Momentu du coração...
(ler o título com voz de locutora de FM, please)
E pra que não me venham reclamar de inoperânica altruística (existe isso?), este Bloco deixa de olhar o próprio umbigo e se lembra, por uns instantes, de que "nenhum homem é uma ilha. Não é". Por isso aqui ficam registradas, para as páginas da posteridade de todas as junk messages do cyberespaço, as sinceras congratulações à nova leva de relações públicas que desponta da UEL, para o mundo.
Parabéns a todas, coleguinhas de comunicação. Que não lhes falte trampo, vontade e nem patrões sem tendências escravocratas. Amém.
4.2.03
"O essencial é invisível aos olhos". N'est pas?
Hoje eu cometi uma pequena maldade. Sem intenção, talvez (os deuses da comida me julgarão), porém a consciência deu pequenas olas de moralismo.
Ir a bancos, defitivamente, é uma sina ingrata. Nunca gostei da tarefa, não me senti "mocinha, já", quando fiz a primeira transação, aos 12 anos (grandes coisa isso com a atual geração de jovens nerds), não vejo nenhum aspecto positivo em ficar em pé com outras pessoas na fila.
Hoje eu não ficaria na fila, é verdade. Também não imaginava que cada ser à minha frente pudesse levar, em média, 40 minutos de caixa praquele tipo de atendimento. Uou, só 35 à minha frente? A tarde vai ser divertida, vivaaa!
Mas bolas de cristal, bem como capa da invisibilidade, máquina do tempo, aparelho de dar choque nas mãos dos outros e de mudar o som da voz, ao telefone, ainda são bens de difícil aquisição por essas eras. Não poderia imaginar que a CEF pudesse ser tão inglória a seus visitantes e fui ingênua. Sim, fui.
*
Segundo a menor* - de 30 - J.O.G., a degustação de um pastel é, acima de tudo, uma atividade socializadora. "É mais divertido acompanhada", explica, sem apontar os mecanismos da estranha motivação. Foi pensando dessa forma que J.O.G., na tarde desta segunda-feira, tomou posse de dois desses pedaços de massa frita, devidamente preenchidos com alguma mistura de frango e cheddar, e se dirigiu ao banco. "Eu os comeria em casa, pois achava que seria só uma passadinha, papéis assinados e pronto!", defende-se a infratora.
A menor não esperava, entrentanto, que o cheiro da mercadoria provocasse efeitos imediatos em alguns clientes do banco. Alertada pela segurança de que o cheiro estava bom demais, ela não se intimidou e decidiu esperar, com a comida poluindo o recinto. "Não foi por mal! Nunca imaginei o impacto biológico do cheiro de pastel na atmosfera de uma agência bancária", justifica-se.
Alertada, a 10ª Subdivisão dos Vigilantes do Peso de Londrina compareceu ao local para tomar as devidas providências, mas as divinas foram mais rápidas. Enquanto os vigilantes retiravam alguns intoxicados para tratamento à base de rúcula e agrião, a menor observava a cena, do outro lado da rua, escondida atrás de um copo de suco de goiaba e de um riso assustado.
Além das testemunhas, a única prova que os vigilantes têm até o momento são fitas do circuito interno de video da CEF. Numa das imagens, J.O.G. vê um garoto obeso a seu lado que, agressivo, lhe pede "um naco aí, tia". A reação é chocante: a menor tira o pastel, dá uma mordida e, depois de comer o primeiro pedaço, deixa a agência. E o garoto, trêmulo; um pouco verde.
A delegada da 10ª alerta a população: "Denuncie esse tipo de crime, minha gente".
* o termo aqui se faz necessário. Anw, evite-o e seja mais feliz.
. . .
CEF, essa é uma parte da minha vingança por ter ido pra casa tirar uma soneca enquanto os glutões passaram a minha vez na senha. Que raiva da burocracia, e que estupidez a minha, Batman!
*
Ei, meu preconceito contra gordinhos não chegou a tanto. Ainda não.
*
Mas que eu infestei o recinto, ah, infestei.
*
Apesar de não saber quais as vantagens disso.
*
Nossa, fevereiro chegou. Socorro, padinpadiciçu.
Atenção: Se você já fez a sua boa ação da semana, clicando em algum mala do BBB, não deixe se prestar sua solidariedade ao Fundo Mútuo Bloco de Notas. Faça uma criatura mais feliz. Como? É simples!
Basta você sugerir formas do dia ultrapassar as convencionais 24 horas. Isso aí, moçada. O fundo precisa de horas! Horas! Porque fevereiro é muito curto para quem tem urgência e pouca inspiração. A premiação será divulgada no decorrer do concurso, a fim de se evitarem fraudes apocalípticas.
*
random: Good night now - The Datsuns
Hoje eu cometi uma pequena maldade. Sem intenção, talvez (os deuses da comida me julgarão), porém a consciência deu pequenas olas de moralismo.
Ir a bancos, defitivamente, é uma sina ingrata. Nunca gostei da tarefa, não me senti "mocinha, já", quando fiz a primeira transação, aos 12 anos (grandes coisa isso com a atual geração de jovens nerds), não vejo nenhum aspecto positivo em ficar em pé com outras pessoas na fila.
Hoje eu não ficaria na fila, é verdade. Também não imaginava que cada ser à minha frente pudesse levar, em média, 40 minutos de caixa praquele tipo de atendimento. Uou, só 35 à minha frente? A tarde vai ser divertida, vivaaa!
Mas bolas de cristal, bem como capa da invisibilidade, máquina do tempo, aparelho de dar choque nas mãos dos outros e de mudar o som da voz, ao telefone, ainda são bens de difícil aquisição por essas eras. Não poderia imaginar que a CEF pudesse ser tão inglória a seus visitantes e fui ingênua. Sim, fui.
*
Segundo a menor* - de 30 - J.O.G., a degustação de um pastel é, acima de tudo, uma atividade socializadora. "É mais divertido acompanhada", explica, sem apontar os mecanismos da estranha motivação. Foi pensando dessa forma que J.O.G., na tarde desta segunda-feira, tomou posse de dois desses pedaços de massa frita, devidamente preenchidos com alguma mistura de frango e cheddar, e se dirigiu ao banco. "Eu os comeria em casa, pois achava que seria só uma passadinha, papéis assinados e pronto!", defende-se a infratora.
A menor não esperava, entrentanto, que o cheiro da mercadoria provocasse efeitos imediatos em alguns clientes do banco. Alertada pela segurança de que o cheiro estava bom demais, ela não se intimidou e decidiu esperar, com a comida poluindo o recinto. "Não foi por mal! Nunca imaginei o impacto biológico do cheiro de pastel na atmosfera de uma agência bancária", justifica-se.
Alertada, a 10ª Subdivisão dos Vigilantes do Peso de Londrina compareceu ao local para tomar as devidas providências, mas as divinas foram mais rápidas. Enquanto os vigilantes retiravam alguns intoxicados para tratamento à base de rúcula e agrião, a menor observava a cena, do outro lado da rua, escondida atrás de um copo de suco de goiaba e de um riso assustado.
Além das testemunhas, a única prova que os vigilantes têm até o momento são fitas do circuito interno de video da CEF. Numa das imagens, J.O.G. vê um garoto obeso a seu lado que, agressivo, lhe pede "um naco aí, tia". A reação é chocante: a menor tira o pastel, dá uma mordida e, depois de comer o primeiro pedaço, deixa a agência. E o garoto, trêmulo; um pouco verde.
A delegada da 10ª alerta a população: "Denuncie esse tipo de crime, minha gente".
* o termo aqui se faz necessário. Anw, evite-o e seja mais feliz.
. . .
CEF, essa é uma parte da minha vingança por ter ido pra casa tirar uma soneca enquanto os glutões passaram a minha vez na senha. Que raiva da burocracia, e que estupidez a minha, Batman!
*
Ei, meu preconceito contra gordinhos não chegou a tanto. Ainda não.
*
Mas que eu infestei o recinto, ah, infestei.
*
Apesar de não saber quais as vantagens disso.
*
Nossa, fevereiro chegou. Socorro, padinpadiciçu.
Atenção: Se você já fez a sua boa ação da semana, clicando em algum mala do BBB, não deixe se prestar sua solidariedade ao Fundo Mútuo Bloco de Notas. Faça uma criatura mais feliz. Como? É simples!
Basta você sugerir formas do dia ultrapassar as convencionais 24 horas. Isso aí, moçada. O fundo precisa de horas! Horas! Porque fevereiro é muito curto para quem tem urgência e pouca inspiração. A premiação será divulgada no decorrer do concurso, a fim de se evitarem fraudes apocalípticas.
*
random: Good night now - The Datsuns
1.2.03
Portishead
Valeu a dica pelo telefone, cherie. C'est superbe, é 'só' o que posso dizer. Além de que sentirei saudades. Muitas.
R o a d s
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Storm,
In the morning light,
I feel,
No more can I say,
Frozen to myself.
I got nobody on my side,
And surely that ain't right,
Surely that ain't right.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
How can it feel this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong
Valeu a dica pelo telefone, cherie. C'est superbe, é 'só' o que posso dizer. Além de que sentirei saudades. Muitas.
R o a d s
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Storm,
In the morning light,
I feel,
No more can I say,
Frozen to myself.
I got nobody on my side,
And surely that ain't right,
Surely that ain't right.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
How can it feel this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong.
Oh, can't anybody see,
We've got a war to fight,
Never found our way,
Regardless of what they say.
How can it feel, this wrong,
From this moment,
How can it feel, this wrong
30.1.03
Um banho de água fria, enquanto há tempo.
"Isso aí".
Isso aí, é isso aí. Isso aí!
Essa é a expressão dita em 6/5 das vezes em que falo com o porteiro noturno aqui do prédio. Precedido por um oooooow, alongado assim, verdade.
Mas... "é isso aí" - CtrlC CtrV em Seu Zé. Dia mais cansativo do meu curto 2003, hoje eu tive a dimensão do que me espera, e, antes que comece a bater dor de barriga de desespero, ou tremedeiras que a valham, dedos pra que te quero.
Além do que, este blog anda imbecil demais pra tempos tão conturbados. E eu não falo de pedreiros de salários baixos, nem de estupidez semelhante. A minha, não a dele.
O que antes parecia ser uma piscina rasa (eu até estranhava) se tornou um oceano de maré braba e tubarões em volta. E com aquelas algas horroríveis nos pés. Aaah, odeio aquilo. Dá "gastura", diriam uns amigos paranaenses, adeptos da estranhíssima "patente". Mas isso não vem ao caso.
E o pior: o capitão do navio deixou o leme nas minhas mãos, em plena borrasca. Devo ter jogado bolas de gude chinesas na cruz, em outra encarnação. Putz, se devo.
. . .
Quem nunca se viu diante de situações-limite na vida, ahn? Se você é a exceção, por favor, me passe a receita cheio de boas intenções, que eu vou mandar patenteá-la. E, aproveitando a oportunidade, ainda invento o elixir da eterna vigilância, aquele mesmo, que não tem pó de guaraná nem cafeína alguma capazes de superar.
*
A spider web and I'm caught in the middle
So I turn to run
And thought of all the stupid things I'd done
aahhh...
*
Isso aí, crianças. Beijo de boa noite na testa, que a viagem é por demais longa.
. . .
final track: Thank you - Led Zeppelin
N.E.:
- não aceito campanhas pelos comments. Por telefone talvez eu seja subornada, coisa difícil (hehe)
- abaixo qualquer tipo de censura. Até a sua.
"Isso aí".
Isso aí, é isso aí. Isso aí!
Essa é a expressão dita em 6/5 das vezes em que falo com o porteiro noturno aqui do prédio. Precedido por um oooooow, alongado assim, verdade.
Mas... "é isso aí" - CtrlC CtrV em Seu Zé. Dia mais cansativo do meu curto 2003, hoje eu tive a dimensão do que me espera, e, antes que comece a bater dor de barriga de desespero, ou tremedeiras que a valham, dedos pra que te quero.
Além do que, este blog anda imbecil demais pra tempos tão conturbados. E eu não falo de pedreiros de salários baixos, nem de estupidez semelhante. A minha, não a dele.
O que antes parecia ser uma piscina rasa (eu até estranhava) se tornou um oceano de maré braba e tubarões em volta. E com aquelas algas horroríveis nos pés. Aaah, odeio aquilo. Dá "gastura", diriam uns amigos paranaenses, adeptos da estranhíssima "patente". Mas isso não vem ao caso.
E o pior: o capitão do navio deixou o leme nas minhas mãos, em plena borrasca. Devo ter jogado bolas de gude chinesas na cruz, em outra encarnação. Putz, se devo.
. . .
Quem nunca se viu diante de situações-limite na vida, ahn? Se você é a exceção, por favor, me passe a receita cheio de boas intenções, que eu vou mandar patenteá-la. E, aproveitando a oportunidade, ainda invento o elixir da eterna vigilância, aquele mesmo, que não tem pó de guaraná nem cafeína alguma capazes de superar.
*
A spider web and I'm caught in the middle
So I turn to run
And thought of all the stupid things I'd done
aahhh...
*
Isso aí, crianças. Beijo de boa noite na testa, que a viagem é por demais longa.
. . .
final track: Thank you - Led Zeppelin
N.E.:
- não aceito campanhas pelos comments. Por telefone talvez eu seja subornada, coisa difícil (hehe)
- abaixo qualquer tipo de censura. Até a sua.
28.1.03
Watch out
Cuidado com o que você anda emprestando. Aliás, cuidado com a pessoa de quem você anda emprestando. Disus-Mary-Joseph.
*
Querido diário,
ontem, eu senti a consciência mais pesada que o de costume. Não, não ingeri misturas malignas de substâncias perniciosas - aprendemos, eu e meu fígado, a lição daquele fatídico janeiro.
Dentro do coletivo, com pessoas simples, o cobrador e o motorista conversavam miudezas do cotidiano. Com o pequeno veículo amarelo parado, num ponto distante do terminal (em pedaços, por sinal), falavam dos assaltos naquela região. Gelei.
"O pobrema é só o estresses (da abordagem). Eles num mata, não". Ah bom, né, Zé?
O motorista, reclamando do salário de 200 pilas, preferia não condenar os trombadas. Falava ainda do filho, pedreiro, que ia se casar porque “já tava ganhando 150 real”. Minha nossa.
E eu reclamando da chuva. Da chuva!
. . .
Amigo diário, eu vou carpir quintais abandonados. Londrina tem uma série de fundos de vale em condições precárias, e eu ainda sou jovem, apesar de tudo. Adoro atividades físicas!
Adeus, colega diário. As datas eu carpo amanhã; hoje eu tentarei contatos petistas pra levar pessoalmente minha reclamação ao amado presidente. A Davos.
Love,
Sua escrivã.
Cuidado com o que você anda emprestando. Aliás, cuidado com a pessoa de quem você anda emprestando. Disus-Mary-Joseph.
*
Querido diário,
ontem, eu senti a consciência mais pesada que o de costume. Não, não ingeri misturas malignas de substâncias perniciosas - aprendemos, eu e meu fígado, a lição daquele fatídico janeiro.
Dentro do coletivo, com pessoas simples, o cobrador e o motorista conversavam miudezas do cotidiano. Com o pequeno veículo amarelo parado, num ponto distante do terminal (em pedaços, por sinal), falavam dos assaltos naquela região. Gelei.
"O pobrema é só o estresses (da abordagem). Eles num mata, não". Ah bom, né, Zé?
O motorista, reclamando do salário de 200 pilas, preferia não condenar os trombadas. Falava ainda do filho, pedreiro, que ia se casar porque “já tava ganhando 150 real”. Minha nossa.
E eu reclamando da chuva. Da chuva!
. . .
Amigo diário, eu vou carpir quintais abandonados. Londrina tem uma série de fundos de vale em condições precárias, e eu ainda sou jovem, apesar de tudo. Adoro atividades físicas!
Adeus, colega diário. As datas eu carpo amanhã; hoje eu tentarei contatos petistas pra levar pessoalmente minha reclamação ao amado presidente. A Davos.
Love,
Sua escrivã.
27.1.03
Raspa o mofo daqui, ó. E aqui, e mais aqui
Céus. Pela madrugada. Pela mãe do guarda. Deus amado. Jesus-Maria- José. Acuda. Socorro!
É, a lista de interjeições de espanto seria interminável se eu decidisse pôr todas as alternativas possíveis.
Se você estivesse na minha situação – e na de outros quase 600 mil habitantes desta cidade –, seria fácil entender comportamento tão redundântico no trato às palavras.
Como chove, minha gente. Como chove.
E não é falta de assunto. Eu juro. Queria falar do super queijo favorecido por super-vacas transgênicas; ou do tratamento xenófobo que o ilustre presidente do PT recebeu em terras gaúchas, com um ovo na testa, tchê (talvez porque não estivesse usando bombacha, mas bah), ou, ainda, da iminente guerra que uma criança mal-criada, má e birrenta anda querendo fazer por terras de tio Saddam. Que ganas de socar este pimpolho...
Viu só? Falta de assunto não é problema. Avaliado o quesito “grau de interesse” que você julgue nos participantes, entretanto, pedimos a gentileza de não se manifestar.
O fato é que, mesmo privada de um (valeu, God), já estou sentindo dores sacais incríveis de olhar pela janela do quarto e ver... nhaaargh, não ver nada, porque a paisagem está simplesmente branca. Inundada de uma chuva chata, intermitente e, pior, que me castiga exatamente nos momentos em que dou aquela saidinha furtiva.
Talvez seja Londrina se rebelando contra os rótulos de “Pequena Londres”. “Querem chuva? Querem fog? Pois bem, seus pilantras que nem feriado me deram no meu aniversário. Tomem isso. E mais isso. Ua, ha, ha, ha, ha...” (...)
Não, de europeus não temos nada (não falo pela raça polaca, não sou estúpida), quem dirá o clima. O fato, eu repito, é que me enchi dessa chuva. Olhei as axilas hoje pra ver se não estavam começando a embolorar; os dedos dos pés, se não indicavam sinais tímidos de esfarelamento; o cabelo, se não dava os primeiros gritos histéricos clamando pelo fim da hidratação forçada. Está tudo úmido, tudo mesmo. Até este blog, aguado que só.
*
Se alguém souber uma simpatia (menos a de Santa Clara, faça-me o favor) para dias mais sequinhos - não esturricados - voltarem, prometo como prêmio uma sombrinha preta seminova, com um botão porreta que fecha a dita cuja. Fácil, rápido e sem sujeira! Enquanto isso, acho que vou tentar uma dança da chuva ao contrário, com homenagens ao deus sol do império Inca. Vai que ele me ouve e, como brinde, ainda me manda pro Havaí?
*
Lula, me leva com você pra Davos. Me leva que eu vooooooooou, o, oooou
(olhe o que a água no hipotálamo não faz.)
*
random: Who’ll stop the rain – Creedence Clearwater Revival
Céus. Pela madrugada. Pela mãe do guarda. Deus amado. Jesus-Maria- José. Acuda. Socorro!
É, a lista de interjeições de espanto seria interminável se eu decidisse pôr todas as alternativas possíveis.
Se você estivesse na minha situação – e na de outros quase 600 mil habitantes desta cidade –, seria fácil entender comportamento tão redundântico no trato às palavras.
Como chove, minha gente. Como chove.
E não é falta de assunto. Eu juro. Queria falar do super queijo favorecido por super-vacas transgênicas; ou do tratamento xenófobo que o ilustre presidente do PT recebeu em terras gaúchas, com um ovo na testa, tchê (talvez porque não estivesse usando bombacha, mas bah), ou, ainda, da iminente guerra que uma criança mal-criada, má e birrenta anda querendo fazer por terras de tio Saddam. Que ganas de socar este pimpolho...
Viu só? Falta de assunto não é problema. Avaliado o quesito “grau de interesse” que você julgue nos participantes, entretanto, pedimos a gentileza de não se manifestar.
O fato é que, mesmo privada de um (valeu, God), já estou sentindo dores sacais incríveis de olhar pela janela do quarto e ver... nhaaargh, não ver nada, porque a paisagem está simplesmente branca. Inundada de uma chuva chata, intermitente e, pior, que me castiga exatamente nos momentos em que dou aquela saidinha furtiva.
Talvez seja Londrina se rebelando contra os rótulos de “Pequena Londres”. “Querem chuva? Querem fog? Pois bem, seus pilantras que nem feriado me deram no meu aniversário. Tomem isso. E mais isso. Ua, ha, ha, ha, ha...” (...)
Não, de europeus não temos nada (não falo pela raça polaca, não sou estúpida), quem dirá o clima. O fato, eu repito, é que me enchi dessa chuva. Olhei as axilas hoje pra ver se não estavam começando a embolorar; os dedos dos pés, se não indicavam sinais tímidos de esfarelamento; o cabelo, se não dava os primeiros gritos histéricos clamando pelo fim da hidratação forçada. Está tudo úmido, tudo mesmo. Até este blog, aguado que só.
*
Se alguém souber uma simpatia (menos a de Santa Clara, faça-me o favor) para dias mais sequinhos - não esturricados - voltarem, prometo como prêmio uma sombrinha preta seminova, com um botão porreta que fecha a dita cuja. Fácil, rápido e sem sujeira! Enquanto isso, acho que vou tentar uma dança da chuva ao contrário, com homenagens ao deus sol do império Inca. Vai que ele me ouve e, como brinde, ainda me manda pro Havaí?
*
Lula, me leva com você pra Davos. Me leva que eu vooooooooou, o, oooou
(olhe o que a água no hipotálamo não faz.)
*
random: Who’ll stop the rain – Creedence Clearwater Revival
25.1.03
Um pouco de azar não faz mal a ninguém.
Quer?
