegradável, o que eu podia fazer? Abaixei, e, sabe aqueles soldadinhos à la Spielberg? Eu era uma, escondida sob a caixa, meu escudo fiel, até a primeira bala atravessá-la, claro”.
Bala? Como assim?
É, sabe bala de calibre 32, 22, 38? Eu não consegui distinguir pelo som, sabe, foi o barulho mais horrível que ouvi na minha vida, por Deus! E um cheiro terrível de pólvora, caaara, que cheiro ruim! Assim que vi se tratar de um tiroteio, puxa, eu, eu... eu achei que ia morrer e comecei a rezar. Eu sou jovem, gosto de estudar, lavar e passar roupa, limpo a orelha todos os dias, seria uma injustiça eu morrer ali, com uma bala sequer identificada.
Você viu o delinqüente?
Hahahaha, você deve estar louco! Eu só pensava na minha vida, aqueles minutos foram os mais longos, não deu tempo de ver o bandido, só a minha vida, desde a infância. Além dos comentários sobre a mãe dele (Bíti, se não me engano, era o nome dela), só ouvi que estava forrando a agência do Banco do Brasil ao lado de balas; caaara...
E como você se sente agora?
Puxa, é o maior alívio que eu já senti na vida, eu consegui escapar! Eu consegui, e tudo porque uso tênis da...
Alguma mensagem a quem está nos assistindo?
Olha, lutem pelos seus sonhos hoje, porque amanhã pode ser tarde. Eu acho que nasci de novo, e isso não foi por acaso. Eu precisava estar aqui, por Deus, que precisava!
(descem os créditos, com aquelas trilhas make me cry em BG, maestro)
. . . . . .
It’s all true. Menos o sensacionalismo, este que me acalenta na noite longa.
Repassado em tempo real, aliás, pelo celular que (milagrosamente) não acabou a bateria em mais um momento de grande emoção.
*
Acho que preciso dum café, pra relaxar. Licença.
*
random: Ten minutes – Get Up Kids
9.2.03
Pro dia nascer feliz
Fazendo coro ao amigo querido Fadini, deixo aqui minha irrestrita solidariedade pelo sentimento de senilidade que acomete o mesmo.
Hoje foi a minha vez. E tudo começou com um “tia, dá licença?”. Cacilda Becker!
Não sei qual a representação que cada um faz das feiras livres no seu mundinho simbólico. Pra mim, elas sempre remeteram ao sábado de manhã, em companhia de meus avós ou dos pais; as frutas fresquinhas, verduras idem, carrinho cheio. E, claro, o pastel consagrador, porque eu tinha o meu preço.
Não que hoje esses antros de leguminosas e suas colegas tenham deixado de lado a frescura, imagine. Só não estava acostumada a visitar o espaço sozinha, num domingo de manhã, tendo de escolher quais frutas ou verduras iriam pro saco, literalmente. A tarefa, de uma certa maneira, sempre foi conferida às minhas duas mentoras alimentícias e espirituais; daí todo o meu estranhamento.
Concentrada na difícil arte de contar um cacho de bananas, o japa da banca me lasca um “vamo levá, minha senhora?”. Olhei ao redor; só havia eu naquele ângulo. Iiiááá, pensei. Mais umas bancas de caminhada, entre um poddle besta e outro, com suas "mamães" (putz...), confesso que senti enjôo das vozes infantilizadas lançadas a crianças de sina perversa. “Ô meu amô, qué uvinha? Vamo fazê uma comida bem totosa com essa couvinha?”. Ah, que nojo.
Talvez eu tenha perdido a paciência com essas pequenas demonstrações de afeto. Ou não, talvez eu esteja mesmo me tornando uma velha rabugenta sem saco até pra fazer feira. O tempo dirá, meus irmãos...
*
SMS consagrador: horário de verão termina no dia 16 de fevereiro. Salvem as madrugadas que, a partir desta semana, até as primeiras de março, quero executar meu plano de trocar os dias pelas noites. Labuta, nêgo, pero sin perder la ternura jamás.
*
random: Tempo perdido - Legião
- véia, mas apropriada.
Fazendo coro ao amigo querido Fadini, deixo aqui minha irrestrita solidariedade pelo sentimento de senilidade que acomete o mesmo.
Hoje foi a minha vez. E tudo começou com um “tia, dá licença?”. Cacilda Becker!
Não sei qual a representação que cada um faz das feiras livres no seu mundinho simbólico. Pra mim, elas sempre remeteram ao sábado de manhã, em companhia de meus avós ou dos pais; as frutas fresquinhas, verduras idem, carrinho cheio. E, claro, o pastel consagrador, porque eu tinha o meu preço.
Não que hoje esses antros de leguminosas e suas colegas tenham deixado de lado a frescura, imagine. Só não estava acostumada a visitar o espaço sozinha, num domingo de manhã, tendo de escolher quais frutas ou verduras iriam pro saco, literalmente. A tarefa, de uma certa maneira, sempre foi conferida às minhas duas mentoras alimentícias e espirituais; daí todo o meu estranhamento.
Concentrada na difícil arte de contar um cacho de bananas, o japa da banca me lasca um “vamo levá, minha senhora?”. Olhei ao redor; só havia eu naquele ângulo. Iiiááá, pensei. Mais umas bancas de caminhada, entre um poddle besta e outro, com suas "mamães" (putz...), confesso que senti enjôo das vozes infantilizadas lançadas a crianças de sina perversa. “Ô meu amô, qué uvinha? Vamo fazê uma comida bem totosa com essa couvinha?”. Ah, que nojo.
Talvez eu tenha perdido a paciência com essas pequenas demonstrações de afeto. Ou não, talvez eu esteja mesmo me tornando uma velha rabugenta sem saco até pra fazer feira. O tempo dirá, meus irmãos...
*
SMS consagrador: horário de verão termina no dia 16 de fevereiro. Salvem as madrugadas que, a partir desta semana, até as primeiras de março, quero executar meu plano de trocar os dias pelas noites. Labuta, nêgo, pero sin perder la ternura jamás.
*
random: Tempo perdido - Legião
- véia, mas apropriada.
6.2.03
Jogue a moedinha e faça seu pedido, por tempo limitado
Hoje eu queria não me preocupar com coisas tolas. Queria ser três, queria mais cinco horas de sono, queria que arrumassem minha cama e me fizessem dormir. E não só aos sábados.
Queria abraçar minha mãe, me despedir de meu irmão, me aconselhar com meu avô, com a sabedoria e o carinho dele. Queria olhar a minha rotina esvaindo um bocado das forças e agradecer por ainda ter uma, já que “a vida é tão difícil”.
Queria ouvir uma música que não me trouxesse recordações de um tempo que, sabemos, não voltará. “Recordar é viver”; não queria que fosse sempre assim.
Agora eu queria a cabeça livre de obrigações. Queria poder jogar conversa fora até tarde, sem remorsos, queria ver aquele show que esperava há tanto no Valentino. Quantas homenagens a Elis eu perdi, só este ano... O domingo é dos Beatles; o meu, do bendito computador.
Eu não queria que existissem aquelas bolinhas de fisioterapia, nem que existissem as dores para serem aplacadas com elas. Meus dedos dóem como nunca, e ainda é tão cedo...
Não queria que a faxineira achasse “um luxo” poder comer ovo frito todo dia – o corpo humano precisa de proteína animal, cara que só. Também não queria ver catadores de papel empurrando seus carrinhos com o peito, debaixo de chuva. Isso é pior que a dor nos dedos e na munheca, minha anunciada LER, prazer.
Queria ver mais as palavras de gente querida, queria ter tempo e motivação para responder às cartas queridas. Uou, amo vocês, paulistinhas dumafiga.
Enquanto os meus desejos não se realizam, eu tento viver à espera de que o amanhã chegue logo. “É preciso viver o presente”, eu sei. Lair Ribeiro, Paulo Coelho, Roberto Shiniashik e seus comparsas também sabem, você me diria. Mas um sentimento quase perene de cansaço me quer logo os dias de março, de abril, e eu o respeito.
*
Se Deus ajudar (porque, nisso, os homens de pouco me adiantariam, tamanha inglória da tarefa), termino hoje de fazer a coisa mais boçal, nojenta, cretina e besta * que poderia alguém ter inventado, depois do trabalho na segunda-feira de manhã.
*Besta
(de carga)
1. Animal empregado no transporte de fardos ou de outras cargas
. . . . . .
Jamais sentirei saudades de decupagens novamente, jamais!
(meus entrevistados que me perdoem, gentes fina!)
*
random: Killing me softly – The Fugees
Hoje eu queria não me preocupar com coisas tolas. Queria ser três, queria mais cinco horas de sono, queria que arrumassem minha cama e me fizessem dormir. E não só aos sábados.
Queria abraçar minha mãe, me despedir de meu irmão, me aconselhar com meu avô, com a sabedoria e o carinho dele. Queria olhar a minha rotina esvaindo um bocado das forças e agradecer por ainda ter uma, já que “a vida é tão difícil”.
Queria ouvir uma música que não me trouxesse recordações de um tempo que, sabemos, não voltará. “Recordar é viver”; não queria que fosse sempre assim.
Agora eu queria a cabeça livre de obrigações. Queria poder jogar conversa fora até tarde, sem remorsos, queria ver aquele show que esperava há tanto no Valentino. Quantas homenagens a Elis eu perdi, só este ano... O domingo é dos Beatles; o meu, do bendito computador.
Eu não queria que existissem aquelas bolinhas de fisioterapia, nem que existissem as dores para serem aplacadas com elas. Meus dedos dóem como nunca, e ainda é tão cedo...
Não queria que a faxineira achasse “um luxo” poder comer ovo frito todo dia – o corpo humano precisa de proteína animal, cara que só. Também não queria ver catadores de papel empurrando seus carrinhos com o peito, debaixo de chuva. Isso é pior que a dor nos dedos e na munheca, minha anunciada LER, prazer.
Queria ver mais as palavras de gente querida, queria ter tempo e motivação para responder às cartas queridas. Uou, amo vocês, paulistinhas dumafiga.
Enquanto os meus desejos não se realizam, eu tento viver à espera de que o amanhã chegue logo. “É preciso viver o presente”, eu sei. Lair Ribeiro, Paulo Coelho, Roberto Shiniashik e seus comparsas também sabem, você me diria. Mas um sentimento quase perene de cansaço me quer logo os dias de março, de abril, e eu o respeito.
*
Se Deus ajudar (porque, nisso, os homens de pouco me adiantariam, tamanha inglória da tarefa), termino hoje de fazer a coisa mais boçal, nojenta, cretina e besta * que poderia alguém ter inventado, depois do trabalho na segunda-feira de manhã.
