Eu já torci pra que pedras se transformassem em pedregulhos, e pedregulhos, em grãos de areia. Hoje, torço pra que a tempestade de areia se transforme numa brisa que não me intimide a abrir os olhos pela manhã. É muito ruim a sensação.
* * *
É ruim também você chegar à conclusão de que consciência tranqüila pode colocá-lo em verdadeiras frias. Hoje não me sinto madura o suficiente pra lidar com isso - volta e meia, algumas situações da vida me apertam o peito e me dão medo, um medo estranho porque me dá vergonha de expô-lo. O resultado é sempre aquele sentimento que me acompanha desde sempre: qual minha função no mundo? Felicidade plena existe, mesmo? Que caminho tomar, dentre tantos, e em tantas esferas da vida? Perguntas sem resposta. Eu acreditei até há um tempo que seria a melhor analista de mim mesma - hoje, é dificil não acreditar que é o mundo que precisa de análise, mas se recusa a receber.
* * *
É como se o caminho torto fosse a reta da direita, com uma placa indicando "perigo - mas siga adiante".
É como se tudo o que eu sonhei como forma de vida me mostrasse uma face que, embora não de todo desconhecida, se revelasse mais feia do que eu podia supor. Como uma tempestade de areia.
* * *
Na reta oposta, a placa que me ajuda a abrir os olhos, de certa forma. "Feche os olhos e sinta-se a salvo".
* * *
random: The magic numbers - This is a song
I lie awake in the dark
Lost in the beat of my heart
Well baby look over your shoulder
you're not alone in this love
27.5.07
4.5.07
primavera no outono
Porque, apesar de tudo, tem sempre uma luz chamada afeto no fim do túnel - um par de meias quentes numa noite fria; uma lembrança viva o suficiente pra afastar a solidão.
Porque, apesar de tudo, você acorda e sorri - deixa pra lembrar da adversidade quando, nota, ela já nem é tão grande assim. Ou, pelo menos, não afeta tanto quanto o afetava há um tempo.
Porque sente o que de fato quer dizer aquela palavra tão portuguesa, e tão cheia de sentido somente ao ente querido. E porque, percebe, é um sentimento que em dose aplacável a curto prazo pode ser até instigante aos sentidos. Aplacável; findo, jamais. Feliz ou infelizmente? Nunca vou saber.
Por isso tudo - e mais um pouco bem generoso - a gente "escarafuncha" a vida, e, querendo, transforma os paralelepípedos em pedregulhos. Quiçá, em grãos de areia. O importante é não tropeçar neles. Eu juro que tento - pelo menos já tenho os pés aquecidos, em caso de friagem.
* * *
random: Double Feature - Camera Obscura
Porque, apesar de tudo, você acorda e sorri - deixa pra lembrar da adversidade quando, nota, ela já nem é tão grande assim. Ou, pelo menos, não afeta tanto quanto o afetava há um tempo.
Porque sente o que de fato quer dizer aquela palavra tão portuguesa, e tão cheia de sentido somente ao ente querido. E porque, percebe, é um sentimento que em dose aplacável a curto prazo pode ser até instigante aos sentidos. Aplacável; findo, jamais. Feliz ou infelizmente? Nunca vou saber.
Por isso tudo - e mais um pouco bem generoso - a gente "escarafuncha" a vida, e, querendo, transforma os paralelepípedos em pedregulhos. Quiçá, em grãos de areia. O importante é não tropeçar neles. Eu juro que tento - pelo menos já tenho os pés aquecidos, em caso de friagem.
* * *
random: Double Feature - Camera Obscura
Marcadores:
auto-service
25.3.07
desfibrilador! desfibrilador!
Um dia eu escrevi nalgum lugar sobre a paixão pelo coração tranqüilo.
Mas o coração descompassado é que me mostra, na verdade, o quanto estou viva.
* * *
random: Fico assim sem você - Adriana Partimpim
Mas o coração descompassado é que me mostra, na verdade, o quanto estou viva.
* * *
random: Fico assim sem você - Adriana Partimpim
20.3.07
on/off
Quando eu era criança, capa da invisibilidade e máquina do tempo eram as grandes piras por uma nação mirim mais feliz. Ê, se eram.
Na adolescência, o decodificador de pensamentos até me soava como uma boa aquisição no bloco de três pedidos ao gênio do copo d'água. Não, eu não usava nada de ilícito, apesar de o vício em café ter se consolidado nessa fase - mãos trêmulas em dias de prova, cruzes, que o digam -, apesar de eu ter gostado, e bastante, de curaçao blue com sorvete de limão. Céus.
Algumas decepções me alertaram pro perigo de um decodificador desses; a máquina de teletransporte ganhou espaço (a bem da verdade que eu ainda gosto de "De volta para o futuro", portanto,...) e eu enfim sosseguei na condição de reles mortal: passar no vestibular estava de muito bom tamanho. Sair dessa fase, idem.
Hoje, eu ficaria bem satisfeita com algo que me lembrasse - e funcionasse como, claro - um desfibriladorzinho de sentimentos, se é que dá pra se chamar assim. Basta programar, que pronto: você não se importa com o que não deve; não se chateia com aquilo que, depois, viu o quão bobo era; não liga a mínima se fizeram seu coração em pedacinhos bem miúdos com uma palavra, um olhar ou um gesto. Não se ilude com adjetivos, não sofre com os advérbios. Ah, os advérbios...
No contraponto, uma das muitas programações do dispositivo possibilitaria a você sentir (na dose ideal pro chamado "dia de se registrar pra sempre na memória") como que um detalhe às vezes tão irrelevante pode ser mágico, dependendo do ângulo de que ele é avistado.
Não haveria sobressaltos: só quando eu quisesse - e quando quisesse, parariam num apertar de botões.
Não haveria mau humor, tampouco inconformismo demasiado - mas neste último ainda vejo um lado positivo. Creio que o desfibrilador, aqui, seria ambiguamente perigoso.
Enfim, não haveria distorções. E eu seria pra sempre feliz.
* * *
Hoje começou o outono. E só hoje me toquei que nasci na estação preferida e que posso, sem culpa de incoerência, responder "quantas primaveras" completarei. São estações aparentemente opostas, mas, pra mim, se completam de algum modo. Pra perceber isso eu ainda não preciso de nenhum desfibriladorzinho de sentimentos, tá bem?
* * *
random: Lover I Don't Have To Love - Bettie Serveert
You write such pretty words
But life's no storybook
Love's an excuse to get hurt
And to hurt
Marcadores:
auto-service
9.3.07
vaporeto nele!
Poxa. Esse blog, que um dia foi quase diário, agora tem atualização praticamente anual. Mais um pouco e ele segue a regra da CNH, pode crer.
* * *
Fazia tempo que não passava aqui, e qual não foi minha surpresa ao notar, pelo contador, que há gente que tem passado mais que eu? Fui lembrar do empoeirado, esses dias, quando uma amiga pensava em nomes praquele que deve, eu espero, ser um blog futuro.
Meu capetinha-caramunhão me diz que quem vem aqui veio sem querer, pelo Google. Meu anjinho-poliana diz que não: são os antigos (iiiiigos) leitores de anos passados. Coitados, um dia perderam tempo aqui.
* * *
Engraçado como o tempo passa - rápido, cada vez mais rápido - e algumas emoções, olhando agora, só mudam as vestes. Aquela música, aquele vazio ou aquela euforia, aquela sensação do lead infinito sem resposta não são tão diferentes, apesar de as situações mudarem um bocado.
O que me parece cansaço físico, às vezes, se revela uma vontade tão inexplicavelmente grande de dizer 'chega' a algumas situações que esgotam que coloco a mão no peito e vejo o quanto ela pula, embalada pelo músculo-bombeador. Outras vezes é a gana pelo 'sim' às que, quando menos espero, fazem eu me sentir ridícula por perceber, num dado momento, que estou ali perdida há minutos, pensando, lembrando, feliz.
Pensar demais, dizem, é sério demais, pois pode mover muros em direção ao meio do caminho. Se eu não agisse assim, imagino que os muros hoje estariam 1-) derrubados, substituídos por jardins, ou 2-) protegendo pra sempre uma casca de ovo.
Mistérios da meia-noite.
* * *
Mais de um ano depois, porém, adversativas como essa vão ganhando um sentido mais luminoso no meio de expressões queixosas. A vida é um filme por vezes cansativo, mas sem problemas de territorialidade na divisão daquele bendito braço único de poltrona.
Sim, sim.
* * *
random: Until the end - Norah Jones
Like a child, you forget,
But I remember everything...and every sting.
* * *
Fazia tempo que não passava aqui, e qual não foi minha surpresa ao notar, pelo contador, que há gente que tem passado mais que eu? Fui lembrar do empoeirado, esses dias, quando uma amiga pensava em nomes praquele que deve, eu espero, ser um blog futuro.
Meu capetinha-caramunhão me diz que quem vem aqui veio sem querer, pelo Google. Meu anjinho-poliana diz que não: são os antigos (iiiiigos) leitores de anos passados. Coitados, um dia perderam tempo aqui.
* * *
Engraçado como o tempo passa - rápido, cada vez mais rápido - e algumas emoções, olhando agora, só mudam as vestes. Aquela música, aquele vazio ou aquela euforia, aquela sensação do lead infinito sem resposta não são tão diferentes, apesar de as situações mudarem um bocado.
O que me parece cansaço físico, às vezes, se revela uma vontade tão inexplicavelmente grande de dizer 'chega' a algumas situações que esgotam que coloco a mão no peito e vejo o quanto ela pula, embalada pelo músculo-bombeador. Outras vezes é a gana pelo 'sim' às que, quando menos espero, fazem eu me sentir ridícula por perceber, num dado momento, que estou ali perdida há minutos, pensando, lembrando, feliz.
Pensar demais, dizem, é sério demais, pois pode mover muros em direção ao meio do caminho. Se eu não agisse assim, imagino que os muros hoje estariam 1-) derrubados, substituídos por jardins, ou 2-) protegendo pra sempre uma casca de ovo.
Mistérios da meia-noite.
* * *
Mais de um ano depois, porém, adversativas como essa vão ganhando um sentido mais luminoso no meio de expressões queixosas. A vida é um filme por vezes cansativo, mas sem problemas de territorialidade na divisão daquele bendito braço único de poltrona.
Sim, sim.
* * *
random: Until the end - Norah Jones
Like a child, you forget,
But I remember everything...and every sting.
Marcadores:
tirando a poeira
11.1.06
Há um bom tempo, achava que escrever seria bom pra eu tentar entender, pelo menos em parte, o oceano revolto que subia e descia dentro de mim, às vezes causando estragos dentro e fora da superfície. As experiências de vida me fizeram ver que ser escutado e aprender a escutar também seriam ferramentas importantes no processo.
Uma música, um conselho, uma palavra boa - e até uma palavra ruim. Valeria tudo.
Hoje, aos 25 anos, descubro pasma que nem uma coisa nem outra são capazes de me trazer a resposta que buscava. Escrevia, escutava, escrevo novamente, e a sensação é que nem eu, nem ninguém vai conseguir decifrar cada onda gigante.
* * *
Às vezes a gente idealiza tanto a felicidade que até se esquece de notá-la em momentos sublimes, porém singelos. Ouvir sua banda preferida tocar Aquela música à sua frente, ante ouvidos lindamente pasmos, ou ver aquela pessoa que você tanto estima realizar um sonho, são sinais de que as coisas podem, sim, ter um jeito.
As suas lágrimas, os nossos lusitanos queridos, aquele casamento entoado desde o início como uma bela canção - e eu preciso de mais sinais?
* * *
random: No meu jardim / Sementes à terra - Madredeus
Uma música, um conselho, uma palavra boa - e até uma palavra ruim. Valeria tudo.
Hoje, aos 25 anos, descubro pasma que nem uma coisa nem outra são capazes de me trazer a resposta que buscava. Escrevia, escutava, escrevo novamente, e a sensação é que nem eu, nem ninguém vai conseguir decifrar cada onda gigante.
* * *
Às vezes a gente idealiza tanto a felicidade que até se esquece de notá-la em momentos sublimes, porém singelos. Ouvir sua banda preferida tocar Aquela música à sua frente, ante ouvidos lindamente pasmos, ou ver aquela pessoa que você tanto estima realizar um sonho, são sinais de que as coisas podem, sim, ter um jeito.
As suas lágrimas, os nossos lusitanos queridos, aquele casamento entoado desde o início como uma bela canção - e eu preciso de mais sinais?
* * *
random: No meu jardim / Sementes à terra - Madredeus
20.5.05
suspiro.sem.açúcar
Como uma amiga escreveu dia desses, às vezes a gente se pega nas chamadas sinucas de bico. Olha pra um lado, olha pro outro, mas estão só eles lá: a caçapa ameaçadora, o taco impiedoso. E a bola preta mandando uma banana bem grande, irônica, lembrando que você é só mais um naquele palco verde de vergonha.
Lá pelos 8 anos, tinha certeza de que queria ser dentista. Talvez pela admiração pela 'tia' que cuidava dos meus dentinhos de leite, sei lá. A relação com a diabetes de minha avó, a rotina em hospitais que isso gerou e mesmo o sonho dela de me ver médica, no Hospital de Botucatu, me incutiram outra pretensão de gente grande - e tola. Sem poder ver sangue, muito menos sem sequer poder imaginar uma sutura, a idéia caiu por terra bem em cima da hora, fim do colegial, como tinha de ser comigo. A hipótese de que um velhíssimo hábito pudesse sacramentar uma forma de vida tocou fundo, abracei o jornalismo e tive enfim aquela certeza irretocável do que queria, finalmente, me tornar para a vida.
Dois anos de formação acadêmica depois, hoje eu tenho a certeza do que não quero ser, em hipótese alguma. É como na religião: há o sagrado, há o profano. Me imaginar lambendo chão ou tendo de recuar daquilo em que acredito, misturado à sensação de que o que é ruim pode piorar ainda mais, atordoa. Aniquila. Entristece. Decepciona. Ata.
Sutura é o de menos, pessoa.
* * *
random: Cuide bem do seu amor - Paralamas
Como uma amiga escreveu dia desses, às vezes a gente se pega nas chamadas sinucas de bico. Olha pra um lado, olha pro outro, mas estão só eles lá: a caçapa ameaçadora, o taco impiedoso. E a bola preta mandando uma banana bem grande, irônica, lembrando que você é só mais um naquele palco verde de vergonha.
Lá pelos 8 anos, tinha certeza de que queria ser dentista. Talvez pela admiração pela 'tia' que cuidava dos meus dentinhos de leite, sei lá. A relação com a diabetes de minha avó, a rotina em hospitais que isso gerou e mesmo o sonho dela de me ver médica, no Hospital de Botucatu, me incutiram outra pretensão de gente grande - e tola. Sem poder ver sangue, muito menos sem sequer poder imaginar uma sutura, a idéia caiu por terra bem em cima da hora, fim do colegial, como tinha de ser comigo. A hipótese de que um velhíssimo hábito pudesse sacramentar uma forma de vida tocou fundo, abracei o jornalismo e tive enfim aquela certeza irretocável do que queria, finalmente, me tornar para a vida.
Dois anos de formação acadêmica depois, hoje eu tenho a certeza do que não quero ser, em hipótese alguma. É como na religião: há o sagrado, há o profano. Me imaginar lambendo chão ou tendo de recuar daquilo em que acredito, misturado à sensação de que o que é ruim pode piorar ainda mais, atordoa. Aniquila. Entristece. Decepciona. Ata.
Sutura é o de menos, pessoa.
* * *
random: Cuide bem do seu amor - Paralamas
11.11.04
O sono e suas malandragens
Eu ia postar, mas mudei de idéia.
Vi no Orkut um povo elogiando a Norah Jones porque ela é morena (!!!) e isso me tirou qualquer ímpeto de.
Pff...
* * *
Escreveu Janaina, princesa-interventora da Incoerência. Afinal, isso aqui não deixa de ser um post!
* * *
(já que é assim...)
Bauru-City, Campinas-Gate, Sampa-som, aqui vou eu. Que meu salário dure até Trindade, que minhas neuras me deixem em paz nesses 30 dias. Aliás, que elas fossem presas em uma colônia penal agrícola (carpindo data, carpino data, ordinárias!) bem longe das minhas vistas. O que os olhos não vêem ... , lembra? Eu lembro da frase!
Férias pra que te quero!
Pijama e cama também!
He!
* * *
random: She - Norah Jones
faixa do DVD inexplicavelmente posta fora do CD. Acinte, minha gente, acinte!
Eu ia postar, mas mudei de idéia.
Vi no Orkut um povo elogiando a Norah Jones porque ela é morena (!!!) e isso me tirou qualquer ímpeto de.
Pff...
* * *
Escreveu Janaina, princesa-interventora da Incoerência. Afinal, isso aqui não deixa de ser um post!
* * *
(já que é assim...)
Bauru-City, Campinas-Gate, Sampa-som, aqui vou eu. Que meu salário dure até Trindade, que minhas neuras me deixem em paz nesses 30 dias. Aliás, que elas fossem presas em uma colônia penal agrícola (carpindo data, carpino data, ordinárias!) bem longe das minhas vistas. O que os olhos não vêem ... , lembra? Eu lembro da frase!
Férias pra que te quero!
Pijama e cama também!
He!
* * *
random: She - Norah Jones
faixa do DVD inexplicavelmente posta fora do CD. Acinte, minha gente, acinte!
10.9.04
oh, céus. oh, vida.
Hoje eu estava super feliz, super mesmo.Aniversário de gente quietinha, mas bacana; reunindo gente bacana que não saía com a patotinha há tempos; em lugar bacana. A caipirinha de morango e abacaxi, então, bacaníssima.
Não sei se é mal da profissão ou do gênio mesmo, porque não me lembro se quando criança ou aborrescente eu era assim. A verdade é que ando vendo segundas intenções em certas coisas que me falam ou fazem, de forma que, acredite, acabo interpretando algumas mudanças bruscas de atitude de um jeito que eu não queria que existisse. A dúvida é uma merda, não tem coisa pior que ela. Principalmente quando envolve gente querida, mais ainda quando é gente que, a despeito do adjetivo anterior, já deu decepções e sorrisos de monte - não exatamente nesta ordem. Não mesmo.
* * *
random: Can't stand me now - Libertines
Hoje eu estava super feliz, super mesmo.Aniversário de gente quietinha, mas bacana; reunindo gente bacana que não saía com a patotinha há tempos; em lugar bacana. A caipirinha de morango e abacaxi, então, bacaníssima.
Não sei se é mal da profissão ou do gênio mesmo, porque não me lembro se quando criança ou aborrescente eu era assim. A verdade é que ando vendo segundas intenções em certas coisas que me falam ou fazem, de forma que, acredite, acabo interpretando algumas mudanças bruscas de atitude de um jeito que eu não queria que existisse. A dúvida é uma merda, não tem coisa pior que ela. Principalmente quando envolve gente querida, mais ainda quando é gente que, a despeito do adjetivo anterior, já deu decepções e sorrisos de monte - não exatamente nesta ordem. Não mesmo.
* * *
random: Can't stand me now - Libertines
31.8.04
quando te virarem a cara, põe a tua no travesseiro
Sabe aquela sensação de ter nascido no dia errado, na hora errada? O que se faz então quando isso volta e meia resolve (re) aparecer? Janaina=tonta.
* * *
Ah.
* * *
Começaram a brigar aqui em frente ao meu prédio. Da janela do sexto andar pude ver o rapaz que berrava e chutava a porta do carro do outro (danem-se o silêncio da madrugada e a noite de sono de quem trabalha) erguer a arma e apontá-la pra cabeça de outro. Nisso chega a polícia, que vem um quarteirão antes com a sirene ligada, que fica 10 minutos no local, com três (TRÊS!) viaturas, e que vai embora em seguida, dando um tapinha nas costas do berrão. Incrêvel, minha gente.
Pior que isso, só ter a certeza de que se vai de novo acordar com enxaqueca e com jingle eleitoreiro daqui algumas horas.
Férias de Londrina, é disso que eu tô precisando.
* * *
random: Sand River - Beth Gibbons e Rustin' Man
17.8.04
Terça Tilt
Bar Valentino, hoje, 22h. Eu se fosse você não ficava vendo "A Diarista" - a biboca vai ter gente bacana te esperando, especialmente do balcão pra fora.
* *
Yés. Sucumbi à adrenalina do evento.
* *
random: There goes the fear - Doves
ou a "banda sabonete", nas palvras de alguém que infelizmente não vai ver minha estréia do balcão pra dentro
Bar Valentino, hoje, 22h. Eu se fosse você não ficava vendo "A Diarista" - a biboca vai ter gente bacana te esperando, especialmente do balcão pra fora.
