30.12.02

Adeeeeeeeeus, ano veeeeeelho.....

Que os deuses responsáveis pelas paradas do bus me ajudem. Nada de bebum ao meu lado hoje, please.

Que este calor também dê uma trégua. Pelo menos enquanto durar a viagem, posto que é chama.

que tudo se realiiiiiiiize.......

Ótima passagem de ano pra todos, pulem quantas ondas quiserem, seus sacis felizes.

Gradecida por acompanharem estas asneiras e (os mais corajosos) por deixarem seus pitacos.

Até ano que vem, moçada!
(eu não podia ficar sem o trocadilho infame, sorry)

no ano que vai nasceeeer...

O resto da música fica por sua conta ; )



27.12.02

Oba, você veio!

Que dia lindo fez hoje. Fazia uma cara que o céu aqui não amanhecia com um azul tão intenso, sabe? E agora, já quase noite, horizonte vermelho e laranjado acariciando a vista, eu tenho certeza de que vale a pena, sim, acordar cedo, ver as ruas semi-vazias e ter a sensação de cansaço ir embora, apesar dos exercícios pós-ceia.

Credo. Não agüento essa história de health generation, deixa eu preparar meu hamburguer ultra-kcal antes que me convençam a só comer alface. Ugh!

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Aluno é um bicho estranho. Vestibulando, deveras estranho. Vestibulando a uma semana dos exames, cuidado: só chegue perto dele se você estiver vacinado.

Por azar (ou sorte, sei lá), minhas aulas são sempre às quartas-feiras. Natal e Ano Novo, vc bem sabe, caem exatamente neste dia. O sea: dezembro foi um semi-mês na vida desta dedicada e exímia professora.

Dormiu? Então acorda, eu já parei.

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Como eu seleciono as porcarias (no bom sentido) que guardo, vasculhei a escrivaninha em busca de lixo não reciclável. Entre trocentas e 10 ofertas de uma certa editora spâmica e cadela (não, não é 1º de Abril!), 15 pequenas pérolas corrigidas, a caneta verde (é a cor da esperança, me disseram), esperavam ansiosamente pelo dono, certas de seu destino, se ali permanecessem. Lá vamos nós, sol desgraçado.

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- Professora, você acredita em milagres?
- Se a fé for braba, talvez.
- Hm.
- Por que?
- Minha família tá na praia, sabe? E eu decidi ficar só pra assistir às últimas aulas do semestre, porque...ah, deixa pra lá...
- Chora.
- É que, na noite de Natal, eu sonhei que um dos reis magos vinha me visitar e dizia que, seu eu quisessse passar em Medicina, tinha que ralar até o último minuto.Então eu passei o Natal sozinha, estudando e comendo miojo.

(engole, vai)

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Quase chorei. Só não me pergunte de quê, ou serei apedrejada em praça pública.

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Sabe aquela sensação de gostar muito de algo, sem conhecê-lo por completo, e, conhecendo, se decepcionar? Quebrar cara, dar com os burros n'água, se ferrar, enfim, ficar puto?

Que merda. Eu gostava muito de uma música (não do cantor, diga-se de passagem), Feel, do chato do Robbie Williams. Hoje eu vi o clipe da dita cuja e tive vontade de ser Norman Bates, naquela cena clássica do chuveiro. Aprende, bocó.

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Feliz Páscoa pra todo mundo, de coração.

random: Tribalistas - Velha infância
(Olha o que você fez comigo, tolinho)



26.12.02

Hoje a festa é sua, não minha

Esqueça as despedidas.

Esqueça os dias de folga, rango à la carte, roupa lavada e todo o tempo do mundo ("... eu sou mesmo exageraaado") para ler, dormir, rever pessoas queridas.

O pior mesmo dos retornos são aqueles feitos em expresso da meia-noite, com um bêbado ao teu lado, criança chorando e estúpidos com fone no ouvido e a música (pagode, claro) na ponta da língua. Eu odeio todos vocês, jerimuns sem noção de territorialidade.

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E aí, comeu bastante? Ganhou muita "lembrancinha"? Ótimo, então não me conte, só perguntei na falta do que falar.