*Besta
(de carga)
1. Animal empregado no transporte de fardos ou de outras cargas
. . . . . .
Jamais sentirei saudades de decupagens novamente, jamais!
(meus entrevistados que me perdoem, gentes fina!)
*
random: Killing me softly – The Fugees
Da série
Coisas que irritam, mas não causam gastrite
- reuniões agendadas a muito custo, e
- ausência (de uma das partes) a reuniões agendadas a muito custo. O famoso bolo.
- falha de comunicação nos departamentos de Comunicação. O fim está próximo, meus filhos...
*
E eu que preciso do Energético Sete Ervas? Uma ova.
*
Continuando a fabulosa jornada de "Ei, não olhe apenas o umbigo!" deste Bloco, felicitações ao nobre colega Rodrigo Grota, cineasta e escritor em potencial agraciado pela Lei de Incentivo à Cultura. You did it!
*
random: Blister in the sun - Jane's Addiction
Coisas que irritam, mas não causam gastrite
- reuniões agendadas a muito custo, e
- ausência (de uma das partes) a reuniões agendadas a muito custo. O famoso bolo.
- falha de comunicação nos departamentos de Comunicação. O fim está próximo, meus filhos...
*
E eu que preciso do Energético Sete Ervas? Uma ova.
*
Continuando a fabulosa jornada de "Ei, não olhe apenas o umbigo!" deste Bloco, felicitações ao nobre colega Rodrigo Grota, cineasta e escritor em potencial agraciado pela Lei de Incentivo à Cultura. You did it!
*
random: Blister in the sun - Jane's Addiction
4.2.03
Momentu du coração...
(ler o título com voz de locutora de FM, please)
E pra que não me venham reclamar de inoperânica altruística (existe isso?), este Bloco deixa de olhar o próprio umbigo e se lembra, por uns instantes, de que "nenhum homem é uma ilha. Não é". Por isso aqui ficam registradas, para as páginas da posteridade de todas as junk messages do cyberespaço, as sinceras congratulações à nova leva de relações públicas que desponta da UEL, para o mundo.
Parabéns a todas, coleguinhas de comunicação. Que não lhes falte trampo, vontade e nem patrões sem tendências escravocratas. Amém.
(ler o título com voz de locutora de FM, please)
E pra que não me venham reclamar de inoperânica altruística (existe isso?), este Bloco deixa de olhar o próprio umbigo e se lembra, por uns instantes, de que "nenhum homem é uma ilha. Não é". Por isso aqui ficam registradas, para as páginas da posteridade de todas as junk messages do cyberespaço, as sinceras congratulações à nova leva de relações públicas que desponta da UEL, para o mundo.
Parabéns a todas, coleguinhas de comunicação. Que não lhes falte trampo, vontade e nem patrões sem tendências escravocratas. Amém.
"O essencial é invisível aos olhos". N'est pas?
Hoje eu cometi uma pequena maldade. Sem intenção, talvez (os deuses da comida me julgarão), porém a consciência deu pequenas olas de moralismo.
Ir a bancos, defitivamente, é uma sina ingrata. Nunca gostei da tarefa, não me senti "mocinha, já", quando fiz a primeira transação, aos 12 anos (grandes coisa isso com a atual geração de jovens nerds), não vejo nenhum aspecto positivo em ficar em pé com outras pessoas na fila.
Hoje eu não ficaria na fila, é verdade. Também não imaginava que cada ser à minha frente pudesse levar, em média, 40 minutos de caixa praquele tipo de atendimento. Uou, só 35 à minha frente? A tarde vai ser divertida, vivaaa!
Mas bolas de cristal, bem como capa da invisibilidade, máquina do tempo, aparelho de dar choque nas mãos dos outros e de mudar o som da voz, ao telefone, ainda são bens de difícil aquisição por essas eras. Não poderia imaginar que a CEF pudesse ser tão inglória a seus visitantes e fui ingênua. Sim, fui.
*
Segundo a menor* - de 30 - J.O.G., a degustação de um pastel é, acima de tudo, uma atividade socializadora. "É mais divertido acompanhada", explica, sem apontar os mecanismos da estranha motivação. Foi pensando dessa forma que J.O.G., na tarde desta segunda-feira, tomou posse de dois desses pedaços de massa frita, devidamente preenchidos com alguma mistura de frango e cheddar, e se dirigiu ao banco. "Eu os comeria em casa, pois achava que seria só uma passadinha, papéis assinados e pronto!", defende-se a infratora.
A menor não esperava, entrentanto, que o cheiro da mercadoria provocasse efeitos imediatos em alguns clientes do banco. Alertada pela segurança de que o cheiro estava bom demais, ela não se intimidou e decidiu esperar, com a comida poluindo o recinto. "Não foi por mal! Nunca imaginei o impacto biológico do cheiro de pastel na atmosfera de uma agência bancária", justifica-se.
Alertada, a 10ª Subdivisão dos Vigilantes do Peso de Londrina compareceu ao local para tomar as devidas providências, mas as divinas foram mais rápidas. Enquanto os vigilantes retiravam alguns intoxicados para tratamento à base de rúcula e agrião, a menor observava a cena, do outro lado da rua, escondida atrás de um copo de suco de goiaba e de um riso assustado.
Além das testemunhas, a única prova que os vigilantes têm até o momento são fitas do circuito interno de video da CEF. Numa das imagens, J.O.G. vê um garoto obeso a seu lado que, agressivo, lhe pede "um naco aí, tia". A reação é chocante: a menor tira o pastel, dá uma mordida e, depois de comer o primeiro pedaço, deixa a agência. E o garoto, trêmulo; um pouco verde.
A delegada da 10ª alerta a população: "Denuncie esse tipo de crime, minha gente".
* o termo aqui se faz necessário. Anw, evite-o e seja mais feliz.
. . .
CEF, essa é uma parte da minha vingança por ter ido pra casa tirar uma soneca enquanto os glutões passaram a minha vez na senha. Que raiva da burocracia, e que estupidez a minha, Batman!
*
Ei, meu preconceito contra gordinhos não chegou a tanto. Ainda não.
*
Mas que eu infestei o recinto, ah, infestei.
*
Apesar de não saber quais as vantagens disso.
*
Nossa, fevereiro chegou. Socorro, padinpadiciçu.
Atenção: Se você já fez a sua boa ação da semana, clicando em algum mala do BBB, não deixe se prestar sua solidariedade ao Fundo Mútuo Bloco de Notas. Faça uma criatura mais feliz. Como? É simples!
Basta você sugerir formas do dia ultrapassar as convencionais 24 horas. Isso aí, moçada. O fundo precisa de horas! Horas! Porque fevereiro é muito curto para quem tem urgência e pouca inspiração. A premiação será divulgada no decorrer do concurso, a fim de se evitarem fraudes apocalípticas.
*
random: Good night now - The Datsuns
Hoje eu cometi uma pequena maldade. Sem intenção, talvez (os deuses da comida me julgarão), porém a consciência deu pequenas olas de moralismo.
Ir a bancos, defitivamente, é uma sina ingrata. Nunca gostei da tarefa, não me senti "mocinha, já", quando fiz a primeira transação, aos 12 anos (grandes coisa isso com a atual geração de jovens nerds), não vejo nenhum aspecto positivo em ficar em pé com outras pessoas na fila.
Hoje eu não ficaria na fila, é verdade. Também não imaginava que cada ser à minha frente pudesse levar, em média, 40 minutos de caixa praquele tipo de atendimento. Uou, só 35 à minha frente? A tarde vai ser divertida, vivaaa!
Mas bolas de cristal, bem como capa da invisibilidade, máquina do tempo, aparelho de dar choque nas mãos dos outros e de mudar o som da voz, ao telefone, ainda são bens de difícil aquisição por essas eras. Não poderia imaginar que a CEF pudesse ser tão inglória a seus visitantes e fui ingênua. Sim, fui.
*
Segundo a menor* - de 30 - J.O.G., a degustação de um pastel é, acima de tudo, uma atividade socializadora. "É mais divertido acompanhada", explica, sem apontar os mecanismos da estranha motivação. Foi pensando dessa forma que J.O.G., na tarde desta segunda-feira, tomou posse de dois desses pedaços de massa frita, devidamente preenchidos com alguma mistura de frango e cheddar, e se dirigiu ao banco. "Eu os comeria em casa, pois achava que seria só uma passadinha, papéis assinados e pronto!", defende-se a infratora.
A menor não esperava, entrentanto, que o cheiro da mercadoria provocasse efeitos imediatos em alguns clientes do banco. Alertada pela segurança de que o cheiro estava bom demais, ela não se intimidou e decidiu esperar, com a comida poluindo o recinto. "Não foi por mal! Nunca imaginei o impacto biológico do cheiro de pastel na atmosfera de uma agência bancária", justifica-se.
Alertada, a 10ª Subdivisão dos Vigilantes do Peso de Londrina compareceu ao local para tomar as devidas providências, mas as divinas foram mais rápidas. Enquanto os vigilantes retiravam alguns intoxicados para tratamento à base de rúcula e agrião, a menor observava a cena, do outro lado da rua, escondida atrás de um copo de suco de goiaba e de um riso assustado.
Além das testemunhas, a única prova que os vigilantes têm até o momento são fitas do circuito interno de video da CEF. Numa das imagens, J.O.G. vê um garoto obeso a seu lado que, agressivo, lhe pede "um naco aí, tia". A reação é chocante: a menor tira o pastel, dá uma mordida e, depois de comer o primeiro pedaço, deixa a agência. E o garoto, trêmulo; um pouco verde.
A delegada da 10ª alerta a população: "Denuncie esse tipo de crime, minha gente".
* o termo aqui se faz necessário. Anw, evite-o e seja mais feliz.
. . .
CEF, essa é uma parte da minha vingança por ter ido pra casa tirar uma soneca enquanto os glutões passaram a minha vez na senha. Que raiva da burocracia, e que estupidez a minha, Batman!
*
Ei, meu preconceito contra gordinhos não chegou a tanto. Ainda não.
*
Mas que eu infestei o recinto, ah, infestei.
*
Apesar de não saber quais as vantagens disso.
*
Nossa, fevereiro chegou. Socorro, padinpadiciçu.
Atenção: Se você já fez a sua boa ação da semana, clicando em algum mala do BBB, não deixe se prestar sua solidariedade ao Fundo Mútuo Bloco de Notas. Faça uma criatura mais feliz. Como? É simples!
Basta você sugerir formas do dia ultrapassar as convencionais 24 horas. Isso aí, moçada. O fundo precisa de horas! Horas! Porque fevereiro é muito curto para quem tem urgência e pouca inspiração. A premiação será divulgada no decorrer do concurso, a fim de se evitarem fraudes apocalípticas.
