7.6.03

Na próxima encarnação, eu quero nascer cachorro de madame


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Virge.

NOTA MENTAL: Papai do Céu, perdoe-me por um dia ter visto estampada na testa de alguns alunos de um certo centro de computação de uma certa universidade estadual de uma certa cidade chamada Londrina, o rótulo de nerd. Cuspir pro alto é um perigo, sua mãe não te disse?

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Olha só: estão distorcendo os propósitos de altruísta subliminaridade que, acredito, este blog adotou para sim como política de vida. Tudo é linndo, você é linndo, Gil é linndo, a vida é linnda, não disse a baiana? Pois então. Estranheza é a sensação mais acertada pra expressar tudo o que meu coração tem sentido de ver como as pessoas continuam, coitadas, a chegar até aqui. Mire bem:

- coturnos de Apucarana (uou, esses devem ser realmente bons)
- discografia amado batista - TRÊS vezes (a minha cara, sem dúvida)
- grupo agepe ultimo cd (mentira, esse é mais)
- Roberto Shiniashik (claro, esse não podia faltar)
- massagens no ego (um minuto de silêncio por essa pobre criatura)
- engane seus amigos (isso aqui é um lugar de família, gente corrompida!!!!!!!)

Falando no grande mestre Batistão, me lembrei esses dias de um episódio que me pôs a pensar na vida. Não digo que a vi passar todinha em cinco minutos porque não, não estava à beira da morte, nem em um daqueles filmaços da Sessão da Tarde, com direito à versão brasileira Marshmellow. Não.

Conversava com o semi-esposo de uma das meninas com quem moro, e ele é baixista numa banda que toca esses sucessos de FM. Ok, ok, mas ele é legal. He. E me perguntou, enquanto fazia o misericordioso favor de afinar aquelas cordas tão misteriosas do meu filhote, de que bandas eu gostava. Das quatro iniciais que eu disse, um aceno esboçado no melancólico e espantado "sóóó... mas num conheço isso..." me fez pensar que talvez 23 anos não seja mais uma idade assim tãão tenra. Virge.



The child is gone


Led volta à Billboard 24 anos depois
Minha nossa. Não sei se rio ou se choro com a notícia do álbum triplo + DVD.

*

Aiow, silver.
Terminar o HC dessa sexta na Concha Acústica, com direito a Fiona Apple, Beatles, Portishead e mais um monte de coisa boa, na voz da Gisele (e banda), foi show. No melhor sentido da palavra.
E hoje de manhã eu aprendo uma deliciosa série de comandos do DOS. Show.
Terça os coloco em prática, espero.

*

New job, crianças. Que Alá proteja meu estômago.

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random: Criminal – Fiona Apple



5.6.03

Filhinhos,

eu sei que isso não é legal, além de denotar total, completa, geral e abominável e redundante falta de criatividade. Mas, como antes de tudo eu procuro a sinceridade nas pessoas - busca incansável, oh, vida -, nada melhor que praticá-la, de vez em quando, para tentar aquele exercício básico de coerência moral a que nem sempre estamos acostumados.

Uau, fiquei arrepiada com tanta sabedoria.

Anyway, isso tudo só pra dizer que, sim, é falta de criatividade mesmo que me acomete. Além de uma total descrença em algumas variações que a palavra amizade pode representar a cada um. Como isso varia, Disus. Não é à toa que sempre tem aquele filosofo de esquina apregoando que as diferenças entre as pessoas vão muito além da aparência física. Stupid, stupid. Vê se aprende, Janaina.

(...)

Mas vamo lá, que já falei demais (como sempre). Agora é o momento da boa ação do dia. O instante em que levo mais um montinho de areia pra construção de minha choupana celestial. – Do que essa guria tá falando? / - Oras, é lógico que se refere a mais uma

Self Comprehension Session

Em destaque, nesta edição,

A verdade sobre os signos!


Aquário (22 jan a 21 fev)
Você tem uma mente inventiva e dirigida para o progresso. Você mente e comete os mesmos erros repetidamente porque é imbecil e teimoso. Adora novelas, se reunir em grupos e ser fashion. Se você é homem....cuidado! Os aquarianos são ótimos sindicalistas e estilistas, às vezes, ambos ao mesmo tempo.

Peixes (22 fev a 21 mar)
Você é do tipo sonhador, místico, sensível e costuma se doar muito. Se você é homem, as suas chances de ser viado são muito grandes.... Você é cheio de conselhos fúteis e não faz nada além de encher o saco de todos que se aproximam de você. As piscianas dão boas apresentadoras de programa infantil e atrizes pornôs.

Áries (22 de mar a 21 abr)
Você se acha muito honesto, integro, independente e poderoso.... bom é o que você acha. Você adora mandar e botar tudo pra "ferver", desde que do seu jeito, mesmo que seja na porrada. Você não consegue influenciar ninguém, apesar de ficar o tempo todo tentando exibir seu poder. Os arianos são ótimos juízes, sogras e lutadores de jiu-jitsu.

Touro (22 abr a 21 mai)
Você tem uma determinação e trabalha como um condenado. A maioria das pessoas pensa que você é um pão-duro e cabeça-dura e estão certas. Sua persistência faz de você um puta de um chato. Você é guloso, adora a natureza, o belo e ser amado. Taurinos são bons triatletas, vendedores de enciclopédias e decoradores.

Gêmeos (22 mai a 21 jun)
Você é comunicativo, curioso, bem humorado, inteligente e tem duas caras. Sua inconstância e preguiça fazem de você um manipulador de primeira. Você não liga pro que os outros sentem e adora distribuir chifres por aí. Geminianos costumam fazer muito sucesso na política, no circo, na novela das oito e pulando cerca.

