diz-me com o que sonhas
Cheguei da prova e deitei-me um pouco. As quatro horas de sono da madrugada foram prontamente solícitas em exigir mais algumas; obedientes, meus olhos não ousaram contrariá-las.
Uma hora e 40 minutos. Sonhei com você esse tempo todo, ou somente os milésimos de segundos que a ciência tenta explicar. Não importa, suas mãos seguraram as minhas, ternas, amigas, com carinho suficiente pra espantar o gelo que se juntava nas bordas, dia após dia. Derreteu-se e logo tornou-se escaldante; no peito, o coração batia num misto de rapidez absurda e incredulidade pela situação. Mesmo em sonho, às vezes eu me espanto com minha imaginação.
No telefone, uma voz também sonolenta do outro lado me deu novamente vontade de dormir.
Que sol desgraçado.
* *
random: The New - Interpol
11.3.04
pra não dizer que não falei de caules
Pois é, né. Imagina só uma coisa dessa.
*
Ulha só: as minhas costas nu8nca doeram tanto em uma mudança. E manja que ainda nem fiz a faxina no ap novo. Aceito voluntários.
*
Mentira. Aceito não. Ninguém merece.
*
Ver as pessoas que eu amo felizes me deixa melancolicamente feliz. Por que não pode ser sempre assim? Han?
*
Cansaço, credo. Vida a sós está sendo um tanto estranha, espero que eu me acostume.
* *
random: Sister Renée - Ed Harcourt
Pois é, né. Imagina só uma coisa dessa.
*
Ulha só: as minhas costas nu8nca doeram tanto em uma mudança. E manja que ainda nem fiz a faxina no ap novo. Aceito voluntários.
*
Mentira. Aceito não. Ninguém merece.
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Ver as pessoas que eu amo felizes me deixa melancolicamente feliz. Por que não pode ser sempre assim? Han?
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Cansaço, credo. Vida a sós está sendo um tanto estranha, espero que eu me acostume.
* *
random: Sister Renée - Ed Harcourt
3.3.04
Acho que amanhã não chove, héin?
Viagem longa espera cara quase-pálida este fim de semana novamente. Apesar de rápida (a estadia, não a quilometragem rodada), há indícios de que será divertida.
Se cara quase-pálida tiver sorte, não volta. Ou melhor, volta e parte, em breve.
* *
Cara quase-pálida ainda fica doente de ver certas coisas e não poder abrir a boca como gostaria. Antes que isso aconteça, ela afirma que prefere trabalhar na praia.
* *
É sim.
Viagem longa espera cara quase-pálida este fim de semana novamente. Apesar de rápida (a estadia, não a quilometragem rodada), há indícios de que será divertida.
Se cara quase-pálida tiver sorte, não volta. Ou melhor, volta e parte, em breve.
* *
Cara quase-pálida ainda fica doente de ver certas coisas e não poder abrir a boca como gostaria. Antes que isso aconteça, ela afirma que prefere trabalhar na praia.
* *
É sim.
2.3.04
Pois é. Puta sol, né?
Entrevistei esses dias um senhor de 69 anos que vive há 50 deles em cima de uma cama, vítima de febre reumática. O otimismo e a esperança que ele destilou com a vida, na longa conversa que tivemos, me fez ter até vergonha das tantas coisas pelas quais reclamo e que, perto de outras, não são praticamente nada.
Aí eu penso que isso seria subestimar a minha vontade de que tudo melhore, e mudo a forma de ver o que tava vendo há segundos. Aí, pimba, eu vejo que tenho uma saúde excelente (viu só, rinite desgraçada, eu te perdôo) e um emprego que pelo menos me paga uma vidinha básica em Londrina ... e mudo de novo.
Aí, ouço de pessoas queridas que pessoas malvadas fazem malvadezas pelas costas - prejudicando e fazendo gente que eu adoro sofrer, sofrer um monte - e sinto uma tristeza grande e um desânimo gigante de novo. Não tem como não reclamar desse mundo animal.
* *
Eu odeio vocês, trogloditas covardes.
AH!
* *
Notinha Mental:
Big Fish é um filme porreta, bacana, fofo, mesmo.
Notinha Mental2:
Cidade de Deus não ganhou necas? Oh, what a surprise.
* *
random: You've got her in your pocket - White Stripes
Entrevistei esses dias um senhor de 69 anos que vive há 50 deles em cima de uma cama, vítima de febre reumática. O otimismo e a esperança que ele destilou com a vida, na longa conversa que tivemos, me fez ter até vergonha das tantas coisas pelas quais reclamo e que, perto de outras, não são praticamente nada.
Aí eu penso que isso seria subestimar a minha vontade de que tudo melhore, e mudo a forma de ver o que tava vendo há segundos. Aí, pimba, eu vejo que tenho uma saúde excelente (viu só, rinite desgraçada, eu te perdôo) e um emprego que pelo menos me paga uma vidinha básica em Londrina ... e mudo de novo.
Aí, ouço de pessoas queridas que pessoas malvadas fazem malvadezas pelas costas - prejudicando e fazendo gente que eu adoro sofrer, sofrer um monte - e sinto uma tristeza grande e um desânimo gigante de novo. Não tem como não reclamar desse mundo animal.
* *
Eu odeio vocês, trogloditas covardes.
AH!
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Notinha Mental:
Big Fish é um filme porreta, bacana, fofo, mesmo.
Notinha Mental2:
Cidade de Deus não ganhou necas? Oh, what a surprise.
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random: You've got her in your pocket - White Stripes
17.2.04
12.2.04
At the silencie, just a noise
Ouvir - e ver - Teresa Salgueiro cantar ao vivo já é uma experiência registrada pra sempre na alma, goste você de música portuguesa ou não. Por quê? Porque ela canta com alma, só por isso.