*
random: Good night now - The Datsuns
1.2.03
Portishead
Valeu a dica pelo telefone, cherie. C'est superbe, é 'só' o que posso dizer. Além de que sentirei saudades. Muitas.
R o a d s
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Storm,
In the morning light,
I feel,
No more can I say,
Frozen to myself.
I got nobody on my side,
And surely that ain't right,
Surely that ain't right.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
How can it feel this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong
Valeu a dica pelo telefone, cherie. C'est superbe, é 'só' o que posso dizer. Além de que sentirei saudades. Muitas.
R o a d s
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Storm,
In the morning light,
I feel,
No more can I say,
Frozen to myself.
I got nobody on my side,
And surely that ain't right,
Surely that ain't right.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
How can it feel this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong
30.1.03
Um banho de água fria, enquanto há tempo.
"Isso aí".
Isso aí, é isso aí. Isso aí!
Essa é a expressão dita em 6/5 das vezes em que falo com o porteiro noturno aqui do prédio. Precedido por um oooooow, alongado assim, verdade.
Mas... "é isso aí" - CtrlC CtrV em Seu Zé. Dia mais cansativo do meu curto 2003, hoje eu tive a dimensão do que me espera, e, antes que comece a bater dor de barriga de desespero, ou tremedeiras que a valham, dedos pra que te quero.
Além do que, este blog anda imbecil demais pra tempos tão conturbados. E eu não falo de pedreiros de salários baixos, nem de estupidez semelhante. A minha, não a dele.
O que antes parecia ser uma piscina rasa (eu até estranhava) se tornou um oceano de maré braba e tubarões em volta. E com aquelas algas horroríveis nos pés. Aaah, odeio aquilo. Dá "gastura", diriam uns amigos paranaenses, adeptos da estranhíssima "patente". Mas isso não vem ao caso.
E o pior: o capitão do navio deixou o leme nas minhas mãos, em plena borrasca. Devo ter jogado bolas de gude chinesas na cruz, em outra encarnação. Putz, se devo.
. . .
Quem nunca se viu diante de situações-limite na vida, ahn? Se você é a exceção, por favor, me passe a receita cheio de boas intenções, que eu vou mandar patenteá-la. E, aproveitando a oportunidade, ainda invento o elixir da eterna vigilância, aquele mesmo, que não tem pó de guaraná nem cafeína alguma capazes de superar.
*
A spider web and I'm caught in the middle
So I turn to run
And thought of all the stupid things I'd done
aahhh...
*
Isso aí, crianças. Beijo de boa noite na testa, que a viagem é por demais longa.
. . .
final track: Thank you - Led Zeppelin
N.E.:
- não aceito campanhas pelos comments. Por telefone talvez eu seja subornada, coisa difícil (hehe)
- abaixo qualquer tipo de censura. Até a sua.
"Isso aí".
Isso aí, é isso aí. Isso aí!
Essa é a expressão dita em 6/5 das vezes em que falo com o porteiro noturno aqui do prédio. Precedido por um oooooow, alongado assim, verdade.
Mas... "é isso aí" - CtrlC CtrV em Seu Zé. Dia mais cansativo do meu curto 2003, hoje eu tive a dimensão do que me espera, e, antes que comece a bater dor de barriga de desespero, ou tremedeiras que a valham, dedos pra que te quero.
Além do que, este blog anda imbecil demais pra tempos tão conturbados. E eu não falo de pedreiros de salários baixos, nem de estupidez semelhante. A minha, não a dele.
O que antes parecia ser uma piscina rasa (eu até estranhava) se tornou um oceano de maré braba e tubarões em volta. E com aquelas algas horroríveis nos pés. Aaah, odeio aquilo. Dá "gastura", diriam uns amigos paranaenses, adeptos da estranhíssima "patente". Mas isso não vem ao caso.
E o pior: o capitão do navio deixou o leme nas minhas mãos, em plena borrasca. Devo ter jogado bolas de gude chinesas na cruz, em outra encarnação. Putz, se devo.
. . .
Quem nunca se viu diante de situações-limite na vida, ahn? Se você é a exceção, por favor, me passe a receita cheio de boas intenções, que eu vou mandar patenteá-la. E, aproveitando a oportunidade, ainda invento o elixir da eterna vigilância, aquele mesmo, que não tem pó de guaraná nem cafeína alguma capazes de superar.
*
A spider web and I'm caught in the middle
So I turn to run
And thought of all the stupid things I'd done
aahhh...
*
Isso aí, crianças. Beijo de boa noite na testa, que a viagem é por demais longa.
. . .
final track: Thank you - Led Zeppelin
N.E.:
- não aceito campanhas pelos comments. Por telefone talvez eu seja subornada, coisa difícil (hehe)
- abaixo qualquer tipo de censura. Até a sua.
28.1.03
Watch out
Cuidado com o que você anda emprestando. Aliás, cuidado com a pessoa de quem você anda emprestando. Disus-Mary-Joseph.
*
Querido diário,
ontem, eu senti a consciência mais pesada que o de costume. Não, não ingeri misturas malignas de substâncias perniciosas - aprendemos, eu e meu fígado, a lição daquele fatídico janeiro.
Dentro do coletivo, com pessoas simples, o cobrador e o motorista conversavam miudezas do cotidiano. Com o pequeno veículo amarelo parado, num ponto distante do terminal (em pedaços, por sinal), falavam dos assaltos naquela região. Gelei.
"O pobrema é só o estresses (da abordagem). Eles num mata, não". Ah bom, né, Zé?
O motorista, reclamando do salário de 200 pilas, preferia não condenar os trombadas. Falava ainda do filho, pedreiro, que ia se casar porque “já tava ganhando 150 real”. Minha nossa.
E eu reclamando da chuva. Da chuva!
. . .
Amigo diário, eu vou carpir quintais abandonados. Londrina tem uma série de fundos de vale em condições precárias, e eu ainda sou jovem, apesar de tudo. Adoro atividades físicas!
Adeus, colega diário. As datas eu carpo amanhã; hoje eu tentarei contatos petistas pra levar pessoalmente minha reclamação ao amado presidente. A Davos.
Love,
Sua escrivã.
Cuidado com o que você anda emprestando. Aliás, cuidado com a pessoa de quem você anda emprestando. Disus-Mary-Joseph.
*
Querido diário,
ontem, eu senti a consciência mais pesada que o de costume. Não, não ingeri misturas malignas de substâncias perniciosas - aprendemos, eu e meu fígado, a lição daquele fatídico janeiro.
Dentro do coletivo, com pessoas simples, o cobrador e o motorista conversavam miudezas do cotidiano. Com o pequeno veículo amarelo parado, num ponto distante do terminal (em pedaços, por sinal), falavam dos assaltos naquela região. Gelei.
"O pobrema é só o estresses (da abordagem). Eles num mata, não". Ah bom, né, Zé?
O motorista, reclamando do salário de 200 pilas, preferia não condenar os trombadas. Falava ainda do filho, pedreiro, que ia se casar porque “já tava ganhando 150 real”. Minha nossa.
E eu reclamando da chuva. Da chuva!
. . .
Amigo diário, eu vou carpir quintais abandonados. Londrina tem uma série de fundos de vale em condições precárias, e eu ainda sou jovem, apesar de tudo. Adoro atividades físicas!
Adeus, colega diário. As datas eu carpo amanhã; hoje eu tentarei contatos petistas pra levar pessoalmente minha reclamação ao amado presidente. A Davos.
Love,
Sua escrivã.
27.1.03
Raspa o mofo daqui, ó. E aqui, e mais aqui
Céus. Pela madrugada. Pela mãe do guarda. Deus amado. Jesus-Maria- José. Acuda. Socorro!
É, a lista de interjeições de espanto seria interminável se eu decidisse pôr todas as alternativas possíveis.
Se você estivesse na minha situação – e na de outros quase 600 mil habitantes desta cidade –, seria fácil entender comportamento tão redundântico no trato às palavras.
Como chove, minha gente. Como chove.
E não é falta de assunto. Eu juro. Queria falar do super queijo favorecido por super-vacas transgênicas; ou do tratamento xenófobo que o ilustre presidente do PT recebeu em terras gaúchas, com um ovo na testa, tchê (talvez porque não estivesse usando bombacha, mas bah), ou, ainda, da iminente guerra que uma criança mal-criada, má e birrenta anda querendo fazer por terras de tio Saddam. Que ganas de socar este pimpolho...
Viu só? Falta de assunto não é problema. Avaliado o quesito “grau de interesse” que você julgue nos participantes, entretanto, pedimos a gentileza de não se manifestar.
O fato é que, mesmo privada de um (valeu, God), já estou sentindo dores sacais incríveis de olhar pela janela do quarto e ver... nhaaargh, não ver nada, porque a paisagem está simplesmente branca. Inundada de uma chuva chata, intermitente e, pior, que me castiga exatamente nos momentos em que dou aquela saidinha furtiva.
Talvez seja Londrina se rebelando contra os rótulos de “Pequena Londres”. “Querem chuva? Querem fog? Pois bem, seus pilantras que nem feriado me deram no meu aniversário. Tomem isso. E mais isso. Ua, ha, ha, ha, ha...” (...)
Não, de europeus não temos nada (não falo pela raça polaca, não sou estúpida), quem dirá o clima. O fato, eu repito, é que me enchi dessa chuva. Olhei as axilas hoje pra ver se não estavam começando a embolorar; os dedos dos pés, se não indicavam sinais tímidos de esfarelamento; o cabelo, se não dava os primeiros gritos histéricos clamando pelo fim da hidratação forçada. Está tudo úmido, tudo mesmo. Até este blog, aguado que só.
*
Se alguém souber uma simpatia (menos a de Santa Clara, faça-me o favor) para dias mais sequinhos - não esturricados - voltarem, prometo como prêmio uma sombrinha preta seminova, com um botão porreta que fecha a dita cuja. Fácil, rápido e sem sujeira! Enquanto isso, acho que vou tentar uma dança da chuva ao contrário, com homenagens ao deus sol do império Inca. Vai que ele me ouve e, como brinde, ainda me manda pro Havaí?
*
Lula, me leva com você pra Davos. Me leva que eu vooooooooou, o, oooou
(olhe o que a água no hipotálamo não faz.)
*
random: Who’ll stop the rain – Creedence Clearwater Revival
Céus. Pela madrugada. Pela mãe do guarda. Deus amado. Jesus-Maria- José. Acuda. Socorro!
É, a lista de interjeições de espanto seria interminável se eu decidisse pôr todas as alternativas possíveis.