* *
Yés. Sucumbi à adrenalina do evento.
* *
random: There goes the fear - Doves
ou a "banda sabonete", nas palvras de alguém que infelizmente não vai ver minha estréia do balcão pra dentro
19.7.04
Cadê o espanador?
Eita poeirão, sô.
Quem serão os cinco felizardos que entram aqui todo dia? Desde já, meus cumprimentos e meus sinceros so-so-sorries, 'cos I'm a lazy, Lord.
*****
Há uma semana tento abrir meus emeios e não consigo. "Error" --> ê, palavrinha horrorosa nesse mundão de internet.
Por falar nisso, 11 em cada 10 matérias que elio sobre o Orkut dizem que é fácil, fácil viciar na coisa. Terá a pequena Janaina no mundo encantado das fibras se purificado dessa vida de vícios (ô...)? Oh, será?
(desde já ela informa que Café não se enquadra nessa classificação.)
(desde já ela informa que Saudade idem.)
*****
Mudanças. O que seria da vida sem elas? Tomara que.
*****
random: Sentimental - Los Hermanos
Eita poeirão, sô.
Quem serão os cinco felizardos que entram aqui todo dia? Desde já, meus cumprimentos e meus sinceros so-so-sorries, 'cos I'm a lazy, Lord.
*****
Há uma semana tento abrir meus emeios e não consigo. "Error" --> ê, palavrinha horrorosa nesse mundão de internet.
Por falar nisso, 11 em cada 10 matérias que elio sobre o Orkut dizem que é fácil, fácil viciar na coisa. Terá a pequena Janaina no mundo encantado das fibras se purificado dessa vida de vícios (ô...)? Oh, será?
(desde já ela informa que Café não se enquadra nessa classificação.)
(desde já ela informa que Saudade idem.)
*****
Mudanças. O que seria da vida sem elas? Tomara que.
*****
random: Sentimental - Los Hermanos
18.5.04
que o nono lugar seja chamado logo
All my life I felt so uptight,
Now it's alright.
**
Hmm. Esse now ainda me engana, se eu não for esperta.
**
Sabe qual o lado ruim de se sentir sempre naqueles picos de sentimentos? As partes baixas. Ainda mais quando elas recebem golpes da mesma natureza.
E o pior: quando elas são socadas até você sentir muita, mas muita dor, sem saber o porquê daquilo estar acontecendo. Mais que estranho, decepcionante.
Quando eu era criança, queria ser adulta. Quando cheguei aos 21 anos, uma crise nem tão passageira me despertou pra algo que talvez eu ignorasse quando usava fraldas e chamava a mamadeira de "delícia": a maldade de gente grande é diretamente proporcional ao tamanho do corpo. Puxa, como eu era ingênua.
**
Pra aquecer o coração, Fernanda Takai cheia de ternura com um John bem carismático no palco. Ave, mineirinhos, só vocês pra me fazerem esquecer dos desgraçados 6 graus ao relento.
**
random: pois é, né.
All my life I felt so uptight,
Now it's alright.
**
Hmm. Esse now ainda me engana, se eu não for esperta.
**
Sabe qual o lado ruim de se sentir sempre naqueles picos de sentimentos? As partes baixas. Ainda mais quando elas recebem golpes da mesma natureza.
E o pior: quando elas são socadas até você sentir muita, mas muita dor, sem saber o porquê daquilo estar acontecendo. Mais que estranho, decepcionante.
Quando eu era criança, queria ser adulta. Quando cheguei aos 21 anos, uma crise nem tão passageira me despertou pra algo que talvez eu ignorasse quando usava fraldas e chamava a mamadeira de "delícia": a maldade de gente grande é diretamente proporcional ao tamanho do corpo. Puxa, como eu era ingênua.
**
Pra aquecer o coração, Fernanda Takai cheia de ternura com um John bem carismático no palco. Ave, mineirinhos, só vocês pra me fazerem esquecer dos desgraçados 6 graus ao relento.
**
random: pois é, né.
1.5.04
pausa do café
Há pelo menos um ano eu ando de bar em bar ou congênere, aqui em Londrina, perguntando aos garçons, com cara de cachorro sem dono, se o distinto estabelecimento serve suco de melancia. Nunca serve, nunca tem, alguns até riem.
Uma semana combinando de ir tomar o tal suco num lugar 100% de certeza de ter o bendito líquido (uou, quantas emoções nessa minha vida), hoje me calha de estar frio. Taqueopariu.
* *
Feijoada de sábado é bom, mesmo quando é a alma que precisa de alimento.
* *
random: Ticket to ride - Beatles
Há pelo menos um ano eu ando de bar em bar ou congênere, aqui em Londrina, perguntando aos garçons, com cara de cachorro sem dono, se o distinto estabelecimento serve suco de melancia. Nunca serve, nunca tem, alguns até riem.
Uma semana combinando de ir tomar o tal suco num lugar 100% de certeza de ter o bendito líquido (uou, quantas emoções nessa minha vida), hoje me calha de estar frio. Taqueopariu.
* *
Feijoada de sábado é bom, mesmo quando é a alma que precisa de alimento.
* *
random: Ticket to ride - Beatles
24.4.04
Escorpião - 24/04
Aproveite estes dias para agitar sua mente. Neste final de semana você terá ótimas possibilidades de ampliar seus conhecimentos e divulgar suas novas idéias a respeito do que você é e faz. Faça seu automarketing, mas sem exageros. Seja você mesmo e terá bons resultados.
- Automarketing?
A liberdade de ser como você quer ser pode ser o grande motor criativo de hoje. Ela se apóia num entendimento mais profundo de um rumo que precisa ser seguido por você. A única maneira de ter segurança e manter seus limites firmes é aceitar o peso de que é você mesmo quem escolhe seu caminho. Isso não é um processo que começa hoje, mas que se agudiza.
- O entendimento de um rumo é tão profundo que, creio, já perdi. Enrolado esse rumo, até me agudizei nele.
*
Uau. 15 horas de sono depois, ainda tenho a pachorra de ficar com preguiça. Coisa mais feia, minha filha, toma tento.
Pelo menos, uma coisa retomada: les études.
Estranho você ter contato com uma língua durante dois anos seguidos, quatro vezes por semana, praticamente, e sentir o cérebro cansado ao ler umas laudas de nada, nela, após uns dois anos.
Mas é isso. Se quiser voltar, tenho que recordar o básico do retardado, ao menos pra não passar vergonha na entrevista de nivelamento. Terrible, n'est pas?
*
Olha só: a desvantagem de ler um blog é essa. Garanto que nada disso interessa a ninguém mais que a mim própria; perda de tempo, você mui justamente poderia pensar.
Se tal pensamento me tomasse de assalto antes de iniciar o post, mais vezes, já tinha tomado coragem de acabar com isso tudo. Covardona.
*
random: Vanessa da Mata - Onde ir
Certeza que, se pudessem escolher, minhas cordas vocais pediriam esse timbre de presente.
Aproveite estes dias para agitar sua mente. Neste final de semana você terá ótimas possibilidades de ampliar seus conhecimentos e divulgar suas novas idéias a respeito do que você é e faz. Faça seu automarketing, mas sem exageros. Seja você mesmo e terá bons resultados.
- Automarketing?
A liberdade de ser como você quer ser pode ser o grande motor criativo de hoje. Ela se apóia num entendimento mais profundo de um rumo que precisa ser seguido por você. A única maneira de ter segurança e manter seus limites firmes é aceitar o peso de que é você mesmo quem escolhe seu caminho. Isso não é um processo que começa hoje, mas que se agudiza.
- O entendimento de um rumo é tão profundo que, creio, já perdi. Enrolado esse rumo, até me agudizei nele.
*
Uau. 15 horas de sono depois, ainda tenho a pachorra de ficar com preguiça. Coisa mais feia, minha filha, toma tento.
Pelo menos, uma coisa retomada: les études.
Estranho você ter contato com uma língua durante dois anos seguidos, quatro vezes por semana, praticamente, e sentir o cérebro cansado ao ler umas laudas de nada, nela, após uns dois anos.
Mas é isso. Se quiser voltar, tenho que recordar o básico do retardado, ao menos pra não passar vergonha na entrevista de nivelamento. Terrible, n'est pas?
*
Olha só: a desvantagem de ler um blog é essa. Garanto que nada disso interessa a ninguém mais que a mim própria; perda de tempo, você mui justamente poderia pensar.
Se tal pensamento me tomasse de assalto antes de iniciar o post, mais vezes, já tinha tomado coragem de acabar com isso tudo. Covardona.
*
random: Vanessa da Mata - Onde ir
Certeza que, se pudessem escolher, minhas cordas vocais pediriam esse timbre de presente.
21.4.04
pequenos-grandes-enormes feitos
O bochecho durante a escovação dos dentes exige uma força descomunal.
Secar o cabelo é tarefa que não requer menor dose de coragem.
Ler desengonçada no sofá, então, pode ser algo somente imaginável. Ainda assim, nem isso eu consegui (meus pensamentos, quando NÃO quero, são deveras reais).
* *
O torcicolo em si consegue ser ainda mais feio que a palavra.
E olha que, quando criança, já ouvi até torcicoloR. Mais bonitinho, impoCível.
* *
Feriado de quarta-feira? Calma lá, sem reclamações. Como me lembra meu amigo Murphy, é só não esquecer que 1º de maio cai num sábado.
Assinado Janaina, a perversa de pescoço torto.
* *
Ôxe bichin. Lascada de arretada que só, afmãe. Mas Gelol fede, então eu fico com o tempo.
(melhor remédio mesmo? Jura?)
*
random: Pretenders - I'll stand by you
O bochecho durante a escovação dos dentes exige uma força descomunal.
Secar o cabelo é tarefa que não requer menor dose de coragem.
Ler desengonçada no sofá, então, pode ser algo somente imaginável. Ainda assim, nem isso eu consegui (meus pensamentos, quando NÃO quero, são deveras reais).
* *
O torcicolo em si consegue ser ainda mais feio que a palavra.
E olha que, quando criança, já ouvi até torcicoloR. Mais bonitinho, impoCível.
* *
Feriado de quarta-feira? Calma lá, sem reclamações. Como me lembra meu amigo Murphy, é só não esquecer que 1º de maio cai num sábado.
Assinado Janaina, a perversa de pescoço torto.
* *
Ôxe bichin. Lascada de arretada que só, afmãe. Mas Gelol fede, então eu fico com o tempo.
(melhor remédio mesmo? Jura?)
*
random: Pretenders - I'll stand by you
18.4.04
sem título, sem, sem, sem
Uma chuva inconstante cai lá fora.
Na tevê, o mocinho da previsão diz que vai ser assim a semana toda, e eu não entendo. Ora ela cai, ora o sol volta a estapear a cara da gente naquelas infames e negligentes duas da tarde.
Não tenho tido mais vontade de escrever. Na verdade, até tenho - mas logo o pensamento é censurado com uma reprimenda horrorosa do "vá fazer algo que preste", blabla.
Não gosto de pitos. Quando vejo uma mãe no mercado, por exemplo, passando aquele esfrega na criança, espremo os olhos e saio de perto. Mesmo assim, minha cabeça poderia facilmente passar por aqueles jagunços de novela das oito açoitando o couro de quem faz as coisas erradas. No caso, meu próprio couro. Apesar de nem sempre eu conseguir me estabelecer o tal julgamento.
Dizem que é pior se arrepender das coisas feitas que das não feitas. Aí eu vejo duplo sentido nesse ditado e tomo mais uma chibatada. Oooa, aprende.
* *
C'est une gomme.
Ce sont des amis.
Je t'aime, et toi?
Moi non plus, mais je pense que je veut sortir.
Francês é uma língua tão bonitinha, às vezes tenho vontade de conversar nela com alguém que me entenda. Pode estar nos planos de ontem uma volta aos estudos, vamos ver.
* *
Eu que não lia há um tempão estou acabando a quarta leitura. Até agora, não senti o alívio que me disseram que sentiria - "ler é tão bom, e ainda ocupa seu tempo com coisa útil!", balbuciou alguém.
Imagina. Ler deve ser tão bom se você esquecer que existe uma vida além da capa, detrás da porta da sala.
* *
random: Good woman - Cat Power
Uma chuva inconstante cai lá fora.
Na tevê, o mocinho da previsão diz que vai ser assim a semana toda, e eu não entendo. Ora ela cai, ora o sol volta a estapear a cara da gente naquelas infames e negligentes duas da tarde.
Não tenho tido mais vontade de escrever. Na verdade, até tenho - mas logo o pensamento é censurado com uma reprimenda horrorosa do "vá fazer algo que preste", blabla.
Não gosto de pitos. Quando vejo uma mãe no mercado, por exemplo, passando aquele esfrega na criança, espremo os olhos e saio de perto. Mesmo assim, minha cabeça poderia facilmente passar por aqueles jagunços de novela das oito açoitando o couro de quem faz as coisas erradas. No caso, meu próprio couro. Apesar de nem sempre eu conseguir me estabelecer o tal julgamento.
Dizem que é pior se arrepender das coisas feitas que das não feitas. Aí eu vejo duplo sentido nesse ditado e tomo mais uma chibatada. Oooa, aprende.
* *
C'est une gomme.
Ce sont des amis.
Je t'aime, et toi?
Moi non plus, mais je pense que je veut sortir.
Francês é uma língua tão bonitinha, às vezes tenho vontade de conversar nela com alguém que me entenda. Pode estar nos planos de ontem uma volta aos estudos, vamos ver.
* *
Eu que não lia há um tempão estou acabando a quarta leitura. Até agora, não senti o alívio que me disseram que sentiria - "ler é tão bom, e ainda ocupa seu tempo com coisa útil!", balbuciou alguém.
Imagina. Ler deve ser tão bom se você esquecer que existe uma vida além da capa, detrás da porta da sala.
* *
random: Good woman - Cat Power
7.4.04
new old post
Hoje eu reuni uma pequena muvuca (pequena mesmo), pus pra assar muitos pães de queijo (muitos mesmo), fiz Aquele chocolate quente que só eu sei fazer (o mundo é bem melhor com Chocolates Nestlé!), assisti a "Legalmente Loira 2" e à final do Big Brother 4.
Amanhã entro em dieta - com livros, rúcula e mais um pouco daquela dose constante de solidão. Que amargo na boca.
* *
Bus na quinta à noite, acho.
Três ou quatro dias da mais pura familiaridade; adeus apartamento single, do qual não sentirei a falta. Acho.
* *
Tédio.
* *
random: Não vá ainda - Zélia Duncan
Semana que vem é especial, sabemos.
Hoje eu reuni uma pequena muvuca (pequena mesmo), pus pra assar muitos pães de queijo (muitos mesmo), fiz Aquele chocolate quente que só eu sei fazer (o mundo é bem melhor com Chocolates Nestlé!), assisti a "Legalmente Loira 2" e à final do Big Brother 4.
Amanhã entro em dieta - com livros, rúcula e mais um pouco daquela dose constante de solidão. Que amargo na boca.
* *
Bus na quinta à noite, acho.
Três ou quatro dias da mais pura familiaridade; adeus apartamento single, do qual não sentirei a falta. Acho.
* *
Tédio.
* *
random: Não vá ainda - Zélia Duncan
Semana que vem é especial, sabemos.
28.3.04
diz-me com o que sonhas
Cheguei da prova e deitei-me um pouco. As quatro horas de sono da madrugada foram prontamente solícitas em exigir mais algumas; obedientes, meus olhos não ousaram contrariá-las.
Uma hora e 40 minutos. Sonhei com você esse tempo todo, ou somente os milésimos de segundos que a ciência tenta explicar. Não importa, suas mãos seguraram as minhas, ternas, amigas, com carinho suficiente pra espantar o gelo que se juntava nas bordas, dia após dia. Derreteu-se e logo tornou-se escaldante; no peito, o coração batia num misto de rapidez absurda e incredulidade pela situação. Mesmo em sonho, às vezes eu me espanto com minha imaginação.
No telefone, uma voz também sonolenta do outro lado me deu novamente vontade de dormir.
Que sol desgraçado.
* *
random: The New - Interpol
Cheguei da prova e deitei-me um pouco. As quatro horas de sono da madrugada foram prontamente solícitas em exigir mais algumas; obedientes, meus olhos não ousaram contrariá-las.
Uma hora e 40 minutos. Sonhei com você esse tempo todo, ou somente os milésimos de segundos que a ciência tenta explicar. Não importa, suas mãos seguraram as minhas, ternas, amigas, com carinho suficiente pra espantar o gelo que se juntava nas bordas, dia após dia. Derreteu-se e logo tornou-se escaldante; no peito, o coração batia num misto de rapidez absurda e incredulidade pela situação. Mesmo em sonho, às vezes eu me espanto com minha imaginação.
No telefone, uma voz também sonolenta do outro lado me deu novamente vontade de dormir.
Que sol desgraçado.
* *
random: The New - Interpol
11.3.04
pra não dizer que não falei de caules
Pois é, né. Imagina só uma coisa dessa.
*
Ulha só: as minhas costas nu8nca doeram tanto em uma mudança. E manja que ainda nem fiz a faxina no ap novo. Aceito voluntários.
*
Mentira. Aceito não. Ninguém merece.
*
Ver as pessoas que eu amo felizes me deixa melancolicamente feliz. Por que não pode ser sempre assim? Han?
*
Cansaço, credo. Vida a sós está sendo um tanto estranha, espero que eu me acostume.
* *
random: Sister Renée - Ed Harcourt
Pois é, né. Imagina só uma coisa dessa.
*
Ulha só: as minhas costas nu8nca doeram tanto em uma mudança. E manja que ainda nem fiz a faxina no ap novo. Aceito voluntários.
*
Mentira. Aceito não. Ninguém merece.
*
Ver as pessoas que eu amo felizes me deixa melancolicamente feliz. Por que não pode ser sempre assim? Han?
*
Cansaço, credo. Vida a sós está sendo um tanto estranha, espero que eu me acostume.
* *
random: Sister Renée - Ed Harcourt
3.3.04
Acho que amanhã não chove, héin?
Viagem longa espera cara quase-pálida este fim de semana novamente. Apesar de rápida (a estadia, não a quilometragem rodada), há indícios de que será divertida.
Se cara quase-pálida tiver sorte, não volta. Ou melhor, volta e parte, em breve.
* *
Cara quase-pálida ainda fica doente de ver certas coisas e não poder abrir a boca como gostaria. Antes que isso aconteça, ela afirma que prefere trabalhar na praia.
* *
É sim.
Viagem longa espera cara quase-pálida este fim de semana novamente. Apesar de rápida (a estadia, não a quilometragem rodada), há indícios de que será divertida.
Se cara quase-pálida tiver sorte, não volta. Ou melhor, volta e parte, em breve.
* *
Cara quase-pálida ainda fica doente de ver certas coisas e não poder abrir a boca como gostaria. Antes que isso aconteça, ela afirma que prefere trabalhar na praia.
* *
É sim.
2.3.04
Pois é. Puta sol, né?
Entrevistei esses dias um senhor de 69 anos que vive há 50 deles em cima de uma cama, vítima de febre reumática. O otimismo e a esperança que ele destilou com a vida, na longa conversa que tivemos, me fez ter até vergonha das tantas coisas pelas quais reclamo e que, perto de outras, não são praticamente nada.
Aí eu penso que isso seria subestimar a minha vontade de que tudo melhore, e mudo a forma de ver o que tava vendo há segundos. Aí, pimba, eu vejo que tenho uma saúde excelente (viu só, rinite desgraçada, eu te perdôo) e um emprego que pelo menos me paga uma vidinha básica em Londrina ... e mudo de novo.
Aí, ouço de pessoas queridas que pessoas malvadas fazem malvadezas pelas costas - prejudicando e fazendo gente que eu adoro sofrer, sofrer um monte - e sinto uma tristeza grande e um desânimo gigante de novo. Não tem como não reclamar desse mundo animal.
* *
Eu odeio vocês, trogloditas covardes.
AH!
* *
Notinha Mental:
Big Fish é um filme porreta, bacana, fofo, mesmo.
Notinha Mental2:
Cidade de Deus não ganhou necas? Oh, what a surprise.
* *
random: You've got her in your pocket - White Stripes
Entrevistei esses dias um senhor de 69 anos que vive há 50 deles em cima de uma cama, vítima de febre reumática. O otimismo e a esperança que ele destilou com a vida, na longa conversa que tivemos, me fez ter até vergonha das tantas coisas pelas quais reclamo e que, perto de outras, não são praticamente nada.