Às vezes a imagem do dia na minha cabeça é a de um copo com água, cheio até a borda, com uma gota caindo e mandando outras mais às favas.
Grande coisa, você pensaria. Até eu.
O que tem me irritado (e, aqui, não tem pomba capaz de competir) é a freqüência com que isso tem acontecido.
*
Dia desses, a mega-memória de Janaina Malazarte esqueceu a veneziana aberta. Num dia de chuva torrencial, com ventos de pelo menos 30Km/h, segundo o INFOTempo, meu amigo de todos os dias. O fato é que quase eu perco, de uma tacada só, com várias gotas, TV e telefone.
Hoje eu perdi meu drive de disquete. Ironicamente, por um vírus desgraçado que detonou seu arquiinimigo, sr. Norton, já cansado de guerra, pelo jeito.
Cuidado com o Kazaa Lite 2.0, crianças. Eu avisei...
*
Pra ajudar, nunca me imaginei tão perdida em tanta informação. Socorro, CVV. Vou pedir ajuda ao nosso senhor dos Pretinhos, aquele mesmo, do Cirilo (vide "Carrossel", aos não desmemoriados dos anos 80), o menino do carrinho chicoso. Uau, quantas emoções.
*
Putz, como eu queria estar em Sampa hoje. Como. 449, héin, filha??
*
random: Yellow (acoustic) - Coldplay
Quer?
Às vezes a imagem do dia na minha cabeça é a de um copo com água, cheio até a borda, com uma gota caindo e mandando outras mais às favas.
Grande coisa, você pensaria. Até eu.
O que tem me irritado (e, aqui, não tem pomba capaz de competir) é a freqüência com que isso tem acontecido.
*
Dia desses, a mega-memória de Janaina Malazarte esqueceu a veneziana aberta. Num dia de chuva torrencial, com ventos de pelo menos 30Km/h, segundo o INFOTempo, meu amigo de todos os dias. O fato é que quase eu perco, de uma tacada só, com várias gotas, TV e telefone.
Hoje eu perdi meu drive de disquete. Ironicamente, por um vírus desgraçado que detonou seu arquiinimigo, sr. Norton, já cansado de guerra, pelo jeito.
Cuidado com o Kazaa Lite 2.0, crianças. Eu avisei...
*
Pra ajudar, nunca me imaginei tão perdida em tanta informação. Socorro, CVV. Vou pedir ajuda ao nosso senhor dos Pretinhos, aquele mesmo, do Cirilo (vide "Carrossel", aos não desmemoriados dos anos 80), o menino do carrinho chicoso. Uau, quantas emoções.
*
Putz, como eu queria estar em Sampa hoje. Como. 449, héin, filha??
*
random: Yellow (acoustic) - Coldplay
24.1.03
Diga-me com o que sonhas, e eu te direi que és louco, bixo
Sabe aqueles cochilos tão bons, depois do almoço, que (dizem os médicos) despertam até defunto de ressaca e (dizem teus amigos mais sinceros) criam aquela barriguinha malvada? Pois bem, descobri que minha sina por este mundo errante é evitar esses luxos. Mesmo em dias de chuva como ontem (quanta chuva, god), mesmo sob efeito de remedinhos pra enxaqueca. Que sono, meu reeei.
Apesar de a hipótese não ter uma casca de unha de empirismo, ela me assustou mesmo assim. Rápidos como o ladrãozinho do metrô, meus 20 minutinhos me custaram dores terríveis pelo corpo. Dores cavalares, no melhor sentido do que um coice pode representar.
Hoje, relatando suas aventuras dantescas por águas do litoral paulista, as duas Paul Tergat (é, faltou pouco) que comigo vivem me fizeram, sem querer, lembrar do sonho da sesta. Além de morarmos numa casa com sótão aberto (?), de madeira (portanto, su-per resistente a chuvas. Ass.:Sérgio Naya), a irmã de uma delas “brincava” comigo simulando uns golpes de body combat. Isso aí, aquele esporte tão ardiloso que mistura, entre outros esportes menos amigáveis, boxe e caratê. Iiiiiiiiiiiiiiáá, Danié sã.
Talvez por estar comendo pouco feijão e abusando de massas pouco nutritivas, meu poder de reação – até em sonho – estava realmente um fiasco. Tanto que tomei um chutezinho, de esquerda (e, segundo minha algoz, “de brincadeira”), bem na altura da nuca. Imagina Maguila com ímpetos pueris. Cruz-credo. Pobres coleguinhas.
Sonhar com massagistas 24 horas é missão impossível, porque o meu inconsciente, de tão pilantra que é, só seleciona aqueles detalhes mais descartáveis e bestas do dia.
Mas, também, pra que aliviar a tensão de uma semana desgastante com um belo relaxamento muscular? Pra quê? Tanta criança passando fome na Etiópia, e eu me importando com umas coisas inúteis dessas... Eu, héin.
*
Random: Assim, assado – Secos & Molhados
Sabe aqueles cochilos tão bons, depois do almoço, que (dizem os médicos) despertam até defunto de ressaca e (dizem teus amigos mais sinceros) criam aquela barriguinha malvada? Pois bem, descobri que minha sina por este mundo errante é evitar esses luxos. Mesmo em dias de chuva como ontem (quanta chuva, god), mesmo sob efeito de remedinhos pra enxaqueca. Que sono, meu reeei.
Apesar de a hipótese não ter uma casca de unha de empirismo, ela me assustou mesmo assim. Rápidos como o ladrãozinho do metrô, meus 20 minutinhos me custaram dores terríveis pelo corpo. Dores cavalares, no melhor sentido do que um coice pode representar.
Hoje, relatando suas aventuras dantescas por águas do litoral paulista, as duas Paul Tergat (é, faltou pouco) que comigo vivem me fizeram, sem querer, lembrar do sonho da sesta. Além de morarmos numa casa com sótão aberto (?), de madeira (portanto, su-per resistente a chuvas. Ass.:Sérgio Naya), a irmã de uma delas “brincava” comigo simulando uns golpes de body combat. Isso aí, aquele esporte tão ardiloso que mistura, entre outros esportes menos amigáveis, boxe e caratê. Iiiiiiiiiiiiiiáá, Danié sã.
Talvez por estar comendo pouco feijão e abusando de massas pouco nutritivas, meu poder de reação – até em sonho – estava realmente um fiasco. Tanto que tomei um chutezinho, de esquerda (e, segundo minha algoz, “de brincadeira”), bem na altura da nuca. Imagina Maguila com ímpetos pueris. Cruz-credo. Pobres coleguinhas.
Sonhar com massagistas 24 horas é missão impossível, porque o meu inconsciente, de tão pilantra que é, só seleciona aqueles detalhes mais descartáveis e bestas do dia.
Mas, também, pra que aliviar a tensão de uma semana desgastante com um belo relaxamento muscular? Pra quê? Tanta criança passando fome na Etiópia, e eu me importando com umas coisas inúteis dessas... Eu, héin.
*
Random: Assim, assado – Secos & Molhados
23.1.03
Uma caçarola de ferro, por favor
As pombas me irritam de longa data.
As pombas-frango da Catedral, as da banca do Correio central (minha favorita, que merda), aquelas que quase me atropelam a idéia com seus vôos rasantes ao lado do centro comercial. São muitas dessas cachorras.
Hoje eu queria que o Boticário inovasse em suas fórmulas (pra que existe a engenharia genética, pô?) e criasse um perfume à base de veneno. Não pra humanos, claro.
*
Um tempo atrás, a notícia de que teríamos ar condicionado na agência me deixou toda serelepe e faceira. Trabalhava à tarde, então ouvir aquilo fez um bem enorme a nossos corações.
Hoje, no turno da manhã (bem mais fresco, Batman), vejo que tanta tecnologia de nada me serve. Sorte de meus colegas de trampo, que arderiam no mármore do inferno vespertino não fosse a cheirosa aquisição.
Cheirosa o escambal. Não é que as pestelentas frangas disfarçadas (que adoram cantar pra mim a sua sinfonia catatônica) ficam sapateando na parte externa do equipamento? E eu, pensando se tratar de respingos de chuva molhada, sou enganada a cada nova manhã. Estúpidas. Tomem tento, que a partir de amanhã eu venho de Indiana Jones e deixo vocês desgostosas, transmissoras de vermes.
*
Isso que dá acordar cedo com chuva braba e ter de achar tudo normal. Ah.
. . .
random: And I wil be with you – Mr. T Experience
As pombas me irritam de longa data.
As pombas-frango da Catedral, as da banca do Correio central (minha favorita, que merda), aquelas que quase me atropelam a idéia com seus vôos rasantes ao lado do centro comercial. São muitas dessas cachorras.
Hoje eu queria que o Boticário inovasse em suas fórmulas (pra que existe a engenharia genética, pô?) e criasse um perfume à base de veneno. Não pra humanos, claro.
*
Um tempo atrás, a notícia de que teríamos ar condicionado na agência me deixou toda serelepe e faceira. Trabalhava à tarde, então ouvir aquilo fez um bem enorme a nossos corações.
Hoje, no turno da manhã (bem mais fresco, Batman), vejo que tanta tecnologia de nada me serve. Sorte de meus colegas de trampo, que arderiam no mármore do inferno vespertino não fosse a cheirosa aquisição.
Cheirosa o escambal. Não é que as pestelentas frangas disfarçadas (que adoram cantar pra mim a sua sinfonia catatônica) ficam sapateando na parte externa do equipamento? E eu, pensando se tratar de respingos de chuva molhada, sou enganada a cada nova manhã. Estúpidas. Tomem tento, que a partir de amanhã eu venho de Indiana Jones e deixo vocês desgostosas, transmissoras de vermes.
*
Isso que dá acordar cedo com chuva braba e ter de achar tudo normal. Ah.
. . .
random: And I wil be with you – Mr. T Experience
22.1.03
Isso aqui não é capim, poxa
Lendo o blog do Galão, que falou de um CD de que eu gosto tanto, lembrei de um momento de terror no meu fim de semana. Não seria, se eu fosse mais prudente e soubesse poupar dinheiro gasto com tolices. Tadinhas. Elas ficariam tristes de marré deci se eu me esquecesse delas...
A epifania, tola que só mesmo este blog pra ter a cara de pau de citar (e, de quebra, expor a total falta de assunto que lhe acomete), se deu por um lapso, na verdade. Havia esquecido o quão escandalosamente caros são os CDs importados nesta terra quente de latejar cocos mais sensíveis.
Roseland New York, álbum ao vivo do Portishead, por módicas 85 pilas. Não sou afeita à pirataria (a menos que se criem cópias perfeitas dos encartes, aí a gente conversa), mas de assalto um sentimento contraditório me chicoteia a alma.
Eita profissão cachorra. Ainda aprendo a lavar dinheiro, ê, se aprendo.
. . .
random: Head on - Pixies
Lendo o blog do Galão, que falou de um CD de que eu gosto tanto, lembrei de um momento de terror no meu fim de semana. Não seria, se eu fosse mais prudente e soubesse poupar dinheiro gasto com tolices. Tadinhas. Elas ficariam tristes de marré deci se eu me esquecesse delas...
A epifania, tola que só mesmo este blog pra ter a cara de pau de citar (e, de quebra, expor a total falta de assunto que lhe acomete), se deu por um lapso, na verdade. Havia esquecido o quão escandalosamente caros são os CDs importados nesta terra quente de latejar cocos mais sensíveis.
Roseland New York, álbum ao vivo do Portishead, por módicas 85 pilas. Não sou afeita à pirataria (a menos que se criem cópias perfeitas dos encartes, aí a gente conversa), mas de assalto um sentimento contraditório me chicoteia a alma.
Eita profissão cachorra. Ainda aprendo a lavar dinheiro, ê, se aprendo.
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random: Head on - Pixies
21.1.03
Naftalina
Rita Cadilac e Bozo disputam um game na MTV. Quem disse que essa é emissora pra jovens põe o dedo aqui, que o tuninho vai fechar.
*
Aos que ainda crêem na balela (assim como em coelho da Páscoa, ou que o próximo Senhor dos Anéis terá só duas horas de duração. Há.), uma notícia curiosa: o programa Fica Comigo (que, eu sei, muitos marmanjos assistem, em razão de ser bem apresentado) terá a versão para idosos.
*
Antes que eu teça algum comentário mais estúpido, melhor parar. Até porque isso aqui tá muito, tipo, muito teen... Give me a break, tio.
. . .
random: Take a walk on the wild side - Velvet Underground
ps.: falei de Curitiba e, numa de minhas pequenas decupagens de 20 páginas, um dos entrevistados, londrinense, lançou algo do tipo: "Nós jamais aceitamos ordens de curitibocas". He. Quanto ódio. Coração famigerado, esse. Mas eu gostei da expressãozinha, por Deus que gostei!
Rita Cadilac e Bozo disputam um game na MTV. Quem disse que essa é emissora pra jovens põe o dedo aqui, que o tuninho vai fechar.
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Aos que ainda crêem na balela (assim como em coelho da Páscoa, ou que o próximo Senhor dos Anéis terá só duas horas de duração. Há.), uma notícia curiosa: o programa Fica Comigo (que, eu sei, muitos marmanjos assistem, em razão de ser bem apresentado) terá a versão para idosos.
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Antes que eu teça algum comentário mais estúpido, melhor parar. Até porque isso aqui tá muito, tipo, muito teen... Give me a break, tio.
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random: Take a walk on the wild side - Velvet Underground
ps.: falei de Curitiba e, numa de minhas pequenas decupagens de 20 páginas, um dos entrevistados, londrinense, lançou algo do tipo: "Nós jamais aceitamos ordens de curitibocas". He. Quanto ódio. Coração famigerado, esse. Mas eu gostei da expressãozinha, por Deus que gostei!
19.1.03
Inveja mata, sabe?
Já havia dito que o pior das viagens é a volta ao lado de bebuns sem noção de ar puro. Hoje, quatro módicos dias sem saber o que é internet (héééin??), descobri que o pior são os spams que se acumulam. Malditos emeios.
*
É com certa emoção que falo isso, meu garoto. Disseram-me há adolescências passadas que o curitibano era um ser prepotente (esse era o adjetivo mais dócil), mal educado, metido e outras coisas mais convidativas. Pois bem, uma dezena de "bom dias" e "felicidades pra você" ditos com uma expressão nada despótica fizeram o estigma plantado em terras londrinenses e paulistanas se afundar na terra vermelha. Ao menos, até que me dêem motivo pra tirar a raizinha pra fora.
- Pessimysticus, meu amigo, não pense que toda a leveza dos seres era em razão desta smeagol que vos tecla ser uma turista. Não, não. Não pode ser!
*
Até que eu tenha condiçõe$ de viajar em ônibus leito, sem aquela maldita poltrona que me faz escorregar dez em cada 11 vezes, pouco falarei aqui de minha passagem pela capital curitibana; digo, paranaense. Um bocado de minhas impressões (até porque a única interessada em ler isso serei eu, daqui uns anos) se resume a dois pólos de Curitiba que, a meu ver, são bastante contrastantes. Mas sem contraste social, please, que o PT já chegou lá, cumpanhêro.
O primeiro, o mercado municipal. Se memória olfativa não falha, desta vez é que ela não exitará meessmo em se recordar de tão convidativo lugar. Deveras agradável. Senti uma ponta de inveja no osso interno do cotovelo por Londrina não possuir semelhantes instalações. Espaço, mercadoria e gente voraz em bons produtos não nos faltam; não sei o que acontece. Estimo muito o mercado Shangri-lá, mas não é a mesma coisa. E a distância, pra quem é bípede e dura como eu, atrapalha. Ô.
O segundo espaço, na verdade um lugar, de tão grande, é o Novo Museu. Aquele lá, do olho do Lerner, cobiçado pelos olhos paranaenses que ficaram de fora da festa. Magnífico o lugar; acho que, a menos de viaje um pouco mais pra ter mais conhecimento de causa (difícil, héin?), vai ser muito difícil ver outra maravilha da arquitetura moderna como aquela. Salve, Niemeyer. O elevador que dá acesso ao famoso olho (que, de dentro, parece uma colméia) é apenas um detalhe. A diversidade de obras (muitas, mas muitas, mesmo, arte cinética), o bosque que faz fundo à construção e ela, em si, deixam atônitos quem vê certa beleza na ação humana. Uou, uou.
O resto, bem, o resto (nem tão resto assim) foi, no mínimo, compensador. Entrevistei pessoas fabulosas que, com suas palavras e experiências de vida, acenderam aqui dentro uma chama jornalística que já começava a ficar quadrimetrada pela rotina, ou pela faculdade que pouco diz do que encontramos de fato no dia-a-dia. Quatro anos... Bem, isso - assim como a paisagem misturada de lindas construções antigas e inúmeras praças e livrarias (eba) - já valeu as horas de viagem, o sol desgraçado a caminho do museu, enfim, já valeu pela certeza de que estou naquilo que quero. Masoquista ou não, pelo menos a escolha é minha.
Agora vamos à parte chata: decupagens. Iahhh. Quer me ajudar? Então registre-se no Fundo Mútuo Bloco de Notas e faça uma entrevistadora mais feliz. Já pro trabalho, Isaura.
selected - Don't know why - Norah Jones
Já havia dito que o pior das viagens é a volta ao lado de bebuns sem noção de ar puro. Hoje, quatro módicos dias sem saber o que é internet (héééin??), descobri que o pior são os spams que se acumulam. Malditos emeios.
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É com certa emoção que falo isso, meu garoto. Disseram-me há adolescências passadas que o curitibano era um ser prepotente (esse era o adjetivo mais dócil), mal educado, metido e outras coisas mais convidativas. Pois bem, uma dezena de "bom dias" e "felicidades pra você" ditos com uma expressão nada despótica fizeram o estigma plantado em terras londrinenses e paulistanas se afundar na terra vermelha. Ao menos, até que me dêem motivo pra tirar a raizinha pra fora.
- Pessimysticus, meu amigo, não pense que toda a leveza dos seres era em razão desta smeagol que vos tecla ser uma turista. Não, não. Não pode ser!
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Até que eu tenha condiçõe$ de viajar em ônibus leito, sem aquela maldita poltrona que me faz escorregar dez em cada 11 vezes, pouco falarei aqui de minha passagem pela capital curitibana; digo, paranaense. Um bocado de minhas impressões (até porque a única interessada em ler isso serei eu, daqui uns anos) se resume a dois pólos de Curitiba que, a meu ver, são bastante contrastantes. Mas sem contraste social, please, que o PT já chegou lá, cumpanhêro.
O primeiro, o mercado municipal. Se memória olfativa não falha, desta vez é que ela não exitará meessmo em se recordar de tão convidativo lugar. Deveras agradável. Senti uma ponta de inveja no osso interno do cotovelo por Londrina não possuir semelhantes instalações. Espaço, mercadoria e gente voraz em bons produtos não nos faltam; não sei o que acontece. Estimo muito o mercado Shangri-lá, mas não é a mesma coisa. E a distância, pra quem é bípede e dura como eu, atrapalha. Ô.
O segundo espaço, na verdade um lugar, de tão grande, é o Novo Museu. Aquele lá, do olho do Lerner, cobiçado pelos olhos paranaenses que ficaram de fora da festa. Magnífico o lugar; acho que, a menos de viaje um pouco mais pra ter mais conhecimento de causa (difícil, héin?), vai ser muito difícil ver outra maravilha da arquitetura moderna como aquela. Salve, Niemeyer. O elevador que dá acesso ao famoso olho (que, de dentro, parece uma colméia) é apenas um detalhe. A diversidade de obras (muitas, mas muitas, mesmo, arte cinética), o bosque que faz fundo à construção e ela, em si, deixam atônitos quem vê certa beleza na ação humana. Uou, uou.
O resto, bem, o resto (nem tão resto assim) foi, no mínimo, compensador. Entrevistei pessoas fabulosas que, com suas palavras e experiências de vida, acenderam aqui dentro uma chama jornalística que já começava a ficar quadrimetrada pela rotina, ou pela faculdade que pouco diz do que encontramos de fato no dia-a-dia. Quatro anos... Bem, isso - assim como a paisagem misturada de lindas construções antigas e inúmeras praças e livrarias (eba) - já valeu as horas de viagem, o sol desgraçado a caminho do museu, enfim, já valeu pela certeza de que estou naquilo que quero. Masoquista ou não, pelo menos a escolha é minha.
Agora vamos à parte chata: decupagens. Iahhh. Quer me ajudar? Então registre-se no Fundo Mútuo Bloco de Notas e faça uma entrevistadora mais feliz. Já pro trabalho, Isaura.
selected - Don't know why - Norah Jones
10.1.03
"Haja o que houver, eu estou aqui..."
Voltei, por uns instantes. Apenas pra dar uma dica, depois de um e-mail desconhecido nesta sudorenta manhã de sexta-feira.
"Quem gosta desse grupo normalmente tem bom gosto cultural e boas intenções em relação à humanidade...", dizia-me o final da mensagem. Uou, quanta consideração!
Se pelo menos não é 100% verdadeiro (mas eu juro que me esforço!), o comentário me trouxe de volta à memória uma das coisas mais belas que já vi nessa minha vidinha, sô. Trouxe ainda a certeza de que, dentro em breve, espero, aniquilarei as módicas economias para pessuir um DVD. Ish'allá. Oxalá.
Para quem não conhece, o Madredeus é um grupo musical de Portugal, de quase 16 anos de estrada. Som belíssimo, impetrado pelas “guitarras” de músicos geniais – destaque para o compositor Pedro Ayres Magalhães, simplesmente fabuloso -, mas atenção: jamais confunda, devido ao nome, com alguma banda gospel. Já tive ganas psicopatas ao ouvir isso de vendedoras incautas. “Madredeus? Peraí, ‘bem’, vou ver aqi no Gospel”. Nhaaargh.