Câncer (22 jun a 21 jul)
Você é solitário, defensivo e compreensivo com os problemas das outras pessoas, o que faz de você um xarope. Você se acha pé frio e mal amado. Sua compaixão, sensibilidade e emotividade fazem do homem de câncer uma tremenda de uma bichona. Os cancerianos são ótimos cabeleireiros, melhores amigas e leitores de romances.

Leão (22 jul a 21 ago)
Você se considera um líder natural. Os outros acham você um idiota completo.Você é vaidoso, arrogante, orgulhoso e impaciente, como e fosse a última coca-cola gelada do deserto e costuma lidar com críticas na base da porrada. Os leoninos são excelentes guardas de trânsito, ditadores e emergentes.

Virgem (22 de ago a 21 set)
Você é do tipo lógico, trabalhador, analítico, tímido e odeia desordem. Sua atitude detalhista e organizada é enjoante para seus amigos e colegas de trabalho. Você é frio, não tem emoções e freqüentemente dorme enquanto está trepando. Virginianos dão bons cobradores de ônibus, costureiras e montadores de quebra-cabeças.

Libra (22 set a 21 out)
Você é do tipo artístico, discreto equilibrado e idealista, com muito gosto pelo harmonioso e esteticamente belo. Se você for homem, provalvemente é viado. Você sente necessidade de proteger os outros e lutar contra as injustiças, mas esperando algo em troca. Os librianos são perfeitos na advocacia, arquitetura e gerenciando casas noturnas.

Escorpião (22 out a 21 nov)
Você é o pior de todos: Desconfiado, vingativo, obsessivo, rancoroso, frio, orgulhoso, pessimista, malicioso, cínico, fofoqueiro e traiçoeiro nos negócios. Você é o perfeito filho da puta, só ama a sua mãe e a si mesmo. O escorpiano leva jeito para terrorista, nazista, dentista, fiscal de receita e juiz de futebol.

Sagitário (22 de nov a 21 dez)
Você é otimista, aventureiro, entusiástico e tem uma forte tendência a confiar na sorte. O que é necessário para quem é imprudente, exagerado, indisciplinado, irresponsável, infantil, sem concentração e limitado. Isso explica porque a maioria dos sagitarianos são bêbados. São ótimos garçons, jornalistas e bicheiros.

Capricórnio (22 dez a 21 jan)
Você é conservador, sério, frio e inflexível como uma baixela de inox. Sua fidelidade e paciências não encobrem seu lado materialista e ambicioso, mas quem se importa? Se a grana está entrando.... Os capricornianos são um sucesso como bancários, banqueiros, agiotas ou mesmo contando dinheiro em casa.

Observações pertinentes:

- “pior de todos” o escambal.
- homem de câncer, bichona? Sua fuça.
- se alguém me achar tendenciosa, leia novamente o início do post.
- eu odeio rinite.

(...)

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random: Too alive – Breeders




2.6.03

celeridad

Uau, junho.
Já.



30.5.03

Um cotoco de luz e... olha o passarinho!

Hoje eu tenho pela frente uma das tarefas mais chatas advindas da inteligência humana. Ah, é sim.

Não,

- não se trata de tomar banho cedo, com aquele frio de cinco graus aconselhando a novas conversas íntimas com o cobertor (pq isso eu já fiz);
- nem pensei em limpar letra por letra do meu teclado com um cotonete de criança (isso é domingo);
- muito menos tive a brilhante idéia de sair de casa sem passar creme hidratante (isso foi ontem. Ai.).

{ Meio deslocada essa última informação, é verdade, mas é igualmente ingrata a tarefa de encarar meu rosto vermelho, no espelho, com aquele ardor típico de gente que esqueceu os conselhos da mãe vaidosa, fresca ou preocupada, seja lá o que for}

A tarefa, cuja aversão só não é maior que aquela sentida ao conferir o resultado final, e ainda ter de pagar por isso, é tirar foto 3x4. Afmaria, Jisuis, José, Padinpadiciçu, isso é muito chato. "Viver é foda", eu diria a uma amiga. Agora sei donde (oh) vem a inspiração para sentença tão profícua (oh-oh).

Mais news na próxima semana – relacionadas ao destino das pobrezinhas. Só adianto que a minha reclamação de semi-ócio está por um fio, essa malvada.

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Self Comprehension Session

Inaugurada pela curiosa


Like a sweet flower, honey

Você já se pegou pensando em quem é? Para onde vai? De onde vem?, não necessariamente nessa ordem? Pois saiba que (assim como a fatídica pergunta do ovo e da galinha, já solucionada – é o dinossauro, a resposta. Juro!) isso está com os dias contados! É sim, verdade, sério, não te conto?!

Hoje Janaina teve um momento de luz em seu dia. Um instante de lucidez parda e sem bolinhas, desprovida das máscaras que o cotidiano lhe confere, sem abutres revoando sua cabecinha, sem a saudade lhe apertando o peito (dia 12, dia 12, repita comigo e respiração cachorrinho, vai) – a viação Garcia que não OUSE furar meus planos – e, oh, sem aquele sarcasmo que lhe mancha’lma.

(hehe)

Hoje eu descobri – diria Thunderbird (ugh): “sim, é verdade!” – que eu sou uma dedaleira. Isso aí, moçada, não contei antes porque a escuridão da ignorância me foi implacável. Mas agora eu compreendo tudo! Se você está em busca dessa resposta, a coluna faz essa boa ação, mas só desta vez – porque as bolinhas estão me lembrando que a tarefa miserável do dia é daqui a alguns minutos.