Ôxe, Janaina.
*
Eia.
*
Pum. Catapum. Splash. Soc. Poc. Tóin.
*
Onomatopéias eram tão divertidas ou a exclamação delas ou a ingenuidade minha que me faziam sentir isso?
Dúvida, oh dúvida.
*
random: O Paraíso - Madredeus
Ouvir - e ver - Teresa Salgueiro cantar ao vivo já é uma experiência registrada pra sempre na alma, goste você de música portuguesa ou não. Por quê? Porque ela canta com alma, só por isso.
Ôxe, Janaina.
*
Eia.
*
Pum. Catapum. Splash. Soc. Poc. Tóin.
*
Onomatopéias eram tão divertidas ou a exclamação delas ou a ingenuidade minha que me faziam sentir isso?
Dúvida, oh dúvida.
*
random: O Paraíso - Madredeus
11.2.04
Eu sei
Preciso voltar a dormir minimamente cedo, com uma vontade mínima de acordar cedo no dia seguinte.
Faz anos que não levo a vida que estou levando, com manhãs estranhamente livres. Isso me dá um sono constante, uma angústia de ver o tempo passando enquanto eu ainda sou jovem e tenho forças - que contradição, não? -, uma saudade terrível de quem eu gosto. Seja de pessoas que eu vi mês passado, ano passado, seja das que vi tarde passada. E tenho uma vontade enorme de abraçá-las e sentir que minha mente é que cria certos fantasmas.
Às vezes tudo parece muito difícil, e se você sorri para os outros (não pra quem vê a lágrima correr aqui dentro, mas o, hmm, transeunte. Conhecido.), mostrando que oi, tá tudo bem com você? Sim, comigo, tudo!, putz, aí a dificuldade de acreditar nas próprias palavras do lábio vascilante toma uma dimensão daquelas.
Eu quero dormir. Sou de carne e osso, mas também tenho nervos percorrendo meu organismo. E eles me dizem que, puxa, sua passadista, desaminada de temporada, levanta!
Eu os mando à merda. Já judiaram demais estes dias, vou substituí-los em breve por concreto ou argamassa. Os pedregulhos desordenados agradecem.
****
Saco-cheio, senhores. Isso tudo se chama saco-cheio, pleno, repleto.
****
random: Mysteries - Beth Gibbons
Preciso voltar a dormir minimamente cedo, com uma vontade mínima de acordar cedo no dia seguinte.
Faz anos que não levo a vida que estou levando, com manhãs estranhamente livres. Isso me dá um sono constante, uma angústia de ver o tempo passando enquanto eu ainda sou jovem e tenho forças - que contradição, não? -, uma saudade terrível de quem eu gosto. Seja de pessoas que eu vi mês passado, ano passado, seja das que vi tarde passada. E tenho uma vontade enorme de abraçá-las e sentir que minha mente é que cria certos fantasmas.
Às vezes tudo parece muito difícil, e se você sorri para os outros (não pra quem vê a lágrima correr aqui dentro, mas o, hmm, transeunte. Conhecido.), mostrando que oi, tá tudo bem com você? Sim, comigo, tudo!, putz, aí a dificuldade de acreditar nas próprias palavras do lábio vascilante toma uma dimensão daquelas.
Eu quero dormir. Sou de carne e osso, mas também tenho nervos percorrendo meu organismo. E eles me dizem que, puxa, sua passadista, desaminada de temporada, levanta!
Eu os mando à merda. Já judiaram demais estes dias, vou substituí-los em breve por concreto ou argamassa. Os pedregulhos desordenados agradecem.
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Saco-cheio, senhores. Isso tudo se chama saco-cheio, pleno, repleto.
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random: Mysteries - Beth Gibbons
6.2.04
4.2.04
Quem é vivo sempre dá os canos
Que contador mais chato. Mais inconstante.
Assinado Janaina, coerência em pessoa, cuspidora pro alto (e atingida na testa) nas horas vagas.
* *
Tenho saudades de escrever aqui, mas a preguiça e a falta de tempo (mentira, a preguiça é predominante) e uma série de notícias que me entristecem têm deixado a pena cada vez mais isolada. Choses de la vie, que'est-ce que je peut faire.
* *
Vou voltar a estudar línguas, francês ou inglês. Pelas exigências da profissão, a segunda opção é a mais provável. I need, apesar de eu preferir o biquês, bem mais charmoso.
* *
A caverna me aguarda.
* *
random: Bullet proof... I wish I was - Radiohead
Que contador mais chato. Mais inconstante.
Assinado Janaina, coerência em pessoa, cuspidora pro alto (e atingida na testa) nas horas vagas.
* *
Tenho saudades de escrever aqui, mas a preguiça e a falta de tempo (mentira, a preguiça é predominante) e uma série de notícias que me entristecem têm deixado a pena cada vez mais isolada. Choses de la vie, que'est-ce que je peut faire.
* *
Vou voltar a estudar línguas, francês ou inglês. Pelas exigências da profissão, a segunda opção é a mais provável. I need, apesar de eu preferir o biquês, bem mais charmoso.
* *
A caverna me aguarda.
* *
random: Bullet proof... I wish I was - Radiohead
2.12.03
Os fantasmas se divertem
Pessoas, volví.
Volví pros meus seis leitores diários - vocês são uns heróis da China, não me canso de dizer. hehe. (sifu, Regi, hahaha....)