Se você estivesse na minha situação – e na de outros quase 600 mil habitantes desta cidade –, seria fácil entender comportamento tão redundântico no trato às palavras.
Como chove, minha gente. Como chove.
E não é falta de assunto. Eu juro. Queria falar do super queijo favorecido por super-vacas transgênicas; ou do tratamento xenófobo que o ilustre presidente do PT recebeu em terras gaúchas, com um ovo na testa, tchê (talvez porque não estivesse usando bombacha, mas bah), ou, ainda, da iminente guerra que uma criança mal-criada, má e birrenta anda querendo fazer por terras de tio Saddam. Que ganas de socar este pimpolho...
Viu só? Falta de assunto não é problema. Avaliado o quesito “grau de interesse” que você julgue nos participantes, entretanto, pedimos a gentileza de não se manifestar.
O fato é que, mesmo privada de um (valeu, God), já estou sentindo dores sacais incríveis de olhar pela janela do quarto e ver... nhaaargh, não ver nada, porque a paisagem está simplesmente branca. Inundada de uma chuva chata, intermitente e, pior, que me castiga exatamente nos momentos em que dou aquela saidinha furtiva.
Talvez seja Londrina se rebelando contra os rótulos de “Pequena Londres”. “Querem chuva? Querem fog? Pois bem, seus pilantras que nem feriado me deram no meu aniversário. Tomem isso. E mais isso. Ua, ha, ha, ha, ha...” (...)
Não, de europeus não temos nada (não falo pela raça polaca, não sou estúpida), quem dirá o clima. O fato, eu repito, é que me enchi dessa chuva. Olhei as axilas hoje pra ver se não estavam começando a embolorar; os dedos dos pés, se não indicavam sinais tímidos de esfarelamento; o cabelo, se não dava os primeiros gritos histéricos clamando pelo fim da hidratação forçada. Está tudo úmido, tudo mesmo. Até este blog, aguado que só.
*
Se alguém souber uma simpatia (menos a de Santa Clara, faça-me o favor) para dias mais sequinhos - não esturricados - voltarem, prometo como prêmio uma sombrinha preta seminova, com um botão porreta que fecha a dita cuja. Fácil, rápido e sem sujeira! Enquanto isso, acho que vou tentar uma dança da chuva ao contrário, com homenagens ao deus sol do império Inca. Vai que ele me ouve e, como brinde, ainda me manda pro Havaí?
*
Lula, me leva com você pra Davos. Me leva que eu vooooooooou, o, oooou
(olhe o que a água no hipotálamo não faz.)
*
random: Who’ll stop the rain – Creedence Clearwater Revival
25.1.03
Um pouco de azar não faz mal a ninguém.
Quer?
Às vezes a imagem do dia na minha cabeça é a de um copo com água, cheio até a borda, com uma gota caindo e mandando outras mais às favas.
Grande coisa, você pensaria. Até eu.
O que tem me irritado (e, aqui, não tem pomba capaz de competir) é a freqüência com que isso tem acontecido.
*
Dia desses, a mega-memória de Janaina Malazarte esqueceu a veneziana aberta. Num dia de chuva torrencial, com ventos de pelo menos 30Km/h, segundo o INFOTempo, meu amigo de todos os dias. O fato é que quase eu perco, de uma tacada só, com várias gotas, TV e telefone.
Hoje eu perdi meu drive de disquete. Ironicamente, por um vírus desgraçado que detonou seu arquiinimigo, sr. Norton, já cansado de guerra, pelo jeito.
Cuidado com o Kazaa Lite 2.0, crianças. Eu avisei...
*
Pra ajudar, nunca me imaginei tão perdida em tanta informação. Socorro, CVV. Vou pedir ajuda ao nosso senhor dos Pretinhos, aquele mesmo, do Cirilo (vide "Carrossel", aos não desmemoriados dos anos 80), o menino do carrinho chicoso. Uau, quantas emoções.
*
Putz, como eu queria estar em Sampa hoje. Como. 449, héin, filha??
*
random: Yellow (acoustic) - Coldplay
Quer?
Às vezes a imagem do dia na minha cabeça é a de um copo com água, cheio até a borda, com uma gota caindo e mandando outras mais às favas.
Grande coisa, você pensaria. Até eu.
O que tem me irritado (e, aqui, não tem pomba capaz de competir) é a freqüência com que isso tem acontecido.
*
Dia desses, a mega-memória de Janaina Malazarte esqueceu a veneziana aberta. Num dia de chuva torrencial, com ventos de pelo menos 30Km/h, segundo o INFOTempo, meu amigo de todos os dias. O fato é que quase eu perco, de uma tacada só, com várias gotas, TV e telefone.
Hoje eu perdi meu drive de disquete. Ironicamente, por um vírus desgraçado que detonou seu arquiinimigo, sr. Norton, já cansado de guerra, pelo jeito.
Cuidado com o Kazaa Lite 2.0, crianças. Eu avisei...
*
Pra ajudar, nunca me imaginei tão perdida em tanta informação. Socorro, CVV. Vou pedir ajuda ao nosso senhor dos Pretinhos, aquele mesmo, do Cirilo (vide "Carrossel", aos não desmemoriados dos anos 80), o menino do carrinho chicoso. Uau, quantas emoções.
*
Putz, como eu queria estar em Sampa hoje. Como. 449, héin, filha??
*
random: Yellow (acoustic) - Coldplay
24.1.03
Diga-me com o que sonhas, e eu te direi que és louco, bixo
Sabe aqueles cochilos tão bons, depois do almoço, que (dizem os médicos) despertam até defunto de ressaca e (dizem teus amigos mais sinceros) criam aquela barriguinha malvada? Pois bem, descobri que minha sina por este mundo errante é evitar esses luxos. Mesmo em dias de chuva como ontem (quanta chuva, god), mesmo sob efeito de remedinhos pra enxaqueca. Que sono, meu reeei.
Apesar de a hipótese não ter uma casca de unha de empirismo, ela me assustou mesmo assim. Rápidos como o ladrãozinho do metrô, meus 20 minutinhos me custaram dores terríveis pelo corpo. Dores cavalares, no melhor sentido do que um coice pode representar.
Hoje, relatando suas aventuras dantescas por águas do litoral paulista, as duas Paul Tergat (é, faltou pouco) que comigo vivem me fizeram, sem querer, lembrar do sonho da sesta. Além de morarmos numa casa com sótão aberto (?), de madeira (portanto, su-per resistente a chuvas. Ass.:Sérgio Naya), a irmã de uma delas “brincava” comigo simulando uns golpes de body combat. Isso aí, aquele esporte tão ardiloso que mistura, entre outros esportes menos amigáveis, boxe e caratê. Iiiiiiiiiiiiiiáá, Danié sã.
Talvez por estar comendo pouco feijão e abusando de massas pouco nutritivas, meu poder de reação – até em sonho – estava realmente um fiasco. Tanto que tomei um chutezinho, de esquerda (e, segundo minha algoz, “de brincadeira”), bem na altura da nuca. Imagina Maguila com ímpetos pueris. Cruz-credo. Pobres coleguinhas.
Sonhar com massagistas 24 horas é missão impossível, porque o meu inconsciente, de tão pilantra que é, só seleciona aqueles detalhes mais descartáveis e bestas do dia.
Mas, também, pra que aliviar a tensão de uma semana desgastante com um belo relaxamento muscular? Pra quê? Tanta criança passando fome na Etiópia, e eu me importando com umas coisas inúteis dessas... Eu, héin.
*
Random: Assim, assado – Secos & Molhados
Sabe aqueles cochilos tão bons, depois do almoço, que (dizem os médicos) despertam até defunto de ressaca e (dizem teus amigos mais sinceros) criam aquela barriguinha malvada? Pois bem, descobri que minha sina por este mundo errante é evitar esses luxos. Mesmo em dias de chuva como ontem (quanta chuva, god), mesmo sob efeito de remedinhos pra enxaqueca. Que sono, meu reeei.
Apesar de a hipótese não ter uma casca de unha de empirismo, ela me assustou mesmo assim. Rápidos como o ladrãozinho do metrô, meus 20 minutinhos me custaram dores terríveis pelo corpo. Dores cavalares, no melhor sentido do que um coice pode representar.
Hoje, relatando suas aventuras dantescas por águas do litoral paulista, as duas Paul Tergat (é, faltou pouco) que comigo vivem me fizeram, sem querer, lembrar do sonho da sesta. Além de morarmos numa casa com sótão aberto (?), de madeira (portanto, su-per resistente a chuvas. Ass.:Sérgio Naya), a irmã de uma delas “brincava” comigo simulando uns golpes de body combat. Isso aí, aquele esporte tão ardiloso que mistura, entre outros esportes menos amigáveis, boxe e caratê. Iiiiiiiiiiiiiiáá, Danié sã.
Talvez por estar comendo pouco feijão e abusando de massas pouco nutritivas, meu poder de reação – até em sonho – estava realmente um fiasco. Tanto que tomei um chutezinho, de esquerda (e, segundo minha algoz, “de brincadeira”), bem na altura da nuca. Imagina Maguila com ímpetos pueris. Cruz-credo. Pobres coleguinhas.
Sonhar com massagistas 24 horas é missão impossível, porque o meu inconsciente, de tão pilantra que é, só seleciona aqueles detalhes mais descartáveis e bestas do dia.
Mas, também, pra que aliviar a tensão de uma semana desgastante com um belo relaxamento muscular? Pra quê? Tanta criança passando fome na Etiópia, e eu me importando com umas coisas inúteis dessas... Eu, héin.
*
Random: Assim, assado – Secos & Molhados
23.1.03
Uma caçarola de ferro, por favor
As pombas me irritam de longa data.
As pombas-frango da Catedral, as da banca do Correio central (minha favorita, que merda), aquelas que quase me atropelam a idéia com seus vôos rasantes ao lado do centro comercial. São muitas dessas cachorras.
Hoje eu queria que o Boticário inovasse em suas fórmulas (pra que existe a engenharia genética, pô?) e criasse um perfume à base de veneno. Não pra humanos, claro.
*
Um tempo atrás, a notícia de que teríamos ar condicionado na agência me deixou toda serelepe e faceira. Trabalhava à tarde, então ouvir aquilo fez um bem enorme a nossos corações.
Hoje, no turno da manhã (bem mais fresco, Batman), vejo que tanta tecnologia de nada me serve. Sorte de meus colegas de trampo, que arderiam no mármore do inferno vespertino não fosse a cheirosa aquisição.