*
Ano passado, lá pela metade de abril, abri a página de diversão/cultura do Estadão e a surpresa da notícia: os portugas estariam no Brasil, e já em maio! Enviei a notícia a mio amico, com um só comentário: “Vamos?”. Ele toparia, claro, mas pensou ser uma brincadeira. Não era. (...)
Superados os empecilhos de ser em um teatro na pqp de São Paulo (Santo Amaro; eitcha lugarzinho longe); das pa$$agen$ até a capitar, da hospedagem y otras cositas más (só o capítulo “Ingresso” daria um tomo; deixa pra lá), um detalhe importante (eu reconheço, tá?): o show, num sábado, antecederia o Dia das Mães. Sim, com maiúsculas. Preocupação maiúscula too, resolvida com um convite.surpresa.fatal:
- Mãe, que quer ganhar no dia das mães?
- (resposta padrão das mães)
- Pra eu não me ferrar com presente errado e a sra não ficar mais ferrada ainda, diga se aceita o que quero lhe dar.
- ?
- Show do Madredeus, sábado que vem. Pode arrumar a trouxa, que as passagens e os ingressos estão aqui!
Coitada da minha mãe. Eu soube depois, por fonte fiel, que ela também contou os dias para a visita dos Crocodilos Dundee à metrópole. Apesar da resistência inicial, que charme faz parte, né?
*
Hoje as imagens da Teresa Salgueiro cantando e encenando uns passos portugueses me causa até certa tristeza, de tanto que aquilo me marcou. É, estranho assim. Três bis, 1500 pessoas clamando por “O Pastor” (lembra da abertura da minissérie Os Maias, oh gajo?), 1500 acompanhando em “Haja o que houver”.
Tudo bem, os brutos também amam. Eu, que até então só chorara em poucos filmes, me emocionei toda com a cena, com a música, com a beleza daquilo tudo. Foi a primeira vez na vida – sério – que conheci o verdadeiro sentido da expressão “choro de felicidade”. Danem-se os blasés, que eu sou de carne e osso (mais isso), pô.
Acho que já falei demais. Mas nunca, amiguinho, nunca mesmo vou me entediar ao comentar algo dos madredeus. Talvez por uma questão de cultura, que preservo nos fados que ainda escuto, ou nas lembranças das poucas conversas que tive com o meu avô, da terrinha. Uma pessoa sem memória também é uma pessoa sem história, desculpem-me o plágio descarado, mas essa é a minha verdade.
Até um dia, porque este bloco entra em recesso indesejado devido às atribulações de um ser ordinário chamado TCC. Uma ou outra passagem por aqui, talvez somente para relatar nova aventura de Janaina Dundee – desta vez, em terras curitibanas, semana que vem. Razões igualmente tccétias, mas já rende alguma coisa, visto o meu confinamento aqui no norrrte do Estado, há 4 anos.
Se cuidem, crianças. Que o tempo não pára...
Random: Oxalá – Madredeus
Voltei, por uns instantes. Apenas pra dar uma dica, depois de um e-mail desconhecido nesta sudorenta manhã de sexta-feira.
"Quem gosta desse grupo normalmente tem bom gosto cultural e boas intenções em relação à humanidade...", dizia-me o final da mensagem. Uou, quanta consideração!
Se pelo menos não é 100% verdadeiro (mas eu juro que me esforço!), o comentário me trouxe de volta à memória uma das coisas mais belas que já vi nessa minha vidinha, sô. Trouxe ainda a certeza de que, dentro em breve, espero, aniquilarei as módicas economias para pessuir um DVD. Ish'allá. Oxalá.
Para quem não conhece, o Madredeus é um grupo musical de Portugal, de quase 16 anos de estrada. Som belíssimo, impetrado pelas “guitarras” de músicos geniais – destaque para o compositor Pedro Ayres Magalhães, simplesmente fabuloso -, mas atenção: jamais confunda, devido ao nome, com alguma banda gospel. Já tive ganas psicopatas ao ouvir isso de vendedoras incautas. “Madredeus? Peraí, ‘bem’, vou ver aqi no Gospel”. Nhaaargh.
*
Ano passado, lá pela metade de abril, abri a página de diversão/cultura do Estadão e a surpresa da notícia: os portugas estariam no Brasil, e já em maio! Enviei a notícia a mio amico, com um só comentário: “Vamos?”. Ele toparia, claro, mas pensou ser uma brincadeira. Não era. (...)
Superados os empecilhos de ser em um teatro na pqp de São Paulo (Santo Amaro; eitcha lugarzinho longe); das pa$$agen$ até a capitar, da hospedagem y otras cositas más (só o capítulo “Ingresso” daria um tomo; deixa pra lá), um detalhe importante (eu reconheço, tá?): o show, num sábado, antecederia o Dia das Mães. Sim, com maiúsculas. Preocupação maiúscula too, resolvida com um convite.surpresa.fatal:
- Mãe, que quer ganhar no dia das mães?
- (resposta padrão das mães)
- Pra eu não me ferrar com presente errado e a sra não ficar mais ferrada ainda, diga se aceita o que quero lhe dar.
- ?
- Show do Madredeus, sábado que vem. Pode arrumar a trouxa, que as passagens e os ingressos estão aqui!
Coitada da minha mãe. Eu soube depois, por fonte fiel, que ela também contou os dias para a visita dos Crocodilos Dundee à metrópole. Apesar da resistência inicial, que charme faz parte, né?
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Hoje as imagens da Teresa Salgueiro cantando e encenando uns passos portugueses me causa até certa tristeza, de tanto que aquilo me marcou. É, estranho assim. Três bis, 1500 pessoas clamando por “O Pastor” (lembra da abertura da minissérie Os Maias, oh gajo?), 1500 acompanhando em “Haja o que houver”.
Tudo bem, os brutos também amam. Eu, que até então só chorara em poucos filmes, me emocionei toda com a cena, com a música, com a beleza daquilo tudo. Foi a primeira vez na vida – sério – que conheci o verdadeiro sentido da expressão “choro de felicidade”. Danem-se os blasés, que eu sou de carne e osso (mais isso), pô.
Acho que já falei demais. Mas nunca, amiguinho, nunca mesmo vou me entediar ao comentar algo dos madredeus. Talvez por uma questão de cultura, que preservo nos fados que ainda escuto, ou nas lembranças das poucas conversas que tive com o meu avô, da terrinha. Uma pessoa sem memória também é uma pessoa sem história, desculpem-me o plágio descarado, mas essa é a minha verdade.
Até um dia, porque este bloco entra em recesso indesejado devido às atribulações de um ser ordinário chamado TCC. Uma ou outra passagem por aqui, talvez somente para relatar nova aventura de Janaina Dundee – desta vez, em terras curitibanas, semana que vem. Razões igualmente tccétias, mas já rende alguma coisa, visto o meu confinamento aqui no norrrte do Estado, há 4 anos.
Se cuidem, crianças. Que o tempo não pára...
Random: Oxalá – Madredeus
6.1.03
Give me some Tropicola, please
Poucas palavras me atraem uma atenção especial, é verdade. Acho que, talvez pela sonoridade, eu tenha de trair o Português e eleger a linda matière plastique (do francês, "plástico") como a que mais me impressionou.
Coisa boba, né?
Talvez - se uma das infelizes (que, por sinal, não me apetece) não me dissesse 'bom dia', 'boa tarde', 'boa noite' e 'boa noitada': fastio. Assim como os abomináveis Sílvio Santos, peru de Natal, Sérgio Malandro e Tropicola (de longe, a pior), não desejo isso a ninguém.
*
Isso é pra eu aprender a não taxar de demagógicos aqueles sujeitos que pregam o tesão pelas coisas. Aprende, biju amanhecido.
*
random: Beth Gibbons - Show
Poucas palavras me atraem uma atenção especial, é verdade. Acho que, talvez pela sonoridade, eu tenha de trair o Português e eleger a linda matière plastique (do francês, "plástico") como a que mais me impressionou.
Coisa boba, né?
Talvez - se uma das infelizes (que, por sinal, não me apetece) não me dissesse 'bom dia', 'boa tarde', 'boa noite' e 'boa noitada': fastio. Assim como os abomináveis Sílvio Santos, peru de Natal, Sérgio Malandro e Tropicola (de longe, a pior), não desejo isso a ninguém.
*
Isso é pra eu aprender a não taxar de demagógicos aqueles sujeitos que pregam o tesão pelas coisas. Aprende, biju amanhecido.
*
random: Beth Gibbons - Show
5.1.03
30.12.02
Adeeeeeeeeus, ano veeeeeelho.....
Que os deuses responsáveis pelas paradas do bus me ajudem. Nada de bebum ao meu lado hoje, please.
Que este calor também dê uma trégua. Pelo menos enquanto durar a viagem, posto que é chama.
que tudo se realiiiiiiiize.......
Ótima passagem de ano pra todos, pulem quantas ondas quiserem, seus sacis felizes.
Gradecida por acompanharem estas asneiras e (os mais corajosos) por deixarem seus pitacos.
Até ano que vem, moçada!
(eu não podia ficar sem o trocadilho infame, sorry)
no ano que vai nasceeeer...
O resto da música fica por sua conta ; )
Que os deuses responsáveis pelas paradas do bus me ajudem. Nada de bebum ao meu lado hoje, please.
Que este calor também dê uma trégua. Pelo menos enquanto durar a viagem, posto que é chama.
que tudo se realiiiiiiiize.......
Ótima passagem de ano pra todos, pulem quantas ondas quiserem, seus sacis felizes.
Gradecida por acompanharem estas asneiras e (os mais corajosos) por deixarem seus pitacos.
Até ano que vem, moçada!
(eu não podia ficar sem o trocadilho infame, sorry)
no ano que vai nasceeeer...
O resto da música fica por sua conta ; )
27.12.02
Oba, você veio!
Que dia lindo fez hoje. Fazia uma cara que o céu aqui não amanhecia com um azul tão intenso, sabe? E agora, já quase noite, horizonte vermelho e laranjado acariciando a vista, eu tenho certeza de que vale a pena, sim, acordar cedo, ver as ruas semi-vazias e ter a sensação de cansaço ir embora, apesar dos exercícios pós-ceia.
Credo. Não agüento essa história de health generation, deixa eu preparar meu hamburguer ultra-kcal antes que me convençam a só comer alface. Ugh!
............................
Aluno é um bicho estranho. Vestibulando, deveras estranho. Vestibulando a uma semana dos exames, cuidado: só chegue perto dele se você estiver vacinado.
Por azar (ou sorte, sei lá), minhas aulas são sempre às quartas-feiras. Natal e Ano Novo, vc bem sabe, caem exatamente neste dia. O sea: dezembro foi um semi-mês na vida desta dedicada e exímia professora.
Dormiu? Então acorda, eu já parei.
............................
Como eu seleciono as porcarias (no bom sentido) que guardo, vasculhei a escrivaninha em busca de lixo não reciclável. Entre trocentas e 10 ofertas de uma certa editora spâmica e cadela (não, não é 1º de Abril!), 15 pequenas pérolas corrigidas, a caneta verde (é a cor da esperança, me disseram), esperavam ansiosamente pelo dono, certas de seu destino, se ali permanecessem. Lá vamos nós, sol desgraçado.
............................
- Professora, você acredita em milagres?
- Se a fé for braba, talvez.
- Hm.
- Por que?
- Minha família tá na praia, sabe? E eu decidi ficar só pra assistir às últimas aulas do semestre, porque...ah, deixa pra lá...
- Chora.
- É que, na noite de Natal, eu sonhei que um dos reis magos vinha me visitar e dizia que, seu eu quisessse passar em Medicina, tinha que ralar até o último minuto.Então eu passei o Natal sozinha, estudando e comendo miojo.
(engole, vai)
*
Quase chorei. Só não me pergunte de quê, ou serei apedrejada em praça pública.
............................
Sabe aquela sensação de gostar muito de algo, sem conhecê-lo por completo, e, conhecendo, se decepcionar? Quebrar cara, dar com os burros n'água, se ferrar, enfim, ficar puto?
Que merda. Eu gostava muito de uma música (não do cantor, diga-se de passagem), Feel, do chato do Robbie Williams. Hoje eu vi o clipe da dita cuja e tive vontade de ser Norman Bates, naquela cena clássica do chuveiro. Aprende, bocó.
............................
Feliz Páscoa pra todo mundo, de coração.
random: Tribalistas - Velha infância
(Olha o que você fez comigo, tolinho)
Que dia lindo fez hoje. Fazia uma cara que o céu aqui não amanhecia com um azul tão intenso, sabe? E agora, já quase noite, horizonte vermelho e laranjado acariciando a vista, eu tenho certeza de que vale a pena, sim, acordar cedo, ver as ruas semi-vazias e ter a sensação de cansaço ir embora, apesar dos exercícios pós-ceia.
Credo. Não agüento essa história de health generation, deixa eu preparar meu hamburguer ultra-kcal antes que me convençam a só comer alface. Ugh!
............................
Aluno é um bicho estranho. Vestibulando, deveras estranho. Vestibulando a uma semana dos exames, cuidado: só chegue perto dele se você estiver vacinado.
Por azar (ou sorte, sei lá), minhas aulas são sempre às quartas-feiras. Natal e Ano Novo, vc bem sabe, caem exatamente neste dia. O sea: dezembro foi um semi-mês na vida desta dedicada e exímia professora.
Dormiu? Então acorda, eu já parei.
............................
Como eu seleciono as porcarias (no bom sentido) que guardo, vasculhei a escrivaninha em busca de lixo não reciclável. Entre trocentas e 10 ofertas de uma certa editora spâmica e cadela (não, não é 1º de Abril!), 15 pequenas pérolas corrigidas, a caneta verde (é a cor da esperança, me disseram), esperavam ansiosamente pelo dono, certas de seu destino, se ali permanecessem. Lá vamos nós, sol desgraçado.
............................
- Professora, você acredita em milagres?
- Se a fé for braba, talvez.
- Hm.
- Por que?
- Minha família tá na praia, sabe? E eu decidi ficar só pra assistir às últimas aulas do semestre, porque...ah, deixa pra lá...
- Chora.
- É que, na noite de Natal, eu sonhei que um dos reis magos vinha me visitar e dizia que, seu eu quisessse passar em Medicina, tinha que ralar até o último minuto.Então eu passei o Natal sozinha, estudando e comendo miojo.
(engole, vai)
*
Quase chorei. Só não me pergunte de quê, ou serei apedrejada em praça pública.
............................
Sabe aquela sensação de gostar muito de algo, sem conhecê-lo por completo, e, conhecendo, se decepcionar? Quebrar cara, dar com os burros n'água, se ferrar, enfim, ficar puto?
Que merda. Eu gostava muito de uma música (não do cantor, diga-se de passagem), Feel, do chato do Robbie Williams. Hoje eu vi o clipe da dita cuja e tive vontade de ser Norman Bates, naquela cena clássica do chuveiro. Aprende, bocó.
............................
Feliz Páscoa pra todo mundo, de coração.
random: Tribalistas - Velha infância
(Olha o que você fez comigo, tolinho)
26.12.02
Hoje a festa é sua, não minha
Esqueça as despedidas.
Esqueça os dias de folga, rango à la carte, roupa lavada e todo o tempo do mundo ("... eu sou mesmo exageraaado") para ler, dormir, rever pessoas queridas.
O pior mesmo dos retornos são aqueles feitos em expresso da meia-noite, com um bêbado ao teu lado, criança chorando e estúpidos com fone no ouvido e a música (pagode, claro) na ponta da língua. Eu odeio todos vocês, jerimuns sem noção de territorialidade.
....................................
E aí, comeu bastante? Ganhou muita "lembrancinha"? Ótimo, então não me conte, só perguntei na falta do que falar.
....................................
As ruas hoje estavam quase vazias. 50% do movimento normal, se muito. O vento gelado anunciando a boa velha.
Pelo jeito, "dia útil" está se tornando mesmo uma expressão cada vez mais subjetiva...
....................................
Agradecimentos ao querido mano de todas as horas que, num gesto de tresloucada lucidez, concedeu-me seu apetitoso video cassete para encher o vazio do meu apartamento. So sad, so sad, but I'm happy, darling.
Edu, você vai pro céu, querido.
....................................
random: There goes the fear - Doves
Esqueça as despedidas.
Esqueça os dias de folga, rango à la carte, roupa lavada e todo o tempo do mundo ("... eu sou mesmo exageraaado") para ler, dormir, rever pessoas queridas.
O pior mesmo dos retornos são aqueles feitos em expresso da meia-noite, com um bêbado ao teu lado, criança chorando e estúpidos com fone no ouvido e a música (pagode, claro) na ponta da língua. Eu odeio todos vocês, jerimuns sem noção de territorialidade.
....................................
E aí, comeu bastante? Ganhou muita "lembrancinha"? Ótimo, então não me conte, só perguntei na falta do que falar.
....................................
As ruas hoje estavam quase vazias. 50% do movimento normal, se muito. O vento gelado anunciando a boa velha.
Pelo jeito, "dia útil" está se tornando mesmo uma expressão cada vez mais subjetiva...
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Agradecimentos ao querido mano de todas as horas que, num gesto de tresloucada lucidez, concedeu-me seu apetitoso video cassete para encher o vazio do meu apartamento. So sad, so sad, but I'm happy, darling.
Edu, você vai pro céu, querido.
....................................
random: There goes the fear - Doves
23.12.02
Os três segredos das pessoas felizes
Que livro reportagem, que nada. Ainda entro no mercado editorial com uma compilação das melhores "Dicas du Verão" em pocket version, bem baratinha, pra brindar leitores das classes A a E.
Como criatividade nunca foi o meu forte, acho que esse não será o problema. Zero em criação, 10 em embromation, vontade de começar e uma meia-dúzia de chavões universais. Pra quê eu precisaria de mais?
A questão dos direitos autoriais nem é tão complexa assim. Mim amiga, basta você me conceder a sua coleção de selos pra eu anexar à minha, semi-falida, que estamos conversados.
Não falei que eu era nota 10 ?
Destarte (homenagem a mio amico adevogado), apresento aqui algumas dicas bastante básicas a você, ovelha desgarrada, que de quando em nunca lembra de visitar os puro-sangue, ou, se preferir, a sua amada e garrida família. Oh, o verão em nossos corações...
- de imediato, demonstre surpresa ao ver os seres mais novos. Caso confunda certos nomes, não se faça de rogado (a): dê um risinho maroto, aquele tapinha esperto nas costas e diga que era brincadeira. Importante: procure o banheiro mais próximo, ou diga que alguém da AACD chamou ao portão, mas dê o fora. Evite perguntas.
- não faça planos típicos de dias ensolarados. Sabe aquele biquíni, ou aquela sunga, que você olhou com desejo antes arrumar as malas? Pois bem, estas peças, segundo tradições espartanas, têm um forte caráter anti-mercadológio, fascista e proletário. Não imprima com facilidade a sua intenção de pequeno-burguês capitalista, ou as conspirações (dos mais variados tatames; em casos mais covardes, solicita-se até ajuda de São Pedro) podem ser avassaladoras. Seja casual e, ao guardá-las, não esqueça aquela cara bem blasé, do tipo: vc é só mais um, querido.
- por fim, não espere que a parentada mais velha mude o discurso pseudo-nefasto. Não. Você sempre terá "crescido taaanto!"; mesmo zarolho, sem os dentes da frente e com bafo estará "cada vez mais boniiiito(a)", vagabundo que esteja, será ainda a criatura "mais inteligente da nossa família!" Róinc. Claro que há formas menos polidas de se safar dessa situação, mas como este manual é deveras polido, a saída mais coerente com nossa linha editorial talvez a seja a do sorriso de agradecimento.
- Só isso?
Nããão, esperto leitor! Agradeça de volta. Mas agradeça MESMO. Aqui você tem duas alternativas: busque lá no duodeno algumas lágrimas furtivas e diga que nunca, mas nunca mesmo alguém o elogiou tão sinceramente, chore e peça um pouco de Maracujina, simulando uma falta de ar de emoção forte. A alternativa 'b' é a da retribuição eficaz. Você está outra pessoa, mais altiva, mais bonita? Pode ser, mas JAMAIS melhor que quem lhe disparou (digo, mandou) o elogio. Atenção: seja contundente, e, se precisar de uma forte dose de baixa auto-estima, vá em frente: é o seu sossego que está em jogo. Esta é popularmente conhecida como a Técnica do Cansaço, ou Técnica da Memória Arrependida. Nunca mais sofrerás tais incoveniências, caro leitor.
..............
A menos que vc aprecie massagens no ego, mas aí compre Paulo Coelho ou Lair Ribeiro.
Anote sua encomenda neste bloco e teremos o maior prazer em servi-lo, ainda mais se vc pagar à vista, com selos sem cola, de preferência.
..............
Mas comprando ou não o nosso pocket book, você recebe inteiramente de grátis, em sua casa, os votos de um feliz Natal deste pequeno bloco. Se a data lhe é feliz, ou triste (o que importa é você sentir que não virou um monstro de insensibilidade), não importa. Sempre há aquele sonho escondido de que algo bom aconteça, tomara que aconteça mesmo.
Pelo fim do peru, do panettone, do leitão assado e das árvores de Natal de material reciclado, ótima noite a você, antes de leitor, um herói.
hou hooooooooooooou...
random: Get free - Vines
Que livro reportagem, que nada. Ainda entro no mercado editorial com uma compilação das melhores "Dicas du Verão" em pocket version, bem baratinha, pra brindar leitores das classes A a E.
Como criatividade nunca foi o meu forte, acho que esse não será o problema. Zero em criação, 10 em embromation, vontade de começar e uma meia-dúzia de chavões universais. Pra quê eu precisaria de mais?
