1.1.08

pequenas certezas que aquecem e gelam a gente

Primeira noite do ano. Falta algo aqui.
Primeiro post do ano. Falta assunto? Não, falta o ímpeto de escrever tudo o que penso, com todas as confusões que me aceleram o coração, gelam minhas mãos e me dão aquela sensação de que não, não posso planejar o dia de amanhã.
(Bem que eu gostaria.)
Gostaria de segurar sua mão e andar - sem rumo, sem prazos, sem senões e sem fantasmas. Mãos dadas com a certeza da pureza do sentimento, com aquela vontade da dedicação e do zelo.
Que é o zelo?
Dedicação a quem? A quê?
Bem sei: o coração não mente as respostas que guarda para si.

* * *

random: Descansa coração - Fernanda Takai

9.12.07

Receita

Pegue os cacos do coração. Cole os cacos do coração. Transforme-o em um coração que (novamente) bata de verdade, não em um que meramente sobreviva.

Junte as memórias, selecione todas que devam ir para o liquidifica-dor e deixe em repouso. Depois de um tempo, é só pensar que memória é o agora que, já amanhã, se transformará em ontem. O que vem de antes do agora pode desandar a mistura pelo coração que (mais uma vez) bata de verdade.

Enxugue aquilo que insista em tentar desandar o espírito empreendedor de quem se empenhe na tarefa. Sugestão: use o conteúdo umidificante ao liquidificar as memórias; talvez seja relaxante. Mas não garanto. (grifo nosso)

Esqueça o banho-maria: essa receita carece de agilidade, ou a colagem não será a necessária para o resultado final.

Sirva-se, se puder.
Porque eu não posso. Não me - EU, é fato - enxergo ainda o suficiente.

* * *

Os sonhos nem sempre são os mais reconfortantes; pelo contrário. Alguns deles têm a capacidade de me deixar triste um dia, alguns dias. Bendita saudade.

Alguns sonhos, contudo, podem ser, ainda que tristes, mais leves que a realidade que se avoluma sem chance de sonhar acordada. Eu bem que tento, mas o guardião do portão lembra que, em vez de chave para entrar, eu preciso mesmo é de um liquidificador.

* * *

Horizontes se fecham, horizontes se abrem. E a vida vai.

* * *

random: Oração ao tempo - Caetano Veloso

24.9.07

(anti)biótico

O inchaço fica do lado esquerdo. Bem do lado esquerdo.
A certeza de que o melhor de mim corre ralo afora também fica do lado esquerdo. Lado esquerdo tão involuntário, que, talvez por isso, às vezes eu tenha vontade de chamá-lo desprezível. Insensato. Estúpido.

* * *

Até quando um coração bate no mundo?

* * *

random:Close to you - Carpenters

18.9.07

cratera maciça

Quando entrei em casa, hoje, a fresta oportunista da persiana mostrava a lua linda no céu. Iluminava uma parte daquele mundaréu negro, mas em arredores tímidos: parecia meio enevoada, apesar do aspecto crescente.

A névoa rodeia a lua, embaça as certezas. E eu sinto que meu organismo precisa de alimento só porque o estômago dói - não há fome do alimento, nem prazer no consumo. Digestão enevoada.

O pensar no amanhã (minha prisão de tanto tempo) volta a rondar e se me lembra o quão ambíguo ele pode ser. Querer pensar, precisar pensar. Pensamento enevoado.

Ao telefone, a voz amiga tenta me convencer de que a lua pode, sim, ter um anel de luz em torno dela permanentemente. É preciso "ter paciência"; eis a receita que desconheço. Volúpia adormecida, volúpia enevoada.

Agora, queria ser a névoa em torno da lua linda.

*

random: Live Forever - Oasis

16.9.07

e é tão grande

Dizem que as feridas cicatrizam. Que o coração se acostuma.
Será que alguém de fato acredita nisso?

* * *

"Sou um coração batendo no mundo."
Será que Clarice me permite acreditar nisso?

* * *

Porque você não permite.