A quem anda acimpanhando as aventuras da pequena Janaina em terras tipológicas, acho que dá pra ter uma noção boa de que sim, o tempo passa. Só a idade mental - ainda bem - que não. Minha mãe vive dizendo que a gente envelhece na cabeça; portanto - e os cabelos brancos ainda não chegados que NÃO me ouçam! - , só sei que foi assim.
******
Hoje tem show do Yamandú Costa aqui em Londrina. E eu, miraculosamente, vou deixar o jornal no horário. Tenho medo do trajeto até em casa; Janaina e pontualidade nunca foram uma combinação das mais aprazíveis. But it's ok. Em janeirão, folga(s). Já avisei que volto uma somaliana pra cá, e sem o efeito Cenoura e Bronze. Chega, eu quero praia, casa, comida e roupa lavada. Só isso.
******
random: Trenzinho caipira, nos dedos do Yamandú
Pessoas, volví.
Volví pros meus seis leitores diários - vocês são uns heróis da China, não me canso de dizer. hehe. (sifu, Regi, hahaha....)
A quem anda acimpanhando as aventuras da pequena Janaina em terras tipológicas, acho que dá pra ter uma noção boa de que sim, o tempo passa. Só a idade mental - ainda bem - que não. Minha mãe vive dizendo que a gente envelhece na cabeça; portanto - e os cabelos brancos ainda não chegados que NÃO me ouçam! - , só sei que foi assim.
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Hoje tem show do Yamandú Costa aqui em Londrina. E eu, miraculosamente, vou deixar o jornal no horário. Tenho medo do trajeto até em casa; Janaina e pontualidade nunca foram uma combinação das mais aprazíveis. But it's ok. Em janeirão, folga(s). Já avisei que volto uma somaliana pra cá, e sem o efeito Cenoura e Bronze. Chega, eu quero praia, casa, comida e roupa lavada. Só isso.
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random: Trenzinho caipira, nos dedos do Yamandú
10.10.03
5.9.03
Ginseng?
Putaqueopariu de memória.
Já tá virando regra essa história de esquecer aniversário de gente querida.
Ontem foi a vez do meu irmão. 19 aninhos, lembrados a cada dia há pelo menos UMA SEMANA, mas derradeiramente estapeados na cabeça após a uma da madruga. Que merda, ah...
*
Se bem que, após uma tarde toda em três favelas desta cidade que, de pacata, tem-me ficado apenas o rótulo, acho que ele vai entender.
Mesmo assim, ah...
*
Por falar em favela, numa delas (onde prenderam um traficante daqueles bem gente-fina), uma moça começou a nos xingar de urubus. Olhei de um lado, de outro, e pedi mais uma foto do meliante ao Paulo, nosso fotógrafo destemido e sagaz. Ao lado de uma frota toda PM é fácel, extremamente fácel fazer dessas; o negócio é sair da redação, já noite, sem medo de olhar pros lados. Como diria aquela tartaruga da propaganda do chocolate, “es-tú-pi-da”.
*
Ah, cabeça ordinária... foi ontem! Foi ontem! O-n-t-e-m!!!!!!
*
Depois da fornada de adevogados e professores, mais um jornalista na minha família. “Ina, não tem jeito, e não é por sua causa, mas é isso mesmo que eu queria fazer”.
Tadinho do Edu, mi maninho hombrezito. O que eu podia falar? Putz.
(confesso que fiquei emocionada > pense o que quiser)
*
random: War on war - Wilco
Putaqueopariu de memória.
Já tá virando regra essa história de esquecer aniversário de gente querida.
Ontem foi a vez do meu irmão. 19 aninhos, lembrados a cada dia há pelo menos UMA SEMANA, mas derradeiramente estapeados na cabeça após a uma da madruga. Que merda, ah...
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Se bem que, após uma tarde toda em três favelas desta cidade que, de pacata, tem-me ficado apenas o rótulo, acho que ele vai entender.
Mesmo assim, ah...
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Por falar em favela, numa delas (onde prenderam um traficante daqueles bem gente-fina), uma moça começou a nos xingar de urubus. Olhei de um lado, de outro, e pedi mais uma foto do meliante ao Paulo, nosso fotógrafo destemido e sagaz. Ao lado de uma frota toda PM é fácel, extremamente fácel fazer dessas; o negócio é sair da redação, já noite, sem medo de olhar pros lados. Como diria aquela tartaruga da propaganda do chocolate, “es-tú-pi-da”.
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Ah, cabeça ordinária... foi ontem! Foi ontem! O-n-t-e-m!!!!!!
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Depois da fornada de adevogados e professores, mais um jornalista na minha família. “Ina, não tem jeito, e não é por sua causa, mas é isso mesmo que eu queria fazer”.
Tadinho do Edu, mi maninho hombrezito. O que eu podia falar? Putz.
(confesso que fiquei emocionada > pense o que quiser)
*
random: War on war - Wilco
28.8.03
Caríssimos,
eis-me cá. E acolá, desde ontem. Menina super decidida que sou, ainda não defini se deixarei este módico espaço no limbo de sua lagoa azul (snif), ou se serei amante e amásia. Não sei. Enquanto isso, um pouco mais de lorotas hão de vir, não pensem que se livraram de mim, oh, ingênuos.
*
Pouco decidida o escambau. E ontem eu descobri isso, em meu primeiro caso autêntico de jornalismo investigativo - acho que o seminário internacional sobre o tema, em maio (?) desse ano, foi só a pontinha de algo que eu avistava lááá nos cafundós de minha carreira no futuro.
Futuro: eis algo em que não tenho tido tempo (nem coragem) pra pensar. Pensar demais estressa, perceber certas coisas que não se queria também, falar com gente autoritária e arrogante, então, nem se fale.