A questão dos direitos autoriais nem é tão complexa assim. Mim amiga, basta você me conceder a sua coleção de selos pra eu anexar à minha, semi-falida, que estamos conversados.
Não falei que eu era nota 10 ?
Destarte (homenagem a mio amico adevogado), apresento aqui algumas dicas bastante básicas a você, ovelha desgarrada, que de quando em nunca lembra de visitar os puro-sangue, ou, se preferir, a sua amada e garrida família. Oh, o verão em nossos corações...
- de imediato, demonstre surpresa ao ver os seres mais novos. Caso confunda certos nomes, não se faça de rogado (a): dê um risinho maroto, aquele tapinha esperto nas costas e diga que era brincadeira. Importante: procure o banheiro mais próximo, ou diga que alguém da AACD chamou ao portão, mas dê o fora. Evite perguntas.
- não faça planos típicos de dias ensolarados. Sabe aquele biquíni, ou aquela sunga, que você olhou com desejo antes arrumar as malas? Pois bem, estas peças, segundo tradições espartanas, têm um forte caráter anti-mercadológio, fascista e proletário. Não imprima com facilidade a sua intenção de pequeno-burguês capitalista, ou as conspirações (dos mais variados tatames; em casos mais covardes, solicita-se até ajuda de São Pedro) podem ser avassaladoras. Seja casual e, ao guardá-las, não esqueça aquela cara bem blasé, do tipo: vc é só mais um, querido.
- por fim, não espere que a parentada mais velha mude o discurso pseudo-nefasto. Não. Você sempre terá "crescido taaanto!"; mesmo zarolho, sem os dentes da frente e com bafo estará "cada vez mais boniiiito(a)", vagabundo que esteja, será ainda a criatura "mais inteligente da nossa família!" Róinc. Claro que há formas menos polidas de se safar dessa situação, mas como este manual é deveras polido, a saída mais coerente com nossa linha editorial talvez a seja a do sorriso de agradecimento.
- Só isso?
Nããão, esperto leitor! Agradeça de volta. Mas agradeça MESMO. Aqui você tem duas alternativas: busque lá no duodeno algumas lágrimas furtivas e diga que nunca, mas nunca mesmo alguém o elogiou tão sinceramente, chore e peça um pouco de Maracujina, simulando uma falta de ar de emoção forte. A alternativa 'b' é a da retribuição eficaz. Você está outra pessoa, mais altiva, mais bonita? Pode ser, mas JAMAIS melhor que quem lhe disparou (digo, mandou) o elogio. Atenção: seja contundente, e, se precisar de uma forte dose de baixa auto-estima, vá em frente: é o seu sossego que está em jogo. Esta é popularmente conhecida como a Técnica do Cansaço, ou Técnica da Memória Arrependida. Nunca mais sofrerás tais incoveniências, caro leitor.
..............
A menos que vc aprecie massagens no ego, mas aí compre Paulo Coelho ou Lair Ribeiro.
Anote sua encomenda neste bloco e teremos o maior prazer em servi-lo, ainda mais se vc pagar à vista, com selos sem cola, de preferência.
..............
Mas comprando ou não o nosso pocket book, você recebe inteiramente de grátis, em sua casa, os votos de um feliz Natal deste pequeno bloco. Se a data lhe é feliz, ou triste (o que importa é você sentir que não virou um monstro de insensibilidade), não importa. Sempre há aquele sonho escondido de que algo bom aconteça, tomara que aconteça mesmo.
Pelo fim do peru, do panettone, do leitão assado e das árvores de Natal de material reciclado, ótima noite a você, antes de leitor, um herói.
hou hooooooooooooou...
random: Get free - Vines
22.12.02
20.12.02
Classificados
Veneno para pomba: compra-se.
Veneno para as pombas que assolam a janela do teu trabalho: paga-se bem por ele.
Ainda pego essas cretinas (que mais parecem uns frangos, a bem da verdade) e mato a fome da periferia londrinense. Deixa estar.
*
Nada como um catá bem dado na barriga pra animar. Xô, enxaqueca. Sua pulha.
Veneno para pomba: compra-se.
Veneno para as pombas que assolam a janela do teu trabalho: paga-se bem por ele.
Ainda pego essas cretinas (que mais parecem uns frangos, a bem da verdade) e mato a fome da periferia londrinense. Deixa estar.
*
Nada como um catá bem dado na barriga pra animar. Xô, enxaqueca. Sua pulha.
that's that
Decifra-me, ou te devoro.
Assim disse o Espírito de Natal àquela garota tola, que não conseguiu vê-lo no meio das crianças barulhentas que apostavam corrida na escada-rodante, tia, sai da frente.
Assim ela percebeu que a mesma euforia que antecedia aquele momento, de repente, se transformou em melancolia. Esta, dizem, evoluiu para um mal humor terrível. Não, não adianta se tomar Milanta Plus. O nó que queima a garganta da pequena é estúpido demais pra se deixar calar por paliativos do bem.
.......................
Hoje eu andei pelo centro. À noite, sozinha. Compras de Natal. Não decifrei o espírito de fim de ano no olhar de nenhum ser, nem das avós, nem dos próprios pirralhos. O que os move é grande demais pra deixar um espaçozinho que seja a algo que as mãos não podem tocar. Só o coração.
Eles não decifraram, mas no fim a devorada fui eu.
*
# 5 - Night walk
relating events as they choose to
but all their words and actions come entirely from you
*
ok, ok.
Respiração cachorrinho, vai, assim. Isso.
*
Em tempo -
um.
Decifra-me, ou te devoro.
Assim disse o Espírito de Natal àquela garota tola, que não conseguiu vê-lo no meio das crianças barulhentas que apostavam corrida na escada-rodante, tia, sai da frente.
Assim ela percebeu que a mesma euforia que antecedia aquele momento, de repente, se transformou em melancolia. Esta, dizem, evoluiu para um mal humor terrível. Não, não adianta se tomar Milanta Plus. O nó que queima a garganta da pequena é estúpido demais pra se deixar calar por paliativos do bem.
.......................
Hoje eu andei pelo centro. À noite, sozinha. Compras de Natal. Não decifrei o espírito de fim de ano no olhar de nenhum ser, nem das avós, nem dos próprios pirralhos. O que os move é grande demais pra deixar um espaçozinho que seja a algo que as mãos não podem tocar. Só o coração.
Eles não decifraram, mas no fim a devorada fui eu.
*
# 5 - Night walk
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*
ok, ok.
Respiração cachorrinho, vai, assim. Isso.
*
Em tempo -
um.
19.12.02
18.12.02
17.12.02
O Sesc, esse palácio dos pobres
Arroz, feijão, cinco tipos de salada (até maçã com coco? argh.), bacalhau ao molho com batatas, strogonoff, batata e espetinho de carne: R$ 2,70.
Suco de melancia com água, 300 ml: R$ 1,50.
Ver o bad boy ao teu lado tirar a carne do dente com o palito do espetinho e deixar uma dentadura, faceira, cair no prato: não tem preço. Nem aqui, nem na Turquia, brimo.
*
Cada coisa que só registrando em foto ou vídeo mesmo pra alguém acreditar. Quer vender uma Mavica?
*
Nota de Rodaopé, nêgo
A editora deste blog anunciou na terça-feira (17) que considera arbitrárias quaisquer tentativas de massacre em massa de animais.
Dessa forma, ela esclarece que não mistura as carnes, pois tem "ogeriza a essa nojeira, credo".
Procurada pela reportagem para confirmar a informação, entretanto, ela não foi encontrada.
*
Bleh, que esse post me deixou enjoada.
*
and the Oscar goes to....
A dica musical desta terça-feira de céu 'azul da cor do cééu', quente pra rebenta (como diria um velhote que eu entrevistei um dia), mas linda, não é uma faixa, mas um álbum completo.
Gostem ou não, crianças (sei de muchas personas que detestam, mas f-se), a recomendação é a trilha sonora Storytelling, gravada com maestria pelo Belle and Sebastian, essa banda que eu gosto tanto. Nada de comentários resenhosos, que não tenho saco pra isso. Mas se um dia você estiver com vontade de ouvir uma música de olhos fechados, prestando atenção a cada instante dela; ou se quiser ver o pôr-do-sol no céu avermelhado e se emocionar com isso, sem se preocupar se está sendo bobo ou não, a dica é bastante sensível.
Ah, o verão tem lá suas (parcas) vantagens, eu reconheço. Ver o sol que eu vejo da janela do meu quarto, às sete da noite, tira qualquer réstia de mal humor. Só não falemos do efeito estUfa, please.
Arroz, feijão, cinco tipos de salada (até maçã com coco? argh.), bacalhau ao molho com batatas, strogonoff, batata e espetinho de carne: R$ 2,70.
Suco de melancia com água, 300 ml: R$ 1,50.
Ver o bad boy ao teu lado tirar a carne do dente com o palito do espetinho e deixar uma dentadura, faceira, cair no prato: não tem preço. Nem aqui, nem na Turquia, brimo.
*
Cada coisa que só registrando em foto ou vídeo mesmo pra alguém acreditar. Quer vender uma Mavica?
*
Nota de Rodaopé, nêgo
A editora deste blog anunciou na terça-feira (17) que considera arbitrárias quaisquer tentativas de massacre em massa de animais.
Dessa forma, ela esclarece que não mistura as carnes, pois tem "ogeriza a essa nojeira, credo".
Procurada pela reportagem para confirmar a informação, entretanto, ela não foi encontrada.
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Bleh, que esse post me deixou enjoada.
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and the Oscar goes to....
A dica musical desta terça-feira de céu 'azul da cor do cééu', quente pra rebenta (como diria um velhote que eu entrevistei um dia), mas linda, não é uma faixa, mas um álbum completo.
Gostem ou não, crianças (sei de muchas personas que detestam, mas f-se), a recomendação é a trilha sonora Storytelling, gravada com maestria pelo Belle and Sebastian, essa banda que eu gosto tanto. Nada de comentários resenhosos, que não tenho saco pra isso. Mas se um dia você estiver com vontade de ouvir uma música de olhos fechados, prestando atenção a cada instante dela; ou se quiser ver o pôr-do-sol no céu avermelhado e se emocionar com isso, sem se preocupar se está sendo bobo ou não, a dica é bastante sensível.
Ah, o verão tem lá suas (parcas) vantagens, eu reconheço. Ver o sol que eu vejo da janela do meu quarto, às sete da noite, tira qualquer réstia de mal humor. Só não falemos do efeito estUfa, please.
16.12.02
Vinde a mim as criancinhas...
Não, Michael não passou por aqui não. Ainda.
*
Você já se deparou com o veículo dO Altíssimo?
Já teve a chance de ver, assim, à sua frente, o carro dO Todo Poderoso, na SUA cidade?
Pois eu tive, e foi hoje. Santana prata, placas GOD 2002, ao lado da agência central dos correios de Londrina. Faço umas combinações estranhas com placas de carro (louca, eu?); não, eu não me enganaria qunao à dita cuja.
O adesivo estava lá, ow, não é mentira não!: "Expresso do Senhor", num lindo desenho branco de estrela cadente.
Este foi o sinal de que eu precisava. Maktub, estava escrito, era pra ser hoje!
*
Jogo na Megasena amanhã, meu chapa, eu ei de tomar vinho tosco num lugar melhor que este aqui. Basta, 34 graus!
Não, Michael não passou por aqui não. Ainda.
*
Você já se deparou com o veículo dO Altíssimo?
Já teve a chance de ver, assim, à sua frente, o carro dO Todo Poderoso, na SUA cidade?
Pois eu tive, e foi hoje. Santana prata, placas GOD 2002, ao lado da agência central dos correios de Londrina. Faço umas combinações estranhas com placas de carro (louca, eu?); não, eu não me enganaria qunao à dita cuja.
O adesivo estava lá, ow, não é mentira não!: "Expresso do Senhor", num lindo desenho branco de estrela cadente.
Este foi o sinal de que eu precisava. Maktub, estava escrito, era pra ser hoje!
*
Jogo na Megasena amanhã, meu chapa, eu ei de tomar vinho tosco num lugar melhor que este aqui. Basta, 34 graus!
15.12.02
Aprende, idiota.
Ah, como eu sou tonta.
Dizem que jornalismo é a segunda (ou terceira, não lembro) profissão que mais mata profissionais no mundo. O top morte ainda é dos publicitários.
Acho que nem é mal da profissão. A culpa é do stress (a menos que eu seja capturada pelas Farc ou pela Al-Qaeda), esse inimigo que de oculto não tem nada. Stress por motivos banais, então, é passível de tratamento.
Como eu sou tonta, meu Deus...
*
Vá por mim, coleguinha: pra tudo nessa vida há formas de se piorar aquilo que já fede. Mexa um pouco e verá.
Sentir-se desgostoso com algo não é uma dica legal para as derradeiras horas do seu fim de semana, eu sei. Mas ter de escrever sobre isso, destacando as qualidades do inimigo, é um exercício de paciência, pq eu não acredito em humildade repentina, tá.
Como eu sou tonta. Ainda aprendo a lição e visto uma daquelas camisetas shegay da "No Stress", nem que seja pra dormir e ter sonhos mais calmos.
Mas antes me deixe arquitetar mais um atentado terrorista. Alvo da vez: as buzinas. Ah, as malditas buzinas...
*
música incidental: B & S - I don't want to play football
Ah, como eu sou tonta.
Dizem que jornalismo é a segunda (ou terceira, não lembro) profissão que mais mata profissionais no mundo. O top morte ainda é dos publicitários.
Acho que nem é mal da profissão. A culpa é do stress (a menos que eu seja capturada pelas Farc ou pela Al-Qaeda), esse inimigo que de oculto não tem nada. Stress por motivos banais, então, é passível de tratamento.
Como eu sou tonta, meu Deus...
*
Vá por mim, coleguinha: pra tudo nessa vida há formas de se piorar aquilo que já fede. Mexa um pouco e verá.
Sentir-se desgostoso com algo não é uma dica legal para as derradeiras horas do seu fim de semana, eu sei. Mas ter de escrever sobre isso, destacando as qualidades do inimigo, é um exercício de paciência, pq eu não acredito em humildade repentina, tá.
Como eu sou tonta. Ainda aprendo a lição e visto uma daquelas camisetas shegay da "No Stress", nem que seja pra dormir e ter sonhos mais calmos.
Mas antes me deixe arquitetar mais um atentado terrorista. Alvo da vez: as buzinas. Ah, as malditas buzinas...
*
música incidental: B & S - I don't want to play football
14.12.02
Esvaziar a pasta: OK.
Não sei que mel andaram passando no meu e-mail pra receber tanto spam. Maldito spam, há de queimar no umbral cibernético, seu maroto.
O estranho é que pelo menos uns 70% são de algum produto relacionado a estética: creme pra panturrilha, gel redutor das medidas, proporcionando uma nova silhueta, o sensacional Reduce Fat Fast. Fora as revistas do assunto que certas editoras (não, não é 1º de Abril) tentam empurrar pra dentro de meu esôfago, assim, sem pedir.
Será tudo isso uma grande indireta?
A contar pela oferta de hoje, o Nan Bao - Viagra Chinês (atenção, rapazes!), não, não é uma indireta.
.................................
Ando um pouco cansada; até ontem achava que isso fosse apenas suposição.
Outro surto de sonambulismo (desta vez, segundo fonte fidedigna, eu conversava com vendedores sobre os presentes de natal que estava comprando) me provou que a intuição anda uma beleza. Descanso, casa, comida e roupa (não por mim) lavada. Hoje, o meu sonho de consumo é só esse.
Qual é o seu?
*
Contagem regressiva:
sete.
.................................
random: Los Tres - Despídete con un beso
Não sei que mel andaram passando no meu e-mail pra receber tanto spam. Maldito spam, há de queimar no umbral cibernético, seu maroto.
O estranho é que pelo menos uns 70% são de algum produto relacionado a estética: creme pra panturrilha, gel redutor das medidas, proporcionando uma nova silhueta, o sensacional Reduce Fat Fast. Fora as revistas do assunto que certas editoras (não, não é 1º de Abril) tentam empurrar pra dentro de meu esôfago, assim, sem pedir.
Será tudo isso uma grande indireta?
A contar pela oferta de hoje, o Nan Bao - Viagra Chinês (atenção, rapazes!), não, não é uma indireta.
.................................
Ando um pouco cansada; até ontem achava que isso fosse apenas suposição.
Outro surto de sonambulismo (desta vez, segundo fonte fidedigna, eu conversava com vendedores sobre os presentes de natal que estava comprando) me provou que a intuição anda uma beleza. Descanso, casa, comida e roupa (não por mim) lavada. Hoje, o meu sonho de consumo é só esse.
Qual é o seu?
*
Contagem regressiva:
sete.
.................................
random: Los Tres - Despídete con un beso
13.12.02
12.12.02
cuidado com o vapor
Falei de poucas (mas importantes, pra mim) coisas de Londrina e esqueci da feira da lua, no Zerão, toda quarta-feira à noite. Pastéis (o nordestino é ótimo), comida japonesa, trufas, chili, pães e licores de todos os tipos, hortifruti (pra honrar o "feira" do nome), enfim, todos os cheiros de comida que a sua fome de cão soturna puder distinguir.
Ontem, faminta e cansada (uau, que cena...), fui bater meu cartão naquele recinto. Em pé, à espera do meu pastel de palmito, olhei em volta e vi o 'moço' entregando o potinho de vinagrete ao cliente. Potinho não, aquilo podia passar por uma lata de vinagrete. Vinagrete não: o que eu conheço é de cheiro-verde, cebola, tomate e, aháá, matou!, vinagre. O vinagrete londrinense, na verdade, é uma salda de minguados tomatinhos e muito, bastante mesmo, repolho. Que perigo.
Um tio dos seus 40 e poucos anos, na gula ingênua, perguntou quanto era só o vinagrete. Juro. Que negrinho do pastoreio e o caipora me façam comer pastel de piche quente, se estiver mentindo.
- Quê isso, a 'cumbuca' é cortesia!, falou o tolo vendedor.
- Ah, é? Você poderia me arranjar uns dois vinagretes pra viagem, então?
*
Súbito, uma engasgada ao lado do tio. Bem-feito pra mim, quem manda ouvir conversa alheia?
*
Ah, essa é para os calorentos de plantão. "Comunidade unida jamais será vencida!", esse jamais foi meu lema.
Ainda mais quando as medidas estão além de nosso alcance...Não entendeu nada, né? Tá bom, então leia aqui , e chore.
...
Oh, vida cruel. Ainda viro um castor, os lençóis d'água que me aguardem, "pra agitar a parada".
*
Odeio de coração certas gírias, tá ligado?
*
Chega, a fome já está saindo do limite estomacal. Vocês não merecem.
*
random: White Stripes - More Cup of Coffee
Falei de poucas (mas importantes, pra mim) coisas de Londrina e esqueci da feira da lua, no Zerão, toda quarta-feira à noite. Pastéis (o nordestino é ótimo), comida japonesa, trufas, chili, pães e licores de todos os tipos, hortifruti (pra honrar o "feira" do nome), enfim, todos os cheiros de comida que a sua fome de cão soturna puder distinguir.
Ontem, faminta e cansada (uau, que cena...), fui bater meu cartão naquele recinto. Em pé, à espera do meu pastel de palmito, olhei em volta e vi o 'moço' entregando o potinho de vinagrete ao cliente. Potinho não, aquilo podia passar por uma lata de vinagrete. Vinagrete não: o que eu conheço é de cheiro-verde, cebola, tomate e, aháá, matou!, vinagre. O vinagrete londrinense, na verdade, é uma salda de minguados tomatinhos e muito, bastante mesmo, repolho. Que perigo.
Um tio dos seus 40 e poucos anos, na gula ingênua, perguntou quanto era só o vinagrete. Juro. Que negrinho do pastoreio e o caipora me façam comer pastel de piche quente, se estiver mentindo.
- Quê isso, a 'cumbuca' é cortesia!, falou o tolo vendedor.
- Ah, é? Você poderia me arranjar uns dois vinagretes pra viagem, então?
*
Súbito, uma engasgada ao lado do tio. Bem-feito pra mim, quem manda ouvir conversa alheia?
*
Ah, essa é para os calorentos de plantão. "Comunidade unida jamais será vencida!", esse jamais foi meu lema.
Ainda mais quando as medidas estão além de nosso alcance...Não entendeu nada, né? Tá bom, então leia aqui , e chore.
...
Oh, vida cruel. Ainda viro um castor, os lençóis d'água que me aguardem, "pra agitar a parada".
*
Odeio de coração certas gírias, tá ligado?
*
Chega, a fome já está saindo do limite estomacal. Vocês não merecem.
*
random: White Stripes - More Cup of Coffee
10.12.02
A jovem dos 68 anos
A terra dos pés-vermelhos faz aniversário hoje. Velhinha, com corpitcho de jovem, tantas vezes chamada de Pequena Londres (de Londres tem quase nada, só o fog, raro), essa é a cidade que me encantou, quatro anos atrás.
Hoje, minha relação com Londrina é diferente. Não sei se por ter aposentado o olhar de turista, mas ela como que se tornou parte da minha breve história de vida de uma forma natural, quase imperceptível. A família me fez falta, é verdade, mas a saudade da terra paulista foi facilmente aplacada pelas descobertas na dos pioneiros ingleses.
Tenho memória olfativa, há pouco descobri isso. Assim, quando um dia eu quiser me lembrar desse período tão idealizado da faculdade, os cheiros de Londrina vão me sensibilizar a memória. Os cheiros da cidade, os cheiros das pessoas da cidade. Dos passeios no Zerão, do Valentino e Bar Brasil abotoados de fumantes e caretas (como eu), da chuva no campus, das manhãs frias cobertas pela neblina, dos abraços pés-vermelhos.