Cheirosa o escambal. Não é que as pestelentas frangas disfarçadas (que adoram cantar pra mim a sua sinfonia catatônica) ficam sapateando na parte externa do equipamento? E eu, pensando se tratar de respingos de chuva molhada, sou enganada a cada nova manhã. Estúpidas. Tomem tento, que a partir de amanhã eu venho de Indiana Jones e deixo vocês desgostosas, transmissoras de vermes.
*
Isso que dá acordar cedo com chuva braba e ter de achar tudo normal. Ah.
. . .
random: And I wil be with you – Mr. T Experience
As pombas me irritam de longa data.
As pombas-frango da Catedral, as da banca do Correio central (minha favorita, que merda), aquelas que quase me atropelam a idéia com seus vôos rasantes ao lado do centro comercial. São muitas dessas cachorras.
Hoje eu queria que o Boticário inovasse em suas fórmulas (pra que existe a engenharia genética, pô?) e criasse um perfume à base de veneno. Não pra humanos, claro.
*
Um tempo atrás, a notícia de que teríamos ar condicionado na agência me deixou toda serelepe e faceira. Trabalhava à tarde, então ouvir aquilo fez um bem enorme a nossos corações.
Hoje, no turno da manhã (bem mais fresco, Batman), vejo que tanta tecnologia de nada me serve. Sorte de meus colegas de trampo, que arderiam no mármore do inferno vespertino não fosse a cheirosa aquisição.
Cheirosa o escambal. Não é que as pestelentas frangas disfarçadas (que adoram cantar pra mim a sua sinfonia catatônica) ficam sapateando na parte externa do equipamento? E eu, pensando se tratar de respingos de chuva molhada, sou enganada a cada nova manhã. Estúpidas. Tomem tento, que a partir de amanhã eu venho de Indiana Jones e deixo vocês desgostosas, transmissoras de vermes.
*
Isso que dá acordar cedo com chuva braba e ter de achar tudo normal. Ah.
. . .
random: And I wil be with you – Mr. T Experience
22.1.03
Isso aqui não é capim, poxa
Lendo o blog do Galão, que falou de um CD de que eu gosto tanto, lembrei de um momento de terror no meu fim de semana. Não seria, se eu fosse mais prudente e soubesse poupar dinheiro gasto com tolices. Tadinhas. Elas ficariam tristes de marré deci se eu me esquecesse delas...
A epifania, tola que só mesmo este blog pra ter a cara de pau de citar (e, de quebra, expor a total falta de assunto que lhe acomete), se deu por um lapso, na verdade. Havia esquecido o quão escandalosamente caros são os CDs importados nesta terra quente de latejar cocos mais sensíveis.
Roseland New York, álbum ao vivo do Portishead, por módicas 85 pilas. Não sou afeita à pirataria (a menos que se criem cópias perfeitas dos encartes, aí a gente conversa), mas de assalto um sentimento contraditório me chicoteia a alma.
Eita profissão cachorra. Ainda aprendo a lavar dinheiro, ê, se aprendo.
. . .
random: Head on - Pixies
Lendo o blog do Galão, que falou de um CD de que eu gosto tanto, lembrei de um momento de terror no meu fim de semana. Não seria, se eu fosse mais prudente e soubesse poupar dinheiro gasto com tolices. Tadinhas. Elas ficariam tristes de marré deci se eu me esquecesse delas...
A epifania, tola que só mesmo este blog pra ter a cara de pau de citar (e, de quebra, expor a total falta de assunto que lhe acomete), se deu por um lapso, na verdade. Havia esquecido o quão escandalosamente caros são os CDs importados nesta terra quente de latejar cocos mais sensíveis.
Roseland New York, álbum ao vivo do Portishead, por módicas 85 pilas. Não sou afeita à pirataria (a menos que se criem cópias perfeitas dos encartes, aí a gente conversa), mas de assalto um sentimento contraditório me chicoteia a alma.
Eita profissão cachorra. Ainda aprendo a lavar dinheiro, ê, se aprendo.
. . .
random: Head on - Pixies
21.1.03
Naftalina
Rita Cadilac e Bozo disputam um game na MTV. Quem disse que essa é emissora pra jovens põe o dedo aqui, que o tuninho vai fechar.
*
Aos que ainda crêem na balela (assim como em coelho da Páscoa, ou que o próximo Senhor dos Anéis terá só duas horas de duração. Há.), uma notícia curiosa: o programa Fica Comigo (que, eu sei, muitos marmanjos assistem, em razão de ser bem apresentado) terá a versão para idosos.
*
Antes que eu teça algum comentário mais estúpido, melhor parar. Até porque isso aqui tá muito, tipo, muito teen... Give me a break, tio.
. . .
random: Take a walk on the wild side - Velvet Underground
ps.: falei de Curitiba e, numa de minhas pequenas decupagens de 20 páginas, um dos entrevistados, londrinense, lançou algo do tipo: "Nós jamais aceitamos ordens de curitibocas". He. Quanto ódio. Coração famigerado, esse. Mas eu gostei da expressãozinha, por Deus que gostei!
Rita Cadilac e Bozo disputam um game na MTV. Quem disse que essa é emissora pra jovens põe o dedo aqui, que o tuninho vai fechar.
*
Aos que ainda crêem na balela (assim como em coelho da Páscoa, ou que o próximo Senhor dos Anéis terá só duas horas de duração. Há.), uma notícia curiosa: o programa Fica Comigo (que, eu sei, muitos marmanjos assistem, em razão de ser bem apresentado) terá a versão para idosos.
*
Antes que eu teça algum comentário mais estúpido, melhor parar. Até porque isso aqui tá muito, tipo, muito teen... Give me a break, tio.
. . .
random: Take a walk on the wild side - Velvet Underground
ps.: falei de Curitiba e, numa de minhas pequenas decupagens de 20 páginas, um dos entrevistados, londrinense, lançou algo do tipo: "Nós jamais aceitamos ordens de curitibocas". He. Quanto ódio. Coração famigerado, esse. Mas eu gostei da expressãozinha, por Deus que gostei!
19.1.03
Inveja mata, sabe?
Já havia dito que o pior das viagens é a volta ao lado de bebuns sem noção de ar puro. Hoje, quatro módicos dias sem saber o que é internet (héééin??), descobri que o pior são os spams que se acumulam. Malditos emeios.
*
É com certa emoção que falo isso, meu garoto. Disseram-me há adolescências passadas que o curitibano era um ser prepotente (esse era o adjetivo mais dócil), mal educado, metido e outras coisas mais convidativas. Pois bem, uma dezena de "bom dias" e "felicidades pra você" ditos com uma expressão nada despótica fizeram o estigma plantado em terras londrinenses e paulistanas se afundar na terra vermelha. Ao menos, até que me dêem motivo pra tirar a raizinha pra fora.
- Pessimysticus, meu amigo, não pense que toda a leveza dos seres era em razão desta smeagol que vos tecla ser uma turista. Não, não. Não pode ser!
*
Até que eu tenha condiçõe$ de viajar em ônibus leito, sem aquela maldita poltrona que me faz escorregar dez em cada 11 vezes, pouco falarei aqui de minha passagem pela capital curitibana; digo, paranaense. Um bocado de minhas impressões (até porque a única interessada em ler isso serei eu, daqui uns anos) se resume a dois pólos de Curitiba que, a meu ver, são bastante contrastantes. Mas sem contraste social, please, que o PT já chegou lá, cumpanhêro.
O primeiro, o mercado municipal. Se memória olfativa não falha, desta vez é que ela não exitará meessmo em se recordar de tão convidativo lugar. Deveras agradável. Senti uma ponta de inveja no osso interno do cotovelo por Londrina não possuir semelhantes instalações. Espaço, mercadoria e gente voraz em bons produtos não nos faltam; não sei o que acontece. Estimo muito o mercado Shangri-lá, mas não é a mesma coisa. E a distância, pra quem é bípede e dura como eu, atrapalha. Ô.
O segundo espaço, na verdade um lugar, de tão grande, é o Novo Museu. Aquele lá, do olho do Lerner, cobiçado pelos olhos paranaenses que ficaram de fora da festa. Magnífico o lugar; acho que, a menos de viaje um pouco mais pra ter mais conhecimento de causa (difícil, héin?), vai ser muito difícil ver outra maravilha da arquitetura moderna como aquela. Salve, Niemeyer. O elevador que dá acesso ao famoso olho (que, de dentro, parece uma colméia) é apenas um detalhe. A diversidade de obras (muitas, mas muitas, mesmo, arte cinética), o bosque que faz fundo à construção e ela, em si, deixam atônitos quem vê certa beleza na ação humana. Uou, uou.
O resto, bem, o resto (nem tão resto assim) foi, no mínimo, compensador. Entrevistei pessoas fabulosas que, com suas palavras e experiências de vida, acenderam aqui dentro uma chama jornalística que já começava a ficar quadrimetrada pela rotina, ou pela faculdade que pouco diz do que encontramos de fato no dia-a-dia. Quatro anos... Bem, isso - assim como a paisagem misturada de lindas construções antigas e inúmeras praças e livrarias (eba) - já valeu as horas de viagem, o sol desgraçado a caminho do museu, enfim, já valeu pela certeza de que estou naquilo que quero. Masoquista ou não, pelo menos a escolha é minha.
Agora vamos à parte chata: decupagens. Iahhh. Quer me ajudar? Então registre-se no Fundo Mútuo Bloco de Notas e faça uma entrevistadora mais feliz. Já pro trabalho, Isaura.
selected - Don't know why - Norah Jones
Já havia dito que o pior das viagens é a volta ao lado de bebuns sem noção de ar puro. Hoje, quatro módicos dias sem saber o que é internet (héééin??), descobri que o pior são os spams que se acumulam. Malditos emeios.
*
É com certa emoção que falo isso, meu garoto. Disseram-me há adolescências passadas que o curitibano era um ser prepotente (esse era o adjetivo mais dócil), mal educado, metido e outras coisas mais convidativas. Pois bem, uma dezena de "bom dias" e "felicidades pra você" ditos com uma expressão nada despótica fizeram o estigma plantado em terras londrinenses e paulistanas se afundar na terra vermelha. Ao menos, até que me dêem motivo pra tirar a raizinha pra fora.
- Pessimysticus, meu amigo, não pense que toda a leveza dos seres era em razão desta smeagol que vos tecla ser uma turista. Não, não. Não pode ser!
*
Até que eu tenha condiçõe$ de viajar em ônibus leito, sem aquela maldita poltrona que me faz escorregar dez em cada 11 vezes, pouco falarei aqui de minha passagem pela capital curitibana; digo, paranaense. Um bocado de minhas impressões (até porque a única interessada em ler isso serei eu, daqui uns anos) se resume a dois pólos de Curitiba que, a meu ver, são bastante contrastantes. Mas sem contraste social, please, que o PT já chegou lá, cumpanhêro.