* * *

random: Apenas mais uma de amor - Lulu Santos

29.6.07

às vezes, a vida é simples que dói.
às vezes, parece um pinhão chato de descascar. só de descascar.
às vezes, ela é como as nuvens mais altas do céu, encobrindo os raios solares mais bonitos.
na maior parte das vezes, é um mistério.
de sensações. sentimentos. predicados. contrasensos. e de saudade, essa bandida que me acompanha desde sempre.

* * *

random: Heinrich Maneuver - Interpol

27.5.07

this is not a song

Eu já torci pra que pedras se transformassem em pedregulhos, e pedregulhos, em grãos de areia. Hoje, torço pra que a tempestade de areia se transforme numa brisa que não me intimide a abrir os olhos pela manhã. É muito ruim a sensação.

* * *

É ruim também você chegar à conclusão de que consciência tranqüila pode colocá-lo em verdadeiras frias. Hoje não me sinto madura o suficiente pra lidar com isso - volta e meia, algumas situações da vida me apertam o peito e me dão medo, um medo estranho porque me dá vergonha de expô-lo. O resultado é sempre aquele sentimento que me acompanha desde sempre: qual minha função no mundo? Felicidade plena existe, mesmo? Que caminho tomar, dentre tantos, e em tantas esferas da vida? Perguntas sem resposta. Eu acreditei até há um tempo que seria a melhor analista de mim mesma - hoje, é dificil não acreditar que é o mundo que precisa de análise, mas se recusa a receber.

* * *

É como se o caminho torto fosse a reta da direita, com uma placa indicando "perigo - mas siga adiante".
É como se tudo o que eu sonhei como forma de vida me mostrasse uma face que, embora não de todo desconhecida, se revelasse mais feia do que eu podia supor. Como uma tempestade de areia.

* * *

Na reta oposta, a placa que me ajuda a abrir os olhos, de certa forma. "Feche os olhos e sinta-se a salvo".

* * *

r
andom: The magic numbers - This is a song
I lie awake in the dark
Lost in the beat of my heart
Well baby look over your shoulder
you're not alone in this love

4.5.07

primavera no outono

Porque, apesar de tudo, tem sempre uma luz chamada afeto no fim do túnel - um par de meias quentes numa noite fria; uma lembrança viva o suficiente pra afastar a solidão.

Porque, apesar de tudo, você acorda e sorri - deixa pra lembrar da adversidade quando, nota, ela já nem é tão grande assim. Ou, pelo menos, não afeta tanto quanto o afetava há um tempo.

Porque sente o que de fato quer dizer aquela palavra tão portuguesa, e tão cheia de sentido somente ao ente querido. E porque, percebe, é um sentimento que em dose aplacável a curto prazo pode ser até instigante aos sentidos. Aplacável; findo, jamais. Feliz ou infelizmente? Nunca vou saber.

Por isso tudo - e mais um pouco bem generoso - a gente "escarafuncha" a vida, e, querendo, transforma os paralelepípedos em pedregulhos. Quiçá, em grãos de areia. O importante é não tropeçar neles. Eu juro que tento - pelo menos já tenho os pés aquecidos, em caso de friagem.


* * *
random: Double Feature - Camera Obscura

25.3.07

desfibrilador! desfibrilador!

Um dia eu escrevi nalgum lugar sobre a paixão pelo coração tranqüilo.
Mas o coração descompassado é que me mostra, na verdade, o quanto estou viva.

* * *

random: Fico assim sem você - Adriana Partimpim

20.3.07

on/off


Quando eu era criança, capa da invisibilidade e máquina do tempo eram as grandes piras por uma nação mirim mais feliz. Ê, se eram.

Na adolescência, o decodificador de pensamentos até me soava como uma boa aquisição no bloco de três pedidos ao gênio do copo d'água. Não, eu não usava nada de ilícito, apesar de o vício em café ter se consolidado nessa fase - mãos trêmulas em dias de prova, cruzes, que o digam -, apesar de eu ter gostado, e bastante, de curaçao blue com sorvete de limão. Céus.

Algumas decepções me alertaram pro perigo de um decodificador desses; a máquina de teletransporte ganhou espaço (a bem da verdade que eu ainda gosto de "De volta para o futuro", portanto,...) e eu enfim sosseguei na condição de reles mortal: passar no vestibular estava de muito bom tamanho. Sair dessa fase, idem.