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random: Have a nice day – Stereophonics
E, se não for tão legal assim, faça uma força. Se até eu estou conseguindo (com a revoada toda aqui em cima), isso é sinal de que esperança existe sim, vamo lá!! Ou eu chamo o Paul Rabbit.





26.5.03

In.side


Queria trazer os amigos de (muito) longe pra perto, é só esse o meu desejo pra essa semana. Seiscentos quilômetros é demais pra quem se pauta tanto pelo olhar das pessoas, tenho acreditado piamente nisso. Além do que, se certos termos só o velho portuga mesmo pra definir o significado, "abraço" é universal, e necessário em tempo de tantos hugs via fibra óptica.

Saudade desgranhenta, prefiro os pés gelados a esses resquícios intermitentes da memória me lembrando que você existe e pode ficar grandona assim, ó.

NOTA MENTAL: eu adoro o inverno, mas este nem chegou e já está me deixando triste, e muito, e de verdade. E chega, senão as formigas vão infestar isso aqui.

*

random: Flowers in the window – Travis


23.5.03

“Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis”


Não, a frase não é minha. Aliás, Janaina definitivamente não nasceu para ser publicitária. Frases de efeito não são nem nunca serão o meu forte nem mais ou menos. Sorte de vocês que elas me são a ralé da exclusão do setor fraco, por todo o sempre: amém.

Mas ela me pôs a pensar, o que é bom em tempos de ócio semi-absoluto. Li esses dias num blogue bacana (vide o Bacana, pentelho da Armação Ilimitada – a locução adjetiva, no caso, refere-se a ELE!) a dona se queixar de que o espaço estava ficando “pessoal demais”. O que sinto aqui também, às vezes (olha o eufemismo), e me faz pensar no egoísmo ou não de se dar um fim àquilo que, se pensar bem, diz respeito somente a mim. Tal como a frase do tiozinho, que, citada fora de um contexto, diz respeito a uma situação deveras particular. Às pegadas que estão aqui dentro, invisíveis (ou quase) a quem faz um mínimo de esforço pra enxergá-las implícitas nesse monte de palavra confusa.

A verdade é que talvez eu não saiba mais me expressar. Ou que enfim eu tenha caído em mim e enxergado um lampejo de luz neon (meu bregaside deu pequenos vivas, gentem) na (in)utilidade disso tudo.

Resumindo:

Londrina. Eis minha solução parcial e minha fonte de indecisão constante.

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Hoje tava lá, no adesivo da charanga rosa-choque:
“Eu não acredito em palhaços”
Eu também não, até aquele momento.

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A partir do dia 29/5,

Paula Lima, Pedro Luís e a Parede, um grupo espanhol cujo nome não lembro, e Nação Zumbi, todos confirmados para o Cabaré 2003, evento paralelo ao Festival Internacional de Londrina e que, há semanas, havia recebido o carimbo de canceled por falta de verba. Minha empolgação pro desse ano se resume a um suspiro longo, semi-bocejante. Saudades da cambada fantástica que tocou em cabarés passados, ê, lelê.

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Ë, foi ontem a estréia do Matrix 2, né? Quem contou?
Anw, algum filósofo muito citado em ocasiões pouco agradáveis me diz que a composição pirralhada + filme de ação muito aguardado → combinação altamente explosiva em dias próximos aos primeiros dias de exibição. Como eu nunca fui aquele prodígio em Química (ainda mais com um dos profs demorava exatos 45 segundos pra escrever “vaporização”, na lousa >> sintomático), melhor ficar de semi-quarentena. Persistir no erro é ignorância, não te falaram? Após “As Duas Torres”, aprendi a lição. Vamos ver por quanto tempo, porque, diz alguma tradição familiar do distante reino das Oliveiras, povoado de Garcia, pregos são duros que só.

random: The kids are alright – The Who




22.5.03

É hoje!





17.5.03

“L’essentiel est invisible pour les yeux”
Agora imagine o estrago sem a capa da invisibilidade



“O que os olhos não vêem, o coração não sente”. Já lhe tentaram fazer acreditar na máxima? Você mesmo já se pegou com a cabeça em afirmativa quando pensou na tal, relacionando a alguma, digamos, situação por que tenha passado?

Garota impressionável que sempre fui (oh, garota, minina, mocinha, cuti-cuti, não cresces?), confesso que ene vezes tentei engolir essa suposta verdade, seja pra me enganar, seja pra me convencer de que, pôxa, às vezes é preciso dar o braço a torcer. Será que “a unanimidade é burra”, como disse o seu Nélson? E a todo momento? Pois bem, questionei tanto isso que consegui me tornar uma pessoa flexível; flexível até demais. A ponto de me calar quando, lá dentro, a língua se segurava pra não soltar aquele “escuta aqui” que tantas vezes me fez a fama de escorpiana típica. Não que eu goste de engolir sapos, acho que o ser mais masoquista desse mundo uma hora se enfesa disso. Caramba, né?

Mas por que a vida teima em colocar de novo à nossa frente aquilo que o coração, tadinho, se esforçou tanto pra esconder nas memórias mais remotas e aliviar, com isso, a sua barra? A sua e a dele, claro, que ele não faria esse esforço em todo em prol da razão, essa marcona.

Nem sei por que estou falando isso tudo. E eu nem comecei meu livro ainda, pra sorte daqueles “imortais”. Te cuida, Paulinho da Páscoa.