Aí eu penso que isso seria subestimar a minha vontade de que tudo melhore, e mudo a forma de ver o que tava vendo há segundos. Aí, pimba, eu vejo que tenho uma saúde excelente (viu só, rinite desgraçada, eu te perdôo) e um emprego que pelo menos me paga uma vidinha básica em Londrina ... e mudo de novo.
Aí, ouço de pessoas queridas que pessoas malvadas fazem malvadezas pelas costas - prejudicando e fazendo gente que eu adoro sofrer, sofrer um monte - e sinto uma tristeza grande e um desânimo gigante de novo. Não tem como não reclamar desse mundo animal.
* *
Eu odeio vocês, trogloditas covardes.
AH!
* *
Notinha Mental:
Big Fish é um filme porreta, bacana, fofo, mesmo.
Notinha Mental2:
Cidade de Deus não ganhou necas? Oh, what a surprise.
* *
random: You've got her in your pocket - White Stripes
17.2.04
12.2.04
At the silencie, just a noise
Ouvir - e ver - Teresa Salgueiro cantar ao vivo já é uma experiência registrada pra sempre na alma, goste você de música portuguesa ou não. Por quê? Porque ela canta com alma, só por isso.
Ôxe, Janaina.
*
Eia.
*
Pum. Catapum. Splash. Soc. Poc. Tóin.
*
Onomatopéias eram tão divertidas ou a exclamação delas ou a ingenuidade minha que me faziam sentir isso?
Dúvida, oh dúvida.
*
random: O Paraíso - Madredeus
Ouvir - e ver - Teresa Salgueiro cantar ao vivo já é uma experiência registrada pra sempre na alma, goste você de música portuguesa ou não. Por quê? Porque ela canta com alma, só por isso.
Ôxe, Janaina.
*
Eia.
*
Pum. Catapum. Splash. Soc. Poc. Tóin.
*
Onomatopéias eram tão divertidas ou a exclamação delas ou a ingenuidade minha que me faziam sentir isso?
Dúvida, oh dúvida.
*
random: O Paraíso - Madredeus
11.2.04
Eu sei
Preciso voltar a dormir minimamente cedo, com uma vontade mínima de acordar cedo no dia seguinte.
Faz anos que não levo a vida que estou levando, com manhãs estranhamente livres. Isso me dá um sono constante, uma angústia de ver o tempo passando enquanto eu ainda sou jovem e tenho forças - que contradição, não? -, uma saudade terrível de quem eu gosto. Seja de pessoas que eu vi mês passado, ano passado, seja das que vi tarde passada. E tenho uma vontade enorme de abraçá-las e sentir que minha mente é que cria certos fantasmas.
Às vezes tudo parece muito difícil, e se você sorri para os outros (não pra quem vê a lágrima correr aqui dentro, mas o, hmm, transeunte. Conhecido.), mostrando que oi, tá tudo bem com você? Sim, comigo, tudo!, putz, aí a dificuldade de acreditar nas próprias palavras do lábio vascilante toma uma dimensão daquelas.
Eu quero dormir. Sou de carne e osso, mas também tenho nervos percorrendo meu organismo. E eles me dizem que, puxa, sua passadista, desaminada de temporada, levanta!
Eu os mando à merda. Já judiaram demais estes dias, vou substituí-los em breve por concreto ou argamassa. Os pedregulhos desordenados agradecem.
****
Saco-cheio, senhores. Isso tudo se chama saco-cheio, pleno, repleto.
****
random: Mysteries - Beth Gibbons
Preciso voltar a dormir minimamente cedo, com uma vontade mínima de acordar cedo no dia seguinte.
Faz anos que não levo a vida que estou levando, com manhãs estranhamente livres. Isso me dá um sono constante, uma angústia de ver o tempo passando enquanto eu ainda sou jovem e tenho forças - que contradição, não? -, uma saudade terrível de quem eu gosto. Seja de pessoas que eu vi mês passado, ano passado, seja das que vi tarde passada. E tenho uma vontade enorme de abraçá-las e sentir que minha mente é que cria certos fantasmas.
Às vezes tudo parece muito difícil, e se você sorri para os outros (não pra quem vê a lágrima correr aqui dentro, mas o, hmm, transeunte. Conhecido.), mostrando que oi, tá tudo bem com você? Sim, comigo, tudo!, putz, aí a dificuldade de acreditar nas próprias palavras do lábio vascilante toma uma dimensão daquelas.
Eu quero dormir. Sou de carne e osso, mas também tenho nervos percorrendo meu organismo. E eles me dizem que, puxa, sua passadista, desaminada de temporada, levanta!
Eu os mando à merda. Já judiaram demais estes dias, vou substituí-los em breve por concreto ou argamassa. Os pedregulhos desordenados agradecem.
****
Saco-cheio, senhores. Isso tudo se chama saco-cheio, pleno, repleto.
****
random: Mysteries - Beth Gibbons
6.2.04
4.2.04
Quem é vivo sempre dá os canos
Que contador mais chato. Mais inconstante.
Assinado Janaina, coerência em pessoa, cuspidora pro alto (e atingida na testa) nas horas vagas.
* *
Tenho saudades de escrever aqui, mas a preguiça e a falta de tempo (mentira, a preguiça é predominante) e uma série de notícias que me entristecem têm deixado a pena cada vez mais isolada. Choses de la vie, que'est-ce que je peut faire.
* *
Vou voltar a estudar línguas, francês ou inglês. Pelas exigências da profissão, a segunda opção é a mais provável. I need, apesar de eu preferir o biquês, bem mais charmoso.
* *
A caverna me aguarda.
* *
random: Bullet proof... I wish I was - Radiohead
Que contador mais chato. Mais inconstante.
Assinado Janaina, coerência em pessoa, cuspidora pro alto (e atingida na testa) nas horas vagas.
* *
Tenho saudades de escrever aqui, mas a preguiça e a falta de tempo (mentira, a preguiça é predominante) e uma série de notícias que me entristecem têm deixado a pena cada vez mais isolada. Choses de la vie, que'est-ce que je peut faire.
* *
Vou voltar a estudar línguas, francês ou inglês. Pelas exigências da profissão, a segunda opção é a mais provável. I need, apesar de eu preferir o biquês, bem mais charmoso.
* *
A caverna me aguarda.
* *
random: Bullet proof... I wish I was - Radiohead
2.12.03
Os fantasmas se divertem
Pessoas, volví.
Volví pros meus seis leitores diários - vocês são uns heróis da China, não me canso de dizer. hehe. (sifu, Regi, hahaha....)
A quem anda acimpanhando as aventuras da pequena Janaina em terras tipológicas, acho que dá pra ter uma noção boa de que sim, o tempo passa. Só a idade mental - ainda bem - que não. Minha mãe vive dizendo que a gente envelhece na cabeça; portanto - e os cabelos brancos ainda não chegados que NÃO me ouçam! - , só sei que foi assim.
******
Hoje tem show do Yamandú Costa aqui em Londrina. E eu, miraculosamente, vou deixar o jornal no horário. Tenho medo do trajeto até em casa; Janaina e pontualidade nunca foram uma combinação das mais aprazíveis. But it's ok. Em janeirão, folga(s). Já avisei que volto uma somaliana pra cá, e sem o efeito Cenoura e Bronze. Chega, eu quero praia, casa, comida e roupa lavada. Só isso.
******
random: Trenzinho caipira, nos dedos do Yamandú
Pessoas, volví.
Volví pros meus seis leitores diários - vocês são uns heróis da China, não me canso de dizer. hehe. (sifu, Regi, hahaha....)
A quem anda acimpanhando as aventuras da pequena Janaina em terras tipológicas, acho que dá pra ter uma noção boa de que sim, o tempo passa. Só a idade mental - ainda bem - que não. Minha mãe vive dizendo que a gente envelhece na cabeça; portanto - e os cabelos brancos ainda não chegados que NÃO me ouçam! - , só sei que foi assim.
******
Hoje tem show do Yamandú Costa aqui em Londrina. E eu, miraculosamente, vou deixar o jornal no horário. Tenho medo do trajeto até em casa; Janaina e pontualidade nunca foram uma combinação das mais aprazíveis. But it's ok. Em janeirão, folga(s). Já avisei que volto uma somaliana pra cá, e sem o efeito Cenoura e Bronze. Chega, eu quero praia, casa, comida e roupa lavada. Só isso.
******
random: Trenzinho caipira, nos dedos do Yamandú
10.10.03
5.9.03
Ginseng?
Putaqueopariu de memória.
Já tá virando regra essa história de esquecer aniversário de gente querida.
Ontem foi a vez do meu irmão. 19 aninhos, lembrados a cada dia há pelo menos UMA SEMANA, mas derradeiramente estapeados na cabeça após a uma da madruga. Que merda, ah...
*
Se bem que, após uma tarde toda em três favelas desta cidade que, de pacata, tem-me ficado apenas o rótulo, acho que ele vai entender.
Mesmo assim, ah...
*
Por falar em favela, numa delas (onde prenderam um traficante daqueles bem gente-fina), uma moça começou a nos xingar de urubus. Olhei de um lado, de outro, e pedi mais uma foto do meliante ao Paulo, nosso fotógrafo destemido e sagaz. Ao lado de uma frota toda PM é fácel, extremamente fácel fazer dessas; o negócio é sair da redação, já noite, sem medo de olhar pros lados. Como diria aquela tartaruga da propaganda do chocolate, “es-tú-pi-da”.
*
Ah, cabeça ordinária... foi ontem! Foi ontem! O-n-t-e-m!!!!!!
*
Depois da fornada de adevogados e professores, mais um jornalista na minha família. “Ina, não tem jeito, e não é por sua causa, mas é isso mesmo que eu queria fazer”.
Tadinho do Edu, mi maninho hombrezito. O que eu podia falar? Putz.
(confesso que fiquei emocionada > pense o que quiser)
*
random: War on war - Wilco
Putaqueopariu de memória.
Já tá virando regra essa história de esquecer aniversário de gente querida.
Ontem foi a vez do meu irmão. 19 aninhos, lembrados a cada dia há pelo menos UMA SEMANA, mas derradeiramente estapeados na cabeça após a uma da madruga. Que merda, ah...
*
Se bem que, após uma tarde toda em três favelas desta cidade que, de pacata, tem-me ficado apenas o rótulo, acho que ele vai entender.
Mesmo assim, ah...
*
Por falar em favela, numa delas (onde prenderam um traficante daqueles bem gente-fina), uma moça começou a nos xingar de urubus. Olhei de um lado, de outro, e pedi mais uma foto do meliante ao Paulo, nosso fotógrafo destemido e sagaz. Ao lado de uma frota toda PM é fácel, extremamente fácel fazer dessas; o negócio é sair da redação, já noite, sem medo de olhar pros lados. Como diria aquela tartaruga da propaganda do chocolate, “es-tú-pi-da”.
*
Ah, cabeça ordinária... foi ontem! Foi ontem! O-n-t-e-m!!!!!!
*
Depois da fornada de adevogados e professores, mais um jornalista na minha família. “Ina, não tem jeito, e não é por sua causa, mas é isso mesmo que eu queria fazer”.
Tadinho do Edu, mi maninho hombrezito. O que eu podia falar? Putz.
(confesso que fiquei emocionada > pense o que quiser)
*
random: War on war - Wilco
28.8.03
Caríssimos,
eis-me cá. E acolá, desde ontem. Menina super decidida que sou, ainda não defini se deixarei este módico espaço no limbo de sua lagoa azul (snif), ou se serei amante e amásia. Não sei. Enquanto isso, um pouco mais de lorotas hão de vir, não pensem que se livraram de mim, oh, ingênuos.
*
Pouco decidida o escambau. E ontem eu descobri isso, em meu primeiro caso autêntico de jornalismo investigativo - acho que o seminário internacional sobre o tema, em maio (?) desse ano, foi só a pontinha de algo que eu avistava lááá nos cafundós de minha carreira no futuro.
Futuro: eis algo em que não tenho tido tempo (nem coragem) pra pensar. Pensar demais estressa, perceber certas coisas que não se queria também, falar com gente autoritária e arrogante, então, nem se fale.
Mas o pior é trazer isso tudo aqui. Definitiva e marqueteiramente, ninguém merece.
Hasta la vista, cabrones.
*
random: I am the ressurrection – Stone Roses
eis-me cá. E acolá, desde ontem. Menina super decidida que sou, ainda não defini se deixarei este módico espaço no limbo de sua lagoa azul (snif), ou se serei amante e amásia. Não sei. Enquanto isso, um pouco mais de lorotas hão de vir, não pensem que se livraram de mim, oh, ingênuos.
*
Pouco decidida o escambau. E ontem eu descobri isso, em meu primeiro caso autêntico de jornalismo investigativo - acho que o seminário internacional sobre o tema, em maio (?) desse ano, foi só a pontinha de algo que eu avistava lááá nos cafundós de minha carreira no futuro.
Futuro: eis algo em que não tenho tido tempo (nem coragem) pra pensar. Pensar demais estressa, perceber certas coisas que não se queria também, falar com gente autoritária e arrogante, então, nem se fale.
Mas o pior é trazer isso tudo aqui. Definitiva e marqueteiramente, ninguém merece.
Hasta la vista, cabrones.
*
random: I am the ressurrection – Stone Roses
25.8.03
sem título 2 - óleo sobre tela
Há quase três meses, quando comecei nessa loucurada de trabalhar em centímetros de texto, por dia, ouvindo depois algum feedback de leitor (coisa rara, a quem vinha de web), achava que minha primeira manchete seria, digamos assim, trivial.
Mas confesso: aqueles números garrafais, e em vermelho, me assustaram.
Não tanto pelo tamanho - exagero de editor? Apelo de banca? Sensacionalismo? Ou o fato, em si? Ainda não tenho malícia o suficiente pra distingüir. Quem sabe depois de mais umas chapudas e diálogos internos eu consiga responder.
*
Depois de uma tarde de domingão toda fora, chego na redação e o editor me recebe com um riso de canto de boca, como que dizendo “novidades, babe”. A matéria tinha repercutido; uma equipe dos supostos “ofendidos” havia procurado o jornal com uma “carta-manifesto” (eu diria um relatório de nada mais que obrigações, mas ok, não contrarie) explicando por A+B que 2 mais 2 não é 4: é menos. Realmente, o número 4 é apenas mais um nas cifras do que nossos “representantes” ganham. Pra cima de mim?
O que me grila, nessa vida de semi-foca (perguntarei aos meus veteranos quando termina –e se já terminou – tão singela fase), é até que ponto algumas feridas devem, ou precisam, ser mexidas. Orientação de cima pra baixo é carne de vaca em qualquer lugar (menos em casa de filho mimado e birrento, vá); eu sei. Tinha que saber, aliás, antes de entrar nessa profissão.
Mas de alguma forma, apesar de angustiante (após avistá-los na seqüência de uma curva de estrada), foi bom ver aqueles barracos todos do jardim União da Vitória, um dos mais pobres aqui de Londrina. Foi o tapa na cara, a teoria jogada naquele buraco de esgoto que vi, de que jornalismo de serviço e jornalismo neutro não são, definitivamente, sinônimos. Mas claro que não se excluem.
– Garrafais e e em vermelho, sim, senhor. Vermelho como a ferida daquele moleque sujo, descalço, me pedindo um passe. São os números quem dizem, vá se entender com eles.
*
Apesar de o meu estado de espírito estar mais pra cinema/pipoca ou vídeo/pão de queijo/cobertor, o churrasco de sábado foi proveitoso. Mesmo eu não estando lá, estando.
E, para o bem da imprensa londrinense (e para o mal de muita gente), ninguém explodiu uma bomba pesada – música brega ainda não faz taaaaanto estrago, né?
*
Viva a diversidade? Pff.
*
Chega. Chatice tem limite.
Só não é, ainda, o mesmo que maleducação. Assim, obrigada pelos toques de medicina oriental, Vítor. Deveras úteis, minha cabeça agradece :-)
*
random: Coffe + TV – Blur
Há quase três meses, quando comecei nessa loucurada de trabalhar em centímetros de texto, por dia, ouvindo depois algum feedback de leitor (coisa rara, a quem vinha de web), achava que minha primeira manchete seria, digamos assim, trivial.
Mas confesso: aqueles números garrafais, e em vermelho, me assustaram.
Não tanto pelo tamanho - exagero de editor? Apelo de banca? Sensacionalismo? Ou o fato, em si? Ainda não tenho malícia o suficiente pra distingüir. Quem sabe depois de mais umas chapudas e diálogos internos eu consiga responder.
*
Depois de uma tarde de domingão toda fora, chego na redação e o editor me recebe com um riso de canto de boca, como que dizendo “novidades, babe”. A matéria tinha repercutido; uma equipe dos supostos “ofendidos” havia procurado o jornal com uma “carta-manifesto” (eu diria um relatório de nada mais que obrigações, mas ok, não contrarie) explicando por A+B que 2 mais 2 não é 4: é menos. Realmente, o número 4 é apenas mais um nas cifras do que nossos “representantes” ganham. Pra cima de mim?
O que me grila, nessa vida de semi-foca (perguntarei aos meus veteranos quando termina –e se já terminou – tão singela fase), é até que ponto algumas feridas devem, ou precisam, ser mexidas. Orientação de cima pra baixo é carne de vaca em qualquer lugar (menos em casa de filho mimado e birrento, vá); eu sei. Tinha que saber, aliás, antes de entrar nessa profissão.
Mas de alguma forma, apesar de angustiante (após avistá-los na seqüência de uma curva de estrada), foi bom ver aqueles barracos todos do jardim União da Vitória, um dos mais pobres aqui de Londrina. Foi o tapa na cara, a teoria jogada naquele buraco de esgoto que vi, de que jornalismo de serviço e jornalismo neutro não são, definitivamente, sinônimos. Mas claro que não se excluem.
– Garrafais e e em vermelho, sim, senhor. Vermelho como a ferida daquele moleque sujo, descalço, me pedindo um passe. São os números quem dizem, vá se entender com eles.
*
Apesar de o meu estado de espírito estar mais pra cinema/pipoca ou vídeo/pão de queijo/cobertor, o churrasco de sábado foi proveitoso. Mesmo eu não estando lá, estando.
E, para o bem da imprensa londrinense (e para o mal de muita gente), ninguém explodiu uma bomba pesada – música brega ainda não faz taaaaanto estrago, né?
*
Viva a diversidade? Pff.
*
Chega. Chatice tem limite.
Só não é, ainda, o mesmo que maleducação. Assim, obrigada pelos toques de medicina oriental, Vítor. Deveras úteis, minha cabeça agradece :-)
*
random: Coffe + TV – Blur
19.8.03
sem título
Tenho pena de quem continua chegando aqui procurando por “frases de otimismo”. Tsc.
*
Não sei se alguém já disse isso, mas eu falo espontaneamente, sem nenhuma intenção (descarada) de plágio: as piores distâncias são aquelas que nós cultivamos aqui dentro.
Às vezes me dá um alívio pensar assim, porque detona com meus velhos conceitos de irreversibilidade.
Hm.
*
Hoje eu ouvi uma música tão fofa que até minha enxaqueca deu uma trégua.
Mas ela é companheira assídua nesses dias; fez questão de voltar.
Assim, se alguém de Londrina souber de, me diria sra. Kato, “terapias alternativas” contra essa lasqueira desgramada do inferno (leia com erres caipiras, por favor), plis, sou toda ouvidos e olhos. Desde que dito baixinho e sob luz amena, que o contrário disso castiga o ser.
*
Derradeira:
Je veut sortir.
(só não me pergunte de onde, nem para onde)
*
random: In my life – Beatles
N.A.: valeu, amiga.
Tenho pena de quem continua chegando aqui procurando por “frases de otimismo”. Tsc.
*
Não sei se alguém já disse isso, mas eu falo espontaneamente, sem nenhuma intenção (descarada) de plágio: as piores distâncias são aquelas que nós cultivamos aqui dentro.
Às vezes me dá um alívio pensar assim, porque detona com meus velhos conceitos de irreversibilidade.
Hm.
*
Hoje eu ouvi uma música tão fofa que até minha enxaqueca deu uma trégua.
Mas ela é companheira assídua nesses dias; fez questão de voltar.
Assim, se alguém de Londrina souber de, me diria sra. Kato, “terapias alternativas” contra essa lasqueira desgramada do inferno (leia com erres caipiras, por favor), plis, sou toda ouvidos e olhos. Desde que dito baixinho e sob luz amena, que o contrário disso castiga o ser.
*
Derradeira:
Je veut sortir.
(só não me pergunte de onde, nem para onde)
*
random: In my life – Beatles
N.A.: valeu, amiga.
11.8.03
Leia antes de morrer
Tem certas bobagens que eu adoro.
Outras, que me fazem pensar no sentido da vida.