Hoje, eu ficaria bem satisfeita com algo que me lembrasse - e funcionasse como, claro - um desfibriladorzinho de sentimentos, se é que dá pra se chamar assim. Basta programar, que pronto: você não se importa com o que não deve; não se chateia com aquilo que, depois, viu o quão bobo era; não liga a mínima se fizeram seu coração em pedacinhos bem miúdos com uma palavra, um olhar ou um gesto. Não se ilude com adjetivos, não sofre com os advérbios. Ah, os advérbios...

No contraponto, uma das muitas programações do dispositivo possibilitaria a você sentir (na dose ideal pro chamado "dia de se registrar pra sempre na memória") como que um detalhe às vezes tão irrelevante pode ser mágico, dependendo do ângulo de que ele é avistado.

Não haveria sobressaltos: só quando eu quisesse - e quando quisesse, parariam num apertar de botões.

Não haveria mau humor, tampouco inconformismo demasiado - mas neste último ainda vejo um lado positivo. Creio que o desfibrilador, aqui, seria ambiguamente perigoso.
Enfim, não haveria distorções. E eu seria pra sempre feliz.

* * *

Hoje começou o outono. E só hoje me toquei que nasci na estação preferida e que posso, sem culpa de incoerência, responder "quantas primaveras" completarei. São estações aparentemente opostas, mas, pra mim, se completam de algum modo. Pra perceber isso eu ainda não preciso de nenhum desfibriladorzinho de sentimentos, tá bem?

* * *

r
andom: Lover I Don't Have To Love - Bettie Serveert
You write such pretty words
But life's no storybook
Love's an excuse to get hurt
And to hurt

9.3.07

vaporeto nele!

Poxa. Esse blog, que um dia foi quase diário, agora tem atualização praticamente anual. Mais um pouco e ele segue a regra da CNH, pode crer.

* * *

Fazia tempo que não passava aqui, e qual não foi minha surpresa ao notar, pelo contador, que há gente que tem passado mais que eu? Fui lembrar do empoeirado, esses dias, quando uma amiga pensava em nomes praquele que deve, eu espero, ser um blog futuro.

Meu capetinha-caramunhão me diz que quem vem aqui veio sem querer, pelo Google. Meu anjinho-poliana diz que não: são os antigos (iiiiigos) leitores de anos passados. Coitados, um dia perderam tempo aqui.

* * *

Engraçado como o tempo passa - rápido, cada vez mais rápido - e algumas emoções, olhando agora, só mudam as vestes. Aquela música, aquele vazio ou aquela euforia, aquela sensação do lead infinito sem resposta não são tão diferentes, apesar de as situações mudarem um bocado.

O que me parece cansaço físico, às vezes, se revela uma vontade tão inexplicavelmente grande de dizer 'chega' a algumas situações que esgotam que coloco a mão no peito e vejo o quanto ela pula, embalada pelo músculo-bombeador. Outras vezes é a gana pelo 'sim' às que, quando menos espero, fazem eu me sentir ridícula por perceber, num dado momento, que estou ali perdida há minutos, pensando, lembrando, feliz.

Pensar demais, dizem, é sério demais, pois pode mover muros em direção ao meio do caminho. Se eu não agisse assim, imagino que os muros hoje estariam 1-) derrubados, substituídos por jardins, ou 2-) protegendo pra sempre uma casca de ovo.
Mistérios da meia-noite.

* * *

Mais de um ano depois, porém, adversativas como essa vão ganhando um sentido mais luminoso no meio de expressões queixosas. A vida é um filme por vezes cansativo, mas sem problemas de territorialidade na divisão daquele bendito braço único de poltrona.

Sim, sim.

* * *

random: Until the end - Norah Jones
Like a child, you forget,
But I remember everything...and every sting.


11.1.06

Há um bom tempo, achava que escrever seria bom pra eu tentar entender, pelo menos em parte, o oceano revolto que subia e descia dentro de mim, às vezes causando estragos dentro e fora da superfície. As experiências de vida me fizeram ver que ser escutado e aprender a escutar também seriam ferramentas importantes no processo.
Uma música, um conselho, uma palavra boa - e até uma palavra ruim. Valeria tudo.