O fato é que, a exemplo de tantas atitudes nossas de cada dia, os sentimentos, esses canalhas, podem se revelar representantes-mor de uma incoerência absurda. “Amar, desamar, amar” não é aquela pieguice entrecortada por fúteis e efêmeros clímax que um Manoel Carlos da vida tenta provar serem tão simples, tão comuns. É uma tarefa pra poucos, mas privilegiados. E mais privilegiados ainda aqueles que saem inteiros da missão, com um sorriso no rosto, depois de completados todos os passos desse processo tão perigoso a gente despreparada, ingênua e segura demais de si, de suas convicções – e da irredutibilidade delas.

Eu poderia ser mais clara, objetiva, sucinta – afinal, essa é minha obrigação de domingo a domingo, com pausa aos sábados, porque (ainda) sou filha de Deus. Só que, como bem me observaram alguns professores, e mesmo a prática, nem sempre um lead é completo. E, se o é, juntar todas as respostas num único parágrafo não é necessariamente uma regra. Se eu decifrasse melhor aquilo que meu coração sente, depois de os olhos serem poupados por tanto tempo, acho que seria menos leviana com as palavras, ou menos enrolona. Pelo menos eu tentaria, porque a capacidade de compreender e ser compreendido é algo que não faz mal a ninguém. E eitcha bagulhinho mais foda nessa vidinha cadela, ô.

Sabe aquela história de que a gente tem que estar sempre em busca de melhorar, de descobrir, de se desdobrar pra revelar todas as facetas possíveis e imagináveis que podemos ter? Então, acho que cansei dessa idéia. Não sei quanto ao seu, mas o meu coração pede arrego.

Jesus, what a mess.

*

Eu amo o teatro com um amor diferente daquele que eu nutro pela música, mas tão intenso quanto. Provavelmente porque me desperta emoções bastante opostas, como a admiração ou a total e completa antipatia. Ou falta de sensibilidade artística, sei lá. E despertar isso que se faz invisível aos olhos, mas essencial ao coração, traz efeitos colaterais dos mais variados. Isso aqui tudo é prova de que o referido é verdade, e dou fé.

*

random: Shine on You Crazy Diamond – Pink Floyd
Yeah, sir, admiração a esses velhotes idem-ibidem.



14.5.03

Milagres do 102

E hoje, quando encontrei aquele telefone com o nome de quem pensei ter ido embora, agora em novo endereço (e aqui!!!), socs!, pows!, tóins! me tomaram de assalto o espírito. Tá bom, piegas. Mas, pra quem começava a sentir os primeiros sinais da Síndrome Taquicardíaca do Tédio Absoluto, foi simplesmente ótimo.

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random: Alive -Pearl Jam

Registre-se aqui o desejo sincero de que todos os seus imitadores, Eddie Vedder, morram queimados no mármore do inferno, ajoelhados no milho e aliviados com suco de pimenta calabresa.



12.5.03

Informativo Cristão # 1: porque a sua alma tem sede

A cada dia eu percebo que os propósitos subliminares de salvação da humanidade - dos quais este blog está plenamente embutido, em nome de Jesuuuuuuus - têm sido cumpridos com êxito assustador. E quem me diz isso não são os duendes da Xuxa, muito menos aqueles que me acordam todo dia, às 7h30, depois de uns quatro apitos histéricos do rádio (devidamente programado para as 6h35, diga-se de passagem).

Isso quem me conta é uma janelinha azul porreta, que atende pelo nome de “contador” (não, não é o amigo do leão, calma, bete), o mesmo que me diz como as pessoas chegaram a este espaço. E que, desse modo, causa medo, espanto ou simplesmente me faz rir, de ver até onde pode ir a morbidez da curiosidade humana.

Há menos de dois meses, pelo Google, era figurinha repetida chegar aqui pela singela busca veneno para pomba; busca esta diversificada nas opções pluralizada e especificada (no caso, venenos e de calçada, respectivamente). Que tipo de gente gostaria de matar pomba de "calçada"? Mistério. Fossem as pombas da catedral que voam rasante, até diria, em off.

Hoje, com grande alívio n’alma e regozijo pleno do meu ser (ria que nem o Pateta, agora), pude constatar que, não!, este blog não está servindo de inspiração para pequenos atentados terroristas. Não mais. Ao menos três usuários buscando a letra do ursinho pimpão, e outros três à caça do grande Shiniashik (meu guru >> livros de auto-ajuda: escrevê-los-ei*, a fim de ajudar a mim, claro), ou das super legais, bacanas, jóias e supimpas, mesmo, frases de otimismo. Isso é muito gratificante pra uma criatura de Deus que, ultimamente, só tem procurado fazer o bem.

Eu acho que vou pro céu.

* ontem, numa das peças do Filo, "Fluxo" (baseada na obra "Fluxo-Floema", da escritora Hilda Hilst, que amei), um dos personagens soltava essa, abismado com o que havia acabado de dizer: "A mesóclise é como uma cólica no discurso: quando você menos espera, ela vem. E depois ficamos assim, sem ter o que fazer, prostrados diante dela". Era mais ou menos isso. Meio bobo, lendo assim, mas ontem foi engraçado.

Vamo lá, risada de Pateta de novo, criançada!

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random: I just don't know what to do with myself – White Stripes
Agora, menos ainda.



11.5.03

PARA SEMPRE






Por que Deus permite que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite
É tempo sem hora
Luz que não apaga
Quando sopra o vento
e a chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece com
o que é breve e passa
sem deixar
Mãe na sua graça
é eternidade

Por que Deus se lembra
-mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do mundo,
baixaria uma lei:
Mãe não morre nunca,
Mãe ficará sempre junto de seu filho
e ele, velho embora
será pequenino
feito grão de milho.