Eis um trechinho:
Happy hour aumenta chances de sucesso na carreira, diz estudo
da France Presse, em Edimburgo (Reino Unido)
As pessoas que saem depois do trabalho para beber com os amigos têm mais chances de serem promovidas no emprego do que as que não gostam de happy hour, revela um estudo realizado na Universidade de Sterling, na Escócia, e divulgado hoje pela imprensa britânica.
N.R.: Bar Brasil, aqui vamos nós, futuros chefes de redação.
Ah, claro. Já ia me esquecendo que este é um espaço, antes de democrático (para comigo), bastante dedicado à cultura de nosso povo. Então tá.
*
Dedos duros de frio. Previsão de mais geada. Uma rádio gospel que (rejeita!) interfere nas caixas de som do micro.
Nossa, pimpolhos, como a tia reclama.
*
random: Eternal life – Jeff Buckley
(um dos melhores veneninhos dos últimos meses)
Tem certas bobagens que eu adoro.
Outras, que me fazem pensar no sentido da vida.
Eis um trechinho:
Happy hour aumenta chances de sucesso na carreira, diz estudo
da France Presse, em Edimburgo (Reino Unido)
As pessoas que saem depois do trabalho para beber com os amigos têm mais chances de serem promovidas no emprego do que as que não gostam de happy hour, revela um estudo realizado na Universidade de Sterling, na Escócia, e divulgado hoje pela imprensa britânica.
N.R.: Bar Brasil, aqui vamos nós, futuros chefes de redação.
Ah, claro. Já ia me esquecendo que este é um espaço, antes de democrático (para comigo), bastante dedicado à cultura de nosso povo. Então tá.
*
Dedos duros de frio. Previsão de mais geada. Uma rádio gospel que (rejeita!) interfere nas caixas de som do micro.
Nossa, pimpolhos, como a tia reclama.
*
random: Eternal life – Jeff Buckley
(um dos melhores veneninhos dos últimos meses)
10.8.03
Uma bicuda no tabuleiro, e eu fico bem
A viagem a Sampa, semana passada, me saiu os olhos, testa, bochechas, espinhas e dentes da cara. Mesmo assim, se pudesse, encararia a busanga parativa a Little Golds, sexta à noite, só pra entregar a meu pai mais alguma caixinha enfeitada com outra beatle coisinha dentro. Neurado da Silva, esse gosta dos descabelados, tá loco.
Mas como eu não poderia contrair a doença do sono, como a Paula bem me sugeriu (nosso S.A.C. anotou sua dica!), muito menos dar balão em compromissos de genti grandi (e tb de gente compromissada, oh Disus), eis-me nesta manhã super gelada redigindo notícias para... ninguém. Isso aí.
A (como diria um colunista daqui, hehe) "bonita mensagem" no canto esquerdo da página de nosso servidor, "Microsoft OLE DB Provider for ODBC Drivers error '80004005' " (etc), entre alguns substantivos que mocinha não deve escrever aqui (mas dizer tá ok), me fez repetir uma palavrinha que eu, particularmente, detesto.
Frustrante, frustrante, frustrante.
Pior que isso, só a dupla terrêvel flagrante/fragrante. Se bem que ela traz bem menos saudades.
*
Eu ia fazer pão hoje, pela primeira vez na vida, e orientada por minha mentora alimentícia, dona Gláucia, via Sercomtel.
Valeu, servidor saltimbanco trapalhão. Você me paga.
E em fermento, ovos, farinha, e o mais caro: tempo.
*
Por falar em saltimbanco, não teve jeito. Achei que conseguiria, este ano, me livrar daquela maldição, mas foi mais forte. Assim como na gerência crítica da novela das oito (tarefa na qual sou auxiliada com afinco e destreza pela companheira Hérika, repórti e republicana), não consegui chegar em casa depois do Criança Esperança. Não deu, eu bem que quis, eu relutei, chorei de pavor, mas não resisti à tentação de ver mais e mais podrera à mercê de opiniões deveras sádicas.
Na verdade, mais que ajuda às crianças desnutridas de Pindaíba do Norte (rejeita, maldade, rejeita!), vejo aquele circo como uma comprovação empírica, ao vivo e em playback, do que tio Murphy (de novo ele) queria dizer quando balbuciava ao pé da cama, já cansado de tanto pregar e ser incompreendido, que "tudo que está ruim pode piorar".
Pois é. Kelly Key chamando Uanessa Camargo, que chamou Maurício Mattar e Angélica (ugh!-mor), que chamaram uma Xuxa punk!, que chamou Daniel (não tudo necessariamente nessa ordem, mas a intenção é a mesma) são a "nata" da teoria murphiniana. Literalmente, o fundo do poço, a rapa do tacho, a ramela do cantinho.
E eu ainda sujo isso aqui descrevendo as ilustres presenssas, oh céus. Melhor rmesmo meu pai se privar de criaturas subversivas, acabei de crer.
...
Ah, suspiro : (
*
random: Cê tá pensando que eu sô lóki? – Arnaldo Baptista
A viagem a Sampa, semana passada, me saiu os olhos, testa, bochechas, espinhas e dentes da cara. Mesmo assim, se pudesse, encararia a busanga parativa a Little Golds, sexta à noite, só pra entregar a meu pai mais alguma caixinha enfeitada com outra beatle coisinha dentro. Neurado da Silva, esse gosta dos descabelados, tá loco.
Mas como eu não poderia contrair a doença do sono, como a Paula bem me sugeriu (nosso S.A.C. anotou sua dica!), muito menos dar balão em compromissos de genti grandi (e tb de gente compromissada, oh Disus), eis-me nesta manhã super gelada redigindo notícias para... ninguém. Isso aí.
A (como diria um colunista daqui, hehe) "bonita mensagem" no canto esquerdo da página de nosso servidor, "Microsoft OLE DB Provider for ODBC Drivers error '80004005' " (etc), entre alguns substantivos que mocinha não deve escrever aqui (mas dizer tá ok), me fez repetir uma palavrinha que eu, particularmente, detesto.
Frustrante, frustrante, frustrante.
Pior que isso, só a dupla terrêvel flagrante/fragrante. Se bem que ela traz bem menos saudades.
*
Eu ia fazer pão hoje, pela primeira vez na vida, e orientada por minha mentora alimentícia, dona Gláucia, via Sercomtel.
Valeu, servidor saltimbanco trapalhão. Você me paga.
E em fermento, ovos, farinha, e o mais caro: tempo.
*
Por falar em saltimbanco, não teve jeito. Achei que conseguiria, este ano, me livrar daquela maldição, mas foi mais forte. Assim como na gerência crítica da novela das oito (tarefa na qual sou auxiliada com afinco e destreza pela companheira Hérika, repórti e republicana), não consegui chegar em casa depois do Criança Esperança. Não deu, eu bem que quis, eu relutei, chorei de pavor, mas não resisti à tentação de ver mais e mais podrera à mercê de opiniões deveras sádicas.
Na verdade, mais que ajuda às crianças desnutridas de Pindaíba do Norte (rejeita, maldade, rejeita!), vejo aquele circo como uma comprovação empírica, ao vivo e em playback, do que tio Murphy (de novo ele) queria dizer quando balbuciava ao pé da cama, já cansado de tanto pregar e ser incompreendido, que "tudo que está ruim pode piorar".
Pois é. Kelly Key chamando Uanessa Camargo, que chamou Maurício Mattar e Angélica (ugh!-mor), que chamaram uma Xuxa punk!, que chamou Daniel (não tudo necessariamente nessa ordem, mas a intenção é a mesma) são a "nata" da teoria murphiniana. Literalmente, o fundo do poço, a rapa do tacho, a ramela do cantinho.
E eu ainda sujo isso aqui descrevendo as ilustres presenssas, oh céus. Melhor rmesmo meu pai se privar de criaturas subversivas, acabei de crer.
...
Ah, suspiro : (
*
random: Cê tá pensando que eu sô lóki? – Arnaldo Baptista
8.8.03
Accidental life
Dia dos pais.
Materinha sobre papis jovens na agência; na conversa com o Thom (cuja filhota, Malu, chega a este mundo louco em dezembro), a sentença:
- Hehe, Janis, tá com cara de quem precisa dormir mooito!
- Dahnn?
*
Semana com sueldos en las manos, mas arregaçada enquanto pessoa humana, a nível de bagaço. A mente não aceita, mas o corpo denuncia que estou me senilizando gradual e enfaticamente. Que canseira, que dor nos olhos, nos dedos, n'alma - principalmente nela. E o mais cadelo de tudo isso: eu não sei por que raio de motivo.
Oh.
*
Na falta do que postar (aliás, estou tendo aulas práticas de especialização nesta modalidade de pilantragem), deixo aqui o apoio incondicional e sorrateiro ao Claudinho em seu ódio imortal ao moleque idiota das Casas Bahia. Há um tempo (na verdade, desde que o sujeito aparece nas telas) que nutro esse tipo de rancor fundamentado (não ouse discordar) de tão abominável figura. Agora que notei que não estou só nessa barca, afundemo-la em piche quente desde já.
O motivo para tanto rancor? Certeza que quereis saber, oh, crianças? Acaso imaginais que é ter um mínimo mindinho minguado de tempo e disposição para ver a (spetacular spetacular) programação da TV aberta e deparar com ... aquilo? Mala, puta mala.
E olha que eu tô longe da menopausa.
Pior que isso só um político que, esses dias, apareceu umas quatro vezes seguidas em inserções de intermináveis 30 segundos abrindo o diálogo com o amigo leitor, digo, telespectador, com um respeitoso "Eu peço licença para entrar na sua casa".
Vá se catar, mameluco. E o incrêvel é que eu ainda assisto, parece que só pra xingar.
*
Agora toca ao vivo CPM 22 a seis quadras da minha casa. Que honra. Que coceira.
E eu creio mais e mais e mais e mais em Murphy e sua corja do mal.
*
PORQUE BLOCO DE NOTAS TAMBÉM É CULTURA!
Se.ni.li.da.de
[De senil + -(i)dade.]
S. f.
1. Qualidade ou estado de senil; decrepitude.
2. Idade senil.
3. Fraqueza intelectual resultante da velhice.
Aí eu lembrei que esses dias me zoaram porque escrevi um "velotrol" em um textozinho mais descontraído. Trocaram pelo frio e muderno "triciclo". E então lembrei que hoje me cortaram (em igual tipo de texto) um "despudorado".
Salve Auréio, essa caixa de Pandora.
*
Depois de muito ler sobre o assunto (rá), concluí que estou com a Síndrome de Burnout.
E que, Janis, você precisa mesmo dormir. E parar de alugar os outros com tanta besteira.
*
random: Nana nenê / que a Cuca vem pegar
Dia dos pais.
Materinha sobre papis jovens na agência; na conversa com o Thom (cuja filhota, Malu, chega a este mundo louco em dezembro), a sentença:
- Hehe, Janis, tá com cara de quem precisa dormir mooito!
- Dahnn?
*
Semana com sueldos en las manos, mas arregaçada enquanto pessoa humana, a nível de bagaço. A mente não aceita, mas o corpo denuncia que estou me senilizando gradual e enfaticamente. Que canseira, que dor nos olhos, nos dedos, n'alma - principalmente nela. E o mais cadelo de tudo isso: eu não sei por que raio de motivo.
Oh.
*
Na falta do que postar (aliás, estou tendo aulas práticas de especialização nesta modalidade de pilantragem), deixo aqui o apoio incondicional e sorrateiro ao Claudinho em seu ódio imortal ao moleque idiota das Casas Bahia. Há um tempo (na verdade, desde que o sujeito aparece nas telas) que nutro esse tipo de rancor fundamentado (não ouse discordar) de tão abominável figura. Agora que notei que não estou só nessa barca, afundemo-la em piche quente desde já.
O motivo para tanto rancor? Certeza que quereis saber, oh, crianças? Acaso imaginais que é ter um mínimo mindinho minguado de tempo e disposição para ver a (spetacular spetacular) programação da TV aberta e deparar com ... aquilo? Mala, puta mala.
E olha que eu tô longe da menopausa.
Pior que isso só um político que, esses dias, apareceu umas quatro vezes seguidas em inserções de intermináveis 30 segundos abrindo o diálogo com o amigo leitor, digo, telespectador, com um respeitoso "Eu peço licença para entrar na sua casa".
Vá se catar, mameluco. E o incrêvel é que eu ainda assisto, parece que só pra xingar.
*
Agora toca ao vivo CPM 22 a seis quadras da minha casa. Que honra. Que coceira.
E eu creio mais e mais e mais e mais em Murphy e sua corja do mal.
*
PORQUE BLOCO DE NOTAS TAMBÉM É CULTURA!
Se.ni.li.da.de
[De senil + -(i)dade.]
S. f.
1. Qualidade ou estado de senil; decrepitude.
2. Idade senil.
3. Fraqueza intelectual resultante da velhice.
Aí eu lembrei que esses dias me zoaram porque escrevi um "velotrol" em um textozinho mais descontraído. Trocaram pelo frio e muderno "triciclo". E então lembrei que hoje me cortaram (em igual tipo de texto) um "despudorado".
Salve Auréio, essa caixa de Pandora.
*
Depois de muito ler sobre o assunto (rá), concluí que estou com a Síndrome de Burnout.
E que, Janis, você precisa mesmo dormir. E parar de alugar os outros com tanta besteira.
*
random: Nana nenê / que a Cuca vem pegar
30.7.03
Entre parênteses
Comentando sobre o show de uma banda fofa em setembro, ontem, eu ouvi isso:
– Tenho ódio do Radiohead, do Coldplay e de tudo que é banda depressiva. Ódio. Perco o controle, tenho ódio, ódio, ódio. Vamos mudar de assunto?
Ainda bem que tinha soltado só uma meia dúzia de palavras. Ensaiei uma argumentação do tipo pessoas são diferentes/tudo bem, pessoas gostam de coisas diferentes/(ok, ok, tenho pena de algumas pessoas)/pessoas têm sentimentos distintos em relação à música, patatipatatá.
Depois de descobrir que meu sucinto interlocutor
1– é fã incondicional de reggae, xote, baião, pagode, samba e pop nacional ATUAL e
2– tem uma namorada que tentou suicídio ouvindo “OK Computer”,
entendi que sou devagar, bem devagar, bem devagar, bem devagar, devagarinho pra desistir de um objetivo. Tive que abrir mão aqui, pois não quero evangelizar prego, muito menos tenho batina pra tal.
..................
Sempre fazem aquela piadinha super criativa em relação a um de meus sobrenomes. “Ah, sei, teu pai é dono da viação Garcia, né?”, 3 em cada 2 babões me lascam no ouvido. Presta atenção, garoto: o dia em que meu pai me cobrar 110 pilas pra uma viagem até Sampa (a qual aproveitarei DOIS longuíssimos dias, poutz), eu me deserdo. E ainda peço o ISOPai de volta.
Ele não seria tão mau com a filhota que não vai pra casa no segundo domingo de agosto (mas que sabe o presente que ele quer, hehe). Seria?
Anyway, faço o teste só depois de a encomenda do Sedex chegar.
.................
Se os gostos são diferentes, benza Deus, digo que, pra mim, o sujeito que emprega a pontuação (essa relegada a segundo plano, pobrezinha) corretamente merece confetes coloridos da minha sacolinha branca cor de poodle. Não me pergunte o porquê; só sei que foi assim.
Um dia, então, eu tento entender minha incapacidade de escrever sem usar parênteses, esses mequetrefes atravancadores de texto (imagina).
..................
Festinha hoje à la anos 70. Uhu!
Trampo amanhã cedo, sono acumulado e mais ene coisas por resolver até... hm, amanhã. Ugh.!
Nessas horas eu consigo ver uma listagem completa de motivos éticos clamando desesperados pela realização da clonagem humana. Aí me lembro da seqüência do elefante (que “...incomoda muita gen, teee... dois elefantes incomodam....”), e meu lado Antinori-radical-sanguinolento vai embora rapidinho. Pensando bem, melhor não. Ou meu pobre maninho, sobrevivente de guerra, teria desertado há moito do posto.
..................
random: Myxomatosis – Radiohead
Comentando sobre o show de uma banda fofa em setembro, ontem, eu ouvi isso:
– Tenho ódio do Radiohead, do Coldplay e de tudo que é banda depressiva. Ódio. Perco o controle, tenho ódio, ódio, ódio. Vamos mudar de assunto?
Ainda bem que tinha soltado só uma meia dúzia de palavras. Ensaiei uma argumentação do tipo pessoas são diferentes/tudo bem, pessoas gostam de coisas diferentes/(ok, ok, tenho pena de algumas pessoas)/pessoas têm sentimentos distintos em relação à música, patatipatatá.
Depois de descobrir que meu sucinto interlocutor
1– é fã incondicional de reggae, xote, baião, pagode, samba e pop nacional ATUAL e
2– tem uma namorada que tentou suicídio ouvindo “OK Computer”,
entendi que sou devagar, bem devagar, bem devagar, bem devagar, devagarinho pra desistir de um objetivo. Tive que abrir mão aqui, pois não quero evangelizar prego, muito menos tenho batina pra tal.
..................
Sempre fazem aquela piadinha super criativa em relação a um de meus sobrenomes. “Ah, sei, teu pai é dono da viação Garcia, né?”, 3 em cada 2 babões me lascam no ouvido. Presta atenção, garoto: o dia em que meu pai me cobrar 110 pilas pra uma viagem até Sampa (a qual aproveitarei DOIS longuíssimos dias, poutz), eu me deserdo. E ainda peço o ISOPai de volta.
Ele não seria tão mau com a filhota que não vai pra casa no segundo domingo de agosto (mas que sabe o presente que ele quer, hehe). Seria?
Anyway, faço o teste só depois de a encomenda do Sedex chegar.
.................
Se os gostos são diferentes, benza Deus, digo que, pra mim, o sujeito que emprega a pontuação (essa relegada a segundo plano, pobrezinha) corretamente merece confetes coloridos da minha sacolinha branca cor de poodle. Não me pergunte o porquê; só sei que foi assim.
Um dia, então, eu tento entender minha incapacidade de escrever sem usar parênteses, esses mequetrefes atravancadores de texto (imagina).
..................
Festinha hoje à la anos 70. Uhu!
Trampo amanhã cedo, sono acumulado e mais ene coisas por resolver até... hm, amanhã. Ugh.!
Nessas horas eu consigo ver uma listagem completa de motivos éticos clamando desesperados pela realização da clonagem humana. Aí me lembro da seqüência do elefante (que “...incomoda muita gen, teee... dois elefantes incomodam....”), e meu lado Antinori-radical-sanguinolento vai embora rapidinho. Pensando bem, melhor não. Ou meu pobre maninho, sobrevivente de guerra, teria desertado há moito do posto.
..................
random: Myxomatosis – Radiohead
29.7.03
Cul de sac
Felicidade combate o vírus da gripe, dizem pesquisadores
Pessoas felizes teriam três vezes a menos de chance de ficarem gripadas, de acordo com uma pesquisa conduzida por psicólogos americanos.
O pesquisador Sheldon Cohen, da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, liderou um estudo com mais de 300 voluntários saudáveis. Cada um foi entrevistado por duas semanas para que seu estado emocional fosse medido. Eles foram classificados em categorias positivas --felizes, satisfeitos, relaxados-- e negativas --ansiosos, hostis e deprimidos.
Depois, cada voluntário recebeu um jato de spray com o vírus da gripe. Nos cinco dias seguintes, eles passaram por mais entrevistas enquanto os pesquisadores buscavam sintomas da doença. Os voluntários enquadrados nas três categorias positivas também foram aqueles que apresentaram mais resistência.
Para Cohen, pessoas felizes costumam ter estilos de vida mais saudáveis, com níveis controlados de estresse, o que afeta o sistema imunológico.
A pesquisa foi publicada na última edição da revista "Psychosomatic Medicine" (www.psychosomaticmedicine.org).
..................
Estou cética hoje (não brinca!). Por isso, vírus malditos, rapem fora.
Felicidade combate o vírus da gripe, dizem pesquisadores
Pessoas felizes teriam três vezes a menos de chance de ficarem gripadas, de acordo com uma pesquisa conduzida por psicólogos americanos.
O pesquisador Sheldon Cohen, da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, liderou um estudo com mais de 300 voluntários saudáveis. Cada um foi entrevistado por duas semanas para que seu estado emocional fosse medido. Eles foram classificados em categorias positivas --felizes, satisfeitos, relaxados-- e negativas --ansiosos, hostis e deprimidos.
Depois, cada voluntário recebeu um jato de spray com o vírus da gripe. Nos cinco dias seguintes, eles passaram por mais entrevistas enquanto os pesquisadores buscavam sintomas da doença. Os voluntários enquadrados nas três categorias positivas também foram aqueles que apresentaram mais resistência.