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As ruas hoje estavam quase vazias. 50% do movimento normal, se muito. O vento gelado anunciando a boa velha.

Pelo jeito, "dia útil" está se tornando mesmo uma expressão cada vez mais subjetiva...

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Agradecimentos ao querido mano de todas as horas que, num gesto de tresloucada lucidez, concedeu-me seu apetitoso video cassete para encher o vazio do meu apartamento. So sad, so sad, but I'm happy, darling.

Edu, você vai pro céu, querido.

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random: There goes the fear - Doves



23.12.02

Os três segredos das pessoas felizes

Que livro reportagem, que nada. Ainda entro no mercado editorial com uma compilação das melhores "Dicas du Verão" em pocket version, bem baratinha, pra brindar leitores das classes A a E.

Como criatividade nunca foi o meu forte, acho que esse não será o problema. Zero em criação, 10 em embromation, vontade de começar e uma meia-dúzia de chavões universais. Pra quê eu precisaria de mais?

A questão dos direitos autoriais nem é tão complexa assim. Mim amiga, basta você me conceder a sua coleção de selos pra eu anexar à minha, semi-falida, que estamos conversados.

Não falei que eu era nota 10 ?

Destarte (homenagem a mio amico adevogado), apresento aqui algumas dicas bastante básicas a você, ovelha desgarrada, que de quando em nunca lembra de visitar os puro-sangue, ou, se preferir, a sua amada e garrida família. Oh, o verão em nossos corações...

- de imediato, demonstre surpresa ao ver os seres mais novos. Caso confunda certos nomes, não se faça de rogado (a): dê um risinho maroto, aquele tapinha esperto nas costas e diga que era brincadeira. Importante: procure o banheiro mais próximo, ou diga que alguém da AACD chamou ao portão, mas dê o fora. Evite perguntas.

- não faça planos típicos de dias ensolarados. Sabe aquele biquíni, ou aquela sunga, que você olhou com desejo antes arrumar as malas? Pois bem, estas peças, segundo tradições espartanas, têm um forte caráter anti-mercadológio, fascista e proletário. Não imprima com facilidade a sua intenção de pequeno-burguês capitalista, ou as conspirações (dos mais variados tatames; em casos mais covardes, solicita-se até ajuda de São Pedro) podem ser avassaladoras. Seja casual e, ao guardá-las, não esqueça aquela cara bem blasé, do tipo: vc é só mais um, querido.

- por fim, não espere que a parentada mais velha mude o discurso pseudo-nefasto. Não. Você sempre terá "crescido taaanto!"; mesmo zarolho, sem os dentes da frente e com bafo estará "cada vez mais boniiiito(a)", vagabundo que esteja, será ainda a criatura "mais inteligente da nossa família!" Róinc. Claro que há formas menos polidas de se safar dessa situação, mas como este manual é deveras polido, a saída mais coerente com nossa linha editorial talvez a seja a do sorriso de agradecimento.

- Só isso?

Nããão, esperto leitor! Agradeça de volta. Mas agradeça MESMO. Aqui você tem duas alternativas: busque lá no duodeno algumas lágrimas furtivas e diga que nunca, mas nunca mesmo alguém o elogiou tão sinceramente, chore e peça um pouco de Maracujina, simulando uma falta de ar de emoção forte. A alternativa 'b' é a da retribuição eficaz. Você está outra pessoa, mais altiva, mais bonita? Pode ser, mas JAMAIS melhor que quem lhe disparou (digo, mandou) o elogio. Atenção: seja contundente, e, se precisar de uma forte dose de baixa auto-estima, vá em frente: é o seu sossego que está em jogo. Esta é popularmente conhecida como a Técnica do Cansaço, ou Técnica da Memória Arrependida. Nunca mais sofrerás tais incoveniências, caro leitor.

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A menos que vc aprecie massagens no ego, mas aí compre Paulo Coelho ou Lair Ribeiro.

Anote sua encomenda neste bloco e teremos o maior prazer em servi-lo, ainda mais se vc pagar à vista, com selos sem cola, de preferência.