(Carlos Drummond de Andrade)

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Que a minha (e a sua, seja ela de placenta ou de coração - não que as opções se excluam) esteja sempre aqui dentro, ou lá em casa: que esteja. Nada como, depois do percalço, o abraço final. E recebê-lo num dia como hoje - depois de quatro anos a ver navios, entre provas e trampagens - me faz crer que, no dia das mães (tá, eu sei que é todo dia), a maior presenteada fui eu.




9.5.03

Assim dizia Lavoisier, lembra?

Desculpem-me os adoradores da originalidade, mas, depois que eu li o blog do Fábio , resolvi compartilhar com a multidãããão do meu bloquinho (hehe, o café me deixa irônica) essas palavras que me causaram... arrepios.

(arrepios de lembrar das situações, héin, seus mentecaptos?)

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TEM GENTE QUE ESTÁ DO MESMO LADO QUE VOCÊ MAS DEVERIA ESTAR DO LADO DE LÁ (URGH!)

As dez frases que o jornalista mais detesta ouvir.


1)Se você colocar meu nome no jornal, eu te processo.
2)Mas você vai colocar meu nome na matéria?
3)Posso ler a matéria antes pra ver se tá tudo certo?
4)Olha lá o que você vai escrever, héin?
5)Me dá seu telefone que ele retorna o contato. (Tradução: o cara não vai ligar nunca)
6)Ah, você não vai me filmar não, né? (Para os fotógrafos)
7)Mas pra que você quer fazer essa matéria?
8)Capricha lá, vai, dá uma forcinha pra gente.
9)O secretário só volta amanhã de manhã e ele está sem celular.
10)Você não pode ligar na segunda? (E você precisa fechar a matéria na sexta à tarde)

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Arrepios da mesma natureza me tocaram perversamente a alma ao ler o primeiro verso da versão auto-ajuda (mais ainda, se é q isso é possível) do finado Renato Russo. Aproveitar resto de estúdio, nesse caso, deveria ser crime inafiançável. E pra quem gosta dessas coisas, idem-ibidem.

O frio parece que está indo embora. E eu, acreditando cada vez mais piamente no ditado de que alegria de pobre dura pouco. Se bem que foi engraçado ver a tiazinha (acima dos 60, certeza) de tênis e capote até a cabeça, só os olhinhos de fora. Lembrei daquele personagem do He-Man, que pulava pra atingir os inimigos com o cocoruto. Alguém sabe o nome da criatura?

Aviso aos naviganti:

Colação de grau amanhã, no Moringão (não, Rê, o ginásio não tem forma de cabeção>>> leia com voz de Sabrina). Se você estiver passando por lá, sentir um frio desgranhento pelo descampado da região e não tiver mais nada interessante meesmo pra fazer (e se gostar da Orquestra Sinfônica da UEL), apareça. O chapelão quadrado até que não ficou de todo mau, mas preferia um sombrero.

A cor da faixa pro povo de Jornal - vermelho sangue, bem vivo - tb suscitou indagações n'alma. Oh, que estranho!

*

random: Everything's Going On – Yo La Tengo




7.5.03

Por isso que eu adoro o mês de maio

Vai começar, minha gente.
Ces acham que eu ia perder, né? Rá.








Enquanto isso, no reino encantado da Londrina City Park Residencial, neca de Cabaré. Luto parcial, oras.



6.5.03

Depois do discurso mexicano de ontem (he), vamos falar de coisa séria. Isso é um blog de utilidade pública, tá pensando o quê?
Sendo assim,

Atenção, mulherada:


Gato recebe mais de US$ 720 mil de herança na Inglaterra

"Um gato de rua recebeu uma casa grande no norte de Londres e um fundo de investimentos de 100 mil libras (cerca de US$ 160 mil) de herança de uma idosa.

Estimativas indicam que Tinker - o nome do gato - tem oito anos. Ele se tornou amigo de Margaret Layne, 89 anos, pouco antes de ela morrer no ano passado.

O testamento dela, que acaba de ser divulgado, estabelece que, até a morte, Tinker deve ficar na casa avaliada em 350 mil libras (pouco mais de US$ 560 mil).

Margaret Layne não tinha filhos."

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Êêêêêê, lelê, tirem o olho que ese já é meu. Sabia que o meu príncipe seria um gato e não um sapo, eu sempre soube.

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Informativo # 2, a batalha continua

O improvável aconteceu. Acabaram de poluir a web de vez, ela que já é tão cheia de tranqueira. (Fora eu,) Algum abutre curioso? Tem? Alguém mais a fim de cenas de alto teor censurável pela moral, os bons costumes e noções mínimas de bom senso? Então vá lá. Mas aviso que ainda há tempo: Dhomini no Paparazzo é o fim, a derrota disfarçada de júbilo, a sublimação do Photoshop, enfim, é tudo o que vc não deve ver antes de ir dormir, ou antes do almoço. Ouvi?

E eu que havia prometido pra alguém (quem, mesmo?) que não teceria mais comentários desrespeitosos àquele monstro da popularidade, uma das personalidades mais carismáticas da história da TV brasileira. Assinado, Faustôôôôôô.

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random: Say hello to the angels – Interpol


5.5.03

Um post sobre aquele dia, tantos dias



I’m back, mas não daquela Páscoa que eu quero esquecer. Estou de volta de outro fim de semana que me marcou pra sempre, mesmo que outros do gênero me aconteçam na vida, a médio ou longo prazo.