Saudade do londrinense. Desde antes da mudança, me diziam que era um povo "hospitaleiro, educado", e um monte mais. Verdade, há pessoas solícitas, bem humoradas, perfumadas (minha primeira impressão), mas isso, se você procurar com carinho, encontra em qualquer lugar. Não sei se a tarefa será fácil, mas que encontra, encontra.
Mas, mudando o tom (até porque isso aqui já virou um balde d'água, com tanta pieguice), Londrina também é o reduto dos maus (digo, péssimos) motoristas. Do busão que acelera (eu vejo o riso maquiavélico de canto de boca dos motoristas, meu caro) aos carros sem seta (opcional), o trânsito dessa cidade é um verdadeiro pandemônio em termos de destreza. Medo, muito medo de ser pedestre aqui...
Mas se, mesmo correndo o risco de engrossar as estatísticas da Companhia de Trânsito (todo dia cedo eu me entristeço e espanto com elas); mesmo que você dê o azar de pegar aquela leva de pirralhos no cinema, ou se for surpreendido por mudanças climáticas cadelas, não deixe de dar uma passadinha por aqui, nem que seja só na época do Filo. Se o seu olhar de turista estiver acionado nesse dia, esteja certo que de que ele vai lhe dar uma boa cutucada.
random: Grateful Dead - Ramble On Rose (não, não ponho o hino de Londrina pq ainda não perdi totalmente o bom senso)
A terra dos pés-vermelhos faz aniversário hoje. Velhinha, com corpitcho de jovem, tantas vezes chamada de Pequena Londres (de Londres tem quase nada, só o fog, raro), essa é a cidade que me encantou, quatro anos atrás.
Hoje, minha relação com Londrina é diferente. Não sei se por ter aposentado o olhar de turista, mas ela como que se tornou parte da minha breve história de vida de uma forma natural, quase imperceptível. A família me fez falta, é verdade, mas a saudade da terra paulista foi facilmente aplacada pelas descobertas na dos pioneiros ingleses.
Tenho memória olfativa, há pouco descobri isso. Assim, quando um dia eu quiser me lembrar desse período tão idealizado da faculdade, os cheiros de Londrina vão me sensibilizar a memória. Os cheiros da cidade, os cheiros das pessoas da cidade. Dos passeios no Zerão, do Valentino e Bar Brasil abotoados de fumantes e caretas (como eu), da chuva no campus, das manhãs frias cobertas pela neblina, dos abraços pés-vermelhos.
Saudade do londrinense. Desde antes da mudança, me diziam que era um povo "hospitaleiro, educado", e um monte mais. Verdade, há pessoas solícitas, bem humoradas, perfumadas (minha primeira impressão), mas isso, se você procurar com carinho, encontra em qualquer lugar. Não sei se a tarefa será fácil, mas que encontra, encontra.
Mas, mudando o tom (até porque isso aqui já virou um balde d'água, com tanta pieguice), Londrina também é o reduto dos maus (digo, péssimos) motoristas. Do busão que acelera (eu vejo o riso maquiavélico de canto de boca dos motoristas, meu caro) aos carros sem seta (opcional), o trânsito dessa cidade é um verdadeiro pandemônio em termos de destreza. Medo, muito medo de ser pedestre aqui...
Mas se, mesmo correndo o risco de engrossar as estatísticas da Companhia de Trânsito (todo dia cedo eu me entristeço e espanto com elas); mesmo que você dê o azar de pegar aquela leva de pirralhos no cinema, ou se for surpreendido por mudanças climáticas cadelas, não deixe de dar uma passadinha por aqui, nem que seja só na época do Filo. Se o seu olhar de turista estiver acionado nesse dia, esteja certo que de que ele vai lhe dar uma boa cutucada.
random: Grateful Dead - Ramble On Rose (não, não ponho o hino de Londrina pq ainda não perdi totalmente o bom senso)
9.12.02
Um pincel e um bastão, tio
Juro que eu quis gostar das segundas-feiras, meuzamigos.
*
Dia lindo de sol na pequena Londres. Adoro céu azul, mas daquele azul bem intenso. Fazia tempo (uns 4 anos, acho) que o hidrogênio paranaense pairava desbotado aqui pelo norrrte.
Bonito, belezura, supimpa. É, um pouco de aquarela não faz mal a ninguém : )
*
Aquarela hoje, carvão queimado no domingo. Ainda vou consultar um psiquiatra pra ver se ele me explica as causas de se torcer prum bando de marmanjos que correm atrás de uma bola. Ainda vou.
Se ele me explicar (e, de quebra, der um remedinho anti-stress), prometo abraçar torcedores adversários e dizer “te perdôo, meu irmão!”, toda vez que alguma provocação cadela vier me tirar o humor.
Se ele der uma pseudo-explicação, tento uma sessão de descarrego. Acho que um espírito brincalhão me chicoteia toda vez que eu assisto a um jogo do timinho; ainda pego esse idiota e mando pro umbral, deixa estar, palhaço.
Mas nada como uma noite de sono mal dormida pra ajudar. Além do que, hoje começa uma NOVA semana! Isso aí, 16 dias pro Natal!
E cin-co pra sexta-feira.
Ah, eu quis gostar das segundas, babe, eu quis.
Juro que eu quis gostar das segundas-feiras, meuzamigos.
*
Dia lindo de sol na pequena Londres. Adoro céu azul, mas daquele azul bem intenso. Fazia tempo (uns 4 anos, acho) que o hidrogênio paranaense pairava desbotado aqui pelo norrrte.
Bonito, belezura, supimpa. É, um pouco de aquarela não faz mal a ninguém : )
*
Aquarela hoje, carvão queimado no domingo. Ainda vou consultar um psiquiatra pra ver se ele me explica as causas de se torcer prum bando de marmanjos que correm atrás de uma bola. Ainda vou.
Se ele me explicar (e, de quebra, der um remedinho anti-stress), prometo abraçar torcedores adversários e dizer “te perdôo, meu irmão!”, toda vez que alguma provocação cadela vier me tirar o humor.
Se ele der uma pseudo-explicação, tento uma sessão de descarrego. Acho que um espírito brincalhão me chicoteia toda vez que eu assisto a um jogo do timinho; ainda pego esse idiota e mando pro umbral, deixa estar, palhaço.
Mas nada como uma noite de sono mal dormida pra ajudar. Além do que, hoje começa uma NOVA semana! Isso aí, 16 dias pro Natal!
E cin-co pra sexta-feira.
Ah, eu quis gostar das segundas, babe, eu quis.
8.12.02
Sahara que te quiero bien...
Uma vez me perguntaram o que ra uma pessoa ociosa. Antes que respondesse, porém, a resposta do curioso veio na lata: "Ah, é aquele cara que não faz nada!"
Adoro essas perguntas de auto-resposta, manézão.
Mas "tolher a capacidade pensante de alguém na fase de aprendizado (uaaahhh...) pode ser um perigo, meu filho". Já passaste pela experiência? Não? Oh, oh, oh, mas quanto privilégio!
(a tia do parquinho me disse que o sol que eu desenhava era muito feio. Eu odeio a tia do parquinho. Eu queria ver a tia do parquinho no caldeirão da Cuca. Eu...eu...)
Não foi tão difícil chegarmos a uma explicação plausível de que o ócio, afinal, é algo que pode trazer lá seus benefícios. Bendito Domenico de Masi, seu garanhãão! Ufa, isso ajudou.
Mas sabe que o limite entre o ócio criativo e o improdutivo é deveras tênue, meu pequeno?
Portanto, não confunda "ver TV" com "informar-se", "adquirir conhecimento", muito menos "ah, estou à toa mesmo, lalá, lalá, lalá".Ainda mais se a ação estiver compreendida entre a noite de sexta e o fim de tarde de domingo. Ah, o domingo.
*
Às vezes eu acho que a ingênua na história da minha vida sou eu. Espertalhona duma figa, mal sei o tiro que pode às vezes sair pela culatra sempre que cuspir ao alto, recebendo de brinde o torpedo na menina dos olhos.
Como quem não quer nada (até porque não tinha nada mesmo a se desejar de), zapeei uns canais na nossa já combalida tevezinha de guerra. Pobre caixotinho, foi parar bem numa dessas novelas...afe.
Na cena sorteada, a atriz negra (no papel, uma descendente de escravos, ló-gi-co) pedia pro sinhôzin que ele não deixasse a sombra tomar conta dele. Hehe, pensei nas mais estranhas possibilidades que aqule diálogo podia sugerir, mas desisti. Sexta à noite não dá muito pra se pensar, conclusão antiga.
Mas se você é frágil, cuidado: líquidos reverberantes podem lhe incitar profundas reflexões. Perigo.
*
Uma sombrinha começa a me assaltar, espero que ela não ganhe forma. Mas, se minha tendência (besta sim, mas é minha) de enjoar das coisas fácil fizer de novo aquela visita, tenho medo de que a sombra goste de mim.
Por isso que se apaixonar é tão bom. Seja pelas pessoas, coisas, lugares, atitudes, o que importa é que só temos espaço para as boas energias nesses momentos.
*
Preciso de um propósito. As mudanças (dizem) são boas, mas desejá-las fortemente, às vezes, pode ser angustiante.
- Água fresca apenas, please.
*
Top of sour mind- Especial de domingo
Homenageando o domingo, esse dia tão sagrado à companhia da família (ou da cama, seu desnaturado), nosso troféu vai às criancinhas que fazem da área de lazer de seu prédio um cantinho mais próximo do inferno. Quanta energia, meu Deus.
*
Random: Oasis - Live Forever
Uma vez me perguntaram o que ra uma pessoa ociosa. Antes que respondesse, porém, a resposta do curioso veio na lata: "Ah, é aquele cara que não faz nada!"
Adoro essas perguntas de auto-resposta, manézão.
Mas "tolher a capacidade pensante de alguém na fase de aprendizado (uaaahhh...) pode ser um perigo, meu filho". Já passaste pela experiência? Não? Oh, oh, oh, mas quanto privilégio!
(a tia do parquinho me disse que o sol que eu desenhava era muito feio. Eu odeio a tia do parquinho. Eu queria ver a tia do parquinho no caldeirão da Cuca. Eu...eu...)
Não foi tão difícil chegarmos a uma explicação plausível de que o ócio, afinal, é algo que pode trazer lá seus benefícios. Bendito Domenico de Masi, seu garanhãão! Ufa, isso ajudou.
Mas sabe que o limite entre o ócio criativo e o improdutivo é deveras tênue, meu pequeno?
Portanto, não confunda "ver TV" com "informar-se", "adquirir conhecimento", muito menos "ah, estou à toa mesmo, lalá, lalá, lalá".Ainda mais se a ação estiver compreendida entre a noite de sexta e o fim de tarde de domingo. Ah, o domingo.
*
Às vezes eu acho que a ingênua na história da minha vida sou eu. Espertalhona duma figa, mal sei o tiro que pode às vezes sair pela culatra sempre que cuspir ao alto, recebendo de brinde o torpedo na menina dos olhos.
Como quem não quer nada (até porque não tinha nada mesmo a se desejar de), zapeei uns canais na nossa já combalida tevezinha de guerra. Pobre caixotinho, foi parar bem numa dessas novelas...afe.
Na cena sorteada, a atriz negra (no papel, uma descendente de escravos, ló-gi-co) pedia pro sinhôzin que ele não deixasse a sombra tomar conta dele. Hehe, pensei nas mais estranhas possibilidades que aqule diálogo podia sugerir, mas desisti. Sexta à noite não dá muito pra se pensar, conclusão antiga.
Mas se você é frágil, cuidado: líquidos reverberantes podem lhe incitar profundas reflexões. Perigo.
*
Uma sombrinha começa a me assaltar, espero que ela não ganhe forma. Mas, se minha tendência (besta sim, mas é minha) de enjoar das coisas fácil fizer de novo aquela visita, tenho medo de que a sombra goste de mim.
Por isso que se apaixonar é tão bom. Seja pelas pessoas, coisas, lugares, atitudes, o que importa é que só temos espaço para as boas energias nesses momentos.
*
Preciso de um propósito. As mudanças (dizem) são boas, mas desejá-las fortemente, às vezes, pode ser angustiante.
- Água fresca apenas, please.
*
Top of sour mind- Especial de domingo
Homenageando o domingo, esse dia tão sagrado à companhia da família (ou da cama, seu desnaturado), nosso troféu vai às criancinhas que fazem da área de lazer de seu prédio um cantinho mais próximo do inferno. Quanta energia, meu Deus.
*
Random: Oasis - Live Forever
6.12.02
Ilmo (a) sr(a):
Valvestate, Blustones, Sancho Pança, mais umas três, quatro bandas, não me lembro.
Pátio do RU, a partir das 23 h. Hoje!
CAs de Engenharia Elétrica e Enfermagem (igualdade de gêneros é tudo) no comando, Skol e Antarctica a um realzinho só, tio!
*
Não sei o porquê da propaganda, se nem bebo deste líquido vil. Sem ironia, e daí?
*
A previsão para a noite de sexta em Londrina é de tempo bom, com poucas nuvens, máxima de 33 graus. (est)Ufa!
_____________
Fins de semestre nesses cursos da vida são um alívio, ainda mais quando os ditos acontecem duas vezes por semana. Mas chegar à constatação de imediato pode ser frieza demais a um coração já aquecido pelo contato humano com os mesmos seres há um tempo...é, honestamente: eu detesto os fins.
All good things have endings...
Seja o do chocolate ligeiro, o de alguém querido (ou só conhecido), seja o fim do asfalto, da bebida no copo, de uma amizade, por mais canalha que tenha sido. Só fim de fila me atrai, mas a alegria logo se desfaz quando entrego o cartão a meu algoz para o "saque tanto, pra pagar essas contas aqui...". Ah, o fim do saldo. Desse eu nem falo, é meu algoz-chefe.
Parece que, por mais tortuosa que seja a direção tomada, há alguma beleza em contemplar as curvas, seus desenhos e as paisagens que escondem, nem que seja a de umas vaquinhas sonsas no pasto, despreocupadas que só elas. "Não zombai da vaca", disse o Criador ao estressado sem alma de cordeiro.
E assim - sem pé nem cefalotórax - ponho fim a este que seria um post de recordação. Nunca nutri diários na infância ou adolescência, era até meio preconceituosa quanto à 'mania'. Mas o blog vai me ajudar, num futuro espero que bem distante, a entender a que tipos de banalidade eu dava importância nos idos dos vinte e poucos anos.
See you around, classmates do coração. Foi muito bom estar com vocês, foi muito bom brincar com vocês!
(e, se a teacher não encher, vai ser muito bom beber de novo com vocês, mas FORA da escola, heheh)
Falando nisso...
G.r.a.p.e. j.u.i.c.e. : an alcoholic drink made from the juice of grapes that has been left to ferment
"It isn't toy, no!"
No folder que me deram na primeira matrícula (a long, long time ago), achei graça numa frase dizendo que a escola ia mudar o conceito no ensino de inglês. Pelo ensino eu não falo, mas pelos alunos, quanto conceito novo transbordante, disus.
_____________
Random: The Cure - Boys don't cry
Valvestate, Blustones, Sancho Pança, mais umas três, quatro bandas, não me lembro.
Pátio do RU, a partir das 23 h. Hoje!
CAs de Engenharia Elétrica e Enfermagem (igualdade de gêneros é tudo) no comando, Skol e Antarctica a um realzinho só, tio!
*
Não sei o porquê da propaganda, se nem bebo deste líquido vil. Sem ironia, e daí?
*
A previsão para a noite de sexta em Londrina é de tempo bom, com poucas nuvens, máxima de 33 graus. (est)Ufa!
_____________
Fins de semestre nesses cursos da vida são um alívio, ainda mais quando os ditos acontecem duas vezes por semana. Mas chegar à constatação de imediato pode ser frieza demais a um coração já aquecido pelo contato humano com os mesmos seres há um tempo...é, honestamente: eu detesto os fins.
All good things have endings...
Seja o do chocolate ligeiro, o de alguém querido (ou só conhecido), seja o fim do asfalto, da bebida no copo, de uma amizade, por mais canalha que tenha sido. Só fim de fila me atrai, mas a alegria logo se desfaz quando entrego o cartão a meu algoz para o "saque tanto, pra pagar essas contas aqui...". Ah, o fim do saldo. Desse eu nem falo, é meu algoz-chefe.
Parece que, por mais tortuosa que seja a direção tomada, há alguma beleza em contemplar as curvas, seus desenhos e as paisagens que escondem, nem que seja a de umas vaquinhas sonsas no pasto, despreocupadas que só elas. "Não zombai da vaca", disse o Criador ao estressado sem alma de cordeiro.
E assim - sem pé nem cefalotórax - ponho fim a este que seria um post de recordação. Nunca nutri diários na infância ou adolescência, era até meio preconceituosa quanto à 'mania'. Mas o blog vai me ajudar, num futuro espero que bem distante, a entender a que tipos de banalidade eu dava importância nos idos dos vinte e poucos anos.
See you around, classmates do coração. Foi muito bom estar com vocês, foi muito bom brincar com vocês!
(e, se a teacher não encher, vai ser muito bom beber de novo com vocês, mas FORA da escola, heheh)
Falando nisso...
G.r.a.p.e. j.u.i.c.e. : an alcoholic drink made from the juice of grapes that has been left to ferment
"It isn't toy, no!"
No folder que me deram na primeira matrícula (a long, long time ago), achei graça numa frase dizendo que a escola ia mudar o conceito no ensino de inglês. Pelo ensino eu não falo, mas pelos alunos, quanto conceito novo transbordante, disus.
_____________
Random: The Cure - Boys don't cry
3.12.02
Tolerância zero
Que medo.
Ando muito assustada esses dias.
Hoje me assustei na calçada. Um homem me abordou com um microfone em punho, voz de propaganda de motel no gogó e um "e aí, minha senhora, vamos entrar pra conferir as nossas promoções?"
Até agora não caiu a ficha do senhora (o segundo, em menos de uma semana) que levei, de direita, no ouvido esquerdo.
Depois eu me assustei com as ciganas. Fazia tempo que não as via assim, na rua, como quer não quer quase nada - apenas a sua mão, minha princesa, pra ver o futuro.
Tenho medo dessas coisas de predição. Sou mais cagona que curiosa - talvez isso me tenha garantido passar dos 18 anos.
Tenho medo de ligações estranhas. Atormentada por uma maldita quadrilha q robou o carro da mami, uma vez, talvez esse medo seja minimamente justificável. Mas não é medo das ligações dos ladrões: tenho medo dos loucos, como o de ontem à noite:
-Alô, Carlos?
-Não, você se enganou.
- Mas aí nã é o 99...??
(cai uma gota da testa)- Sim!
...silêncio...
-Arrááááá, te pegueeeeei, sabia que era você! Agora me chama o Carlos, vai...pede pra ele deixar de ser tímido!
-...
(tuuuuuuu)
Tenho medo das trufas de maracujá. A você, leitor mais antigo (haha) desse blog, a adoração pelo bendito docinho já pode ser ser um assunto gelado, cadavérico, até. Mas lhe afirmo que a atração que uma vez ao mês ele me causa será o estopim para estudos psicológicos futuros, em capítulos delineados pelo "Controle da Mente", "O poder do inconsciente", ou " A simbologia do chocolate no id do descontrolado econômico".
Sério. Peçam autógrafos enquanto é tempo, porque, quando eu tiver a cara estampada em livros didáticos, será tarde. E caro.
E ridículo, como a idéia sem nexo derretida por este calor infernal.
*
Acerola estragada faz mal, diria o sábio Papai Smurf.
*
Fobias à parte (até porque eu não nutro esse tipo de coisa, só piores), de volta a seção
"Top of sour mind" , com coisinhas prosaicas que deixam você irritadinho
- batidinhas ritimadas ao seulado, naqueles momentos de cã concentração.
-braço.suado.colado.no.vidro: o braço alheio, evidentemente.
..: Não precisa assumir em público, mas que você já teve "aquele" nojo ao ver um bracinho gordo dando sopa no vidro do coletivo -aquele que um dia pode amparar sua cabeça cansada - já teve, não se faça de rogado.
- o top dos tops, mas estrategicamente na última colocação (só pra não dar moral ao inimigo), fica hoje com a ilimitada criatividade sertaneja. Não a do povo sufridu, mas a dos (a-han) artistas. Depois de uma série de barbáries (achei que nada superaria "Have you ever seen the rain" in corno version), hoje foi o dia de Raulzito dar suas voltas na tumba. Ficou literalmente maluco, o pobre. E essa (porque quem mandou você ser curioso e ler até aqui?) é a dica musical para o seu fim de dia.
Com vocês, ....
Selected list: Chitãozinho e Xororó - Medo da Chuva
Que medo.
Ando muito assustada esses dias.
Hoje me assustei na calçada. Um homem me abordou com um microfone em punho, voz de propaganda de motel no gogó e um "e aí, minha senhora, vamos entrar pra conferir as nossas promoções?"
Até agora não caiu a ficha do senhora (o segundo, em menos de uma semana) que levei, de direita, no ouvido esquerdo.
Depois eu me assustei com as ciganas. Fazia tempo que não as via assim, na rua, como quer não quer quase nada - apenas a sua mão, minha princesa, pra ver o futuro.
Tenho medo dessas coisas de predição. Sou mais cagona que curiosa - talvez isso me tenha garantido passar dos 18 anos.
Tenho medo de ligações estranhas. Atormentada por uma maldita quadrilha q robou o carro da mami, uma vez, talvez esse medo seja minimamente justificável. Mas não é medo das ligações dos ladrões: tenho medo dos loucos, como o de ontem à noite:
-Alô, Carlos?