Para Cohen, pessoas felizes costumam ter estilos de vida mais saudáveis, com níveis controlados de estresse, o que afeta o sistema imunológico.
A pesquisa foi publicada na última edição da revista "Psychosomatic Medicine" (www.psychosomaticmedicine.org).
..................
Estou cética hoje (não brinca!). Por isso, vírus malditos, rapem fora.
28.7.03
No concurso pra coveiro:
– Nenhum problema em ter um namorado que mexe com pessoas mortas?
– Não, imagina. É gente como nós. (sic) Além do mais, SE eu não estivesse empregada, faria a prova também. É uma profissão muito massa.
Ê povinho mais mentiroso, jisuis-maria-josé. Queria dar uma enxada pra essa negada cavar três covas de sete palmos por dia, sob sol ou chuva. Muito defunto daria um jeitinho de se virar, tenho certeza.
E antes que me achem preconceituosa, não tenho nada contra os coveiros. Mas não toparia meeesmo a parada, cagona e fracote que sou.
..................
Na rua, na saída do mercado, dois velhotes:
– Faaaaaaaaaala, malandrão!!!!!! Sumido, héin? Que que tá aprontando, me conta?
– Minha mulher faleceu há duas semanas...
– (cara de parvo)
Vai, malandrão, falastrão, pega que é tuuuuuuua.
Lari, lará, que às vezes eu queria ser surda-da. Tá loco.
..................
Mais reforma da previdência:
Só porque eu dei de ombros pra essa idiotice toda, agora o cuspe acertou em cheio o meu terceiro olho, na região do nariz (porque não sou Elba Ramalho, meu rei). Se acontece sacal reforma, continua essa droga de greve de servidores (instintos terroristas, tomem prumo!), o que impede que eu leve meu diploma para obter o tão sonhado, ansiado e desejado registro no MTb. Uou, forrrtes emoções, bixo.
É um argumento bem egoísta, mas de uma pureza inenarrável*.
*Oh, a segunda-feira atingiu em cheio esse meu coração pleno de sono. A semana promete...
..................
random: Tá bom – Los Hermanos
– Nenhum problema em ter um namorado que mexe com pessoas mortas?
– Não, imagina. É gente como nós. (sic) Além do mais, SE eu não estivesse empregada, faria a prova também. É uma profissão muito massa.
Ê povinho mais mentiroso, jisuis-maria-josé. Queria dar uma enxada pra essa negada cavar três covas de sete palmos por dia, sob sol ou chuva. Muito defunto daria um jeitinho de se virar, tenho certeza.
E antes que me achem preconceituosa, não tenho nada contra os coveiros. Mas não toparia meeesmo a parada, cagona e fracote que sou.
..................
Na rua, na saída do mercado, dois velhotes:
– Faaaaaaaaaala, malandrão!!!!!! Sumido, héin? Que que tá aprontando, me conta?
– Minha mulher faleceu há duas semanas...
– (cara de parvo)
Vai, malandrão, falastrão, pega que é tuuuuuuua.
Lari, lará, que às vezes eu queria ser surda-da. Tá loco.
..................
Mais reforma da previdência:
Só porque eu dei de ombros pra essa idiotice toda, agora o cuspe acertou em cheio o meu terceiro olho, na região do nariz (porque não sou Elba Ramalho, meu rei). Se acontece sacal reforma, continua essa droga de greve de servidores (instintos terroristas, tomem prumo!), o que impede que eu leve meu diploma para obter o tão sonhado, ansiado e desejado registro no MTb. Uou, forrrtes emoções, bixo.
É um argumento bem egoísta, mas de uma pureza inenarrável*.
*Oh, a segunda-feira atingiu em cheio esse meu coração pleno de sono. A semana promete...
..................
random: Tá bom – Los Hermanos
26.7.03
Quem gosta deles põe o dedo aqui
Não sei, mas penso que, pra algumas criaturas desse mundo, um inferno bem quente, bafejante e com caixas de som no último volume com aquele pagodinho em mid, porreta, seria pouco como castigo. Falo dos hackers, essa raça sub-humana covarde, boba e feia.
“Pra que tanto ódio em teu coração, oh, por quê? Hackers também são seres humanos!”, me diria aquele que avistasse o fel nas palavras. Que se dane, eu odeio de todo o meu coração essas figuras que me atrapalham o trabalho de manhã, travando o micro 11 em cada dez vezes, ou como agora, quando eu lerIA uma matéria que fiz ontem e que (ai que delícia) será retomada amanhã. Concurso pra cargo em cemitério é foda, mas isso aqui consegue ser pior:
We are a little in this world
but from the little that we are
we know how to make the difference!
Quem quiser ver (vamos ver se a galera do CPD da Folha consegue ser mais rápida, rá), a singela mensagem do teenatack está aqui.
Isso que dá excesso de leite na idéia e mamãe ausente.
*
Os comentários deste bloquinho voltaram. Ainda bem, porque eu dificilmente os leio só uma vez.
E, a propósito, um amigo fez uma enorme caridade esta semana, pra quem ouvia e cantarolava partes de faixaginha tão fofa, sem saber em que álbum jazia, muito menos o nome da desgramada. Valeu, truta.
random: My Uptight Life – Teenage Fanclub
The morning sun opens up my eyes
What I see is the same world I know you're seeing
My dreams are real until I realise
Realising's a slow fade from thought to being
The waking world is full of cynics' sighs
Cynicism's a box I don't want to be in
I'll stay in bed until I stabilize
I try to write this song
To move my life along
I know what I dream of
I'll save my life for love
Hidden meanings don't need to hide
When I hide from the world you're the one who'll find me
They don't need screening from the world outside
If the truth's overdue I know you'll remind me
If the truth police are sniffing out a lie
I've done nothing in life I can't put behind me
I'll use my life as an alibi
Meaning is something I got from you
Whenever I lost the plot you knew
What is it I haven't got
When I've got you
Meaning is something I got from you
Whenever I lost the plot you knew
What is it I haven't got
When I've got you
All my life I felt so uptight
Now it's all right.
- - - - - - - - - - - - - - - - - -
Nada a declarar depois disso. Só que falta uma semaninha, uma semaninha, uma semaninha pra eu ir pra cidade que eu mais amo nessa minha vidinha pseudo-acomodada.
Não sei, mas penso que, pra algumas criaturas desse mundo, um inferno bem quente, bafejante e com caixas de som no último volume com aquele pagodinho em mid, porreta, seria pouco como castigo. Falo dos hackers, essa raça sub-humana covarde, boba e feia.
“Pra que tanto ódio em teu coração, oh, por quê? Hackers também são seres humanos!”, me diria aquele que avistasse o fel nas palavras. Que se dane, eu odeio de todo o meu coração essas figuras que me atrapalham o trabalho de manhã, travando o micro 11 em cada dez vezes, ou como agora, quando eu lerIA uma matéria que fiz ontem e que (ai que delícia) será retomada amanhã. Concurso pra cargo em cemitério é foda, mas isso aqui consegue ser pior:
but from the little that we are
we know how to make the difference!
Quem quiser ver (vamos ver se a galera do CPD da Folha consegue ser mais rápida, rá), a singela mensagem do teenatack está aqui.
Isso que dá excesso de leite na idéia e mamãe ausente.
*
Os comentários deste bloquinho voltaram. Ainda bem, porque eu dificilmente os leio só uma vez.
E, a propósito, um amigo fez uma enorme caridade esta semana, pra quem ouvia e cantarolava partes de faixaginha tão fofa, sem saber em que álbum jazia, muito menos o nome da desgramada. Valeu, truta.
random: My Uptight Life – Teenage Fanclub
The morning sun opens up my eyes
What I see is the same world I know you're seeing
My dreams are real until I realise
Realising's a slow fade from thought to being
The waking world is full of cynics' sighs
Cynicism's a box I don't want to be in
I'll stay in bed until I stabilize
I try to write this song
To move my life along
I know what I dream of
I'll save my life for love
Hidden meanings don't need to hide
When I hide from the world you're the one who'll find me
They don't need screening from the world outside
If the truth's overdue I know you'll remind me
If the truth police are sniffing out a lie
I've done nothing in life I can't put behind me
I'll use my life as an alibi
Meaning is something I got from you
Whenever I lost the plot you knew
What is it I haven't got
When I've got you
Meaning is something I got from you
Whenever I lost the plot you knew
What is it I haven't got
When I've got you
All my life I felt so uptight
Now it's all right.
- - - - - - - - - - - - - - - - - -
Nada a declarar depois disso. Só que falta uma semaninha, uma semaninha, uma semaninha pra eu ir pra cidade que eu mais amo nessa minha vidinha pseudo-acomodada.
22.7.03
21.7.03
Alien
Às vezes eu penso se estou mesmo na profissão certa. Não que não goste do que faço; poderia desfiar um terço aqui, como já fiz em partes, em vários outros posts, sobre o tesão que é praticar o jornalismo.
Mas reforma da previdência, perdoem-me os atualizados de plantão, é um Porre. Menina esforçada que é, fã dos cadernos de política e tudo mais (isso é sério), Janaina até tenta ler aquelas longas matérias e acompanhar aqueles graficozinhos mais ilustrados, cheio de setas vermelhas e balões, mostrando o que muda e quem se ferra, literalmente, com as superemocionantes alterações no texto da previdência. Mas (sempre há um conectivo desses na sua vida, é questão de tempo) não dá, é mais forte que eu.
Às vezes eu penso se estou mesmo na profissão certa. Não que não goste do que faço; poderia desfiar um terço aqui, como já fiz em partes, em vários outros posts, sobre o tesão que é praticar o jornalismo.
Mas reforma da previdência, perdoem-me os atualizados de plantão, é um Porre. Menina esforçada que é, fã dos cadernos de política e tudo mais (isso é sério), Janaina até tenta ler aquelas longas matérias e acompanhar aqueles graficozinhos mais ilustrados, cheio de setas vermelhas e balões, mostrando o que muda e quem se ferra, literalmente, com as superemocionantes alterações no texto da previdência. Mas (sempre há um conectivo desses na sua vida, é questão de tempo) não dá, é mais forte que eu.
20.7.03
Take it easy, eu costumava dizer
Nunca pensei que um carregador desaparecido fosse capaz de me deixar tão, mas tão, mas tão puta.
Aliás, perder coisas inexplicavelmente (e olha que eu consigo isso dentro do meu próprio quarto), além de corriqueiro (e, claro, aparecem quando você NÃO as quer), é algo extremamente irritante à pessoa humana de Janaina.
E o biiiii de bateria fraca apitando não fica atrás. E acordar cedo no domingo pra trabalhar, toda feliz e faceira (o que uma caipirinha na noite anterior não faz, Disus), e ver dois servidores fora do ar (é, justo os que vc precisa), também.
Mais ridícula que minhas reclamações, só a propagandazinha contra o fumo, do Governo Federal - agora com áudio -, durante a corrida de Fórmula 1. Coisa mais besta. Até eu que não sou adepta de artefato tão fedido (desculpem-me os fumantes, mas aquilo é nojento) acho tudo uma baboseira, ou, como diria um dos porteiros, "baita gastamento de dinheiro do povo, sô". Então tá.
.......
Eu quero um carregador
Eu quero um carregador
Eu quero um carregador
Eu quero um carregador
(quem espera sempre alcança?)
.......
Alcança. Pelo menos o Barrichello, coitado. Anyway, "brilhante e perfeito", nas palavras do mala superlativista da Globo, é um pouco demais de se ouvir a quem já viu Ayrton Senna correr e dar seguidos shows.
.......
random: The sun shines from you – Teenage Fanclub
Impossível ficar brava por muito tempo depois disso. Fora que o dia está lindo lá fora, ah, se está.
Nunca pensei que um carregador desaparecido fosse capaz de me deixar tão, mas tão, mas tão puta.
Aliás, perder coisas inexplicavelmente (e olha que eu consigo isso dentro do meu próprio quarto), além de corriqueiro (e, claro, aparecem quando você NÃO as quer), é algo extremamente irritante à pessoa humana de Janaina.
E o biiiii de bateria fraca apitando não fica atrás. E acordar cedo no domingo pra trabalhar, toda feliz e faceira (o que uma caipirinha na noite anterior não faz, Disus), e ver dois servidores fora do ar (é, justo os que vc precisa), também.
Mais ridícula que minhas reclamações, só a propagandazinha contra o fumo, do Governo Federal - agora com áudio -, durante a corrida de Fórmula 1. Coisa mais besta. Até eu que não sou adepta de artefato tão fedido (desculpem-me os fumantes, mas aquilo é nojento) acho tudo uma baboseira, ou, como diria um dos porteiros, "baita gastamento de dinheiro do povo, sô". Então tá.
.......
Eu quero um carregador
Eu quero um carregador
Eu quero um carregador
Eu quero um carregador
(quem espera sempre alcança?)
.......
Alcança. Pelo menos o Barrichello, coitado. Anyway, "brilhante e perfeito", nas palavras do mala superlativista da Globo, é um pouco demais de se ouvir a quem já viu Ayrton Senna correr e dar seguidos shows.
.......
random: The sun shines from you – Teenage Fanclub
Impossível ficar brava por muito tempo depois disso. Fora que o dia está lindo lá fora, ah, se está.
18.7.03
Aguarde um minutinho, senhora
Por um baita acaso ouvi ontem no rádio que reclamações de clientes dos sistemas de telefonia parecem ter perdido um pouco da burocracia, já que o Procon andou agilizando as paradinhas judiciais contra esses malas.
Não bastasse pagar mais caro numa droga de aparelho só por ele ser pré-pago; ter de aturar uma bateria bizonha que dura no máximo DOIS! longuíssimos dias (e que, claro, me deixa na mão naquelas ligações mais importantes); esperar o sms que não vem (e ser obrigada a ouvir a atendente me perguntar “como que a senhora faz para ler suas mensagens no apareeeelho?”, aff), tenho hoje a felicíssima notícia de que meus créditos, bem guardados que estavam, tiveram o segundo arrastão à la Fernando Collor em menos de dois meses.
Quando eu falo que a vida é feita de despedidas, não estou brincando. Mas nesse caso, se despediram e nem me avisaram, calhordas.
Logo me despeço rumo à China, vocês vão ver.
.........
Hoje eu vi uma cena na rua que me lembrou o grande teórico da classe média lebloniana, Manoel Carlos (ok, forcei um pouquinho) .
Por sinal, foi bem em frente ao colégio de freiras aqui perto. E ao lado do bosque que (de frente para o antro religioso – rárárá), à noite, seres de intenção pouco cristã fumam suas substâncias perniciosas. Bando de pecadores.
Era perto das nove da manhã. Ao longe, esta escriba (essa palavra me lembra o Brasil Colônia, don´t know why) avistou uma senhora de seus 50 anos (estaria ela embebida em Renew? Oh, será?) sacando, sorrateira, uma daquelas garrafinhas de bebida e dando-lhe uma golada de fazer inveja a muito bebum que eu conheço. Aliás, sempre achei que aquilo é frasco de perfume.
Pois é. Se a vida é foda - diria alguém a alguém que não agüenta mais ouvir isso - tenho medo de imaginar como é a da tiazinha da bebida.
[ Não, pequeno. Aquilo não era Taffman, nem chá de poejo, antes que você me tache de maliciosa. Eu vi a expressão de Santana depois, eu vi. ]
.........
Aulas de alongamento são verdadeiras bênçãos quando se precisa muito de um encontro providencial com elas. E são as mesmas que mostram o quão limitado é o ser humano, seja para levar os braços até atrás da nuca, seja para encostar o cotovelo no chão, naquelas posições mais cadelas.
Eu hei de melhorar, eu hei de melhorar, a neurolingüística me disse!
(passar frio nos dedos da mão, adverte o Ministério do Bom Senso, é um perigo pra cabeça)
.........
random: Rebel Rebel - David Bowie
Por um baita acaso ouvi ontem no rádio que reclamações de clientes dos sistemas de telefonia parecem ter perdido um pouco da burocracia, já que o Procon andou agilizando as paradinhas judiciais contra esses malas.
Não bastasse pagar mais caro numa droga de aparelho só por ele ser pré-pago; ter de aturar uma bateria bizonha que dura no máximo DOIS! longuíssimos dias (e que, claro, me deixa na mão naquelas ligações mais importantes); esperar o sms que não vem (e ser obrigada a ouvir a atendente me perguntar “como que a senhora faz para ler suas mensagens no apareeeelho?”, aff), tenho hoje a felicíssima notícia de que meus créditos, bem guardados que estavam, tiveram o segundo arrastão à la Fernando Collor em menos de dois meses.
Quando eu falo que a vida é feita de despedidas, não estou brincando. Mas nesse caso, se despediram e nem me avisaram, calhordas.
Logo me despeço rumo à China, vocês vão ver.
.........
Hoje eu vi uma cena na rua que me lembrou o grande teórico da classe média lebloniana, Manoel Carlos (ok, forcei um pouquinho) .
Por sinal, foi bem em frente ao colégio de freiras aqui perto. E ao lado do bosque que (de frente para o antro religioso – rárárá), à noite, seres de intenção pouco cristã fumam suas substâncias perniciosas. Bando de pecadores.
Era perto das nove da manhã. Ao longe, esta escriba (essa palavra me lembra o Brasil Colônia, don´t know why) avistou uma senhora de seus 50 anos (estaria ela embebida em Renew? Oh, será?) sacando, sorrateira, uma daquelas garrafinhas de bebida e dando-lhe uma golada de fazer inveja a muito bebum que eu conheço. Aliás, sempre achei que aquilo é frasco de perfume.
Pois é. Se a vida é foda - diria alguém a alguém que não agüenta mais ouvir isso - tenho medo de imaginar como é a da tiazinha da bebida.
[ Não, pequeno. Aquilo não era Taffman, nem chá de poejo, antes que você me tache de maliciosa. Eu vi a expressão de Santana depois, eu vi. ]
.........
Aulas de alongamento são verdadeiras bênçãos quando se precisa muito de um encontro providencial com elas. E são as mesmas que mostram o quão limitado é o ser humano, seja para levar os braços até atrás da nuca, seja para encostar o cotovelo no chão, naquelas posições mais cadelas.
Eu hei de melhorar, eu hei de melhorar, a neurolingüística me disse!
(passar frio nos dedos da mão, adverte o Ministério do Bom Senso, é um perigo pra cabeça)
.........
random: Rebel Rebel - David Bowie
17.7.03
A primeira noite depois de muito tempo
Minha primeira experiência como produtora de programa jornalístico foi em rádio, no (pra mim, tá?) já longínquo ano de 2000. Divertido, mas trabalhoso (como tem que ser, se tiver que prestar), o rebento era um documentário sobre a autonomia feminina, com os devidos espaços preenchidos (e os que faltavam ser) por nós (licença, homarada). No fim, sangue, suor, lágrimas e noites em claro da equipe teriam de ser coroados com um título minimamente coerente. Pouco adepta de Coca-Cola que sempre fui (aquilo é desentupidor de pia, sente só), a qual fui meio que obrigada a tomar naquelas longas noitadas de diversão intelectual (roteiros longos não são legais, não são), sofri o impacto n’alma, acompanhada de meu fiel escudeiro, o co-produtor Du, na engrenagem do nome: “A força do sexo frágil”.
Pois bem. Três anos depois, além de achar isso tudo brega até a cutícula do dedo mindinho do meu pé esquerdo (mas, ok, reconheço: minha consciência é uma pluma francesa), eu chego à conclusão de que, uou, essa pecha ainda predomina nalguns setores nunca dantes superados por nossas representantes da TPM. Sim, minha pequena, não te aflija. Sê humilde e reconhece que inocentes partidinhas de futebol diante de homens bobos e maus exigem, sim, que proves tua força. Caminha adiante, altiva, e avista a cruel verdade: destreza também não te faz mal. Bem como preparo físico, tática de jogo, noções de posicionamento, até a comemoração do gol. Ou seja: pequenos detalhes que não fazem mal a ninguém que queira se aventurar por terreno tão ardiloso.
Agruras, agruras. Minhas pernas dóem como nunca, essas safadas.
*
Diria aquela personalidade bigbrotheriana, num lampejo de sabedoria matuta, que muita coisa nessa vida “faiz parti”. O mel no convívio social nos expõe a provas das mais ridículas, é verdade, mas quero crer que ontem cheguei ao fundo do cacho. Tem como descer mais?
*
Tem, basta repetir na próxima terça o grande confronto com aquelas que, como jogadoras de futebol, são ótimas jornalistas. Realmente, a Folha tem uma equipe surpreendente, não é folclore. E das mais divertidas também, já que até platéia tivemos.