Hoje, aos 25 anos, descubro pasma que nem uma coisa nem outra são capazes de me trazer a resposta que buscava. Escrevia, escutava, escrevo novamente, e a sensação é que nem eu, nem ninguém vai conseguir decifrar cada onda gigante.

* * *

Às vezes a gente idealiza tanto a felicidade que até se esquece de notá-la em momentos sublimes, porém singelos. Ouvir sua banda preferida tocar Aquela música à sua frente, ante ouvidos lindamente pasmos, ou ver aquela pessoa que você tanto estima realizar um sonho, são sinais de que as coisas podem, sim, ter um jeito.
As suas lágrimas, os nossos lusitanos queridos, aquele casamento entoado desde o início como uma bela canção - e eu preciso de mais sinais?

* * *

random: No meu jardim / Sementes à terra - Madredeus

20.5.05

suspiro.sem.açúcar

Como uma amiga escreveu dia desses, às vezes a gente se pega nas chamadas sinucas de bico. Olha pra um lado, olha pro outro, mas estão só eles lá: a caçapa ameaçadora, o taco impiedoso. E a bola preta mandando uma banana bem grande, irônica, lembrando que você é só mais um naquele palco verde de vergonha.

Lá pelos 8 anos, tinha certeza de que queria ser dentista. Talvez pela admiração pela 'tia' que cuidava dos meus dentinhos de leite, sei lá. A relação com a diabetes de minha avó, a rotina em hospitais que isso gerou e mesmo o sonho dela de me ver médica, no Hospital de Botucatu, me incutiram outra pretensão de gente grande - e tola. Sem poder ver sangue, muito menos sem sequer poder imaginar uma sutura, a idéia caiu por terra bem em cima da hora, fim do colegial, como tinha de ser comigo. A hipótese de que um velhíssimo hábito pudesse sacramentar uma forma de vida tocou fundo, abracei o jornalismo e tive enfim aquela certeza irretocável do que queria, finalmente, me tornar para a vida.

Dois anos de formação acadêmica depois, hoje eu tenho a certeza do que não quero ser, em hipótese alguma. É como na religião: há o sagrado, há o profano. Me imaginar lambendo chão ou tendo de recuar daquilo em que acredito, misturado à sensação de que o que é ruim pode piorar ainda mais, atordoa. Aniquila. Entristece. Decepciona. Ata.

Sutura é o de menos, pessoa.

* * *

random: Cuide bem do seu amor - Paralamas

11.11.04

O sono e suas malandragens

Eu ia postar, mas mudei de idéia.
Vi no Orkut um povo elogiando a Norah Jones porque ela é morena (!!!) e isso me tirou qualquer ímpeto de.

Pff...

* * *

Escreveu Janaina, princesa-interventora da Incoerência. Afinal, isso aqui não deixa de ser um post!

* * *

(já que é assim...)
Bauru-City, Campinas-Gate, Sampa-som, aqui vou eu. Que meu salário dure até Trindade, que minhas neuras me deixem em paz nesses 30 dias. Aliás, que elas fossem presas em uma colônia penal agrícola (carpindo data, carpino data, ordinárias!) bem longe das minhas vistas. O que os olhos não vêem ... , lembra? Eu lembro da frase!
Férias pra que te quero!
Pijama e cama também!
He!

* * *

random: She - Norah Jones
faixa do DVD inexplicavelmente posta fora do CD. Acinte, minha gente, acinte!


10.9.04

oh, céus. oh, vida.

Hoje eu estava super feliz, super mesmo.Aniversário de gente quietinha, mas bacana; reunindo gente bacana que não saía com a patotinha há tempos; em lugar bacana. A caipirinha de morango e abacaxi, então, bacaníssima.

Não sei se é mal da profissão ou do gênio mesmo, porque não me lembro se quando criança ou aborrescente eu era assim. A verdade é que ando vendo segundas intenções em certas coisas que me falam ou fazem, de forma que, acredite, acabo interpretando algumas mudanças bruscas de atitude de um jeito que eu não queria que existisse. A dúvida é uma merda, não tem coisa pior que ela. Principalmente quando envolve gente querida, mais ainda quando é gente que, a despeito do adjetivo anterior, já deu decepções e sorrisos de monte - não exatamente nesta ordem. Não mesmo.