-Não, você se enganou.
- Mas aí nã é o 99...??
(cai uma gota da testa)- Sim!
...silêncio...
-Arrááááá, te pegueeeeei, sabia que era você! Agora me chama o Carlos, vai...pede pra ele deixar de ser tímido!
-...
(tuuuuuuu)
Tenho medo das trufas de maracujá. A você, leitor mais antigo (haha) desse blog, a adoração pelo bendito docinho já pode ser ser um assunto gelado, cadavérico, até. Mas lhe afirmo que a atração que uma vez ao mês ele me causa será o estopim para estudos psicológicos futuros, em capítulos delineados pelo "Controle da Mente", "O poder do inconsciente", ou " A simbologia do chocolate no id do descontrolado econômico".
Sério. Peçam autógrafos enquanto é tempo, porque, quando eu tiver a cara estampada em livros didáticos, será tarde. E caro.
E ridículo, como a idéia sem nexo derretida por este calor infernal.
*
Acerola estragada faz mal, diria o sábio Papai Smurf.
*
Fobias à parte (até porque eu não nutro esse tipo de coisa, só piores), de volta a seção
"Top of sour mind" , com coisinhas prosaicas que deixam você irritadinho
- batidinhas ritimadas ao seulado, naqueles momentos de cã concentração.
-braço.suado.colado.no.vidro: o braço alheio, evidentemente.
..: Não precisa assumir em público, mas que você já teve "aquele" nojo ao ver um bracinho gordo dando sopa no vidro do coletivo -aquele que um dia pode amparar sua cabeça cansada - já teve, não se faça de rogado.
- o top dos tops, mas estrategicamente na última colocação (só pra não dar moral ao inimigo), fica hoje com a ilimitada criatividade sertaneja. Não a do povo sufridu, mas a dos (a-han) artistas. Depois de uma série de barbáries (achei que nada superaria "Have you ever seen the rain" in corno version), hoje foi o dia de Raulzito dar suas voltas na tumba. Ficou literalmente maluco, o pobre. E essa (porque quem mandou você ser curioso e ler até aqui?) é a dica musical para o seu fim de dia.
Com vocês, ....
Selected list: Chitãozinho e Xororó - Medo da Chuva
1.12.02
Hou
Lá fora, a queima de fogos vermelhos anuncia a chegada do papai Noel a Little London. Assisto de camarote, e parece que a chuva não atrapalhou a festa, que foi no Zerão.
O céu colorido (ainda mais de vermelho) deixa a noite um pouco menos cinza, no céu.
Boa pedida pra semana, ótimo sinal. Será que o velhinho vai se lembrar de mim? Juro que não uso mais Tang...
Lá fora, a queima de fogos vermelhos anuncia a chegada do papai Noel a Little London. Assisto de camarote, e parece que a chuva não atrapalhou a festa, que foi no Zerão.
O céu colorido (ainda mais de vermelho) deixa a noite um pouco menos cinza, no céu.
Boa pedida pra semana, ótimo sinal. Será que o velhinho vai se lembrar de mim? Juro que não uso mais Tang...
Uát?
hehehe..cada coisa q essas fibras nos reservam...

Faça você também Que
gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia
hehehe..cada coisa q essas fibras nos reservam...

Faça você também Que
gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia
Eu não sou pára-raio, São Pedro, cai fora
Tinha umas aulas de pisseudo-psicologia nos dois primeiros anos do curso. De teórica da comunicação, a professora (que, como tal, era uma ótima numeróloga) se arriscava nos campos minados de Freud. Pobres de nós,submetidos àquela sessão abominável de "quem sou eu? O que quero da vida?". Aaahhh.
Com uma coisa, no meio de tanto Pierre Weil, eu tinha de concordar: dias nublados, de certa forma, sugavam a energia das pessoas (atentem para o quão útil a um jornalista é a informação). Sugam sim, pelo menos a minha.
Previsão para Londrina: trovoadas isoladas até quinta-feira, com chuvas ao longo do dia na terça (tô craque em previsão, cuidado). Ou seja: só estou de passagem por aqui. Prometo.
Àqueles que me ajudaram a espantar as nuvens pretas no fim de semana, os sinceros agradecimentos.
A você, em especial. O poder das palavras é miraculoso, mas se pontilhado com uma angustiazinha de saudade vindoura, tanto melhor.
*
S.a.u.d.a.d.e.
[Do lat. solitate, 'soledade', 'solidão', pelo arc. soydade, suydade, poss. com infl. de saúde.]
S. f.
1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia: & &
2. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido.
*
Acho que essa vai ser a tônica do meu 2003. Aliás, deve ser esta a nuvenzona que me deixou estranha esses dias. Não queria reconhecer pra mim mesma, mas, nos momentos mais lúcidos, uma ponta gorda de tristeza me dá um catá, bem no queixo.
Pra ajudar a aliviar o impacto do golpe, sempre há o ser que vem jogar álcool na ferida, sabe como é. Eu quero chá de cidreira, colo e palavras meigas, você me entende? Não parece.
*
Papai do Céu me ajude com os pensamentos positivos no Revéillon, porque eu não vou usar roupa branca de novo.
_________________________________
Random list: The Get Up Kids - Valentine
Tinha umas aulas de pisseudo-psicologia nos dois primeiros anos do curso. De teórica da comunicação, a professora (que, como tal, era uma ótima numeróloga) se arriscava nos campos minados de Freud. Pobres de nós,submetidos àquela sessão abominável de "quem sou eu? O que quero da vida?". Aaahhh.
Com uma coisa, no meio de tanto Pierre Weil, eu tinha de concordar: dias nublados, de certa forma, sugavam a energia das pessoas (atentem para o quão útil a um jornalista é a informação). Sugam sim, pelo menos a minha.
Previsão para Londrina: trovoadas isoladas até quinta-feira, com chuvas ao longo do dia na terça (tô craque em previsão, cuidado). Ou seja: só estou de passagem por aqui. Prometo.
Àqueles que me ajudaram a espantar as nuvens pretas no fim de semana, os sinceros agradecimentos.
A você, em especial. O poder das palavras é miraculoso, mas se pontilhado com uma angustiazinha de saudade vindoura, tanto melhor.
*
S.a.u.d.a.d.e.
[Do lat. solitate, 'soledade', 'solidão', pelo arc. soydade, suydade, poss. com infl. de saúde.]
S. f.
1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia: & &
2. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido.
*
Acho que essa vai ser a tônica do meu 2003. Aliás, deve ser esta a nuvenzona que me deixou estranha esses dias. Não queria reconhecer pra mim mesma, mas, nos momentos mais lúcidos, uma ponta gorda de tristeza me dá um catá, bem no queixo.
Pra ajudar a aliviar o impacto do golpe, sempre há o ser que vem jogar álcool na ferida, sabe como é. Eu quero chá de cidreira, colo e palavras meigas, você me entende? Não parece.
*
Papai do Céu me ajude com os pensamentos positivos no Revéillon, porque eu não vou usar roupa branca de novo.
_________________________________
Random list: The Get Up Kids - Valentine
29.11.02
Post populi, post Dei
Não podia esquecer de vocês, amigos sãopaulinos. Nadaram, nadaram, mas o time da praia suja os atolou na areia. So sad.
Meu pai adora peixe. Prepara como ninguém, o que lhe garante pontos em minhas viagens turísticas pra casa. Queria muuuuito rever a família neste fim de semana, bateu uma vontade louca, do nada...hehe
*
Eu sou má. Sem problema. Deixei de acreditar em Cuca, velho do saco na esquina, poltergeist (até nisso), macaco de circo, Ronald McDonald, e em papai Noel. A punição pelo sarro do 'somos bicampões mundiais!' não me deve custar muito, espero.
*
Na leitura de livros (até certo ponto) técnicos, alguma coisa muda a vontade de escrever as bobagens do blog. Deve ser cansaço. Bendita monografia de férias, maldita greve. Maldito governo. Maldita maledicência. Indecente esse costume...tsc, tsc.
*
Todo dia, invariavelmente, não sei por que estúpida razão uma música brega - daquelas de carteirinha - me assola o pensamento. Do nada, como o cheiro de comida que o vizinho impõe, na pior hora; ou como o buzinaço na madrugada (claro, em frente ao seu prédio) daquele insone da fralda suja. Que o Santa lhes traga muito antrax de pelúcia, seus bobos, feios.
Nesta quinta-feira de clima chuvoso, Amado Batista foi meu fiel companheiro pela biblioteca da faculdade. Ontem, enquanto tentava explicar a meus alunos exemplos de coesão textual, Sara Jane me pentelhava a idéia com um “abre a roda morenaaaaaaaaa” intermitente, de fazer inveja ao Juqueri. Exemplo de sistematização, exemplo de incoerência discursiva. A minha, não a dela.
*
A partir da semana que vem, publico aqui o “Bloco de Notas Top of Sour Mind”, com os respectivos apontamentos que mais me ferem a alma, o ouvido, a sola do tênis e, claro, o baço. Na verdade, trata-se mais de um engana trouxa que uma novidade, em si. Tem gente que reclama da falta de figuras, sabe como que é...mim, sistema de blog, você, cara pálida. UGA!
Uma amostra para a “Top of sour mind”- early days 2.2:
- discografia de Amado Batista, Sara Jane, Martinho da Vila, Sidnei Magal, RPM, É o Tchan, New Kids on the Bloch e Roberto Leal (perdão, vô);
- qualquer jingle das lojas de “camisa de viscose adulto: 7,99, no cre-di-fá-cillll”;
- não conseguir dormir antes da uma, mesmo sabendo da manhã punk que se aproxima.
Acho que esse foi um auto-aviso. Se vacilar, negrinho do pastoreio me dá um corretivo.
Random: Renaissance - Bound for infinity
Não podia esquecer de vocês, amigos sãopaulinos. Nadaram, nadaram, mas o time da praia suja os atolou na areia. So sad.
Meu pai adora peixe. Prepara como ninguém, o que lhe garante pontos em minhas viagens turísticas pra casa. Queria muuuuito rever a família neste fim de semana, bateu uma vontade louca, do nada...hehe
*
Eu sou má. Sem problema. Deixei de acreditar em Cuca, velho do saco na esquina, poltergeist (até nisso), macaco de circo, Ronald McDonald, e em papai Noel. A punição pelo sarro do 'somos bicampões mundiais!' não me deve custar muito, espero.
*
Na leitura de livros (até certo ponto) técnicos, alguma coisa muda a vontade de escrever as bobagens do blog. Deve ser cansaço. Bendita monografia de férias, maldita greve. Maldito governo. Maldita maledicência. Indecente esse costume...tsc, tsc.
*
Todo dia, invariavelmente, não sei por que estúpida razão uma música brega - daquelas de carteirinha - me assola o pensamento. Do nada, como o cheiro de comida que o vizinho impõe, na pior hora; ou como o buzinaço na madrugada (claro, em frente ao seu prédio) daquele insone da fralda suja. Que o Santa lhes traga muito antrax de pelúcia, seus bobos, feios.
Nesta quinta-feira de clima chuvoso, Amado Batista foi meu fiel companheiro pela biblioteca da faculdade. Ontem, enquanto tentava explicar a meus alunos exemplos de coesão textual, Sara Jane me pentelhava a idéia com um “abre a roda morenaaaaaaaaa” intermitente, de fazer inveja ao Juqueri. Exemplo de sistematização, exemplo de incoerência discursiva. A minha, não a dela.
*
A partir da semana que vem, publico aqui o “Bloco de Notas Top of Sour Mind”, com os respectivos apontamentos que mais me ferem a alma, o ouvido, a sola do tênis e, claro, o baço. Na verdade, trata-se mais de um engana trouxa que uma novidade, em si. Tem gente que reclama da falta de figuras, sabe como que é...mim, sistema de blog, você, cara pálida. UGA!
Uma amostra para a “Top of sour mind”- early days 2.2:
- discografia de Amado Batista, Sara Jane, Martinho da Vila, Sidnei Magal, RPM, É o Tchan, New Kids on the Bloch e Roberto Leal (perdão, vô);
- qualquer jingle das lojas de “camisa de viscose adulto: 7,99, no cre-di-fá-cillll”;
- não conseguir dormir antes da uma, mesmo sabendo da manhã punk que se aproxima.
Acho que esse foi um auto-aviso. Se vacilar, negrinho do pastoreio me dá um corretivo.
Random: Renaissance - Bound for infinity
28.11.02
E?
Acontece aqui em Londrina o projeto "A expressão fotográfica e os cegos" - uma forma de estimular essas pessoas a se expressarem artisticamente.Muy interesante.
(inauguramos hoje neste espaço a seção "na falta do que postar, seja útil")
.........................................
Novembro jaz daqui poucos dias. Dezembro, férias, descanso, praia, montanha. Acordar tarde. Dormir 'cedo'. Restaurar as energias para o ano que se inicia.(lalá, lalá, lalá)
Acho que meu super catálogo semiótico das férias precisa de um update. Urgente.
*
Queria contar mais lorotas e fazê-lo perder seu precioso tempo aqui, mas a consciência apertou e eu resolvi fazer minha boa ação do Natal. Hou, hou,hou...
"Não confunda teus semelhantes; sê humilde e reconhece tua falta de assunto para com eles", disse o Criador à criatura sem criatividade.
Random: Violent Femmes - "All I want"
Acontece aqui em Londrina o projeto "A expressão fotográfica e os cegos" - uma forma de estimular essas pessoas a se expressarem artisticamente.Muy interesante.
(inauguramos hoje neste espaço a seção "na falta do que postar, seja útil")
.........................................
Novembro jaz daqui poucos dias. Dezembro, férias, descanso, praia, montanha. Acordar tarde. Dormir 'cedo'. Restaurar as energias para o ano que se inicia.(lalá, lalá, lalá)
Acho que meu super catálogo semiótico das férias precisa de um update. Urgente.
*
Queria contar mais lorotas e fazê-lo perder seu precioso tempo aqui, mas a consciência apertou e eu resolvi fazer minha boa ação do Natal. Hou, hou,hou...
"Não confunda teus semelhantes; sê humilde e reconhece tua falta de assunto para com eles", disse o Criador à criatura sem criatividade.
Random: Violent Femmes - "All I want"
27.11.02
Quem quer votar põe o dedo aqui...
heheh, viva a primavera...
Li uma matéria ontem divulgando a pesquisa feita por uma revista de grande penetração entre o público gay. Sem trocadilhos.
Na enquete promovida, os leitores tinham de escolher quem gostariam que possasse nu para a publicação. Em primeiro lugar, o deputado Aécio Neves, seguido por Ciro Gomes.
Até aí, nenhum grave deslocamento de queixo. O primeiro tem uns meros atributos (mentira, pra mim ele tem mesmo é charme de bandido); o segundo, o atributo Patrícia Pilar. Afinal, os assíduos praticantes (digo, leitores) da revista devem ter o desejo (ops, curiosidade) de saber o que, afinal, atraiu a atriz - que não se trata de uma Elke Maravilha caolha e sem dente, vá.
*
(como diria um amigo meu) Com tanto macho dando sopa por aí, como explicar, entre os votos válidos, os que escolheram Enéas, Lula e ACM?
Será que o Padrão Bofe de Beleza anda em queda, ou eu q tenho sido muito exigente nas minhas escolhas? Nãão, não tô com essa bola toda, não. Acho que o Fome Zero do Lulinha Woodstock e a bomba atômica do barbudo é que atiçaram umas fantasias mais descabidas.
*
E ainda me chamam de maliciosa...sou uma beata, isso sim. Em nome de Cristo Rei!
* * *
Hoje estava reparando em nomes de blogs. Alguns me parecem meras criações espontâneas, outros parecem dizer muito da personalidade de quem escreve. Sem supercialidades, e mesmo sem conhecer uns 60% dos blogueiros que leio, falo sério. Em alguns momentos nos revelamos mais pelas palavras escritas, ou pelo simples olhar, que por uma atitude. Impulsivo ou espontâneo demais, muitas vezes o agir pode esconder intenções mais cruas.
Ainda bem que alunos de cursinho não páram muito pra pensar nisso. Seria o caos.
*
Se você notou um pouco q seja no nome deste bloquinho, vai chegar à triste conclusão de que informações minimamente úteis não são seu ponto forte. Você, sedento por conhecimento (se reclamar, lhe mando à biblioteca ou à banca mais próxima, cuidado); mim, pele vermelha. Uga.
Para aliviar a sua barra, e a minha consciência, vai a dica de leitura. Esse material é mensal e um dos raros, hoje em dia, que me fazem acreditar que o jornalismo é muito além do que 'serviço'.
> > Caderno Sinapse
*
Random list: Joan Baez - It ain't me babe
heheh, viva a primavera...
Li uma matéria ontem divulgando a pesquisa feita por uma revista de grande penetração entre o público gay. Sem trocadilhos.
Na enquete promovida, os leitores tinham de escolher quem gostariam que possasse nu para a publicação. Em primeiro lugar, o deputado Aécio Neves, seguido por Ciro Gomes.
Até aí, nenhum grave deslocamento de queixo. O primeiro tem uns meros atributos (mentira, pra mim ele tem mesmo é charme de bandido); o segundo, o atributo Patrícia Pilar. Afinal, os assíduos praticantes (digo, leitores) da revista devem ter o desejo (ops, curiosidade) de saber o que, afinal, atraiu a atriz - que não se trata de uma Elke Maravilha caolha e sem dente, vá.
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(como diria um amigo meu) Com tanto macho dando sopa por aí, como explicar, entre os votos válidos, os que escolheram Enéas, Lula e ACM?
Será que o Padrão Bofe de Beleza anda em queda, ou eu q tenho sido muito exigente nas minhas escolhas? Nãão, não tô com essa bola toda, não. Acho que o Fome Zero do Lulinha Woodstock e a bomba atômica do barbudo é que atiçaram umas fantasias mais descabidas.
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E ainda me chamam de maliciosa...sou uma beata, isso sim. Em nome de Cristo Rei!
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Hoje estava reparando em nomes de blogs. Alguns me parecem meras criações espontâneas, outros parecem dizer muito da personalidade de quem escreve. Sem supercialidades, e mesmo sem conhecer uns 60% dos blogueiros que leio, falo sério. Em alguns momentos nos revelamos mais pelas palavras escritas, ou pelo simples olhar, que por uma atitude. Impulsivo ou espontâneo demais, muitas vezes o agir pode esconder intenções mais cruas.
Ainda bem que alunos de cursinho não páram muito pra pensar nisso. Seria o caos.
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Se você notou um pouco q seja no nome deste bloquinho, vai chegar à triste conclusão de que informações minimamente úteis não são seu ponto forte. Você, sedento por conhecimento (se reclamar, lhe mando à biblioteca ou à banca mais próxima, cuidado); mim, pele vermelha. Uga.
Para aliviar a sua barra, e a minha consciência, vai a dica de leitura. Esse material é mensal e um dos raros, hoje em dia, que me fazem acreditar que o jornalismo é muito além do que 'serviço'.
> > Caderno Sinapse
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Random list: Joan Baez - It ain't me babe
26.11.02
Olha a barra da calça e segue adiante, seu lerdo
Luzes acesas no centro em plena uma da tarde não são um bom sinal. Não são. Chuva de vento (pro seu lado, claro): la même chose.
*
Instinto consumista é um problema. Critico tanto isso que, mais cedo ou mais tarde, o cuspe cai em cheio, no olho. Hoje não escapei.
*
Não diga que saiu de casa levando aquela grana extra “só por precaução”. Seu mentiroso. Você sabe que, nas profundezas da sua alma, reina um tio Patinhas bem mão-aberta.
Cuidado apenas para não se empolgar demais. Na ânsia pela descoberta do novo produto, alguns contratempos podem passar incólumes pelo seu deslumbramento.
Quer ganhar o Stupid November Awards?
É fácil, rápido e não faz sujeira! Compre um CD da Norah Jones, por exemplo, sem notar que ele se resume à caixinha. Não preste atenção no produto interno; brutal, ele pode esconder um maroto CD do Agepê.
Vai por mim. Seja mais cauteloso, não se iluda à primeira vista com a tecnologia – lembre-se de que ela é manipulada por omens, bixo...
*
Sina ou não, nem é a primeira vez que semelhante fato me tira o humor. Por pouco tempo, é verdade. Ano passado (e o pior: o dito era pra uma amiga), Jorge Aragão deu o fora nos Mutantes e os deixou a ver caixinha. E eu, a ver minha cara na quina da mesa, rolando em queda livre.
Acho que vou chamar uma benzedeira. Minha mão "deviditá pessuída", como diria a velha que me chamava de Januína.
*
Numa esquina qualquer: "Have you ever seen the rain", por uma dupla sertaneja.
(Não, não te indico. Tenho leitores, não inimigos. Mas se vc detesta alguém, vai em frente)
Luzes acesas no centro em plena uma da tarde não são um bom sinal. Não são. Chuva de vento (pro seu lado, claro): la même chose.
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Instinto consumista é um problema. Critico tanto isso que, mais cedo ou mais tarde, o cuspe cai em cheio, no olho. Hoje não escapei.
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Não diga que saiu de casa levando aquela grana extra “só por precaução”. Seu mentiroso. Você sabe que, nas profundezas da sua alma, reina um tio Patinhas bem mão-aberta.
Cuidado apenas para não se empolgar demais. Na ânsia pela descoberta do novo produto, alguns contratempos podem passar incólumes pelo seu deslumbramento.
Quer ganhar o Stupid November Awards?
É fácil, rápido e não faz sujeira! Compre um CD da Norah Jones, por exemplo, sem notar que ele se resume à caixinha. Não preste atenção no produto interno; brutal, ele pode esconder um maroto CD do Agepê.