*
Essas safadas dóem, e Sampa daqui a duas semanas. Elas que se regenerem, essas pilantras, porque antes disso eu preciso caminhar para os afazeres mais simples.
*
Só mais uma coisinha: sexo frágil o escambau. Eu nem vi estrelas, pô.
.............................
SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA:
Ahn? Sério?
E, Notinha Mental: Oxalá minha conta me permita a pequena luxúria de visitar a cidadegrande dois meses consecutivos. Seráááá ...?
que existe vida.... após o parto?
*
random: I fought in a war – B&S
Minha primeira experiência como produtora de programa jornalístico foi em rádio, no (pra mim, tá?) já longínquo ano de 2000. Divertido, mas trabalhoso (como tem que ser, se tiver que prestar), o rebento era um documentário sobre a autonomia feminina, com os devidos espaços preenchidos (e os que faltavam ser) por nós (licença, homarada). No fim, sangue, suor, lágrimas e noites em claro da equipe teriam de ser coroados com um título minimamente coerente. Pouco adepta de Coca-Cola que sempre fui (aquilo é desentupidor de pia, sente só), a qual fui meio que obrigada a tomar naquelas longas noitadas de diversão intelectual (roteiros longos não são legais, não são), sofri o impacto n’alma, acompanhada de meu fiel escudeiro, o co-produtor Du, na engrenagem do nome: “A força do sexo frágil”.
Pois bem. Três anos depois, além de achar isso tudo brega até a cutícula do dedo mindinho do meu pé esquerdo (mas, ok, reconheço: minha consciência é uma pluma francesa), eu chego à conclusão de que, uou, essa pecha ainda predomina nalguns setores nunca dantes superados por nossas representantes da TPM. Sim, minha pequena, não te aflija. Sê humilde e reconhece que inocentes partidinhas de futebol diante de homens bobos e maus exigem, sim, que proves tua força. Caminha adiante, altiva, e avista a cruel verdade: destreza também não te faz mal. Bem como preparo físico, tática de jogo, noções de posicionamento, até a comemoração do gol. Ou seja: pequenos detalhes que não fazem mal a ninguém que queira se aventurar por terreno tão ardiloso.
Agruras, agruras. Minhas pernas dóem como nunca, essas safadas.
*
Diria aquela personalidade bigbrotheriana, num lampejo de sabedoria matuta, que muita coisa nessa vida “faiz parti”. O mel no convívio social nos expõe a provas das mais ridículas, é verdade, mas quero crer que ontem cheguei ao fundo do cacho. Tem como descer mais?
*
Tem, basta repetir na próxima terça o grande confronto com aquelas que, como jogadoras de futebol, são ótimas jornalistas. Realmente, a Folha tem uma equipe surpreendente, não é folclore. E das mais divertidas também, já que até platéia tivemos.
*
Essas safadas dóem, e Sampa daqui a duas semanas. Elas que se regenerem, essas pilantras, porque antes disso eu preciso caminhar para os afazeres mais simples.
*
Só mais uma coisinha: sexo frágil o escambau. Eu nem vi estrelas, pô.
.............................
SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA:
Ahn? Sério?
E, Notinha Mental: Oxalá minha conta me permita a pequena luxúria de visitar a cidadegrande dois meses consecutivos. Seráááá ...?
que existe vida.... após o parto?
*
random: I fought in a war – B&S
12.7.03
"Debaixo de sete chaves..."
A vida é feita de despedidas. Constatação de gente deprimida? Que isso, mera conclusão desinteressada.
Você nasce e se despede do quentinho e protegido útero materno. Nem deve ser assim tão boa a separação, porque você chora (e, não, não é de frio nem por fotofobia).
Cresce, e mais e mais despedidas vão se acumulando aos borbotões, a começar pela infância. A diferença é que você a deixa praticamente sem notar; quando se dá conta, aquele alguém na família já lhe está lhe chamando de mocinha ou garotão. Brega, mas real; aceite ou não.
Um pouco mais tarde que você vá pra cama e acorde no dia seguinte, a adolescência está ali, na esquina, dando tchau com aqueles amigos loucos que ficarão pra sempre na memória. Mas ela não vai sozinha, desde que a fique esperando sumir no horizonte. Sim, a juventude é um bem precioso - desde que você não se preocupe muito com prazos de validade e afins.
Ei, sua vida já é cheia o bastante pra se preocupar com tolices, acaba logo esse trabalho, caramba. Oooa.
Nem toquemos na questão de pessoas, então. Essas são as piores despedidas, de longe.
*
Hoje uma quase irmãzinha foi embora. Saudades desde já das besteiras e sessões de análise grupal promovidas em tão singela "república"; nem um pouco de saudade desse termo tão impessoal. Aqui já éramos praticamente três irmãs, diferentes entre si, mas uma semi-família, de qualquer jeito.
Como já tive (ainda bem que o pretérito é perfeito) o sonho de ser aluna da USP, estou parcialmente triste pela partida. Se não estivesse, seria o ser mais egoísta desse mundo, além de A MAIS exagerada. E a mais humilde, a mais superlativa, a mais.... bem, vocês sacaram.
Tudo isso só pra dizer boa sorte, Ana. Que você não mude, amiga.
*
Uma das coisas boas da vida, por outro lado, é que ela também é feita de renovação. Sorte a minha. Espero que a sua, também.
*
Tenho frio, e as meias e luvas hoje não me adiantam de nada.
*
random: Fiction (reprise) – Belle and Sebastian
A vida é feita de despedidas. Constatação de gente deprimida? Que isso, mera conclusão desinteressada.
Você nasce e se despede do quentinho e protegido útero materno. Nem deve ser assim tão boa a separação, porque você chora (e, não, não é de frio nem por fotofobia).
Cresce, e mais e mais despedidas vão se acumulando aos borbotões, a começar pela infância. A diferença é que você a deixa praticamente sem notar; quando se dá conta, aquele alguém na família já lhe está lhe chamando de mocinha ou garotão. Brega, mas real; aceite ou não.
Um pouco mais tarde que você vá pra cama e acorde no dia seguinte, a adolescência está ali, na esquina, dando tchau com aqueles amigos loucos que ficarão pra sempre na memória. Mas ela não vai sozinha, desde que a fique esperando sumir no horizonte. Sim, a juventude é um bem precioso - desde que você não se preocupe muito com prazos de validade e afins.
Ei, sua vida já é cheia o bastante pra se preocupar com tolices, acaba logo esse trabalho, caramba. Oooa.
Nem toquemos na questão de pessoas, então. Essas são as piores despedidas, de longe.
*
Hoje uma quase irmãzinha foi embora. Saudades desde já das besteiras e sessões de análise grupal promovidas em tão singela "república"; nem um pouco de saudade desse termo tão impessoal. Aqui já éramos praticamente três irmãs, diferentes entre si, mas uma semi-família, de qualquer jeito.
Como já tive (ainda bem que o pretérito é perfeito) o sonho de ser aluna da USP, estou parcialmente triste pela partida. Se não estivesse, seria o ser mais egoísta desse mundo, além de A MAIS exagerada. E a mais humilde, a mais superlativa, a mais.... bem, vocês sacaram.
Tudo isso só pra dizer boa sorte, Ana. Que você não mude, amiga.
*
Uma das coisas boas da vida, por outro lado, é que ela também é feita de renovação. Sorte a minha. Espero que a sua, também.
*
Tenho frio, e as meias e luvas hoje não me adiantam de nada.
*
random: Fiction (reprise) – Belle and Sebastian
10.7.03
Sem conhaque, por favor
Eitcha .
Aí eu lembro das vantagens do inverno, de novo dos 700 Km e acho tudo isso grands coisa.
*
Sabe aqueles dias em que vc acorda sem ter a mínima vontade de ganhar um abraço? Pois é, não tenho a mínima noção do que isso seja.
Campanha por um inverno mais quente, já.
*
random: Panpanpan - Os Incríveis Pedreiros (versão acústica)
ps.: minha viagem à China precisa ser marcada logo.
Eitcha .
Aí eu lembro das vantagens do inverno, de novo dos 700 Km e acho tudo isso grands coisa.
*
Sabe aqueles dias em que vc acorda sem ter a mínima vontade de ganhar um abraço? Pois é, não tenho a mínima noção do que isso seja.
Campanha por um inverno mais quente, já.
*
random: Panpanpan - Os Incríveis Pedreiros (versão acústica)
ps.: minha viagem à China precisa ser marcada logo.
7.7.03
Game over
E da incrível série “Como iniciar bem a sua semana”, a dica de hoje é simples: esgane as segundas-feiras de temporal e céu escuro, muito escuro, e enforque as que, além disso tudo, ainda comportarem a ingratidão de ter contas (e mais contas) a pagar. Literalmente, ninguém merece.
*
Incrível como algumas pessoas ficam mais velhas e mais teimosas. Duvida? Pois não ouse, senão lhe apresento meus pais. Eita gente turrona quando quer, tá louco.
*
Ah, sim. Nada da fã número 1 da Cássia Eller na viagem pra Little Golds. Porém, ela me fez o favor de enviar dois representantes de peso: o Sujeito do Minigame, que intercalou ronco e aquele delicioso pipipi eletrônico ao meu lado em pelo menos detestáveis 2/3 do trajeto, e o Hippie Cabelera. Confesso que cada vez que ele mexia o cabelo, eu tremia. “Grande incômodo, sua velha rabugenta!”, você pode (ingenuamente) pensar. Como todo hippie que se preza, ele vende aqueles pseudo-artefatos “tudo de prata”, é claro, mas é lógico, que dúvida, A QUEM, dentro do bus, ele demonstraria todo o seu dom de vendedor? (uma banana prata a quem adivinhar). Isso sem contar que vim fazendo pequenas preces para que aquilo, mal ajeitado no teto, não despencasse na minha idéia. Chega de estragos, eu já assisti Show da Xuxa demais.
*
random: There there – Radiohead
E da incrível série “Como iniciar bem a sua semana”, a dica de hoje é simples: esgane as segundas-feiras de temporal e céu escuro, muito escuro, e enforque as que, além disso tudo, ainda comportarem a ingratidão de ter contas (e mais contas) a pagar. Literalmente, ninguém merece.
*
Incrível como algumas pessoas ficam mais velhas e mais teimosas. Duvida? Pois não ouse, senão lhe apresento meus pais. Eita gente turrona quando quer, tá louco.
*
Ah, sim. Nada da fã número 1 da Cássia Eller na viagem pra Little Golds. Porém, ela me fez o favor de enviar dois representantes de peso: o Sujeito do Minigame, que intercalou ronco e aquele delicioso pipipi eletrônico ao meu lado em pelo menos detestáveis 2/3 do trajeto, e o Hippie Cabelera. Confesso que cada vez que ele mexia o cabelo, eu tremia. “Grande incômodo, sua velha rabugenta!”, você pode (ingenuamente) pensar. Como todo hippie que se preza, ele vende aqueles pseudo-artefatos “tudo de prata”, é claro, mas é lógico, que dúvida, A QUEM, dentro do bus, ele demonstraria todo o seu dom de vendedor? (uma banana prata a quem adivinhar). Isso sem contar que vim fazendo pequenas preces para que aquilo, mal ajeitado no teto, não despencasse na minha idéia. Chega de estragos, eu já assisti Show da Xuxa demais.
*
random: There there – Radiohead
4.7.03
Fita adesiva para os olhos: alguém? Alguém?
Uou, alojaram um ET no centro da minha pobre garganta, e uma dose extra-forte de fraqueza na bebida de ontem. Lesera, ressaca, ziriguidum. Mamãe e papai que me agüentem, pois estou de balanço de hoje à noite até domingo.
MOMENTO DE PRECE
"Viação Garcia, seja complacente e não deixe que ninguém sente atrás de mim cantando Cássia Eller, em voz alta. O raio não pode cair três vezes num mesmo lugar, vai, ouça essa súplica."
Bom fim de semana, moçada, alcoólico ou não. Beijo da magra, uoooooooooooooou
(depois da infâmia, saída estratégica para um banho providencial de sal grosso)
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
random: Every you, every me – Placebo
Uou, alojaram um ET no centro da minha pobre garganta, e uma dose extra-forte de fraqueza na bebida de ontem. Lesera, ressaca, ziriguidum. Mamãe e papai que me agüentem, pois estou de balanço de hoje à noite até domingo.
MOMENTO DE PRECE
"Viação Garcia, seja complacente e não deixe que ninguém sente atrás de mim cantando Cássia Eller, em voz alta. O raio não pode cair três vezes num mesmo lugar, vai, ouça essa súplica."
Bom fim de semana, moçada, alcoólico ou não. Beijo da magra, uoooooooooooooou
(depois da infâmia, saída estratégica para um banho providencial de sal grosso)
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
random: Every you, every me – Placebo
3.7.03
Santôs! Santôs! Gooooool???
Aqui se faz, aqui se paga. Porque assim disse o Senhor:
– As pedaladas de hoje serão caneladas amanhã, meu filho. Sê humilde.
Mas Robinho, menino faceiro, cheio de energia e ousadia, não ouviu.
(Aplausos, Robinho.)
*
Aqui se faz, aqui se paga. Os chavões de hoje reverter-se-ão em construções textuais apocalípticas amanhã. Como tenho uma reputação a zelar (e, quem sabe, a construir), isso é tudo. Pero condado, ¡hasta pronto!
*
Ontem estava lendo o noticiário eletrônico da UEL e fiquei com aquilo na cabeça pelo resto do dia. O tiozinho da recepção da Biblioteca Central, que eu encontrava no restaurante praticamente todo dia: vítima fatal de acidente de moto. Ainda ouvi quando essa notícia chegou à redação, no plantão de domingo, o que (mais um pouco e eu viro um iceberg) pouco me afetou. São tantas notícias, afinal, poxa. Talvez agora eu entenda o que uma fotógrafa do jornal me disse, certa vez, sobre não fixar o olhar em cenas degradantes. Focaliza, bate a foto, mas neca de olhar pra cara das vítimas. Pra mim, aquele motoqueiro (40 anos e pai de duas filhas, por sinal) deixou de ser só estatística. Agora é uma espécie de fantasma, que passa ao meu lado, antes de pegar a bandeja, e diz “oi, tudo bem?”, de tanto que o tcc nos colocava em contato, toda semana.
Buuuu, menina.
*
Um pouco mais de morbidez e eu juro que mudo de profissão. Ainda não é o caso.
*
random: Todo carnaval tem seu fim – Los Hermanos
Aqui se faz, aqui se paga. Porque assim disse o Senhor:
– As pedaladas de hoje serão caneladas amanhã, meu filho. Sê humilde.
Mas Robinho, menino faceiro, cheio de energia e ousadia, não ouviu.
(Aplausos, Robinho.)
*
Aqui se faz, aqui se paga. Os chavões de hoje reverter-se-ão em construções textuais apocalípticas amanhã. Como tenho uma reputação a zelar (e, quem sabe, a construir), isso é tudo. Pero condado, ¡hasta pronto!
*
Ontem estava lendo o noticiário eletrônico da UEL e fiquei com aquilo na cabeça pelo resto do dia. O tiozinho da recepção da Biblioteca Central, que eu encontrava no restaurante praticamente todo dia: vítima fatal de acidente de moto. Ainda ouvi quando essa notícia chegou à redação, no plantão de domingo, o que (mais um pouco e eu viro um iceberg) pouco me afetou. São tantas notícias, afinal, poxa. Talvez agora eu entenda o que uma fotógrafa do jornal me disse, certa vez, sobre não fixar o olhar em cenas degradantes. Focaliza, bate a foto, mas neca de olhar pra cara das vítimas. Pra mim, aquele motoqueiro (40 anos e pai de duas filhas, por sinal) deixou de ser só estatística. Agora é uma espécie de fantasma, que passa ao meu lado, antes de pegar a bandeja, e diz “oi, tudo bem?”, de tanto que o tcc nos colocava em contato, toda semana.
Buuuu, menina.
*
Um pouco mais de morbidez e eu juro que mudo de profissão. Ainda não é o caso.
*
random: Todo carnaval tem seu fim – Los Hermanos
2.7.03
Só por hoje
Há um bom tempo, quem pronunciasse a belezura “mês de julho” perto de mim certamente conseguiria até enxergar a menina dos meus olhos se expandindo, toda faceira e serelepe, acompanha de tímpanos hipersensíveis. Férias, viagem com a família, catavento na estrada, pequenas brincadeiras de cunho bastante maldoso com Xaninho, o gato da minha tia (aliás, todos os gatos tinham esse nome, pra ela), fora a renca de primos (e põe renca nisso. Janaina literalmente é uma na multidão) e os doces que suas prendadas mães faziam – isso tudo é apenas a ponta da unha do dedo mindinho de tudo que eu consigo associar a essa palavrinha tão meiga: j-u-l-ho.
Eu disse meiga?
Em quatro anos de facul, duas odiosas greves meio que deturparam esse sentido tão pueril registrado aqui, no fundo da cachola. Nos dois outros que restaram, eu estava engatinhando na vida de assalariada, e, como tal, o tronco não daria esse luxo de férias tão cedo. Aliás, em dois anos nessa rotina, esse é outro símbolo que começa a perder o significado pra mim. Agruras, agruras. Isso porque, na minha concepção de adolescente nem um pouco tendenciosa, era só a vida de médico que exigia dessas coisas.
Hoje, por outro lado, é tudo bem mais fácil. Sou reclamona por natureza, mas, também, bastante contraditória – a ponto de dizer que, uau, eu prefiro tudo como está, antes na loucura que no marasmo. Até quando eu vou pensar assim é tão simples de responder quanto Janaina resolver uma questão de Física sem rugas na testa. Por isso mesmo, eu nem tento. O chato, somente, é que em vez do Xaninho maldito, dos passeios ao sítio e dos pentelhos dos meus primos, julho hoje me lembra que o remédio está quase acabando, e a noite promete outro round do meu nariz versus a odiosa rinite, amiga inseparável da bruxa velha e irritada, a garganta. Nada meigo, nada.
*
Eu faria uma piadinha infame homenagenado a "nação" santista (eu diria "condado", mããs...). Melhor não.
*
Ao menos por hora.
*
random: Tátóntan (pausa) tantonpápá - Os Incríveis Pedreiros
Obs.: esse CD, além de repetitivo, não é recomendável nem ao seu pior inimigo.
Há um bom tempo, quem pronunciasse a belezura “mês de julho” perto de mim certamente conseguiria até enxergar a menina dos meus olhos se expandindo, toda faceira e serelepe, acompanha de tímpanos hipersensíveis. Férias, viagem com a família, catavento na estrada, pequenas brincadeiras de cunho bastante maldoso com Xaninho, o gato da minha tia (aliás, todos os gatos tinham esse nome, pra ela), fora a renca de primos (e põe renca nisso. Janaina literalmente é uma na multidão) e os doces que suas prendadas mães faziam – isso tudo é apenas a ponta da unha do dedo mindinho de tudo que eu consigo associar a essa palavrinha tão meiga: j-u-l-ho.
Eu disse meiga?
Em quatro anos de facul, duas odiosas greves meio que deturparam esse sentido tão pueril registrado aqui, no fundo da cachola. Nos dois outros que restaram, eu estava engatinhando na vida de assalariada, e, como tal, o tronco não daria esse luxo de férias tão cedo. Aliás, em dois anos nessa rotina, esse é outro símbolo que começa a perder o significado pra mim. Agruras, agruras. Isso porque, na minha concepção de adolescente nem um pouco tendenciosa, era só a vida de médico que exigia dessas coisas.
Hoje, por outro lado, é tudo bem mais fácil. Sou reclamona por natureza, mas, também, bastante contraditória – a ponto de dizer que, uau, eu prefiro tudo como está, antes na loucura que no marasmo. Até quando eu vou pensar assim é tão simples de responder quanto Janaina resolver uma questão de Física sem rugas na testa. Por isso mesmo, eu nem tento. O chato, somente, é que em vez do Xaninho maldito, dos passeios ao sítio e dos pentelhos dos meus primos, julho hoje me lembra que o remédio está quase acabando, e a noite promete outro round do meu nariz versus a odiosa rinite, amiga inseparável da bruxa velha e irritada, a garganta. Nada meigo, nada.
*
Eu faria uma piadinha infame homenagenado a "nação" santista (eu diria "condado", mããs...). Melhor não.
*
Ao menos por hora.
*
random: Tátóntan (pausa) tantonpápá - Os Incríveis Pedreiros
Obs.: esse CD, além de repetitivo, não é recomendável nem ao seu pior inimigo.
30.6.03
Retourné
Uhuuuuuuu, shout outs de volta.
Nada de vícios, mas é que a mensagem anteriormente citada num post (que desperdício) era assim ... esteticamente feia.