Mas o pior é trazer isso tudo aqui. Definitiva e marqueteiramente, ninguém merece.
Hasta la vista, cabrones.
*
random: I am the ressurrection – Stone Roses
eis-me cá. E acolá, desde ontem. Menina super decidida que sou, ainda não defini se deixarei este módico espaço no limbo de sua lagoa azul (snif), ou se serei amante e amásia. Não sei. Enquanto isso, um pouco mais de lorotas hão de vir, não pensem que se livraram de mim, oh, ingênuos.
*
Pouco decidida o escambau. E ontem eu descobri isso, em meu primeiro caso autêntico de jornalismo investigativo - acho que o seminário internacional sobre o tema, em maio (?) desse ano, foi só a pontinha de algo que eu avistava lááá nos cafundós de minha carreira no futuro.
Futuro: eis algo em que não tenho tido tempo (nem coragem) pra pensar. Pensar demais estressa, perceber certas coisas que não se queria também, falar com gente autoritária e arrogante, então, nem se fale.
Mas o pior é trazer isso tudo aqui. Definitiva e marqueteiramente, ninguém merece.
Hasta la vista, cabrones.
*
random: I am the ressurrection – Stone Roses
25.8.03
sem título 2 - óleo sobre tela
Há quase três meses, quando comecei nessa loucurada de trabalhar em centímetros de texto, por dia, ouvindo depois algum feedback de leitor (coisa rara, a quem vinha de web), achava que minha primeira manchete seria, digamos assim, trivial.
Mas confesso: aqueles números garrafais, e em vermelho, me assustaram.
Não tanto pelo tamanho - exagero de editor? Apelo de banca? Sensacionalismo? Ou o fato, em si? Ainda não tenho malícia o suficiente pra distingüir. Quem sabe depois de mais umas chapudas e diálogos internos eu consiga responder.
*
Depois de uma tarde de domingão toda fora, chego na redação e o editor me recebe com um riso de canto de boca, como que dizendo “novidades, babe”. A matéria tinha repercutido; uma equipe dos supostos “ofendidos” havia procurado o jornal com uma “carta-manifesto” (eu diria um relatório de nada mais que obrigações, mas ok, não contrarie) explicando por A+B que 2 mais 2 não é 4: é menos. Realmente, o número 4 é apenas mais um nas cifras do que nossos “representantes” ganham. Pra cima de mim?
O que me grila, nessa vida de semi-foca (perguntarei aos meus veteranos quando termina –e se já terminou – tão singela fase), é até que ponto algumas feridas devem, ou precisam, ser mexidas. Orientação de cima pra baixo é carne de vaca em qualquer lugar (menos em casa de filho mimado e birrento, vá); eu sei. Tinha que saber, aliás, antes de entrar nessa profissão.
Mas de alguma forma, apesar de angustiante (após avistá-los na seqüência de uma curva de estrada), foi bom ver aqueles barracos todos do jardim União da Vitória, um dos mais pobres aqui de Londrina. Foi o tapa na cara, a teoria jogada naquele buraco de esgoto que vi, de que jornalismo de serviço e jornalismo neutro não são, definitivamente, sinônimos. Mas claro que não se excluem.
– Garrafais e e em vermelho, sim, senhor. Vermelho como a ferida daquele moleque sujo, descalço, me pedindo um passe. São os números quem dizem, vá se entender com eles.
*
Apesar de o meu estado de espírito estar mais pra cinema/pipoca ou vídeo/pão de queijo/cobertor, o churrasco de sábado foi proveitoso. Mesmo eu não estando lá, estando.
E, para o bem da imprensa londrinense (e para o mal de muita gente), ninguém explodiu uma bomba pesada – música brega ainda não faz taaaaanto estrago, né?
*
Viva a diversidade? Pff.
*
Chega. Chatice tem limite.
Só não é, ainda, o mesmo que maleducação. Assim, obrigada pelos toques de medicina oriental, Vítor. Deveras úteis, minha cabeça agradece :-)
*
random: Coffe + TV – Blur
Há quase três meses, quando comecei nessa loucurada de trabalhar em centímetros de texto, por dia, ouvindo depois algum feedback de leitor (coisa rara, a quem vinha de web), achava que minha primeira manchete seria, digamos assim, trivial.
Mas confesso: aqueles números garrafais, e em vermelho, me assustaram.
Não tanto pelo tamanho - exagero de editor? Apelo de banca? Sensacionalismo? Ou o fato, em si? Ainda não tenho malícia o suficiente pra distingüir. Quem sabe depois de mais umas chapudas e diálogos internos eu consiga responder.
*
Depois de uma tarde de domingão toda fora, chego na redação e o editor me recebe com um riso de canto de boca, como que dizendo “novidades, babe”. A matéria tinha repercutido; uma equipe dos supostos “ofendidos” havia procurado o jornal com uma “carta-manifesto” (eu diria um relatório de nada mais que obrigações, mas ok, não contrarie) explicando por A+B que 2 mais 2 não é 4: é menos. Realmente, o número 4 é apenas mais um nas cifras do que nossos “representantes” ganham. Pra cima de mim?
O que me grila, nessa vida de semi-foca (perguntarei aos meus veteranos quando termina –e se já terminou – tão singela fase), é até que ponto algumas feridas devem, ou precisam, ser mexidas. Orientação de cima pra baixo é carne de vaca em qualquer lugar (menos em casa de filho mimado e birrento, vá); eu sei. Tinha que saber, aliás, antes de entrar nessa profissão.