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Mas comprando ou não o nosso pocket book, você recebe inteiramente de grátis, em sua casa, os votos de um feliz Natal deste pequeno bloco. Se a data lhe é feliz, ou triste (o que importa é você sentir que não virou um monstro de insensibilidade), não importa. Sempre há aquele sonho escondido de que algo bom aconteça, tomara que aconteça mesmo.

Pelo fim do peru, do panettone, do leitão assado e das árvores de Natal de material reciclado, ótima noite a você, antes de leitor, um herói.

hou hooooooooooooou...


random: Get free - Vines



22.12.02

Espreguiça bem, vai

Doze horas seguidas de sono: acho que bati o meu recorde. Uaaaaaaah.

Só mesmo ficando à margem de toda a loucura para se ver o tamanho dos tentáculos em que ela nos prende.

Ufa. Hoje é (um outro) domingo.



20.12.02

O último a chegar na pizzaria é esposa do Faustão e mulher do padre Quevedo.

hehe





Aaaacaaboooouuu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Uhuuuuu!!!!!!!!

Dever cumprido, malas abandonadas me esperando para a formatura. Delas.

Contagem final, antecipada, câmbio: desligo -

Z E R O ! ! !

Fui.

The end comes, trust it:

# - Get me away from here I'm dying



Classificados

Veneno para pomba: compra-se.

Veneno para as pombas que assolam a janela do teu trabalho: paga-se bem por ele.

Ainda pego essas cretinas (que mais parecem uns frangos, a bem da verdade) e mato a fome da periferia londrinense. Deixa estar.

*

Nada como um catá bem dado na barriga pra animar. Xô, enxaqueca. Sua pulha.



Serviço

Putz, que coisa boa poder dar uma notícia dessas : )

"A esperança é a última que morre"; "Quem espera sempre alcança"... começo a ver um fundo de verdade nesses ditos.

Se você é um pouquinho mais curioso (a), manda ver.




that's that

Decifra-me, ou te devoro.

Assim disse o Espírito de Natal àquela garota tola, que não conseguiu vê-lo no meio das crianças barulhentas que apostavam corrida na escada-rodante, tia, sai da frente.

Assim ela percebeu que a mesma euforia que antecedia aquele momento, de repente, se transformou em melancolia. Esta, dizem, evoluiu para um mal humor terrível. Não, não adianta se tomar Milanta Plus. O nó que queima a garganta da pequena é estúpido demais pra se deixar calar por paliativos do bem.

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Hoje eu andei pelo centro. À noite, sozinha. Compras de Natal. Não decifrei o espírito de fim de ano no olhar de nenhum ser, nem das avós, nem dos próprios pirralhos. O que os move é grande demais pra deixar um espaçozinho que seja a algo que as mãos não podem tocar. Só o coração.

Eles não decifraram, mas no fim a devorada fui eu.

*

# 5 - Night walk

relating events as they choose to
but all their words and actions come entirely from you


*

ok, ok.

Respiração cachorrinho, vai, assim. Isso.

*

Em tempo -

um.




19.12.02

dois.









18.12.02

Contagem regressiva:

três.

Sossega a euforia, bixo, que o show do Roberrrrrrto é só à noite.




17.12.02

O Sesc, esse palácio dos pobres

Arroz, feijão, cinco tipos de salada (até maçã com coco? argh.), bacalhau ao molho com batatas, strogonoff, batata e espetinho de carne: R$ 2,70.

Suco de melancia com água, 300 ml: R$ 1,50.

Ver o bad boy ao teu lado tirar a carne do dente com o palito do espetinho e deixar uma dentadura, faceira, cair no prato: não tem preço. Nem aqui, nem na Turquia, brimo.

*

Cada coisa que só registrando em foto ou vídeo mesmo pra alguém acreditar. Quer vender uma Mavica?

*

Nota de Rodaopé, nêgo

A editora deste blog anunciou na terça-feira (17) que considera arbitrárias quaisquer tentativas de massacre em massa de animais.
Dessa forma, ela esclarece que não mistura as carnes, pois tem "ogeriza a essa nojeira, credo".