“A primeira (ou única) festa de formatura a gente não esquece”, viviam me dizendo. E, São Tomé que sou, digo que o veredicto é verdadeiro e dou fé. Aliás, acho que como (quase) tudo na vida que acontece pela primeira vez. Difícil explicar as lembranças daquela noite - poderia redigir uma nota sobre o evento, de duração indeterminada (a fonte não revelou o horário em que deixou a festa), que reuniu pelo menos umas trezentas pessoas naquela noite fria de sábado, dia 3 de maio. Dia 3 de maio de 2003 – que, na somatória esotérica de algum numerólogo, não deve explicar muito concretamente o que possa significar. Abster-me-ei, novamente, de buscar essas respostas.

Dia 3 de maio. O contraste entre o estilo descolado, comportado ou recatadíssimo de cada um emenda o feriado do dia do trabalho (que piada esse dia) e põe na labuta longos vestidos, sAltos, ternos combinantes com camisas, sorrisos escapando entre lágrimas. Quatro anos de convivência, paciência, aprendizado – acho que isso é o que me faz crer, entre raríssimos exemplos na docência, que o curso não foi totalmente em vão. Pra uma profissão que nem precisa mais de diploma, fique frau e tente uma vaga em jornaleco, se escrever é a sua praia.

Tão intensos quanto rápidos. Não sei se pela emoção do momento, ou se pela falta de tempo destes últimos tempos, parece que foi há tão pouco tempo aquela manhã em que chorei com meu avô... o jornal, o único que divulgaria a lista de aprovados, sairia apenas no dia seguinte ao do pico da minha ansiedade, controlada a passos rápidos, mas certeiros, da rodoviária (era só lá que eu acharia o exemplar) à casa do meu véio mais querido. O nome naquela minguada seleção, a palpitação de fazer inveja às mulheres de face escarlate que eu detestara nos livros de Alencar, o choro de felicidade (que, até então, desconhecia o que viria a ser), a continuidade do aguaceiro nos braços da minha mãe, no olhar de breve despedida nos do meu pai, na lembrança da minha avó, que havia torcido tanto por mim, mas que não tivera tempo para o abraço final. A ela essa conquista, acompanhada de uma saudade que, tenho certeza, é incompatível com quaisquer besteiras desse mundo que alegra, mas que, não poucas vezes, também entristece demais.

Os desejos de “boa sorte” e “felicidades” adquirem novos contornos, numa fase igualmente nova. O que você espera daqui pra frente?, perguntavam no video. “Se continuar vivo já tá de bom tamanho”, diria o amigo mais querido desse tempo de UEL. Saudades desde já, Fer. E de mais uma pá de coisa de um campus tão lindamente verde quanto isolador, com seus centros a meia légua de distância uns dos outros. Pequenos vilarejos dentro do mesmo espaço, muitas tribos, jogadas todas na mesma caldeira para serem servidas ao calor infame do restaurante. De onde, no fim, vou sentir mais saudades. Ah, aqueles olhares do RU...

Assim como no curso, a edição não foi minha aliada, no final. Faz parte da produção, faz parte, e, sinceramente, sempre gostei mais da tarefa cara a cara da reportagem.

Antes que comecem a não me entender mais (ainda menos, talvez), fico por aqui, porque ainda não ensinaram a Subjetividade Passo a Passo – fascículo 1. Tem coisas que só o tempo mesmo pra dar jeito, outra lição importante que não termina semana que vem, com a derradeira colação.

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Dando seqüência à seção Plagie seu Poeta Favorito, iniciada e abruptamente interrompida há muitos posts, para a felicidade desses nobres cadáveres, hoje eu diria que Pessoa é quem melhor sintetiza esse nó estranho que me enche o peito: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. E a minha cresceu tanto, com tanto fermento que fui e foram jogando, que quando olho pra trás, apesar de passageiro, o caminho valeu muito, valeu pra vida inteira.

Tanx

Já fiz isso, em parte, nos comentários do post anterior, mas gostaria de agradecer, de novo, a todos que, de uma forma ou de outra, lêem com um mínimo de satisfação a notícia de que concluí essa etapa da minha vida. Quando comecei esse blog, não tinha idéia de que forma o caldo entornaria, nem se chegaria a entornar. A verdade é que ele foi espaço pra uma série de desabafos, explícitos ou velados, de alguns desses percalços. O feedback foi muito mais que meros shout outs com smiles animados, garanto a vocês. O que falar então do feedback (e, deixando a coisa ainda mais pedante, tb o feedforward, hehe) dos que literalmente pegaram na minha mão, passaram a mão na cabeça ou disseram o que eu não esperava – mas precisava – ouvir? Tudo a vale a pena, minha gente. E, nesse sentido, eu sou uma pessoa realizada.

Cês tão aqui dentro, bando de chineses.

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Depois de tanto Momentu du Coração (com voz de locutor de pograma Love Songs noturnas de FM, não se esqueça), aviso aos navegantes: começa nesta sexta, dia 9, mais um Festival Internacional de Londrina, o consagradíssimo FILO. Tem início, portanto, a fase do ano mais legal de Londrina, que, por sinal, começa a ver os primeiros gorros de lã saírem às ruas.

Vive les arts!

random: Como nossos pais – Elis

Passe o tempo, passem minhas preferências musicais, venham as rugas ou as aplicações de colágeno, que essa música sempre me trará de volta ao campus da UEL, mais especificamente praquelas bebedeiras de 99.





2.5.03

testando figurinha (azul) no blog azul

valeu, Alex.









29.4.03

E aí, já comeu hoje?