E eu ... sinceramente pilantra.
*
Depois de muitos, muitos anos (talvez dois, se Tico e Teco não estiverem brigados), Janaina ingeriu aquele líquido estranho, com gosto de gengibre e cachaça, que a guria diz odiar. Sim, pequenos, eu prefiro quentão não-alcoólico, gosto é gosto. A festa, movida a muito amendoim (e eu tenho testemunhas, cuidado), não podia ser mais adequada. Teve até Cássia Eller dando o tom caipira da coisa, percebem?
*
PEQUENOS INFORMES:
- se você souber de alguém que goste de passar roupas, me avise.
- se você souber de alguém que não esquenta a cabeça com telefone mudo, me avise também, pra eu mandar internar o sujeito. Maldita telefônica.
*
HOJE EU QUERIA
- capuccino quente, feito na hora (neca de industrializado, coisa mais sem graça) ...
- ... com pão de queijo, e sem nenhuma sensação de culpa pela pequena infração abdominal;
- viagem à China, pra aprender o sentido e as nuances da palavra "paciência";
- cinema. Quando tenho tempo sobrando, filmecos dignos de Domingo Maior (ugh!) me dão aqueeela emoção ao conferir sinopses e programação. Quando eu não posso (até porque, queridos, eu já disse que Murphy não é figurinha mítica) nem sob reza braba, duas películas me acenam de longe, com aquele papo básico de gordinho que vai começar dieta: “Amanhã, quem sabe”. Afmaria.
(Shtááá)
Chega de papo.
*
Mas outro registro, pois os dois esquilinhos acabaram de fazer as pazes: felicitações atrasadas (de novo, Barnabé) à Paula, dona de um dos blogs mais bacanas que, puxa vida, eu tenho a oportunidade de ler já há quase um ano. Nice days pra você.
*
random: Dois rios – Skank
(merece notinha: pra quem não gosta da banda, até que me afeiçoei bastante a esta singela provável faixa de novela das 8. Sinal dos tempos? Não, apenas recaída)
Uhuuuuuuu, shout outs de volta.
Nada de vícios, mas é que a mensagem anteriormente citada num post (que desperdício) era assim ... esteticamente feia.
E eu ... sinceramente pilantra.
*
Depois de muitos, muitos anos (talvez dois, se Tico e Teco não estiverem brigados), Janaina ingeriu aquele líquido estranho, com gosto de gengibre e cachaça, que a guria diz odiar. Sim, pequenos, eu prefiro quentão não-alcoólico, gosto é gosto. A festa, movida a muito amendoim (e eu tenho testemunhas, cuidado), não podia ser mais adequada. Teve até Cássia Eller dando o tom caipira da coisa, percebem?
*
PEQUENOS INFORMES:
- se você souber de alguém que goste de passar roupas, me avise.
- se você souber de alguém que não esquenta a cabeça com telefone mudo, me avise também, pra eu mandar internar o sujeito. Maldita telefônica.
*
HOJE EU QUERIA
- capuccino quente, feito na hora (neca de industrializado, coisa mais sem graça) ...
- ... com pão de queijo, e sem nenhuma sensação de culpa pela pequena infração abdominal;
- viagem à China, pra aprender o sentido e as nuances da palavra "paciência";
- cinema. Quando tenho tempo sobrando, filmecos dignos de Domingo Maior (ugh!) me dão aqueeela emoção ao conferir sinopses e programação. Quando eu não posso (até porque, queridos, eu já disse que Murphy não é figurinha mítica) nem sob reza braba, duas películas me acenam de longe, com aquele papo básico de gordinho que vai começar dieta: “Amanhã, quem sabe”. Afmaria.
(Shtááá)
Chega de papo.
*
Mas outro registro, pois os dois esquilinhos acabaram de fazer as pazes: felicitações atrasadas (de novo, Barnabé) à Paula, dona de um dos blogs mais bacanas que, puxa vida, eu tenho a oportunidade de ler já há quase um ano. Nice days pra você.
*
random: Dois rios – Skank
(merece notinha: pra quem não gosta da banda, até que me afeiçoei bastante a esta singela provável faixa de novela das 8. Sinal dos tempos? Não, apenas recaída)
29.6.03
26.6.03
Deus ajuda quem é esperto e dorme, isso sim.
Acordar todos os dias pelo menos 30 minutos antes do que eu estou acostumada tem sido uma meta arduamente perseguida. Na verdade, se isso realmente acontecesse, não faria nada mais que seguir os gritos do relógio. Atrasada desde que me entendo por gente (se bem que, sobre isso, tb tem havido controvérsias, para o regozijo do cartão-ponto) – não por acaso, eu nasci às dez horas e DOIS minutos –, a meta agora é me dedicar a pequenos exercícios localizados e a outros que me dêem aquela forcinha básica nas benditas questões ergonômicas. Retiro o que já disse: em outra vida (não, não creio nessas coisas) eu já nasço casada com um fisioterapeuta de RPG. Sim, desde o ventre, minha mãe que se vire.
Ocorre que, num desses despertares plenos de energia (oh, a labuta me deixa sentimental), eu preciso ouvir algo que não sejam os pequenos ruídos de meu sofrimento. E eu liguei numa dessas FMs, à espera, ingênua, de que ao menos um radiojornal estivesse agonizando em seus últimos minutos. Rá. Rá. Uma paródia de Velha Infância, dos superaclamados Tribalistas (homenagem a você, truta...hehe), me lembrou de uma aborrência em que, sim!, eu gostava dessas versões toscas. Tanto que tinha um caderno só pra elas, redigidas a duas, quatro e, quando mais gente ficava sabendo desses pequenos motins contra a peãozada fã de Daniel, dez mãos. Uau, bons tempos. A gente era feliz e não sabia o cacete, eu sabia muito bem e aproveitei parva e profundamente essa fase.
Passado esse pequeno flash-back (o queeeee, eeeeeu, fazendo isso???), eu só queria..., como diria o jovem Cirilo, registrar que:
1-) certas canções em inglês deveriam, sim, ser traduzidas para o português. Principalmente aquelas que figuram nas infames seções “As 10 mais”; principalmente aquelas entoadas (ahn?!) por gogós dignos de nota como Bon Jovi (que o Word, tarado tendencioso, insiste em grafar “Bom”) e outros mais da espécie. Traduzam, pequenos, e veja quanta coisa buniita que sai.
2-) aliás, antes que eu me esqueça, se isso de fato acontecesse – ou seja, cantar uma música prestando atenção ao que ela diz –, talvez Sandyjúnior e mais uma renca de leprosos seriam tão reais quanto curupira, caipora e saci-pererê. Isso, é claro, idealizando um público livre de todo e qualquer masoquismo.
PS.: A inspiração para o registro acima é livremente baseado em versos como “outono é sempre igual, as folhas caem no quintal/(...) felicidade é uma quimera”, ou (vem comigo, vamos descer mais um cadinho) “a moda agora é / é namorá pelado”. Reclamem com os autores.
Ugh.
NOTINHAS MENTAIS:
Ainda bem que aquele cartão viadinho chegou.
Feriado em Londrina, amanhã?? Hã?? Héin? Cuma?
Almoços de 10 minutos não me apetecem, no más.
Hacker amaldiçoado, eu quero meu icq de volta.
Santistas: chamem o Batman, hehe.
NOTINHA ULTRA-DERRADEIRA E PLENA DE HUMILDADE:
Janaina, sua perva.
.....................
random: Phantasies – Stephen Malkmus
Acordar todos os dias pelo menos 30 minutos antes do que eu estou acostumada tem sido uma meta arduamente perseguida. Na verdade, se isso realmente acontecesse, não faria nada mais que seguir os gritos do relógio. Atrasada desde que me entendo por gente (se bem que, sobre isso, tb tem havido controvérsias, para o regozijo do cartão-ponto) – não por acaso, eu nasci às dez horas e DOIS minutos –, a meta agora é me dedicar a pequenos exercícios localizados e a outros que me dêem aquela forcinha básica nas benditas questões ergonômicas. Retiro o que já disse: em outra vida (não, não creio nessas coisas) eu já nasço casada com um fisioterapeuta de RPG. Sim, desde o ventre, minha mãe que se vire.
Ocorre que, num desses despertares plenos de energia (oh, a labuta me deixa sentimental), eu preciso ouvir algo que não sejam os pequenos ruídos de meu sofrimento. E eu liguei numa dessas FMs, à espera, ingênua, de que ao menos um radiojornal estivesse agonizando em seus últimos minutos. Rá. Rá. Uma paródia de Velha Infância, dos superaclamados Tribalistas (homenagem a você, truta...hehe), me lembrou de uma aborrência em que, sim!, eu gostava dessas versões toscas. Tanto que tinha um caderno só pra elas, redigidas a duas, quatro e, quando mais gente ficava sabendo desses pequenos motins contra a peãozada fã de Daniel, dez mãos. Uau, bons tempos. A gente era feliz e não sabia o cacete, eu sabia muito bem e aproveitei parva e profundamente essa fase.
Passado esse pequeno flash-back (o queeeee, eeeeeu, fazendo isso???), eu só queria..., como diria o jovem Cirilo, registrar que:
1-) certas canções em inglês deveriam, sim, ser traduzidas para o português. Principalmente aquelas que figuram nas infames seções “As 10 mais”; principalmente aquelas entoadas (ahn?!) por gogós dignos de nota como Bon Jovi (que o Word, tarado tendencioso, insiste em grafar “Bom”) e outros mais da espécie. Traduzam, pequenos, e veja quanta coisa buniita que sai.
2-) aliás, antes que eu me esqueça, se isso de fato acontecesse – ou seja, cantar uma música prestando atenção ao que ela diz –, talvez Sandyjúnior e mais uma renca de leprosos seriam tão reais quanto curupira, caipora e saci-pererê. Isso, é claro, idealizando um público livre de todo e qualquer masoquismo.
PS.: A inspiração para o registro acima é livremente baseado em versos como “outono é sempre igual, as folhas caem no quintal/(...) felicidade é uma quimera”, ou (vem comigo, vamos descer mais um cadinho) “a moda agora é / é namorá pelado”. Reclamem com os autores.
Ugh.
NOTINHAS MENTAIS:
Ainda bem que aquele cartão viadinho chegou.
Feriado em Londrina, amanhã?? Hã?? Héin? Cuma?
Almoços de 10 minutos não me apetecem, no más.
Hacker amaldiçoado, eu quero meu icq de volta.
Santistas: chamem o Batman, hehe.
NOTINHA ULTRA-DERRADEIRA E PLENA DE HUMILDADE:
Janaina, sua perva.
.....................
random: Phantasies – Stephen Malkmus
24.6.03
E o mingau desandou, que bom.
Depois de devidamente guardada (eufemismo para congelada, people, isso sim) por duas semanas, hoje publicaram uma matéria minha sobre um inventor que promete “revolucionar a vida dos deficientes físicos”. É um triciclo, feito a partir de duas jogs, talz.
Chegando da rua, ontem, um colega me dá a notícia de que o tal tiozinho, de uma cidade aqui perto, me ligara pela sétima vez (isso aí) pra saber quando o texto seria publicado. A expectativa dele era grande, já que a intenção é patentear a engenhoca e oferecê-la às montadoras. Somos criativos mas não somos bestas, com licença.
Isso me dá um medo grande, muito grande. Ali, em frente ao computador, somos apenas eu e ele, com as idéias fazendo a caridade de não deturpar nada do que as páginas bagunçadas e nem um pouco rabiscadas do bloquinho tentam me dizer. Mas o que nos envolve – e daí o meu receio – é algo tão complexamente maior e cheio de responsabilidades e satisfações a serem dadas que, Jesus, eu ainda estou apenas na pontinha de conhecer.
*
NOTA MENTAL:
Uma casca de banana flambada em querosene a ti, criatura, se esqueceres de enviar o famigerado cartão de aniversário hoje, pelo menos hoje, no máximo hoje. Indubitável e impreterivelmente hoje.
NOTINHA:
Já entendi.
*
random: Center of gravity – Yo la Tengo
Depois de devidamente guardada (eufemismo para congelada, people, isso sim) por duas semanas, hoje publicaram uma matéria minha sobre um inventor que promete “revolucionar a vida dos deficientes físicos”. É um triciclo, feito a partir de duas jogs, talz.
Chegando da rua, ontem, um colega me dá a notícia de que o tal tiozinho, de uma cidade aqui perto, me ligara pela sétima vez (isso aí) pra saber quando o texto seria publicado. A expectativa dele era grande, já que a intenção é patentear a engenhoca e oferecê-la às montadoras. Somos criativos mas não somos bestas, com licença.
Isso me dá um medo grande, muito grande. Ali, em frente ao computador, somos apenas eu e ele, com as idéias fazendo a caridade de não deturpar nada do que as páginas bagunçadas e nem um pouco rabiscadas do bloquinho tentam me dizer. Mas o que nos envolve – e daí o meu receio – é algo tão complexamente maior e cheio de responsabilidades e satisfações a serem dadas que, Jesus, eu ainda estou apenas na pontinha de conhecer.
*
NOTA MENTAL:
Uma casca de banana flambada em querosene a ti, criatura, se esqueceres de enviar o famigerado cartão de aniversário hoje, pelo menos hoje, no máximo hoje. Indubitável e impreterivelmente hoje.
NOTINHA:
Já entendi.
*
random: Center of gravity – Yo la Tengo
19.6.03
Um pouco de maizena e o líquido fica jóia
Volta e meia, algum amigo meu me pergunta se eu não teria vontade de morar sozinha, agora que, pelo menos em teoria, eu não vivo mais sob a asa financeira de papai e mamãe. São muitas as razões, mas eu resumo com o óbvio ululante: não tenho vocação pra sociopatia. Bem que às vezes eu gostaria, pra me ver do outro lado, com a boca um pouco mais fechada (coisa estranha de se ler, pra quem me conhece pouco. Rá rá.) e mais introspecta. Hmm. Por outro lado, acordar às 4 da manhã, no sofá da sala, com a TV ligada e morta de frio (bem feito) me faz ver que, não, eu a-do-ro companhia. Principalmente aquelas mais solidárias ante o desleixo humano.
Fora que cozinhar pra uma pessoa só é foda. Especialmente em feriadões.
E olha que eu adoro cozinhar.
Mas sabe que tenho detestado feriadões?
...............
Little Golds, já. Estou precisando de re-start.
...............
E dando seqüência e corda à onda teen que se apossou de mim, no post passado, eu volto ao meu amigo fofolex.
Querido diário,
Ontem eu tive uma surpresa no almoço. Não que fosse exatamente uma surpresa, eu estava de sobreaviso; mas a velocidade dos correios, que já foram tão eficientes quanto um cágado, desta vez me deixou realmente pasma. Sobre a mesa, uma caixinha singela, aparentemente inofensiva (o antrax já saiu de moda, não saiu?), postada no dia anterior, de São Paulo. A carta que veio junto aos presentes (eitcha cdzinho massa) me fez crer que, apesar dos malandros que insistem em pentelhar, a Internet ainda pode trazer muita coisa agradável.
Ou existe algo melhor que uma boa amizade?
(ok, resposta individual NÃO vale)
...............
Valeu, Regi, bocozinha querida.
Aliás, gozado como a gente parece desconfiar da existência das pessoas até ouvir a voz ou ler algo escrito por elas, não?
Aliás, gozado como uma coisa que eu digo pouco ou nada tem a ver com outra, né? É a pasta. Sinto meu cérebro aquoso, esses dias. Apesar de o corpo estar mais vivo que nunca (pelo menos eu acho).
E apesar do meu vizinho santista $#&*%, já que é pra fugir de vez do assunto.
...............
Repeat, please: re-start.
...............
random: You've got a friend – James Taylor
Volta e meia, algum amigo meu me pergunta se eu não teria vontade de morar sozinha, agora que, pelo menos em teoria, eu não vivo mais sob a asa financeira de papai e mamãe. São muitas as razões, mas eu resumo com o óbvio ululante: não tenho vocação pra sociopatia. Bem que às vezes eu gostaria, pra me ver do outro lado, com a boca um pouco mais fechada (coisa estranha de se ler, pra quem me conhece pouco. Rá rá.) e mais introspecta. Hmm. Por outro lado, acordar às 4 da manhã, no sofá da sala, com a TV ligada e morta de frio (bem feito) me faz ver que, não, eu a-do-ro companhia. Principalmente aquelas mais solidárias ante o desleixo humano.
Fora que cozinhar pra uma pessoa só é foda. Especialmente em feriadões.
E olha que eu adoro cozinhar.
Mas sabe que tenho detestado feriadões?
...............
Little Golds, já. Estou precisando de re-start.
...............
E dando seqüência e corda à onda teen que se apossou de mim, no post passado, eu volto ao meu amigo fofolex.
Querido diário,
Ontem eu tive uma surpresa no almoço. Não que fosse exatamente uma surpresa, eu estava de sobreaviso; mas a velocidade dos correios, que já foram tão eficientes quanto um cágado, desta vez me deixou realmente pasma. Sobre a mesa, uma caixinha singela, aparentemente inofensiva (o antrax já saiu de moda, não saiu?), postada no dia anterior, de São Paulo. A carta que veio junto aos presentes (eitcha cdzinho massa) me fez crer que, apesar dos malandros que insistem em pentelhar, a Internet ainda pode trazer muita coisa agradável.
Ou existe algo melhor que uma boa amizade?
(ok, resposta individual NÃO vale)
...............
Valeu, Regi, bocozinha querida.
Aliás, gozado como a gente parece desconfiar da existência das pessoas até ouvir a voz ou ler algo escrito por elas, não?
Aliás, gozado como uma coisa que eu digo pouco ou nada tem a ver com outra, né? É a pasta. Sinto meu cérebro aquoso, esses dias. Apesar de o corpo estar mais vivo que nunca (pelo menos eu acho).
E apesar do meu vizinho santista $#&*%, já que é pra fugir de vez do assunto.
...............
Repeat, please: re-start.
...............
random: You've got a friend – James Taylor
17.6.03
Nothing to declare, sir.
Porque tudo que eu dissesse seria pouco pro tanto que tem acontecido nos últimos dias. Agora eu vejo a falácia dos jornais-laboratório, gentem. E entendo o porquê das dores nas costas contundentes.
*
Enfim vi Matrix Reloaded. E tive vontade de andar de moto de novo. E lembrei que não tenho seguro de vida contra acidentes desse tipo. E notei a cara do Neo feita em computador, logo no início da pancadaria em 3D, para deleite dos nerds, e azar meu. Salve, Keanu, avmãe - deixemos a interpretação Ricardo Macchi de lado, plis.
*
Fim de semana com direito a show. O barato sai caro, diz minha mãe. Por isso que eu andei umas léguas pra ver Los Hermanos (e ainda ter de aturar dois taxistas perdidos, em menos de três dias) e não os dois quarteirões que já me separaram, ainda este ano, de pérolas como Charlie Brown Jr e Capital Inicial. Só falta mesmo o Rouge, pra trinca ser perfeita e a magia da música pop invadir esse meu coração pseudo-teen e operar maravilhas. Oh.
*
NOTA MENTAL DE IMPORTÂNCIA AURICULAR:
Eu juro que nunca mais esqueço o bendito RG em casa, eu ju-ro. Ouvir novamente um "Janaina com gê ou com jota?" seria judiação demais pra uma única sonâmbula, poxa. Isso aí. Esses papos noturnos com seres imagináveis estão acabando com minha reputação de moça trabalhadora. Moça com cedilha, anote aí.
Eu, hein, que momento mais Xuxa... Que os duendes me protejam desse mal.
*
random: I wanna hold your hand – Beatles
Porque tudo que eu dissesse seria pouco pro tanto que tem acontecido nos últimos dias. Agora eu vejo a falácia dos jornais-laboratório, gentem. E entendo o porquê das dores nas costas contundentes.
*
Enfim vi Matrix Reloaded. E tive vontade de andar de moto de novo. E lembrei que não tenho seguro de vida contra acidentes desse tipo. E notei a cara do Neo feita em computador, logo no início da pancadaria em 3D, para deleite dos nerds, e azar meu. Salve, Keanu, avmãe - deixemos a interpretação Ricardo Macchi de lado, plis.
*
Fim de semana com direito a show. O barato sai caro, diz minha mãe. Por isso que eu andei umas léguas pra ver Los Hermanos (e ainda ter de aturar dois taxistas perdidos, em menos de três dias) e não os dois quarteirões que já me separaram, ainda este ano, de pérolas como Charlie Brown Jr e Capital Inicial. Só falta mesmo o Rouge, pra trinca ser perfeita e a magia da música pop invadir esse meu coração pseudo-teen e operar maravilhas. Oh.