O primeiro, o mercado municipal. Se memória olfativa não falha, desta vez é que ela não exitará meessmo em se recordar de tão convidativo lugar. Deveras agradável. Senti uma ponta de inveja no osso interno do cotovelo por Londrina não possuir semelhantes instalações. Espaço, mercadoria e gente voraz em bons produtos não nos faltam; não sei o que acontece. Estimo muito o mercado Shangri-lá, mas não é a mesma coisa. E a distância, pra quem é bípede e dura como eu, atrapalha. Ô.
O segundo espaço, na verdade um lugar, de tão grande, é o Novo Museu. Aquele lá, do olho do Lerner, cobiçado pelos olhos paranaenses que ficaram de fora da festa. Magnífico o lugar; acho que, a menos de viaje um pouco mais pra ter mais conhecimento de causa (difícil, héin?), vai ser muito difícil ver outra maravilha da arquitetura moderna como aquela. Salve, Niemeyer. O elevador que dá acesso ao famoso olho (que, de dentro, parece uma colméia) é apenas um detalhe. A diversidade de obras (muitas, mas muitas, mesmo, arte cinética), o bosque que faz fundo à construção e ela, em si, deixam atônitos quem vê certa beleza na ação humana. Uou, uou.
O resto, bem, o resto (nem tão resto assim) foi, no mínimo, compensador. Entrevistei pessoas fabulosas que, com suas palavras e experiências de vida, acenderam aqui dentro uma chama jornalística que já começava a ficar quadrimetrada pela rotina, ou pela faculdade que pouco diz do que encontramos de fato no dia-a-dia. Quatro anos... Bem, isso - assim como a paisagem misturada de lindas construções antigas e inúmeras praças e livrarias (eba) - já valeu as horas de viagem, o sol desgraçado a caminho do museu, enfim, já valeu pela certeza de que estou naquilo que quero. Masoquista ou não, pelo menos a escolha é minha.
Agora vamos à parte chata: decupagens. Iahhh. Quer me ajudar? Então registre-se no Fundo Mútuo Bloco de Notas e faça uma entrevistadora mais feliz. Já pro trabalho, Isaura.
selected - Don't know why - Norah Jones
10.1.03
"Haja o que houver, eu estou aqui..."
Voltei, por uns instantes. Apenas pra dar uma dica, depois de um e-mail desconhecido nesta sudorenta manhã de sexta-feira.
"Quem gosta desse grupo normalmente tem bom gosto cultural e boas intenções em relação à humanidade...", dizia-me o final da mensagem. Uou, quanta consideração!
Se pelo menos não é 100% verdadeiro (mas eu juro que me esforço!), o comentário me trouxe de volta à memória uma das coisas mais belas que já vi nessa minha vidinha, sô. Trouxe ainda a certeza de que, dentro em breve, espero, aniquilarei as módicas economias para pessuir um DVD. Ish'allá. Oxalá.
Para quem não conhece, o Madredeus é um grupo musical de Portugal, de quase 16 anos de estrada. Som belíssimo, impetrado pelas “guitarras” de músicos geniais – destaque para o compositor Pedro Ayres Magalhães, simplesmente fabuloso -, mas atenção: jamais confunda, devido ao nome, com alguma banda gospel. Já tive ganas psicopatas ao ouvir isso de vendedoras incautas. “Madredeus? Peraí, ‘bem’, vou ver aqi no Gospel”. Nhaaargh.
*
Ano passado, lá pela metade de abril, abri a página de diversão/cultura do Estadão e a surpresa da notícia: os portugas estariam no Brasil, e já em maio! Enviei a notícia a mio amico, com um só comentário: “Vamos?”. Ele toparia, claro, mas pensou ser uma brincadeira. Não era. (...)
Superados os empecilhos de ser em um teatro na pqp de São Paulo (Santo Amaro; eitcha lugarzinho longe); das pa$$agen$ até a capitar, da hospedagem y otras cositas más (só o capítulo “Ingresso” daria um tomo; deixa pra lá), um detalhe importante (eu reconheço, tá?): o show, num sábado, antecederia o Dia das Mães. Sim, com maiúsculas. Preocupação maiúscula too, resolvida com um convite.surpresa.fatal:
- Mãe, que quer ganhar no dia das mães?
- (resposta padrão das mães)
- Pra eu não me ferrar com presente errado e a sra não ficar mais ferrada ainda, diga se aceita o que quero lhe dar.
- ?
- Show do Madredeus, sábado que vem. Pode arrumar a trouxa, que as passagens e os ingressos estão aqui!
Coitada da minha mãe. Eu soube depois, por fonte fiel, que ela também contou os dias para a visita dos Crocodilos Dundee à metrópole. Apesar da resistência inicial, que charme faz parte, né?
*
Hoje as imagens da Teresa Salgueiro cantando e encenando uns passos portugueses me causa até certa tristeza, de tanto que aquilo me marcou. É, estranho assim. Três bis, 1500 pessoas clamando por “O Pastor” (lembra da abertura da minissérie Os Maias, oh gajo?), 1500 acompanhando em “Haja o que houver”.
Tudo bem, os brutos também amam. Eu, que até então só chorara em poucos filmes, me emocionei toda com a cena, com a música, com a beleza daquilo tudo. Foi a primeira vez na vida – sério – que conheci o verdadeiro sentido da expressão “choro de felicidade”. Danem-se os blasés, que eu sou de carne e osso (mais isso), pô.
Acho que já falei demais. Mas nunca, amiguinho, nunca mesmo vou me entediar ao comentar algo dos madredeus. Talvez por uma questão de cultura, que preservo nos fados que ainda escuto, ou nas lembranças das poucas conversas que tive com o meu avô, da terrinha. Uma pessoa sem memória também é uma pessoa sem história, desculpem-me o plágio descarado, mas essa é a minha verdade.
Até um dia, porque este bloco entra em recesso indesejado devido às atribulações de um ser ordinário chamado TCC. Uma ou outra passagem por aqui, talvez somente para relatar nova aventura de Janaina Dundee – desta vez, em terras curitibanas, semana que vem. Razões igualmente tccétias, mas já rende alguma coisa, visto o meu confinamento aqui no norrrte do Estado, há 4 anos.
Se cuidem, crianças. Que o tempo não pára...
Random: Oxalá – Madredeus
Voltei, por uns instantes. Apenas pra dar uma dica, depois de um e-mail desconhecido nesta sudorenta manhã de sexta-feira.
"Quem gosta desse grupo normalmente tem bom gosto cultural e boas intenções em relação à humanidade...", dizia-me o final da mensagem. Uou, quanta consideração!
Se pelo menos não é 100% verdadeiro (mas eu juro que me esforço!), o comentário me trouxe de volta à memória uma das coisas mais belas que já vi nessa minha vidinha, sô. Trouxe ainda a certeza de que, dentro em breve, espero, aniquilarei as módicas economias para pessuir um DVD. Ish'allá. Oxalá.
Para quem não conhece, o Madredeus é um grupo musical de Portugal, de quase 16 anos de estrada. Som belíssimo, impetrado pelas “guitarras” de músicos geniais – destaque para o compositor Pedro Ayres Magalhães, simplesmente fabuloso -, mas atenção: jamais confunda, devido ao nome, com alguma banda gospel. Já tive ganas psicopatas ao ouvir isso de vendedoras incautas. “Madredeus? Peraí, ‘bem’, vou ver aqi no Gospel”. Nhaaargh.
*
Ano passado, lá pela metade de abril, abri a página de diversão/cultura do Estadão e a surpresa da notícia: os portugas estariam no Brasil, e já em maio! Enviei a notícia a mio amico, com um só comentário: “Vamos?”. Ele toparia, claro, mas pensou ser uma brincadeira. Não era. (...)
Superados os empecilhos de ser em um teatro na pqp de São Paulo (Santo Amaro; eitcha lugarzinho longe); das pa$$agen$ até a capitar, da hospedagem y otras cositas más (só o capítulo “Ingresso” daria um tomo; deixa pra lá), um detalhe importante (eu reconheço, tá?): o show, num sábado, antecederia o Dia das Mães. Sim, com maiúsculas. Preocupação maiúscula too, resolvida com um convite.surpresa.fatal:
- Mãe, que quer ganhar no dia das mães?
- (resposta padrão das mães)
- Pra eu não me ferrar com presente errado e a sra não ficar mais ferrada ainda, diga se aceita o que quero lhe dar.
- ?
- Show do Madredeus, sábado que vem. Pode arrumar a trouxa, que as passagens e os ingressos estão aqui!
Coitada da minha mãe. Eu soube depois, por fonte fiel, que ela também contou os dias para a visita dos Crocodilos Dundee à metrópole. Apesar da resistência inicial, que charme faz parte, né?
*
Hoje as imagens da Teresa Salgueiro cantando e encenando uns passos portugueses me causa até certa tristeza, de tanto que aquilo me marcou. É, estranho assim. Três bis, 1500 pessoas clamando por “O Pastor” (lembra da abertura da minissérie Os Maias, oh gajo?), 1500 acompanhando em “Haja o que houver”.
Tudo bem, os brutos também amam. Eu, que até então só chorara em poucos filmes, me emocionei toda com a cena, com a música, com a beleza daquilo tudo. Foi a primeira vez na vida – sério – que conheci o verdadeiro sentido da expressão “choro de felicidade”. Danem-se os blasés, que eu sou de carne e osso (mais isso), pô.
Acho que já falei demais. Mas nunca, amiguinho, nunca mesmo vou me entediar ao comentar algo dos madredeus. Talvez por uma questão de cultura, que preservo nos fados que ainda escuto, ou nas lembranças das poucas conversas que tive com o meu avô, da terrinha. Uma pessoa sem memória também é uma pessoa sem história, desculpem-me o plágio descarado, mas essa é a minha verdade.
Até um dia, porque este bloco entra em recesso indesejado devido às atribulações de um ser ordinário chamado TCC. Uma ou outra passagem por aqui, talvez somente para relatar nova aventura de Janaina Dundee – desta vez, em terras curitibanas, semana que vem. Razões igualmente tccétias, mas já rende alguma coisa, visto o meu confinamento aqui no norrrte do Estado, há 4 anos.
Se cuidem, crianças. Que o tempo não pára...
Random: Oxalá – Madredeus
6.1.03
Give me some Tropicola, please
Poucas palavras me atraem uma atenção especial, é verdade. Acho que, talvez pela sonoridade, eu tenha de trair o Português e eleger a linda matière plastique (do francês, "plástico") como a que mais me impressionou.
Coisa boba, né?