Diga pra nós, garoto parrudo e sedento por novas manifestações hormonais: já comeu a sua Kim Basinger hoje? Não? Ah, claro, desculpe a intromissão, é que dar conta (sozinho ou com os amigos) da Angelina Jolie (o pacote inclui o beição) não deve ser mesmo dos mais fáceis.

E você, garota esperta, viiiinte anos de praia (acresça, diminua ou, se a psicologia permitir, permaneça nessa faixa; a seu gosto), que vai hoje: o Brad Pitt ou o Tom Cruise?

Antes que pensem que este blog, jogado às traças junto com o pouco de humor branco da autora, está fazendo as vezes de uma casa de tolerância de luxe, com catálogos hiperdetalhados (hiper mesmo) e pratos (sim, podemos pensar que existe um restaurante acoplado) bastante sugestivos, mas não tão cafonas quanto o sushi erótico (vide guerra dominical da TV aberta), eu explico: isso não aconteceu. Aliás, que pena.

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Tudo começou há mais ou menos cinco anos, no município de Marília (interior de SP), num boteco qualquer próximo à universidade onde eu faria um teste de xisinhos e uma redação de tema podre (eu diria putrefato, até: “a globalização e eu”, dá licença); conjunto institucional e traumaticamente conhecido por vestibular; festibular, em uma derivação de tribos mais afoitas.

Bem acompanhada (e, nas circunstâncias aborrecentes, acima de tudo, longe de tudo e todos que representasse família), nos sentamos para escolher o cardápio daquele rápido almoço, haja vista que a universidade, tão pomposa quanto longe, escondia-se no bairro mais popular daquela pacata e moderninha cidade: o Cafundó.

“Pede você, qualquer lanche está de bom tamanho”. “Faço questão”. E, nessa discussãozinha tão tola quanto ingênua (pois não sabíamos a eternidade que levaria pra goroba ser servida), fui eleita a maître de momento tão importante a nossas floras estomacais, que correriam riscos terríveis, dependendo da opção. Questões de ordem (neca de ervilha, pitibiriba de ovo, muito menos), fomos ao menu (leia juntando os lábios, s’il vous plaît). “Você quer comer uma Sheila Carvalho ou uma Camila Pitanga? Me parecem boas escolhas”, falei, coagida pelo esperto engraçadão que teve a idéia su-pim-pa de dar nome aos bois. Digo, aos lanches.

E rapaz tímido, eu aprendi, uma hora acaba se revelando. E se engasgando. Tinha de ser ali, tinha.

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Ontem foi a vez de mais uma daquelas pizzarias de bairro homônimo, mas não em Marília, ter a excelente idéia de dar nome de gente do show bzzz praquelas que, pruma tia minha de Nápoli, um dia se chamaram simplesmente “pizzas”. Passando a vista nem um pouco impressionada com a treta (anunciada como inédita, como se isso interessasse no auge da fome de cão), notei alguns ingredientes que, dispostos miserável ou indecentemente em algumas opções, denunciavam o sarcasmo e preferência absoluta do(s) autor(es) por certos astros e estrelas. Num mundo muderrno como o nosso, entretanto, abster-me-ei de dizer categoricamente que mulheres elegeram os machos, e vice-versa.

Confira abaixo algumas das sugestões:

Richard Gere – mussarela e bacon
Jim Carrey – milho e mussarela
Paul Newman – molho, pepperoni, tomate picado (dã), provolone e mangericão. (sic)

Eu poderia vestir o jaleco do cursinho e dar uma justificativa bastante gramatical pra não dar confiança a estes sujeitos, mas o esquema é muito mais de coerência que de ortografia. Qualé, Paul Newman???? Na primeira opção eu diria que foram até simpáticos demais, mas isso passa pelo crivo pessoal de quem não vê graça naquele sorriso maroto de vovô sedutor. Sorry, girls. Mas daí a colocar meu queijo preferido (sem contar o pepperoni, salve) pro tiozinho não dá. Assim não dá, assim não pode.

Você pensa que acabou? Quê isso!

Julia Roberts – calabresa, presunto, cebola, pimenta e mussarela
Liv Tyler –mussarela, tomate picado (sério?) e molho
Vera Fischer – (preparem-se) ervilha, cebola, ovo e mussarela

Preciso explicar minha aversão às raízes, neste caso? Acho que não.

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Vendo esse tipo de coisa, e a série de perguntas metidas a engraçadinhas que fizeram pro Luís Fernando Veríssimo aqui, ano passado (não fui, mas me contaram), e sábado, no Altas Horas, só posso chegar à conclusão unilateral: babaca é igual em todo lugar, só muda o CEP e a cutícula do pé.

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Formatura sábado. Frio na barriga desde ontem, ao saber do misterioso TJ ao vivo, in loco, ô louco.
Um céu muito doido de vermelho se confunde com o suco de goiaba que eu sugiro pra espantar os males passageiros.

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random: There goes the fear – Doves
(desculpe o plágio, Paula, mas ela está me azucrinando o dia todo)




24.4.03

Aí eu olhei pra cima, assobiei e fingi que era de cera


Uma maré de azar passageira tomou conta, ontem, do meu início de tarde. Tudo começou com um troco de cinco real em notas de um, quase rasgadas, entre as quais havia uma que me deu um misto de nojo, desprezo, piedade e frescor n’alma por ser metida o bastante pra não compactuar com esses jerimuns.Tava lá, só não escaneio a dita cuja pra não sujar o blog e o scanner. Apesar de quê, eu nem sei botar figura aqui mesmo.Look:

“Eu amo os Travessos”.