Vai por mim. Seja mais cauteloso, não se iluda à primeira vista com a tecnologia – lembre-se de que ela é manipulada por omens, bixo...
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Sina ou não, nem é a primeira vez que semelhante fato me tira o humor. Por pouco tempo, é verdade. Ano passado (e o pior: o dito era pra uma amiga), Jorge Aragão deu o fora nos Mutantes e os deixou a ver caixinha. E eu, a ver minha cara na quina da mesa, rolando em queda livre.
Acho que vou chamar uma benzedeira. Minha mão "deviditá pessuída", como diria a velha que me chamava de Januína.
*
Numa esquina qualquer: "Have you ever seen the rain", por uma dupla sertaneja.
(Não, não te indico. Tenho leitores, não inimigos. Mas se vc detesta alguém, vai em frente)
25.11.02
I am the walrus
Ia fazer uma ode ao Garfield, numa espécie de conclamo anti-segunda-feira, mas mudei de idéia.
Bem ou mal, a semana começa da mesma forma. Não vai aliviar droga nenhuma eu maldizer esse dia tão propício à bem aventurada cama.
Assim, uma ótima semana pra você. E, o que eu gosto de dizer aos mais chegados: não torça pra não ter obstáculos. Torça pra ter coragem de enfrentá-los, pois são eles que te dignificam, amiguin.
*
Chorei.
*
O melhor remédio é rir. Afinal, cada esquina tem seu louco; olhe com mais atenção e me diga.
O louco da esquina a me chamar a atenção nesta nebulosa manhã (lalá, lalá, lalá) conversava com um passo-preto na gaiola. Na verdade, eles mais travavam uma luta de egos q necessariamente um diálogo.
O pássaro cantava (gritava, na minha leiga opinião), o velho mandava ele calar a "boca".
E eu, vendo aquilo de longe, acabei de crer que meus problemas são muito, mas muito pequenos.
Ia fazer uma ode ao Garfield, numa espécie de conclamo anti-segunda-feira, mas mudei de idéia.
Bem ou mal, a semana começa da mesma forma. Não vai aliviar droga nenhuma eu maldizer esse dia tão propício à bem aventurada cama.
Assim, uma ótima semana pra você. E, o que eu gosto de dizer aos mais chegados: não torça pra não ter obstáculos. Torça pra ter coragem de enfrentá-los, pois são eles que te dignificam, amiguin.
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Chorei.
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O melhor remédio é rir. Afinal, cada esquina tem seu louco; olhe com mais atenção e me diga.
O louco da esquina a me chamar a atenção nesta nebulosa manhã (lalá, lalá, lalá) conversava com um passo-preto na gaiola. Na verdade, eles mais travavam uma luta de egos q necessariamente um diálogo.
O pássaro cantava (gritava, na minha leiga opinião), o velho mandava ele calar a "boca".
E eu, vendo aquilo de longe, acabei de crer que meus problemas são muito, mas muito pequenos.
24.11.02
Salve?
Uma tarde de sono inoportuno (malditos 20 minutinhos, batman) merece ser castigada com café. Morpheu e sua gastrite que se danem.
Mas nada mais eficaz pra acordar que ouvir um pífio "humpf, o peixe ganhou, meeeu..." de um são-paulino fanático (o mesmo que alugou a semana inteira com "a vantagem dos dois empates", bóbó, bóbó...).
Ou um resignado "potz, os caras já tão na final, meeeeu..." sobre os 6 a 2 do Curíntia, mano. Uou.
heheh, acordar sobressaltada tem lá suas vantagens. Em cada ovo, uma surpresa diferente!
(e uma bobagem também)
Uma tarde de sono inoportuno (malditos 20 minutinhos, batman) merece ser castigada com café. Morpheu e sua gastrite que se danem.
Mas nada mais eficaz pra acordar que ouvir um pífio "humpf, o peixe ganhou, meeeu..." de um são-paulino fanático (o mesmo que alugou a semana inteira com "a vantagem dos dois empates", bóbó, bóbó...).
Ou um resignado "potz, os caras já tão na final, meeeeu..." sobre os 6 a 2 do Curíntia, mano. Uou.
heheh, acordar sobressaltada tem lá suas vantagens. Em cada ovo, uma surpresa diferente!
(e uma bobagem também)
Três razões pra desejar ser Harry Potter:
- o jogo de quadribol
- a capa da invisibilidade
- você burla um monte de regras, mas seu superior vê nisso um sintoma de genialidade, de originalidade
Três razões pra desistir da idéia:
- o fio com cortante e os ladrões de bastão (na rua), bem como a síndica velha onipresente-onisciente (no prédio) inviabilizariam o animado joguinho
- esqueça: mesmo que sua reação seja natural, qdo deixar cair algo, ou se levar um trupicão cinematográfico na rua, todos ao seu redor vão ver e (numa atitude polida, como mandam os costumes interioranos) apontar com o dedo. Fora os risinhos maldosos. Sim, você é bastante visível.
- todos temos um Dumbledore na vida, mas cuidado: eles têm personalidades distintas. Portanto, para saber com quem vc lida (até pra ver se ele é seu fã), tente as seguintes alternativas:
a) falte uma semana ao trabalho, sem dar quaisquer satisfações a Dumble.
b) quando der o ar da sua graça (cuidado, Dumble pode ser irônico se disser isso), conte-lhe como foi deveras agradável sair a semana toda, com companhias assaz simpáticas, e boceje muito. Afinal, são 3 da tarde e, por uma semana, esse foi o horário em q vc despertou!
c) não lhe dê ouvidos. Interprete qualquer conselho como interferência tola, pois vc é original, lembra?
.......................................................
Por fim, lembre-se de seus primos mais novos. Converse com eles e tente extrair (digo, saber) o horário em que costumam ir pra caminha. Oriente-se nas respostas para formular a sua Movie Schedule: se não quer passar raiva e ter instintos terroristas durante a sessão, é melhor fugir da pirralhada. Criança batendo palma pra personagem ou imitando sons ininteligíveis, definitivamente, é um mau indício pra sua noite.
Por isso que a idéia de liberar thrillers para a faixa dos 7 anos em diante me fascina. Ah, se eu tivesse um cinema... um cineminha só...
("O Iluminado", "Laranja Mecânica" e "Platoon" seriam as estréias da matinê)
*
Random list: Madredeus - Tarde, por favor
- o jogo de quadribol
- a capa da invisibilidade
- você burla um monte de regras, mas seu superior vê nisso um sintoma de genialidade, de originalidade
Três razões pra desistir da idéia:
- o fio com cortante e os ladrões de bastão (na rua), bem como a síndica velha onipresente-onisciente (no prédio) inviabilizariam o animado joguinho
- esqueça: mesmo que sua reação seja natural, qdo deixar cair algo, ou se levar um trupicão cinematográfico na rua, todos ao seu redor vão ver e (numa atitude polida, como mandam os costumes interioranos) apontar com o dedo. Fora os risinhos maldosos. Sim, você é bastante visível.
- todos temos um Dumbledore na vida, mas cuidado: eles têm personalidades distintas. Portanto, para saber com quem vc lida (até pra ver se ele é seu fã), tente as seguintes alternativas:
a) falte uma semana ao trabalho, sem dar quaisquer satisfações a Dumble.
b) quando der o ar da sua graça (cuidado, Dumble pode ser irônico se disser isso), conte-lhe como foi deveras agradável sair a semana toda, com companhias assaz simpáticas, e boceje muito. Afinal, são 3 da tarde e, por uma semana, esse foi o horário em q vc despertou!
c) não lhe dê ouvidos. Interprete qualquer conselho como interferência tola, pois vc é original, lembra?
.......................................................
Por fim, lembre-se de seus primos mais novos. Converse com eles e tente extrair (digo, saber) o horário em que costumam ir pra caminha. Oriente-se nas respostas para formular a sua Movie Schedule: se não quer passar raiva e ter instintos terroristas durante a sessão, é melhor fugir da pirralhada. Criança batendo palma pra personagem ou imitando sons ininteligíveis, definitivamente, é um mau indício pra sua noite.
Por isso que a idéia de liberar thrillers para a faixa dos 7 anos em diante me fascina. Ah, se eu tivesse um cinema... um cineminha só...
("O Iluminado", "Laranja Mecânica" e "Platoon" seriam as estréias da matinê)
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Random list: Madredeus - Tarde, por favor
22.11.02
Anestesia
Poucas coisas me tiram a vontade de sorrir. Poucas mesmo. Há quem me chame de boba, alegre demais, (se eu estiver de boa) tontona, mas eu não ligo. Rir (dizem, espero q não seja conto do vigário) previne o envelhecimento, além de atrair boas energias das pessoas que nos rodeiam. Também ajuda aquele mal humorado incorrigível a pegar no tranco de vez em quando e soltar uma gargalhada. Bom pra ele.
Me sinto muito bem quando percebo que consigo fazer alguém sorrir.
Me sentiria melhor ainda se conseguisse rir de mim mesma um pouco mais.
Andar de sombrinha sem perceber que a chuva já parou, esperar para atravessar a rua e não se tocar que o semáforo está vermelho há (muito) tempo, vestir jaleco pra dar aula, imaginar a peixera na cinta e pedir aos alunos “alcatra, patinho ou costela?”... Há que se dosar, por outro lado, pra não parecer uma eterna criança. Uma boba, alegre demais, tonta. Excessos, como diria a minha mãe (e a sua também, certeza), são um perigo.
Assim como é um perigo danado você perceber, de repente, que não tem mais muita vontade de fazer as pessoas sorrirem. Que o músculo da face não faz o mínimo esforço para se alongar – e, se é “preciso”, nada menos excitante.
Poodles me tiram o humor. Poodles fazendo cocô na via pública, sob a complacência de suas donas, mais ainda. E mais algumas coisas, estou com preguiça de explicar.
Hmmmmmm... taí. Preguiça. Estou com preguiça de sentir, com preguiça de me preocupar, com preguiça de...
“Como tiveste a coragem de enrolar teus humildes leitores neste tempo, terás uma tarde longa, sonífera e de criatividade ainda mais miserável”, disse O criador à criatura impassível.
“Piedade!”, gritou seu tcc, amuado num canto escuro do quarto.
.....................................
Por isso que às vezes eu adoro dormir. Pena que alguns sonhos são muito rápidos, queria que durassem mais, sabe?
*
Random list: Cranberries – Empty
Poucas coisas me tiram a vontade de sorrir. Poucas mesmo. Há quem me chame de boba, alegre demais, (se eu estiver de boa) tontona, mas eu não ligo. Rir (dizem, espero q não seja conto do vigário) previne o envelhecimento, além de atrair boas energias das pessoas que nos rodeiam. Também ajuda aquele mal humorado incorrigível a pegar no tranco de vez em quando e soltar uma gargalhada. Bom pra ele.
Me sinto muito bem quando percebo que consigo fazer alguém sorrir.
Me sentiria melhor ainda se conseguisse rir de mim mesma um pouco mais.
Andar de sombrinha sem perceber que a chuva já parou, esperar para atravessar a rua e não se tocar que o semáforo está vermelho há (muito) tempo, vestir jaleco pra dar aula, imaginar a peixera na cinta e pedir aos alunos “alcatra, patinho ou costela?”... Há que se dosar, por outro lado, pra não parecer uma eterna criança. Uma boba, alegre demais, tonta. Excessos, como diria a minha mãe (e a sua também, certeza), são um perigo.
Assim como é um perigo danado você perceber, de repente, que não tem mais muita vontade de fazer as pessoas sorrirem. Que o músculo da face não faz o mínimo esforço para se alongar – e, se é “preciso”, nada menos excitante.
Poodles me tiram o humor. Poodles fazendo cocô na via pública, sob a complacência de suas donas, mais ainda. E mais algumas coisas, estou com preguiça de explicar.
Hmmmmmm... taí. Preguiça. Estou com preguiça de sentir, com preguiça de me preocupar, com preguiça de...
“Como tiveste a coragem de enrolar teus humildes leitores neste tempo, terás uma tarde longa, sonífera e de criatividade ainda mais miserável”, disse O criador à criatura impassível.
“Piedade!”, gritou seu tcc, amuado num canto escuro do quarto.
.....................................
Por isso que às vezes eu adoro dormir. Pena que alguns sonhos são muito rápidos, queria que durassem mais, sabe?
*
Random list: Cranberries – Empty
21.11.02
Sem título
Numa época bem remota da minha infância eu acreditava em Papai Noel. Tanto que mantinha aqueles rituais de deixar chinelinho na beira da árvore, junto aos do maninho, pro velho botar os presentes lá. Até medo de ficar acordada depois da meia-noite eu tinha. Ô, dó.
Mais que isso: deixava lanche pra figura.
==Você pode se perguntar, galhofoso: "(Que mané!, etc) Uau, em que mais essa pirralha acreditava?!, yah yah yah" (minha vingança)===
It isn't toy, no!, eu também acreditava na Mamãe Noel. Resultado: com minha destreza ímpar em preparar sucos e afins, meus pais tiham de comer e beber tudinho, na madruga, na surdina, pra não acabar com o sonho de Natal.
Eu acho que 'só' por isso eles já vão pro céu. Têm traumas de Tang laranja e uva até hoje, os pobres.
...........................................................
Na minha primeira tarde de liberdade condicional (pq tenho meus pupilos), vi uma decoração natalina linda. E olha q nada mais kitsch que aquelas bolotas douradas com vermelhas, com serpentina (?!) em alguns pinheiros da terra de São Nunca (a bem da verdade q, pra esses fabricantes de meia caneca, "tuia" deve ser algum resmungo de criança), papais noéis (suei frio agora) de plástico brasileño...bem, já deu pra imaginar, não subestimo ninguém.
Mas também nada mais estranho q o sentimento q, depois de uma certa idade, eu passei a guardar em relação ao Natal. Apesar de a família toda junta, ela se tornou uma data triste, de uma forma que é simplesmente impossível explicar. Talvez seja a vontade de nunca ter saído da infância, do colo da mãe, das conversas do pai, do leite quente preparado pelos avós, dos conselhos do - e para o - irmão, do quarto sempre arrumado (hehe, república é pho-da), da tola perspectiva de que as responsabilidades estavam muuuito distantes.
Bastante incoerente pra quem sonhou em viver independente. Cócegas. Faz-mas.
Acho tbm q é a época em q fico mais emo-butter (sim, e daí?) aos problemas sociais. À criança pobre (não atendida pelo Rrrrrrrrronaldinho) que anda descalça e sem roupa na rua, à mãe que se desespera pq acabou o feijão, ou pq o papelão do dia não deu pra pagar o leite. Já vi muito disso numas vilas bem pobres, e o contraste é insuportável em tempos de bom velhinho.
Não, eu não acredito em Xuxa. Nosso IDH é mais que merecido, panacas de Brasília.
Enquanto isso, definitivamente, eu não queria estar segurando a outra ponta da corda.
(hmmmm, acabou o estoque de serotonina, isso é um perigo)
Se alguém me provar que estou errada, agradeço.Mas, por favor: seja convincente, pq eu sou dose pra macaco.
*
Random: Pink Floyd - Just ask
Numa época bem remota da minha infância eu acreditava em Papai Noel. Tanto que mantinha aqueles rituais de deixar chinelinho na beira da árvore, junto aos do maninho, pro velho botar os presentes lá. Até medo de ficar acordada depois da meia-noite eu tinha. Ô, dó.
Mais que isso: deixava lanche pra figura.
==Você pode se perguntar, galhofoso: "(Que mané!, etc) Uau, em que mais essa pirralha acreditava?!, yah yah yah" (minha vingança)===
It isn't toy, no!, eu também acreditava na Mamãe Noel. Resultado: com minha destreza ímpar em preparar sucos e afins, meus pais tiham de comer e beber tudinho, na madruga, na surdina, pra não acabar com o sonho de Natal.
Eu acho que 'só' por isso eles já vão pro céu. Têm traumas de Tang laranja e uva até hoje, os pobres.
...........................................................
Na minha primeira tarde de liberdade condicional (pq tenho meus pupilos), vi uma decoração natalina linda. E olha q nada mais kitsch que aquelas bolotas douradas com vermelhas, com serpentina (?!) em alguns pinheiros da terra de São Nunca (a bem da verdade q, pra esses fabricantes de meia caneca, "tuia" deve ser algum resmungo de criança), papais noéis (suei frio agora) de plástico brasileño...bem, já deu pra imaginar, não subestimo ninguém.
Mas também nada mais estranho q o sentimento q, depois de uma certa idade, eu passei a guardar em relação ao Natal. Apesar de a família toda junta, ela se tornou uma data triste, de uma forma que é simplesmente impossível explicar. Talvez seja a vontade de nunca ter saído da infância, do colo da mãe, das conversas do pai, do leite quente preparado pelos avós, dos conselhos do - e para o - irmão, do quarto sempre arrumado (hehe, república é pho-da), da tola perspectiva de que as responsabilidades estavam muuuito distantes.
Bastante incoerente pra quem sonhou em viver independente. Cócegas. Faz-mas.
Acho tbm q é a época em q fico mais emo-butter (sim, e daí?) aos problemas sociais. À criança pobre (não atendida pelo Rrrrrrrrronaldinho) que anda descalça e sem roupa na rua, à mãe que se desespera pq acabou o feijão, ou pq o papelão do dia não deu pra pagar o leite. Já vi muito disso numas vilas bem pobres, e o contraste é insuportável em tempos de bom velhinho.
Não, eu não acredito em Xuxa. Nosso IDH é mais que merecido, panacas de Brasília.
Enquanto isso, definitivamente, eu não queria estar segurando a outra ponta da corda.
(hmmmm, acabou o estoque de serotonina, isso é um perigo)
Se alguém me provar que estou errada, agradeço.Mas, por favor: seja convincente, pq eu sou dose pra macaco.
*
Random: Pink Floyd - Just ask
20.11.02
19.11.02
Il pleut, fazê o quê?
Hoje foi aniversário da minha mãe. Queria poder escrever algo decente pra ela, mas meu bom senso foi mais forte e me impediu de assassinar a memória dos poetas. Hmm. Foi em prosa mesmo, e pela primeira vez, desde que saí de casa, me emocionei por não poder lhe dar um abraço.
Gozado que eu e ela vamos cada vez mais velhas, distantes e dependentes uma da outra.
Que bom.
*
Pra não citar mais o assunto família por ora, lembro de um termo q meu vô usa pra "chuva forte, enxurrada, dilúvio": borrasca. Se realmente eu fizer uma especialização em Língua Portuguesa, vou ver se a Gramática Histórica me explica de que ninho de tiranossauro Rex ele tirou o termo.
Pois bem. Seguem aqui dicas pobres, mas limpinhas, de como enfrentar a borrasca antes e depois de sair de casa:
1-) Não confie no sol furtivo da manhã. Depois dos felinos de toda espécie, ele pode ser traidor ao longo do dia e rir na sua cara.
2-) Ao menor sinal de uma nuvenzinha tímida, não se intimide: sombrinha (ou guarda-chuva, se vc não se assumiu ainda) a postos. Detesto com todo o meu coração carregá-la, mas vc é bem mais criativo e pode pensar em locais q não o braço de levá-la. Ex.: cintura, meia, atrás da orelha.
3-) Sua sombrinha não tem o Certificado ISO? Es de buena calidad? Hmm, eu sei, tbm te enganaram. Mas não se desespere, agora que você está finalmente
4-) na borrasca! (em BG: qqr trilha da Família Adams) Converse com ela, fazendo-a abrir a novas idéias: pra que lembrá-la de que é um mero...objeto? Se ainda assim ela embirrar e quiser imitar motocicleta empinada com vento na fuça, seja incisivo. Ameace com o lixo, sem dó. Psicotapa é perigoso: ela pode não se recuperar nem com os médicos q aparecem na rua em dias de chuva (tem um monte lá na calçada da Americanas, viu, pobres de plantão?), ou tentar furar seu olho como vingança.
5-) Evite sapatos de couro, bem como sandálias, chinelinhos ou tênis novos. Mim amigo, mas borrasca não gostar deles.Se vc acordar com aquele ímpeto de usar algo diferente nos pés (menos pantufa, aí é covardia), desconfie e olhe com cara de "te pegueeeei!" praquela nuvenzinha bisbilhoteira. É o sinal de q vc precisava.
6-) Finalmente, se vc chegou ileso até aqui, não ande próximo a meio-fio (quem souber o plural disso ganha trufa Da Irmandade ®). Nem confie na bondade do velho ao volante, lembre-se: ele enxerga mal à noite - pessoas e poças de água. Morram, seus barbeiros de asilo.
Mas co-le-ga, se você não é um assalariado, ou se matou seus pais, ficou com a herança e a polícia jura que foi a empregada, simplesmente mande a chuva à merda e fique em casa vendo filme, comendo porcaria, sedentário até a joanete. Mas feliz, né, seu varizento?
...........................................................
No fone: Belle&Sebastian - Waiting for the moon to rise
Hoje foi aniversário da minha mãe. Queria poder escrever algo decente pra ela, mas meu bom senso foi mais forte e me impediu de assassinar a memória dos poetas. Hmm. Foi em prosa mesmo, e pela primeira vez, desde que saí de casa, me emocionei por não poder lhe dar um abraço.
Gozado que eu e ela vamos cada vez mais velhas, distantes e dependentes uma da outra.
Que bom.
*
Pra não citar mais o assunto família por ora, lembro de um termo q meu vô usa pra "chuva forte, enxurrada, dilúvio": borrasca. Se realmente eu fizer uma especialização em Língua Portuguesa, vou ver se a Gramática Histórica me explica de que ninho de tiranossauro Rex ele tirou o termo.