Mas de alguma forma, apesar de angustiante (após avistá-los na seqüência de uma curva de estrada), foi bom ver aqueles barracos todos do jardim União da Vitória, um dos mais pobres aqui de Londrina. Foi o tapa na cara, a teoria jogada naquele buraco de esgoto que vi, de que jornalismo de serviço e jornalismo neutro não são, definitivamente, sinônimos. Mas claro que não se excluem.
– Garrafais e e em vermelho, sim, senhor. Vermelho como a ferida daquele moleque sujo, descalço, me pedindo um passe. São os números quem dizem, vá se entender com eles.
*
Apesar de o meu estado de espírito estar mais pra cinema/pipoca ou vídeo/pão de queijo/cobertor, o churrasco de sábado foi proveitoso. Mesmo eu não estando lá, estando.
E, para o bem da imprensa londrinense (e para o mal de muita gente), ninguém explodiu uma bomba pesada – música brega ainda não faz taaaaanto estrago, né?
*
Viva a diversidade? Pff.
*
Chega. Chatice tem limite.
Só não é, ainda, o mesmo que maleducação. Assim, obrigada pelos toques de medicina oriental, Vítor. Deveras úteis, minha cabeça agradece :-)
*
random: Coffe + TV – Blur
19.8.03
sem título
Tenho pena de quem continua chegando aqui procurando por “frases de otimismo”. Tsc.
*
Não sei se alguém já disse isso, mas eu falo espontaneamente, sem nenhuma intenção (descarada) de plágio: as piores distâncias são aquelas que nós cultivamos aqui dentro.
Às vezes me dá um alívio pensar assim, porque detona com meus velhos conceitos de irreversibilidade.
Hm.
*
Hoje eu ouvi uma música tão fofa que até minha enxaqueca deu uma trégua.
Mas ela é companheira assídua nesses dias; fez questão de voltar.
Assim, se alguém de Londrina souber de, me diria sra. Kato, “terapias alternativas” contra essa lasqueira desgramada do inferno (leia com erres caipiras, por favor), plis, sou toda ouvidos e olhos. Desde que dito baixinho e sob luz amena, que o contrário disso castiga o ser.
*
Derradeira:
Je veut sortir.
(só não me pergunte de onde, nem para onde)
*
random: In my life – Beatles
N.A.: valeu, amiga.
Tenho pena de quem continua chegando aqui procurando por “frases de otimismo”. Tsc.
*
Não sei se alguém já disse isso, mas eu falo espontaneamente, sem nenhuma intenção (descarada) de plágio: as piores distâncias são aquelas que nós cultivamos aqui dentro.
Às vezes me dá um alívio pensar assim, porque detona com meus velhos conceitos de irreversibilidade.
Hm.
*
Hoje eu ouvi uma música tão fofa que até minha enxaqueca deu uma trégua.
Mas ela é companheira assídua nesses dias; fez questão de voltar.
Assim, se alguém de Londrina souber de, me diria sra. Kato, “terapias alternativas” contra essa lasqueira desgramada do inferno (leia com erres caipiras, por favor), plis, sou toda ouvidos e olhos. Desde que dito baixinho e sob luz amena, que o contrário disso castiga o ser.
*
Derradeira:
Je veut sortir.
(só não me pergunte de onde, nem para onde)
*
random: In my life – Beatles
N.A.: valeu, amiga.
11.8.03
Leia antes de morrer
Tem certas bobagens que eu adoro.
Outras, que me fazem pensar no sentido da vida.
Eis um trechinho:
Happy hour aumenta chances de sucesso na carreira, diz estudo
da France Presse, em Edimburgo (Reino Unido)
As pessoas que saem depois do trabalho para beber com os amigos têm mais chances de serem promovidas no emprego do que as que não gostam de happy hour, revela um estudo realizado na Universidade de Sterling, na Escócia, e divulgado hoje pela imprensa britânica.
N.R.: Bar Brasil, aqui vamos nós, futuros chefes de redação.
Ah, claro. Já ia me esquecendo que este é um espaço, antes de democrático (para comigo), bastante dedicado à cultura de nosso povo. Então tá.
*
Dedos duros de frio. Previsão de mais geada. Uma rádio gospel que (rejeita!) interfere nas caixas de som do micro.
Nossa, pimpolhos, como a tia reclama.
*
random: Eternal life – Jeff Buckley
(um dos melhores veneninhos dos últimos meses)
Tem certas bobagens que eu adoro.
Outras, que me fazem pensar no sentido da vida.
Eis um trechinho:
Happy hour aumenta chances de sucesso na carreira, diz estudo
da France Presse, em Edimburgo (Reino Unido)
As pessoas que saem depois do trabalho para beber com os amigos têm mais chances de serem promovidas no emprego do que as que não gostam de happy hour, revela um estudo realizado na Universidade de Sterling, na Escócia, e divulgado hoje pela imprensa britânica.
N.R.: Bar Brasil, aqui vamos nós, futuros chefes de redação.
Ah, claro. Já ia me esquecendo que este é um espaço, antes de democrático (para comigo), bastante dedicado à cultura de nosso povo. Então tá.
*
Dedos duros de frio. Previsão de mais geada. Uma rádio gospel que (rejeita!) interfere nas caixas de som do micro.
Nossa, pimpolhos, como a tia reclama.
*
random: Eternal life – Jeff Buckley
(um dos melhores veneninhos dos últimos meses)
10.8.03
Uma bicuda no tabuleiro, e eu fico bem
A viagem a Sampa, semana passada, me saiu os olhos, testa, bochechas, espinhas e dentes da cara. Mesmo assim, se pudesse, encararia a busanga parativa a Little Golds, sexta à noite, só pra entregar a meu pai mais alguma caixinha enfeitada com outra beatle coisinha dentro. Neurado da Silva, esse gosta dos descabelados, tá loco.