Talvez - se uma das infelizes (que, por sinal, não me apetece) não me dissesse 'bom dia', 'boa tarde', 'boa noite' e 'boa noitada': fastio. Assim como os abomináveis Sílvio Santos, peru de Natal, Sérgio Malandro e Tropicola (de longe, a pior), não desejo isso a ninguém.
*
Isso é pra eu aprender a não taxar de demagógicos aqueles sujeitos que pregam o tesão pelas coisas. Aprende, biju amanhecido.
*
random: Beth Gibbons - Show
Poucas palavras me atraem uma atenção especial, é verdade. Acho que, talvez pela sonoridade, eu tenha de trair o Português e eleger a linda matière plastique (do francês, "plástico") como a que mais me impressionou.
Coisa boba, né?
Talvez - se uma das infelizes (que, por sinal, não me apetece) não me dissesse 'bom dia', 'boa tarde', 'boa noite' e 'boa noitada': fastio. Assim como os abomináveis Sílvio Santos, peru de Natal, Sérgio Malandro e Tropicola (de longe, a pior), não desejo isso a ninguém.
*
Isso é pra eu aprender a não taxar de demagógicos aqueles sujeitos que pregam o tesão pelas coisas. Aprende, biju amanhecido.
*
random: Beth Gibbons - Show
5.1.03
30.12.02
Adeeeeeeeeus, ano veeeeeelho.....
Que os deuses responsáveis pelas paradas do bus me ajudem. Nada de bebum ao meu lado hoje, please.
Que este calor também dê uma trégua. Pelo menos enquanto durar a viagem, posto que é chama.
que tudo se realiiiiiiiize.......
Ótima passagem de ano pra todos, pulem quantas ondas quiserem, seus sacis felizes.
Gradecida por acompanharem estas asneiras e (os mais corajosos) por deixarem seus pitacos.
Até ano que vem, moçada!
(eu não podia ficar sem o trocadilho infame, sorry)
no ano que vai nasceeeer...
O resto da música fica por sua conta ; )
Que os deuses responsáveis pelas paradas do bus me ajudem. Nada de bebum ao meu lado hoje, please.
Que este calor também dê uma trégua. Pelo menos enquanto durar a viagem, posto que é chama.
que tudo se realiiiiiiiize.......
Ótima passagem de ano pra todos, pulem quantas ondas quiserem, seus sacis felizes.
Gradecida por acompanharem estas asneiras e (os mais corajosos) por deixarem seus pitacos.
Até ano que vem, moçada!
(eu não podia ficar sem o trocadilho infame, sorry)
no ano que vai nasceeeer...
O resto da música fica por sua conta ; )
27.12.02
Oba, você veio!
Que dia lindo fez hoje. Fazia uma cara que o céu aqui não amanhecia com um azul tão intenso, sabe? E agora, já quase noite, horizonte vermelho e laranjado acariciando a vista, eu tenho certeza de que vale a pena, sim, acordar cedo, ver as ruas semi-vazias e ter a sensação de cansaço ir embora, apesar dos exercícios pós-ceia.
Credo. Não agüento essa história de health generation, deixa eu preparar meu hamburguer ultra-kcal antes que me convençam a só comer alface. Ugh!
............................
Aluno é um bicho estranho. Vestibulando, deveras estranho. Vestibulando a uma semana dos exames, cuidado: só chegue perto dele se você estiver vacinado.
Por azar (ou sorte, sei lá), minhas aulas são sempre às quartas-feiras. Natal e Ano Novo, vc bem sabe, caem exatamente neste dia. O sea: dezembro foi um semi-mês na vida desta dedicada e exímia professora.
Dormiu? Então acorda, eu já parei.
............................
Como eu seleciono as porcarias (no bom sentido) que guardo, vasculhei a escrivaninha em busca de lixo não reciclável. Entre trocentas e 10 ofertas de uma certa editora spâmica e cadela (não, não é 1º de Abril!), 15 pequenas pérolas corrigidas, a caneta verde (é a cor da esperança, me disseram), esperavam ansiosamente pelo dono, certas de seu destino, se ali permanecessem. Lá vamos nós, sol desgraçado.
............................
- Professora, você acredita em milagres?
- Se a fé for braba, talvez.
- Hm.
- Por que?
- Minha família tá na praia, sabe? E eu decidi ficar só pra assistir às últimas aulas do semestre, porque...ah, deixa pra lá...
- Chora.
- É que, na noite de Natal, eu sonhei que um dos reis magos vinha me visitar e dizia que, seu eu quisessse passar em Medicina, tinha que ralar até o último minuto.Então eu passei o Natal sozinha, estudando e comendo miojo.
(engole, vai)
*
Quase chorei. Só não me pergunte de quê, ou serei apedrejada em praça pública.
............................
Sabe aquela sensação de gostar muito de algo, sem conhecê-lo por completo, e, conhecendo, se decepcionar? Quebrar cara, dar com os burros n'água, se ferrar, enfim, ficar puto?
Que merda. Eu gostava muito de uma música (não do cantor, diga-se de passagem), Feel, do chato do Robbie Williams. Hoje eu vi o clipe da dita cuja e tive vontade de ser Norman Bates, naquela cena clássica do chuveiro. Aprende, bocó.
............................
Feliz Páscoa pra todo mundo, de coração.
random: Tribalistas - Velha infância
(Olha o que você fez comigo, tolinho)
Que dia lindo fez hoje. Fazia uma cara que o céu aqui não amanhecia com um azul tão intenso, sabe? E agora, já quase noite, horizonte vermelho e laranjado acariciando a vista, eu tenho certeza de que vale a pena, sim, acordar cedo, ver as ruas semi-vazias e ter a sensação de cansaço ir embora, apesar dos exercícios pós-ceia.
Credo. Não agüento essa história de health generation, deixa eu preparar meu hamburguer ultra-kcal antes que me convençam a só comer alface. Ugh!
............................
Aluno é um bicho estranho. Vestibulando, deveras estranho. Vestibulando a uma semana dos exames, cuidado: só chegue perto dele se você estiver vacinado.
Por azar (ou sorte, sei lá), minhas aulas são sempre às quartas-feiras. Natal e Ano Novo, vc bem sabe, caem exatamente neste dia. O sea: dezembro foi um semi-mês na vida desta dedicada e exímia professora.
Dormiu? Então acorda, eu já parei.
............................
Como eu seleciono as porcarias (no bom sentido) que guardo, vasculhei a escrivaninha em busca de lixo não reciclável. Entre trocentas e 10 ofertas de uma certa editora spâmica e cadela (não, não é 1º de Abril!), 15 pequenas pérolas corrigidas, a caneta verde (é a cor da esperança, me disseram), esperavam ansiosamente pelo dono, certas de seu destino, se ali permanecessem. Lá vamos nós, sol desgraçado.
............................
- Professora, você acredita em milagres?
- Se a fé for braba, talvez.
- Hm.
- Por que?
- Minha família tá na praia, sabe? E eu decidi ficar só pra assistir às últimas aulas do semestre, porque...ah, deixa pra lá...
- Chora.
- É que, na noite de Natal, eu sonhei que um dos reis magos vinha me visitar e dizia que, seu eu quisessse passar em Medicina, tinha que ralar até o último minuto.Então eu passei o Natal sozinha, estudando e comendo miojo.
(engole, vai)
*
Quase chorei. Só não me pergunte de quê, ou serei apedrejada em praça pública.
............................
Sabe aquela sensação de gostar muito de algo, sem conhecê-lo por completo, e, conhecendo, se decepcionar? Quebrar cara, dar com os burros n'água, se ferrar, enfim, ficar puto?
Que merda. Eu gostava muito de uma música (não do cantor, diga-se de passagem), Feel, do chato do Robbie Williams. Hoje eu vi o clipe da dita cuja e tive vontade de ser Norman Bates, naquela cena clássica do chuveiro. Aprende, bocó.
............................
Feliz Páscoa pra todo mundo, de coração.
random: Tribalistas - Velha infância
(Olha o que você fez comigo, tolinho)
26.12.02
Hoje a festa é sua, não minha
Esqueça as despedidas.
Esqueça os dias de folga, rango à la carte, roupa lavada e todo o tempo do mundo ("... eu sou mesmo exageraaado") para ler, dormir, rever pessoas queridas.
O pior mesmo dos retornos são aqueles feitos em expresso da meia-noite, com um bêbado ao teu lado, criança chorando e estúpidos com fone no ouvido e a música (pagode, claro) na ponta da língua. Eu odeio todos vocês, jerimuns sem noção de territorialidade.
....................................
E aí, comeu bastante? Ganhou muita "lembrancinha"? Ótimo, então não me conte, só perguntei na falta do que falar.
....................................
As ruas hoje estavam quase vazias. 50% do movimento normal, se muito. O vento gelado anunciando a boa velha.
Pelo jeito, "dia útil" está se tornando mesmo uma expressão cada vez mais subjetiva...
....................................
Agradecimentos ao querido mano de todas as horas que, num gesto de tresloucada lucidez, concedeu-me seu apetitoso video cassete para encher o vazio do meu apartamento. So sad, so sad, but I'm happy, darling.
Edu, você vai pro céu, querido.
....................................
random: There goes the fear - Doves
Esqueça as despedidas.
Esqueça os dias de folga, rango à la carte, roupa lavada e todo o tempo do mundo ("... eu sou mesmo exageraaado") para ler, dormir, rever pessoas queridas.
O pior mesmo dos retornos são aqueles feitos em expresso da meia-noite, com um bêbado ao teu lado, criança chorando e estúpidos com fone no ouvido e a música (pagode, claro) na ponta da língua. Eu odeio todos vocês, jerimuns sem noção de territorialidade.
....................................
E aí, comeu bastante? Ganhou muita "lembrancinha"? Ótimo, então não me conte, só perguntei na falta do que falar.
....................................
As ruas hoje estavam quase vazias. 50% do movimento normal, se muito. O vento gelado anunciando a boa velha.
Pelo jeito, "dia útil" está se tornando mesmo uma expressão cada vez mais subjetiva...
....................................
Agradecimentos ao querido mano de todas as horas que, num gesto de tresloucada lucidez, concedeu-me seu apetitoso video cassete para encher o vazio do meu apartamento. So sad, so sad, but I'm happy, darling.
Edu, você vai pro céu, querido.
....................................
random: There goes the fear - Doves
23.12.02
Os três segredos das pessoas felizes
Que livro reportagem, que nada. Ainda entro no mercado editorial com uma compilação das melhores "Dicas du Verão" em pocket version, bem baratinha, pra brindar leitores das classes A a E.
Como criatividade nunca foi o meu forte, acho que esse não será o problema. Zero em criação, 10 em embromation, vontade de começar e uma meia-dúzia de chavões universais. Pra quê eu precisaria de mais?