Pois bem. Seguem aqui dicas pobres, mas limpinhas, de como enfrentar a borrasca antes e depois de sair de casa:
1-) Não confie no sol furtivo da manhã. Depois dos felinos de toda espécie, ele pode ser traidor ao longo do dia e rir na sua cara.
2-) Ao menor sinal de uma nuvenzinha tímida, não se intimide: sombrinha (ou guarda-chuva, se vc não se assumiu ainda) a postos. Detesto com todo o meu coração carregá-la, mas vc é bem mais criativo e pode pensar em locais q não o braço de levá-la. Ex.: cintura, meia, atrás da orelha.
3-) Sua sombrinha não tem o Certificado ISO? Es de buena calidad? Hmm, eu sei, tbm te enganaram. Mas não se desespere, agora que você está finalmente
4-) na borrasca! (em BG: qqr trilha da Família Adams) Converse com ela, fazendo-a abrir a novas idéias: pra que lembrá-la de que é um mero...objeto? Se ainda assim ela embirrar e quiser imitar motocicleta empinada com vento na fuça, seja incisivo. Ameace com o lixo, sem dó. Psicotapa é perigoso: ela pode não se recuperar nem com os médicos q aparecem na rua em dias de chuva (tem um monte lá na calçada da Americanas, viu, pobres de plantão?), ou tentar furar seu olho como vingança.
5-) Evite sapatos de couro, bem como sandálias, chinelinhos ou tênis novos. Mim amigo, mas borrasca não gostar deles.Se vc acordar com aquele ímpeto de usar algo diferente nos pés (menos pantufa, aí é covardia), desconfie e olhe com cara de "te pegueeeei!" praquela nuvenzinha bisbilhoteira. É o sinal de q vc precisava.
6-) Finalmente, se vc chegou ileso até aqui, não ande próximo a meio-fio (quem souber o plural disso ganha trufa Da Irmandade ®). Nem confie na bondade do velho ao volante, lembre-se: ele enxerga mal à noite - pessoas e poças de água. Morram, seus barbeiros de asilo.
Mas co-le-ga, se você não é um assalariado, ou se matou seus pais, ficou com a herança e a polícia jura que foi a empregada, simplesmente mande a chuva à merda e fique em casa vendo filme, comendo porcaria, sedentário até a joanete. Mas feliz, né, seu varizento?
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No fone: Belle&Sebastian - Waiting for the moon to rise
17.11.02
Palmeiras perde e cai para 2ª Divisão
Salvador - O Palmeiras lutou mas não deu. A equipe perdeu para o Vitória por 4 a 3, neste domingo, no Barradão, em Salvador; atingiu apenas 27 pontos no campeonato e acabou rebaixado para a Segunda Divisão, no maior vexame na história de 88 anos do clube. A rodada foi terrível para um segundo paulista. A Portuguesa perdeu por 4 a 2 para o Bahia. O time da Portuguesa permaneceu com 27 pontos e também caiu.(AE)
...........................................................
(10 segundos de silêncio, por favor)
heheheheh....Realmente, as coisas mais simples podem trazer uma satisfação i-ne-nar-rá-vel. Da Lusa eu prometo jamais tirar sarro, em respeito à família. MAs ao VerdÃO...epa, isso faz rima! Sim!
...........................................................
"Serás esquecida na mágica noite de Natal se chutares cãezinhos mortos (o pedigree não conta) e te orgulhares disso, minha filha", disse Noel àquela zombadora sem coração.
Salvador - O Palmeiras lutou mas não deu. A equipe perdeu para o Vitória por 4 a 3, neste domingo, no Barradão, em Salvador; atingiu apenas 27 pontos no campeonato e acabou rebaixado para a Segunda Divisão, no maior vexame na história de 88 anos do clube. A rodada foi terrível para um segundo paulista. A Portuguesa perdeu por 4 a 2 para o Bahia. O time da Portuguesa permaneceu com 27 pontos e também caiu.(AE)
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(10 segundos de silêncio, por favor)
heheheheh....Realmente, as coisas mais simples podem trazer uma satisfação i-ne-nar-rá-vel. Da Lusa eu prometo jamais tirar sarro, em respeito à família. MAs ao VerdÃO...epa, isso faz rima! Sim!
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"Serás esquecida na mágica noite de Natal se chutares cãezinhos mortos (o pedigree não conta) e te orgulhares disso, minha filha", disse Noel àquela zombadora sem coração.
Sunday Morning
Sunday morning, praise the dawning
It's just a restless feeling by my side
Early dawning, Sunday morning
It's just the wasted years so close behind
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Sunday morning and I'm falling
I've got a feeling I don't want to know
Early dawning, Sunday morning
It's all the streets you crossed, not so long ago
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Sunday morning
Sunday morning
Sunday morning
(Velvet Underground)
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Eu quero ir embora.
Sunday morning, praise the dawning
It's just a restless feeling by my side
Early dawning, Sunday morning
It's just the wasted years so close behind
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Sunday morning and I'm falling
I've got a feeling I don't want to know
Early dawning, Sunday morning
It's all the streets you crossed, not so long ago
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call It's nothing at all
Sunday morning
Sunday morning
Sunday morning
(Velvet Underground)
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Eu quero ir embora.
Girl, interrupted
Acho que já sei o que pedir ao bom velhinho: um videocassete novo, ou uma assinatura Net, só pra não ter q assistir às versões Marshmelow da TV. Sai, mizifi.
Falar nisso, não recomendo "Garota, interrompida" dublado. As vozes da Winona Rider (Uinona, segundo o off da Globo) e da Angelina Jolie, até agora, não distingui se eram de molequinhos de 12 anos ou de menininhas birrentas (não q uma coisa exclua a outra, vero). Ou de dois sagüis. É, acho q eram dois sagüis treinados pelo Spielberg. Matei!
Gozado q qdo vi esse filme no cinema, bateu um sono... enorme, lá pela metade. Hoje, deu até pra tentar uma análise (não alcóolica!) das personagens. E, de quebra, tirar o encosto preconceituoso q me deixava perplexa pela Angelina ter faturado o Oscar de coadjuvante... uou...
Trilha (essa é mesmo!) : Petula Clark - Downtown
Acho que já sei o que pedir ao bom velhinho: um videocassete novo, ou uma assinatura Net, só pra não ter q assistir às versões Marshmelow da TV. Sai, mizifi.
Falar nisso, não recomendo "Garota, interrompida" dublado. As vozes da Winona Rider (Uinona, segundo o off da Globo) e da Angelina Jolie, até agora, não distingui se eram de molequinhos de 12 anos ou de menininhas birrentas (não q uma coisa exclua a outra, vero). Ou de dois sagüis. É, acho q eram dois sagüis treinados pelo Spielberg. Matei!
Gozado q qdo vi esse filme no cinema, bateu um sono... enorme, lá pela metade. Hoje, deu até pra tentar uma análise (não alcóolica!) das personagens. E, de quebra, tirar o encosto preconceituoso q me deixava perplexa pela Angelina ter faturado o Oscar de coadjuvante... uou...
Trilha (essa é mesmo!) : Petula Clark - Downtown
16.11.02
Você é feliz?
Fazia tempo que não assistia a um Globo Repórter. O do Lula eu bem que tentei, mas só faltava o baldinho pra tanto leite que a emissora ordenhava, credo.
Hoje, na falta de opções e de ânimo* pra me mover do sofá, retomei aquilo q já foi um hábito em família (porque nós somos pele-vermelha!).
Era sobre a felicidade. Hmmm, interessante, q roupagem será que deram? É q já fiz (mais um grupo de três meninas da minha sala) um documentário sobre o tema pra rádio, mas não bateu muito com o que tinha idealizado. No fim foi até legal - confesso que fazer pesquisa sonora pra esses trampos temáticos é muito, mas muito divertido. Hoje eu notei isso no da Globo, mas, é claro (até pelo espaço/tecnologia/portanto grana/estrutura utilizados), com uma abrangência bem maior de gêneros musicais. Do rock ao hip hop, do dance ao samba. Curti. Não fosse o fato de escolherem um economista pra falar do que é felicidade na cabeça das pessoas (Eduardo Gianetti, o tal), acharia tudo na medida. Sem radicalizar - mas é q o homem palpitava demais, só faltava vestir uma camiseta de Veja Lima Limão durante as entrevistas ... bem...
Difícil definir felicidade, não? É tão ampla, ao mesmo tempo tão incompleta a noção que temos dela...Tão ligada a valores, crenças, ideologias e o escambau, que, pelo menos eu, seria a inimiga número um da objetividade (ela He-Man, eu Esqueleto) se tentasse explicá-la em poucas palavras. Simples demais, taí a complexidade. Mas o q me chamou a atenção (na verdade, me deu um soquinho no baço) foi o resultado de uma pesquisa, segundo a qual nós nascemos felizes, 'perdemos' o sentimento na idade adulta e o retomamos (eu questiono) na velhice. Ou seja: estou caminhando para o meio da estrada. Animador! (deixa eu pôr Radioheah aqui pra "levantar o astral", "sacudir a poeira", "espantar os maus fluidos", que detesto superstição).
Mas não passo debaixo de escada nem f*.
.................................................................................
"O sarcasmo será aliado para o resto de teus dias e rastejará contigo até a casa da serpente irônica viciada em cafeína", disse Deus a Eva, quando informado de que ela faria jornalismo.
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*o desânimo a que a autora se refere é o do tipo muscular. "Jamais subestime uma aula de alongamento!", ela alerta.
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No fone, quase fora da trilha: Cake - I will survive
Fazia tempo que não assistia a um Globo Repórter. O do Lula eu bem que tentei, mas só faltava o baldinho pra tanto leite que a emissora ordenhava, credo.
Hoje, na falta de opções e de ânimo* pra me mover do sofá, retomei aquilo q já foi um hábito em família (porque nós somos pele-vermelha!).
Era sobre a felicidade. Hmmm, interessante, q roupagem será que deram? É q já fiz (mais um grupo de três meninas da minha sala) um documentário sobre o tema pra rádio, mas não bateu muito com o que tinha idealizado. No fim foi até legal - confesso que fazer pesquisa sonora pra esses trampos temáticos é muito, mas muito divertido. Hoje eu notei isso no da Globo, mas, é claro (até pelo espaço/tecnologia/portanto grana/estrutura utilizados), com uma abrangência bem maior de gêneros musicais. Do rock ao hip hop, do dance ao samba. Curti. Não fosse o fato de escolherem um economista pra falar do que é felicidade na cabeça das pessoas (Eduardo Gianetti, o tal), acharia tudo na medida. Sem radicalizar - mas é q o homem palpitava demais, só faltava vestir uma camiseta de Veja Lima Limão durante as entrevistas ... bem...
Difícil definir felicidade, não? É tão ampla, ao mesmo tempo tão incompleta a noção que temos dela...Tão ligada a valores, crenças, ideologias e o escambau, que, pelo menos eu, seria a inimiga número um da objetividade (ela He-Man, eu Esqueleto) se tentasse explicá-la em poucas palavras. Simples demais, taí a complexidade. Mas o q me chamou a atenção (na verdade, me deu um soquinho no baço) foi o resultado de uma pesquisa, segundo a qual nós nascemos felizes, 'perdemos' o sentimento na idade adulta e o retomamos (eu questiono) na velhice. Ou seja: estou caminhando para o meio da estrada. Animador! (deixa eu pôr Radioheah aqui pra "levantar o astral", "sacudir a poeira", "espantar os maus fluidos", que detesto superstição).
Mas não passo debaixo de escada nem f*.
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"O sarcasmo será aliado para o resto de teus dias e rastejará contigo até a casa da serpente irônica viciada em cafeína", disse Deus a Eva, quando informado de que ela faria jornalismo.
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*o desânimo a que a autora se refere é o do tipo muscular. "Jamais subestime uma aula de alongamento!", ela alerta.
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No fone, quase fora da trilha: Cake - I will survive
14.11.02
Azia
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café ouvindo você suspirar
e dizendo que eu sou o causador da tua insônia
(Jota Quest - Só hoje)
- Tá bem, tá bem, não é a indicação perfeita, a contar pelos chatos-malas da banda -
Mas co-le-gui-nha, cá entre nós: se você é um(a) indefinido(a) sentimental, ou se espera ansiosamente ser correspondido por aquele(a) mala que desconhece a sua existência, de fato. A indicação é bem imperfeita: dizem que pode trazer efeitos colaterais.
Se você já achou sua cara metade, se já tem com quem dividir o mesmo travesseiro sem brigar por isso, se chega em casa e alguém (que não amigos/parentes/vizinhos) lhe espera pra ouvir como foi seu dia...Enfim, aquela criatura única no mundo a quem você chamaria meu buzuzu, tchutchuco, meu neném (atenção: a flexão ÉM aqui se faz obrigatória), bunitinhu, ou ainda o tradicional mô, se você tem tudo isso, meu chapa, vá se foder, estou muito feliz por você.
Bah, acho que esses lanches não me afetam mais só o digestivo.
...................................................................................
Falar em digestão, olha só o que cada louco anda fazendo. Se a moda pega...
No fone: Grateful Dead - Can't come down
(porque nós não amamos Jota Quest)
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café ouvindo você suspirar
e dizendo que eu sou o causador da tua insônia
(Jota Quest - Só hoje)
- Tá bem, tá bem, não é a indicação perfeita, a contar pelos chatos-malas da banda -
Mas co-le-gui-nha, cá entre nós: se você é um(a) indefinido(a) sentimental, ou se espera ansiosamente ser correspondido por aquele(a) mala que desconhece a sua existência, de fato. A indicação é bem imperfeita: dizem que pode trazer efeitos colaterais.
Se você já achou sua cara metade, se já tem com quem dividir o mesmo travesseiro sem brigar por isso, se chega em casa e alguém (que não amigos/parentes/vizinhos) lhe espera pra ouvir como foi seu dia...Enfim, aquela criatura única no mundo a quem você chamaria meu buzuzu, tchutchuco, meu neném (atenção: a flexão ÉM aqui se faz obrigatória), bunitinhu, ou ainda o tradicional mô, se você tem tudo isso, meu chapa, vá se foder, estou muito feliz por você.
Bah, acho que esses lanches não me afetam mais só o digestivo.
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Falar em digestão, olha só o que cada louco anda fazendo. Se a moda pega...
No fone: Grateful Dead - Can't come down
(porque nós não amamos Jota Quest)
hehe, cada coisa...
Agora há pouco ouvia o "Cantada", da Adriana Calcanhotto, devidamente sugado da web com um fone de ouvido. Num dos ouvidos, somente - vai q alguém chama? Odeio a síndrome do "vitrooooooooola" - de surda já chega eu beuda. Mas a música tem q ter uma determinada sincronia, né, bambini? Sabe qdo parece q alguém canta junto, mas não exatamente "junto"? Taum, de adiantado já basta o meu vô rezando o Pai Nosso...baum...Chefia duas mesas à eaquerda, CD à mão. Qdo perguntei, era o dito, e falta de sincronia, na verdade, era a mesma música alguns segundos atrasada...U-O-U.
* * *
Agora há pouco ouvia o "Cantada", da Adriana Calcanhotto, devidamente sugado da web com um fone de ouvido. Num dos ouvidos, somente - vai q alguém chama? Odeio a síndrome do "vitrooooooooola" - de surda já chega eu beuda. Mas a música tem q ter uma determinada sincronia, né, bambini? Sabe qdo parece q alguém canta junto, mas não exatamente "junto"? Taum, de adiantado já basta o meu vô rezando o Pai Nosso...baum...Chefia duas mesas à eaquerda, CD à mão. Qdo perguntei, era o dito, e falta de sincronia, na verdade, era a mesma música alguns segundos atrasada...U-O-U.
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12.11.02
Morpheu de uma figa
Manhãs passadas em casa, definitivamente, não fazem o meu tipo. A bem da verdade que ainda o desconheço (oh, mundo cruel), mas já deu pra eu perceber que acordar tarde tem lá as suas vantagens... no fim de semana. E só no sábado, pq domingo tem trampo.
Hoje teria sido igual – o rádio desligado umas 12 vezes, o olho inchado, o sentimento “ai, me ferrei de novo”, e outros detalhes igualmente interessantes -, não fosse o fato de eu me lembrar do sonho. Mais que isso: lembrar dos sentimentos que eu tive durante o sonho. Isso é raro de acontecer comigo, mas sempre q vem, parece q algo me deixa estranha depois.
Sonhei com uma amigona minha, daquelas de ser praticamente da família, de se chamar de “minha irmãzinha”, por aí vai. Não nos vemos há um bom tempo; eu vim fazer facul, ela foi trabalhar em uma livraria, na tediosa Ourinhos. Quando a encontrei, procurando por um dicionário de francês, estranhei aquele uniforme, mas a gargalhada era a mesma (não por acaso, éramos as tontas do colégio, mas felizes, talvez sem saber). Ver a infância e a adolescência desembocarem de maneira tão distinta me deu um nó na garganta. “Vou ser uma advogada ferrada, você vai ver!”, ela me dizia. Eu vi. Mas não exatamente uma dotôra.
No sonho, ela vinha me visitar numa Londrina com metrôs. Non sense de cara, mas pouco importa...Agora eu fico sem saber o porquê de estar me sentindo meio saudosa, meio preocupada, meio triste pelo sonho, pelos sentimentos do sonho.Não acredito em recados dados dessa forma inconsciente, mas sei lá, umas coisas do tipo já aconteceram e eu não gostaria de repetir a dose – ainda mais que a dose me deixa apreensiva.
Ish’alla, é melhor fincar os pés logo, antes que o metrô me leve, e com aquele fantasmão dentro: lembra-se de Ghost??!
**********
No fone: "Sister", Nixons
Manhãs passadas em casa, definitivamente, não fazem o meu tipo. A bem da verdade que ainda o desconheço (oh, mundo cruel), mas já deu pra eu perceber que acordar tarde tem lá as suas vantagens... no fim de semana. E só no sábado, pq domingo tem trampo.
Hoje teria sido igual – o rádio desligado umas 12 vezes, o olho inchado, o sentimento “ai, me ferrei de novo”, e outros detalhes igualmente interessantes -, não fosse o fato de eu me lembrar do sonho. Mais que isso: lembrar dos sentimentos que eu tive durante o sonho. Isso é raro de acontecer comigo, mas sempre q vem, parece q algo me deixa estranha depois.
Sonhei com uma amigona minha, daquelas de ser praticamente da família, de se chamar de “minha irmãzinha”, por aí vai. Não nos vemos há um bom tempo; eu vim fazer facul, ela foi trabalhar em uma livraria, na tediosa Ourinhos. Quando a encontrei, procurando por um dicionário de francês, estranhei aquele uniforme, mas a gargalhada era a mesma (não por acaso, éramos as tontas do colégio, mas felizes, talvez sem saber). Ver a infância e a adolescência desembocarem de maneira tão distinta me deu um nó na garganta. “Vou ser uma advogada ferrada, você vai ver!”, ela me dizia. Eu vi. Mas não exatamente uma dotôra.
No sonho, ela vinha me visitar numa Londrina com metrôs. Non sense de cara, mas pouco importa...Agora eu fico sem saber o porquê de estar me sentindo meio saudosa, meio preocupada, meio triste pelo sonho, pelos sentimentos do sonho.Não acredito em recados dados dessa forma inconsciente, mas sei lá, umas coisas do tipo já aconteceram e eu não gostaria de repetir a dose – ainda mais que a dose me deixa apreensiva.
Ish’alla, é melhor fincar os pés logo, antes que o metrô me leve, e com aquele fantasmão dentro: lembra-se de Ghost??!
**********
No fone: "Sister", Nixons
Compro composto...
... Desde que contenha entre os ingredientes uma forte dose de motivação, com uma pitada boa de disposição física e dois dedos de perspectiva futura (foda-se se isso for redundante).
Pegamos em domicílio, sem bicar, louro.
É só dar a mão.
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Por que as madrugadas não podem ser mais simples?
Ahn?
... Desde que contenha entre os ingredientes uma forte dose de motivação, com uma pitada boa de disposição física e dois dedos de perspectiva futura (foda-se se isso for redundante).
Pegamos em domicílio, sem bicar, louro.
É só dar a mão.
.......................................................................
Por que as madrugadas não podem ser mais simples?
Ahn?
8.11.02
Pequenos prazeres londrinenses
capítulo de hoje: O BOLO
Esqueçam a trufa de maracujá.
(até porque já achei um mala pra me pegar no pé, a respeito dessa, hmm, mania que tenho uma semana em cada mês.)
O pegapacapá, tudibom (sai, Cesa), bicho da goiaba mesmo é um bolo trufado, com chocolate branco e preto, que eu comprei hoje aqui na Pequena Londres. São essas pequenas tentações, junto com alguns momentos memoráveis das estripulias noctívagas (quem vê pensa), que me fazem rever a idéia de deixar esta cidade, um dia.Vai saber o dia de amanhã, né, meu filho?
O último a chegar é mulher do PC Farias, ou amante da Hebe.Mnhammmmm....
capítulo de hoje: O BOLO
Esqueçam a trufa de maracujá.
(até porque já achei um mala pra me pegar no pé, a respeito dessa, hmm, mania que tenho uma semana em cada mês.)
O pegapacapá, tudibom (sai, Cesa), bicho da goiaba mesmo é um bolo trufado, com chocolate branco e preto, que eu comprei hoje aqui na Pequena Londres. São essas pequenas tentações, junto com alguns momentos memoráveis das estripulias noctívagas (quem vê pensa), que me fazem rever a idéia de deixar esta cidade, um dia.Vai saber o dia de amanhã, né, meu filho?
O último a chegar é mulher do PC Farias, ou amante da Hebe.Mnhammmmm....
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