Mas como eu não poderia contrair a doença do sono, como a Paula bem me sugeriu (nosso S.A.C. anotou sua dica!), muito menos dar balão em compromissos de genti grandi (e tb de gente compromissada, oh Disus), eis-me nesta manhã super gelada redigindo notícias para... ninguém. Isso aí.
A (como diria um colunista daqui, hehe) "bonita mensagem" no canto esquerdo da página de nosso servidor, "Microsoft OLE DB Provider for ODBC Drivers error '80004005' " (etc), entre alguns substantivos que mocinha não deve escrever aqui (mas dizer tá ok), me fez repetir uma palavrinha que eu, particularmente, detesto.
Frustrante, frustrante, frustrante.
Pior que isso, só a dupla terrêvel flagrante/fragrante. Se bem que ela traz bem menos saudades.
*
Eu ia fazer pão hoje, pela primeira vez na vida, e orientada por minha mentora alimentícia, dona Gláucia, via Sercomtel.
Valeu, servidor saltimbanco trapalhão. Você me paga.
E em fermento, ovos, farinha, e o mais caro: tempo.
*
Por falar em saltimbanco, não teve jeito. Achei que conseguiria, este ano, me livrar daquela maldição, mas foi mais forte. Assim como na gerência crítica da novela das oito (tarefa na qual sou auxiliada com afinco e destreza pela companheira Hérika, repórti e republicana), não consegui chegar em casa depois do Criança Esperança. Não deu, eu bem que quis, eu relutei, chorei de pavor, mas não resisti à tentação de ver mais e mais podrera à mercê de opiniões deveras sádicas.
Na verdade, mais que ajuda às crianças desnutridas de Pindaíba do Norte (rejeita, maldade, rejeita!), vejo aquele circo como uma comprovação empírica, ao vivo e em playback, do que tio Murphy (de novo ele) queria dizer quando balbuciava ao pé da cama, já cansado de tanto pregar e ser incompreendido, que "tudo que está ruim pode piorar".
Pois é. Kelly Key chamando Uanessa Camargo, que chamou Maurício Mattar e Angélica (ugh!-mor), que chamaram uma Xuxa punk!, que chamou Daniel (não tudo necessariamente nessa ordem, mas a intenção é a mesma) são a "nata" da teoria murphiniana. Literalmente, o fundo do poço, a rapa do tacho, a ramela do cantinho.
E eu ainda sujo isso aqui descrevendo as ilustres presenssas, oh céus. Melhor rmesmo meu pai se privar de criaturas subversivas, acabei de crer.
...
Ah, suspiro : (
*
random: Cê tá pensando que eu sô lóki? – Arnaldo Baptista
A viagem a Sampa, semana passada, me saiu os olhos, testa, bochechas, espinhas e dentes da cara. Mesmo assim, se pudesse, encararia a busanga parativa a Little Golds, sexta à noite, só pra entregar a meu pai mais alguma caixinha enfeitada com outra beatle coisinha dentro. Neurado da Silva, esse gosta dos descabelados, tá loco.
Mas como eu não poderia contrair a doença do sono, como a Paula bem me sugeriu (nosso S.A.C. anotou sua dica!), muito menos dar balão em compromissos de genti grandi (e tb de gente compromissada, oh Disus), eis-me nesta manhã super gelada redigindo notícias para... ninguém. Isso aí.
A (como diria um colunista daqui, hehe) "bonita mensagem" no canto esquerdo da página de nosso servidor, "Microsoft OLE DB Provider for ODBC Drivers error '80004005' " (etc), entre alguns substantivos que mocinha não deve escrever aqui (mas dizer tá ok), me fez repetir uma palavrinha que eu, particularmente, detesto.
Frustrante, frustrante, frustrante.
Pior que isso, só a dupla terrêvel flagrante/fragrante. Se bem que ela traz bem menos saudades.
*
Eu ia fazer pão hoje, pela primeira vez na vida, e orientada por minha mentora alimentícia, dona Gláucia, via Sercomtel.
Valeu, servidor saltimbanco trapalhão. Você me paga.
E em fermento, ovos, farinha, e o mais caro: tempo.
*
Por falar em saltimbanco, não teve jeito. Achei que conseguiria, este ano, me livrar daquela maldição, mas foi mais forte. Assim como na gerência crítica da novela das oito (tarefa na qual sou auxiliada com afinco e destreza pela companheira Hérika, repórti e republicana), não consegui chegar em casa depois do Criança Esperança. Não deu, eu bem que quis, eu relutei, chorei de pavor, mas não resisti à tentação de ver mais e mais podrera à mercê de opiniões deveras sádicas.
Na verdade, mais que ajuda às crianças desnutridas de Pindaíba do Norte (rejeita, maldade, rejeita!), vejo aquele circo como uma comprovação empírica, ao vivo e em playback, do que tio Murphy (de novo ele) queria dizer quando balbuciava ao pé da cama, já cansado de tanto pregar e ser incompreendido, que "tudo que está ruim pode piorar".
Pois é. Kelly Key chamando Uanessa Camargo, que chamou Maurício Mattar e Angélica (ugh!-mor), que chamaram uma Xuxa punk!, que chamou Daniel (não tudo necessariamente nessa ordem, mas a intenção é a mesma) são a "nata" da teoria murphiniana. Literalmente, o fundo do poço, a rapa do tacho, a ramela do cantinho.
E eu ainda sujo isso aqui descrevendo as ilustres presenssas, oh céus. Melhor rmesmo meu pai se privar de criaturas subversivas, acabei de crer.
...