A questão dos direitos autoriais nem é tão complexa assim. Mim amiga, basta você me conceder a sua coleção de selos pra eu anexar à minha, semi-falida, que estamos conversados.
Não falei que eu era nota 10 ?
Destarte (homenagem a mio amico adevogado), apresento aqui algumas dicas bastante básicas a você, ovelha desgarrada, que de quando em nunca lembra de visitar os puro-sangue, ou, se preferir, a sua amada e garrida família. Oh, o verão em nossos corações...
- de imediato, demonstre surpresa ao ver os seres mais novos. Caso confunda certos nomes, não se faça de rogado (a): dê um risinho maroto, aquele tapinha esperto nas costas e diga que era brincadeira. Importante: procure o banheiro mais próximo, ou diga que alguém da AACD chamou ao portão, mas dê o fora. Evite perguntas.
- não faça planos típicos de dias ensolarados. Sabe aquele biquíni, ou aquela sunga, que você olhou com desejo antes arrumar as malas? Pois bem, estas peças, segundo tradições espartanas, têm um forte caráter anti-mercadológio, fascista e proletário. Não imprima com facilidade a sua intenção de pequeno-burguês capitalista, ou as conspirações (dos mais variados tatames; em casos mais covardes, solicita-se até ajuda de São Pedro) podem ser avassaladoras. Seja casual e, ao guardá-las, não esqueça aquela cara bem blasé, do tipo: vc é só mais um, querido.
- por fim, não espere que a parentada mais velha mude o discurso pseudo-nefasto. Não. Você sempre terá "crescido taaanto!"; mesmo zarolho, sem os dentes da frente e com bafo estará "cada vez mais boniiiito(a)", vagabundo que esteja, será ainda a criatura "mais inteligente da nossa família!" Róinc. Claro que há formas menos polidas de se safar dessa situação, mas como este manual é deveras polido, a saída mais coerente com nossa linha editorial talvez a seja a do sorriso de agradecimento.
- Só isso?
Nããão, esperto leitor! Agradeça de volta. Mas agradeça MESMO. Aqui você tem duas alternativas: busque lá no duodeno algumas lágrimas furtivas e diga que nunca, mas nunca mesmo alguém o elogiou tão sinceramente, chore e peça um pouco de Maracujina, simulando uma falta de ar de emoção forte. A alternativa 'b' é a da retribuição eficaz. Você está outra pessoa, mais altiva, mais bonita? Pode ser, mas JAMAIS melhor que quem lhe disparou (digo, mandou) o elogio. Atenção: seja contundente, e, se precisar de uma forte dose de baixa auto-estima, vá em frente: é o seu sossego que está em jogo. Esta é popularmente conhecida como a Técnica do Cansaço, ou Técnica da Memória Arrependida. Nunca mais sofrerás tais incoveniências, caro leitor.
..............
A menos que vc aprecie massagens no ego, mas aí compre Paulo Coelho ou Lair Ribeiro.
Anote sua encomenda neste bloco e teremos o maior prazer em servi-lo, ainda mais se vc pagar à vista, com selos sem cola, de preferência.
..............
Mas comprando ou não o nosso pocket book, você recebe inteiramente de grátis, em sua casa, os votos de um feliz Natal deste pequeno bloco. Se a data lhe é feliz, ou triste (o que importa é você sentir que não virou um monstro de insensibilidade), não importa. Sempre há aquele sonho escondido de que algo bom aconteça, tomara que aconteça mesmo.
Pelo fim do peru, do panettone, do leitão assado e das árvores de Natal de material reciclado, ótima noite a você, antes de leitor, um herói.
hou hooooooooooooou...
random: Get free - Vines
Que livro reportagem, que nada. Ainda entro no mercado editorial com uma compilação das melhores "Dicas du Verão" em pocket version, bem baratinha, pra brindar leitores das classes A a E.
Como criatividade nunca foi o meu forte, acho que esse não será o problema. Zero em criação, 10 em embromation, vontade de começar e uma meia-dúzia de chavões universais. Pra quê eu precisaria de mais?
A questão dos direitos autoriais nem é tão complexa assim. Mim amiga, basta você me conceder a sua coleção de selos pra eu anexar à minha, semi-falida, que estamos conversados.
Não falei que eu era nota 10 ?
Destarte (homenagem a mio amico adevogado), apresento aqui algumas dicas bastante básicas a você, ovelha desgarrada, que de quando em nunca lembra de visitar os puro-sangue, ou, se preferir, a sua amada e garrida família. Oh, o verão em nossos corações...
- de imediato, demonstre surpresa ao ver os seres mais novos. Caso confunda certos nomes, não se faça de rogado (a): dê um risinho maroto, aquele tapinha esperto nas costas e diga que era brincadeira. Importante: procure o banheiro mais próximo, ou diga que alguém da AACD chamou ao portão, mas dê o fora. Evite perguntas.
- não faça planos típicos de dias ensolarados. Sabe aquele biquíni, ou aquela sunga, que você olhou com desejo antes arrumar as malas? Pois bem, estas peças, segundo tradições espartanas, têm um forte caráter anti-mercadológio, fascista e proletário. Não imprima com facilidade a sua intenção de pequeno-burguês capitalista, ou as conspirações (dos mais variados tatames; em casos mais covardes, solicita-se até ajuda de São Pedro) podem ser avassaladoras. Seja casual e, ao guardá-las, não esqueça aquela cara bem blasé, do tipo: vc é só mais um, querido.
- por fim, não espere que a parentada mais velha mude o discurso pseudo-nefasto. Não. Você sempre terá "crescido taaanto!"; mesmo zarolho, sem os dentes da frente e com bafo estará "cada vez mais boniiiito(a)", vagabundo que esteja, será ainda a criatura "mais inteligente da nossa família!" Róinc. Claro que há formas menos polidas de se safar dessa situação, mas como este manual é deveras polido, a saída mais coerente com nossa linha editorial talvez a seja a do sorriso de agradecimento.
- Só isso?
Nããão, esperto leitor! Agradeça de volta. Mas agradeça MESMO. Aqui você tem duas alternativas: busque lá no duodeno algumas lágrimas furtivas e diga que nunca, mas nunca mesmo alguém o elogiou tão sinceramente, chore e peça um pouco de Maracujina, simulando uma falta de ar de emoção forte. A alternativa 'b' é a da retribuição eficaz. Você está outra pessoa, mais altiva, mais bonita? Pode ser, mas JAMAIS melhor que quem lhe disparou (digo, mandou) o elogio. Atenção: seja contundente, e, se precisar de uma forte dose de baixa auto-estima, vá em frente: é o seu sossego que está em jogo. Esta é popularmente conhecida como a Técnica do Cansaço, ou Técnica da Memória Arrependida. Nunca mais sofrerás tais incoveniências, caro leitor.
..............
A menos que vc aprecie massagens no ego, mas aí compre Paulo Coelho ou Lair Ribeiro.
Anote sua encomenda neste bloco e teremos o maior prazer em servi-lo, ainda mais se vc pagar à vista, com selos sem cola, de preferência.
..............
Mas comprando ou não o nosso pocket book, você recebe inteiramente de grátis, em sua casa, os votos de um feliz Natal deste pequeno bloco. Se a data lhe é feliz, ou triste (o que importa é você sentir que não virou um monstro de insensibilidade), não importa. Sempre há aquele sonho escondido de que algo bom aconteça, tomara que aconteça mesmo.
Pelo fim do peru, do panettone, do leitão assado e das árvores de Natal de material reciclado, ótima noite a você, antes de leitor, um herói.
hou hooooooooooooou...
random: Get free - Vines
22.12.02
20.12.02
Classificados
Veneno para pomba: compra-se.
Veneno para as pombas que assolam a janela do teu trabalho: paga-se bem por ele.
Ainda pego essas cretinas (que mais parecem uns frangos, a bem da verdade) e mato a fome da periferia londrinense. Deixa estar.
*
Nada como um catá bem dado na barriga pra animar. Xô, enxaqueca. Sua pulha.
Veneno para pomba: compra-se.
Veneno para as pombas que assolam a janela do teu trabalho: paga-se bem por ele.
Ainda pego essas cretinas (que mais parecem uns frangos, a bem da verdade) e mato a fome da periferia londrinense. Deixa estar.
*
Nada como um catá bem dado na barriga pra animar. Xô, enxaqueca. Sua pulha.
that's that
Decifra-me, ou te devoro.
Assim disse o Espírito de Natal àquela garota tola, que não conseguiu vê-lo no meio das crianças barulhentas que apostavam corrida na escada-rodante, tia, sai da frente.
Assim ela percebeu que a mesma euforia que antecedia aquele momento, de repente, se transformou em melancolia. Esta, dizem, evoluiu para um mal humor terrível. Não, não adianta se tomar Milanta Plus. O nó que queima a garganta da pequena é estúpido demais pra se deixar calar por paliativos do bem.
.......................
Hoje eu andei pelo centro. À noite, sozinha. Compras de Natal. Não decifrei o espírito de fim de ano no olhar de nenhum ser, nem das avós, nem dos próprios pirralhos. O que os move é grande demais pra deixar um espaçozinho que seja a algo que as mãos não podem tocar. Só o coração.
Eles não decifraram, mas no fim a devorada fui eu.
*
# 5 - Night walk
relating events as they choose to
but all their words and actions come entirely from you
*
ok, ok.
Respiração cachorrinho, vai, assim. Isso.
*
Em tempo -
um.
Decifra-me, ou te devoro.
Assim disse o Espírito de Natal àquela garota tola, que não conseguiu vê-lo no meio das crianças barulhentas que apostavam corrida na escada-rodante, tia, sai da frente.
Assim ela percebeu que a mesma euforia que antecedia aquele momento, de repente, se transformou em melancolia. Esta, dizem, evoluiu para um mal humor terrível. Não, não adianta se tomar Milanta Plus. O nó que queima a garganta da pequena é estúpido demais pra se deixar calar por paliativos do bem.
.......................
Hoje eu andei pelo centro. À noite, sozinha. Compras de Natal. Não decifrei o espírito de fim de ano no olhar de nenhum ser, nem das avós, nem dos próprios pirralhos. O que os move é grande demais pra deixar um espaçozinho que seja a algo que as mãos não podem tocar. Só o coração.
Eles não decifraram, mas no fim a devorada fui eu.
*
# 5 - Night walk
relating events as they choose to
but all their words and actions come entirely from you
*
ok, ok.
Respiração cachorrinho, vai, assim. Isso.
*
Em tempo -
um.
19.12.02
Assinar:
Postagens (Atom)