*
NOTA MENTAL DE IMPORTÂNCIA AURICULAR:
Eu juro que nunca mais esqueço o bendito RG em casa, eu ju-ro. Ouvir novamente um "Janaina com gê ou com jota?" seria judiação demais pra uma única sonâmbula, poxa. Isso aí. Esses papos noturnos com seres imagináveis estão acabando com minha reputação de moça trabalhadora. Moça com cedilha, anote aí.
Eu, hein, que momento mais Xuxa... Que os duendes me protejam desse mal.
*
random: I wanna hold your hand – Beatles
11.6.03
Post floresta-negra
"– Alô?
– Alô, oi. Parabéns! Seguinte: eu fiquei sabendo. (tudo nessa ordem)
– Sério, do quê? (surpresa)
– Você sabe.
(espanto)
– ... tá, mas o que você vai fazer agora que sabe?
– Comprar o jornal. E espero que teu texto tenha ficado bom, senão eu peço o dinheiro de volta pra você!"
J.F.S., 19, ex-aluna da Janaina.
*
"Jana, li sua matéria comecei a chorar como criança na sala de informática, pois vejo que o plantamos juntos nestes anos deu bons frutos."
Tia Clara, 31, a tia da Janaina. (que vai morrer por ter colocado a idade dela aqui, he)
*
"Já mandou um jornal pra sua mãe?"
Capucho, chefia pra todas as horas.
*
Nossa, como eu sou careta, coruja, bocó, mesmo. Mas é isso aí, eu precisava treinar os comandos do DOS e, por que não, passar pro lado de lá e ver como é chato encontrar jornal em açougue, ou na lata de lixo.
Mas eu juro que trocava qualquer satisfação pessoal pela saúde da minha mãe. Eu, que sempre tive o colo em situações declaradamente trash, agora tenho essa distância lazarenta e mais uma série de situações (que, claro, se acumularam) me impedindo de retribuir o mínimo que fosse. Que droga. Mas que bom, meu irmão é um sujeito de coragem, pra me avisar de certas coisas que ninguém avisaria.
Uuuuu, eu estou estranha, é verdade. Novidade.
*
random: Mysteries – Beth Gibbons
"– Alô?
– Alô, oi. Parabéns! Seguinte: eu fiquei sabendo. (tudo nessa ordem)
– Sério, do quê? (surpresa)
– Você sabe.
(espanto)
– ... tá, mas o que você vai fazer agora que sabe?
– Comprar o jornal. E espero que teu texto tenha ficado bom, senão eu peço o dinheiro de volta pra você!"
J.F.S., 19, ex-aluna da Janaina.
*
"Jana, li sua matéria comecei a chorar como criança na sala de informática, pois vejo que o plantamos juntos nestes anos deu bons frutos."
Tia Clara, 31, a tia da Janaina. (que vai morrer por ter colocado a idade dela aqui, he)
*
"Já mandou um jornal pra sua mãe?"
Capucho, chefia pra todas as horas.
*
Nossa, como eu sou careta, coruja, bocó, mesmo. Mas é isso aí, eu precisava treinar os comandos do DOS e, por que não, passar pro lado de lá e ver como é chato encontrar jornal em açougue, ou na lata de lixo.
Mas eu juro que trocava qualquer satisfação pessoal pela saúde da minha mãe. Eu, que sempre tive o colo em situações declaradamente trash, agora tenho essa distância lazarenta e mais uma série de situações (que, claro, se acumularam) me impedindo de retribuir o mínimo que fosse. Que droga. Mas que bom, meu irmão é um sujeito de coragem, pra me avisar de certas coisas que ninguém avisaria.
Uuuuu, eu estou estranha, é verdade. Novidade.
*
random: Mysteries – Beth Gibbons
7.6.03
Na próxima encarnação, eu quero nascer cachorro de madame
Alt F3
F3
Shift F2
Shift 3
Alt O
Ctrl P
Crtl Q
Ctrl F3
Save Definitive
Save Definitive and Restore/Delete
Enter
ESC
Virge.
NOTA MENTAL: Papai do Céu, perdoe-me por um dia ter visto estampada na testa de alguns alunos de um certo centro de computação de uma certa universidade estadual de uma certa cidade chamada Londrina, o rótulo de nerd. Cuspir pro alto é um perigo, sua mãe não te disse?
.......................................
Olha só: estão distorcendo os propósitos de altruísta subliminaridade que, acredito, este blog adotou para sim como política de vida. Tudo é linndo, você é linndo, Gil é linndo, a vida é linnda, não disse a baiana? Pois então. Estranheza é a sensação mais acertada pra expressar tudo o que meu coração tem sentido de ver como as pessoas continuam, coitadas, a chegar até aqui. Mire bem:
- coturnos de Apucarana (uou, esses devem ser realmente bons)
- discografia amado batista - TRÊS vezes (a minha cara, sem dúvida)
- grupo agepe ultimo cd (mentira, esse é mais)
- Roberto Shiniashik (claro, esse não podia faltar)
- massagens no ego (um minuto de silêncio por essa pobre criatura)
- engane seus amigos (isso aqui é um lugar de família, gente corrompida!!!!!!!)
Falando no grande mestre Batistão, me lembrei esses dias de um episódio que me pôs a pensar na vida. Não digo que a vi passar todinha em cinco minutos porque não, não estava à beira da morte, nem em um daqueles filmaços da Sessão da Tarde, com direito à versão brasileira Marshmellow. Não.
Conversava com o semi-esposo de uma das meninas com quem moro, e ele é baixista numa banda que toca esses sucessos de FM. Ok, ok, mas ele é legal. He. E me perguntou, enquanto fazia o misericordioso favor de afinar aquelas cordas tão misteriosas do meu filhote, de que bandas eu gostava. Das quatro iniciais que eu disse, um aceno esboçado no melancólico e espantado "sóóó... mas num conheço isso..." me fez pensar que talvez 23 anos não seja mais uma idade assim tãão tenra. Virge.
Alt F3
F3
Shift F2
Shift 3
Alt O
Ctrl P
Crtl Q
Ctrl F3
Save Definitive
Save Definitive and Restore/Delete
Enter
ESC
Virge.
NOTA MENTAL: Papai do Céu, perdoe-me por um dia ter visto estampada na testa de alguns alunos de um certo centro de computação de uma certa universidade estadual de uma certa cidade chamada Londrina, o rótulo de nerd. Cuspir pro alto é um perigo, sua mãe não te disse?
.......................................
Olha só: estão distorcendo os propósitos de altruísta subliminaridade que, acredito, este blog adotou para sim como política de vida. Tudo é linndo, você é linndo, Gil é linndo, a vida é linnda, não disse a baiana? Pois então. Estranheza é a sensação mais acertada pra expressar tudo o que meu coração tem sentido de ver como as pessoas continuam, coitadas, a chegar até aqui. Mire bem:
- coturnos de Apucarana (uou, esses devem ser realmente bons)
- discografia amado batista - TRÊS vezes (a minha cara, sem dúvida)
- grupo agepe ultimo cd (mentira, esse é mais)
- Roberto Shiniashik (claro, esse não podia faltar)
- massagens no ego (um minuto de silêncio por essa pobre criatura)
- engane seus amigos (isso aqui é um lugar de família, gente corrompida!!!!!!!)
Falando no grande mestre Batistão, me lembrei esses dias de um episódio que me pôs a pensar na vida. Não digo que a vi passar todinha em cinco minutos porque não, não estava à beira da morte, nem em um daqueles filmaços da Sessão da Tarde, com direito à versão brasileira Marshmellow. Não.
Conversava com o semi-esposo de uma das meninas com quem moro, e ele é baixista numa banda que toca esses sucessos de FM. Ok, ok, mas ele é legal. He. E me perguntou, enquanto fazia o misericordioso favor de afinar aquelas cordas tão misteriosas do meu filhote, de que bandas eu gostava. Das quatro iniciais que eu disse, um aceno esboçado no melancólico e espantado "sóóó... mas num conheço isso..." me fez pensar que talvez 23 anos não seja mais uma idade assim tãão tenra. Virge.
The child is gone
Led volta à Billboard 24 anos depois
Minha nossa. Não sei se rio ou se choro com a notícia do álbum triplo + DVD.
*
Aiow, silver.
Terminar o HC dessa sexta na Concha Acústica, com direito a Fiona Apple, Beatles, Portishead e mais um monte de coisa boa, na voz da Gisele (e banda), foi show. No melhor sentido da palavra.
E hoje de manhã eu aprendo uma deliciosa série de comandos do DOS. Show.
Terça os coloco em prática, espero.
*
New job, crianças. Que Alá proteja meu estômago.
.......................................
random: Criminal – Fiona Apple
Led volta à Billboard 24 anos depois
Minha nossa. Não sei se rio ou se choro com a notícia do álbum triplo + DVD.
*
Aiow, silver.
Terminar o HC dessa sexta na Concha Acústica, com direito a Fiona Apple, Beatles, Portishead e mais um monte de coisa boa, na voz da Gisele (e banda), foi show. No melhor sentido da palavra.
E hoje de manhã eu aprendo uma deliciosa série de comandos do DOS. Show.
Terça os coloco em prática, espero.
*
New job, crianças. Que Alá proteja meu estômago.
.......................................
random: Criminal – Fiona Apple
5.6.03
Filhinhos,
eu sei que isso não é legal, além de denotar total, completa, geral e abominável e redundante falta de criatividade. Mas, como antes de tudo eu procuro a sinceridade nas pessoas - busca incansável, oh, vida -, nada melhor que praticá-la, de vez em quando, para tentar aquele exercício básico de coerência moral a que nem sempre estamos acostumados.
Uau, fiquei arrepiada com tanta sabedoria.
Anyway, isso tudo só pra dizer que, sim, é falta de criatividade mesmo que me acomete. Além de uma total descrença em algumas variações que a palavra amizade pode representar a cada um. Como isso varia, Disus. Não é à toa que sempre tem aquele filosofo de esquina apregoando que as diferenças entre as pessoas vão muito além da aparência física. Stupid, stupid. Vê se aprende, Janaina.
(...)
Mas vamo lá, que já falei demais (como sempre). Agora é o momento da boa ação do dia. O instante em que levo mais um montinho de areia pra construção de minha choupana celestial. – Do que essa guria tá falando? / - Oras, é lógico que se refere a mais uma
Self Comprehension Session
Em destaque, nesta edição,
A verdade sobre os signos!
Aquário (22 jan a 21 fev)
Você tem uma mente inventiva e dirigida para o progresso. Você mente e comete os mesmos erros repetidamente porque é imbecil e teimoso. Adora novelas, se reunir em grupos e ser fashion. Se você é homem....cuidado! Os aquarianos são ótimos sindicalistas e estilistas, às vezes, ambos ao mesmo tempo.
Peixes (22 fev a 21 mar)
Você é do tipo sonhador, místico, sensível e costuma se doar muito. Se você é homem, as suas chances de ser viado são muito grandes.... Você é cheio de conselhos fúteis e não faz nada além de encher o saco de todos que se aproximam de você. As piscianas dão boas apresentadoras de programa infantil e atrizes pornôs.
Áries (22 de mar a 21 abr)
Você se acha muito honesto, integro, independente e poderoso.... bom é o que você acha. Você adora mandar e botar tudo pra "ferver", desde que do seu jeito, mesmo que seja na porrada. Você não consegue influenciar ninguém, apesar de ficar o tempo todo tentando exibir seu poder. Os arianos são ótimos juízes, sogras e lutadores de jiu-jitsu.
Touro (22 abr a 21 mai)
Você tem uma determinação e trabalha como um condenado. A maioria das pessoas pensa que você é um pão-duro e cabeça-dura e estão certas. Sua persistência faz de você um puta de um chato. Você é guloso, adora a natureza, o belo e ser amado. Taurinos são bons triatletas, vendedores de enciclopédias e decoradores.
Gêmeos (22 mai a 21 jun)
Você é comunicativo, curioso, bem humorado, inteligente e tem duas caras. Sua inconstância e preguiça fazem de você um manipulador de primeira. Você não liga pro que os outros sentem e adora distribuir chifres por aí. Geminianos costumam fazer muito sucesso na política, no circo, na novela das oito e pulando cerca.
Câncer (22 jun a 21 jul)
Você é solitário, defensivo e compreensivo com os problemas das outras pessoas, o que faz de você um xarope. Você se acha pé frio e mal amado. Sua compaixão, sensibilidade e emotividade fazem do homem de câncer uma tremenda de uma bichona. Os cancerianos são ótimos cabeleireiros, melhores amigas e leitores de romances.
Leão (22 jul a 21 ago)
Você se considera um líder natural. Os outros acham você um idiota completo.Você é vaidoso, arrogante, orgulhoso e impaciente, como e fosse a última coca-cola gelada do deserto e costuma lidar com críticas na base da porrada. Os leoninos são excelentes guardas de trânsito, ditadores e emergentes.
Virgem (22 de ago a 21 set)
Você é do tipo lógico, trabalhador, analítico, tímido e odeia desordem. Sua atitude detalhista e organizada é enjoante para seus amigos e colegas de trabalho. Você é frio, não tem emoções e freqüentemente dorme enquanto está trepando. Virginianos dão bons cobradores de ônibus, costureiras e montadores de quebra-cabeças.
Libra (22 set a 21 out)
Você é do tipo artístico, discreto equilibrado e idealista, com muito gosto pelo harmonioso e esteticamente belo. Se você for homem, provalvemente é viado. Você sente necessidade de proteger os outros e lutar contra as injustiças, mas esperando algo em troca. Os librianos são perfeitos na advocacia, arquitetura e gerenciando casas noturnas.
Escorpião (22 out a 21 nov)
Você é o pior de todos: Desconfiado, vingativo, obsessivo, rancoroso, frio, orgulhoso, pessimista, malicioso, cínico, fofoqueiro e traiçoeiro nos negócios. Você é o perfeito filho da puta, só ama a sua mãe e a si mesmo. O escorpiano leva jeito para terrorista, nazista, dentista, fiscal de receita e juiz de futebol.
Sagitário (22 de nov a 21 dez)
Você é otimista, aventureiro, entusiástico e tem uma forte tendência a confiar na sorte. O que é necessário para quem é imprudente, exagerado, indisciplinado, irresponsável, infantil, sem concentração e limitado. Isso explica porque a maioria dos sagitarianos são bêbados. São ótimos garçons, jornalistas e bicheiros.
Capricórnio (22 dez a 21 jan)
Você é conservador, sério, frio e inflexível como uma baixela de inox. Sua fidelidade e paciências não encobrem seu lado materialista e ambicioso, mas quem se importa? Se a grana está entrando.... Os capricornianos são um sucesso como bancários, banqueiros, agiotas ou mesmo contando dinheiro em casa.
Observações pertinentes:
- “pior de todos” o escambal.
- homem de câncer, bichona? Sua fuça.
- se alguém me achar tendenciosa, leia novamente o início do post.
- eu odeio rinite.
(...)
.......................................
random: Too alive – Breeders
eu sei que isso não é legal, além de denotar total, completa, geral e abominável e redundante falta de criatividade. Mas, como antes de tudo eu procuro a sinceridade nas pessoas - busca incansável, oh, vida -, nada melhor que praticá-la, de vez em quando, para tentar aquele exercício básico de coerência moral a que nem sempre estamos acostumados.
Uau, fiquei arrepiada com tanta sabedoria.
Anyway, isso tudo só pra dizer que, sim, é falta de criatividade mesmo que me acomete. Além de uma total descrença em algumas variações que a palavra amizade pode representar a cada um. Como isso varia, Disus. Não é à toa que sempre tem aquele filosofo de esquina apregoando que as diferenças entre as pessoas vão muito além da aparência física. Stupid, stupid. Vê se aprende, Janaina.
(...)
Mas vamo lá, que já falei demais (como sempre). Agora é o momento da boa ação do dia. O instante em que levo mais um montinho de areia pra construção de minha choupana celestial. – Do que essa guria tá falando? / - Oras, é lógico que se refere a mais uma
Self Comprehension Session
Em destaque, nesta edição,
A verdade sobre os signos!
Aquário (22 jan a 21 fev)
Você tem uma mente inventiva e dirigida para o progresso. Você mente e comete os mesmos erros repetidamente porque é imbecil e teimoso. Adora novelas, se reunir em grupos e ser fashion. Se você é homem....cuidado! Os aquarianos são ótimos sindicalistas e estilistas, às vezes, ambos ao mesmo tempo.
Peixes (22 fev a 21 mar)
Você é do tipo sonhador, místico, sensível e costuma se doar muito. Se você é homem, as suas chances de ser viado são muito grandes.... Você é cheio de conselhos fúteis e não faz nada além de encher o saco de todos que se aproximam de você. As piscianas dão boas apresentadoras de programa infantil e atrizes pornôs.
Áries (22 de mar a 21 abr)
Você se acha muito honesto, integro, independente e poderoso.... bom é o que você acha. Você adora mandar e botar tudo pra "ferver", desde que do seu jeito, mesmo que seja na porrada. Você não consegue influenciar ninguém, apesar de ficar o tempo todo tentando exibir seu poder. Os arianos são ótimos juízes, sogras e lutadores de jiu-jitsu.
Touro (22 abr a 21 mai)
Você tem uma determinação e trabalha como um condenado. A maioria das pessoas pensa que você é um pão-duro e cabeça-dura e estão certas. Sua persistência faz de você um puta de um chato. Você é guloso, adora a natureza, o belo e ser amado. Taurinos são bons triatletas, vendedores de enciclopédias e decoradores.
Gêmeos (22 mai a 21 jun)
Você é comunicativo, curioso, bem humorado, inteligente e tem duas caras. Sua inconstância e preguiça fazem de você um manipulador de primeira. Você não liga pro que os outros sentem e adora distribuir chifres por aí. Geminianos costumam fazer muito sucesso na política, no circo, na novela das oito e pulando cerca.
Câncer (22 jun a 21 jul)
Você é solitário, defensivo e compreensivo com os problemas das outras pessoas, o que faz de você um xarope. Você se acha pé frio e mal amado. Sua compaixão, sensibilidade e emotividade fazem do homem de câncer uma tremenda de uma bichona. Os cancerianos são ótimos cabeleireiros, melhores amigas e leitores de romances.
Leão (22 jul a 21 ago)
Você se considera um líder natural. Os outros acham você um idiota completo.Você é vaidoso, arrogante, orgulhoso e impaciente, como e fosse a última coca-cola gelada do deserto e costuma lidar com críticas na base da porrada. Os leoninos são excelentes guardas de trânsito, ditadores e emergentes.
Virgem (22 de ago a 21 set)
Você é do tipo lógico, trabalhador, analítico, tímido e odeia desordem. Sua atitude detalhista e organizada é enjoante para seus amigos e colegas de trabalho. Você é frio, não tem emoções e freqüentemente dorme enquanto está trepando. Virginianos dão bons cobradores de ônibus, costureiras e montadores de quebra-cabeças.
Libra (22 set a 21 out)
Você é do tipo artístico, discreto equilibrado e idealista, com muito gosto pelo harmonioso e esteticamente belo. Se você for homem, provalvemente é viado. Você sente necessidade de proteger os outros e lutar contra as injustiças, mas esperando algo em troca. Os librianos são perfeitos na advocacia, arquitetura e gerenciando casas noturnas.
Escorpião (22 out a 21 nov)
Você é o pior de todos: Desconfiado, vingativo, obsessivo, rancoroso, frio, orgulhoso, pessimista, malicioso, cínico, fofoqueiro e traiçoeiro nos negócios. Você é o perfeito filho da puta, só ama a sua mãe e a si mesmo. O escorpiano leva jeito para terrorista, nazista, dentista, fiscal de receita e juiz de futebol.
Sagitário (22 de nov a 21 dez)
Você é otimista, aventureiro, entusiástico e tem uma forte tendência a confiar na sorte. O que é necessário para quem é imprudente, exagerado, indisciplinado, irresponsável, infantil, sem concentração e limitado. Isso explica porque a maioria dos sagitarianos são bêbados. São ótimos garçons, jornalistas e bicheiros.
Capricórnio (22 dez a 21 jan)
Você é conservador, sério, frio e inflexível como uma baixela de inox. Sua fidelidade e paciências não encobrem seu lado materialista e ambicioso, mas quem se importa? Se a grana está entrando.... Os capricornianos são um sucesso como bancários, banqueiros, agiotas ou mesmo contando dinheiro em casa.
Observações pertinentes:
- “pior de todos” o escambal.
- homem de câncer, bichona? Sua fuça.
- se alguém me achar tendenciosa, leia novamente o início do post.
- eu odeio rinite.
(...)
.......................................
random: Too alive – Breeders
2.6.03
Assinar:
Postagens (Atom)