Ah, suspiro : (
*
random: Cê tá pensando que eu sô lóki? – Arnaldo Baptista
8.8.03
Accidental life
Dia dos pais.
Materinha sobre papis jovens na agência; na conversa com o Thom (cuja filhota, Malu, chega a este mundo louco em dezembro), a sentença:
- Hehe, Janis, tá com cara de quem precisa dormir mooito!
- Dahnn?
*
Semana com sueldos en las manos, mas arregaçada enquanto pessoa humana, a nível de bagaço. A mente não aceita, mas o corpo denuncia que estou me senilizando gradual e enfaticamente. Que canseira, que dor nos olhos, nos dedos, n'alma - principalmente nela. E o mais cadelo de tudo isso: eu não sei por que raio de motivo.
Oh.
*
Na falta do que postar (aliás, estou tendo aulas práticas de especialização nesta modalidade de pilantragem), deixo aqui o apoio incondicional e sorrateiro ao Claudinho em seu ódio imortal ao moleque idiota das Casas Bahia. Há um tempo (na verdade, desde que o sujeito aparece nas telas) que nutro esse tipo de rancor fundamentado (não ouse discordar) de tão abominável figura. Agora que notei que não estou só nessa barca, afundemo-la em piche quente desde já.
O motivo para tanto rancor? Certeza que quereis saber, oh, crianças? Acaso imaginais que é ter um mínimo mindinho minguado de tempo e disposição para ver a (spetacular spetacular) programação da TV aberta e deparar com ... aquilo? Mala, puta mala.
E olha que eu tô longe da menopausa.
Pior que isso só um político que, esses dias, apareceu umas quatro vezes seguidas em inserções de intermináveis 30 segundos abrindo o diálogo com o amigo leitor, digo, telespectador, com um respeitoso "Eu peço licença para entrar na sua casa".
Vá se catar, mameluco. E o incrêvel é que eu ainda assisto, parece que só pra xingar.
*
Agora toca ao vivo CPM 22 a seis quadras da minha casa. Que honra. Que coceira.
E eu creio mais e mais e mais e mais em Murphy e sua corja do mal.
*
PORQUE BLOCO DE NOTAS TAMBÉM É CULTURA!
Se.ni.li.da.de
[De senil + -(i)dade.]
S. f.
1. Qualidade ou estado de senil; decrepitude.
2. Idade senil.
3. Fraqueza intelectual resultante da velhice.
Aí eu lembrei que esses dias me zoaram porque escrevi um "velotrol" em um textozinho mais descontraído. Trocaram pelo frio e muderno "triciclo". E então lembrei que hoje me cortaram (em igual tipo de texto) um "despudorado".
Salve Auréio, essa caixa de Pandora.
*
Depois de muito ler sobre o assunto (rá), concluí que estou com a Síndrome de Burnout.
E que, Janis, você precisa mesmo dormir. E parar de alugar os outros com tanta besteira.
*
random: Nana nenê / que a Cuca vem pegar
Dia dos pais.
Materinha sobre papis jovens na agência; na conversa com o Thom (cuja filhota, Malu, chega a este mundo louco em dezembro), a sentença:
- Hehe, Janis, tá com cara de quem precisa dormir mooito!
- Dahnn?
*
Semana com sueldos en las manos, mas arregaçada enquanto pessoa humana, a nível de bagaço. A mente não aceita, mas o corpo denuncia que estou me senilizando gradual e enfaticamente. Que canseira, que dor nos olhos, nos dedos, n'alma - principalmente nela. E o mais cadelo de tudo isso: eu não sei por que raio de motivo.
Oh.
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Na falta do que postar (aliás, estou tendo aulas práticas de especialização nesta modalidade de pilantragem), deixo aqui o apoio incondicional e sorrateiro ao Claudinho em seu ódio imortal ao moleque idiota das Casas Bahia. Há um tempo (na verdade, desde que o sujeito aparece nas telas) que nutro esse tipo de rancor fundamentado (não ouse discordar) de tão abominável figura. Agora que notei que não estou só nessa barca, afundemo-la em piche quente desde já.
O motivo para tanto rancor? Certeza que quereis saber, oh, crianças? Acaso imaginais que é ter um mínimo mindinho minguado de tempo e disposição para ver a (spetacular spetacular) programação da TV aberta e deparar com ... aquilo? Mala, puta mala.
E olha que eu tô longe da menopausa.
Pior que isso só um político que, esses dias, apareceu umas quatro vezes seguidas em inserções de intermináveis 30 segundos abrindo o diálogo com o amigo leitor, digo, telespectador, com um respeitoso "Eu peço licença para entrar na sua casa".
Vá se catar, mameluco. E o incrêvel é que eu ainda assisto, parece que só pra xingar.
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Agora toca ao vivo CPM 22 a seis quadras da minha casa. Que honra. Que coceira.
E eu creio mais e mais e mais e mais em Murphy e sua corja do mal.
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PORQUE BLOCO DE NOTAS TAMBÉM É CULTURA!
Se.ni.li.da.de
[De senil + -(i)dade.]
S. f.
1. Qualidade ou estado de senil; decrepitude.
2. Idade senil.
3. Fraqueza intelectual resultante da velhice.
Aí eu lembrei que esses dias me zoaram porque escrevi um "velotrol" em um textozinho mais descontraído. Trocaram pelo frio e muderno "triciclo". E então lembrei que hoje me cortaram (em igual tipo de texto) um "despudorado".
Salve Auréio, essa caixa de Pandora.
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Depois de muito ler sobre o assunto (rá), concluí que estou com a Síndrome de Burnout.
E que, Janis, você precisa mesmo dormir. E parar de alugar os outros com tanta besteira.