Procurada pela reportagem para confirmar a informação, entretanto, ela não foi encontrada.


*

Bleh, que esse post me deixou enjoada.

*

and the Oscar goes to....

A dica musical desta terça-feira de céu 'azul da cor do cééu', quente pra rebenta (como diria um velhote que eu entrevistei um dia), mas linda, não é uma faixa, mas um álbum completo.

Gostem ou não, crianças (sei de muchas personas que detestam, mas f-se), a recomendação é a trilha sonora Storytelling, gravada com maestria pelo Belle and Sebastian, essa banda que eu gosto tanto. Nada de comentários resenhosos, que não tenho saco pra isso. Mas se um dia você estiver com vontade de ouvir uma música de olhos fechados, prestando atenção a cada instante dela; ou se quiser ver o pôr-do-sol no céu avermelhado e se emocionar com isso, sem se preocupar se está sendo bobo ou não, a dica é bastante sensível.

Ah, o verão tem lá suas (parcas) vantagens, eu reconheço. Ver o sol que eu vejo da janela do meu quarto, às sete da noite, tira qualquer réstia de mal humor. Só não falemos do efeito estUfa, please.


Contagem regressiva:

quatro.




16.12.02

Falar em Correios, estes dias sonhei com um bando de homens, saindo de lá, todos de vermelho. Eu na banca de jornais ao lado, assustada, olhava aquele povo todo e não entendia, até que, súbito, o dono da vendinha (uau, interiorrr 's back) me dizia que o Lula já havia tomado posse.

Ah, tá.


Vinde a mim as criancinhas...

Não, Michael não passou por aqui não. Ainda.

*

Você já se deparou com o veículo dO Altíssimo?

Já teve a chance de ver, assim, à sua frente, o carro dO Todo Poderoso, na SUA cidade?

Pois eu tive, e foi hoje. Santana prata, placas GOD 2002, ao lado da agência central dos correios de Londrina. Faço umas combinações estranhas com placas de carro (louca, eu?); não, eu não me enganaria qunao à dita cuja.

O adesivo estava lá, ow, não é mentira não!: "Expresso do Senhor", num lindo desenho branco de estrela cadente.

Este foi o sinal de que eu precisava. Maktub, estava escrito, era pra ser hoje!

*

Jogo na Megasena amanhã, meu chapa, eu ei de tomar vinho tosco num lugar melhor que este aqui. Basta, 34 graus!



Contagem regressiva:

cinco.



15.12.02

Aprende, idiota.

Ah, como eu sou tonta.

Dizem que jornalismo é a segunda (ou terceira, não lembro) profissão que mais mata profissionais no mundo. O top morte ainda é dos publicitários.

Acho que nem é mal da profissão. A culpa é do stress (a menos que eu seja capturada pelas Farc ou pela Al-Qaeda), esse inimigo que de oculto não tem nada. Stress por motivos banais, então, é passível de tratamento.

Como eu sou tonta, meu Deus...

*

Vá por mim, coleguinha: pra tudo nessa vida há formas de se piorar aquilo que já fede. Mexa um pouco e verá.

Sentir-se desgostoso com algo não é uma dica legal para as derradeiras horas do seu fim de semana, eu sei. Mas ter de escrever sobre isso, destacando as qualidades do inimigo, é um exercício de paciência, pq eu não acredito em humildade repentina, tá.

Como eu sou tonta. Ainda aprendo a lição e visto uma daquelas camisetas shegay da "No Stress", nem que seja pra dormir e ter sonhos mais calmos.

Mas antes me deixe arquitetar mais um atentado terrorista. Alvo da vez: as buzinas. Ah, as malditas buzinas...

*

música incidental: B & S - I don't want to play football




Contagem regressiva:

seis.



14.12.02

Pqp, que às vezes certas vantagens se convertem rapidinho em desvantagens horríveis...

O Meu Ministério adverte:

Morar ao lado de churrascarias é prejudicial à saúde. Mental e física.
Ainda cometo um ato terrorista, ah, cometo.