Antes eu queria dizer que a minha pessoa corre seriíssimos (que besteira esse i duplo, né?) riscos de ter a credibilidade (ó, coitada) abalada por negritar tamanha infâmia. Quem der uma passada de olho básica no post vai se prender a ela, un-hun.

No lance seguinte ao do episódio superhipermegasuperdenovo cheio de clímax like dirty on your hands, resolvi cortar o caminho de seeeempre pra arejar os neurônios. Sério, dizem os especialistas que faz bem “inovar” nesses trajetos, pra dar a sensação do nunca d’antes visto ao seu célebro. Nem que seja uma tremenda mentira pregada nele, que, já cansadinho de guerra, nem vai notar.

Pois bem. Ocorre que eu cortei caminho e passei por um cemitério – o mesmo, por sinal, onde consegui a façanha de me perder, um dia, por volta das 7 da noite, graças à idéia genial de ganhar tempo para a aula de espanhol. Ok, ok, calouro é burro, calouro é nada, calouro é saco de...

Ao lado da “morada dos mortos” (as trufas de avelã me deixaram doce que só), um Fiat Uno parado, na sua, não tinha cara de quem me importunaria. Acho que ele adivinhou, pela minha cara de fome, que o almoço daquelas três da tarde jazia em casa, abandonado. Quem não adivinhou foi ele, o pirralho da tarde, delinqüente vespertino, ou, simplesmente, O Trombada. Que deve ter lambido os beiços meliantes ao ver o pequeno Uninho parado, ao sol, clamando por um pouco de sombra. E quem lhe proporcionaria tamanha demonstração de benevolência? Quem? Quem? Oh, quem? Ele, o malandro da tarde ardida (não quero estar viva pra ver a Sabrina falar isso, cabeção – diga com voz estridente), e quando? Naquele momento em que havia a testemunha menos improvável para a ação. E o alarme, alto, apitou. E eu, A Escolhida, ouvi. E recebi um “ssshhiu, tia”(?!) com cara de poucos amigos dirigida por Ele, o Zorro di menor e sem máscara. Impossível esboçar uma reação, já disse que fui assaltada aqui? Sim, na ocasião outro pequeno trombada me levara o par de luvas naquela manhã friiiia de sábado. Ingênua com a raça humana, ainda tentei (verdade!) negociar com o meliante, visto ser aquele o único que cabia em meus dedinhos ralados pelo gelo. E em casa eu tinha tanto par sem usar... vamo lá, é aqui perto, te dou uns três pra você levar! Que nada. Aí, desisti de acreditar nesses espécimes. Tenho até uns calafrios quando vejo os tipinhos à solta.

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Nem, querido, Janaina está longe da menopausa.

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Desse jeito vão ter que trazer o Garotinho pra domar a malandragi londrinense. Rá rá rááááá.

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Eu pedi um elixir, tia, eu pedi. Você não quis me dar, agora agüenta. Antes que eu cometa um duplo homicídio triplamente qualificado contra a vizinha do tamanco de mogno, melhor escrever bobagem das bobagens que me acontecem. Que réiva, pqp.

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random: Sexx laws – Beck



23.4.03

Isso é pra você aprender a ser menos impressionável


Desde que cheguei em Londrina que espero pra ver anunciado o show da Adriana Calcanhotto, cantora/compositora que muito aprecio. Esses dias vi a notícia de que domingo ela se apresenta aqui. Pouco divulgado, o evento (bem caro pros padrões londrinenses, por sinal - 50 pila) não passa nem perto da grandiosidade publicitária que houve quando Marisa Monte foi ao Moringão (ginásio local), em março de 2001.

Mas, como Murphy não é apenas mais uma figura mítica do inconsciente coletivo, ao partir para a perguntinha Quando?, do lead, vem na cara, em forma de tapa com luvinhas brancas, a decepção: o show será neste domingo, às 9 da noite!-9 da noite!-9 da noite!, no mesmo instante em que eu estarei esquentando a poltrona desconfortável do busão from Campinas.

NOTA MENTAL: Papai do céu, eu juro que não terei saco (não mesmo, né?) pra duas formaturas na minha vida.

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Como eu costumo dizer àqueles de quem gosto, “nada que é ruim dura para sempre”. Eu sei, eu sei que essa poderia entrar pro ranking das piores na seção Frases de Otimismo, mas insisto mesmo assim. Queria apenas fazer valer a dita cuja pra quem a fala. No caso, moi.

Por isso que, apesar de umas figurinhas ordinárias do lado de cima do continente (ou não: aqui mesmo já temos até crime organizado!), eu admiro as múltiplas habilidades do ser humano. Usando somente 10% de sua capacidade cerebral (ok, isso é relativo), ele é capaz das mais incríveis facetas de felicidade/normalidade mesmo quando, por dentro, está uma completa Tona Galea, disfarçada de Bateu Mouche, mas com aquele cais do Titanic pós-colisão.

Enjoei com essas comparações. Mas eu tenho enjoado de coisa muito mais séria, e isso é o que tem esquentado a moleira em tempos de decepções mil. Pero, "como nada triste dura pra sempre", deixa eu falar de coisas mais otimistas:

Que céu azul *lindo* tem feito esses dias.

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O dia em que você descobrir o elixir que cure as tristezas do coração, traumas de uma cabeça doente e sarcasmos inúteis, por favor, entre em contato pelo nosso SAC.

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random: Cantada – Adriana Calcanhotto

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Latest news:

Nem se iluda, que a acadimia não vai gostar (mais uma vez) de filme com nêgo feio e pobre. Essas coisas não existem, lembra?