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random: Nana nenê / que a Cuca vem pegar
30.7.03
Entre parênteses
Comentando sobre o show de uma banda fofa em setembro, ontem, eu ouvi isso:
– Tenho ódio do Radiohead, do Coldplay e de tudo que é banda depressiva. Ódio. Perco o controle, tenho ódio, ódio, ódio. Vamos mudar de assunto?
Ainda bem que tinha soltado só uma meia dúzia de palavras. Ensaiei uma argumentação do tipo pessoas são diferentes/tudo bem, pessoas gostam de coisas diferentes/(ok, ok, tenho pena de algumas pessoas)/pessoas têm sentimentos distintos em relação à música, patatipatatá.
Depois de descobrir que meu sucinto interlocutor
1– é fã incondicional de reggae, xote, baião, pagode, samba e pop nacional ATUAL e
2– tem uma namorada que tentou suicídio ouvindo “OK Computer”,
entendi que sou devagar, bem devagar, bem devagar, bem devagar, devagarinho pra desistir de um objetivo. Tive que abrir mão aqui, pois não quero evangelizar prego, muito menos tenho batina pra tal.
..................
Sempre fazem aquela piadinha super criativa em relação a um de meus sobrenomes. “Ah, sei, teu pai é dono da viação Garcia, né?”, 3 em cada 2 babões me lascam no ouvido. Presta atenção, garoto: o dia em que meu pai me cobrar 110 pilas pra uma viagem até Sampa (a qual aproveitarei DOIS longuíssimos dias, poutz), eu me deserdo. E ainda peço o ISOPai de volta.
Ele não seria tão mau com a filhota que não vai pra casa no segundo domingo de agosto (mas que sabe o presente que ele quer, hehe). Seria?
Anyway, faço o teste só depois de a encomenda do Sedex chegar.
.................
Se os gostos são diferentes, benza Deus, digo que, pra mim, o sujeito que emprega a pontuação (essa relegada a segundo plano, pobrezinha) corretamente merece confetes coloridos da minha sacolinha branca cor de poodle. Não me pergunte o porquê; só sei que foi assim.
Um dia, então, eu tento entender minha incapacidade de escrever sem usar parênteses, esses mequetrefes atravancadores de texto (imagina).
..................
Festinha hoje à la anos 70. Uhu!
Trampo amanhã cedo, sono acumulado e mais ene coisas por resolver até... hm, amanhã. Ugh.!
Nessas horas eu consigo ver uma listagem completa de motivos éticos clamando desesperados pela realização da clonagem humana. Aí me lembro da seqüência do elefante (que “...incomoda muita gen, teee... dois elefantes incomodam....”), e meu lado Antinori-radical-sanguinolento vai embora rapidinho. Pensando bem, melhor não. Ou meu pobre maninho, sobrevivente de guerra, teria desertado há moito do posto.
..................
random: Myxomatosis – Radiohead
Comentando sobre o show de uma banda fofa em setembro, ontem, eu ouvi isso:
– Tenho ódio do Radiohead, do Coldplay e de tudo que é banda depressiva. Ódio. Perco o controle, tenho ódio, ódio, ódio. Vamos mudar de assunto?
Ainda bem que tinha soltado só uma meia dúzia de palavras. Ensaiei uma argumentação do tipo pessoas são diferentes/tudo bem, pessoas gostam de coisas diferentes/(ok, ok, tenho pena de algumas pessoas)/pessoas têm sentimentos distintos em relação à música, patatipatatá.
Depois de descobrir que meu sucinto interlocutor
1– é fã incondicional de reggae, xote, baião, pagode, samba e pop nacional ATUAL e
2– tem uma namorada que tentou suicídio ouvindo “OK Computer”,
entendi que sou devagar, bem devagar, bem devagar, bem devagar, devagarinho pra desistir de um objetivo. Tive que abrir mão aqui, pois não quero evangelizar prego, muito menos tenho batina pra tal.
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Sempre fazem aquela piadinha super criativa em relação a um de meus sobrenomes. “Ah, sei, teu pai é dono da viação Garcia, né?”, 3 em cada 2 babões me lascam no ouvido. Presta atenção, garoto: o dia em que meu pai me cobrar 110 pilas pra uma viagem até Sampa (a qual aproveitarei DOIS longuíssimos dias, poutz), eu me deserdo. E ainda peço o ISOPai de volta.
Ele não seria tão mau com a filhota que não vai pra casa no segundo domingo de agosto (mas que sabe o presente que ele quer, hehe). Seria?
Anyway, faço o teste só depois de a encomenda do Sedex chegar.
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Se os gostos são diferentes, benza Deus, digo que, pra mim, o sujeito que emprega a pontuação (essa relegada a segundo plano, pobrezinha) corretamente merece confetes coloridos da minha sacolinha branca cor de poodle. Não me pergunte o porquê; só sei que foi assim.
Um dia, então, eu tento entender minha incapacidade de escrever sem usar parênteses, esses mequetrefes atravancadores de texto (imagina).
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Festinha hoje à la anos 70. Uhu!
Trampo amanhã cedo, sono acumulado e mais ene coisas por resolver até... hm, amanhã. Ugh.!
Nessas horas eu consigo ver uma listagem completa de motivos éticos clamando desesperados pela realização da clonagem humana. Aí me lembro da seqüência do elefante (que “...incomoda muita gen, teee... dois elefantes incomodam....”), e meu lado Antinori-radical-sanguinolento vai embora rapidinho. Pensando bem, melhor não. Ou meu pobre maninho, sobrevivente de guerra, teria desertado há moito do posto.
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random: Myxomatosis – Radiohead
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