* * *

random: Can't stand me now - Libertines


31.8.04

quando te virarem a cara, põe a tua no travesseiro
Sabe aquela sensação de ter nascido no dia errado, na hora errada? O que se faz então quando isso volta e meia resolve (re) aparecer? Janaina=tonta.
* * *
Ah.
* * *
Começaram a brigar aqui em frente ao meu prédio. Da janela do sexto andar pude ver o rapaz que berrava e chutava a porta do carro do outro (danem-se o silêncio da madrugada e a noite de sono de quem trabalha) erguer a arma e apontá-la pra cabeça de outro. Nisso chega a polícia, que vem um quarteirão antes com a sirene ligada, que fica 10 minutos no local, com três (TRÊS!) viaturas, e que vai embora em seguida, dando um tapinha nas costas do berrão. Incrêvel, minha gente.
Pior que isso, só ter a certeza de que se vai de novo acordar com enxaqueca e com jingle eleitoreiro daqui algumas horas.
Férias de Londrina, é disso que eu tô precisando.
* * *
random: Sand River - Beth Gibbons e Rustin' Man


17.8.04

Terça Tilt

Bar Valentino, hoje, 22h. Eu se fosse você não ficava vendo "A Diarista" - a biboca vai ter gente bacana te esperando, especialmente do balcão pra fora.

* *

Yés. Sucumbi à adrenalina do evento.

* *

random: There goes the fear - Doves
ou a "banda sabonete", nas palvras de alguém que infelizmente não vai ver minha estréia do balcão pra dentro



19.7.04

Cadê o espanador?
 
Eita poeirão, sô.
Quem serão os cinco felizardos que entram aqui todo dia? Desde já, meus cumprimentos e meus sinceros so-so-sorries, 'cos I'm a lazy, Lord.
 
*****
 
Há uma semana tento abrir meus emeios e não consigo. "Error" --> ê, palavrinha horrorosa nesse mundão de internet.
Por falar nisso, 11 em cada 10 matérias que elio sobre o Orkut dizem que é fácil, fácil viciar na coisa. Terá a pequena Janaina no mundo encantado das fibras se purificado dessa vida de vícios (ô...)? Oh, será?
 
(desde já ela informa que Café não se enquadra nessa classificação.)
(desde já ela informa que Saudade idem.)
 
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Mudanças. O que seria da vida sem elas? Tomara que.
 
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random: Sentimental - Los Hermanos
 
 

18.5.04

que o nono lugar seja chamado logo

All my life I felt so uptight,
Now it's alright.


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Hmm. Esse now ainda me engana, se eu não for esperta.

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Sabe qual o lado ruim de se sentir sempre naqueles picos de sentimentos? As partes baixas. Ainda mais quando elas recebem golpes da mesma natureza.

E o pior: quando elas são socadas até você sentir muita, mas muita dor, sem saber o porquê daquilo estar acontecendo. Mais que estranho, decepcionante.

Quando eu era criança, queria ser adulta. Quando cheguei aos 21 anos, uma crise nem tão passageira me despertou pra algo que talvez eu ignorasse quando usava fraldas e chamava a mamadeira de "delícia": a maldade de gente grande é diretamente proporcional ao tamanho do corpo. Puxa, como eu era ingênua.

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Pra aquecer o coração, Fernanda Takai cheia de ternura com um John bem carismático no palco. Ave, mineirinhos, só vocês pra me fazerem esquecer dos desgraçados 6 graus ao relento.

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random: pois é, né.

1.5.04

pausa do café

Há pelo menos um ano eu ando de bar em bar ou congênere, aqui em Londrina, perguntando aos garçons, com cara de cachorro sem dono, se o distinto estabelecimento serve suco de melancia. Nunca serve, nunca tem, alguns até riem.

Uma semana combinando de ir tomar o tal suco num lugar 100% de certeza de ter o bendito líquido (uou, quantas emoções nessa minha vida), hoje me calha de estar frio. Taqueopariu.

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Feijoada de sábado é bom, mesmo quando é a alma que precisa de alimento.

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random: Ticket to ride - Beatles